terça-feira, 25 de setembro de 2012
PREPARANDO PARA A ESCRITA
"PREPARANDO PARA A ESCRITA" é um tema do período de prontidão, permeado por tantas oportunidades pedagógicas de grande interesse ao professor e educador, pois a rotina educacional na instituição infantil além de revelar preocupações com o "cuidar" das crianças, também se reveste da responsabilidade do ensino. Por estarmos sob a ótica de um assunto tão específico: "PREPARANDO PARA A ESCRITA", a orientação pedagógica é aproveitar ao máximo a criatividade, as brincadeiras, e principalmente explorar a coordenação motora! Lembra da técnica do "alinhavo"? Então, esta atividade desenvolve desde a possibilidade de aprender a amarrar os cadarços e aporta na habilidade de coordenação motora fina: o "pinçar da escrita". Vários artigos e trabalhos de pesquisas acadêmicas contemplam com muita propriedade que o desenvolvimento motor na fase inicial da infância é preparatório ao ato de segurar o lápis adequadamente, adquirir a firmeza e a habilidade necessárias ao traçado das letras para escrever. Esta fase pela qual nos debruçamos em atenção: a infância, é o momento mais precioso em que temos a chance para "semearmos" as condições predisponentes aos atributos da aprendizagem da leitura e da escrita. Escrever bem e com clareza, é reflexo de um bom caminho percorrido lá no passado, quando fomos estimulados primeiramente através da coordenação motora grossa, para gradativamente iniciarmos o domínio até mesmo dos menores gestos, chegando ao movimento de "pinça" e adentrando no que denominamos: coordenação motora fina. Vejamos com muita atenção estes dois tipos de coordenação motora, pois serão sempre os principais eixos no contexto da estimulação infantil para o desenvolvimento físico e gráfico. Uma vez alcançada a habilidade da coordenação motora, evidenciamos o crescimento da criança como um todo. Quando a criança atinge o almejado aspecto postural, o equilíbrio corporal e é capaz de locomover-se com segurança, na verdade já está dando os primeiros passos rumo à sua independência no caminho de tantas novidades. Como já esclarecemos, assim como é gradual o crescimento humano, paralelamente é gradual a formação de conceitos globais no processo da educação. De acordo com LUCIENE R0CHAEL, a estrutura da Educação Psicomotora é a base fundamental para o processo intelectivo e de aprendizagem da criança. O desenvolvimento evolui do geral para o específico; quando uma criança apresenta dificuldades de aprendizagem, o fundo do problema, em grande parte, está no nível das bases do desenvolvimento psicomotor. A autora apresenta este enfoque no seu artigo: "A IMPORTÂNCIA DA PSICOMOTRICIDADE NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM", cuja leitura pode ser aprimorada em seu site datado de 2008, no seguinte endereço virtual: http://consulpsicoped.blogspot.com.br/p/psicomotricidade.html *** A Autora ainda lembra que durante o processo de aprendizagem, os elementos básicos da psicomotricidade são utilizados com frequência. O desenvolvimento do Esquema Corporal, Lateralidade, Estruturação Espacial, Orientação Temporal e Pré-Escrita são fundamentais na aprendizagem; um problema em um destes elementos irá prejudicar uma boa aprendizagem. O ato antecipa a palavra, e a fala é uma importante ferramenta psicológica organizadora. Através da fala, a criança integra os fatos culturais ao desenvolvimento pessoal. Quando, então, ocorrem falhas no desenvolvimento motor poderá também ocorrer falhas na aquisição da linguagem verbal e escrita. Muito bem trabalhado o texto da Autora, completamos o conhecimento com ensinamentos até mesmo no plano da fundamentação neurológica que trata de explicar a correspondência das atividades de coordenação com a habilidade da escrita. Então transcrevemos: (...) "A educação psicomotora ajuda a criança a adquirir o estágio de perfeição motora até o final da infância (7-11 anos), nos seus aspectos neurológicos de maturação, nos planos rítmico e espacial, no plano da palavra e no plano corporal." Cabe principalmente a cada profissional estar disposto à muitas leituras de caráter exploratório que ajudam neste avançar das técnicas que nos levam ao mundo da formação infantil. Nesta linha, queremos despertar a conscientização sobre a importância da coordenação motora com relação à grafia. Contudo, a coordenação de modo geral, permite a normal integração da criança no meio pessoal, familiar, social e educacional. Um transtorno na habilidade motora traz consequências para a estruturação e organização das AVDs (Atividades da vida diária), e à este nosso argumento, somanos o conceito escrito por LUCIENE ROCHAEL,também escrito de modo agradabilíssimo sobre: TRANSTORNO DO DESENVOLVIMENTO DA COORDENAÇAO (TDC). No decorrer do texto, a Autora apresenta um relevante conceito: Transtorno do Desenvolvimento da Coordenação: é a dificuldade para coordenar os movimentos, e resulta na incapacidade da criança para desempenhar as atividades diárias. Manifestações: Algumas crianças parecem ser mais desajeitadas ou estabanadas que as outras. Elas ficam tristes por não conseguirem acompanhar os colegas nas brincadeiras motoras e, muitas vezes, são alvo de comentários de professores e colegas, devido à letra feia, cadernos bagunçados, cabelo mal penteado e roupas em desalinho. Como podemos observar, ao educador cabe muita sensibilidade para perceber qualquer sinal no corpo ou expressão corporal da criança, bem como em seus gestos e domínio muscular, que sejam indicativos de "fragilidade". Ao menor sinal de insatisfação quanto ao desenvolvimento global, cabe a tarefa deliciosa da estimulação infantil! A boa estimulação resulta em respostas significativas para a amplitude das ações infantis, até que se consiga chegar ao processo da escrita: diríamos, a habilidade mais difícil da coordenação para a criança. Muito mais do que repassar conceitos, a nossa proposta é avivar a leitura acerca da educação infantil e seus vértices na aprendizagem. Estamos sempre em pleno movimento comemorando com outros profissionais, cada nova integração que surge para reforçar os padrões de melhor conduzir as nossas crianças! Ao observarmos as novidades aqui ou ali, vamos abstraindo ideias semelhantes ou procedimentos diferenciados, mas sempre lucramos com as novas experiências. A criança é assim também, porém o foco da 1ª infância circunda mesmo ao redor da propulsão motriz/motora, pela qual, dinamicamente o movimento conduz um pequenino até a sua conquista prazerosa para ler e escrever. Atualmente a tecnologia colabora grandiosamente com a questão das interfaces bibliográficas, por onde coletamos informações, lançamos comparativos e podemos usufruir de infinitas atividades, principalmente dispostas na disciplia de artes, desenhos para colorir, cobrir pontilhados, que são considerados meios repetitivos que auxiliam o período de prontidão que é tão indispensável ao domínio motor para a escrita perfeita. Já que falamos em sites e internet, cabe uma excelente indicação para a complementação de leitura! Seria bom conceder um tempo suficiente para olhar cada cantinho do site: "EDUCANDO OS BAIXINHOS, UM ESPAÇO CRIADO PARA QUEM AMA A EDUCAÇÃO", cuja fonte é: http://joaopharaoh.blogspot.com.br/2011/04/corrigir-ou-aceitar-o-erro-no-processo.html, lá estivemos como o "tatuzinho mascote da página", "cavocando um pouco mais de saber" principalmente com relação ao nosso tema principal: "PREPARANDO PARA A ESCRITA", e eis que trazemos aqui um fragmento do artigo "CORRIGIR OU ACEITAR - O ERRO NO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO", que dispõe: "No processo de aprendizagem da leitura e da escrita, a criança defronta-se com um mundo cheio de atrações (letras, palavras, frases, textos) e se engajará neste mundo muito mais facilmente se puder participar integralmente dele e se o processo for transformado num grande ato lúdico (participativo, inteligente, prazeroso), em oposição ao ato técnico (estático, repetitivo, mecânico) muito próprio das escolas. Portanto, podemos perceber a necessidade de se relacionar o processo de alfabetização com o lúdico, na forma de jogos e brincadeiras, que despertam o interesse e arrebatam a atenção das crianças, tornando este processo recheado de significado. Contudo, não podemos esquecer que é da imitação e da repetição que nascem as primeiras construções infantis. Nesta orla, primordial é estabeler um trabalho educativo recheado de bom senso! O nosso aluno não deve ser castigado com infinitas cópias mecânicas. Este procedimento jamais será aceitável em qualquer fase da vida do ser humano, pelo entendimento de não trazer benefícios produtivos. Porém, de quantas atividades lindas e chamativas podemos nos aproveitar para a elaboração de um bom planejamento pedagógico para os pequeninos que estão "engatinhando para escrita". Livros didáticos e cartilhas são os melhores exemplos da "mecanização" para o treino da alfabetização. Quem não recorda de cobrir os pontinhos daquele sapinho até a lagoa! Ou daquela atividade de cobrir tracejados levando a galinha até os seus ovos no ninho? Pois bem: é esta mecanicidade tão gostosa que impulsiona o grafismo! É essa condição de domínio do lápis sobre uma linha, por exemplo, o que irá determinar o benefício do treino gráfico para a aquisição da escrita. Finalmente, coloquemos as vogais estilizadas em tamanho grande em folhas de sulfite, e apliquemos tinta colorida na ponta do dedinho da criança para que ela percorra corretamente o contorno de cada letra. Após este treino, a expessura do material de contorno vai aos poucos diminuindo, ou seja: depois de cobrir as vogais com tinta, o próximo objeto poderia ser com o gizão de cera (grosso); depois, giz normal; canetão; giz de cera fino; canetinha hidrocor; até chegar no lápis preto ponta média. PREPARANDO PARA A ESCRITA, é um assunto que combina também com cada um dos sentidos proprioceptivos, ao passo que após adquirida a qualidade gráfica, cada composição despontará sob os auspícios da sensibilidade individualmente adquirida. A naturalidade com que os exercícios preparatórios são realizados, a forma lúdica para desenvolver os treinos reconhecidamente mecânicos, são diferenciais entre um e outro profissional. Somamos ao supracitado conceito que: "a criatividade do professor e o seu amor pela didática na formação infantil podem criar os mais diversificados meios e fazer de cada um dos treinos mecanizados ou exercícios para o amadurecimento no período de prontidão, um momento de descontração. Concluindo mais esta abordagem em parceria com o bem estar infantil, de modo que aprender brincando conduz mais fácil e rapidamente ao saber concreto! REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO: CURTSS, Sandra. A Alegria do Movimento na Pré-escola. Porto Alegre: Artes Médicas, 1988. GUILHERME, Jean Jacques. Educação e Reeducação Psicomotoras. Porto Alegre: Artes Médicas, 1983. LASSUS, Elisabeth. Psicomotricidade – Retorno às Origens. Rio de Janeiro: Panamed, 1984. LEBOUCH, Jean. Educação Psicomotora: Psicocinética na Idade Escolar. Porto Alegre: Artes Médicas, 1987. LEBOUCH, Jean. O Desenvolvimento Psicomotor: do Nascimento aos 6 anos. Porto Alegre: Artes Médicas. MEUER, A. de. Psicomotricidade: Educação e Reeducação: níveis maternal e infantil. A. de Meuer e L. Staes. Tradutoras Ana Maria Izique Galuban e Setsuko Ono. São Paulo: Manoel, 1989. *** MAGALHÃES, L. C. et al. Avaliação da coordenação e destreza motora – ACOORDEM: etapas de criação e perspectivas de validação. Revista de Terapia Ocupacional da Universidade de São Paulo, v.5, n.1, p. 17-25 2004. MISSIUNA, C. Crianças com Transtorno do Desenvolvimento da Coordenação: em casa e na sala de aula. Trad. Lívia Magalhães. CanChild, Centre for Childhood Disability Research. Internet, disponível em: http://dcd.canchild.ca/en/EducationalMaterials/resources/DCDportuguese.pdf Fonte de Pesquisa: http://www.eef.ufmg.br/neiddi/tdc.htm
ATIVIDADES DE ROTINA NA EDUCAÇÃO INFANTIL. ENSINAR POR MEIO DE ATIVIDADES DE ROTINA, ATIVIDADE REPETITIVA É = ROTINA
MANUAL DE ROTINA INFANTIL PELOS CUIDADOS DE UM EDUCADOR: As atividades de rotina podem passar desapercebidas por muitas pessoas. Porém, para o professor, a rotina presta grande serventia no ofício de ensinar os pequeninos! Devido a necessidade laboral dos pais para conseguirem equilibrar todas as despesas do lar, sabemos que a nossa realidade está focada na inclusão o quanto mais cedo das crianças nas creches e instituições de ensino. Como conquistar a atenção das crianças pequenas dentro de um trabalho pedagógico através da rotina? Bem, de acordo com uma valiosa pesquisa entitulada "A ESCOLA DE EDUCAÇÃO INFANTIL NA VISÃO DAS CRIANÇAS: UM ESTUDO SOBRE ROTINAS", que muito contribuiu para novos olhares no patamar educacional sobre a rotina, podemos citar o estudo de SILVANA MEDEIROS e LOURDES FRISON*****(ofertado para melhor leitura e aprofundamento na fonte: http://www.ufpel.edu.br/cic/2009/cd/pdf/CH/CH_01261.pdf) No artigo destacamos alguns referenciais, como por exemplo: BARBOSA (2006), que diz que: "alguns dicionários de pesquisa e ensino, como o escrito por CAMPAGNE (s.d pág.545 que traz que: "ROTINA É UM PROCESSO ATÉ CERTO PONTO MECÂNICO PARA FAZER OU ENSINAR ALGUMA COISA" (...) "ROTINA É UMA PRÁTICA TRANSMITIDA E TORNADA HABITUAL". Contudo, analisamos que a rotina é a atividade que se repete, portanto repetitiva. E é aqui que alguns pontos de vista precisam visualizar que a mecanicidade é aliada ao bem formar infantil. Imaginem que desta "atividade determinada" (a rotina, atividade que se repete)por exemplo, em horário certo, irá causar familiaridade para a criança que desperta a compreensão para reconhecer a hora de fazer uma atividade, após um lanche, após seu soninho, daí banheiro, depois as brincadeiras no parque e horário de sair. O supracitado exemplo é clássico! VEJAMOS: Mesmo que o educador precise alterar o horário das atividades como por exemplo: "o brincar no parque" com " fazer uma atividade em folha de sulfite", estes são como pontos móveis dentro do planejamento. A rotina repetitiva fica estabelecida quanto aos imutáveis horários de início da aula, lanche, banheiro e saída. Obviamente há o respeito da não delimitação para as necessidades fisiológicas, por dependência da porção orgânica individual. Mas o momento da ida aos sanitários integra o cronograma perto das refeições ou do recreio e com os demais elementos fixos do planejamento diário, e esses não se alteram e geram a segurança habitual o que corrobora com um cotidiano no limiar de confiabilidade e conforto para a criança. Com isso, surge em sua concepção interior, a certeza de que durante a sua jornada na escola, rotineiramente existe o horário certo para chegar, comer, higienizar, brincar e retornar para casa. Tão notório é este escalonamento, que a rotina torna-se a noção de representação diária na menorzinha idade, favorecendo desde o trabalho auxiliar na educação de esfíncteres e indubitavelmente refletindo-se eficaz na organização propiciada com harmonia durante o desenvolvimento de cada dia. Outro exemplo rotineiro, chega unindo a participação familiar, quando os familiares questionam e a criança responde de pronto: - VOCÊ FOI PARA A ESCOLA HOJE?; - VOCÊ LANCHOU? (comeu todo seu lanche?); - VOCÊ BRINCOU?;*** À estas situações percebemos como rotinas necessariamente repetitivas e elas integram a base letiva principalmente na educação infantil. Por outro lado, ao questionarmos: - "QUAL ATIVIDADE VOCÊ FEZ HOJE"? A resposta virá livremente, o que denominamos de ponto móvel na escala diária, visto que inúmeras atividades poderão compor o quadro dirigido. Por exemplo: segundas,quartas e sextas temos aula de artes; terças e quintas: ballet e judô. Estas são as rotinas semanais. Agora, qual o conteúdo explorado em cada uma dessas rotinas é a essência da aprendizagem. O conteúdo sempre variado, completa, enriquece e aperfeiçoa o trabalho do educador. Ainda, paralelamente, apontamos o método costumeiro de alguns professores com a utilização de painéis para trabalhar o calendário diário (dia, mês e ano), noções climáticas (o tempo está como? tem sol? tem chuva? está nublado?). Ou seja, são rotinas também repetitivas, pois sugerem um acompanhamento diário das representações de localização e reconhecimento de tempo e espaço, permeando o início da repercussão temática. A atividade pode repeir de sgunda a sexta, o que não significa que as respostas apresentadas ou seja, que o conteúdo será o mesmo, pois nem todos os dias serão iguais. Um dia poderá ter sol, outro chuva, mas se houver dias seguidos de sol ou chuva, todos observarão como fatos normais da rotina da vida, a qual é inconstante, uma surpresa, um mistério maravilhoso. E quando o educador consegue atingir algo tão especial, alegra-se por perceber que realmente está refinando momentos, ensinando para a vida. Para BERTOLINI (apud BARBOSA 2006, pág.44), denominam-se "routine" as práticas realizadas que fazem parte necessária e imprescindível do trabalho de cuidado das crianças, como higiene, a alimentação e o sono. Em análise, dispomos a historicidade do estudo, justificado pelo questionamento de um aluno que queria saber "porque as coisas tem que ser sempre iguais". Segundo o investigador do citado artigo, a inquietação também acabou pousando sobre si, e desenvolveu-se então o texto, cuja finalização pressupõe que: "a escola trata de estabelecer horários para as diferentes ações, mas nem sempre essa organização favorece o trabalho pedagógico e as necessidades dos alunos". O nosso entendimento não tenciona desmerecer o estudo descrito, porém ampliamos sobremaneira o alcance da resposta a qual poderia ensinar que de fato, nem tudo é igual ou repetitivo, e certas repetições auxiliam a formação na idade inicial de aprendizagem onde a atenção e a organização são requisitos para o surgimento e estabelecimento de elos entre o ser, estar, agir, construir, aprender e assimilar. Finalizamos este pensamento com o enfoque educativo, demonstrando claramente que a rotina é a atividade repetitiva capaz de despertar a assimilação de um aprendizado. Por conseguinte, trabalhar sabiamente com as atividades de rotina é um instrumento de grande potencial na fixação cognitiva do aprendizado infantil (Claudia Ivanike). A ideia de construirmos um "manual de rotina infantil pelos cuidados de um educador", surgiu pela leitura de um artigo de levantamento bibliográfico responsável por traçar artigos e obras sobre o tema da educação no período de 0 a 6 anos. Fato que converge a minuciosamente transcrevemos um importante trecho da pesquisa disposta na fonte: http://www.anped.org.br/reunioes/27/gt02/t021.pdf, elaborada por Alessandra Arce, cujo título contempla: "AS PESQUISAS NA ÁREA DE EDUCAÇÃO INFANTIL E A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO: RE-CONSTRUINDO A HISTÓRIA DO ATENDIMENTO ÀS CRIANÇAS PEQUENAS NO BRASIL". De tal modo que acondicionado no corpo do texto original, estatui-se que as práticas educacionais na educação de crianças menores de 06 anos encontram-se inexplorados ou superficialmente re-visitados, tais como: Claparède, Dewey, Paper-Carpantier, Pauline Kergomard, Comenius entre outros. A existência de somente um trabalho dedicado ao estudo de educadores/as brasileiras/(levantamento datado do ano de 2003)os que se dedicaram à consolidação da educação de crianças menores de 06 no Brasil, apontando para uma lacuna profunda na difusão do pensamento educacional destinado a essa faixa-etária. A história dos conteúdos de ensino aparece apenas nos estudos sobre rotinas de trabalho na educação infantil, havendo assim uma carência no estudo dos manuais produzidos para serem utilizados com as crianças, bem como os produzidos para a formação de professores. Concluindo no sentido de que a rotina na educação infantil das atividades repetidas de todos os dias, precisam ocorrer de modo que entre uma e outra dessas circunstâncias diárias que não se tem como mudar ou deixar de fazer, haja um espaço para muitas e variadas formas extremamente criativas para introduzir, desenvolver ou dar continuidade ao aprendizado. Assim, o conceito do que é rotina diária não deve ser confundido com o conceito de aprendizagem. Pela repetição, a rotina ensina. Pela criatividade, o ensino gradativamente derruba os parâmetros da repetição dentro da rotina. Esta reflexão é importantíssima pois objetiva formar uma base de apoio para o profissional educador, cuja responsabilidade de inserir a criança no desenvolvimento comum, dispõe de regras e limites que são utilizados sem que firam o jeito livre e a naturalidade da criança. Saber estabelecer esta diferença é muito importante na arte de ensinar. (Claudia Ivanike).
domingo, 23 de setembro de 2012
Bom Dia!
Tenho, por
hábito, cumprimentar as pessoas quando chego ou saio dos locais de trabalho e
outros ambientes, independentemente delas retribuírem ou não.
Confesso que
fico um pouco frustrado quando alguns viram o rosto, fazendo de conta que não
ouviram nem notaram minha presença; e até me divirto quando alguns se assustam
com a saudação. Via de regra, esses últimos passam a cumprimentar regular e
cordialmente, daí para frente.
Infelizmente, a
prática do cumprimento espontâneo, gratuito, está cada vez mais rara. Em
contrapartida, o cumprimento com segundas intenções está cada vez mais comum e
caro, no sentido da contrapartida!
Dizem que não há
almoço de graça... Pura verdade! Aliás, estão cobrando até pela graça! O que não
é nem um pouco engraçado.
Você atende ao
telefone, para ouvir um alegre e simpático: "Bom dia fulano, como vai!", com uma
intimidade tipo de lista telefônica ou banco de dados, seguida de um falatório
que faria qualquer cantor de ópera perder o fôlego, para ao final, oferecer
serviços que a gente não quer, ou pedir donativos que a gente não pode, regados
a psicologia de segunda - usada até nos fins de semana -, com direito a
constrangimentos e questionamentos sobre nossa inteligência ou amor ao
próximo.
Não é muito
diferente nas ruas:
Volta e meia, um
sorridente "Bom dia!", vem acompanhado da tentativa de venda de revistas,
jornais e religiões de forma até agressiva, psicologicamente, por parte de
alguns "vendedores", também com direito a ameaças nessa e em outras
vidas.
Não é à toa que
algumas pessoas acabam desviando o rosto ou fingindo que não ouvem o
cumprimento. Talvez estejam se protegendo do que vem depois
dele!
Não deveria ser
assim!
Porque um "Bom
dia!", "Boa tarde!" ou "Boa noite!" não podem ser apenas desejos sinceros e
gratuitos?
Nós seríamos
muito melhores. O mundo seria muito melhor!
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
ÓPERA INFANTIL "A VOVOZINHA"_22 e 23 de setembro_no espaço cultutal: CAPELA SANTA MARIA
Após um século adormecida, a ópera infantil “A Vovozinha”, de Emiliano Perneta – considerado o maior poeta paranaense –, ganhará os palcos de Curitiba neste mês de setembro. Essa é a primeira vez que a peça, genuinamente paranaense, será montada integralmente desde sua concepção, em 1909. As apresentações acontecem neste sábado e domingo (22 e 23), na Capela Santa Maria – Espaço Cultural. As partituras originais, ainda a lápis, e o texto foram reagrupados pelo pesquisador Gehad Ismail Hajar em um estudo que levou sete anos de apuração e restauração. Isso porque texto e partituras nunca foram impressos e partes estavam perdidas. “Esta é seguramente uma peça inédita e histórica, com o diferencial de ter sido composta no início do século XX para crianças”, avaliou Hajar. De acordo com o pesquisador, dificilmente se produziam escritos destinados ao público infantil naquela época, tampouco no que tange à ópera. “Nada mais oportuno do que oferecer hoje, aos nossos pequenos, uma obra tão original, que lega a Curitiba o desconhecido título de “berço da literatura infantil do Brasil”, reforçou Hajar. Em cena – Com direção de Denise Sartori e regência do consagrado maestro Jaime Zenamon, 15 cantores líricos dividem a cena em um espetáculo leve e ao mesmo tempo criativo. A opereta contará com adereços e figurinos assinados por Gustavo Krelling, que traz o contraste de tecidos, cores e brilhos para o palco sem perder a poética infantil. Do lixo ao luxo, Krelling ainda resgata sacolas plásticas para a composição artística empregada na confecção das roupas moldadas para os atores. Esta inédita montagem, com produção de Hajar, Beth Capponi e equipe, conta com incentivo do Fundo Municipal de Cultura. Toda produção pode ser acompanhada pelo site da peça (www.avovozinha.com). História – Curitiba do início do século XX era uma pequena e pacata cidadela com ares gregos. Aflorava o sentimento da estética literária simbolista. Neste contexto, Emiliano Perneta, o príncipe dos poetas paranaenses, embrenha-se na pioneira iniciativa de escrever uma peça infantil, com amenas críticas à sociedade da época. Antecessor de Monteiro Lobato e de Walt Disney, Perneta dedicou-se à peça “Vovozinha” em 1909, fazendo de Curitiba o berço da literatura infantil do Brasil. Em 1917 a peça foi musicada por Benedito Nicolau dos Santos e a opereta estava completa. Algumas audições com partes da peça chegaram a ser realizadas em Paranaguá, Curitiba e Ponta Grossa. Mas nunca montada integralmente. ****** Serviço Ópera infantil “A Vovozinha” Local: Capela Santa Maria – Espaço Cultural (R. Conselheiro Laurindo, 273 - Centro) Datas e horários: 21 de setembro (sexta-feira), às 15h – ensaio aberto, com entrada gratuita; 22 e 23 de setembro, sábado às 20h e domingo às 19h, com ingressos a R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada) FONTE: http://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/producao-curitibana-resgata-opera-infantil-inedita/27716
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
12 de setembro é dia de FESTEJAR o aniversário do nosso EDITOR!
Neste 12 de setembro de 2012, aqui deste espaço virtual, lançamos verdadeiros votos de todas as virtudes para comemorarmos o aniversário de "GILBERTO DA SILVA"!O Editor da Revista Partes, Sociólogo, Grande Colaborador e sempre responsável pelo incentivo da pedagogia e da literatura infantil! FELIZ ANIVERSÁRIO, GILBERTO! Por tanto auxiliar os nossos pequenos livros, hoje retribuímos com fé, orando a DEUS, no Santo nome de JESUS CRISTO, para que o guarde no livro mais importante: O LIVRO SAGRADO DA VIDA!PARABÉNS!!!!!!!
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
III Simpósio sobre Pescado em São Paulo acontece no Mercado Municipal Paulistano
O
evento, que acontece entre os dias 11 e 14 de setembro,
oferece
550 vagas entre debates e workshops de gastronomia
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terça-feira, 4 de setembro de 2012
COMUNICADO
Estamos com problemas temporários no site da revista (www.partes.com.br). O servidor de hospedagem já recuperou os arquivos até 2011. Persiste a ausência os arquivos de 2012. Esperamos que o problema seja sanado o mais rápido possível. Contamos com a compreensão dos leitores e colaboradores da Partes.
Redação
Redação
ELEUCO em MIGUEL DE CERVANTES!
Quando já está escrito, já está! _________ Temos mesmo que agradecer a DEUS, pois participar de atividades que se entrelaçam com as expressões de um povo, é por demais significante! Em determinada ocasião, sem preocupações reflexivas, sem cobranças, também sem esperar, ocorreu em mente, e tão somente assim - pelo ensinamento de um notável mestre, um nome: ELEUCO. Na manhã seguinte, aquele sentimento tão humano: "a curiosodade", moveu o nosso tempo para uma pesquisa tão rica, tão valiosa! Sem premeditações, mesmo sem tempo, lá estivemos maravilhadamente mergulhando na fluência castelhana (por nós ainda meio lenta, oh que falha para uma estreita afinidade com as mais sensíveis obras;PERDÃO!). Mesmo assim, nos infiltramos nas linhas do LIBRO I, (Primer Libro de La Galatea). Eleuco também já estava na narrativa pela qual passamos a redirecionar tempo e atenção na expectativa de entendimento maior sobre toda esta situação literária. Dado o enredo deste "Libro I", cabe explicar ao leitor, que a fluidez do texto se desenvolve em aspecto de considerável prosa, despertando todos os sentidos de quem é parceiro de tantas obras literárias, pela graciosidade com que dentre os diálogos surgem expressões recitadas, cantadas, entoando o tema central: o amor, ou melhor: "a defesa do amor pelo pastorio, contrapondo-se à visão de LENIO, o qual, neste primeiro momento, se acha a frente de todos, seguindo desacreditado neste sentimento. Como ele diz: "que faz noite até mesmo o dia." Para todos que desejam completar a leitura, recomendamos: http://es.wikisource.org/wiki/Primer_Libro_de_La_Galatea ***Registramos hoje uma homenagem ao Ilustre MIGUEL DE CERVANTES: http://pt.wikipedia.org/wiki/Miguel_de_Cervantes ***Miguel de Cervantes Saavedra (Alcalá de Henares, 29 de setembro de 1547 — Madrid, 22 de abril de 1616) foi romancista, dramaturgo e poeta castelhano.A sua obra-prima, Dom Quixote, muitas vezes considerado o primeiro romance moderno, é um clássico da literatura ocidental e é regularmente considerado um dos melhores romances já escritos. Seu trabalho é considerado entre os mais importantes em toda a literatura. A sua influência sobre a língua castelhana tem sido tão grande que o castelhano é frequentemente chamado de La lengua de Cervantes (A língua de Cervantes). *
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
20 de agosto de 2012. Dia tão especial para a nossa literatura infantil, que chegou ao alcance das crianças da ACOA (www.acoa.org.br). Então foi assim... A família: Paulo, Adriana e Jeanpaolo, contribuiu muitíssimo na realização do livro da TIGER, a tartaruguinha de estimação. Esse trabalho literário cuidou de contemplar o tema da "esperança" e traz a atividade de colorir. Já divulgamos alguns eventos com essa historinha e sabemos que o nosso editor Gilberto da Silva (Revista Partes), sempre se alegra quando vê o bom resultado que realmente surge do PROJETO DE LEITURA! Muito legal foi o jeito como nasceu a atividade de hoje: Foi um colega (Bruno) da turma de Pós-Graduação "DAD"/TUIUTI, quem indicou a Instituição. Ele contou que um dia, uma criança havia lhe pedido de presente um livro de pintar. Contudo, ele não retornou, mas não esqueceu do pedido...hoje a recompensa: UM SORRISO DE CRIANÇA pela entrega dos livros. MUITAS FELICIDADES! Claudia, Pates Mirim.
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Textos opinativos estigmatizam torcedores de futebol
Ideias expostas em muitos textos opinativos, em jornais de grande circulação, sobre violência no futebol conduzem os leitores a apoiarem a ideologia de que as autoridades púbicas devem inibir e se sobrepor a torcedores organizados e pobres. “Nestes textos o discurso predominante estigmatiza o torcedor organizado como marginal, vagabundo e terrorista, dando à questão aparência similar a uma guerra”, reflete o psicólogo social Felipe Tavares Paes Lopes. Segundo ele, tais textos buscam ampliar o controle do Estado sobre o cidadão de forma indiscriminada. Entretanto, “nem tudo é unânime e existem formadores de opinião que tratam as condições socioeconômicas e educacionais brasileiras como as verdadeiras causas da violência das torcidas de futebol”.
A tese de doutorado Discursos sobre violência envolvendo torcedores de futebol: ideologia e crítica na construção de um problema social foi orientada pelo professor Esdras Guerreiro Vasconcellos. O psicólogo analisou textos de jornais da cidade de São Paulo de circulação nacional no período de 2009 a 2010, além de realizar entrevistas com acadêmicos, jornalistas, dirigentes esportivos e de torcidas organizadas. O estudo realizado em três fases buscou elucidar inicialmente o contexto sócio-histórico do debate, nacional e internacional, acerca da violência no futebol. Em seguida, o pesquisador passou a interpretar cada texto e entrevista para, em seguida, refletir em que medida os discursos dos formadores de opinião poderiam ser considerados uma produção ideológica e reproduzir relações de dominação.
Problema Social
O pesquisador explica que a violência que envolve torcedores de futebol vem, desde o final da década de 1980, sendo tratada pela imprensa como um problema social e também como uma preocupação pública. Na maioria das vezes, lida com a questão “adjetivando e estigmatizando os torcedores organizados como marginais e vagabundos, além de reduzi-los à condição de violentos, bárbaros e terroristas”.
O pesquisador explica que a violência que envolve torcedores de futebol vem, desde o final da década de 1980, sendo tratada pela imprensa como um problema social e também como uma preocupação pública. Na maioria das vezes, lida com a questão “adjetivando e estigmatizando os torcedores organizados como marginais e vagabundos, além de reduzi-los à condição de violentos, bárbaros e terroristas”.
Não dá simplesmente para “se associar e difundir a ideia de que a irracionalidade e atos de violência sejam características naturais do comportamento de grupo ou de massa, neste caso, os torcedores”. Para ele, esta pode ser uma forma de deslegitimar as reivindicações que os torcedores possam vir a fazer nas arquibancadas, além de fazer crer que ações ostensivas por parte da polícia são justas e dignas de apoio. Se a coletividade torcedora é potencialmente violenta, então ela deve ser controlada e submetida às ordens dos agentes do Estado.
De acordo com a pesquisa, um outro grupo (minoritário) de fomentadores de opinião, no entanto, assume que a midia é sim estigmatizadora, sugerindo “que a defesa da necessidade de intervenção violenta do Estado ocorre sem reflexão crítica sobre problemas socioeconômicos brasileiros”. A pesquisa também indica que o processo de estigmatização dos torcedores organizados contribui para ampliar o controle do Estado sobre eles. Entre outras coisas, porque “quem é de torcida organizada passa ser suspeito e pode ser abordado a qualquer tempo.”
Poder assimétrico
Uma das maiores reclamações feitas pelos dirigentes das torcidas organizadas e por alguns formadores de opinião foi relativa à relação assimétrica de poder. O psicólogo social revela que a insatisfação está, entre outras coisas, na desigualdade de acesso à imprensa. Falta espaço para expor outros pontos de vista a respeito da violência de torcedores. As falas dos dirigentes e de quem é contrário ao que se propaga na imprensa é quase unívoca. Não dão voz aos torcedores organizados. Não dão espaço ao debate.
Uma das maiores reclamações feitas pelos dirigentes das torcidas organizadas e por alguns formadores de opinião foi relativa à relação assimétrica de poder. O psicólogo social revela que a insatisfação está, entre outras coisas, na desigualdade de acesso à imprensa. Falta espaço para expor outros pontos de vista a respeito da violência de torcedores. As falas dos dirigentes e de quem é contrário ao que se propaga na imprensa é quase unívoca. Não dão voz aos torcedores organizados. Não dão espaço ao debate.
Imagem: Wikimedia
Mais informações: email ftlopes@yahoo.com.br
Seminário Internacional debate o direito à educação na primeira infância
![]() Seminário Internacional debate o direito à educação na primeira infância No evento, aberto ao público, será apresentado o relatório internacional "Direitos desde o princípio: Educação e Cuidados na Primeira Infância", da Campanha Mundial pela Educação (CME) ![]() No próximo 22 de agosto, será apresentado em São Paulo o relatório Direitos desde o princípio: educação e cuidados na primeira infância", publicação lançada este ano pela Campanha Mundial pela Educação (CME). O estudo revela que, em âmbito global, não se cumpre o direito à educação na primeira infância, e adverte: atualmente, 200 milhões de crianças de 0 a 5 anos de idade não têm acesso à educação e ao cuidado no mundo. O seminário de lançamento, promovido pela Campanha Latino-Americana pelo Direito à Educação (CLADE), em parceria estratégica com a Campanha Nacional pelo Direito à Educação, do Brasil, será aberto ao público e contará com exposições de Vernor Muñoz, redator do estudo e ex-Relator Especial da ONU sobre o Direito à Educação, e de Rosa Maria Ortiz, relatora sobre os direitos da infância da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). O relatório foi produzido no marco da Semana de Ação Mundial 2012, mobilização internacional que neste ano destacou como tema o direito à educação na primeira infância, e teve ampla participação da sociedade civil em todo o mundo. Os autores sublinham que apenas a metade dos países do mundo tem programas oficiais voltados a crianças de até 3 anos e que, mesmo nestes países, apenas uma minoria das crianças nesta faixa etária é atendida. O estudo tomou como base a avaliação dos planos e orçamentos governamentais, demonstrando que em geral não se prioriza a primeira infância nas estratégias educativas nacionais. "É preocupante que se continue negando às crianças seus direitos fundamentais. A CME demanda marcos legais e políticas focadas nas crianças, além de um financiamento que responda ao direito à educação e ao cuidado na primeira infância, sem discriminação", afirma a presidenta da Campanha Mundial e coordenadora geral da CLADE, Camilla Croso. O público interessado pode inscrever-se para participar do seminário pelo e-mail campana@campanaderechoeducacion.org; uma mensagem de confirmação será enviada pela organização do encontro. Ao final, serão distribuídos certificados de participação. Serviço: Seminário Internacional e lançamento do informe "Direitos desde o principio: educação e cuidado na primeira infância" Data: 22 de agosto de 2012 Hora: 19h Local: Auditório da Escola de Aplicação da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. Av. da Universidade, 220 - Travessa Onze - Cidade Universitária - São Paulo. Participam: Vernor Muñoz, redator do Informe e ex-Relator Especial sobre o Direito à Educação da ONU; Rosa Maria Ortiz, relatora sobre os direitos da infância da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH); Camilla Croso, presidenta da Campanha Mundial pela Educação e coordenadora geral da CLADE; Iracema Nascimento, coordenadora executiva da Campanha Nacional pelo Direito à Educação do Brasil. Inscrições pelo e-mail: campana@campanaderechoeducacion.org; a organização enviará uma mensagem de confirmação. Realização: Campanha Latino-Americana pelo Direito à Educação (CLADE) e Campanha Mundial pela Educação (CME) Aliança Estratégica: Campanha Nacional pelo Direito à Educação do Brasil Apoio: Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo I |
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Pesquisa estuda aspectos fonéticos do português do interior paulistaAnálise pode trazer contribuições para o ensino
| Mariana Giraldo |
| Pesquisadoras da Unesp de São José do Rio Preto |
[08/08/2012]
Estudo realizado na Unesp de São
José do Rio Preto analisa o comportamento da vogal anterior à sílaba tônica das
palavras quando pronunciadas por falantes do interior paulista.
“Procuro entender quando acontece a variação dessa vogal na fala
e por que essa variação acontece”, resume a doutoranda Márcia Cristina do Carmo,
uma das pesquisadoras.
Sua orientadora, a professora Luciani Ester Tenani, destaca que
esse entendimento, além de contribuições para a produção de materiais para o
ensino de português para estrangeiros, contribui para o aprendizado dos próprios
brasileiros, na medida em que se percebe que as crianças ora escrevem da maneira
como falam, como “piqueno”, “muleque”, ora da maneira que imaginam ser o
correto, como “enfância”, “fogir”.
“Daí a explicação para muitos ‘erros’ ortográficos”, diz
Luciani que, junto com outra orientanda, Marília Reis, publicou um livro sobre o
assunto, disponível gratuitamente em: http://www.culturaacademica.com.br/catalogo-detalhe.asp?ctl_id=202
Um dos fatores que as pesquisadoras identificaram é que, nas
vogais que antecedem uma sílaba tônica, acontece o fenômeno de alçamento
vocálico. Por meio dele, as vogais “e” e “o” são pronunciadas, respectivamente,
como “i” e “u”. Exemplos dessa variação no dialeto do interior paulista são as
palavras “boneca”, que pronunciamos “buneca”, e “menino”, que pronunciamos
“minino”.
Outra característica identificada é que na fala do interior
paulista não acontece o fenômeno do abaixamento vocálico, que é muito comum na
região nordeste. Exemplos desse fenômeno são as palavras “coração” e “menino”,
que no nordeste são pronunciados como “córação” e “ménino'.
Pensando no mapa do Brasil, segundo Márcia, dá para perceber
uma espécie de divisor, uma fronteira geográfica para a ocorrência do
abaixamento da vogal. “Aqui esse fenômeno praticamente não acontece.
A única exceção está em palavras com sufixo ‘-mente’, ‘-inho’,
‘-íssimo’ e ‘-zinho’”, diz. Exemplos seriam palavras como “sozinho” ou
“somente”, pronunciadas por nós com o “o” aberto, isto é, “ó”.
Explicação dos fenômenos - O estudo das
vogais, ao contrário do que se costua pensar, não é um assunto simples e que só
se aprende no ensino primário. Há uma explicação na estrutura das palavras para
a ocorrência ou não dessas variações.
Foi para compreender melhor esses fenômenos que Márcia passou
nove meses na Universidade de NewCastle, no Reino Unido, onde foi orientada pelo
professor Stephen J. Hannahs. Lá, esteve em contato com pesquisadores de vários
países, como Paquistão e Arábia Saudita, todos interessados no estudo de
fenômenos da língua falada.
“As línguas funcionam de maneira parecida e têm muitos
fenômenos em comum. É muito interessante observar isso”, conta.
A explicação para o fenômeno de alçamento vocálico, estudado
pela pós-graduanda, geralmente está em outro processo, chamado de harmonização
vocálica.
Uma regra geral para o que acontece na fala, segundo Luciani, é
assimilar, ou seja, tornar igual. “O falante tende a aproximar os sons no
processo de articulação das palavras, como, por exemplo, aproximar o som da
vogal pretônica ao som da vogal tônica”, explica a professora Luciani. “É a lei
do menos esforço. Os falantes tendem a tornar a articulação dos sons mais fácil.
É mais fácil falar ‘futibol’ do que ‘futebol’, por exemplo”.
Em relação aos verbos, Márcia constatou em sua pesquisa que as
vogais pretônicas mais suscetíveis ao alçamento estavam em formas de verbos da
terceira conjugação, ou seja, aqueles que em sua forma infinitiva terminam em
“-ir”, como “conseguir” e “dormir”.
Alguns exemplos são “conseguia”, que pronunciamos “consiguia” e
“dormindo”, que pronunciamos “durmindo”. “Nesses verbos aconteceu alçamento da
vogal em quase todos os casos que analisamos”, conta Márcia. O que influencia a
harmonização nesses casos, segundo Márcia, é a vogal tônica “i”.
Projeto - A pesquisa de Márcia está vinculada
ao Projeto PROBRAVO – Descrição Sócio-Histórica das Vogais do Português (do
Brasil)–, coordenado pelos professores Seung-Hwa Lee, da Universidade Federal de
Minas Gerais, e Marco Antônio de Oliveira, da PUC de Minas Gerais. O projeto
realiza investigações sócio-históricas e linguísticas sobre as realizações
fonéticas das vogais em diversas variedades do português brasileiro.
Para a análise em sua pesquisa, Márcia utilizou 38 entrevistas
do banco de dados Iboruna, resultado do Projeto ALIP (Amostra Linguística do
Interior Paulista), que conta com amostras de fala espontânea de pessoas do
noroeste paulista. Esse trabalho de coleta de dados foi coordenado pelo
professor Sebastião Carlos Leite Gonçalves, também da Unesp de São José do Rio
Preto, e financiado pela Fapesp.
Mariana Guirado, Unesp de São José do
Rio Preto
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
ACIMA DE PRECONCEITOS
ACIMA DE PRECONCEITOS
O preconceito normalmente é interpretado no sentido negativo.
Preconceitos raciais, étnicos, ideológicos, de gênero, religiosos, sociais e outros, quase sempre estão associados aos interesses de manutenção de poder de uma classe dominante, "classificadora", que atribui rótulos para impor total controle sobre a vida das pessoas, doutrinadas desde a infância. Algumas até se atribuem designação "divina", para dominar, mantendo a ordem social de "seus" grupos.
Não importa o motivo, isso tende a virar cultura que, quanto mais fechada, mais estipulará preconceitos e discriminará o que for diferente, limitando a evolução pessoal, desperdiçando potenciais ou tirando proveito doloso das restrições impostas.
Essa é, normalmente, a visão que temos do preconceito, e muitos se valem dela, em nome de sua superação. O que é motivo de restrição, em alguns casos virou vantagem a priori, a título de "reparação", independentemente de mérito.
No entanto, mesmo antes do estabelecimento desse modelo de combater "fogo com fogo", sempre houve interpretação e aproveitamento "positivos" de certos preconceitos. Isso vale, inclusive, para o discriminado. Tanto que tem gente que contrata pessoas em função de crença, raça, opção sexual e outros fatores, por acreditarem que esse preconceito garante bons resultados.
Bem, certos preconceitos via de regra vêm associados a estereótipos comportamentais, ou seja, aparências.
Dependendo do grau de hipocrisia da sociedade, alguns indivíduos passam a "interpretar papéis", para atuar em certas áreas. Ou seja, assumem o preconceito, com todos os seus estereótipos. E se assim não fizerem, poderão ser discriminados pelos discriminados. Há, ainda, os que o fazem para tirar proveito dos preconceituosos. Lembram do filme Shampoo (1975)?
Pois é...
Leis podem punir atos preconceituosos ou, até, "reparar" erros ou crimes cometidos por outras gerações. Mas, como eliminar, de fato, os preconceitos de todas as culturas?
Creio que somente pelo cultivo da noção de igualdade e do respeito às diferenças individuais.
É óbvio que classificar e "enquadrar" pessoas desde a infância é um eficiente meio de manutenção da supremacia das elites. Isso vale desde o início da humanidade, passando pelo estabelecimento de castas, alegação de "designação divina" da realeza, lideranças carismáticas, perseguições estúpidas, tudo o que transformou os seres humanos em mercadoria.
Passados milhares de anos, hoje somos a soma de todas as virtudes e defeitos das civilizações, algumas mais ou menos evoluídas, todas com seus preconceitos internos e externos, antigos ou novos, mas sempre convenientes para poucos.
Seria utopia acreditar que, por iniciativa própria, um dia veremos as pessoas serem apenas o que são, livres de preconceitos e com oportunidades iguais para desenvolverem suas aptidões, exclusivamente por mérito? Ou continuaremos a ser eternos escravos de preconceitos: alienados, hipócritas ou tirando proveito conveniente deles?
Superação
Pedro Coimbra
ppadua@navinet
Desde
garoto me tornei reconhecido como um “manteiga derretida”, um chorão, que
deixava extravasar suas emoções mais intimas a qualquer momento.
E
também a constatação de ser um individuo sedentário, que se movimentava pouco,
numa adolescência no Instituto Gammon, onde a visão que se tinha era de jovens
se movimentando a todos os momentos para algum lugar ou lugar nenhum.
E
a bem da verdade morava no meu corpo um DNA não vislumbrado que fez com que
meus filhos, Rodrigo e Ricardo, fossem notáveis jogadores de basquetebol.
Com
o passar dos anos passei a disfarçar estas atitudes sentimentais ou
sentimentalóides, mas constatei
recentemente que o episódio de abertura de um grande evento como as Olimpíadas
ainda me faz ficar emocionado.
Pelo
menos naqueles fugidios momentos, parece que somos todos irmãos, congregados na
prática do bem, da solidariedade e amizade entre os povos.
A
origem dos jogos desportivos se perde na História da Civilização e eles se
firmam na Grécia Antiga e em Roma como uma prática do Ser Humano para superar a
si mesmo e realizar nosso sonho maior de nos igualarmos aos deuses.
Os Jogos Olímpicos Moderno surgem
em Atenas, pela ação do francês Pierre de Fredy, conhecido com o barão de
Coubertin e cada vez mais estão distanciados dos seus propósitos iniciais de
união dos povos e raças.
Hoje são dominados pelos interesses
comerciais dos grandes grupos econômicos e pelo poder da mídia e quase ninguém
presta atenção ao lema "Citius, altius, fortius" (mais rápido, mais
alto e mais forte) proposto por Pierre de Coubertin.
Fico a pensar se estes são os
grandes motivos da minha emoção, ou lembrar que em 2016, as Olimpíadas
programadas para a cidade do Rio de Janeiro podem até mesmo não ocorrer, por
nossa reconhecida incapacidade de cumprir metas estabelecidas e pela corrupção
que permeia nossas entidades desportivas, quiçá toda a sociedade brasileira.
Me emociono também ao constatar
que ainda existem pessoas, como os professores Fernando de Oliveira e Ricardo
Pacheco que acreditam no poder do esporte em transformar as pessoas e melhorar
os relacionamentos neste mundo conturbado.
E não há como deixar de matutar
que apesar das estatísticas que me são favoráveis, as Olimpíadas de Londres
2012, evento que ocorrerá até 12 de agosto, podem ser o último da minha
existência.
Afinal de contas, até mesmo um
grande atleta, como era o Admilson Chitarra, não recebeu a benevolência dos
deuses e nos deixou prematuramente. Ele que resolveu, não sei por que, treinar uma
equipe de basquetebol da qual faziam parte amigos que já se foram, como
Januário, Nanato e eu, entre outros. Dias alegres! E acreditem, naquela equipe eu jogava muito
bem e era craque.
Enquanto isso, vitimado pela
falta de condicionamento físico e por um nervo ciático que dói como o Cão,
passo após anos de ostracismo, a frequentar uma academia, preocupado com meu
conforto no dia a dia.
Que os deuses que controlam
músculos, tendões e ossos tenham dó deste pobre mortal, é o que desejo.
Que saibam que não tenho a mínima
intenção de me igualar a eles e sim de poder carregar esta carcaça velha com um
mínimo de decência.
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