terça-feira, 14 de dezembro de 2010

O TEMPO, A NATUREZA E O TRABALHO

Encaminhado por
Nair Lúcia de Britto

O Tempo, a Natureza e o Trabalho
por: Gonçalo Luís Barra

O tempo é o recurso mais escasso que temos. Se ele não for administrado, nada mais poderemos administrar[1].
             (...)           
 
 "(...) Há tempo para nascer, e tempo para morrer. Tempo para plantar, e tempo para arrancar o que se plantou… [4]"
   

 
A evolução da actividade comercial vai impor a substituição, do "tempo da Igreja" pelo "tempo dos comerciantes"[9].
Alberti (...)  concluiu: «Quem souber como não perder o tempo será senhor de tudo o que quiser»[16].

            O capitalismo industrial foi a primeira civilização baseada no tempo do relógio e não no tempo do calendário. 
       
(...) Quando se produz para um mercado e se visa o lucro, tudo se orienta em função de um cálculo: produzir mais, em menos tempo, com um custo mínimo. O trabalho racionaliza-se. Impõe-se a racionalidade económica. Neste quadro, a resistência do modelo corporativo às pressões do sistema económico, compreensivelmente, não se eternizou.            
 
(...) A novidade introduzida pelo espírito capitalista é, "redução da realidade à contabilidade"[28], o que pretende traduzir a ideia do imperativo da análise custo-benefício que corresponde à racionalidade económica[29].
             
           (...)
            As pessoas trabalham cerca de um terço do tempo total de cada dia, (...) O trabalho estabelece ainda o ritmo da semana de cada pessoa, não só fixando classicamente os dias de descanso no Sábado e no Domingo, mas também caracterizando determinados dias, como o primeiro dia de trabalho, o pico da semana, o dia de "desaceleração". (...) um dos critérios (erradamente) dominantes para definir a velhice é a reforma, ou seja, o abandono da vida do trabalho. Com efeito, a "vida activa" de uma pessoa significa o seu compromisso e envolvimento no trabalho, como se a infância e a velhice fossem sinónimos de inactividade…[35].
             
            A invenção da luz artificial que devemos a Edison, há cerca de um século, constitui sem dúvida um grande progresso para a Humanidade. Mas esta invenção genial, por introduzir condições de iluminação diferentes da iluminação natural, é certamente em parte responsável pelo desregramento do nosso sono e dos nossos ritmos biológicos. A luz artificial permite não respeitar os nossos ritmos biológicos e pode modificar o funcionamento dos nossos relógios internos[37].


(...) A publicação dos trabalhos de Lehman, um investigador Americano, demonstrou que a curva de eficácia no trabalho diminui nitidamente no começo da tarde, entre as 14 e as 16 horas aproximadamente[42]. A actividade
           
           
          O tempo objectivo, o dos relógios, é o único sobre o qual toda a gente se pode pôr de acordo[48].
           
           

(...) Na realidade existe uma terceira dimensão, a altitude. O espaço, então, tem três dimensões: da esquerda para a direita, de cima para baixo e de frente para trás. O tempo, contudo, segue apenas numa direcção, sempre em frente, pelo que é unidimensional[52].

            É talvez por isso se diz que o tempo é um recurso escasso, insubstituível e irreversível[53].



[1] MACKENZIE, R. Alec, Managing Time at the Top, Presidents Association, Nova York, 1970, apud, D'SOUZA, Anthony, Liderar com Eficácia, Edições Loyola, São Paulo, 1996, ps. 109,
[2] A Enciclopédia Público, Editorial Verbo/Público, Vol. 19, Lisboa, 2004, p. 8172.
[3] DE MOURA JACINTO, José Luís, O Trabalho e as Relações Internacionais, ISCSP, Lisboa, 2002, p. 25.
[4] Eclesiastes, 3:1, apud DE MOURA JACINTO, José Luís, O Trabalho e as Relações Internacionais, ISCSP, Lisboa, 2002, p. 25.
[5] DE MOURA JACINTO, José Luís, O Trabalho e as Relações Internacionais, ISCSP, Lisboa, 2002, p. 25.

[6] DE MOURA JACINTO, José Luís, O Trabalho e as Relações Internacionais, ISCSP, Lisboa, 2002, p. 25.
[7] LÉVINAS, Emmanuel, Dieu la Mort et le Temps, Éditions Grasset et Fasquelle, Paris, 1993, p. 65, apud DE MOURA JACINTO, José Luís, O Trabalho e As Relações Internacionais, ISCSP, Lisboa, 2002, p. 26.
[8] DE MOURA JACINTO, José Luís, O Trabalho e As Relações Internacionais, ISCSP, Lisboa, 2002, p. 26.
[9] DE MOURA JACINTO, José Luís, O Trabalho e As Relações Internacionais, ISCSP, Lisboa, 2002, p. 26.
[10] LE GOFF, Jacques, Para Um Novo Conceito de Idade Média, Editorial Estampa, 1980, p. 62, apud DE MOURA JACINTO, José Luís, O Trabalho e As Relações Internacionais, ISCSP, Lisboa, 2002, p. 26.
[11] LE GOFF, Jacques, Para Um Novo Conceito de Idade Média, Editorial Estampa, 1980, ps. 62-63, apud DE MOURA JACINTO, José Luís, O Trabalho e As Relações Internacionais, ISCSP, Lisboa, 2002, p. 27.
[12] DE MOURA JACINTO, José Luís, O Trabalho e as Relações Internacionais, ISCSP, Lisboa, 2002, p. 27.
[13] GIMPEL, Jean, A Revolução Industrial na Idade Média, Publicações Europa América, Mem Martins, 1976, p. 163, apud DE MOURA JACINTO, José Luís, O Trabalho e as Relações Internacionais, ISCSP, Lisboa, 2002, p. 27.
[14] DE MOURA JACINTO, José Luís, O Trabalho e as Relações Internacionais, ISCSP, Lisboa, 2002, p. 27.
[15] ECKERT, Henri, Centralité du du Travail, ou Centralité du Salariat?, em Le Travail à l'Épreuve du Salariat, direcção de Paul Bouffartigue e Henri Eckert, L'Harmattan, Paris, 1997, p. 62, apud, DE MOURA JACINTO, José Luís, O Trabalho e as Relações Internacionais, ISCSP, Lisboa, 2002, p. 27.
[16] ADAIR, John, A Gestão Eficiente do Tempo, 2.ª edição, Publicações Europa América, Mem Martins, s/data, depósito legal  n.º 100075/96, p. 24.

[17] LOUÇÃ, Francisco, Coisa da Mecânica Misteriosa…, Edições Afrontamento, Fevereiro de 2000, p. 11.
[18] LOUÇÃ, Francisco, Coisa da Mecânica Misteriosa…, Edições Afrontamento, Fevereiro de 2000, p. 11.
[19] LOUÇÃ, Francisco, Coisa da Mecânica Misteriosa…, Edições Afrontamento, Fevereiro de 2000, p. 12.
[20] DAVIES, Paul, Como construir uma máquina do tempo, Gradiva, Lisboa, 2003, p. 16. // Segundo Kant a física newtoniana, muito embora se confirme pela pela observação, ela não é, no entanto, o resultado de observações mas sim dos nossos próprios métodos de pensar, dos métodos que utilizamos para ordenar as nossas impressões sensoriais, para estabelecermos entre elas uma relação, as assimilarmos, as compreendermos. Não são os dados s«dos sentidos, mas o nosso próprio entendimento - a organização e a constituição do nosso sistema mental de assimilação -  que é responsável pelas teorias científicas. A natureza que conhecemos com a ordem e as suas leis, é o resultado duma actividade ordenadora e assimiladora do nosso intelecto. A formulação desta ideia tal como Kant a fez é brilhante: «O entendimento cria as suas leis... não a partir da natureza, mas prescreve-as à natureza. Cfr. R. POPPER, Karl, Em Busca de Um Mundo Melhor, 3.ª Edição, Editorial Fragmentos, Lda., Lisboa, Novembro de 1992, p. 122.
[21] Cfr. R. POPPER, Karl, Em Busca de Um Mundo Melhor, 3.ª Edição, Editorial Fragmentos, Lda., Lisboa, Novembro de 1992, p. 120, e 121.

[22] DAUNE-RICHARD, Anne Marie, Travail et Citoyenneté: Un Enjeu Sexué Hier et Aujourd'hui, em Le Travail à l'Épreuve du Salariat, direcção de Paul Bouffartigue e Henri Eckert, L'Harmattan, Paris, 1997, p. 95, apud, DE MOURA JACINTO, José Luís, O Trabalho e as Relações Internacionais, ISCSP, Lisboa, 2002, p. 27.
[23] Méda, Dominique, Le Travail, Une Valeur en Voie de Disparition, Aubier, Paris, 1995, p. 63, apud, DE MOURA JACINTO, José Luís, O Trabalho e as Relações Internacionais, ISCSP, Lisboa, 2002, p. 27.
[24] MARX, Karl, 1867:64, sem correspondência na relação de autores citados, apud, LOUÇÃ, Francisco, Coisa da Mecânica Misteriosa…, Edições Afrontamento, Fevereiro de 2000, p. 14.
[25] ADAIR, John, A Gestão Eficiente do Tempo, 2.ª edição, Publicações Europa América, Mem Martins, s/data, depósito legal  n.º 100075/96, p. 25.
[26] DE MOURA JACINTO, José Luís, O Trabalho e as Relações Internacionais, ISCSP, Lisboa, 2002, p. 28.
[27] WEBER, Max, O Espírito Protestante e a Ética do Capitalismo, Editorial Presença, Lisboa, 1983, p. 16, apud, DE MOURA JACINTO, José Luís, O Trabalho e as Relações Internacionais, ISCSP, Lisboa, 2002, p. 28.
[28] GORZ, André, Métamorphoses du Travail, Quête du Sens – Critique de la Raison Economique, Éditions Galilée, Paris, 1995, p. 32, apud, DE MOURA JACINTO, José Luís, O Trabalho e as Relações Internacionais, ISCSP, Lisboa, 2002, p. 28.
[29] DE MOURA JACINTO, José Luís, O Trabalho e as Relações Internacionais, ISCSP, Lisboa, 2002, p. 28.
[30] SHUMPETER, Joseph A., Capitalisme, Socialisme et Démocratie, Editions Payot, Paris, 1972, p. 170, apud, DE MOURA JACINTO, José Luís, O Trabalho e as Relações Internacionais, ISCSP, Lisboa, 2002, p. 29.
[31] COMBY, Bruno, O Elogio da Sesta, Livros do Brasil, Lisboa, 1993, ps. 44, e 45.
[32] COMBY, Bruno, O Elogio da Sesta, Livros do Brasil, Lisboa, 1993, p. 46.
[33] DORON, Roland, PAROT, François, Dicionário de Psicologia, CLIMEPSI, Lisboa, 1.ª edição, Outubro de 2001, p. 735, apud, RICHELLE, M., tempo.
[34] DORON, Roland, PAROT, François, Dicionário de Psicologia, CLIMEPSI, Lisboa, 1.ª edição, Outubro de 2001, p. 735, apud, RICHELLE, M., tempo.
[35] RAMOS, Marco, Desafiar o Desafio…, Editora RH, Lisboa, 2001, p. 63.
[36] DORON, Roland, PAROT, François, Dicionário de Psicologia, CLIMEPSI, Lisboa, 1.ª edição, Outubro de 2001, p. 735, apud, RICHELLE, M., tempo. Acerca de experiências em estado de isolamento total, ver COMBY, Bruno, O Elogio da Sesta, Livros do Brasil, Lisboa, 1993, ps. 55, e 56.
[37] COMBY, Bruno, O Elogio da Sesta, Livros do Brasil, Lisboa, 1993, p. 47.
[38] COMBY, Bruno, O Elogio da Sesta, Livros do Brasil, Lisboa, 1993, p. 47.
[39] COMBY, Bruno, O Elogio da Sesta, Livros do Brasil, Lisboa, 1993, ps. 47, e 48.
[40] COMBY, Bruno, O Elogio da Sesta, Livros do Brasil, Lisboa, 1993, p. 48.
[41] COMBY, Bruno, O Elogio da Sesta, Livros do Brasil, Lisboa, 1993, ps. 48, e 49.
[42] LEHMAN, G., Biological Cycles and Performances of Work, Nova Iorque, 1962, p. 285, apud, COMBY, Bruno, O Elogio da Sesta, Livros do Brasil, Lisboa, 1993, p. 49.
[43] DORON, Roland, PAROT, François, Dicionário de Psicologia, CLIMEPSI, Lisboa, 1.ª edição, Outubro de 2001, p. 197, apud, RICHELLE, M., cronobiologia.
[44] EINSTEIN, Albert, O Significado da Relatividade, na tradução de: SILVA, Mário, Gradiva, Lisboa, 2003, p. 11.
[45] EINSTEIN, Albert, O Significado da Relatividade, na tradução de: SILVA, Mário, Gradiva, Lisboa, 2003, ps. 11, e 12.
[46] EINSTEIN, Albert, O Significado da Relatividade, na tradução de: SILVA, Mário, Gradiva, Lisboa, 2003, p. 12.
[47] Neste sentido, EINSTEIN, Albert, O Significado da Relatividade, na tradução de: SILVA, Mário, Gradiva, Lisboa, 2003, ps. 11 e 12.
[48] GAUQUELIN, Michel e Françoise, e outros, Dicionário de Psicologia, Verbo, Lisboa – São Paulo, 1980, p. 537.
[49] SILVA, Mário, na tradução de EINSTEIN, Albert, O Significado da Relatividade, Gradiva, Lisboa, 2003, p. 8.
[50] PARKER, Barry, A Descoberta De Einstein…, Edições 70, Lisboa, s/ data, Depósito Legal n.º 188389/02, p. 63.
[51] Neste sentido, PARKER, Barry, A Descoberta De Einstein…, Edições 70, Lisboa, s/ data, Depósito Legal n.º 188389/02, p. 63.
[52] Neste sentido, PARKER, Barry, A Descoberta De Einstein…, Edições 70, Lisboa, s/ data, Depósito Legal n.º 188389/02, p. 63.
[53] Ver ADAIR, John, A Gestão Eficiente do Tempo, 2.ª edição, Publicações Europa América, Mem Martins, s/data, depósito legal  n.º 100075/96, p. 17.
[54] Neste sentido, BÖCHER, Steen B., HOFFMEYER, Henrik B., Scan Globe A/S,, Dinamarca, 1976, p. 9.
[55] Neste sentido, Grande Atlas do Mundo, Público/Planeta Agostini, vários Autores, Direcção da edição portuguesa, NOBRE, José, VITORINO, Nuno, 1982 – 1988 – 1993, p. 4.
[56] A Enciclopédia Público, Editorial Verbo/Público, Vol. 19, Lisboa, 2004, p. 8172.
[57] A Enciclopédia Público, Editorial Verbo/Público, Vol. 19, Lisboa, 2004, p. 8172.
[58] Ver A Enciclopédia Público, Editorial Verbo/Público, Vol. 19, Lisboa, 2004, p. 8172.
[59] Ver A Enciclopédia Público, Editorial Verbo/Público, Vol. 19, Lisboa, 2004, p. 8172.
[60] BÖCHER, Steen B., HOFFMEYER, Henrik B., Scan Globe A/S,, Dinamarca, 1976, p. 9.
[61] Neste sentido, Grande Atlas do Mundo, Público/Planeta Agostini, vários Autores, Direcção da edição portuguesa, NOBRE, José, VITORINO, Nuno, 1982 – 1988 – 1993, p. 4.
[62] Grande Atlas do Mundo, Público/Planeta Agostini, vários Autores, Direcção da edição portuguesa, NOBRE, José, VITORINO, Nuno, 1982 – 1988 – 1993, p. 4.
[63] A Enciclopédia Público, Editorial Verbo/Público, Vol. 19, Lisboa, 2004, p. 8172, e 8173.
[64] Ver, PERESTELLO BOTELHEIRO, A., Fuso Horário, Enciclopédia Luso Brasileira de Cultura, s/ data, depósito legal: B 39.233-1977, vol. 8, p. 1831.
[65] Ver, PERESTELLO BOTELHEIRO, A., Fuso Horário, Enciclopédia Luso Brasileira de Cultura, s/ data, depósito legal: B 39.233-1977, vol. 8, p. 1831.
[66] Ver, PERESTELLO BOTELHEIRO, A., Fuso Horário, Enciclopédia Luso Brasileira de Cultura, s/ data, depósito legal: B 39.233-1977, vol. 8, p. 1831.
[67] A Enciclopédia Público, Editorial Verbo/Público, Vol. 19, Lisboa, 2004, p. 8172, e 8173.
[68] Ver, PERESTELLO BOTELHEIRO, A., Fuso Horário, Enciclopédia Luso Brasileira de Cultura, s/ data, depósito legal: B 39.233-1977, vol. 8, p. 1831.
[69] Ver, PERESTELLO BOTELHEIRO, A., Fuso Horário, Enciclopédia Luso Brasileira de Cultura, s/ data, depósito legal: B 39.233-1977, vol. 8, p. 1831.
[70] Ver, PERESTELLO BOTELHEIRO, A., Fuso Horário, Enciclopédia Luso Brasileira de Cultura, s/ data, depósito legal: B 39.233-1977, vol. 8, p. 1831.
[71] A Enciclopédia Público, Editorial Verbo/Público, Vol. 19, Lisboa, 2004, p. 8172, e 8173.
[72] A Enciclopédia Público, Editorial Verbo/Público, Vol. 19, Lisboa, 2004, p. 8172, e 8173.


Publicada por Blogger em
Kriu a 12/08/2010 02:07:00 AM

 

FOGO CRUZADO


*Por: Ricardo Collazo
Outro dia, assistindo a palestra de um grande amigo ele indagou o público sobre o que teria em comum em três filmes que foram sucesso: “O último Samurai”, “Gladiador” e “300”. O público rapidamente se motivou e participou com palavras como Liderança, União, Honra, Força, Estratégia, Perseverança, Motivação, Lealdade, mas ele disse que faltava algo mais importante e os participantes, sem mais ideias, ficaram esperando algo novo, positivo e que ninguém conseguiu acertar. Momento de silêncio na platéia, quando o palestrante diz: “todos morreram”. Foi algo como tomar um grande tapa na cara. No filme “O último samurai” só ficou um, o resto morreu, no “Gladiador” o personagem principal morreu, nos “300” morreram 299 e 1 ficou caolho. Risos na platéia. De que vale tudo o que foi dito sobre a mensagem dos filmes se todos morrem no final? Eu não quero ser lembrado depois de morto, eu quero ser lembrado em vida.
Fico muito triste em saber que mais um exército sucumbiu e deixou de existir. Sim, amigo leitor, estamos aqui de volta a nossa realidade, o mercado de Distribuição de Informática do país. Mais triste ainda fico em saber que por alguns anos fui um soldado daquele exército, fato que muito me honrou.
De certo todos têm uma opinião sobre os motivos que fizeram aquele e tantos outros distribuidores, que não estão mais conosco, deixarem de existir, a pergunta é: será que tudo paira em torno da questão da administração? Ou será que os distribuidores vivem literalmente em uma guerra, onde um erro pode ser fatal?
Como combatente do canal de distribuição, posso afirmar que estamos em meio a uma guerra. E para nós não têm moleza, não. É FOGO CRUZADO: de um lado as revendas que sabem muito bem trabalhar um distribuidor contra outro, e do outro lado os fabricantes que nos apertam cada vez mais.
Se pudéssemos parodiar e dizer que munição é igual à margem, então eu diria que estamos chegando ao fim. O estoque é nosso, o risco de crédito é nosso, o RMA é nosso, a logística é nossa, as metas são nossas, o investimento em novos CD´s para poder atuar em uma região por conta da questão tributária é nosso, e a margem para pagar tudo isso não é nossa!
Como podemos condenar aquele distribuidor que tentou investir em outro negócio, lançar a sorte em outro mercado, para tentar melhorar seu ganho? Poderia ter dado certo.
Enfim, meus amigos, viva nossos companheiros da ABRADISTI (Associação Brasileira de Distribuidores de Tecnologia da Informação), que possamos realmente nos unir para ter mais Força, mais União, só não vale ser igual aos filmes citados neste texto, queremos sobreviver e perenizar nosso negócio.
*Ricardo Collazo é Diretor Comercial e de Marketing da Tecmach.  

FOGO CRUZADO


*Por: Ricardo Collazo
Outro dia, assistindo a palestra de um grande amigo ele indagou o público sobre o que teria em comum em três filmes que foram sucesso: “O último Samurai”, “Gladiador” e “300”. O público rapidamente se motivou e participou com palavras como Liderança, União, Honra, Força, Estratégia, Perseverança, Motivação, Lealdade, mas ele disse que faltava algo mais importante e os participantes, sem mais ideias, ficaram esperando algo novo, positivo e que ninguém conseguiu acertar. Momento de silêncio na platéia, quando o palestrante diz: “todos morreram”. Foi algo como tomar um grande tapa na cara. No filme “O último samurai” só ficou um, o resto morreu, no “Gladiador” o personagem principal morreu, nos “300” morreram 299 e 1 ficou caolho. Risos na platéia. De que vale tudo o que foi dito sobre a mensagem dos filmes se todos morrem no final? Eu não quero ser lembrado depois de morto, eu quero ser lembrado em vida.
Fico muito triste em saber que mais um exército sucumbiu e deixou de existir. Sim, amigo leitor, estamos aqui de volta a nossa realidade, o mercado de Distribuição de Informática do país. Mais triste ainda fico em saber que por alguns anos fui um soldado daquele exército, fato que muito me honrou.
De certo todos têm uma opinião sobre os motivos que fizeram aquele e tantos outros distribuidores, que não estão mais conosco, deixarem de existir, a pergunta é: será que tudo paira em torno da questão da administração? Ou será que os distribuidores vivem literalmente em uma guerra, onde um erro pode ser fatal?
Como combatente do canal de distribuição, posso afirmar que estamos em meio a uma guerra. E para nós não têm moleza, não. É FOGO CRUZADO: de um lado as revendas que sabem muito bem trabalhar um distribuidor contra outro, e do outro lado os fabricantes que nos apertam cada vez mais.
Se pudéssemos parodiar e dizer que munição é igual à margem, então eu diria que estamos chegando ao fim. O estoque é nosso, o risco de crédito é nosso, o RMA é nosso, a logística é nossa, as metas são nossas, o investimento em novos CD´s para poder atuar em uma região por conta da questão tributária é nosso, e a margem para pagar tudo isso não é nossa!
Como podemos condenar aquele distribuidor que tentou investir em outro negócio, lançar a sorte em outro mercado, para tentar melhorar seu ganho? Poderia ter dado certo.
Enfim, meus amigos, viva nossos companheiros da ABRADISTI (Associação Brasileira de Distribuidores de Tecnologia da Informação), que possamos realmente nos unir para ter mais Força, mais União, só não vale ser igual aos filmes citados neste texto, queremos sobreviver e perenizar nosso negócio.
*Ricardo Collazo é Diretor Comercial e de Marketing da Tecmach.  

FELIZ NATAL E UM MARAVILHOSO 2011 - MINHA MENSAGEM ESPECIAL PARA VOCÊ


     

Desejo...

que você ame muito no ano de 2011, e que amando, também seja amado. E que se não for, seja breve em esquecer, e que esquecendo, não guarde mágoa.

 

Desejo também...

que você tenha amigos corajosos e fiéis,

e que pelo menos num deles, você possa confiar sem duvidar.

Eu quero ser esse amigo.

 

E porque a vida é assim, desejo que...

você tenha alguns inimigos, nem muitos, nem poucos, mas na medida exata, para que você se interpele a respeito de suas próprias certezas, e que entre eles, haja pelo menos um que seja justo. E se um dia eu for seu inimigo, serei justo. Tenha certeza disso!

 

Desejo depois...

que você seja útil, mas não insubstituível, e que nos maus momentos, quando não restar mais nada, essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.

Creia nisso!

 

Desejo ainda...

que você seja tolerante, não com os que erram pouco, porque isso é fácil, mas com os que erram muito e irremediavelmente, e que fazendo bom uso dessa tolerância, você sirva de exemplo aos outros.

Que você seja esse exemplo!

 

Desejo que você...

fale dos seus sentimentos, porque sentimentos escondidos e reprimidos acabam em doenças.

 

Desejo que você tome decisões...

pois a pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade e na angústia.

 

Desejo que você saiba...

quando uma etapa chegou ao final. Pois se insistir em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perderá a alegria e o sentido das outras etapas que precisam ser vividas.

Nada acontece por acaso e tudo o que chega, chega sempre por alguma razão.

 

Desejo que Deus ajude você...

a dizer sempre a verdade na presença dos fortes e jamais dizer mentiras para ganhar os aplausos dos fracos.

 

Desejo que você não seja atingido...

pela ilusão da glória quando for bem sucedido,

e não fique desesperado quando sentir o insucesso.

Lembre-se que a experiência de um fracasso poderá proporcionar um progresso maior.

 

Desejo sorte para você...

Pois mesmo antes de você nascer,
alguém já estava torcendo por você. Torciam para você ser menino, alguns para ser menina, mas todos torciam para você ser perfeito.

Quando você nasceu...

as pessoas continuaram torcendo. Torceram pelo seu primeiro sorriso, pela sua primeira palavra, pelo seu primeiro passo.
O seu primeiro dia de escola foi a maior torcida.
E de tanto torcerem por você, você aprendeu a torcer.

Você começou a torcer...

até para um time e, provavelmente, nesse dia, você descobriu que tem gente que torce diferente de você.

E você foi crescendo...

e começou a torcer pela sua liberdade e pelo seu futuro.

Torceu para ser médico, músico, engenheiro, advogado.

Na dúvida, torceu para ser astronauta ou jogador de futebol.

 

E daí pra frente...

você entendeu que a vida é uma grande torcida.
Porque, mesmo antes de você nascer,

já tinha muita gente torcendo por você.

E mesmo com toda essa torcida,
pode ser que você ainda não tenha conquistado alguns sonhos...
e acabe encontrando a pessoa genial que teve a idéia de cortar o tempo em fatias e que deu o nome de ano.

Doze meses dão para qualquer pessoa,

Cansaço e a sensação de jogar a toalha ou entregar os pontos.

Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez,

com outro número, outra esperança e outra vontade de acreditar que daqui pra frente vai ser diferente…

 

E se tudo isso acontecer...

... Não tenho mais nada a lhe desejar, a não ser um Feliz Natal e um Próspero Ano 2011.

 

 

Washington Sorio

www.washingtonsorio.com.br

washington@washingtonsorio.com.br

 

 

Adaptação da poesia de Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa e da música do Frejad (amor pra recomeçar).

  

 

 

 


 

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

UMA ÓTIMA IDÉIA COMPRAR PRODUTOS PORTUGUESES!

Encaminhado por
Nair Lúcia de Britto

503px-Coat_of_arms_of_Portugal.svg[1].png

 

 

PORTUGAL AGRADECE... 


Estima-se que se cada português consumir 150€ de produtos nacionais, por ano, a economia cresce acima de todas as estimativas e, ainda por cima, cria postos de trabalho.

 
 

 

 

 

OBRIGADA PELA VISITA! texto:) FELIZ NATAL E O PRESÉPIO PARA COLORIR COM AMOR!



AGRADECEMOS O CARINHO DA AMIGA E FOTÓGRAFA


***LAURENE PARANHOS***

FELIZ NATAL! Muito obrigada pela linda lembrança!

VOTOS DE UM EXCELENTE 2011


___________


TEXTO FELIZ NATAL E PRESÉPIO PARA COLORIR COM AMOR!


















FELIZ NATAL

25 DE DEZEMBRO
é uma data comemorativa tradicional do Natal.
É uma época dedicada aos ensinamentos de
PAZ E AMOR,
dos presentinhos e Recompensas
pelo bom comportamento.
É tempo de adulto lembrar da infância,
enquanto já vive o papel de Papai Noel!


Ao longe recordações Voam
de um tempo, de pessoas, dos brinquedos
e das brincadeiras prediletas ...
das Delícias e gostosuras especiais ...
Só dessa época!



O NATAL é maravilhoso!
Enquanto o bom velhinho descansa
Entre as Cartinhas com pedidos
das crianças,
Vem a verdade do Presépio,
ensinando que a Festa é para o Menino Jesus.



Jesus é bom e Capaz de transformar
os nossos corações!
Por este Senhor,
reconheçamos o dia do Natal
Como a nossa grande chance para
iniciarmos uma nova vida!
jesusy.jpg

ELE também quer estar contigo!
Em todos os momentos!
FELIZ NATAL!






Imagens da internet





























































OBRIGADA PELA VISITA!

FELIZ NATAL!

EDITORIAL CULTURAL INFANTIL

NINA ROCHA

PARTES MIRIM

PROJETO DE LEITURA CRIANÇA FELIZ!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Conto Premiado de Silas Correa Leite: BELADONA E SEUS VÁRIOS MARIDOS




Exercícios Urbanos
Portal Literal 1.0, Rio de Janeiro (RJ) • Fundação Petrobrás

O vencedor do concurso Exercícios Urbanos do mês foi Silas Correa Leite, com "Beladona e seus vários maridos". Ele ganhará um vale-livros de R$ 300 da Livraria Cultura. Veja também os outros classificados. Curadora: Heloisa Buarque de Hollanda
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Beladona e seus vários maridos
Silas Correa Leite


Beladona, ou melhor, a Professora de Ciência, Biologia e Matemática, Benedita Izidrom Castaquali, vulgo Beladona, tinha certamente a fórmula perfeita e muito bem acabada do Verbo AMAR em todos os seus sentidos, até explícitos. Inicialmente cinco era a quantidade exata de sua felicidade plena. A ciência da multiplicação de desejos. A matemática da soma de tanta libido. A biologia da zona de fricção. Casou cedo com um tipinho, por paixão louca, amor a primeira vista e o pai portuga cobrando em cima da barriga de quatro meses, depois amor à prestação, depois tédio conjugal, duplicata vencida do desejo, não satisfeita, claro, deu um pé no traseiro do sujeitinho mais folgado do que a Ângela Ro Ro de cueca, e partiu pro trabalho constante e para o estudo direto e multiplicador de posses e afins. Era mulher de verdade mas não era Amélia, claro.

Anos depois, apagado o pito, sossegado o facho, o segundo marido-homem que lhe deu então, três filhas, Judite Flor, Esther Leão e Nara Estrela. Malemal as meninas fizeram o primário, ela largou o fofo que tinha alguma bufunfa (e valera-se disso) e viveu-se livre, leve e solta. Free Again, dizia. Numa vigem de férias para o litoral norte de São Paulo, festeira que era, toda trancham decolou o terceiro marido vítima. Lá foi morar junto, tentar ser feliz, custasse o que custasse, doesse o que doesse. E pra ela ser feliz era a paixão aloucada, que, por algum motivo, desgaste ou enjôo, não durava muitas luas. Imagine só.

As filhas moças, e a Beladona resolveu comer marmita fora. Terceirizar, por assim dizer. Partiu literalmente para o quarto concubinato-entrave. Traía-se consigo mesma às vezes. Era do feitio amoroso dela. E ali se apoquentou um pouco, achando que, quem comia o filé, haveria de querer comer também o osso. Já pensou, num país latino de histórica machice adquirida? Mas, claro, poderosa, liberal, signo de escorpião em tudo, a Beladona não quis alguém pra envelhecer ao seu lado. Queria jovens na muda. Literalmente deu com os burros nágua. Onde já se viu isso?

O maridinho janota e boçal, gaúcho saradinho da silva, tava com olho torto pro lado de uma outra, dando em cima e embaixo de uma ruiva vizinha pedaçuda, que se aproveitou em desfrute no côncavo e convexo da íntima zona de fricção. E pôs-se chapéu de vaca, com a Beladona ardente ficando fula da vida ao saber do porqueira em tapeação. Benza-Deus. Então a Beladona se aborreceu, correu fazer curso de esoterismo, leu Neruda, ouviu Cauby Peixoto, Pixinguinha, deu-se um tempo que tinha que aprender alguma lição com as cacetadas do verbo existir também. Beladona deu-se um desencargo de consciência, segurou muito bem o tchan, por assim dizer. Mas a vida é madrasta e Deus é pai. E a Beladona na vacância de uma paquera e algumas ficanças...se encafifou, onde já se viu, com um colega de trabalho na escola, professor de sua área. Só por Deus.

Quando se viu, estava multiplicando sonhos e explicitudes gozosas de prazeres e felicidade por atacado. Era o outro marido-vítima da Beladona. Como tudo, em tese, tem começo, meio e fim, a dádiva paixão também por mais pegajenta ou viajosa que seja, o professor foi para outra escola e, tiau. A Beladona azedou a polenta da vida, e, um dia, fui, deu um chega pra lá no frouxo do maridinho-mané, e, novamente, claro, deu Beladona nas pensões alimentícias – ganhava mais do que os machões varões - uma delas para o pai das herdeiras chiques e embonitadas.

Conversa vai, conversa vem, um dia a bendita Beladona estava com olhares maviosos e surgiu com cantada doce de aprendências em labutas. Beladona começou a sondar calendários, renúncias e pertencimentos. Foi nessa. Isso na segunda-feira. Depois, na terça-feira da semana, estranha coincidência, a Beladona com sininhos no coração. Pior foi na quarta-feira, dia de batente, e lá surgiu a Beladona parecendo uma penteadeira sonora de cigana. Ali teria os ex-patos-vítimas? Que nada. Na quinta-feira a Beladona lá estava pendurada em lustre, sem ter lustre. Será o impossível? Desconfiei, encafifado.

Pois não é que, na sexta-feira boêmia depois do dia de gandaia, a Beladona tava, de namorico, assanhada pro forfé? Onde há balaio há tampa, diz o ditado arigó. A Beladona tava jogando em todas as posições de ataque no time do amor? Mala e cuia. Estava saindo com os seis ex e alguns possíveis retornos de quase futuros. Cruzava, cabeceava pro gol e ainda defendia. Já pensou? Ai do amor! Pior: se descansava um sábado, falhava a encomenda de um contato, o ex era convertido crente sabatista de ocasião ou tava de pilequinho-ressaca brava, ela ainda dava uma paquerada por atacado, fogo na canjica das emoções atiçadas. Hormônio? Antes fosse. Antes fosse. Ninguém merece. Domingo ainda ia à feira do bairro sondar um português cheio de gíria, sotaque graúdo e sortido, e com um sapato 48 de tamanho maroto. Não estava encalhada e nem carecida mas, ia com a corda toda, em franca atitude de seduzir e de, nos seixos íntimos dar uma calibrada e pra isso tentando um novo serviço corpóreo de lubrificação corpo a corpo.

Depois, saquei o jogo dela: ela abria-se em leque do maquiavelismo interior, gostava do ex, da segunda-feira, seu primeiro amante, que a tinha inaugurado por dizer assim, um homem que a marcara bem, um cearense de olho azul meio brucutu, espingarda de grosso calibre, ainda que algo zarolho e desengonçado, para explicitar o mimo do vareio de amor. Era o número um na sua cotação marital. Mas fora isso o tipo musculoso era lerdo de raciocínio, néscio por demais, porqueira mesmo. Amontoado em casa, sem cair no batente, dar no couro financeiramente, prover o entojo do lar. Era só primeiro e referencial e pronto. Vá nessa.

O da terça-feira, dizia, era um japonês babaquara mas cheio da grana, o lazarento, filhinho de papai, olho de jabuticaba e cheirando a ouro e cocaína. Dose dupla. Era cotação três na sua pirâmide do amor. Tinha lá seu lado doador, sua ternura explícita, sua marca humanista de dar presentes e alegrar ambientes, e lhe dera carinhoso, mimos, balas importadas e muito amor ao estilo bem oriental.

O da quarta-feira era um safado de primeira. Cusarruim do dianho. Tarado, pervertido por assim dizer, e, pior: amante "caliente", babão, de deixar poesia no criado-mudo, fazer serenatas, improvisar guarânia brega no violão encardido. Declamava Vinicius de Moraes que até o poema parecia delezinho mesmo. Cantava Roberto Carlos melhor do que o Roberto Carlos. Tinha mais voz, tinha peito. As quartas eram nobres, portanto.

O da quinta-feira era um caipora de uma figa, um estrupício de marca maior. Bandido, mas ainda assim porqueira carente, ladrão em jogos de baralhos de clandestinos cassinos improvisados onde montava arapucas para pegar peixe grande. Lidava com traficantes, era amigo de antros de escorpiões de máfias e quadrilhas de contrabandistas informais que posavam de novos ricos neoliberais e traçavam engodos na globalização, até nas privatarias, as tais privatizações-roubos. Levava uma vida peregrina, caçando golpes para se enricar, só faltava mesmo ser das torcidas Mancha Verde ou da Independente Gay, melão em fio de navalha.

Só que o show da vida nas relações amorosas tem que continuar. No sábado de manhã quando algum dos agendados ex falhava, faltava com a palavra ou dava no pira pra uma pescaria ou biscate nova com seio de manga-sapatinho, a Beladona sentia a carruagem de abóbora na alma e pegava desconfio, baixa estima. Mas ainda era o que era, era a Beladona poderosa, o verbo amar era especial pra ela, razão de ser e de viver, não trocava nenhum dos seus tantos por qualquer Brad Pitt da vida ou muito menos Leonardo de Caprio. Onde já se viu?

O da sexta-feira era mais feio do que filhote de cruz-credo atrás de calipial, o último na escala da relação causa e efeito, o que até poderia ser descartável, mas a Beladona o adorava físico e espiritualmente pra custeio e refinamento. Era o seu bibebô sexual, seu inocente, puro e burro, o seu anãozinho de jardim, viçando assim ao seu lado maternal todo freudiano que muito a excitava sexualmente. Vá saber a loucura dos manejos assim.

Repito: no sábado a Beladona punha roupa no varal, a perereca na janela (lavou tá novo), e os abusados, claro, punham, depois dos usufrutos dos desfrutes a bengala pra descansar. Brinquei com ela, que ela deveria por a verdadeira jóia corpórea numa jaula para respirar ar puro e florais de ventos que solam Bach.

Mas a danada confirmou:

– No domingo ainda saio com o Joaquim Madeira, aquele dono de três barracas de pastel na feira. O homem não é fácil. Gamou e eu estou no desfrute.

O danado vai botar palmito na azeitona dela. Panela acesa é que faz freguesia boa?

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