sábado, 23 de maio de 2009

A IRREFUTÁVEL REVELAÇÃO...

A IRREFUTÁVEL REVELAÇÃO...
(Autor: Antonio Brás Constante)

Neste momento toda a atenção do mundo está voltada para uma só pessoa. Um senhor de 89 anos, de origem humilde, morador do interior do Estado do Rio Grande do Sul. Um homem conhecido em sua região, apenas como Seu Artêmio.

Há algumas semanas atrás, finalmente foi decifrada, de forma clara, parte de uma das profecias de Nostradamus. Fato que coincidiu com o achado de uma carta feita na época de Cristo, escrita por apóstolos e pela descoberta de algumas inscrições Maias.

Analisadas as três escrituras, constatou-se que se referiam ao mesmo assunto. Falavam sobre uma pessoa, que em um certo momento e em um determinado lugar, receberia a inspiração necessária para esclarecer-nos sobre a origem da humanidade. A pessoa em questão era o Seu Artêmio.

Ele foi o escolhido, para que através de uma única pronuncia, pudesse responder sobre quem somos, de onde viemos e qual é nosso papel neste plano material.

Seu Artêmio se mostra calmo e contemplativo, imerso em seus pensamentos. Totalmente indiferente aos milhares de repórteres ao seu redor e câmeras que filmam o seu semblante. A qualquer momento ele deverá falar e o que disser guiará nossos passos. Abrirá nossos olhos sobre o verdadeiro sentido de nossa existência. Esperem, parece que ele vai dizer algo...

- A...

Sim, Seu Artêmio, diga: “A” o quê? A humanidade? A origem da vida? Parece por uns instantes que ele não vai conseguir falar. O que é mais do que compreensível. Dada a responsabilidade advinda das suas próximas palavras. Todos estão esperançosos. O silêncio é total. Os corações de bilhões de pessoas batem descompassados. O nervosismo está estampado em cada rosto, diante da grande revelação sobre algo que, provavelmente, será a comprovação de nossa origem divina. Vamos, Seu Artêmio, diga-nos qual o sentido da humanidade? De sua boca saíra, afinal, o que nós, seres humanos e racionais, realmente somos. Meu Deus! Ele vai falar. ELE VAI FALAR!

- A... A... AAAAAATCHIIIIIIMMMMMMM…

(P.S: as profecias também falavam sobre um livro, denominado: “Hoje é seu aniversário – PREPARE-SE”, que seria lançado em junho de 2008, por um escritor chamado: Antonio Brás Constante e que mudaria a vida de todos aqueles que lessem o seu conteúdo. Resta-nos esperar para ver se as profecias se concretizam...).


E-mail: abrasc@terra.com.br

Site: recantodasletras.uol.com.br/autores/abrasc

NOTA DO AUTOR: Divulgue este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos).

NOVA NOTA DO AUTOR (agora com muito mais conteúdo na nota): Caso queira receber os textos do escritor Antonio Brás Constante via e-mail, basta enviar uma mensagem para: abrasc@terra.com.br pedindo para incluí-lo na lista do autor. Caso você já os receba e não queira mais recebe-los, basta enviar uma mensagem pedindo sua retirada da lista. E por último, caso você receba os textos e queira continuar recebendo, só posso lhe dizer: "Também amo você! Valeu pela preferência".

ULTIMA NOVA NOTA DO AUTOR: Agora disponho também de ORKUT, basta procurar por "Antonio Brás Constante".

sexta-feira, 22 de maio de 2009

ABRA AS ASAS, E PODE VOAR

(Tributo a Zé Rodrix)

 

Já fazia tempo que eu sequer ouvia falar dele. E pensar que ele foi um dos principais ícones do rock "pé na estrada" no fim dos anos de 1960, para logo depois transformar-se, pela voz mágica de Elis, num dos principais nomes da música brasileira dos anos de 1970.

Junto com Sá e Guarabyra, ele começou a mudar a cara do rock brasileiro. Depois, resolveu seguir carreira independente, "para o bem de todos, e felicidade geral da nação"!

Junto com Tavito, compôs o hino de quase todos que vivem a loucura das cidades: "Eu quero uma casa no campo!". Também quis o "silêncio das línguas cansadas" e "um filho de cuca legal", mas reconheceu que "de vinte em vinte anos, aparece no mundo uma nova geração. Mas de quarenta em quarenta é que todas as coisas se repetem".

Ele foi inteligente, eclético, irônico, criativo, além de empresário bem sucedido, na área publicitária, com "jingles" que permanecem na memória de todos os que cantaram: "Enquanto o mundo perde a forma, eu me encontro em mim", ou: "Só tem amor, quem tem amor pra dar!".

Creio que não seria exagero classificá-lo como fora de série.

Apesar de seu ritmo de produção meio paulistano, que beirava a inconsequência, ele não negava sua origem carioca: "meu caminho pro trabalho é um pouco mais comprido: eu vou sempre pela praia, que é muito mais divertido".

Aí, não sei bem o motivo, ele sumiu de cena. Dedicou-se somente à publicidade, escreveu livros. Li um deles e, a não ser por algumas influências ideológicas que o tornaram um pouco tendencioso, pude constatar que ele também era um ótimo contador de histórias, daqueles que têm o dom de nos colocar "dentro" de suas obras.

Suas apresentações viraram bissextas. Não sei se a mídia o esqueceu; se ele não soube adaptar-se ao gosto duvidoso do mercado fonográfico atual; ou se, simplesmente, ele cansou da rotina de shows que o superexpuseram nos meios de comunicação.

Então, ele, Sá e Guarabyra resolveram rejuntar os trapinhos: show!

Logo em seguida, ele fez apresentações individuais; trouxe o parceiro de primeira hora, Tavito, de volta ao mesmo palco; lançou a filha, como compositora e intérprete; dançou ritmos latinos com a desenvoltura e o "swing" de um bailarino de mambo: "Soy latino americano e nunca me engano"; usou e abusou da voz, sempre potente; brincou com a platéia; anunciou novas parcerias... Zé Rodrix estava de volta, abrindo novas portas, pronto para voar!

Aí, vem a notícia: Zé Rodrix nos deixou...

Ele nos fez sonhar, "viajar" sem sair do lugar, a não ser para dançar. Bem que ele podia ficar mais tempo conosco, mas ele sempre decidiu seu caminho.

Lembrei, então, da letra de uma de suas músicas que eu mais gosto:

Seu contexto era outro, mas creio que cabe perfeitamente nesse momento em que ele nos deixa, mais uma vez, órfãos da música brasileira de qualidade: "A porta estava aberta e, por mais triste que seja, eu não quero nem tentar lhe segurar... Abra as asas, e pode voar. Boa viagem!".

Adeus, grande Zé Rodrix! 

 

Adilson Luiz Gonçalves

Mestre em Educação

Escritor, Engenheiro, Professor Universitário (UNISANTOS e UNISANTA) e Compositor

Home page: www.algbr.hpg.com.br

Músicas: br.youtube.com/adilson59

E-mails: adilson@unisantos.br e prof_adilson_luiz@yahoo.com.br

Desde quando cantar é crime?

 

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Caso Deputado Carli - Nota 4

 
 
   

Nota para a imprensa



A familia Yared pelo advogado subscritor, comunica que, através do CRMPR e com acompanhamento deste, está pedindo ao Hospital Evangélico de Curitiba que instaure uma investigação interna, presidida pelo seu médico mais antigo e integrada por representantes de cada um de seus poderes estatutários, inclusive entidades mantenedoras. O pedido foi protocolizado no Conselho de Medicina e objetiva resgatar cientificamente a verdade dos fatos ocorridos envolvendo atendimento do Deputado Ribas Carli. Neste mesmo pedido clamam por rigoroso acompanhamento ético do Conselho evitando assim que o episódio possa atingir a classe médica.

Neste final de semana, observamos que estão sendo implantadas, em veículos de comunicação, opiniões tidas como de "especialistas" que tratam o caso como "culposo" resultante de mera "imprudência". Tentam ressuscitar uma tese retrógrada, já repudiada pela doutrina e jurisprudência (há mais de 15 anos) bastando pesquisar decisões dos Tribunais do RS, SC, PR, SP, RJ, MG ou Superiores que de longa data rechaçaram os "velhos mantras" da impunidade dos crimes de trânsito. como se dissessem unanimemente: IMPRUDÊNCIA TEM LIMITES! Quem deve avaliar, caso a caso, é o Tribunal do Júri. Portanto, recomenda-se aos "especialistas da impunidade" que escolham obras mais atuais para suas pesquisas, LEIAM MENOS E REFLITAM MAIS, pós-graduando-se também na realidade circundante, sob pena de obsolescência. Este caso será um divisor de águas.

Finalmente, as imagens feitas pela família do Deputado, onde ele aparece se convalescendo de cirurgias plásticas reparadoras, seguindo-se de entrevista com sua mãe, a família Yared reafirma, o que desde o início apregoou, ou seja, votos de que ele se recupere e possa responder pelos seus atos.

Atenciosamente,

Elias Mattar Assad
OAB/PR 9857




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Mesa-Redonda promovida pelo Museu do Futebol debate a criação, implantação e perspectivas futuras da instituição


Mesa-Redonda promovida pelo Museu do Futebol debate a criação, implantação e perspectivas futuras da instituição

Além do encontro, que faz parte do calendário da 7ª Semana Nacional de Museus, entre os dias 17 a 23 de maio o Museu oferece visitas monitoradas sem a necessidade de agendamento prévio.

Na quinta-feira, dia 21/05, o Museu do Futebol – instituição do Governo do Estado de São Paulo, localizado no Estádio do Pacaembu – promove a Mesa-Redonda "O Museu do Futebol: implantação, cotidiano e perspectivas". A proposta do encontro é promover um diálogo sobre o processo de implantação do Museu do Futebol e apresentar um balanço dos primeiros meses de funcionamento, discutir suas particularidades, perspectivas e interseções com o turismo na cidade de São Paulo e no Brasil.

O evento, que acontece às 16h no Auditório Armando Nogueira, conta com as participações do arquiteto responsável pelo projeto do Museu do Futebol, Mauro Munhoz, que relata as premissas adotadas para as adaptações do Estádio do Pacaembu para receber o Museu. O enfoque é a requalificação de um patrimônio tombado e seu entorno. Cristina Bruno, museóloga e vice-diretora do MAE/USP, trata do processo de implantação do Museu sob a perspectiva museológica.

Já Aline Delmanto, Gerente de Planejamento e Estruturação do Turismo da São Paulo Turismo, fala sobre o panorama do setor na cidade de São Paulo e como o Museu do Futebol contribui para os resultados de visitação à cidade. Para fechar o encontro, Leonel Kaz, Diretor Executivo do Museu do Futebol, discorre sobre o histórico da concepção e implantação, casos e curiosidades do cotidiano, e perspectivas para o futuro do Museu.

No mesmo período, com exceção de segunda-feira dia 18/05, o Museu oferece visitas monitoradas sem a necessidade de agendamento prévio. São quatro horários, 10h30, 12h30, 14h00 e 16h00, para atendimento de grupos espontâneos de até 40 pessoas. A visitação será gratuita na quinta-feira, dia 21.

As atividades fazem parte do calendário da 7ª Semana Nacional de Museus, promovida pelo Departamento de Museus e Centros Culturais do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Demu/Iphan) e a Associação Brasileira de Museologia (ABM). Este ano, serão mais de 2 mil eventos em todas as regiões do país e o tema central é Museus e Turismo. As atividades ocorrem entre os dias 17 e 23 de maio.

A Semana Nacional de Museus tem o propósito de integrar os museus brasileiros e intensificar sua relação com a sociedade. Além de dar a oportunidade para que essas instituições tenham o seu potencial reconhecido. Os eventos contam com programação diversa: projetos educativos e culturais, visitas monitoradas gratuitas, palestras, seminários, projeções de filmes, oficinas, espetáculos teatrais e shows, gincanas e outras inúmeras ações.

Sobre o Museu do Futebol

Com a curadoria do jornalista Leonel Kaz, o museu tem sua visitação baseada em três pilares: emoção, história e diversão. Fotos, vídeos, áudios e interatividades é a fórmula que encanta os visitantes e que deixou admirado o presidente da FIFA, Joseph Blatter, que declarou: "Estou muito impressionado com este Museu do Futebol. Porque não é um museu, é vivo!"

Desde a sua inauguração, o Museu do Futebol já atraiu mais de 220.000 pessoas e a imprensa do mundo todo, da revista Veja ao jornal norte-americano The New York Times, o francês Le Monde e o inglês The Guardian.

O Museu do Futebol é uma organização social vinculada à Secretaria de Cultura do Governo do Estado. Sua realização se deu com recursos do próprio Governo do Estado e da Prefeitura de São Paulo – por meio da Secretaria de Esportes e da São Paulo Turismo – a partir do projeto concebido pela Fundação Roberto Marinho em parceria com Telefônica, AmBev, Visanet, Santander e Rede Globo, sob os auspícios da Lei Federal de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura.

Programação do Museu do Futebol - 7ª Semana Nacional de Museus:

· Visitas Guiadas

Entre os dias 17 e 23 de maio (com exceção de segunda-feira, dia 18) o Museu do Futebol oferecerá visitas mediadas sem a necessidade de prévio agendamento. O Núcleo de Ação Educativa atenderá grupos espontâneos de até 40 pessoas.

Horários: 10h30, 12h30, 14h00 e 16h00.

Visitação gratuita na quinta-feira.

· Dia 21/05 – Mesa Redonda "O Museu do Futebol: implantação, cotidiano e perspectivas"

Horário: 16h

Auditório Armando Nogueira

Participantes:

- Mauro Munhoz (Arquiteto responsável pelo projeto do Museu do Futebol)

Tema: Partidos adotados nas adaptações do Estádio do Pacaembu para receber o Museu do Futebol, enfocando o papel desses processos para a requalificação de um patrimônio e seu entorno.

- Cristina Bruno (Museóloga e vice-diretora do MAE/USP)

Tema: Processo de implantação do museu sob a perspectiva museológica. Desafios, paradigmas, inovações, etc. intrínsecos à tipologia do Museu do Futebol.

- Aline Delmanto (Gerente de Planejamento e Estruturação do Turismo São Paulo Turismo)

Tema: Panorama do turismo na cidade de São Paulo enfocando como o Museu do Futebol contribui para esses resultados.

- Leonel Kaz (Diretor Executivo do Museu do Futebol)

Tema: Histórico da concepção e implantação; casos e curiosidades do cotidiano; perspectivas para o futuro do Museu do Futebol.

Museu do Futebol / Governo do Estado de São Paulo

Local: Estádio do Pacaembu (Praça Charles Miller, s/n)

Preço: R$ 6,00 (R$ 3,00 a meia entrada para estudantes e idosos)

Entrada gratuita às quintas-feiras

Horário: das 10h às 18h

Bilheteria: das 10h às 17h

Site: www.museudofutebol.org.br

Telefone: (11) 3663-3848

*Consulte o horário em dias de jogos

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Qual a fórmula da educação de qualidade?

 

 

Qual a fórmula da educação de qualidade?

 

                                                                                        *João Luís de Almeida Machado

 

Imaginem uma sala de aula convencional, como tantas que conhecemos, inclusive aquela em que você estudou ou que estudaram seus pais. O que lhe vem à cabeça? Uma mesa de professor tendo às costas um quadro negro? Fileiras de carteiras? O andamento da aula, com os alunos voltados para o professor, prestando atenção ao que é por ele ensinado? Atividades e tarefas sendo colocadas na lousa para que os alunos trabalhem individualmente e em silêncio?

 

Pois esta é a escola de ontem e que continua sendo aquela que está em uso nos dias de hoje na maioria das cidades do país e em várias partes do mundo. E, creiam, continuará ainda a ser a dura realidade pela qual terão que passar milhões de estudantes. Sua perspectiva continuará sendo retilínea (olhar para a lousa e para a cabeça de seu companheiro instalado a sua frente), individualista, pautada naquilo que o professor (o detentor dos conhecimentos) estiver ensinando e, em grande parte dos casos, repetidora de conteúdos.

 

Faltam então as inovações tecnológicas? Computadores e Internet seriam a resposta adequada? Precisamos equipar as escolas com modernos "gadgets" (termo usado pelos especialistas em tecnologia para falar sobre os recursos eletrônicos incorporados ao cotidiano), como câmeras digitais, netbooks, redes wireless, scanners e tantos outros instrumentos de alta tecnologia para que surja a escola do futuro? Ou será que nos faltam revolucionários métodos de ensino que estimulem o processo de ensino-aprendizagem, gerando verdadeiro interesse e participação dos estudantes? Neste caso, seriam necessários também materiais didáticos inovadores e o preparo dos professores para seu uso, não é mesmo?

 

Talvez a resposta esteja na melhoria das relações entre professores e alunos. Quem sabe um aprofundamento em psicologia e relações humanas para os docentes acabe promovendo um intercâmbio, uma ponte bem constituída para a efetivação da educação nas salas de aula brasileiras.

 

Outra possibilidade pensada por muitos se refere à ideia de que para tudo modificar é preciso melhorar a qualidade do trabalho dos gestores das redes e escolas brasileiras. Se tivermos por parte dos gestores maior foco e cobrança - tanto em relação a eles quanto deles sobre os professores e demais profissionais da escola -, planejamentos e execução meticulosa de projetos educacionais, iremos obter melhores resultados nas salas de aula. Há também os que pensam ser indispensável aumentar a participação dos pais na vida escolar dos filhos, não apenas na questão das notas, mas também conhecendo os professores, participando de eventos etc.

 

Existem ainda aqueles que acreditam que a escola precisa estar mais atenta às mudanças da clientela que atende, ou seja, de seus alunos. Os estudantes do século XXI têm outro perfil, são mais ligados na informação, mas não sabem transformar todos os dados aos quais têm acesso em conhecimento. Como lidar com isto? E mais: de que forma tornar as escolas palatáveis aos olhos desta geração tão plugada e íntima das tecnologias? Desprezar esta realidade é sacrificar qualquer tentativa de melhorar a qualidade da educação no país.

 

Outra corrente advoga a ideia da aproximação entre Educação e Cultura para que ocorra um aprendizado lúdico, diferenciado, verdadeiramente estimulante aos olhos dos estudantes e mesmo dos professores. Cinema na escola, teatro, artes plásticas, música, dança e literatura deveriam ser colocados em pauta e transformados em meios e recursos para tornar nossas salas de aula locais em que a aprendizagem realmente acontece.

 

Não podemos ignorar os esforços que já estão sendo realizados para "mensurar" a educação e permitir que, através das informações coletadas, possamos entender os dilemas de nosso sistema educacional para resolver seus problemas. Há quem acredite que este esforço inicial de compreensão dos problemas educacionais a partir de exames nacionais, estaduais ou municipais das redes, escolas, professores e alunos já é mais de meio caminho andado rumo às soluções.

 

A formação e atualização dos conhecimentos e práticas educacionais utilizadas pelos educadores é outra forte vertente sempre colocada em pauta quando se discutem soluções educacionais. O assunto envolve ainda discussões sobre salários melhores, reconhecimento do esforço individual e coletivo de redes e escolas, gratificações e bonificações - alguns outros "nós" que estrangulam e impedem uma educação de qualidade.

 

Investimentos em laboratórios e projetos de ciências, bibliotecas e quadras esportivas também são colocados como alternativas importantes. Até mesmo o ensino religioso e as disciplinas que trabalham a filosofia, a sociologia, as relações humanas, a ética, a moral e a cidadania são pensados como projetos importantes.

 

Mas, como podemos realmente efetivar transformações que modifiquem a visão inicialmente apresentada neste artigo e que evidencia uma triste e dura realidade vivida em nossas escolas, com nossos estudantes tendo dificuldades até mesmo para as mais básicas ações, como ler, escrever e fazer cálculos matemáticos? Quem tem razão neste emaranhado de soluções que já estão sendo realizadas de forma isolada em escolas brasileiras? Seria possível apontar um destes caminhos como sendo a chave que irá desencadear a imprescindível revolução pela qual nossa educação precisa passar para alcançar a tão sonhada qualidade?

 

Tive a preocupação de enumerar toda esta série de ideias porque, na realidade, acredito que a escola de nossos sonhos só irá surgir a partir do momento em que conseguirmos concatenar e realizar todas as ações aqui listadas - além de outras tantas a serem sugeridas. Tenho consciência de que isso só acontecerá após planejamento e intercâmbio de experiências, com o apoio decisivo da sociedade e vontade política para tal, com investimentos e, principalmente, num contexto de confiança, solidariedade e disposição real para que esta transformação ocorra.

 

Creio que a educação de qualidade é o elemento decisivo para completar a transição de que o Brasil precisa rumo à justiça social, ao desenvolvimento econômico e à superação de suas mazelas e incongruências. A educação de qualidade poderia legar ao país maior qualificação da mão-de-obra, preparação para o exercício pleno da cidadania, a diminuição dos índices de violência, maior preocupação e ações em prol do meio ambiente, redução dos casos de doenças e gastos com saúde, combate sistemático à corrupção, aumento dos índices de produtividade na economia, inserção mais rápida ao mundo tecnológico, entre tantos outros benefícios.

 

*João Luís de Almeida Machado é editor do Portal Planeta Educação; doutor em Educação pela PUC-SP e autor do livro "Na Sala de Aula com a Sétima Arte – Aprendendo com o Cinema".

 

 

Mais informações:

Ex-Libris Comunicação Integrada

RJ: Cristina Freitas (21) 2204-3230 / 9431-0001 - cristina@libris.com.br

SP: Marco Berringer (11) 3266-6088 r. 223

 

 



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poesia (psicografada por Francisco Candido Xavier)


Aos leitores da P@rtes
 
 
SER ESPÍRITA
 
 
Ser espírita é ser clemente
É ter a alma de crente
Sempre voltada para o BEM...
 
É ensinar ao que erra
E, entre os atrasos da terra,
Não fazer mal a ninguém.
É sempre ter por divisa
Tudo que é nobre e suavisa
O pranto, a dor, a aflição
E fazendo a caridade
Evitar a orfandade
O abismo da perdição.
 
Em Deus é ter sempre crença
Profunda, sincera, imensa...
Consubstanciada na Fé
É guardar bem na memória
Os bons conselhos e a glória
De Jesus de Nazareth
 
É perdoar a injúria
É suavisar a penúria
De quem já não tem um pão
É se tornar complacente
Para o inimigo insolente
Tendo por tema o perdão
 
Ser espírita é ser clemente
É ter a alma de crente
Sempre voltada para o Bem
É ensinar ao que erra
Entre os atrasos da Terra
Não falar mal de ninguém!
 
(poesia psicografada por Francisco Cândido Xavier)
Encaminhada por: Nair Lúcia de Britto 
 
 

MEC Livros atinge mais de 1 milhão de usuários

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