terça-feira, 7 de março de 2017

A LIÇÃO DO CAFÉ_Claudia Ivanike



A   LIÇÃO    DO    CAFÉ

 
 Diariamente somos agentes ativos ou passivos na comunicação:

Quando falamos, agimos como ativos. Quando ouvimos, somos passivos.

Tais relações, marcam sensivelmente as nossas experiências definidas pelas emoções.

É preciso cuidado com as palavras ao nos dirigirmos ao próximo.

Algumas vezes estamos mais predispostos à brincadeiras que podem ser levadas à sério pelo outro e o resultado pode ser um grande desentendimento.

Como eu disse, as palavras marcam as nossas emoções!

Num rápido conto, se encontra o caso da moça recém-casada, que todas as manhãs, acordava feliz e ia logo providenciar o café.

Aroma de café fresquinho, quentinho, passado na hora, é algo que se alastra ao redor.

Para a moça, aquela atividade era simples. Um hábito que herdara dos pais. Isso era rotina e não via nada de exuberante, que fosse capaz de causar algum impacto na vizinhança... mas causava!

Certa vez, uma pessoa que frequentava a sua casa, fez um comentário, até certo ponto maldoso, dizendo que o café estava ruim. A moça, ficou sem jeito.

A ocasião se repetiu, e novamente a visita disse que o café não estava bom. Mais uma vez, a moça não sabia o que fazer, pois acreditava ter feito o café na medida certa.

Para arrematar, as visitas eram frequentes e nada de um elogio sequer na hora do cafezinho...

No registro das emoções, começou a observar que até os de casa já não saboreavam com apetite.

Muito jovem e boa de coração, a moça acreditou na visita e decidiu que nunca mais faria café!

Em parte, problema resolvido!

Não tinha mais visita, pois a mesma vinha guiada pelo aroma do café.

Sem visita, sem comentários indesejados.

O café passadinho com o coador foi substituído por chás, achocolatados e pelos solúveis com preparo no ato do consumo.

Anos passaram até que uma circunstância muito especial colocou a moça, ora já mulher, em confronto com a seguinte proposição:

Preparar o café para as pessoas do trabalho, ou ignorar e deixar todos com fome?...

O tempo passou, mas apesar do péssimo sentimento nos afetos culinários, a mulher continuava bondosa, e assim, foi para a cozinha.

Em dez minutos, o café já era percebido por todos, com aquele cheirinho gostoso de bom dia!

Depois disso,  o café retornou à mesa do casal também.

Com esse pequeno conto, percebemos o quanto podemos ser atingidos pelas opiniões dos outros, ou ao inverso...

Há quem diga que não se importa com o alheio... Vai que é mesmo de não se importar, mas mesmo assim, esquivar-se com sabedoria é sempre uma grande dica!




 Pela consciência do nosso comportamento,
e ao lado de uma térmica
cheia de café que
tem sabor do café de pescador
herdado dos meus pais:)

BOM DIA!

***
CAFÉ DE PESCADOR = Feito cedinho... logo ao acordar.


***Bem cedo = antes de sair para a pesca.




Nenhum comentário:

Postar um comentário

MEC vistoria obras de expansão do Campus Zona Leste da Unifesp

  Comitiva do Ministério da Educação acompanha andamento das intervenções do Instituto das Cidades, no Campus Zona Leste da Unifesp, em São ...