domingo, 19 de abril de 2009

ENQUANTO O MUNDO TREME A HUMANIDADE PADECE

ENQUANTO O MUNDO TREME A HUMANIDADE PADECE
(Autor: Antonio Brás Constante)

Um novo terremoto aconteceu na Itália, e quando a terra treme é a humanidade que padece. Tremores que enterram esperanças e pessoas em toneladas de entulho. Tremores que aguçam nossos temores. Trememos frente à força descomunal desses terrores denominados de tremores.

Não é á toa que entre os maiores desastres naturais causadores de mortes ao longo da história estão os terremotos, e em alguns casos os seus primos, os maremotos também conhecidos por alguns como tsunamis.

O ser humano parece que tem problemas com placas. Sejam elas placas de trânsito, placas bacterianas, plaquetas no sangue (que também não deixam de ser placas), ou neste caso as chamadas placas tectônicas, que são formações de rochas subterrâneas. Quando estas placas se movem, todo mundo literalmente dança ao ritmo catastrófico de seu deslocamento.

Na realidade o que choca é quando essas gigantescas rochas ocultas aos olhos se chocam, ou se afastam ou ainda quando resolvem fazer outro movimento qualquer, de forma inesperada e brusca, causando os tais abalos sísmicos, que literalmente abalam qualquer estrutura.

Grandes prédios caem como se fossem frágeis castelos de cartas de baralho, dessas que as cartomantes não usam. O mundo ao redor parece enlouquecer, ganhar vida, apenas para levar tantos a morte. Não há para onde correr, ou mesmo se esconder. O que antes era solo firme, vira um pandemônio que estremece a sanidade, levando qualquer um as ruínas da loucura.

Os abalos são similares a espasmos em um corpo doente. Um corpo que parece tentar alertar que também está de certa forma vivo e merece respeito, já que parasitamos sobre seu peito indefeso. Mas seu apelo justo torna-se injusto frente ao sofrimento causado há tantas almas inocentes, vitimas de seu estrondoso gesto fulminante. O tecido da realidade se rasga, dobrando-se aos caprichos dessas convulsões no seio da própria terra, que um dia nos espera para em seu ventre eternamente repousar.

Em momentos como este compreendemos que todas as nossas ações que por tanto tempo vêem prejudicando e destruindo este mundo, não são nada se comparadas ao simples ato de tremer deste mesmo mundo (em qualquer um de seus vastos recantos). Habitamos em um planeta, mas mal percebemos suas existência, e seguimos caminhando apressados, sem olhar na face onde pisamos, até ser tarde demais.

EM TEMPO: Depois de tanto tempo acreditando e reclamando que os políticos deste Brasil não ligavam para nada, recebemos uma conta de celular de um de seus filhos, nos lembrando que é muito pior quando eles ligam... (E pior ainda é saber que este fato é apenas um grão de areia em meio ao deserto de imoralidades que acontecem na política).

E-mail: abrasc@terra.com.br

Site: recantodasletras.uol.com.br/autores/abrasc

NOTA DO AUTOR: Divulgue este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos).

NOVA NOTA DO AUTOR (agora com muito mais conteúdo na nota): Caso queira receber os textos do escritor Antonio Brás Constante via e-mail, basta enviar uma mensagem para: abrasc@terra.com.br pedindo para incluí-lo na lista do autor. Caso você já os receba e não queira mais recebe-los, basta enviar uma mensagem pedindo sua retirada da lista. E por último, caso você receba os textos e queira continuar recebendo, só posso lhe dizer: "Também amo você! Valeu pela preferência".

ULTIMA NOVA NOTA DO AUTOR: Agora disponho também de ORKUT, basta procurar por "Antonio Brás Constante".


sexta-feira, 17 de abril de 2009

Roda Viva - segunda-feira, 20 de abril de 2009 às 22h10

 
Carlos Guilherme Mota
Historiador

O historiador Carlos Guilherme Mota é autor de dezenas de livros, ensaios e artigos, nos quais revisa e interpreta a história do Brasil e apresenta a nova perspectiva do país como nação.

Em um trabalho acadêmico de mais de quatro décadas, Mota apresenta os acontecimentos e personalidades que marcaram os rumos e a construção das idéias brasileiras e revela em seus estudos a movimentação política e social do país, buscando o significado das raízes e a formação do povo.

Carlos Guilherme Mota discute as formas de pensamento e a ambiguidade do povo brasileiro, contrariando a idéia de que o país é manso, de língua única e sem contradições.

Ele analisa quem influenciou o povo brasileiro durante os mais de cinco séculos de história e diz que ainda existe um Brasil a ser descoberto.

Formado em história pela Universidade de São Paulo, onde seguiu carreira acadêmica até se tornar professor titular de história contemporânea, Carlos Guilherme Mota também dá aulas de história da cultura na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Mackenzie.

Participam como convidados entrevistadores:
Oscar Pilagallo, jornalista e autor do livro A Aventura do Dinheiro e da série "A História do Brasil no Século XX", da Publifolha; Claudio Lembo, advogado, ex-governador de São Paulo e secretário de negócios jurídicos da Prefeitura de São Paulo; Robinson Borges, editor do caderno de cultura do jornal Valor Econômico; Mônica Manir, editora do caderno Aliás do jornal O Estado de S. Paulo.
Twitters no estúdio: Lilian Starobinas, historiadora (http://twitter.com/liliansta) ; Robison Silva, estudante de história (http://twitter.com/robson_leandro); Cadu Simões, historiador (http://twitter.com/cadusimoes).
Fotógrafo convidado: Michell Zapa, designer (http://flickr.com/michellzappa)

Apresentação: Heródoto Barbeiro


Transmisão ao vivo, pela Internet, a partir das 17:30.


O Roda Viva é apresentado às segundas a partir das 22h10.
Você pode assistir on-line acessando o site no horário do programa.

Orchestre des Champs-Elysées

 
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Mídia, Esporte e Cultura: Jornalismo Esportivo na UERJ

A Faculdade de Comunicação Social da UERJ abriu esta semana inscrições para o curso Mídia, Esporte e Cultura: Pensando o Jornalismo Esportivo. Para fazer a matrícula é necessário já ser graduado ou estar cursando a graduação.

O curso tem como um dos objetivos discutir os recursos acionados pela imprensa na construção das figuras públicas de ídolos esportivos, além de apresentar e discutir questões relacionadas às teorias clássicas sobre esporte e comunicação.

O coordenador do curso, Prof. Ronaldo Helal, possui graduação em Comunicação Social, mestrado e doutorado em Sociologia, e pós-doutorado em Ciências Sociais.

As inscrições podem ser feitas até dia 06 de maio de 2009, no Centro de Produção da UERJ, no campus Maracanã. As aulas acontecerão sempre às segundas-feiras, de 19h30 às 21h30.

Para mais informações, acesse o site http://www.cepuerj.uerj.br ou ligue para 2587-7707.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Lançamento Exposição Grand Prix

 

 

A arte da velocidade

 
Série de quadros sobre a história do automobilismo será destaque durante campeonato nacional de GT3.
 
A largada para o campeonato automobilístico Telefônica Speedy GT3 Brasil será dada em 25 de abril, em São Paulo, no autódromo de Interlagos. Enquanto campeões como Emerson e Wilson Fittipaldi, Ingo Hoffmann e Chico Serra aceleram na pista, no paddock VIP poderá ser vista um pouco da história do automobilismo, em uma série de quadros do artista plástico Maramgoní.
 
A exposição Grand Prix faz um retrospecto mundial do esporte por meio de belas telas em acrílico, cujas imagens foram inspiradas em fotografias antigas, fornecidas por colecionadores. Assim, pinturas das 100 milhas de Indianápolis em 1910 até os dias atuais, como a intitulada Fórmula GT3, passando pela década de 50 com as Ferraris e Coopers do Grand Prix de Mônaco de 1958, poderão ser vistas.
 
Dez telas ao todo irão compor a exposição, que continuará nas etapas seguintes da GT3 (ver box), onde serão apresentadas sempre uma série inédita. O campeão de cada etapa receberá de presente uma tela, diretamente das mãos de seu criador.
 
Abertura
 
No evento de abertura da GT3, realizado para convidados na Daslu, em 14 de abril, as obras de Maramgoní chamaram a atenção dos presentes, entre eles pilotos como Wilson Fittipaldi, Chico Serra e o jornalista Reginaldo Leme. "O trabalho me impressionou demais, pela beleza em preto e branco e pelos detalhes", afirmou Fittipaldi, que já encomendou ao artista uma tela retratando o Copersucar, primeiro carro brasileiro a disputar uma prova de Fórmula 1, construído pela escuderia dos Fittipaldi na década de 70.
 
O trabalho de Maramgoní, que já havia presenteado o tricampeão de Stock Car Chico Serra com uma pintura de seu carro no início da temporada da Stock Car em 26 de março, no autódromo de Interlagos 
(
http://jornalnacional.globo.com/Telejornais/JN/0,,MUL1063124-10406,00.html )
,
também foi admirado por Reginaldo Leme, um dos principais nomes do jornalismo automobilístico do país: "Me atrai bastante o tema da São Paulo antiga retratada por Maramgoní, mas essas telas sobre o corridas me atingiram em cheio!", comentou ele.
 
"Esta série é uma idéia antiga. Me interesso por história de uma forma geral. Retrato a cidade de São Paulo do século XIX pela admiração que tenho por aquela época. E assim pensei em uma série sobre carros antigos, outra grande paixão minha", explicou ele, que nestas telas emprega o mesmo estilo daquelas sobre a São Paulo antiga – pinturas em preto e branco, com alguns elementos (como luzes) em cor (à exceção das telas dos dias atuais, coloridas).
 
As obras ficarão expostas na Daslu Homem até 23 de abril.
 

No final do ano, um livro com as telas expostas ao longo do campeonato GT3 – 80 ao todo – será publicado.

 

Exposição Grand Prix na Daslu Homem

Data: 15 a 23 de abril

Local: Avenida Chedid Jafet, 131 – Vila Olímpia – São Paulo/SP

 

Telefônica Speedy GT3 BRASIL - Calendário 2009

 

1ª e 2ª etapas: 25 e 26 de abril - São Paulo

3ª e 4ª etapas: 30 e 31 de maio - Curitiba

5ª e 6ª etapas: 27 e 28 de junho - São Paulo

7ª e 8ª etapas: 25 e 26 de julho - Londrina

9ª e 10ª etapas: 15 e 16 de agosto - São Paulo

11ª e 12ª etapas: 26 e 27 de setembro - Rio de Janeiro

13ª e 14ª etapas: 10 e 11 de outubro - Santa Cruz do Sul

15ª e 16ª etapas: 28 e 29 de novembro - São Paulo

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Inscrições abertas para o II Fórum Internacional Síndrome de Down

Com o tema “A construção de Identidade e a Relação com o Outro”, o II Fórum Internacional Síndrome de Down pretende se firmar como um espaço diferenciado para discussão de assuntos ligados à pessoa com deficiência intelectual. Além de inúmeros convidados nacionais, o evento receberá profissionais do Canadá, México, Itália, Espanha e Argentina, entre os dias 27 e 30 de maio, em Campinas. Educação, políticas públicas, trabalho e vida familiar estão entre os principais assuntos do Fórum, que buscará discutir melhores caminhos para uma efetiva inclusão social.

Uma exposição de Artes de Pessoas com Deficiência do Centro “Nina Haggerty”, do Canadá, abrirá o evento. Jovens com síndrome de Down e familiares terão participação ativa em painéis de entrevistas. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas via Internet, pelo e-mail forum@fsdown.org.br ou pelo site www.fsdown.org.br. O II Fórum Internacional Síndrome de Down é voltado a familiares e profissionais que atuam na área de educação e saúde, além de estudantes e demais interessados. O evento é organizado pela Fundação Síndrome de Down, que atua há 24 anos em Campinas. A idéia central é discutir a condição das pessoas com deficiência intelectual frente ao mundo contemporâneo. “

A Fundação passou por uma importante mudança de posicionamento, que resultou numa nova concepção sobre a pessoa com deficiência intelectual e o papel dos serviços a ela destinados. Hoje, a Fundação auxilia estas pessoas a desenvolverem-se com mais independência e autonomia”, afirma Luciana Mello, coordenadora.A Fundação oferece serviços terapêuticos nas áreas de fonoaudióloga, fisioterapia, terapia ocupacional e hidroterapia, além do suporte a etapa escolar, formação e inserção ao mercado de trabalho e lazer. Tais serviços contam com o apoio das áreas de psicologia e serviço social, que atuam de modo transversal na instituição.

Serviço
II Fórum Internacional Síndrome de Down – A Construção da Identidade e a Relação com o Outro
Data: 27 a 30 de maio de 2009
Local: Teatro Bentinho - Rua Luzitana, 1555 - Centro - Campinas-SP
Informações e inscrições: Pelo site – www.fsdown.org.brPor e-mail – forum@fsdown.org.br Telefone: (19) 3289-2818
Inscrições:Valor: R$ 200,00 Estudantes: R$ 100,00Instituição: 2 inscrições R$ 150,00/cada3 ou mais R$ 100,00/cada

sexta-feira, 10 de abril de 2009

JORNAIS X RELIGIÕES

JORNAIS X RELIGIÕES
(Autor: Antonio Brás Constante)

Jornais e religiões, tão diferentes e distantes, mas ao mesmo tempo tão próximos e similares. De um lado temos os jornais, que visam difundir a verdade através de seus veículos de comunicação. Mostram o mundo como realmente o mundo é (pelo menos é o que se espera deles). Estão sempre em busca de notícias, de furos de reportagem, tentando desvendar cada novo mistério que aparece, transformando-o em notícia. Rodam o mundo colhendo palavras e fatos para suas matérias e capas.

Do outro lado temos as religiões, tentando divulgar a verdade através de suas crenças. Mostram o outro mundo como acreditam que o outro mundo realmente é. Estão sempre em busca de milagres, de atos de fé, procurando espalhar cada novo fenômeno religioso que aparece como um mistério a ser adorado, fortalecendo as bases de seus ensinamentos. Rodam o mundo pregando a palavra de suas religiões.

Enquanto muitas pessoas utilizam a religião para confessar suas verdades e pecados sob juramento de que nada será divulgado, outros buscam os jornais para falar de verdades e pecados ocorridos, transformando-os em fatos, esperando que eles sejam divulgados para o maior número possível de pessoas.

Nas religiões o ser humano busca conhecer a um Deus que lhe mostre o caminho, que lhe proteja das maldades do mundo, que traga conforto para suas tristezas e lhe ajude em suas necessidades. Já nos jornais as pessoas buscam conhecer o mundo que as cerca, tomando ciência das maldades que acontecem e também dos atos de nobreza. Através de suas notícias pode-se encontrar o reconforto de saber que a justiça foi feita em determinados casos, ou ficar inconformado com as injustiças que ocorreram em outros tantos, que continuam sem solução. Diretamente a informação ali contida talvez não atenda as necessidades do leitor, mas mostra caminhos, abre oportunidades, esclarece, e até diverte, com variados textos, que entre seus assuntos fazem até analogias sobre jornais e religiões. A propósito, outros textos deste autor podem ser encontrados em: recantodasletras.uol.com.br/autores/abrasc

As pessoas costumam ir aos templos de sua preferência para ouvir alguma boa nova a respeito da fé que praticam. Algo que lhes prepare e estimule para servir a divindade que adoram. As religiões possuem dogmas que devem ser cumpridos para que seus seguidores sejam considerados verdadeiros fiéis.

Os jornais vão até as pessoas levando boas novas, assuntos gerais, e até muitas notícias ruins, deixando-as preparadas como cidadãos do mundo, indivíduos que poderão servir de forma produtiva a sociedade. Esses veículos de comunicação possuem matérias que cumprem um papel social, tornando os leitores, fiéis ao seu conteúdo informativo.

Enfim, no decorrer da história às religiões têm buscado divulgar suas verdades universais através de livros que consideram sagrados, e que se mantém inalterados através dos séculos, com a premissa de salvar almas através de um caminho de luz. Em contra partida encontramos o jornalismo, que divulga os fatos mundiais através de seus cadernos (política, esportes, ciência, etc), que são renovados todos os dias, pesquisando novas verdades, cujo objetivo principal é mostrar os muitos caminhos de luz e trevas que existem, deixando para cada um a decisão de escolher por onde querem seguir.

E-mail: abrasc@terra.com.br

Site: recantodasletras.uol.com.br/autores/abrasc

NOTA DO AUTOR: Divulgue este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos).

NOVA NOTA DO AUTOR (agora com muito mais conteúdo na nota): Caso queira receber os textos do escritor Antonio Brás Constante via e-mail, basta enviar uma mensagem para: abrasc@terra.com.br pedindo para incluí-lo na lista do autor. Caso você já os receba e não queira mais recebe-los, basta enviar uma mensagem pedindo sua retirada da lista. E por último, caso você receba os textos e queira continuar recebendo, só posso lhe dizer: "Também amo você! Valeu pela preferência".

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domingo, 5 de abril de 2009

Poesia

À P@rtes, nossa revista virtual
 
Poema do Trabalhador
 
(Afonso Monforte)
 
Senhor, ajuda-me, quero vencer
Eu sei que posso, é só querer
Com vontade e determinação
Com tua ajuda eu hei de poder
Não pensarei jamais em perder
Levarei avante esta decisão
 
Meu Senhor, que és meu pai
Sei, quem em ti confia, não cai
E minha fé em ti, que perdura
Diz que para frente é que se vai
E com o poder que de teu nome sai
Minha Vitória já está segura
 
  (Encaminhada por Nair Lúcia de Britto)                                    

CANHOTOS (OS DIREITOS DOS ESQUERDOS)

CANHOTOS (OS DIREITOS DOS ESQUERDOS)
(Autor: Antonio Brás Constante)

O mundo não foi feito para os canhotos, ou talvez, os canhotos não tenham sido feitos para este mundo. Basta olhar ao redor para notar que desde os relógios e violões até classes de universidades foram projetadas e criadas, em sua maioria, para os destros.

Alguns canhotos não conseguem escrever com a mão esquerda, mas este fenômeno tende a acontecer apenas com os que ainda são analfabetos. Em tempos mais remotos, a vida não era muito fácil para os usuários do lado esquerdo. Quem demonstrava predisposição em ser canhoto, tinha a mão esquerda amarrada e era obrigado a aprender a escrever com a direita (podendo sofrer sequelas). Outros eram queimados, por se achar que ser canhoto era um indício de bruxaria, ou de pacto com o demônio. Aliás, no próprio dicionário a expressão: “canhoto” é uma das formas de se referir ao diabo.

Não é á toa que as palavras: “esquerdo” e “canhoto”, dispõe em muitos casos de conotações pejorativas em seu uso, até pelo simples fato de serem o oposto do que é direito, já que o homem pode ser uma pessoa honesta, direita... Ou não. Se o dia está sendo péssimo, talvez seja porque a pessoa acordou com o pé esquerdo.

Mas em meio a tantos fatos ruins para esta turminha que pensa com a direita e por isso acaba usando a esquerda, tenho uma notícia boa. Li uma matéria publicada há algum tempo atrás (Revista ISTO É nº 1971 de 08.08.2007), onde dizia que foi descoberto um tal gene denominado LRRTM1 (talvez a razão deste amontoado de consoantes para expressar o nome do gene seja porque todos os nomes legais já tenham sido usados) causador da inversão de lados (direito e esquerdo) e que daria uma ligeira vantagem em algumas atividades para os canhotos, principalmente aquelas envolvendo a criatividade. Em contrapartida este gene também poderia levar a pessoa a ter doenças psicóticas, como a esquizofrenia, por exemplo. Ainda assim, a incidência destas doenças não é menor entre os destros, conforme também descrito no mesmo artigo.

De qualquer modo vale lembrar de alguns nomes de canhotos famosos (ou nem tanto), que entraram para história (ou ainda estão tentando), são eles: Barak Obama, Albert Eisten, Madona, Ayrton Senna, Tom Cruise, Angelina Jolie, Charlie Chaplin, Antonio Brás Constante (quem é esse cara?), Machado de Assis, Jimi Hendrix, Julia Roberts, Pablo Picasso, Milene Suzel Nepomoceno Piva, Michelangelo, Napoleão Bonaparte e Leonardo da Vinci, entre outros.

Nos dias de hoje, ao menos na arte da escrita informatizada, já não existem mais destros ou canhotos, pois as duas mãos dançam igualmente em cima do teclado. Enfim, independente do indivíduo ser destro ou canhoto, amarelo, rosado ou negro, baixo ou alto, religioso ou ateu, o que realmente deveria importar é o que fazemos de bom e útil com nossas mãos, com nosso corpo, com nossa mente e com nossa alma. Um abraço afetuoso não necessita de lado, pois sempre utiliza as duas mãos.

E-mail: abrasc@terra.com.br

Site: recantodasletras.uol.com.br/autores/abrasc

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sábado, 4 de abril de 2009

ANO DA FRANÇA NO BRASIL - SANTOS - BUNNER VIRTUAL


Roda Viva - segunda-feira, 6 de abril de 2009 às 22h10

 
Jairo Bouer
médico psiquiatra

Sexo, erotismo, drogas, violência, comportamento e educação. Problemas que preocupam autoridades, educadores, pais e filhos e discutir esses temas abertamente com a sociedade torna-se essencial.

O médico psiquiatra Jairo Bouer é referência quando o assunto é saúde e comportamento da juventude brasileira. Além da prática de consultório, ele tornou-se conhecido do público através dos meios de comunicação. Com colunas em jornais, blog, programas em TVs, rádios e internet, Jairo Bouer conversa há vários anos sobre temas que afligem a juventude numa linguagem que o jovem escuta e entende.

Formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Jairo Bouer fez residência em psiquiatria no Instituto de Psiquiatria da USP e voltou-se para a sexualidade a partir do seu trabalho no Projeto Sexualidade do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. Ele já publicou cerca de uma dezena de livros sobre sexualidade, adolescência, álcool, cigarro e drogas.

Na TV Cultura, em parceria com o Canal Futura, Jairo Bouer apresenta o programa "Ao Ponto".

Participam como convidados entrevistadores:
Fabiane Leite, repórter da editoria Vida & do jornal O Estado de São Paulo; Maria Helena Vilela, educadora sexual e diretora do Instituto Kaplan; Tatiana Schibuola, redatora chefe da revista Capricho; Ivan Martins, editor executivo da revista Época.
Twitters no estúdio: Bruna Calheiros, gerente de presença digital (http://twitter.com/baunilha) ; Guilherme Valadares, gerente de mídia social (http://twitter.com/papodehomem); Jeane Callegari, jornalista (http://twitter.com/jeannecallegari).
Fotógrafo convidado:Manuel Jr., analista de sistemas (http://www.flickr.com/photos/manoelbr).


Apresentação: Heródoto Barbeiro


Ao vivo, na Internet, a partir das 17:30.


O Roda Viva é apresentado às segundas a partir das 22h10.
Você pode assistir on-line acessando o site no horário do programa.
http://www.tvcultura.com.br/rodaviva

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Morre o acadêmico Crodoaldo Pavan

Faleceu na tarde desta sexta-feira (3), aos 89 anos, no Hospital Universitário (HU) da USP, em São Paulo, o biólogo e membro da Academia Paulista de Letras, Crodoaldo Pavan, devido a falência múltipla de órgãos e sistemas.

O velório será nesta sexta-feira, a partir das 18h30, no Anfiteatro Acadêmico do Instituto de Biociências da USP (Rua do Matão, Travessa 14, 321, Cidade Universitária, São Paulo). O enterro será no sábado, às 14 horas, no Cemitério Getsêmani (Praça da Ressurreição 1, Morumbi, São Paulo).

Crodoaldo Pavan nasceu em Campinas/SP, no dia 1 de dezembro de 1919. Foi casado com a Profª Dra. Maria de Lourdes de Oliveira Pavan. Formado em Biologia pela USP, especializou-se em Genética. Foi aluno e discípulo de André Dreyfus. Fez carreira universitária no Instituto de Biociências, chegando a Professor Titular. Em 1964, trabalhou dezoito meses e fundou um laboratório de Citogenética no laboratório Nacional de Oak Ridge-Tenessee, Estados Unidos. Em 1968 foi contratado como Profº Titular na Universidade do Texas, onde permaneceu sete anos.

Seus trabalhos principais são sobre Genética de População de Drosophilas Tropicais e Citogenética de Ciarídeos, um grupo de insetos encontrado no Brasil e por ele descoberto. Estudos feitos nesses insetos trouxeram novos conhecimentos de Citologia, Genética e Fisiologia Cromossômica.

 

domingo, 29 de março de 2009

TEXTUALMENTE PARANORMAL

TEXTUALMENTE PARANORMAL
(Autor: Antonio Brás Constante)

Todo escritor tem múltiplos universos, repletos de idéias dentro de si. Várias linhas de pensamentos atemporais que se conjuminam em curiosos contatos entre os seres saídos direto da ficção com os recônditos da mente de quem os escreve.

Foi numa dessas explosões de pensamentos e mundos que surgiu Odete. Uma dançarina francesa e desempregada do século XVIII, que ganhava a vida exercendo funções desinibidas, como um exercício de profissão em locais do baixo meretrício.

Apesar de ser francesa e eu brasileiro, graças a uma fusão textual e milagrosa, conseguimos nos entender perfeitamente. Ela gostava de falar, de narrar os episódios de sua vida, enquanto eu anotava tudo mentalmente (dentro do possível), já que Odete ficava fazendo cócegas no meu subconsciente com uma pontinha inexistente de seu dedão do pé.

Ela falou de todos os problemas que lhe atormentaram, bem como da felicidade em saber que eles já não existiam mais, pois o tempo (se passaram alguns séculos desde o seu ultimo e derradeiro suspiro), cura todas as chagas que a vida, sem aviso, abre em nossos corações.

De repente Odete se cala, me deixando seguir pensando sozinho a passos rápidos para uma ala desconhecida de minha consciência. Chegando lá, ela marca novamente sua presença através de meus sentidos, começando a dançar ao som de uma agitada rumba, cuja melodia até então eu desconhecia completamente.

Odete não demonstra qualquer preocupação com minhas dúvidas, partindo dali ao ritmo de seu próprio gingado. Outra vez me encontro sozinho entre o aqui e o ali. Entre a fantasia e a realidade. O reino da ficção é um ponto de parada com tamanho infinito e incerto. Porém, antes que minhas divagações pudessem ficar complexas demais para se escrever, ou profundas demais para se ler, Odete volta rodopiando com a leveza dos ventos da mais pura fantasia.

Ela chega como uma verdadeira cigana, pegando em minha mão e me puxando para cima de um tablado invisível, em total sintonia com o impossível. Mas, como até mesmo em textos estranhos nem sempre tudo são flores, sem o menor aviso o tempo fecha (traduzindo: um grande problema se aproxima com jeito de poucos amigos), o nome do problema tem o som de algo parecido com gergelim, Gengiskan ou gengivite. É o tipo de problema que gosta de chegar arrebentando tudo. Travando verdadeiras guerras mediúnicas, que causam seqüelas irreparáveis que repercutem até mesmo no mundo real (algo bem pior do que ficar com o cabelo despenteado).

Odete, percebendo o perigo, some em uma cortina de fumaça verde-esmeralda. Para evitar problemas eu sigo o exemplo dela (sem deixar qualquer rastro de fumacinha que possa me comprometer), encerrando o contato com os infinitos e múltiplos outros mundos, e abandonando à caneta que termina sozinha este texto, deslizando tranqüila sobre um papel timbrado com o símbolo extraído no âmago da retina de sua própria percepção e usando como tinta a imaginação...

E-mail: abrasc@terra.com.br

Site: recantodasletras.uol.com.br/autores/abrasc

NOTA DO AUTOR: Divulgue este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos).

NOVA NOTA DO AUTOR (agora com muito mais conteúdo na nota): Caso queira receber os textos do escritor Antonio Brás Constante via e-mail, basta enviar uma mensagem para: abrasc@terra.com.br pedindo para incluí-lo na lista do autor. Caso você já os receba e não queira mais recebe-los, basta enviar uma mensagem pedindo sua retirada da lista. E por último, caso você receba os textos e queira continuar recebendo, só posso lhe dizer: "Também amo você! Valeu pela preferência".

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sexta-feira, 27 de março de 2009

Governança corporativa: uma questão de sustentabilidade

 

 

Roberto Gonzalez *

 

Nenhuma empresa pode afirmar ter comunicação empresarial efetiva se não permite à sociedade ter acesso às informações relevantes de seu próprio desenvolvimento.

Desde os primórdios da Revolução Industrial, o tema gestão passou a ser obrigatório. Com a formação das primeiras grandes companhias industriais, a discussão sobre as melhores condições de trabalho cresceu.

A Guerra de Secessão dos Estados Unidos (1860-1864) teve um forte impacto nas relações humanas e nas estruturas empresariais agrárias e urbanas: o Norte, industrializado, necessitava de trabalhadores assalariados; o Sul, agrícola, contava com mão-de-obra basicamente escrava. Nessa região, por óbvias razões, não existia o debate sobre o papel econômico e social das fazendas ou 'empresas rurais'.

Enquanto isso, o Norte já discutia o papel social que as estradas de ferro e as indústrias poderiam desempenhar. Notou-se que os habitantes desses estados estavam mais expostos à educação e ao conhecimento. Podemos afirmar que foram as empresas que contribuíram para o desenvolvimento socioeconômico dessa região, mesmo que neste início poucos promovessem a valorização profissional dos trabalhadores.

A formação dos primeiros sindicatos, por sua vez, deu início ao debate sobre a qualidade de vida no trabalho, ainda que naquela época ninguém soubesse qual a real dimensão de questões como diminuição da jornada, direito à alimentação, benefícios e outros.

Quando os sindicatos se consolidaram, por volta da década de 1960, nos Estados Unidos e na Europa começaram a surgir com muita força as ONGs. Muitas foram criadas para cobrar das empresas boas relações com a comunidade, especialmente no que dizia respeito a questões socioambientais.

Na mesma época, em todo o mundo, começaram a surgir leis específicas, com o objetivo de regulamentar as relações entre empresas e a sociedade. O movimento ficou ainda mais forte nas décadas subseqüentes, quando também foram criadas diversas instituições de defesa dos interesses do consumidor.

Seguindo essa tendência, os investidores que inicialmente entregavam seus recursos, interessados unicamente no retorno financeiro e sem a preocupação de como a empresa atuaria para atingir esse objetivo, começaram a alterar suas posturas.

Tornou-se óbvio para todos que organizações com péssimas relações trabalhistas apresentavam um passivo enorme, menor produtividade e baixa motivação, o que refletia negativamente nos resultados operacionais. Além disso, empresas que poluíam o meio ambiente comprometiam o resultado financeiro da organização, graças às autuações dos órgãos reguladores e à própria atitude dos clientes.

Assim nasce o conceito de governança corporativa, em que as relações de uma empresa com todos os seus públicos estratégicos são fundamentais para a execução de uma boa gestão. Essas idéias foram compiladas no final do século XX.

Em 1992, o Cadbury Committee desenvolveu o primeiro código de orientação das relações entre acionistas e gestores de empresas: The Cadbury Report. Podemos dizer que esse foi o primeiro código de governança corporativa.

A Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) elaborou, em 1997, o Código das Melhores Práticas de Governança Corporativa, com ênfase nas relações da empresa com seus stakeholders.

Desde então, o debate sobre Governança Corporativa só cresceu. E no momento da crise atual amplia-se a discussão sobre estas práticas, além de uma forte reflexão relacionada à agilidade de tomada de decisões que este momento necessita.

No Brasil, em 1995, foi fundado o Instituto Brasileiro de Conselho de Administração (IBCA) mudando, dois anos depois, para Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC). Começava o debate no Brasil sobre governança corporativa – praticamente no mesmo instante que nas nações mais industrializadas.

Em 1999, o IBGC apresenta o primeiro código de melhores práticas de governança corporativa brasileiro, focado unicamente no conselho de administração.

Um grande momento no Brasil foi em 2007 quando a agenda do IBGC foi dedicada a debater a sustentabilidade na visão da governança corporativa e a convergência dos conceitos. O que traz uma reflexão: é possível praticas a governança corporativa sem ser sustentável? Ou ser sustentável sem praticar a governança? Minha reflexão parou na seguinte idéia: não importa se o biscoito vende mais porque é fresquinho ou se é fresquinho porque vende mais. Nessa analogia, o importante é que, ao mesmo tempo, o biscoito seja fresquinho e venda mais. Ou seja, que haja sustentabilidade e governança simultaneamente.

Toda empresa pode ter boas práticas de governança corporativa se adotar procedimentos de transparência, como parte de um sistema estratégico e integrado de comunicação, de forma a facilitar a oferta de informações aos públicos estratégicos. As organizações devem prestar contas de uma forma ágil, eficiente e respeitosa. Ainda, devem não só cumprir à risca toda a estafante legislação nacional, mas também os mais exigentes dispositivos de regulamentação internacionais.

As empresas que desejarem dar um salto de qualidade e cumprir os quatro princípios básicos da governança corporativa – transparência, equidade, prestação de contas e responsabilidade corporativa – devem, com a máxima prioridade, implantar modelos de gestão e programas de comunicação empresarial que poderão garantir a efetividade dos esforços.

 

* Roberto Sousa Gonzalez é professor da Trevisan Escola de Negócios, diretor de estratégia de sustentabilidade da The Media Group membro do Conselho do Fundo Ethical da Santander Asset Management.

Email: roberto@mediagroup.com.br

 

A base deste artigo foi extraída do texto publicado pelo autor no livro "Ética na vida das empresas".

Governança corporativa: uma questão de sustentabilidade

 

 

Roberto Gonzalez *

 

Nenhuma empresa pode afirmar ter comunicação empresarial efetiva se não permite à sociedade ter acesso às informações relevantes de seu próprio desenvolvimento.

Desde os primórdios da Revolução Industrial, o tema gestão passou a ser obrigatório. Com a formação das primeiras grandes companhias industriais, a discussão sobre as melhores condições de trabalho cresceu.

A Guerra de Secessão dos Estados Unidos (1860-1864) teve um forte impacto nas relações humanas e nas estruturas empresariais agrárias e urbanas: o Norte, industrializado, necessitava de trabalhadores assalariados; o Sul, agrícola, contava com mão-de-obra basicamente escrava. Nessa região, por óbvias razões, não existia o debate sobre o papel econômico e social das fazendas ou 'empresas rurais'.

Enquanto isso, o Norte já discutia o papel social que as estradas de ferro e as indústrias poderiam desempenhar. Notou-se que os habitantes desses estados estavam mais expostos à educação e ao conhecimento. Podemos afirmar que foram as empresas que contribuíram para o desenvolvimento socioeconômico dessa região, mesmo que neste início poucos promovessem a valorização profissional dos trabalhadores.

A formação dos primeiros sindicatos, por sua vez, deu início ao debate sobre a qualidade de vida no trabalho, ainda que naquela época ninguém soubesse qual a real dimensão de questões como diminuição da jornada, direito à alimentação, benefícios e outros.

Quando os sindicatos se consolidaram, por volta da década de 1960, nos Estados Unidos e na Europa começaram a surgir com muita força as ONGs. Muitas foram criadas para cobrar das empresas boas relações com a comunidade, especialmente no que dizia respeito a questões socioambientais.

Na mesma época, em todo o mundo, começaram a surgir leis específicas, com o objetivo de regulamentar as relações entre empresas e a sociedade. O movimento ficou ainda mais forte nas décadas subseqüentes, quando também foram criadas diversas instituições de defesa dos interesses do consumidor.

Seguindo essa tendência, os investidores que inicialmente entregavam seus recursos, interessados unicamente no retorno financeiro e sem a preocupação de como a empresa atuaria para atingir esse objetivo, começaram a alterar suas posturas.

Tornou-se óbvio para todos que organizações com péssimas relações trabalhistas apresentavam um passivo enorme, menor produtividade e baixa motivação, o que refletia negativamente nos resultados operacionais. Além disso, empresas que poluíam o meio ambiente comprometiam o resultado financeiro da organização, graças às autuações dos órgãos reguladores e à própria atitude dos clientes.

Assim nasce o conceito de governança corporativa, em que as relações de uma empresa com todos os seus públicos estratégicos são fundamentais para a execução de uma boa gestão. Essas idéias foram compiladas no final do século XX.

Em 1992, o Cadbury Committee desenvolveu o primeiro código de orientação das relações entre acionistas e gestores de empresas: The Cadbury Report. Podemos dizer que esse foi o primeiro código de governança corporativa.

A Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) elaborou, em 1997, o Código das Melhores Práticas de Governança Corporativa, com ênfase nas relações da empresa com seus stakeholders.

Desde então, o debate sobre Governança Corporativa só cresceu. E no momento da crise atual amplia-se a discussão sobre estas práticas, além de uma forte reflexão relacionada à agilidade de tomada de decisões que este momento necessita.

No Brasil, em 1995, foi fundado o Instituto Brasileiro de Conselho de Administração (IBCA) mudando, dois anos depois, para Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC). Começava o debate no Brasil sobre governança corporativa – praticamente no mesmo instante que nas nações mais industrializadas.

Em 1999, o IBGC apresenta o primeiro código de melhores práticas de governança corporativa brasileiro, focado unicamente no conselho de administração.

Um grande momento no Brasil foi em 2007 quando a agenda do IBGC foi dedicada a debater a sustentabilidade na visão da governança corporativa e a convergência dos conceitos. O que traz uma reflexão: é possível praticas a governança corporativa sem ser sustentável? Ou ser sustentável sem praticar a governança? Minha reflexão parou na seguinte idéia: não importa se o biscoito vende mais porque é fresquinho ou se é fresquinho porque vende mais. Nessa analogia, o importante é que, ao mesmo tempo, o biscoito seja fresquinho e venda mais. Ou seja, que haja sustentabilidade e governança simultaneamente.

Toda empresa pode ter boas práticas de governança corporativa se adotar procedimentos de transparência, como parte de um sistema estratégico e integrado de comunicação, de forma a facilitar a oferta de informações aos públicos estratégicos. As organizações devem prestar contas de uma forma ágil, eficiente e respeitosa. Ainda, devem não só cumprir à risca toda a estafante legislação nacional, mas também os mais exigentes dispositivos de regulamentação internacionais.

As empresas que desejarem dar um salto de qualidade e cumprir os quatro princípios básicos da governança corporativa – transparência, equidade, prestação de contas e responsabilidade corporativa – devem, com a máxima prioridade, implantar modelos de gestão e programas de comunicação empresarial que poderão garantir a efetividade dos esforços.

 

* Roberto Sousa Gonzalez é professor da Trevisan Escola de Negócios, diretor de estratégia de sustentabilidade da The Media Group membro do Conselho do Fundo Ethical da Santander Asset Management.

Email: roberto@mediagroup.com.br

 

A base deste artigo foi extraída do texto publicado pelo autor no livro "Ética na vida das empresas".

Portal Pró-Menino lança 'ECA Comentado'

 
Novo serviço virtual traz os artigos do Estatuto da Criança e do Adolescente comentados por especialistas para que a correta interpretação esteja ao alcance do maior número de pessoas

 

 

São Paulo, 26 de março de 2009 – O Portal Pró-Menino (www.promenino.org.br), da Fundação Telefônica, acaba de estrear a ferramenta 'ECA Comentado', que traz interpretações de especialistas de diferentes áreas para cada artigo do Estatuto. Oded Grajew, Ruth Rocha, Paulo Freire, Pedro Dallari, Dom Helder Câmara e Antônio Carlos Gomes da Costa são alguns dos autores dos comentários publicados.

 

Com o intuito de ampliar o número de pessoas que entendam o ECA, o novo serviço do Portal Pró-Menino disponibiliza, online, o conteúdo do livro O Estatuto da Criança e do Adolescente Comentado, coordenado por Munir Curi, jurista e escritor especializado em direitos da infância e juventude. Além disso, a nova ferramenta 'ECA Comentado' traz comentários de outros parceiros do Portal, como o Instituto Latino-Americano das Nações Unidas para Prevenção do Delito e Tratamento do Delinqüente (Ilanud).

 

Essa é mais uma das ferramentas do Portal Pró-Menino, que visa contribuir para a garantia dos direitos das crianças e dos adolescentes por meio da correta aplicação do ECA. Estatísticas atualizadas, fóruns de discussões, glossário, colaboração periódica de colunistas especialistas em infância e juventude são alguns dos serviços também oferecidos pelo Portal para que qualquer cidadão não só conheça, mas consiga colocar o ECA em prática no dia-a-dia.

 

Sobre a Fundação Telefônica

 

Criada em 1999 com o objetivo de coordenar o investimento social do Grupo Telefônica no Brasil, a Fundação Telefônica completa 10 anos de atuação no País. Nesse período, mais de 5 milhões de pessoas foram beneficiadas direta ou indiretamente com os projetos de desenvolvimento social, que tem como eixos centrais a consolidação dos direitos das crianças e dos adolescentes e a melhoria da qualidade da educação pública. Hoje, seus principais programas são EducaRede e Pró-Menino. A Fundação Telefônica mantém ainda os projetos Memória Telefônica e Voluntários Telefônica.

 

 

quarta-feira, 25 de março de 2009

Edital Pontos de Cultura de Santa Catarina

Encerra-se na próxima semana, no dia 31 de março, o prazo para inscrições no Edital Pontos de Cultura de Santa Catarina. Confira as informações no folder eletrônico anexo. Outras informações nos sites www.cultura.gov.br , www.fcc.sc.gov.br e www.sol.sc.gov.br.

(Representação Regional Sul do Ministério da Cultura)


Reflexões sobre a crise

Pedro Lessi*

Abstrato ou concreto? O trabalho é angustiante ou sonhador? Como se anticrer em situações de arcaísmos?

O trabalho em época de crise é para os bons de ideias, de tarefas, sem preguiça. O economista americano Benjamin Crawford disse que o pacote novaiorquino tinha 25 dádivas aos emblemáticos políticos "All American". Duelo que acontece naquele país introverte no nosso? Abstratismos que só se realizam de forma inóspita na concretude das demissões. Em época de crise, as ideias precisam florescer para que possamos desvelar o pessimismo, em primeiro lugar, mas tecnologia de informação, venda de informações, estudo, leitura, para se ter ideia. A venda de ideias é mais entusiasmante. O cenário jurídico entra em declínio a partir do momento em que o operador do direito não tiver especialidade de inovar. O problema de nossa cultura jurídica foi e sempre será a nossa subserviência. Você ganha com a crise? Não, eu ganho com a inovação. Se você tem a possibilidade de inverter que a rede de Fast Foods Star Bucks crie uma "line" de mescla de copo que lhe rende em royalties, 0,01 por mescla seja do que for vendido, você tem que florescer. Nosso país também não é dado marcas e patentes num nível mediano.

Se nos parece que a ideia sempre leva à elitização, o que é um erro, portanto, sob esse ponto de vista, a crise é séria. Sob o ponto de vista da crise em si, o cenário jurídico concreto de demissões, vociferações dos direitos é lamentável, pois vem de setores aonde a inovação morreu. As empresas têm que inovar e repensar seu papel de responsabilidade social. Terceiro setor, terceiras forças para repensar seu principal papel no globo que não é o lucro, social geradora do lucro, o resultado. Quanto aos consumidores, à primeira vista, para ser a orientação da cautela a melhor, mas sem o "pique pique" de Ubirajara Martins de Souza com compras certas, seja à vista (a melhor) ou a prazo, dependendo das condições impostas para o mercado.

Quanto à flexibilização de relações trabalhistas ela é tão necessária quanto a inovação. Não se pode mais pensar como o Lula, que o pobre tem que ter três refeições à mesa, o pobre tem que ter educação geradora dessas três refeições. As CGT, CUT e força sindical apenas servem de latifúndio a pontos que ganhem com tais movimentos. Os fechamentos das atividades ou das admissões são um "tiro-no-pé", fazendo com que o demissionário continue na sua mecanização de cultura, sem pensar, sem inovar, sem enfrentar o mercado.

* Pedro Lessi: Sócio-títular de Lessi & Advogados Associados. Formado em Direito pela Universidade Católica de Santos em 1986. Fundou o Lessi e Advogados Associados. Especializou-se em Direito Civil e Processual Civil. Lecionou na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Além de atuar no Lessi e Advogados Associados, em 2004 fundou o Instituto Brasileiro de Defesa dos Lojistas de Shopping (Idelos). É especialista em Direito Civil, Família, Tributário e Imobiliário, áreas que está à disposição para conceder entrevista.


Reflexões sobre a crise

Pedro Lessi*

Abstrato ou concreto? O trabalho é angustiante ou sonhador? Como se anticrer em situações de arcaísmos?

O trabalho em época de crise é para os bons de ideias, de tarefas, sem preguiça. O economista americano Benjamin Crawford disse que o pacote novaiorquino tinha 25 dádivas aos emblemáticos políticos "All American". Duelo que acontece naquele país introverte no nosso? Abstratismos que só se realizam de forma inóspita na concretude das demissões. Em época de crise, as ideias precisam florescer para que possamos desvelar o pessimismo, em primeiro lugar, mas tecnologia de informação, venda de informações, estudo, leitura, para se ter ideia. A venda de ideias é mais entusiasmante. O cenário jurídico entra em declínio a partir do momento em que o operador do direito não tiver especialidade de inovar. O problema de nossa cultura jurídica foi e sempre será a nossa subserviência. Você ganha com a crise? Não, eu ganho com a inovação. Se você tem a possibilidade de inverter que a rede de Fast Foods Star Bucks crie uma "line" de mescla de copo que lhe rende em royalties, 0,01 por mescla seja do que for vendido, você tem que florescer. Nosso país também não é dado marcas e patentes num nível mediano.

Se nos parece que a ideia sempre leva à elitização, o que é um erro, portanto, sob esse ponto de vista, a crise é séria. Sob o ponto de vista da crise em si, o cenário jurídico concreto de demissões, vociferações dos direitos é lamentável, pois vem de setores aonde a inovação morreu. As empresas têm que inovar e repensar seu papel de responsabilidade social. Terceiro setor, terceiras forças para repensar seu principal papel no globo que não é o lucro, social geradora do lucro, o resultado. Quanto aos consumidores, à primeira vista, para ser a orientação da cautela a melhor, mas sem o "pique pique" de Ubirajara Martins de Souza com compras certas, seja à vista (a melhor) ou a prazo, dependendo das condições impostas para o mercado.

Quanto à flexibilização de relações trabalhistas ela é tão necessária quanto a inovação. Não se pode mais pensar como o Lula, que o pobre tem que ter três refeições à mesa, o pobre tem que ter educação geradora dessas três refeições. As CGT, CUT e força sindical apenas servem de latifúndio a pontos que ganhem com tais movimentos. Os fechamentos das atividades ou das admissões são um "tiro-no-pé", fazendo com que o demissionário continue na sua mecanização de cultura, sem pensar, sem inovar, sem enfrentar o mercado.

* Pedro Lessi: Sócio-títular de Lessi & Advogados Associados. Formado em Direito pela Universidade Católica de Santos em 1986. Fundou o Lessi e Advogados Associados. Especializou-se em Direito Civil e Processual Civil. Lecionou na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Além de atuar no Lessi e Advogados Associados, em 2004 fundou o Instituto Brasileiro de Defesa dos Lojistas de Shopping (Idelos). É especialista em Direito Civil, Família, Tributário e Imobiliário, áreas que está à disposição para conceder entrevista.

PUC-SP oferece curso "Comunicação Interna na Era da Cibercultura"

Com uma abordagem sociocultural inovadora, o curso proporciona a oportunidade de uma revisão completa da concepção das práticas de comunicação entre capital e trabalho a partir de uma reflexão crítica sobre situações típicas da cibercultura

O conceito de comunicação interna é comumente usado no contexto das organizações empresariais para designar o conjunto de políticas e processos de troca de informação entre diretoria e funcionários, tendo como crença a idéia de que essas relações sociais estão circunscritas em um ambiente delimitado pelo território geográfico e pela configuração física e estável das empresas. Dessa forma, tal conceito pressupõe a existência de uma fronteira separando o ambiente interno da empresa de um ambiente externo a ela, e essa demarcação do espaço é tomada como referência para a ordenação das relações estabelecidas pelas organizações com grupos sociais de interesse.

Entretanto, no contexto contemporâneo é imprescindível considerar as influências da tecnologia digital sobre o modo de vida em sociedade e, por extensão, nas organizações empresariais. São visíveis as transformações culturais decorrentes da superação do espaço, em seu conceito geográfico, e da reconfiguração do tempo, em seu sentido cronológico. A mudança da representação desses dois vetores transformou o modo de vida em fluxo contínuo de informações e imagens, abolindo as fronteiras que tradicionalmente delimitavam as esferas do trabalho e do tempo livre. Por esta razão, cabe refletir sobre as conseqüências que a dinâmica cultural do capitalismo avançado produziu para o conceito da comunicação interna, uma vez que este compõe o ambiente em que se processam as mediações sociais.

Com uma abordagem sociocultural inovadora, o curso "Comunicação Interna na Era da Cibercultura", oferecido pela PUC-SP por intermédio de sua Coordenadoria Geral de Especialização, Aperfeiçoamento e Extensão (COGEAE), proporciona a oportunidade de uma revisão completa da concepção das práticas de comunicação entre capital e trabalho a partir de uma reflexão crítica sobre situações típicas da cibercultura. Os participantes poderão atualizar os conceitos que orientam as políticas e os processos de comunicação interna, repensando seus repertórios teóricos e suas práticas profissionais. 
 
O programa apóia-se nas teorias sobre o capitalismo avançado, a cibercultura e a comunicação organizacional. Com base nesses três eixos, serão discutidos os pontos de tensão entre o contexto contemporâneo e o modelo predominante de comunicação interna nas organizações empresariais, que ainda atuam referenciadas na idéia do território físico da produção, desconsiderando as mudanças sociais que ocorrem no contexto da cibercultura.

Dirigido a profissionais, pós-graduandos e graduandos nas áreas de Relações Públicas, Jornalismo, Filosofia, Sociologia, Antropologia, Ciências Políticas, História, Psicologia, Letras, Artes e Pedagogia, o curso tem início em 01 de Abril e aulas sempre as quartas-feiras, das 19 às 22h30 no campus Marquês de Paranaguá – Unidade COGEAE Caio Prado, que fica na Rua Caio Prado, 102 – Consolação – São Paulo.

 

Mais informações e inscrições: (11) 3124-9600, www.pucsp.br/cogeae e infocogeae@pucsp.br

 

Primeiro-cavalheiro e ministros do Suriname integram missão em busca de conhecimentos para alimentar seu povo

  Comitiva conheceu tecnologias da Embrapa Cerrados que levaram ao desenvolvimento da agricultura tropical. Foto: Alexandre Veloso A visita ...