terça-feira, 19 de junho de 2012

Cinco cidades-sede correm o risco de não ter turistas suficientes para a rede hoteleira após a Copa


Camila Maciel

Repórter da Agência Brasil
São Paulo – Cinco das 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 correm o risco de ter, após a competição, mais quartos de hotéis do que turistas dispostos a ocupá-los. É o que aponta o levantamento do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB), divulgado hoje (18), em São Paulo. O Placar da Hotelaria, feito pela empresa de consultoria Hotel Invest, projeta para Cuiabá, Belo Horizonte, Brasília, Manaus e Salvador baixas taxas de ocupação a partir de 2015. Rio de Janeiro e São Paulo, por outro lado, apresentam boas perspectivas de demanda para os novos empreendimentos.
No total, o levantamento mostra um crescimento de 5,4% da oferta de leitos, em comparação com o levantamento anterior, de outubro de 2011. Até 2015, estão previstos 21.143 novos apartamentos na rede de hotelaria.
“É importante garantir acomodação para os visitantes que participarão da Copa do Mundo, mas não à custa de investidores incautos. O prognóstico ainda se mostra convidativo. Espera-se crescimento considerável da demanda em diversos mercados, motivado também pela elevação e melhor distribuição da renda nacional”, assinala o documento.
De acordo com o estudo, Belo Horizonte é uma das cidades com maior risco de superoferta, tendo em vista que a quantidade de quartos em 2015 quase dobrará em relação ao número atual, passando de 6,2 mil para 12 mil. Com isso, a taxa de ocupação que, no ano passado, estava em 70% nos hotéis econômicos, poderá cair para 49%. Nos quartos de padrão médio também pode haver redução, de 67% para 43%.
Outra situação apontada como crítica pelo documento é a de Cuiabá, que teria a taxa de ocupação reduzida de 65% para 49% em 2015. Segundo estimativa do FOHB, o número de quartos disponíveis na capital matogrossense aumentará de 1,7 mil para 2,7 mil.
Em Manaus, a taxa de ocupação pode cair de 68% para 59% nos hotéis econômicos e de 63% para 56% nos de nível padrão (médio). O estudo prevê, ainda, que Brasília terá 2,2 mil novos apartamentos até 2015, fazendo com a taxa de ocupação caia de 64% para 57%. Em Salvador, a redução será menor nos hotéis econômicos, de 66% para 64%. Nos hotéis de nível padrão, no entanto, a taxa de ocupação deve cair de 66% para 59%.
Rio de Janeiro e São Paulo, que já apresentam elevadas taxas de ocupação, permanecem como boas opções de investimento para a indústria hoteleira, aponta o estudo. Nos hotéis econômicos da capital fluminense, por exemplo, que atualmente têm taxa de ocupação de 84%, a expectativa é de elevação para 88%. Também é esperado crescimento nas taxas dos hotéis de luxo (alto padrão), de 70% para 75%. Nas acomodações de padrão médio, por outro lado, a previsão é queda de 77% para 68%.
São Paulo, que tem um oferta hoteleira atual de 37,7 mil quartos, passará para 38,7 mil em 2015. A demanda deve sustentar esse crescimento em todas as categorias, segundo estimativa publicada no Placar da Hotelaria. No geral, estima-se uma taxa de ocupação de 79% em 2015, elevação de 11 pontos percentuais em comparação com o índice atual (68%).
Porto Alegre, mesmo com o aumento da oferta decorrente dos investimentos para a Copa do Mundo, não deve sentir mudanças na taxa de ocupação que, segundo o estudo, deve se manter em 70% até 2015.
Edição: Vinicius Doria

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Unifesp promove I Simpósio Brasileiro sobre Genômica e Esporte



O evento, pioneiro do gênero no mundo, reunirá pesquisadores nacionais e internacionais e discutirá os avanços na área
São Paulo, 18 de junho de 2012 - A Universidade Federal de São Paulo, Unifesp, promove entre os dias 25 e 27 de junho o I Simpósio Brasileiro de Genômica e Esporte.
O evento é o primeiro deste gênero a ser realizado no mundo e tem como objetivo discutir os avanços do esporte nacional, através dos estudos do genoma humano e da interferência de novas técnicas aplicadas para a melhora do desempenho biológico, fisiológico e clínico dos atletas. Entre os temas centrais abordados estão: testes genéticos e genômicos, modelos animais em esporte, doping genético, ética no esporte e genética de doenças ligadas ao esporte.
Segundo João Bosco Pesquero, biologista molecular da Unifesp, desde a conclusão do projeto Genoma Humano, em 2001, os estudos do DNA e das proteínas se desenvolveram amplamente e tem contribuído para uma melhor compreensão dos processos vitais, dentre os quais está a aptidão esportiva. “Por isso, o simpósio reunirá palestrantes nacionais e internacionais que trabalham diretamente com o tema e apresentarão seus estudos no ramo e as aplicações no dia a dia dos atletas”, afirma Pesquero.
O evento é destinado para profissionais e estudantes da área da saúde, e os interessados terão até o dia 26 de junho de 2012 para efetuar as inscrições no site http://dpdphp.epm.br/acad/siex/php/main.php?page=INS&in=&opcao=ABR&acao=2&code=7330.
A programação do evento, valores para inscrição, instruções para envio de trabalhos e demais informações podem ser obtidas no site http://www.sbge2012.com.br/index.html.
I Simpósio Brasileiro sobre Genômica e Esporte
Data: 25 a 27 de junho de 2012.
Local: Teatro Marcos Lindenberg, da Universidade Federal de São Paulo, Rua Botucatu, nº 862. Vila Clementino, São Paulo/SP
Vagas disponíveis: 350

BRASIL + 50, EU + 50


BRASIL + 50, EU + 50. POR MARLI GONÇALVES

Eco-92, Rio +20, patati patatá, e São Paulo + 1 se continuar o loteamento político que está sendo arranjado. Andei fazendo uma média pessoal otimista e concluí que a Terra deve aguentar pelo menos mais uns 50 anos, tempo razoável no qual me imagino ainda por aqui. Depois, o futuro a Deus pertence. Mas se for para continuar só discutindo coisas chatas, sem agir, a gente vai até pedir "para sair"


É horrível dizer isso, mas tenho de aproveitar as vantagens de minha própria vida. Como não tenho filhos e, portanto, não tenho de pensar em netos, bisnetos equetais e quetinhos, meu cálculo foi egoísta. Penso em 50 anos à frente, já me vendo centenária, e ainda habitando a Terra. Comecei seriamente a pensar no assunto essa semana, com a verdadeira overdose de boas intenções que não saem do papel que estão sendo emitidas com carbono e tudo pela Rio + 20. Claro que queria estar lá por perto, por uma série de motivos, entre eles um pouco de praia, Sol, gente diferente, movimentação e uma especial segurança providenciada para os chefes de Estado que tiraram o traseiro da cadeira para dar uma chegada no pedaço.

Chega a ser extraordinária a falação propiciada por um evento desses. Mas nem eu mesma sei definir porque estou pondo muito menos fé agora, 20 anos depois, e tão menos do que acreditava piamente à época da Eco-92, que acompanhei atenta, feliz, torcendo pelas matas, oceanos, índios, árvores, fauna e flora. Era bandeirinha em punho, broche na lapela.

A gente amadurece e vai ficando descrente, creio. Mas, no caso, minha descrença é ajudada pela realidade simples e sórdida. Amazônia mais desmatada, escassez de águas limpas, povos com fome e chagas, os mesmos países desenvolvidos, os outros tantos ainda em desenvolvimento, os pobres mais pobres e a violência cada vez mais sem fronteiras. Parece o uso de gerúndio disseminado: vamos estar fazendo, vamos estar implementando (urghhh!) algumas medidas. Enquanto isso nós cairemos mortinhos da silva, sem ar, sem água, surdos de barulho e nesse meio tempo ainda sem saber direito sobre qual é a das ondas eletromagnéticas e sobre o efeito de qualquer coisa nas margaridas do campo.

Não nos diziam e garantiam ao nos ensinar a História que a Humanidade jamais permitiria novamente chacinas e matanças como as presenciadas durante a 2ª Guerra Mundial, porque estaria atenta - e atitudes incivilizadas seriam rechaçadas por todos os povos? O que está acontecendo na Síria, que nos espirra sangue todo dia, é o quê? Na Chechênia, foi o quê? Agora até quem nega a própria história, como o baixinho do Irã de nome complicado, está entre nós!

De que adiantam tratados e tratados assinados com pompa? Espero não ser apedrejada, mas o que vejo acontecer é apenas que um montão de coisas que seriam bem simples de fazer, no dia-a-dia, ou com a boa vontade de alguns governantes, ganhou nomes pomposos, repetidos à exaustão com caras de "conteúdo" e esvaziados na outra ponta do telefone sem fio. Viram palavrasenooooooooormes para a gente carregar: sustentabilidade, uma delas. Desenvolvimentista. Vulnerabilidade. Diversidade. Pluralismo. Isso quanto uma não se junta com a outra, tipo pluralismo desenvolvimentista planetário. Palavras boas para brincar de "forca". No meu tempo a maior era inconstitucionalissimamente. Paralelepípedo.

O mundo fica é andando aos pulinhos de 20 em 20. Não salvamos as matas nem descobrimos como eliminar rugas e gorduras indesejadas. Não descobrimos a cura do câncer nem da Aids e ainda estamos mapeando genomas. No nosso adiantado país ainda há - inacreditável!- arrastadas discussões sobre liberar o uso de células-tronco, e as mulheres ainda não podem dispor de seu próprio corpo. Até a Era do Aquário se atrasa quando tem de passar pelo crivo dos parlamentares que temos, em quem votamos porque são os que aparecem para concorrer.

O que me lembrou agora de uma das melhores piadas do ano: esta semana, acredite, a claque da tal CPI do Cachoeira, cachoeira mais seca que as 7 quedas, coitada, já natimorta, vai parar para uma pausa. Não! Não seja tão pessimista! Não é porque estamos em junho e os coronéis das bancadas de uma determinada região queiram ir tomar quentão, dançar quadrilha, olhar a cobra. Não!!! Este ano, segundo a cara de Pau-Brasil em extinção dos desditos, a pausa será por causa da Conferência pelo Meio Ambiente. Vai mesmo ser demais acompanhar aquelas peças raras trabalhando duro no Rio de Janeiro, lutando pelas árvores, passarinhos, peixinhos, contra o aquecimento global. Estando lá, melhor do que em Paris, às nossas custas, poderão usar bandanas de guardanapos de linho para se proteger dos maléficos raios UVA e UVB, passando óleo de peroba naqueles seus troncos viris.

Mas bem que também poderíamos ser poupados de mais cenas dantescas e vazias que materializam por lá. Juro que vi o nosso chanceler Patriota depositando 10 reais numa urninha para compensar as emissões do uso do avião que fez para ir de Brasília ao Rio. E ele ria. Isso é que é simbólico.

Juro também que queria achar é quem soubesse e calculasse quanto eles deveriam nos pagar por causa das emissões de tantas bobagens que fazem.

Estas, sim, tornam o ar cada dia mais irrespirável.

São Paulo, e alhos e bugalhos inflando um balão de ensaio "mistura tudo, tapa o nariz e bebe" atrás do poder municipal. Telegráfico. PT em SP. A última batalha do pachá, 2012


Marli Gonçalves é jornalistaVocê acaso sabia que há um limite para a marcha-a-ré? E que pode ser multado se ultrapassá-lo? Verdade. Um guarda outro dia informou que é de "três carros" a medida legal para uma marcha-a-ré. Cuidado ao engatar. Só eles podem nos atrasar + 50 anos.



E-mails:
marli@brickmann.com.br
marligo@uol.com.br

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Vasco segue na frente

9º Seminário de Sociologia no Ensino Médio na UFG

Nos dias 19, 20, 21 de Setembro deste ano será realizado o 9º Seminário de Sociologia no Ensino Médio. Para efetuar sua inscrição, acesse o site do seminário: http://eventos.ufg.br/9SSEM  As inscrições para envio de trabalhos (comunicação oral, pôster e oficinas) já estão abertas e se encerram no dia no dia 01/08.

O Grupo de Estudos de Sociologia no Ensino Médio da Faculdade de Ciências Sociais da UFG (Universidade Federal de Goiás), realiza nos dias 19, 20 e 21, deste ano de 2012, a 9º edição do Seminário de Sociologia no Ensino Médio, trazendo o tema: Lutas docentes e qualidade na educação: sociologia para a transformação, com o objetivo de resgatar no meio acadêmico as discussões a respeito dos dilemas da atuação docente, e também das dificuldades, contribuições e possibilidades da disciplina de sociologia neste contexto.



Além de Conferências, Mesas Redondas e Sessões Temáticas, neste ano o espaço também será aberto para a realização de Oficinas Pedagógicas, Sessões de Pôsteres e atividades interculturais.






quarta-feira, 6 de junho de 2012

Amor em paz


Já tive amores que sequer o houveram, ou que se desfizeram em amargo pranto. Conheço essa tristeza, portanto.
Também sei que ela nunca vem sozinha: sempre traz uma dorzinha, que nos maltrata com zelo, minha nossa! Que acaba numa abissal fossa, mas, começa pelo cotovelo.
No entanto, muito pior do que a dor de um amor desfeito é o vazio da falta de amor! Assim, tenham certeza, é melhor remar contra a correnteza do que viver na apatia de um mar em calmaria.
Eu vivi muito tempo entre essa dor e vazio, sem saber que o amor não é uma imposição, nem algo que a gente às vezes sente, depois esquece.
O amor não vem por encomenda, dinheiro, mandinga ou prece. O amor, simplesmente, acontece!
E quando acontece tem que ser alimentado com toda emoção, com cada vital pulsar do coração!
A gente deve agarrá-lo, desfrutá-lo e transformá-lo até aprender que o amor nunca termina, e mesmo quando assim parece, quando menos se espera, de novo germina.
Por isso, entristeço demais ao saber de amantes que não se amam mais; de filhos que sofrem com desamor de seus pais; do que, antes, era perfeito e hoje explode em falhas; da paz que se esvai em dolorosas, por vezes dolosas, batalhas.
Querem a paz? Então, preparem e pratiquem o amor! Pois sua falta é sinistra, é pano de fundo de todos os males que afligem o mundo!
E para não cair na armadilha do costume, sempre é bom um pouco de ciúme. Mas sem exagero, para não entornar o caldo nem estragar o tempero.
Guerra? Só a de corpos ardentes, sem o mínimo pudor, trocando carícias, fazendo amor!
Amor que alucina, envolve; que tudo tira, mas, muito mais, devolve. Porque o amor é uma estrada de duas mãos que, em verdade, são quatro: ora contidas, ora atrevidas. Porque em todo ensejo ele sente desejo, e sabe que mesmo em meio ao maior cansaço sempre há espaço para um beijo e um abraço. Porque o amor também precisa de gentileza, de assentos puxados ou cedidos; de mãos que se toquem, sobre mesa; de trocas, juras e pedidos; de chegar sempre quinze minutos antes, para o encontro a dois, mesmo sabendo que a amada só ficará pronta meia hora depois.
O amor de verdade é assim: nunca se dispersa!
Vive de paixão e, também, de conversa, pois para sua grandeza exige franqueza; despreza intrigas; só tem curtas, curtíssimas, brigas; não faz drama ou cenas. Se basta, apenas. Assim, sacia suas fomes e sedes entre quatro paredes.
Então, nunca, jamais, enganem o amor! Porque a mentira é mortal para o amor, e quando ele morre a gente morre um pouco com ele.
O amor não deve temer, da inveja, os mísseis; tampouco deve temer tempos difíceis, que vêm e vão. Então, o importante é amar! O resto é vão!
Vão amar, portanto! E amar cada vez mais, “porque o amor é a coisa mais triste, quando se desfaz”, já diziam Tom Jobim e Vinícius de Moraes.



Adilson Luiz Gonçalves
Membro da Academia Santista de Letras
Mestre em Educação
Escritor, Engenheiro, Professor Universitário e Compositor
Ouça textos do autor em: www.carosouvintes.org.br (Rádio Ativa / Comportamento)
Caso queira receber gratuitamente os livros digitais: Sobre Almas e Pilhas, Dest’Arte e Claras Visões, basta solicitar pelos e-mails: algbr@ig.com.br e prof_adilson_luiz@yahoo.com.br
Conheça as músicas do autor em: br.youtube.com/adilson59
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Como os mosquitos enfrentam os rigores da chuva




Pesquisa explica como os mosquitos fazem para resistir ao impacto, durante o voo, de gotas 50 vezes mais pesadas. Estudo poderá ajudar no desenvolvimento de microrrobôs voadores (PNAS)
Agência FAPESP – Mosquitos gostam de regiões úmidas, mas como eles sobrevivem aos rigores das chuvas constantes é um mistério. “Nos estudos sobre voos de insetos, adaptações a condições complexas de voo, como vento e chuva, são muito pouco compreendidas”, destacam os autores de uma nova pesquisa.

O trabalho demonstra os mecanismos que permitem a esses insetos resistir às colisões com as gotas. Uma gota de chuva tem pequenas dimensões, mas não para os mosquitos. Cinquenta vezes mais pesada, a força exercida pelo peso de uma gota sobre o inseto é equivalente à de um automóvel sobre um homem, segundo artigo publicado esta semana na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

David Hu e colegas das Escolas de Engenharia Mecânica e de Biologia do Instituto de Tecnologia da Geórgia, nos Estados Unidos, utilizaram câmeras de vídeo de alta velocidade para gravar imagens de mosquitos (“pernilongos”) Anopheles (gênero que comprende espécies como o Anopheles gambiae), vetor do protozoário da malária.

Os mosquitos foram colocados em caixas acrílicas e submetidos a jatos de água que simulavam chuva. De acordo com o estudo, o corpo leve do mosquito (pequena massa) ajuda na hora das colisões, ao fazer com que as gotas transfiram pouca força ao entrar em contato com o inseto. A maior parte das gotas não estoura, mas resvala no mosquito e continua a cair.

Outro motivo que explica como os mosquitos resistem ao impacto é seu forte exoesqueleto. “Embora a força do impacto seja equivalente à de várias vezes o peso corporal do mosquito, ela é facilmente suportável, uma vez que o exoesqueleto do inseto é capaz de suportar cargas muito grandes”, disseram os autores.

Mas, segundo o estudo, isso não funciona caso o mosquito voe muito próximo da superfície, uma vez que a gota pode fazer com que ele se choque contra o solo ou corpo d’água, morrendo por causa do impacto ou afogado.

Os pesquisadores pretendem continuar o estudo investigando como os mosquitos fazem com relação à maneira de voar para desviar das gotas de água e reduzir as chances de impacto.

Segundo eles, os resultados da pesquisa poderão auxiliar no desenvolvimento de robôs voadores baseados nesses insetos, para uso em operações de observação ou resgate, entre outras.

O artigo Mosquitoes survive raindrop collisions by virtue of their low mass (doi: 10.1073/pnas.1205446109), de David L. Hu e outros, pode ser lido por assinantes da PNAS em www.pnas.org/cgi/doi/10.1073/pnas.1205446109.

Unesp lança biblioteca digital


Agência FAPESP – A Universidade Estadual Paulista (Unesp) acaba de lançar sua Biblioteca Digital, que reúne livros, periódicos e outros materiais pertencentes ao sistema de bibliotecas e aos centros de documentação da instituição.

De acordo com a Unesp, graças a parcerias com a Biblioteca Nacional, o Arquivo Público do Estado de São Paulo e a Biblioteca Mário de Andrade, foi possível também reproduzir parte do acervo dessas instituições.

A Biblioteca Digital da Unesp está dividida em quatro grandes núcleos: “Hemeroteca”, “Livros”, “História de São Paulo” e “Artes Visuais”. As obras foram agrupadas conforme o assunto e relevância, formando diferentes coleções. Há arquivos sobre “A Linguagem Matemática”, “Entomologia”, “Filósofos” e “Polêmicas Oitocentistas”, entre outras.

A “Hemeroteca” reúne publicações periódicas, sendo possível pesquisar por título ou por palavras. O núcleo “Livros” traz obras selecionadas dos acervos das bibliotecas da Unesp e de suas coleções especiais.

Já o núcleo sobre “História de São Paulo” dá acesso a documentos importantes para a reconstrução da trajetória paulista. Ele é inaugurado com a coleção “Documentos Interessantes para a história e costumes de São Paulo”, publicada pelo Arquivo do Estado de São Paulo.

“Artes Visuais” divulga imagens digitais de obras de arte públicas – arquitetura, escultura, pintura – para uso didático, sem fins lucrativos. As imagens em alta definição podem contribuir tanto para pesquisadores como para professores em todos os níveis, com o uso em conteúdos programáticos da história da arte.

Mais informações: http://unesp.br/bibliotecadigital

Ministra da Cultura inaugura biblioteca na Favela da Rocinha


Por Janaína Carvalho - G1
A terceira Biblioteca Parque do Rio de Janeiro foi inaugurada na segunda-feira (4) na Favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio. O espaço, que é um centro de convivência e área de lazer, ocupa um prédio de cinco andares no interior da comunidade. Durante a solenidade, a ministra da Cultura Ana de Hollanda destacou que a diversidade cultural do Rio é muito grande e é preciso levar isso em consideração.

“Nós que trabalhamos com a cultura temos que pensar que quem faz a cultura é o povo. Nosso papel é dar ferramentas para eles desenvolverem isso”, afirmou a ministra, que percorreu as instalações da biblioteca ao lado do governador Sérgio Cabral, do vice-governador, Luiz Pezão, da secretária Estadual de Cultura, Adriana Rattes, e do presidente da Empresa de Obras Públicas do Estado (Emop), Ícaro Moreno.

A ministra também destacou a importância do livro e da cultura no combate à violência. “Para mudar a violência e o medo é necessário começar pela cultura”, afirmou Hollanda, lembrando que o projeto da Biblioteca Parque é inspirado na Colômbia, onde a ideia deu certo.

Construído como parte do PAC, a C4-Biblioteca Parque da Rocinha tem nos seus 1.600 metros quadrados DVDTeca, cineatro, sala multiuso para cursos, estúdios de gravação e edição audiovisual, setor de leitura e internet comunitária, cozinha-escola e café literário.

Autores da favela - A expectativa é que a biblioteca receba 215 mil pessoas por ano, entre moradores da região e de bairros vizinhos. Com acervo com capacidade para 15 mil livros, a Biblioteca Parque da Rocinha reserva um espaço dedicado aos autores da comunidade.

“Fiz o livro em homenagem a minha mãe e às mulheres da Rocinha. Minha mãe nasceu, cresceu e morreu analfabeta e eu me formei em História na PUC. É uma emoção ímpar participar disso aqui hoje”, afirmou Fernando Ermiro da Silva, 41 anos, autor de um livro de contos, que trabalha como produtor cultural da biblioteca. O espaço também possui livros em braile para deficientes visuais e um espaço totalmente dedicado às crianças, com livros infantis e atividades que estimulam a leitura.

Durante a solenidade de inauguração, houve apresentação de um grupo de samba, dançarinos de funk e de poesia. De acordo com Cabral, o projeto só foi possível porque a comunidade não é mais dominada por traficantes de drogas.

“Só foi possível porque resolvemos não aceitar mais o controle paralelo dentro das comunidades. É uma mudança de hábito e de cultura que passa por mudar a polícia e a política de segurança pública”, afirmou o governador. “Facção agora é a do bem. Temos que trazer o povo de Manguinhos e do Alemão aqui”, disse Cabral.

De acordo com a secretária Adriana Rattes, a C-4 Biblioteca Parque da Rocinha integrará uma rede de bibliotecas parque iniciada com a abertura da Biblioteca Parque de Manguinhos, em 2010. "O conceito de biblioteca vem evoluindo muito, de um lugar apenas de guardar livros, de consulta de pesquisas e estudos para um centro de cultura, conhecimento e cidadania", afirmou a secretária, destacando que até janeiro deve ser inaugurada uma biblioteca no mesmo formato no conjunto de favelas do Alemão.

Pré-Cúpula dos Povos SP



10 de junho de 2012, das 12h às 17h
no VALE DO ANHANGABAÚ
“Apenas 11,5% ouviram falar da Rio+20, evento mundial sobre economia verde*”
Instituições, associações, movimentos sociais, ONGs, coletivos, grupos, cidadãos e cidadãs que se dedicam ou se identificam com as práticas sociais, culturais, educacionais e ambientais:
Tendo em vista o baixo nível de conhecimento e informação da população sobre a realização desta importante Conferência da ONU, convidamos a todos e todas para juntos construirmos uma nossa ação coletiva por UM MUNDO EM DEFESA DA VIDA.
Vamos juntos ocupar o Vale do Anhangabaú no dia 10 de junho de 2012.
A Crise Capitalista e a Justiça Social e Ambiental.
Será um ato de responsabilidade cívica, mas também desejamos impregná-lo de uma atmosfera lúdica, onde suas indignações serão tão importantes quanto suas paixões e emoções. Estarão abertos espaços para oficinas de arte, músicas e construção de ÁRVORES DOS SONHOS. Traga seus instrumentos musicais.
Convidamos também artistas plásticos e artesãos que trabalhem com materiais recicláveis para ministrarem coletivamente uma oficina para a confecção de muitas ÁRVORES DOS SONHOS.

Pré-Cúpula dos Povos SP no Vale do Anhangabaú
Release: http://forumsocialsp.org.br/noticias/precupsp/
Facebook: https://www.facebook.com/events/289653377798365

Grupo de Articulação do Comitê Paulista Rumo à Rio+20
www.sp.cupuladospovos.org.br
Coletivo de Facilitadores do Fórum Social São Paulo
www.forumsocialsp.org.br

Arte de Narrar Histórias na Biblioteca de São Paulo


Professores e educadores tem a oportunidade de participar de oficinas sobre contação de histórias na Biblioteca de São Paulo, instituição da Secretaria de Estado da Cultura.  Acontece no dia 13 de junho o curso “A Arte de Narrar Histórias”, onde a arte-educadora Mafuane Oliveira convida os participantes a refletirem sobre a importância da narrativa no desenvolvimento de funções cognitivas.

O curso é composto por atividades práticas que indicam como utilizar a narração de histórias como ferramenta de sensibilização.

O curso é ministrado em dois dias (13 e 15/06) e tem duração de 12 horas. As vagas são limitadas e as inscrições devem ser feitas pelo e-mail agenda@bsp.com.br ou no balcão de atendimento da Biblioteca, das 9h30 às 17h30.


SERVIÇO
BIBLIOTECA DE SÃO PAULO
Parque da Juventude - Av. Cruzeiro do Sul, 2.630 Santana.
Acesso pelo metrô Carandiru
Funciona de terça a sexta das 9h às 21h.
Sábados, domingos e feriados das 9h às 19h.
Todas as atividades da BSP são gratuitas.
www.bsp.org.br |             (11) 2089-0800    

Recife - PT


Leia íntegra da nota divulgada pela Executiva Nacional do PT em 05 de junho de 2012.

"Comissão Executiva Nacional - Resolução sobre Recife

Em reunião realizada hoje, 5 de junho de 2012 em São Paulo, a Comissão Executiva Nacional do PT, debatendo a questão da pré-candidatura na cidade do Recife/PE, resolve:

1. Reafirmar a anulação da prévia do dia 20 de maio em virtude de irregularidades cometidas e por ter sido realizada em desacordo com as orientações do Diretório Nacional.

2. Formalizar o cancelamento da prévia convocada para o dia 3 de junho por terem sido frustradas as tentativas de, nesta nova oportunidade, produzir a necessária unidade partidária para disputar e vencer as eleições no Recife.

3. Emitir publicamente sua opinião política, já externada em sucessivas reuniões aos companheiros João da Costa e Maurício Rands, de que o processo político no Recife por eles conduzido se esgotou, e de que um terceiro nome para encabeçar nossa chapa é um imperativo para a vitória.

4. Indicar ao conjunto do Partido no Recife e aos partidos da Frente Popular o companheiro Senador Humberto Costa como a pré-candidatura que reúne as melhores condições para liderar nossa campanha pela continuidade e aprofundamento das conquistas democráticas e populares acumuladas na Administração do Recife nos últimos doze anos.

5. Responsabilizar o Diretório Municipal do Recife para, em conjunto com o Diretório Regional, conduzir o processo eleitoral na cidade."

terça-feira, 5 de junho de 2012

Alunos do IME criam aplicativo para deficientes visuais



Por Nana Soares - nanacsoares@gmail.com


Três alunos do Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP desenvolveram o aplicativo para celulares Smart Audio City Guide, que ajuda deficientes visuais a se locomoverem pela cidade. O trabalho rendeu aos estudantes Renata Claro, Gabriel Reganati e Thiago Silva, do último ano em Bacharelado em Ciência da Computação, o terceiro lugar na Imagine Cup, um concurso de inovação promovido pela Microsoft.

O Smart Audio City Guide é um sistema que utiliza informações geolocalizadas e GPS, sendo alimentado por informações de qualquer usuário da rede, de maneira colaborativa. Qualquer um que possua o aplicativo pode enviar e receber informações sobre determinadas localidades, que são transmitidas na forma de áudio. Por exemplo, pode-se enviar a informação “aqui há um orelhão” para o sistema, que registra a localidade. Na próxima vez que um usuário do aplicativo estiver passando pelo mesmo local, ele recebe a informação enviada anteriormente. O usuário também pode receber as informações ao tocar a tela do aparelho em qualquer ponto. Veja aqui um vídeo demonstrativo do aplicativo.
O projeto, que começou a ser desenvolvido em novembro de 2011, foi orientado pelo professor Marco Aurélio Gerosa, do IME, e também recebeu a colaboração do professor Artur Rozestraten, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), que alertou para a dificuldade de mobilidade urbana no grupo de deficientes visuais e sugeriu o desenvolvimento de sistemas móveis conjugando informações em áudio georeferenciadas. O aplicativo é gratuito para os usuários, que só precisam baixá-lo em seu aparelho. Por causa da competição, promovida pela Microsoft, o Smart Audio City Guide foi desenvolvido para Windows Phone, mas está sendo aperfeiçoado para ficar mais acessível e para que seja disponibilizado em outros aparelhos.


Segundo Gabriel Reganati, um dos membros da equipe Wonders, o sistema ainda precisa ser aprimorado. Thiago Silva, também da equipe, conta que o sistema já funciona, mas hoje possui um servidor limitado. Desse modo, um maior número de usuários poderia sobrecarregá-lo e ele sairia do ar. Por causa disso, os estudantes estão aperfeiçoando o aplicativo e pretendem colocá-lo para download até o fim do ano. Os idealizadores do Smart Audio City Guide pensam em financiar o projeto com incentivo de empresas vinculadas a ONGs da área, além da publicidade por meio da informação (isto é, poderiam recomendar estabelecimentos mais acessíveis para o público-alvo do aplicativo).


Das 81 equipes do Brasil inscritas no concurso, cinco se classificaram para a final, que aconteceu em Brasília, no dia 3 de maio. Os estudantes do IME contam que não esperavam ficar entre os finalistas, inclusive por causa do pouco tempo desenvolvendo seu projeto. Para Reganati, “a premiação foi um reconhecimento enorme do nosso trabalho, pudemos conhecer muita gente”. Renata Claro concorda: “Tivemos um crescimento profissional muito grande por causa do prêmio. Além disso, o concurso nos deu uma boa visibilidade. Ficamos muito felizes, porque todos os projetos eram muito bons”, diz.
Imagem: montagem de Igor de Carvalho Maia/ USP Imagens


Mais informações: com Thiago Silva, email thisilva@gmail.com; Renata Claro, no renata.claro@gmail.com; e Gabriel Reganati, no endereço greganatti@gmail.com

VIVER EM SOCIEDADE...


Muitas pessoas insistem em viver a vida, em se posicionar no mundo, como se fossem únicas. Como se o mundo existisse apenas para elas. Elas na verdade, não interagem. Apenas agem! Como se vivessem em um deserto, onde todo o espaço existente fosse exclusivamente para uso delas. Diante disso, agem constantemente e de forma natural, com extremo egoísmo, demonstrando que na verdade, estão preocupadas e empenhadas unicamente em resolverem os seus problemas. Não se importando nem por um segundo que seja, com o problema que por acaso podem estar acarretando para outras pessoas. O individualismo e o egoísmo destas pessoas chegam a tal ponto, que muitas vezes, se fazem de cegas, de surdas e de mudas, quando, por exemplo, diante de uma fila de banco, elas tranquilamente ignoram todos que estão esperando e tentam serem atendidas primeiro. Como reagiriam, se estivessem na fila? Ou então, quando propositalmente ofendem injustamente alguém, e se negam a pedir desculpas. O que sentiriam, se por algum acaso, a ofensa fosse dirigida a uma delas? Será que gostam de serem ofendidas? Ou ainda, quando param o carro no meio da rua, para conversar com alguém, mesmo que com isso atrapalhe a passagem de todos os carros que estão atrás dela. Quando uma delas é que está em algum destes carros atrás, como será que ela reage? E se estiver com pressa? Dificuldade cômoda e egoísta que algumas pessoas insistem em ter, de se recusarem a enxergar o outro e de, pelo menos de vez em quando se colocarem no lugar dele. Será que foge à capacidade de entendimento das pessoas egoístas, perceber que muitas vezes, o que dói nelas, o que as incomoda, tem uma grande possibilidade de doer no outro, de incomodar o outro também? Será que o egoísmo diminui a capacidade de raciocínio destas pessoas? Será que fica muito complicado para o cérebro delas entender que somos seres sociais, que para se viver em sociedade é fundamental ter limites, respeitar o outro, e o espaço dele? Será que ninguém explicou para elas ainda, que quem está na fila, também precisa ser atendido? Eu ainda não conheci ninguém que tem por hábito entrar em uma fila simplesmente porque não tem nada para fazer, para passar o tempo! Ou será que já lhes explicaram, mas é uma explicação complicada demais para elas entenderem? Quantos transtornos poderiam ser facilmente evitados, se as pessoas se dispusessem a realmente ver o outro como um igual, como alguém que sente, que algumas vezes também está atrasado e com pressa! Como alguém que também deseja ser respeitado e valorizado! Até quando algumas pessoas vão insistir em fazer valer de forma autoritária a vontade delas, mesmo percebendo o prejuízo que acarretam para um grande número de pessoas? Pessoas egoístas agem como se sentissem que são melhores e mais importantes do que o outro. Na verdade, insistem em fazer valer aquela antiga e irracional frase que diz “eu gosto de levar vantagem em tudo, certo”? Errado! Aliás, erradíssimo! Extremamente pouco inteligente e nada vantajoso para quem vive em sociedade!

segunda-feira, 4 de junho de 2012

A voz do coração


ppadua@navinet.com.br

No meu compêndio de Ciências estava escrito, e eu decorei, que o Corpo Humano dividia-se em cabeça, tronco e membros.
A meninada vivia quebrando ou fraturando os membros na traquinagem.
Acabavam com talas de bambu, cobertas por grossas camadas de gesso. Se o profissional fosse bom de serviço não haveria problema. Caso contrário seguiam a vida inteira com braços ou pernas tortas.
Mais tarde aprendi que a pele era o maior dos órgãos do nosso organismo e que só nela existiam mais de 2500 doenças catalogadas.
Outros órgãos para nós eram de pouca valia, a não ser o tal fígado que chiava quando enchíamos a cara com bebidas alcoólicas mais ou menos finas.
O cérebro que se alojava dentro do crânio comandava todos os sistemas, até mesmo o coração, que se caracterizava como um músculo poderoso, fonte vital da vida.
Do cérebro aprendíamos muito pouco e passávamos longe das sinapses que se caracterizavam por fazer a transmissão de um impulso nervoso de um neurônio para outro, e que podiam ser químicas ou na sua grande maioria, elétricas.
Explicava-se também pouco que nosso sistema fonador não era especializado para a fala, mas sim para funções vitais como mastigar, engolir, respirar ou cheirar e que com  a necessidade da comunicação o homem “descobriu” primeiramente a possibilidade de produzir sons com significado e logo depois o canto.
De todas estas coisas que aprendemos aos pouquinhos via difusão médica a que mais estranhou foi saber que nossa morte e o nosso renascimento se iniciava na própria concepção e continuava com uma incessante substituição de células velhas ou “estragadas” até o último minuto de nossa presença no Planeta Azul.
Dia desses fui visitar uma jovem amiga que há mais de sessenta dias luta para sair de próximo a uma UTI e retornar a sua vida normal, seus alunos, suas batucadas.
Detesto hospitais, seu odor, suas pinturas, mas fui visitá-la.
Abri a porta e logo a vi deitada numa cama, de olhos abertos, ligada à tubulação de oxigênio, defronte uma tevê.
Entrei no seu campo de visão, mas ela não demonstrou estar me vendo.
Foi então que senti uma voz diferente, sair do meu corpo e dirigir-se até o dela, desejando suas melhoras.
Um espaço de tempo pequeno que pareceu durar toda uma eternidade.
Antes que sua acompanhante saísse do banheiro onde se encontrava, senti uma verdadeira comunhão com o sofrimento daquela minha irmã que precisava se restabelecer e voltar a nos dar sua alegria, por mais difícil que isto fosse.
Ao sair do quarto, descer o elevador e pelo hall de entrada atingir a rua, fiquei a pensar no que me ocorrera naqueles poucos minutos.
Poderia ter orado pela sua volta a esta nossa dimensão.
Ou ter deixado extravasar um sentimento qualquer, de dó, piedade ou comiseração.
Entendi que apesar de não abrir em nenhum minuto os meus lábios, deixara sair do meu corpo até o dela a minha voz do coração...
Uma voz que não depende do aparelho fonador e nem mesmo do coração, pois vem de dentro do nosso corpo como uma energia indescritível.
Mal comparando é como os resultados da adrenalina nos esportes radicais.
Que o pouco tempo que passei ao lado da jovem doente lhe tenha sido tão benéfico como foi para mim.


André Rieu



Fiquei agradavelmente surpreso com a  repercussão da vinda de André Rieu ao Brasil!
Vi alguns de seus shows, espetáculos que misturando música clássica e popular.
Confesso que prefiro ouvir arranjos originais, não por "purismo", mas por gosto pessoal. O mesmo vale para outros gêneros, inclusive pop, rock e MPB, sendo que não me agrada sobretudo quando tomam parte dessas músicas como suporte para a insuportável falta de talento contemporâneo. Só que não chego ao nível "fundamentalista" de alguns, cuja "rigor acadêmico", em vez de difundir, afasta o público da música erudita, deixando-o à mercê da atual falta de opções do "mercado".
No extremo oposto desse radicalismo, certa vez ouvi um "mc" afirmar que música clássica era "um pé..."! Que bom era o que ele fazia...
"Gosto não se discute", diz o ditado. No entanto, ele pode ser aprimorado. Mas, para isso é preciso ter alternativas de fácil acesso, e ouvidos e mentes atentos para apreciá-las sem imposições ou regras.
Esnobismo, conformismo, preconceitos e interesses comerciais são os maiores inimigos da aquisição de conhecimento em qualquer área, fomentando e proliferando "guetos" culturais, que beiram à irracionalidade.
Dizem que André Rieu descaracteriza obras clássicas... E daí?
"Pior", acusam-no de "popularizá-las", como se isso fosse um crime.
O que seus acusadores preferem?
Querem que o povo fique limitado apenas ao que interesses econômicos definem como "popular", incluindo os "degêneros" musicais em voga? Ou que o "popular" fique limitado a letras pobres e ofensivas, grunhidos ou vozes eletronicamente distorcidas e batidas enervantes, que alguns adoram desfilar, em alto e ruim som, com cara de pau e de mau, pelas ruas das cidades?
Olha eu sendo preconceituoso, também...
Explico: é que, para mim, música "decente" é a que gente consegue assobiar pelas ruas; que tem melodia! Música que, mesmo quando repetitiva, não é monótona, como: "Bolero", de Ravel; "Samba de uma nota só", de Tom Jobim e Newton Mendonça; ou "Changes", do Black Sabbath.
A música clássica já foi popular! Pessoas se amontoavam frente aos teatros, para ouvir "lançamentos" de Verdi, Tchaikovsky, Mozart e outros. Depois, os cantavam ou assobiavam suas obras por ruas, mercados...
Popularizar a música clássica pode ser um primeiro passo para a flexibilização e diversificação do gosto das pessoas; para suplantar o hoje arraigado preconceito de que popular é sinônimo de baixa qualidade.
Assim, seja bem-vindo André Rieu! E que seus detratores parem de considerar a música erudita como néctar exclusivo dos deuses, disponível apenas para poucos "iniciados". Em vez disso, que a divulguem como água potável e portável a todos. E, com ela, outras, que também elevem nossa alma, sem sepultar nossos neurônios na vala comum da mediocridade cultivada por gananciosos sem escrúpulos.


Adilson Luiz Gonçalves
Membro da Academia Santista de Letras
Mestre em Educação
Escritor, Engenheiro, Professor Universitário e Compositor
Ouça textos do autor em: www.carosouvintes.org.br (Rádio Ativa / Comportamento)
Caso queira receber gratuitamente os livros digitais: Sobre Almas e Pilhas, Dest’Arte e Claras Visões, basta solicitar pelos e-mails: algbr@ig.com.br e prof_adilson_luiz@yahoo.com.br
Conheça as músicas do autor em: br.youtube.com/adilson59
            (13) 97723538    Santos - SP

Esquecimento

Estamos nos esquecendo que temos capacidade para sermos amáveis, gentis e solidários. Estamos nos esquecendo, o quanto faz bem dar um abraço nas pessoas que amamos, e como sentimos alegria, quando recebemos abraços afetuosos de pessoas que nos querem bem. Como resultado deste nosso “esquecimento”, constatamos um mundo que apesar de cada vez mais povoado, nos deixa com uma sensação crescente e incômoda de solidão..



Temos tanto a mania de esconder o nosso verdadeiro sentir, principalmente quando estamos tristes. Vivemos em uma sociedade, onde cada vez mais somos cobrados que temos que aparentar o que é esperado de nós. E assim, aprendemos a não ser, mas sempre e apenas parecer que somos...


Só existe o senhor que ordena, que tiraniza e que impõe, porque ele encontra pessoas dispostas a se submeterem, que acatam, e que clamam pela sua autoridade. Não existe a possibilidade de se formar um tirano, se não houver pessoas dispostas a incondicionalmente o obedecerem. Não acatar submissamente a tirania, é automaticamente tirar o poder de comando, e destituir o tirano! É recuperar a liberdade de levantar a cabeça e movimentá-la para o lado que quiser! Em todas as situações de vida!


Por que será, que tantas vezes nos recusamos em ser alegres, e preferimos abraçar a tristeza? Por que nos obrigamos a acomodar no incômodo, a nos satisfazer com o insatisfatório? Só para lembrar: por mais que eu insista em me manter estática, a vida continua, ela não pára para me esperar! Se você não se decidir a viver agora, corre o risco de ficar com a sensação de que perdeu muito tempo! E se o seu tempo acabar?

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Escolher é sério!


Todas as vezes que fazemos escolhas, não podemos nos esquecer que este ato sempre vem acompanhado de ganhos, mas também de riscos e perdas.

Optar por algo deveria ser uma atitude extremamente pensada, pois implica em assumir a escolha, em ter clareza que sempre teremos que abrir mão de algo. É importante termos sempre em mente isto, e toda vez que estivermos diante de situações nas quais temos que optar, termos o cuidado constante e a responsabilidade necessária de nos questionar se estamos dispostos a enfrentar os desafios, a arcar com as conseqüências das nossas escolhas, a abrir mão das outras opções, a viver de acordo com o que escolhemos.

Existem pessoas que, ao que parece, diante destas situações, costumam agir de maneira leviana, impensada e inconseqüente. Se deixam levar por impulso, pela empolgação momentânea e não pensam. Escolhem sem um mínimo cuidado em pesar ou medir as conseqüências das suas escolhas, e acabam fazendo opções das quais rapidamente se arrependem. E resistem. Se negam a arcar com as conseqüências.

Fazem escolhas, optam por determinadas maneiras de viver, e não aceitam abrir mão de outras. É comum, por exemplo, pessoas optarem por estilos de vida diferentes e completamente incompatíveis com aqueles que realmente desejam viver.

E assim, constantemente se sentem incomodadas, insatisfeitas!

E provocam sofrimento em outras pessoas também!

E procuram culpados pelo seu incômodo e pela sua insatisfação!

Insistem em querer viver várias formas de vidas, e assim, acabam por não conseguirem viver nenhuma de maneira intensa e verdadeira. Estão constantemente em conflito, tentando consertar os erros que resultam dos seus comportamentos equivocados.

Escolhem profissões que não gostam, pensando unicamente nos pontos positivos que acreditam que terão quando a exercerem, vivem relações afetivas que não lhes proporcionam satisfação e nem bem estar, escolhem parceiros e amigos que os desagradam em vários sentidos. E ainda reclamam das situações desagradáveis que constantemente vivem.

Conhecemos alguém um dia, que rapidamente demonstra características de personalidade e algumas (muitas atitudes) que nos desagradam, mas preferimos nos iludir com a possibilidade de mudanças desta pessoa. E começamos um relacionamento insistindo em acreditar (ou nos iludir) que ela irá mudar, que com o tempo e um pequeno esforço meu, ela irá se tornar aquela pessoa que eu quero que ela seja! Como isso dificilmente acontece, passamos a reclamar das decepções que vivemos. E a viver uma infindável guerra diária.

Ou ainda, existem aquelas pessoas que um dia resolvem se unir a alguém, compartilharem uma mesma casa e uma vida juntos, mas resistem em abandonar comportamentos, em abrir mão de hábitos que tinham antes desta decisão. Querem usufruir os direitos de se ter um parceiro, mas se recusam a cumprir os deveres que fazem parte desta escolha.

É importante se ter em mente que não existe a obrigatoriedade de se permanecer eternamente em uma situação simplesmente porque a escolhemos um dia. Não é justo sofrer uma vida inteira ou impor sofrimento eterno a alguém, por ter em determinado momento, optado equivocadamente.

Muitas vezes, assumir o erro da escolha é uma atitude realmente responsável e que requer muita coragem. Mas que nos deixa mais amadurecidos, cuidadosos e com total liberdade de vivermos exatamente da maneira que queremos!

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Formação Internacional em Coaching





Aprenda a potencializar suas habilidades como liderança, empreendedorismo, melhora da comunicação e processo de autoconhecimento

De 9 a 12 de agosto de 2012, Brasília sediará o curso de Formação Internacional em Coaching Express Cóndor Blanco.

Coaching é uma formação única e diferenciada por ensinar de maneira prática, em um seminário de 4 dias, os 8 passos para a realização de um processo de coaching com excelência. Coaching é um método de projeção/desenvolvimento pessoal e/ou empresarial, que busca orientar suas decisões a um Plano Concreto, traçando Metas e Objetivos que lhe conduzam à realização de um Sonho de Vida, em um tempo preciso.

O curso é dirigido a empresários, executivos, supervisores, coordenadores, profissionais de RH, psicólogos, consultores, orientadores profissionais e demais interessados em usar ferramentas de coaching em sua profissão ou em atuar como coaches profissionais.

Coaching Express Cóndor Blanco é rápido, efetivo e integral e baseia sua execução em perguntas poderosas, no desenvolvimento de talentos e competências, planejamento estratégico, motivação e feedback constantes, que lhe levam a superar as adversidades e a ter resultados surpreendentes em todas as áreas da sua vida: Saúde, Prosperidade, Felicidade, Cultura e Liberdade.

Durante o curso será possível aprender a dar e receber Feedback - Empatia e Rapport - Escuta ativa - Comunicação Assertiva e também aprender a fazer perguntas poderosas, assim como adquirir técnicas para descobrir sonho, missão, visão e valores mais profundos.

Coaching Espress Cóndor Blanco capacita a atuar como Coach, uma profissão que oferece enormes possibilidades de crescimento. Como Coach, poderá atuar também como Líder Coach, o estilo de liderança do futuro, proporcionando a melhora dos resultados e relações em seu ambiente de trabalho. Ser um Coach é um diferencial marcante no mundo corporativo.

O curso está sendo organizado por Madalena Carvalho uma das conferencistas mais requisitadas da atualidade, principalmente por sua capacidade de despertar profundas reflexões em seus espectadores. Respeitada pelas maiores empresas do Brasil seu índice de renovação de contratos ultrapassa a 80%. No Brasil e no exterior, possui diversos artigos publicados em mais de 160 websites e revistas especializadas. Suas pesquisas possuem um foco voltado para o desenvolvimento integral do ser humano. Em seu portfólio de treinamentos, há mais de 50 títulos habitualmente ministrados. Nos últimos anos treinou mais de 12 mil executivos.

Madalena Carvalho é formada em Administração de Empresas e Pós-graduada em Recursos Humanos, pela Escola Superior de Administração de Negócios (ESAN/FEI-SP). Patologista Clínica atuou por mais de dez anos com jovens e seus familiares, através de trabalho voluntariado em instituição não governamental. Professora universitária em cursos de Pós Graduação e MBA


Serviço
Curso de Formação Internacional em Coaching
Quando: de 9 a 12 de agosto de 2012.
Horas: Quinta e Sexta: das 13:00 às 20:00h .Sábado: de 10:00 a 19:00h. Domingo: das 9:00 às 15:00h.
Local: Brasília
Equipe Condor Blanco - Brasília
Telefone: 55-61-81469383.
Website: www.evenka.com/coachingcb




Formação Internacional em Coaching





Aprenda a potencializar suas habilidades como liderança, empreendedorismo, melhora da comunicação e processo de autoconhecimento

De 9 a 12 de agosto de 2012, Brasília sediará o curso de Formação Internacional em Coaching Express Cóndor Blanco.

Coaching é uma formação única e diferenciada por ensinar de maneira prática, em um seminário de 4 dias, os 8 passos para a realização de um processo de coaching com excelência. Coaching é um método de projeção/desenvolvimento pessoal e/ou empresarial, que busca orientar suas decisões a um Plano Concreto, traçando Metas e Objetivos que lhe conduzam à realização de um Sonho de Vida, em um tempo preciso.

O curso é dirigido a empresários, executivos, supervisores, coordenadores, profissionais de RH, psicólogos, consultores, orientadores profissionais e demais interessados em usar ferramentas de coaching em sua profissão ou em atuar como coaches profissionais.

Coaching Express Cóndor Blanco é rápido, efetivo e integral e baseia sua execução em perguntas poderosas, no desenvolvimento de talentos e competências, planejamento estratégico, motivação e feedback constantes, que lhe levam a superar as adversidades e a ter resultados surpreendentes em todas as áreas da sua vida: Saúde, Prosperidade, Felicidade, Cultura e Liberdade.

Durante o curso será possível aprender a dar e receber Feedback - Empatia e Rapport - Escuta ativa - Comunicação Assertiva e também aprender a fazer perguntas poderosas, assim como adquirir técnicas para descobrir sonho, missão, visão e valores mais profundos.

Coaching Espress Cóndor Blanco capacita a atuar como Coach, uma profissão que oferece enormes possibilidades de crescimento. Como Coach, poderá atuar também como Líder Coach, o estilo de liderança do futuro, proporcionando a melhora dos resultados e relações em seu ambiente de trabalho. Ser um Coach é um diferencial marcante no mundo corporativo.

O curso está sendo organizado por Madalena Carvalho uma das conferencistas mais requisitadas da atualidade, principalmente por sua capacidade de despertar profundas reflexões em seus espectadores. Respeitada pelas maiores empresas do Brasil seu índice de renovação de contratos ultrapassa a 80%. No Brasil e no exterior, possui diversos artigos publicados em mais de 160 websites e revistas especializadas. Suas pesquisas possuem um foco voltado para o desenvolvimento integral do ser humano. Em seu portfólio de treinamentos, há mais de 50 títulos habitualmente ministrados. Nos últimos anos treinou mais de 12 mil executivos.

Madalena Carvalho é formada em Administração de Empresas e Pós-graduada em Recursos Humanos, pela Escola Superior de Administração de Negócios (ESAN/FEI-SP). Patologista Clínica atuou por mais de dez anos com jovens e seus familiares, através de trabalho voluntariado em instituição não governamental. Professora universitária em cursos de Pós Graduação e MBA


Serviço
Curso de Formação Internacional em Coaching
Quando: de 9 a 12 de agosto de 2012.
Horas: Quinta e Sexta: das 13:00 às 20:00h .Sábado: de 10:00 a 19:00h. Domingo: das 9:00 às 15:00h.
Local: Brasília
Equipe Condor Blanco - Brasília
Telefone: 55-61-81469383.
Website: www.evenka.com/coachingcb




quarta-feira, 30 de maio de 2012

Vênus transitará pelo Sol no dia 5, provocando fenômeno raro


Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil
Brasília – Em menos de uma semana, os admiradores do espaço sideral terão uma oportunidade única: observar a passagem do planeta Vênus pelo Sol. O fenômeno ocorrerá no próximo dia 5 em praticamente toda a Terra, segundo a agência espacial dos Estados Unidos, a Nasa. De acordo com os especialistas, os trânsitos de Vênus são raros e ocorrem aproximadamente a cada século. A previsão é que o fenômeno não se repita até 2117.
O fenômeno começará por volta das 15h na região do Pacífico (16h em Brasília). A Nasa informou que a passagem de Vênus pelo Sol poderá ser observada em alguns países a olho nú, como o Chile, por exemplo. Os especialistas recomendam que o fenômeno não deve ser observado diretamente (sem proteção), pois a luz é intensa.
A orientação, segundo os técnicos, é usar um tipo de proteção. Os que tiverem oportunidade podem procurar os clubes de astronomia que dispõem de telescópios solares, específicos para a observação de fenômenos como o que ocorrerá no dia 5. De acordo com  especialistas, a imagem é do Sol em vermelho dominado por Vênus.
Pelos dados da Nasa, os primeiros trânsitos de Vênus foram identificados no século 18. O astrônomo Edmund Halley observou os movimentos de Vênus ao analisar o Sol e a Terra. Em 1760, o navegador e cartógrafo inglês James Cook foi enviado pelas autoridades da época para observar os trânsitos de Vênus do Taiti.
Mais informações no site da Nasa, na internet//Edição: Graça Adjuto

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Relação entre pais e escola pode afetar desempenho de alunos



Para a psicanalista Mariana de Campos Pereira Giorgion, que realizou o estudo, existe, no universo do ensino público um imaginário de que os pais não têm condições de apoiar a educação escolar dos filhos. Esta impressão faz com que se crie uma dinâmica entre familiares e a instituição de ensino que não é saudável para a aprendizagem.
Dificuldade no letramento de crianças foi alvo da pesquisa da Faculdade de Educação
A pesquisa estudou o campo relacional de pais de três alunos que apresentaram dificuldades de letramento numa escola estadual na cidade de São Paulo. O acompanhamento das crianças foi feito pelo Grupo de Oralidade e Escrita da FE, entre 2008 e 2010. “A coordenação da escola vê os pais como ausentes e distantes no aprendizado dos filhos”, afirma a pesquisadora. Do outro lado, os familiares também sentem dificuldades de se aproximar do contexto escolar. Entretanto, o fato de a escola não conhecer o histórico escolar ou familiar dos alunos pode prejudicar o letramento. O estudo O contexto do não texto: campos relacionais de pais e escola é a dissertação de mestrado de Mariana e foi orientado pelo professor Claudemir Belintane.
A baixa frequência dos alunos em aulas é um dos principais causadores das dificuldades na aprendizagem de ler e escrever. Como as crianças analisadas têm entre seis e sete anos, a decisão de não ir à aula não é apenas delas: esse problema está intimamente ligado à relação com os pais. É possível, assim, notar um ciclo problemático em que a relação entre os pais e os filhos afeta o desempenho escolar. “A instituição de ensino, por sua vez, não investiga essa relação por conta de uma visão estereotipada que tem dos familiares de seus estudantes”, afirma a psicanalista.
Entrevistas
As histórias familiares das três crianças analisadas no estudo são muito diferentes entre si, o que demonstra que os problemas escolares não vêm de um fator comum. As escolas acreditam que os pais não se preocupam com o aprendizado dos filhos, mas isso não é o que foi verificado na pesquisa. As crianças reproduziram sintomas das relações familiares no âmbito escolar, e isso se apresentou como deficiências no letramento.
Uma das mães entrevistadas contou que a filha sempre foi muito dispersa, chegando a ser alheia a quase tudo que estava a sua volta. Na escola acontecia a mesma coisa: não prestando atenção e não se empenhando no letramento, a criança demonstrou dificuldades. Essa característica parece ser espelhada no próprio alheamento da mãe à filha, pois ela passava por grandes jornadas de trabalho e tinha outros filhos para cuidar. Esta que apresenta problema é a mais nova e, na verdade, tê-la teria sido um desejo apenas do pai.
O pai do segundo aluno analisado, como conta a mãe, era um traficante. Assim, o filho foi criado num contexto de criminalidade e violência. A mãe procurou colocá-lo nesta escola para tirá-lo daquela realidade, mas o filho reproduziu o contexto violento de sua vida nos estudos, se tornando uma criança que causava muitos problemas na instituição. As queixas de dificuldade de letramento apresentadas pela escola, dessa maneira, vinham como um grande empecilho na visão daquela mãe. “Ela sentia que estavam querendo tirar a ótima oportunidade de vida que o filho estava tendo”, conta Mariana sobre o relato.
A família do último aluno mostra um problema completamente contrário a ausência relatada pela coordenação da escola. Os pais do aluno, tão preocupados com a sua aprendizagem, colocam uma pressão enorme no filho. Quando este apresenta dificuldades, a decepção dos pais e a vontade de que ele melhore é tão grande que chegam a castiga-lo pelos erros. O resultado é o abafamento da capacidade criativa da criança, causando cada vez mais problemas no letramento.
Imagem: Marcos Santos/USP Imagens
Mais informações:             (11) 4111-6841      , email marianagiorgion@me.com

sexta-feira, 25 de maio de 2012

DÉCIMO CURTA SANTOS – SANTOS FESTIVAL DE CINEMA


foto - VANESSA RODRIGUES - site de pesquisa - www.agorams.com.br 



nair lúcia de britto

Estão abertas as inscrições para o 10.Curta-Santos até o dia 15 de junho de 2012. E o evento relizar-se-á em setembro de 2012. Neste ano, além das mostras competitivas de temática livre, haverá também outras duas dedicadas ao Centenário do Futebol Clube.

Uma das novidades é o nome do Festival, que agora é FESTIVAL DE CINEMA DE SANTOS. Isto devido a presença de mostras especiais de longas-metragens que devem trazer ao litoral santista produções inéditas de diretores e produtores consagrados,
nacionalmente. Contudo sem nenhum prejuízo das mostras competitivas de curtas-metragens que são marca registrada do evento. Haverá também novas premiações, como troféus, bolsas de estudo em cursos de cinema e locação de equipamentos para gravação.

Ricardo Vasconcelos é o diretor geral do Festival. Ele e Júnior Brassallotti (diretor de produção) estiveram ao lado de Toninho Dantas, o antigo diretor. Tássia Albino (diretora das mostras) também está no comando.

O objetivo principal será oferecer ao público sessões de curtas, médias e longas-metragens, que estão ausentes do circuito comercial.

Nesses nove anos de trajetória do Festival participaram artistas de renome nacional como Eva Wilma, José Wilker, Paulo José, Nuno Leal Maia, Bete Mendes e outros nomes relevantes; além de cineastas como Carla Camurati, Zita Carvalhosa, Eliane Caffé e muitos outros.

Laís Bodanzky, uma das cineastas brasileiras de maior sucesso e que ganhou projeção com o curta “Cartão Vermelho” revelou, certa vez, o seguinte: seguinte:

Eu vim do curta-metragem e aprendi muito! Fiz Faculdade de Cinema, mas posso falar que minha verdadeira faculdade foi colocando a mão na massa nas produções de curta.”

Vale lembrar que o Curta-Santos tem parceria com a Prefeitura Municipal de Santos, Governo do Estado, TV Tribuna, Cine Roxy,
Sesc, Rádio Jovem Pam e Grupo Mendes.

As fichas para inscrições e o regulamento para participar do Festival estão no site:

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Treino cognitivo e envelhecimento


Do USP Online
A Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP recebe nos dias 29 e 30 o seminário Treino Cognitivo e Envelhecimento, com coordenação da professora Mônica Yassuda.
No dia 29, a palestra será “Relações entre transtorno de humor e cognição” com a professora Samila Batistoni, da EACH, “Os efeitos da atividade física no desempenho cognitivo entre idosos saudáveis” com a professora Ruth Melo, da EACH,  entre outras. No dia 30, haverá “Train-the-trainer Workshop” com a profesora Robin Lea West, da Universidade da Flórida (Estados Unidos), que terá o objetivo de oferecer formação para pessoas interessadas em treino cognitivo para idosos.
O evento é gratuito e as inscrições devem ser realizadas pelo e-mail cognicaoeenvelhecimento@gmail.com. O endereço é Rua Arlindo Béttio, 1000, Ermelino Matarazzo, São Paulo.
Mais informações: e-mail cognicaoeenvelhecimento@gmail.com

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Elifas Andreato assina pôster de divulgação do Prêmio Vladimir Herzog

 A comissão organizadora do 34º Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos elegeu por unanimidade o pôster que será usado na divulgação da edição deste ano da premiação. A obra eleita é uma reprodução de “Guernica Brasileira”, que protesta contra o assassinato do jornalista, exposta pela primeira vez em 1981, durante as comemorações do centenário do nascimento de Pablo Picasso. De autoria do artista plástico Elifas Andreato, uma referência no meio intelectual, jornalístico e artístico nacional, a obra é considerada importante expressão da história política brasileira representada na figura de Vladimir Herzog.
Participaram do concurso profissionais das áreas de design, criação, artes gráficas e plásticas. Além de ser a marca visual do prêmio, o trabalho rendeu ao autor R$ 500,00 em dinheiro.
A comissão responsável pela organização do Prêmio Vladimir Herzog e que selecionou o pôster para a divulgação de sua 34ª edição é formada por onze entidades: Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo – ABRAJI; Associação Brasileira de Imprensa – Representação em São Paulo – ABI/SP; Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil – UNIC Rio; Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo; Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo – ECA/USP; Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ; Fórum dos Ex-Presos e Perseguidos Políticos do Estado de São Paulo; Instituto Vladimir Herzog; Ordem dos Advogados do Brasil - Seção São Paulo – OAB/SP, Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo e Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo. Mais informações serão divulgadas no site www.vladimirherzog.org.

Primeiro-cavalheiro e ministros do Suriname integram missão em busca de conhecimentos para alimentar seu povo

  Comitiva conheceu tecnologias da Embrapa Cerrados que levaram ao desenvolvimento da agricultura tropical. Foto: Alexandre Veloso A visita ...