sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Um passo de mágica



Pedro Coimbra


 

            M. não chegou ao mundo de maneira tranquila, mas literalmente caindo no chão frio de terra batida do casebre em Vai e Vem.

            Tão fraco e esquálido nem mesmo deu seu primeiro choro e passou a viver as dificuldades deste grande mundo de Deus.

            Dolores, sua mãe apenas o contou como mais um dos seis filhos, todos de pais desconhecidos.

            Por milagre de Nossa Senhora da Conceição sobreviveu se arrastando pelos lugares mais fétidos, beirando esgotos, bebendo água poluída

Vai e Vem era um lugar perdida no sertão do Brasil, com um pequeno amontoado de gente que vivia de expedientes e sobras dos mais abastados.

No passado fora uma importante cidadela na colonização portuguesa e em seu território ocorreram importantes lutas.

Já garoto, fugido da escola, M. andava por todos os morros, serras e campinas, livre e solto.

Certo dia, deitado debaixo de uma grande árvore, viu formarem-se nuvens de muita chuva, com raios e o estrondo de trovoadas.

Um grande clarão de luz caiu sobre M. que foi atirado a distância.

Ficou desfalecido por muito tempo e quando voltou a si, sentiu que coxeava de uma das pernas.

O mais importante é que o incidente parecia ter aberto a inteligência de M., como dizia o Dr. Clarismundo, um advogado beberrão, que vivia na porta do Boteco do Nêgo Véio.

M. disparou a trabalhar a partir daquela data, usando principalmente um dom que todos desconheciam para seduzir as pessoas e fazer bons negócios.

Começou a comprar imóveis e logo diziam que se transformara num agiota de mãos cheias e já acumulava casas, terrenos e mais de vinte fazendas.

Aproximou-se de Gilda, filha de um político arruinado, e conquistou-a com promessas.

“M. é o homem mais rico de Vai e Vem e não para mais”, diziam os falastrões do lugarejo.

Preocupava-se cada vez mais com os negócios e muito pouco com a mãe Dolores e os irmãos.

Só uma coisa chamava sua atenção: os circos mambembes que as vezes apareciam em Vai e Vem ou na região.

M. sentia-se fascinado com os espetáculos, muito mais do que com os programas de televisão onde participavam atores reconhecidos e milionários.

Seus olhos brilhavam com as fantasias das bailarinas, o humor acido dos palhaços, os equibristas e os trapezistas.

O que mais o encantava e deixava sem fôlego era o mistério dos mágicos.

Tantas fez que acabou aprendendo algumas mágicas num dos circos: desaparecendo com o pano; carta furada do espectador e o copo que atravessa a mesa.

M. descobriu que viera ao mundo para se dedicar as mágicas e truques

Numa manhã de um mês de novembro, fechou seu escritório em Vai e Vem, e desapareceu.

Tornou-se Órion, o mágico e sua especialidade tornou-se o número em que serrava a assistente ao meio, até o dia em que tudo acabou terminando em tragédia!

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Maria Aparecida Francisquini: Como quero...

Maria Aparecida Francisquini: Como quero...: Eu quero tanto estar num mundo melhor de verdade! Eu quero tanto um mundo onde eu possa sempre viver e sentir bem estar. Não quero mai...

Como quero...


Eu quero tanto estar num mundo melhor de verdade!
Eu quero tanto um mundo onde eu possa sempre viver e sentir bem estar. Não quero mais ter a sensação que estou sobrevivendo e ter que me sentir constantemente amedrontada! Ter que ficar em estado de alerta a maior parte do tempo. Preocupada!
Eu quero um mundo onde as pessoas que o habitam, sejam sempre e em qualquer circunstância, sinceras. Não quero a todo momento sentir apreensão e preocupação.
Quero simplesmente me sentir feliz, e não ter que duvidar daquele sorriso que recebi de alguém, nem muito menos não poder confiar nas palavras que ouvi das pessoas.

Quero não ter que sempre ficar alerta, atenta e desconfiada de tudo. E muito menos de todos! Até porque, não consigo!
Admito que não prestei atenção, nem tive interesse em assimilar a lição no que chamam escola da vida, que ensina que devemos desconfiar sempre. Até que já estou bastante tempo nesta escola, mas esta matéria não conseguiu despertar nenhum interesse da minha parte. Resultado, tentei prestar atenção, entendi como é, mas não aprendi. E acho que nunca vou aprender, porque confesso que não quero mesmo, não tenho nenhum interesse em aprender! Não quero fazer parte desta turma que não só aprendeu, como também insiste em forçar outras pessoas a aprenderem, através da prática de como ser dissimulado e falso. De como viver sempre preocupado apenas em ¨se dar bem¨, que para muitos, se tornou sinônimo de passar alguém para trás!

Quero conviver com pessoas autênticas, sinceras. Pessoas afetuosas de verdade. Delicadas, gentis! Pessoas cujas demonstrações de carinho sejam apenas isso mesmo, ou seja, demonstrações de bem querer, de apreço, de respeito. E não uma artimanha planejada e usada simplesmente para ganhar a minha confiança, e depois tirar algum proveito disso.


Um mundo onde as pessoas tenham genuíno respeito umas pelas outras. Por nada não, apenas por gostarem de ser respeitadas e por entenderem que todos merecem igualmente serem respeitadas. Por aceitaram a lógica incontestável, que apesar de sermos seres individuais e complexos, existe uma grande possibilidade de termos muito em comum. Que o que me aborrece e me incomoda, pode também, com grande possibilidade, aborrecer e incomodar o outro.
Ou seja, neste mundo que quero viver, as pessoas vão ter sempre a preocupação de se colocarem no lugar do outro quando forem agir, e assim, vão ser muito mais cuidadosas com as atitudes do dia a dia.
O egoísmo e o individualismo vão ser rejeitados por todos. De tal forma, que vão perder o sentido e o espaço nas relações.

Os habitantes do meu mundo sabem que só se consegue viver em harmonia e tranquilidade, quando se enxerga o outro, quando se vive realmente em sociedade. Quando se aceita a verdade incontestável, que qualquer comportamento que se tenha, desencadeia alguma reação, influencia o resultado final.

Que não tenha segunda intenção em nenhum comportamento dirigido ao outro. Que as pessoas que se apresentem como sendo do bem, com intenções boas, sejam do bem de verdade, e não apenas personagens fictícios. Vilões falsos e ardilosos, mal intencionados.
Sei que existem muitas, mas muitas pessoas que querem exatamente isso também. Por que será então que não é assim?

O espetáculo não pode parar! | Revista Partes

O espetáculo não pode parar! | Revista Partes

“O espetáculo em geral, como inversão concreta da vida,

é o movimento autônomo do não-vivo.” Guy Debord

Lembrar? Para quê? | Revista Partes

Lembrar? Para quê? | Revista Partes

Foucault na Educação | Revista Partes

Foucault na Educação | Revista Partes

Foucault na Educação

Kelin Valeirão*

Resumo: O artigo visa discutir a práxis educacional na contemporaneidade, a partir do conceito de governamentalidade, desenvolvido por Michel Foucault. Trabalha-se a governamentalidade ligada à práxis educacional na atual sociedade de controle. Conclui-se que a práxis educacional na contemporaneidade atua como um dispositivo que funciona em sintonia com a forma de governamentalidade da sociedade de controle, contribuindo para capturar não mais corpos dóceis, mas flexíveis e ajustados às emergentes necessidades da sociedade.

Palavras-chave: educação - crise da escola – práxis educacional- governamentalidade - sociedade de controle



* Doutoranda em Educação na Universidade Federal de Pelotas – UFPEL.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Colunistas da Revista Partes - Soeli de Oliveira : O mito dos preços no processo de decisão de compra...

Colunistas da Revista Partes - Soeli de Oliveira : O mito dos preços no processo de decisão de compra...:   Por Soeli de Oliveira São vários os fatores racionais e emocionais que influenciam a negociação entre vendedor e cliente, e sem ...

Colunistas da Revista Partes - Soeli de Oliveira : Artigo: Dicas para ser motivado

Colunistas da Revista Partes - Soeli de Oliveira : Artigo: Dicas para ser motivado:     Por Soeli de Oliveira As plantas dependem do clima para sobreviver e crescer. Nós, seres humanos, podemos criar o clima onde ...

Casos políticos daqui e alhures

 

 

Pedro Coimbra

ppadua@navinet.com.br

 

Terminadas as eleições municipais de 2012, enquanto muitos se debruçam a teorizar como melhorar nosso sistema de representatividade democrática, decepcionados com a aparente renovação das Câmaras de Vereadores, o cronista se debruça em lembranças do folclore político.

Do notável político que foi Israel Pinheiro, forçado a se candidatar ao governo de Minas Gerais, em substituição a Sebastião Paes de Almeida, o Tião Medonho, vetado pela Justiça Eleitoral. Israel Pinheiro, a quem JK delegou a construção de Brasília, foi um dos personagens mais caluniados e difamados do seu tempo. Em 1968, na inauguração de uma estrada próxima a Bocaiúva, o fotografei tentando visualizar os sapatos, o que a proeminente barriga já impedia. Morreu pobre para desilusão de seus desafetos políticos.

Neste mesmo evento a figura do Coronel Mário Andreazza, cabelos grisalhos,bronzeado, trajando uma legitima camisa Lacoste e fumando cigarros americanos, já proibidos na época. Nadou e morreu na praia, nunca alcançando seu sonho de ser presidente da República.

Bocaiúva era a cidade natal de José Maria Alkmin, raposa da política mineira e brasileira, cuja esperteza foi eternizada pelo jornalista Sebastião Nery, que se especializou no tema do folclore político.

Dele se contava que ao chegar a uma cidade abraçou um eleitor e perguntou pelo senhor seu pai.

Assustado o rapaz respondeu-lhe que seu pai havia falecido há muito tempo.

- Faleceu para você, filho ingrato. Pois permanece para sempre na minha memória – respondeu o esperto José Maria Akmin, para o filho estupefato.

Da mesma época o causo que envolve Negrão de Lima, eleito governador da Guanabara na mesma época que Israel Pinheiro.

Cumpriu seu mandato até os últimos dias, protegido pelo Marechal Castelo Branco, pois teria sido o avalista do seu namoro com Dona Argentina, sua esposa, em Belo Horizonte.

Desta época também a lembrança do jornalista e escritor Sérgio Danilo, que teve um piriqipaqui na Assembléia Legislativa, e foi salvo pelo socorro emergencial do médico e deputado Sylvio Menicucci. Logo depois, o Dr. Sylvio Menicucci fez um pronunciamento contra a cassação de JK e acabou perdendo seu mandato político.

Das lembranças locais, o caso da candidatura do tintureiro e líder dos negros lavrenses, José Anselmo, o "Zé da Lina".

Candidato à vereador de Lavras, no dia da apuração passou defronte ao Forum velho, na Rua Benedito Valadares e um amigo, de uma das janelas do casarão fez-lhe um sinal com o dedo indicador.

- Mil votos? – perguntou "Zé da Lina", exultante.

- Não...Um voto – o outro respondeu-lhe, para sua decepção.

Quase todas as cidades do Brasil contam a história do cidadão que se candidata a vereador, e acaba por ter somente o seu voto, com a ausência do da esposa. Dizem que em Lavras tal deslize acabou em pancadaria.

Dois casos muito lembrados são do vereador que disse, durante uma sessão da Câmara Municipal, que teria deixado alguns papéis importantes em sua Nobre geladeira, e o outro de uma equipe de advogados designados para acompanhar as eleições. Chamados por telefone para comparecer no Paulo Menicucci dirigiram-se ao local onde havia vários pessoas sentadas.

Um dele perguntou:

- Nenhuma normalidade por aqui?

- Tudo tranquilo – respondeu o enfermeiro.

Na verdade estavam no local errado. Ali era a Casa de Saúde Paulo Menicucci e a confusão era na Escola Paulo Menicucci...

E para finalizar, a história de Sineval Godinho, candidato a vereador e cujo nome apareceu em primeiro lugar em uma pesquisa.

No frigir dos ovos, Sineval que hoje faz campanha no céu, foi o último colocado...

Seguindo no trem azul

Estava deitado no sofá, enfrentando a onda de calor repentino, dormitando e ouvindo uma seleção de sucessos do Roupa Nova, banda que surgiu em 1980, e mantém até hoje sua formação original, composta por Paulinho, Serginho Herval, Nando, Kiko e Cleberson Horsth.

            Eles entoavam "Seguindo no trem azul":

"Confessar

Sem medo de mentir

 Que em você

Encontrei inspiração

Para escrever..."

            Olhos entreabertos viram um vulto na poltrona a minha frente, sem camisa, bigode e cabelos grandes, já grisalhos e uma latinha de Bhama na mão.

            - Ô, cara! Acende meu cigarro.

            Era sem dúvida nenhuma, o espírito do meu amigo, Du Venerando, atraído pelo festival de músicas do conjunto que  mais vezes promovera em Lavras, num vídeo perfeito, em que pareciam sair da tevê LED para o ambiente da sala.

            E começou a falar de arranquinho, como era seu hábito, contando-se as aventuras que enfrentara para trazer grandes shows no recém-inaugurado Ginásio Poliesportivo do LTC.

            - Eu trouxe o RPM – ele disse e que era a maior banda do rock brasileiro.

            Pensei em lhe dizer que na atualidade o que estava fazendo sucesso era o talsertanejo universitário, com muitas duplas que faziam sucesso e levavam três vezes mais pessoas aos shows atuais do que os antigos sucessos de antigamente.

            - Você se lembra como transformava a FM Rio Grande, em "Rádio Roupa Nova" ou "Rádio RPM" na semana que antecipava o evento? – me perguntou.

            Um carro de campanha política passou com o som altíssimo o que fez que sorrisse e sua imagem se desvanecesse, ficando apenas sua última imagem e sua voz:

- Vou bater uma bolinha – e com a raquete de tênis sumiu definitivamente.

De tanto conversar com ele sabia que detestava a política partidária, num tempo que lhe cabia carregar um equipamento de som mastodôntico para todos os lugares onde haveria comício e não adiantava tentar discutir nada com o pai.

- Traíram o "velho" – ele dizia justificando para mim a derrota do pai, Leonardo Venerando, considerado sempre como candidato invencível.

Du Venerando  cumpriu também, por alguns anos, a missão de erguer um palanquinho de madeira, na Padaria Rocha, seu "point" preferido, contratar os músicos do Demá e um veículo qualquer que servisse de transporte para os foliões que chegavam de fora para desfilarem na Banda do Funil.

Finalmente, o que era uma brincadeira familiar cresceu tanto que acabou tendo a necessidade de se institucionalizar, o que foi o seu fim.

Daqueles tempos ficaram apenas as lembranças trazidas por uma criatura vinda do mundo dos sonhos e que solfejava:

"Confessar

Sem medo de mentir

Que em você

Encontrei inspiração

Para escrever..."

Revista Partes - Colunistas - Adilson L. Gonçalves: Vivendo e aprendendo

Revista Partes - Colunistas - Adilson L. Gonçalves: Vivendo e aprendendo:   Joe 90 era um antigo filme de animação, cujo protagonista, um menino, entrava num globo giratório para adquirir, temporariame...

Vivendo e aprendendo

 

Joe 90 era um antigo filme de animação, cujo protagonista, um menino, entrava num globo giratório para adquirir, temporariamente, o conhecimento de outras pessoas.

Na mesma época, o Dr. McCoy, num episódio de Jornada nas Estrelas, entrou num aparato alienígena e aprendeu instantaneamente a fazer uma antes impensável cirurgia no intrincado cérebro do Sr. Spock. O problema é que, depois de algum tempo, ele também foi perdendo esse conhecimento e quase "deu zebra", na operação.

Em Johnny Mnemonic (1995), Keannu Reeves é um "pen drive" humano, que recebe informações secretas no cérebro, às quais ele não tinha acesso, que devem ser transferidas em curto prazo, senão ele entraria em colapso mental.

Curiosamente, o mesmo Reeve, na trilogia Matrix, recebeu muito mais informações sem endoidar, só que, desta vez, as retinha. No entanto, poderia morrer, em "sonho".

Que fantástico seria se a gente pudesse aprender o que quisesse, apenas transferindo informações para o cérebro!

Quer aprender mandarim? Pluga! Quer tocar guitarra como Jimmy Page, ou violoncelo, como Yo-Yo Ma? Conecta! Quer pilotar como o Senna? "Espeta" na USB!

Capturar conhecimento dessa forma é tentador, não?

Ninguém mais precisaria de cola ou de ir à escola! Bastaria ir ao supermercado de banco de dados. "Oferta do dia: Leve Física Quântica e ganhe, grátis, realidade virtual com Paz Vega!". Mas, onde ficam: a criatividade, a inovação, o mérito, a inteligência e a sabedoria nessa história?

Se considerarmos que muita gente tem potencial, independentemente de poder aquisitivo, talvez a apreensão rápida de informações permitisse a cura doenças e imperfeições genéticas; acabar com a fome e as guerras; levar o ser humano o universo, evitando a superpopulação da Terra... Mas, não é assim que as coisas funcionam. Pelo menos, não ainda.

A aprendizagem é um processo infinito! E que deve levar à autonomia de pensamento, permeada pelo bom senso. Não falo, portanto, de doutrinação ou adestramento.

Adoro aprender! Passaria o dia todo aprendendo! Porém, viver é preciso, pois, mesmo que a gente aprendesse ao estilo Matrix ou Joe 90, pagar contas ainda exigiria trabalho remunerado, na sociedade atual.

Aprender continuamente é um processo de libertação!

O que enlouquece ou ofusca o brilho das pessoas é a restrição ou o direcionamento do pensar, para confiná-las em rebanhos de interesse.

Ainda não descobriram a real capacidade de armazenar e processar informações do cérebro humano. Isso é fácil, com máquinas, e até já tentaram transformar pessoas em máquinas, para limitar e controlar suas ações e reações.

Querer acreditar que sabe muito ou, até, tudo; ou que aprender não é necessário, só serve para arrogantes, acomodados e aproveitadores de todas as raças, credos e ideologias!

Aprender é acreditar na vida! É respeitar o que a humanidade já produziu! É acreditar no futuro!

E é preciso aprender até o último suspiro, já curioso com o que virá depois...


Adilson Luiz Gonçalves

Mestre em Educação

Escritor, Engenheiro, Professor Universitário, Conferente e Compositor

Vitrine do Giba: O Tudo eu

Vitrine do Giba: O Tudo eu: Eu não furo fila/Eu não voto em ladrão/eu não sou consumista/ eu não cometo crimes/ eu não sou corrupto/ eu não pagpo impposto/ eu não sei m...

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Custo Brasil nos transportes | Revista Partes

Custo Brasil nos transportes | Revista Partes

O artigo em questão apresenta ao leitor a discussão acerca do “custo Brasil”, sendo que este acarreta no encarecimento de serviços e mercadorias, logo, atingindo os cidadãos oriundos das mais diversas classes sociais existente no país. Na tentativa de clarificar o que é o “custo Brasil”, dar-se-á enfoque sobre os meios de transportes do país, destacando que as péssimas condições de infraestruturas aliadas a falta de investimentos públicos para os transportes, tornam cada vez mais onerosos os custos de serviços e de mercadorias para os cidadãos brasileiros.

 

Palavras-chave: Transportes; Rodovias; Desenvolvimento.

 

Abstract

 

The article in matter presents to the reader the discussion about ‘’Brazil cost’’, becoming expensive the services and goods, reaching citizens coming from  diverse existing social classes in the country. In an attempt to make clear the meaning “Brazil cost”, it will be  given approach in the means of transportations from the country, highlighting bad conditions in infrastructure along with the lack of public investments for transports, becoming every more time expensive the costs of service and goods for Brazilian citizens.

Áreas de Risco nas Cidades Brasileiras: Gerenciamento e Políticas Públicas | Revista Partes

Áreas de Risco nas Cidades Brasileiras: Gerenciamento e Políticas Públicas | Revista Partes
O presente artigo procura trazer algumas reflexões sobre a temática em torno das Politicas Públicas, e principalmente aquelas destinadas a prevenir e gerenciar as Áreas de Risco em nossas cidades. Este tema vem ocupando cada vez mais a agenda política da sociedade brasileira, frente aos constantes acidentes que vem vitimando parcela significativa da população que reside em áreas impróprias para a ocupação. Destacamos principalmente alguns marcos regulatórios e diretrizes gerais sobre política urbana contidas na constituição Federal de 1988; a Lei Nº 10.257, de 10 de julho de 2001 o Estatuto da Cidade; a criação do Ministério das Cidades (2003) assim como as diretrizes do Sistema Nacional de Defesa Civil (SINDEC) .

A mediação dos tutores no Fórum EAD em cursos de licenciatura: entre a teoria e a prática | Revista Partes

A mediação dos tutores no Fórum EAD em cursos de licenciatura: entre a teoria e a prática | Revista Partes
 A educação a distância (EAD), de acordo com Gonzalez (2005, p. 33), é uma estratégia desenvolvida por sistemas educativos para oferecer educação a setores ou grupos da população que, por razões diversas, têm dificuldade de acesso a serviços educativos regulares. Nessa modalidade, o professor e aluno estão separados no espaço e/ou tempo e o controle do aprendizado poderá ser realizado não apenas pelo professor, mas também pelo aluno.

Defina seus valores

Assumir responsabilidade a longo prazo é dificil entretanto quando está se cumpre todos os tropeços passado passam a ser inexistentes (Gustavo Thayllon)


Para estarmos aptos a desenvovler,e prestar serviços mediante a um mercado competitivo, inovador e empreendedor devemos estar conectados e atualizador constantemente de detalhes pormenor que tal seja.


Uma empresa apta a prestar serviços deve estár focado e centrado no que é sua empresa, para qual publico o serviço será prestado,qual a qualidade do serviço e qual é as pespectivas
que você gestor aumeja que sua empresa alcance mediante a um determinado prazo de tempo.


A Missão e a visão são dois pontos que podemos representar metaforicamente como o Marido e a Mulher no qual um precisa do outro para que sua residência consiga funcionar adequadamente,
o marido é responsavel pelas finanças e a mulher responsavel em gerênciar a casa assim podemos relacionar Missão e Visão.

A Missão por sua vez é redigida pela responsabilidade da empresa, por que tal empresa existe, o que a empresa faz e para qual publico se dirige os serviços prestados,a missão é um proposito concreto que remete a empresa como responsavel uma empresa sem missão por muitas das vezes será considerada como uma empresa que não se importa com seus colaboradores e nem tem pespectivas nem porpositos está ali apenas para suprir os objetivos financeiros.

A Visão por sua vez é os propositos,pespectivas e planos que traçamos a longo prazo ,ou seja o que a empresa deseja ser daqui a algum tempo o que ela aumeja alcançar, usando estrategias de negocios,é onde está organização deseja estar fixa e concreta,a visão deve ser obrigatoriamente redigida com clareza sem demonstrar falsidades,ou seja deve mostrar o que a emrpesa é realmente agora para quando chegar futuramente podemor vêr o quão esta cresceu mediante a esforços , individuais do colaborador,esforços estrategicos,e esforços da equipe sempre pautada ná ética.

A missão e visão é um casamento de longo prazo que jamais deve ser defacelado,devem se estar caminhando juntas de forma a mostrarem suas verdadeiras faces,mostrar verdadeiramente oq ue uma organização é, estas abrem caminhos,abrem oportunidades,e devem se fazer presença em toda e qualquer organização seja lá qual for o ramo de atuação da mesma.
Gustavo Thayllon

Defina seus valores

Assumir responsabilidade a longo prazo é dificil entretanto quando está se cumpre todos os tropeços passado passam a ser inexistentes (Gustavo Thayllon)


Para estarmos aptos a desenvovler,e prestar serviços mediante a um mercado competitivo, inovador e empreendedor devemos estar conectados e atualizador constantemente de detalhes pormenor que tal seja.


Uma empresa apta a prestar serviços deve estár focado e centrado no que é sua empresa, para qual publico o serviço será prestado,qual a qualidade do serviço e qual é as pespectivas
que você gestor aumeja que sua empresa alcance mediante a um determinado prazo de tempo.


A Missão e a visão são dois pontos que podemos representar metaforicamente como o Marido e a Mulher no qual um precisa do outro para que sua residência consiga funcionar adequadamente,
o marido é responsavel pelas finanças e a mulher responsavel em gerênciar a casa assim podemos relacionar Missão e Visão.

A Missão por sua vez é redigida pela responsabilidade da empresa, por que tal empresa existe, o que a empresa faz e para qual publico se dirige os serviços prestados,a missão é um proposito concreto que remete a empresa como responsavel uma empresa sem missão por muitas das vezes será considerada como uma empresa que não se importa com seus colaboradores e nem tem pespectivas nem porpositos está ali apenas para suprir os objetivos financeiros.

A Visão por sua vez é os propositos,pespectivas e planos que traçamos a longo prazo ,ou seja o que a empresa deseja ser daqui a algum tempo o que ela aumeja alcançar, usando estrategias de negocios,é onde está organização deseja estar fixa e concreta,a visão deve ser obrigatoriamente redigida com clareza sem demonstrar falsidades,ou seja deve mostrar o que a emrpesa é realmente agora para quando chegar futuramente podemor vêr o quão esta cresceu mediante a esforços , individuais do colaborador,esforços estrategicos,e esforços da equipe sempre pautada ná ética.

A missão e visão é um casamento de longo prazo que jamais deve ser defacelado,devem se estar caminhando juntas de forma a mostrarem suas verdadeiras faces,mostrar verdadeiramente oq ue uma organização é, estas abrem caminhos,abrem oportunidades,e devem se fazer presença em toda e qualquer organização seja lá qual for o ramo de atuação da mesma.
Gustavo Thayllon

Foucault na Educação | Revista Partes

Foucault na Educação | Revista Partes
O artigo visa discutir a práxis educacional na contemporaneidade, a partir do conceito de governamentalidade, desenvolvido por Michel Foucault. Trabalha-se a governamentalidade ligada à práxis educacional na atual sociedade de controle. Conclui-se que a práxis educacional na contemporaneidade atua como um dispositivo que funciona em sintonia com a forma de governamentalidade da sociedade de controle, contribuindo para capturar não mais corpos dóceis, mas flexíveis e ajustados às emergentes necessidades da sociedade.
Palavras-chave: educação – crise da escola – práxis educacional- governamentalidade – sociedade de controle

domingo, 28 de outubro de 2012

Para quem tem mais de 65 anos | Revista Partes

Para quem tem mais de 65 anos | Revista Partes

Campanha de Olho no Imposto | Revista Partes

Campanha de Olho no Imposto | Revista Partes

Pedro Coimbra: A loura que me persegue

Pedro Coimbra: A loura que me persegue:   Pedro Coimbra ppadua@navinet.com.br               Neste mundão de Deus, segundo afirma meu amigo Bernardo, todos nós te...

A loura que me persegue

 

Pedro Coimbra


 

           

Neste mundão de Deus, segundo afirma meu amigo Bernardo, todos nós temos os nossos perseguidores.

            A mulher de branco é um deles. Aparece a qualquer hora na sua frente, de preferência no banheiro da sua escola, com as narinas tampadas por chumaços de algodão. Só assusta e não fazia mal a ninguém.

         Mas, cada um de nós cumpre seu destino.

         O meu é todas as vezes que tenho que participar de eleições me encontrar com uma loura linda na ante sala da minha seção.

         É muito bonita, elegante e sensual no seu vestido drapeado.

         Todas às vezes me fala em francês, em Liberté, Egalité e Fraternité.

         Quem descobriu quem era foi Bernardo. Chama-se Marianne e representa a República Francesa.

            Ela quer que tenhamos ideais democráticos no meio de tanta confusão ideológica.

            Ideológica, não. Uma verdadeira “república de bananas” em que cada um defende seus interesses pessoais.

            Toas às vezes eu acabo ouvindo seus conselhos e sempre me dou mal.

            Mas, Marianne é uma graça de mulher, um verdadeiro anjo ao meu lado!

            - Acredite que um dia tudo vai mudar e o povo vai saber o porquê de tomar determinadas atitudes – ela diz.

            Sempre digo para ela que temos um sistema informatizado que nem mesmo o USA tem. Mas, nossos representantes são um desastre, bastando verificar o que gastamos para eleger um prefeito do interior.

            - A eleição no Brasil deveria voltar a época da República Velha, com as listas dos coronéis – digo em voz alta.

            É engraçado que o Golpe de 64 não tenha conseguido acabar com as eleições.

            - A continuar do jeito que vai, nós mesmo vamos conseguir acabar com elas – penso em voz alta.

Prefiro Marianne ao curupira que é um ser fantástico, que segundo a crença popular, habita em florestas. É descrito como um menino, cabelos cor de fogo e pés com calcanhares para frente que confundem os caçadores. Gosta de sentar nas sombras das mangueiras e se deliciar com os frutos.

Nosso grande problema é que não temos mais florestas e nem mangueiras.

Chego bem próximo de Marianne até que ela desaparece no entardecer e fico com minhas dúvidas...

 

sábado, 27 de outubro de 2012

MAIS UMA VEZ... PROJETO DE LEITURA!

                                                
 MOMENTO COM A ESCRITORA

  CLAUDIA REGINA, a escritora Nina, agradece todo o incentivo para continuar com o PROJETO DE LEITURA, agora denominado: "MAIS UMA VEZ...". Segundo a Autora, o CRIANÇA FELIZ  permanecerá muito vivo em lembranças. Das atividades nas escolas e instituições, também a fantasia de palhacinha já sente saudade! É muito difícil falar sobre esta fase em minha vida sem que eu consiga conter a emoção (diz a autora). Aos 43 anos de idade, sabe que não há como desgostar de escrever para crianças e sente imensa satisfação de ver seus textos caminhando em atividades pedagógicas e principalmente fica feliz pela citação do seu PROJETO DE LITERATURA EM TELAS, em diversos trabalhos, artigos e novos projetos de leitura. Neste ciclo, vale recordar que em 2004, começaram as atividades mais intensas com a comunidade escolar, feiras e palestras. Após a publicação do infantil de literatura poética: "O MUNDO DE NINA", vieram novas realizações como: "NO RITMO DE PAZ E AMOR", "GIM", "BAILARINA TATUADA", "HAJI E A ROSA", "LILI E O POTINHO DE AÇÚCAR", "O REI SAPÃO SAPOLÃO E SEU CORAÇÃO", "QUIM KARATÊ", "A NUVENZINHA SAPECA", "VERSO PARA A MAMÃE", "MEMÓRIAS DE UM URSO", "TIGER, A TARTARUGUINHA DE ESTIMAÇÃO" e "MEU TRENZINHO". Na ocasião dos lançamentos, cada obra serviu para a divulgação do trabalho literário, mas também, parte delas, foi disponibilizada ao público em geral. No ano de 2011 realizou as últimas apresentações utilizando a fantasia de palhacinha em prol de um Projeto de Leitura que chamava de Criança Feliz. A determinação de abandonar o nome do Projeto, nasceu de dissabores, entre os quais: o plágio. Pelo mesmo motivo, também ficou evidenciado certo desconforto quanto a utilização do pseudônimo, e mesmo que precavidamente registrado nos direitos autorais, "a vontade e o interesse de continuar... indubitavelmente diminuíram" (diz a autora). Contudo, foi ainda numa despedida gradativa, fechando links, desfazendo-se de compromissos, que apareceu a oportunidade de reavivar a atividade da palestra com os livros para as crianças. A fase é de transição, mas sabe-se muitíssimo bem quão importante foi o início de todo o trabalho com a literatura exatamente aos moldes de como nasceu!



         

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Pedro Coimbra: Biografias não-autorizadas

Pedro Coimbra: Biografias não-autorizadas:     Pedro Coimbra ppadua@navinet.com.br              Terminando a primeira parte do meu romance "Meus amores, Mariana e Br...

Maria Aparecida Francisquini: E vivemos assim... ou não???

Maria Aparecida Francisquini: E vivemos assim... ou não???:   Interessante, como que habitualmente, muitos de nós, optamos em conduzir nossa vida agindo e interagindo de formas contrárias ao nos...

E vivemos assim... ou não???

  Interessante, como que habitualmente, muitos de nós, optamos em conduzir nossa vida agindo e interagindo de formas contrárias ao nosso real desejo. Inúmeras vezes traçamos os nossos caminhos para chegarmos a lugares opostos ao que realmente desejamos ocupar.

  Temos optado em viver, nos esquecendo de que o eco é um fenômeno da natureza, e de que fazemos parte dela, ou seja, a todo o momento, existe a possibilidade de retorno para as nossas atitudes.

  Estamos nos posicionando na vida, de uma maneira tão indiferente, quando na verdade temos tanta necessidade de sermos notados!

  Todos nós desejamos muito sermos respeitados, mas cada vez nos desrespeitamos mais.

  Precisamos tanto de verdades, mas estamos nos habituando a viver mentindo.         Ansiamos tanto por paz e declaramos tantas guerras!

  Sonhamos tanto com o amor e a harmonia, mas vivemos constantemente brigando, demonstrando raiva!

   Internamente, percebe-se uma alarmante diminuição da autoestima, ocasionada pela alta competitividade imposta pela mídia e que facilmente assimilamos e introjetamos, justamente devido à enorme carência que predomina.

  Externamente, somos a todo momento aterrorizados por notícias e imagens que chegam até nós e nos amedrontam diante da constatação da nossa fragilidade.

  Corremos na vida procurando excessivamente uma segurança material e quase sempre o que conseguimos alcançar, é uma dolorosa insegurança pessoal (tanto interna quanto externa), um sentimento imenso de vazio, de ausência, de falta. Devido a isso, é comum nos sentirmos fragilizados, carentes e perdidos, o que nos torna vulneráveis e propícios a seguirmos de maneira submissa qualquer possibilidade de solução que nos for apresentada de forma consistente. Como consequência, somos facilmente atingidos pelas cobranças que nos são impostas para correspondermos às expectativas que acabamos por acreditar serem importantes e imprescindíveis para sermos aceitos e encontrarmos a felicidade. Estas cobranças são feitas de uma maneira tão convincente, que na maioria das vezes, passamos realmente a acreditar que correspondê-las é extremamente necessário e fundamental para que sejamos amados e aceitos.

  E o resultado, é que muitas vezes nos perdemos de nós mesmos e conseguimos na verdade, carregar um sentimento de vazio, uma profunda insatisfação e uma dolorosa solidão, pois passamos a ser surdos e cegos aos nossos reais anseios de uma maneira tão profunda que nos tornamos muitas vezes, uma pessoa desconhecida, um estranho para nós. Sofremos com uma doída sensação de abandono, de solidão. E com a pior solidão que existe: a de nós mesmos!

Biografias não-autorizadas

 

 

Pedro Coimbra

ppadua@navinet.com.br

 

 

         Terminando a primeira parte do meu romance "Meus amores, Mariana e Bruna" enfrento o problema de criar uma biografia não-autorizada de um personagem chave da história, pois mesmo sendo fictícia tem que ser plausível, caso contrário, tudo pode dar errado.

         Faço isso de olho no julgamento do Mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e principalmente do réu Zé Dirceu.

Ele nasceu em Passa-Quatro, em 16 de março de 1946 e é um político e advogado com base política em São Paulo.

Foi líder estudantil entre 1965 e 1968, ano em que foi preso em Ibiúna, no interior de São Paulo, durante uma tentativa de realização do XXX Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE).

Naquela época, em Belo Horizonte, todos diziam que outro líder e presidente da UNE, Luís Travassos, era muito melhor do que Zé Dirceu., que em setembro de 1969, com mais quatorze presos políticos, foi deportado do país, em troca da libertação do embaixador norte-americano Charles Burke Elbrick.

Foi deportado para o México e mais tarde exilou-se em Cuba, onde. fez plásticas e mudou de nome para não ser reconhecido em sua tentativas de voltar ao Brasil após ser exilado.

Ajudou a fundar o Partido dos Trabalhadores (PT), do qual foi presidente nacional durante a década de 1990.

Foi deputado estadual constituinte por São Paulo, e, em 1991, 1998 e 2002 elegeu-se deputado federal. Em janeiro de 2003, após tomar posse na Câmara dos Deputados, licenciou-se para assumir o cargo de Ministro-Chefe da Casa Civil da Presidência da República, no governo Lula, onde permaneceu até junho de 2005, quando deixou o Governo Federal acusado, por Roberto Jefferson de ser o mentor do Escândalo do Mensalão.

Teve seu mandato de deputado federal cassado no dia 1º de dezembro de 2005, tornando-se inelegível até 2015.

O Luís Travassos, que muitos julgavam melhor do que Zé Dirceu foi um líder estudantil brasileiro durante a ditadura militar, preso e deportado do país durante o sequestro do embaixador.

Travassos foi um dos líderes e organizadores da Passeata dos 100 Mil, manifestação popular da sociedade civil que reuniu 100 mil participantes, no centro do Rio de Janeiro, em 26 de junho de 1968, contra o governo militar.

Após dez anos de exílio em Cuba e na Alemanha, Travassos retornou ao país dois meses depois da publicação da Lei da Anistia, em 1979.

Ingressou no Partido dos Trabalhadores (PT) e morreu no Rio de Janeiro, aos 37 anos, vítima de um acidente de carro no Aterro do Flamengo.

Biografia não-autorizada também é a de Dom Pedro I, mulherengo e que segundo Laurentino Gomes, assumiu um país quebrado e as vésperas de uma guerra civil e que acabou dando certo.

Nosso conselho a Zé Dirceu é que entre com os recursos possíveis contra a decisão do STF, cumpra sua pena e desista de manter o PT por anos no poder.

E que se mude definitivamente para São Miguel dos Milagres, em Alagoas e envelheça por entre praias desertas, coqueirais, vilas e um mar verde esmeralda.

Muito melhor do que tentar exercer o cargo de síndico em qualquer lugar do Brasil.

Quanto mais a gente reza..., por Marli Gonçalves

 

...mais assombração aparece! Bem, claro que já ouviu essa expressão. Certamente já a usou também. Só que nesses dias esse terror combina com Halloween, Dia de Todos os Santos, Dia dos Mortos. Brincadeiras ou travessuras?


É impressionante: não param de acontecer coisas esquisitas, como eleição de postes, busca de jornalistas para ser apontados como culpados, como se culpados fossem eles pela condenação de certas pessoas, policiais e bandidos em guerra de bang-bang total nas ruas, justiçando sem lei, administradores incompetentes que preferem negar os fatos a resolvê-los; brigas de facções de todos os tipos, cores, armamentos e tamanhos. A sequência de três dias desta semana combinará com esse clima de apagão geral.

No dia 31 de outubro, Halloween, a gente se veste de bruxa ou bruxo, feiticeiro com caldeirão, põe máscaras, e acende a lanterna de vela dentro da abóbora com cara (o Jack)- até porque é capaz de precisar mesmo. A luz pode apagar geral, como anda ocorrendo nas nossas barbas, bigodes, eriçando nossos pelos como os gatos pretos de olhos amarelos das histórias de terror.

Dados certos resultados e encaminhamentos políticos esperados vamos soltar morcegos nos castelos assombrados. Vamos ouvir uivos e correntes arrastando. Lamentos pelo que deveria ter sido feito e não foi - daí a derrota. Talvez a gente precise usar a vassoura para enxotar gente chata - aliás, a origem da expressão que "quanto mais a gente reza, mais assombração aparece" - ou para voar para bem longe.

Com o fim do período eleitoral, deve acabar a impressionante e verdadeira saga do saco de bondades a que assistimos nos últimos tempos, batendo nas portas, tocando a campainha e fugindo, juros baixos, isenção de IPI, promessas de contas de luz mais baratas, e de crédito ou empréstimos - parece tão fácil na propaganda, sopa no mel, tirar pirulito da criança. Só que se não tem almoço de graça, lembre que eles só adoçam nossas bocas quando querem alguma coisa em troca.

E, como dizem, quando não precisam agora vão poder tocar o terror - oficial e extra-oficial. Municipal, estadual e federal.

Temo, em breve - fora das datas - ver mortos-vivos em andrajos nas ruas se as bolhas estourarem, bolhas iguais às que aparecem quando a gente usa sapato novo. Só que o calcanhar será outro. E as bolhas, maiores. Bobeou e o Papai Noel vai aparecer vestido de Drácula para sugar ainda mais o sangue dos devedores, os inadimplentes que não se comportaram bem durante o ano, não pagaram suas contas direitinho, as contas do consumo que lhes foi apresentado de forma tão irresponsável, e que coitadinhos ainda ousam mandar cartinhas pedindo presentes. Fora que está tão chata essa discussão de kit-gay, homofobia, religião, que as renas vão pensar duas vezes antes de sobrevoar nosso país.

Mas nem tudo acaba mal, nessa noite que prepara a chegada do outro mês. Amanhece o dia 1º de novembro, de Todos os Santos, a nossa cara, que mistura alho com bugalho, igreja com terreiro, Miami com Copacabana, chiclete com banana. Eu quero ver a grande confusão.

Finalmente chega o feriado, dia 2, Dia dos Mortos. Mas aí a gente vai lembrar que não vive lá no México, onde essa data é festa, toda colorida, porque o povo se arruma e se prepara para receber a "visita" dos que já foram, e distribuem caveirinhas de açúcar.

Aqui a moçada resolveu usar a caveirinha de enfeite, em tudo, repare - do chique ao popular, até em roupa de criança. Caveirinhas até meio viadinhas, no bom sentido, com strass, lacinho, e até sorriso (!). Muito esquisito: um símbolo que traz más lembranças, como a do Esquadrão da Morte, Scuderie Le Coq, que a usava, praticando extermínios parecidos com o que novamente acompanhamos placidamente.

E, continuando a guerra, as mortes que estão acontecendo nas ruas, tantas chacinas para lá e para cá, manchando tudo de sangue, ainda vamos ver é muitos fantasmas.

Bem nos nossos bigodes. Outro símbolo que anda na moda, mas eu ainda não descobri por que. Pelo Sarney é que não deve ser, ora bolas!

São Paulo, onde se vende de tudo, 2012



Marli Gonçalves é jornalista - As meninas boazinhas vão para o céu. As meninas más vão aonde querem. Essa é a estampa de um lado e de outro de uma de suas camisetas prediletas.

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E-mails:
marli@brickmann.com.br
marligo@uol.com.br

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Mercadão terá roda de conversa e feira de produtores


Evento ocorre em comemoração ao Dia Mundial da Alimentação

O Mercado Municipal Paulistano será palco, no próximo dia 25 de Outubro, quinta-feira, das 13 às 17h, de eventos relacionados ao Dia Mundial da Alimentação. A ação é realizada pelo Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional de São Paulo – COMUSAN/SP. 

A roda de conversa intitulada “O poder da minha prática”, discutirá as Cooperativas Agrícolas. Na cidade de São Paulo, haverá uma ampliação desta temática proposta pela ONU, buscando articular aspectos relativos à segurança alimentar e nutricional e a economia solidária. Espera-se, com isso, incentivar neste período o debate com vistas ao levantamento de contribuições para o aperfeiçoamento das políticas para o fomento de empreendimentos populares solidários, assistência técnica aos produtores e mecanismos de abastecimento e comercialização na cidade de São Paulo. 

Simultaneamente à atividade, ocorrerá uma feira de alimentos produzidos com base em práticas sustentáveis e saudáveis de produção e consumo.

A iniciativa acontece em comemoração ao Dia Mundial da Alimentação, 16 de outubro, data instituída pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura – FAO, e celebrada em mais de 150 países.
Serviço:
Feira de Alimentação Saudável e Sustentável
Data: 25/10, quinta-feira
Horário: das 13h às 17h
Roda de Conversa – O poder da minha prática
Horário: 14h às 17h.
Local: Mercado Gourmet – Mercado Municipal Paulistano 
Rua Cantareira, 390, Centro.
Informações:
COMUSAN-SP - Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional de São Paulo. 3313-3365 R: 275 ou e-mail comusan@prefeitura.sp.gov.br

Gente grande pequena....


Gente grande pequena....

A pele que habito


Gente grande pequena....

E as pessoas repetem de maneira igual, comportamentos que repudiam e condenam no outro. Impressionante a facilidade que tantas pessoas demonstram ter, em aceitarem, por exemplo, provocações. Aceitam, se irritam, criticam quem as provocam...mas, o mais interessante, é que,  assim que podem, ou que acreditam que podem, buscam maneiras para revidarem... Para responderem... E por incrível que possa parecer, não fazem diferente... E facilmente, se esquecem de todas as críticas que fizeram, aos comportamentos de quem lhes provocava, lhes incomodava, lhes desrespeitava... E provocam...incomodam...desrespeitam...  Sei lá...Antigamente, quando eu era criança, tinha uma admiração tão grande pelos adultos. Acreditava que , se tornar adulto, automaticamente, representava deixar de se ter certos comportamentos infantis. Mas que nada!

Agora, que pela força das circunstancias, convivo no meio de adultos(e sou uma?), me deparo com cada situação tão infantil, mas acontecendo com gente em tamanho bem maior, do que aquele que eu presenciava, quando era criança. Adultos também protagonizam briguinhas bastante parecidas com aquelas, que eu pensava serem apenas de crianças. Gente “grande”  para de falar com o outra gente “grande”, pelos motivos mais banais... Nestas situações, me vem a mente, o comportamento de criança, naquele “belém belém, nunca mais fico de bem”. Seria até divertido, engraçado, mas não tem como ser, pois nestas situações, no mundo adulto, muita coisa séria, “adulta” está envolvida.

As consequencias deste “belém belém”, entre pessoas supostamente adultas, costumam ser graves, já que a maioria de relacionamentos entre gente grande, é complexo, sério, grande... E envolver muitas outras pessoas. Ou seja, muitas vidas costumam direta, ou indiretamente sofrerem consequencias deste “belém belém” E o tal do emburrar? Ficar com raiva, e “fechar a cara”?Fazer birra... Nossa! Como acontece... Entre casais, então... E mais uma vez, é complicado...sério...grave. Muito complicado mesmo.  Pois costumam ter filhos. E com toda certeza, crianças pequenas, não se sentem nem um pouco confortáveis, ou tranquilas, quando convivem com esta situação, vendo gente grande brigando, de “mal”.  A mãe “emburrada” , fazendo birra, com o pai, ou vice versa, é péssimo para os filhos.

Fico pensando, que devia haver algum dispositivo no ser humano, que regulasse a capacidade para ser pai ou mãe. Assim como, é necessária a maturidade biológica para reproduzir, deveria ser necessária e imprescindivel também, a maturidade emocional... Ou seja, pessoas emocionalmente infantis, embora biologicamente adultas, ‘grandes”, não teriam filhos... Não poderiam gerar gente pequena...As crianças de verdade, com toda certeza, seriam poupadas de tantas angustias...

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