quinta-feira, 16 de outubro de 2025

Dia da agricultura: como a pesquisa científica transformou o Cerrado em referência mundial de produtividade e sustentabilidade

 

José Roberto Rodrigues Peres

Pesquisador da Embrapa Cerrados

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O Dia da Agricultura, comemorado em 17 de outubro, ganha significado especial em 2025, ano em que a Embrapa Cerrados celebra 50 anos de contribuições à ciência e ao desenvolvimento do país. Nesse período, a instituição foi protagonista de uma das maiores transformações do campo brasileiro: a conversão do Cerrado em referência mundial de produtividade, sustentabilidade e inovação agrícola.

Na década de 1970, o Brasil tomou uma decisão que mudaria para sempre o rumo de sua agricultura. O governo federal definiu que o Cerrado, até então considerado uma região de solos pobres e improdutivos, seria a nova fronteira agrícola do País. Essa estratégia foi consolidada pelo II Plano Nacional de Desenvolvimento (1975–1979), que estabeleceu a agricultura como eixo estratégico do crescimento econômico, com a missão de alimentar a população, fornecer matérias-primas para indústrias e gerar divisas por meio do fortalecimento das exportações.

Dentro desse plano, foi criado o Programa de Desenvolvimento dos Cerrados (Polocentro), com o objetivo de modernizar as atividades agropecuárias do Centro-Oeste e do oeste de Minas Gerais. Essa iniciativa impulsionou a criação, em 1975, do Centro de Pesquisa Agropecuária dos Cerrados (CPAC) — atual Embrapa Cerrados —, responsável por desenvolver as tecnologias que tornaram possível a ocupação racional e produtiva dessa imensa região.

Com 207 milhões de hectares, o Cerrado é o segundo maior bioma brasileiro e detém a segunda maior biodiversidade do planeta. É conhecido como o “Berço das Águas do Brasil”, por abrigar as nascentes que alimentam oito das doze grandes bacias hidrográficas do País, entre elas as do Amazonas, do São Francisco e do Paraná-Paraguai. Produzir alimentos com preservação ambiental nesse monumental bioma era, portanto, ao mesmo tempo, um desafio e uma grande responsabilidade.

De solo pobre a produção pujante

Até os anos 1970, o Cerrado era considerado uma região inóspita, de baixa aptidão para o cultivo. Seus solos ácidos e pobres em nutrientes, aliados a um regime climático rigoroso, impunham sérias limitações à agricultura. Sua economia regional baseava-se na pecuária extensiva, no arroz de sequeiro e na extração de madeira e carvão vegetal.

Foi nesse contexto que nasceu a Embrapa Cerrados, unindo esforços de cientistas, extensionistas e produtores. O resultado foi uma verdadeira revolução: a ciência passou a atuar de forma decisiva para adaptar solos, plantas e sistemas produtivos às condições tropicais. Hoje, o bioma responde por mais da metade da produção nacional de grãos, carnes, leite, fibras e bioenergia, consolidando-se como um dos maiores polos agropecuários do planeta.

Entre 1975 e 1995, a Embrapa Cerrados estruturou uma base científica sólida para o uso racional dos recursos naturais, com pesquisas voltadas à avaliação dos recursos do bioma, à reconstrução dos solos e ao desenvolvimento de sistemas produtivos adaptados às condições edafoclimáticas.

O desenvolvimento de tecnologias de correção de solo (como o uso de calcário e gesso agrícola), adubação eficiente, manejo de nutrientes e valorização da matéria orgânica revolucionou o equilíbrio entre produção e conservação. A Fixação Biológica de Nitrogênio, com estirpes de rizóbios adaptadas, é outro marco: substituindo fertilizantes nitrogenados, ela gera economias bilionárias — reduzindo custos agrícolas em cerca de dezessete bilhões de dólares por ano.

Essas inovações, somadas ao melhoramento genético vegetal e animal, foram decisivas para “tropicalizar” culturas como soja, milho, algodão, café, frutas e trigo, permitindo que prosperassem em áreas antes improdutivas e consolidando o domínio da Agricultura Tropical.

Na década de 1990, a Embrapa Cerrados diversificou ainda mais a base produtiva regional, introduzindo cultivos alternativos como cevada, girassol, amendoim, maracujá, quinoa, amaranto, etc. Também desenvolveu cultivares adaptadas, otimizou sistemas de irrigação e viabilizou o uso racional da água em culturas como café, trigo e frutas, entre outras culturas.

Outro marco para a agricultura no Brasil e protagonizado pela Embrapa Cerrados foi a criação, em 1995, do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC): ele orienta o melhor período de plantio para cada cultura, reduz perdas e aumenta a produtividade. O resultado? O país economiza milhões de reais em seguros agrícolas.

Biodiversidade: riqueza e alimento

As mais de 6.700 espécies de plantas nativas do Cerrado vêm sendo estudadas há décadas pela Embrapa Cerrados, em pesquisas que resgatam o conhecimento tradicional e transformam essa riqueza natural em oportunidades econômicas e ambientais. Espécies como pequi, baru, cagaita e araticum tornaram-se símbolos dessa nova economia baseada na biodiversidade.

Os estudos de conservação e manejo da biodiversidade do bioma e das Matas de Galeria uniram ciência e participação comunitária, ajudando a preservar nascentes, restaurar áreas degradadas e valorizar o conhecimento local, mostrando que desenvolvimento e conservação podem caminhar juntos.

Nas décadas de 1990 e 2000, a Embrapa Cerrados e seus parceiros tiveram papel decisivo na adaptação e expansão do plantio direto nos sistemas de produção. Com o uso de plantas de cobertura adaptadas, os pesquisadores viabilizaram a manutenção da palhada e o aumento dos estoques de carbono no solo.

Esses avanços abriram caminho para uma abordagem mais sistêmica, com o desenvolvimento de tecnologias voltadas a sistemas integrados de produção, em especial a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), que promove o uso intensivo e sustentável da terra, combinando grãos, forragem, carne e árvores no mesmo espaço. Os resultados impressionam: até 12 toneladas de grãos por hectare e 12 arrobas de carne produzidas de forma sustentável.

O resultado é uma agricultura tropical moderna, produtiva e ambientalmente responsável, que gera renda, conserva recursos naturais e contribui para a mitigação das mudanças climáticas.

Agricultura familiar bem-sucedida

A Embrapa Cerrados também atua fortemente na agricultura familiar e no desenvolvimento rural sustentável. Projetos desenvolvidos em Silvânia (GO) e Unaí (MG) mostraram que o conhecimento técnico, aliado à organização comunitária, transforma realidades. Em Silvânia, por exemplo, mais de 600 famílias se organizaram em associações, elevando a produtividade do arroz em mais de 200% e a produção de leite em 40%.

A agroecologia e a produção orgânica deixaram de ser apenas nichos de mercado, tornando-se estratégias consolidadas de desenvolvimento sustentável para o Cerrado, integrando ciência, inovação tecnológica, valorização dos agricultores familiares e respeito à biodiversidade.

Outro trabalho inovador é o resgate de sementes tradicionais em comunidades indígenas, que devolve autonomia alimentar e cultural a povos que quase perderam suas variedades originais de milho, mandioca e batata-doce.

Modelo para o mundo

O bioma que um dia foi considerado “impróprio para a agricultura” é hoje uma das principais fontes de alimentos, bioenergia e biodiversidade do planeta. O desafio atual é continuar crescendo com equilíbrio: produzir mais, conservar melhor e garantir que o Cerrado siga sendo o coração produtivo e ecológico do Brasil.

Ao longo de 50 anos, a Embrapa Cerrados mostrou que o conhecimento científico é a base para um futuro sustentável. Graças ao trabalho de centenas de pesquisadores e à cooperação com universidades, produtores e instituições internacionais, o Cerrado tornou-se um laboratório vivo de inovação agrícola e um modelo para o mundo.

terça-feira, 14 de outubro de 2025

Feira Vegana JMA promove edição especial de Halloween no dia 26

 


No dia 26 de outubro (domingo), o Encontro Vegano promove a Feira Vegana JMA, edição especial de Halloween. O evento ocorre com entrada gratuita, na Rua Joaquim Távora, 605, Vila Mariana, das 12h às 19h. Nesta edição, os visitantes e expositores podem participar com fantasias criativas e trajes que combinem com o tema "Gostosuras ou Travessuras".

A feira oferece uma ampla área de alimentação 100% vegana com salgados, doces, hambúrgueres, diversas opções de refeições, hortifruti orgânico e outras delícias livres de ingredientes de origem animal. Além disso, oferece a infraestrutura da feira inclui: equipe de segurança, socorristas com ambulância, limpeza em todos os ambientes, mesas para refeições no local, climatização, música ambiente, degustações em diversos stands e área equipada com acessibilidade.

Ao entrar no salão central há uma verdadeira imersão ao Veganismo, onde o visitante pode conversar com os expositores, autores de livros, ativistas e conhecer mais sobre os produtos cruelty-free (sem crueldade animal), como roupas, calçados, artesanatos, cosméticos, acessórios, itens para decoração, higiene, papelaria, literatura, produtos para pets e o trabalho de ONGs empenhadas pela proteção animal e sustentabilidade.

A organização da feira reserva um espaço para receber doação de rações, jornais e tampinhas para os cuidados com cães idosos e animais resgatados. Na área externa também haverá uma ação especial para adoção responsável de cães.

Sobre o Encontro Vegano JMA

O Encontro Vegano JMA começou como um evento entre amigos para custear o tratamento da gata Marie, resgatada após ser atropelada em uma avenida da cidade de São Paulo. Após 11 anos, já aconteceram mais de 120 edições da feira vegana para reforçar o legado deixado pela Marie e o compromisso da organização em lutar pela libertação animal de toda exploração humana, bem como contribuir com o fortalecimento de pequenas empresas veganas.


 

Feira Vegana JMA, edição especial de Halloween

Quando: 26/10/2025 (domingo)

Horário: das 12h às 19h

Local: Rua Joaquim Távora, 605 — Vila Mariana — São Paulo

Instagram: @encontrovegano

Mais informações: contato@encontrovegano.com.br

WhatsApp: (11) 99656-4844

ENTRADA FRANCA E ATIVIDADES GRATUITAS

Confira as atrações do Seafood Show Latin America 2025


 

Começa na próxima semana um dos mais importantes eventos do setor de pescado da América Latina

 

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Começa na próxima semana o Seafood Show Latin America 2025, um dos maiores e mais importantes eventos do setor de pescados e frutos do mar da América Latina, que acontece entre os dias 21 e 23 de outubro (terça a quinta), no Distrito Anhembi, na capital paulista.

 

No ano passado, o evento recebeu 4 mil profissionais qualificados, participação de 24 estados brasileiros e 18 países, além de visitantes internacionais e mais de 100 marcas expositoras. Os números fortalecem o objetivo dessa grande arena de negócios dedicada a promover o consumo de pescado e reunir os principais representantes dos elos do processamento e comercialização de peixes, moluscos e crustáceos de toda a Região.

 

ATRAÇÕES IMPERDÍVEIS

 

·         Painel organizado pela Associação Brasileira da Gastronomia Japonesa (ABGJ) reunirá chefs e especialistas para discutir a aplicação dos pescados na culinária Nikkei e em outras vertentes da gastronomia japonesa;

·         4ª edição do concurso “Os Melhores Peixeiros do Brasil”, com a participação dos melhores talentos do país, valorizando o trabalho de peixeiras e peixeiros;

 

Concurso Sushi_Seafood

 

·         Campeonato Brasileiro de Sushi que chega à segunda edição trazendo o talento e a criatividade dos melhores sushimen do país demonstrando toda habilidade, técnicas precisas e inovação na arte do sushi;

·         Disputa Fish Burger: promovida pela Chefs Brasil, o hambúrguer de peixe ganha protagonismo nessa disputa inédita da Seafood Show Latin America. Enquanto o mercado gourmet explora novas proteínas e formatos, o peixe ganha espaço nas cozinhas profissionais — e agora chega às grelhas da competição mais saborosa da feira.

·         Prêmio Seafood Innovation Show destaca empresas e projetos com inovações em tecnologias, processos e práticas sustentáveis na indústria de pescado.

·         Seafood Service Show, arena gastronômica com palestras e demonstrações culinárias, com curadoria da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel).

 

 

Seafood Show Latin America

Data: 21 a 23 de outubro

Horário: das 13h às 20h

Local: Distrito Anhembi (Av. Olavo Fontoura, 1209, Santana, São Paulo/SP)

Ingressos: seafoodshow.com.br (somente para profissionais do setor)

 

sexta-feira, 10 de outubro de 2025

Campos experimentais e laboratórios da Apta Regional ao alcance da sociedade com a 4ª edição do “Apta Portas Abertas”

 


O Apta Portas Abertas está chegando e promete uma experiência ímpar para toda a sociedade! Uma oportunidade imperdível de explorar o fascinante universo das pesquisas agropecuárias, de forma interativa e super divertida. Na Apta Regional, o evento ocorrerá no dia 17 de outubro, em cinco fazendas – Itapetininga, Pariquera-Açu, São Roque, Andradina e Pindamonhangaba.
 

Para saber mais sobre a pesquisa agropecuária e como seus resultados estão presentes na alimentação do dia a dia e até mesmo como alguns produtos estão inseridos em seu vestuário, os Institutos de Pesquisa da Apta (Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios), vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de SP, abrem suas portas para a população conhecer um pouco mais do que realizam nos laboratórios, em campos experimentais e nas instalações para pesquisa em diversas fazendas do Estado.
 

Em cada unidade, os pesquisadores e técnicos estarão presentes para receber os visitantes e mostrar as diversas pesquisas desenvolvidas.

Na Apta Regional de São Roque serão abordadas as pesquisas sobre Produção Orgânica e Agroecologia.
 

Já na Apta Regional de Pariquera-Açu, os pesquisadores estarão com ações das cadeias produtivas do Vale do Ribeira, que incluem banana, cacau, café canéfora e criação de lambari. Os pesquisadores vão mostrar como é feita a colheita de banana e pupunha, com direito a experimentar essas delícias fresquinhas.
 

Ao mesmo tempo, na Apta Regional de Itapetininga ocorrerão visitas nas áreas de pesquisas com sojas regenerativas, exposições e abordagens sobre as potencialidades das patentes Rabixoo4tag e Tereoil.

Na fazenda da Apta Regional de Andradina as atividades serão sobre as pesquisas com mandioca e clones de manga, Educação Ambiental, ações sobre Sistemas Integrados de Produção, trabalhos com Bioinsumos e produção de Nelore Mocho.

E em outra fazenda, na Apta Regional de Pindamonhangaba, os pesquisadores estarão com ações das cadeias produtivas do Vale do Paraíba, o que inclui a Bovinocultura Leiteira. Os pesquisadores vão mostrar como é feita toda a produção leiteira, desde a ordenha das vacas, o processo de silagem de milho, a alimentação e o manejo dos bezerros e um passeio pela unidade mostrando as pesquisas científicas com o gado de leite. Por fim, será servido um café da Comevap, com queijos, manteigas, leite, entre outros produtos.

“Esse evento especial da Apta, preparando espaços que destacam as pesquisas e as tecnologias desenvolvidas nas fazendas, são muito importantes para integrarem a sociedade sobre tudo que fazemos e que está no cotidiano de cada pessoa”, destaca Daniel Gomes, coordenador da Apta Regional.
 

Venha se divertir nesse mundo dos cientistas enquanto aprende sobre o agronegócio paulista!
 

Apta Portas Abertas

Apta Portas Abertas é uma iniciativa da Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (Apta) que busca aproximar a população das instituições de pesquisas da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. As unidades participantes incluem o Instituto Agronômico (IAC), Instituto Biológico (IB), Instituto de Pesca (IP), Instituto de Economia Agrícola (IEA), Instituto de Zootecnia (IZ), Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) e a Apta Regional. Consulte a programação completa neste link.

Sobre a Apta Regional

A APTA Regional, Instituição de Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo – ICTESP – é uma das sete instituições de pesquisa da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA). São 18 Unidades Regionais de Pesquisa e Desenvolvimento no estado de São Paulo, nas áreas de agronomia, zootecnia, pesca continental, sanidade vegetal, sanidade animal, agregação de valor em produtos de origem animal e vegetal, sistemas integrados de produção e segurança alimentar. Considerada o maior hub descentralizado de pesquisa do agronegócio, com soluções tecnológicas aplicadas na agricultura e na pecuária paulista, focadas nas peculiaridades locais e regionais, atendendo as necessidades das cadeias produtivas do agro.
 

Por Lisley Silvério (MTb. 26.194)

quinta-feira, 9 de outubro de 2025

Estácio promove mais uma edição da maior feira virtual de empregos e estágios do Brasil

 

Com a estimativa de 1 milhão de oportunidades que serão disponibilizadas por 72 horas ininterruptas, a iniciativa proporcionará uma experiência completa de empregabilidade

 

Pelo nono ano consecutivo, o evento trará gratuitamente as últimas tendências do mercado de trabalho e contará com a participação de grandes empresas

Um dos maiores eventos de empregabilidade do Brasil está de volta! A 9ª Edição da Feira Virtual de Estágios e Empregos da Estácio, que acontecerá de 21 a 23 de outubro, tem expectativa de disponibilizar 1 milhão de oportunidades de trabalho, entre estágios e vagas efetivas, proporcionando gratuitamente o acesso ao mercado de trabalho para estudantes e profissionais em busca de novas chances. Durante 72 horas de programação ininterrupta, a feira promete uma experiência completa de empregabilidade, que une aprendizado, networking e oportunidades reais de inserção no mercado de trabalho — tudo em um formato online, inclusivo e acessível. Os interessados poderão se inscrever por meio do link.

 

“Nesta edição, a cada dia traremos um tema central, especialmente pensado para dialogar com os jovens talentos. Abordaremos as Tendências do Mercado, Carreira & Empreendedorismo e Futuro do Trabalho, para que todos aproveitem os conteúdos de forma estratégica e construam caminhos mais sólidos para o futuro profissional”, afirma Débora Freitas, gerente nacional de Carreiras da Estácio.

 

Além de contribuir para que milhares de pessoas potencializem suas carreiras e conquistem uma vaga no mercado de trabalho, a programação oferecerá 9 palestras, ações de orientação de carreira, oficinas, workshops, espaços de empreendedores, e oportunidades de contato com profissionais de RH das empresas participantes, além de uma área dedicada a pessoas com deficiência (PCDs) e neurodivergentes. Entre as organizações participantes estão: Instituto Yduqs, L'Oreal, Santander, Ecovias, Adobe, Avanade, Academia do Universitário, CIEE, Power Up Games, entre outras, que oferecerão vagas desde a modalidade de estágio e trainee até cargos de liderança.

 

Todo o ambiente virtual, que dispõe de recursos de acessibilidade, permitirá que os participantes acessem a feira de celulares, notebooks ou desktops, a qualquer hora e de qualquer lugar. A feira será organizada por setores, contando com Lobby; Pavilhão de Empresas, com 15 estandes virtuais de diversas organizações; Painéis de Vagas, com diversas oportunidades — presenciais, remotas e híbridas —; Auditório, onde serão realizados eventos e palestras; Você é o Seu Negócio, iniciativa que conectará empreendedores o Soft Game, que vai trabalhar o engajamento dos participantes; além dos espaços Inclui+ e HUB Carreiras. O público também conhecerá as iniciativas do Instituto Yduqs, entre elas o Programa de Alfabetização e Letramento de Jovens e Adultos, que que abrirá vagas para as turmas de 2026 ainda em outubro.

 

"Buscamos oferecer muito mais do que oportunidades de estágio e emprego, queremos promover o desenvolvimento dos participantes, proporcionando um espaço de aprendizado com informações que vão desde a elaboração de currículos até estratégias para entrevistas e a forma de otimizar perfis no LinkedIn. Esperamos fortalecer as habilidades profissionais e preparar milhares de participantes para os desafios do mercado atual”, complementa Débora.

 

Novas gerações transformam o mercado de trabalho

 

O mercado de trabalho está em constante evolução e deve passar por mudanças significativas com a chegada das novas gerações. De acordo com o relatório global da Deloitte, seis em cada dez integrantes da Geração Z acreditam ter poder de motivar mudanças dentro das organizações. No entanto, apenas 6% têm como objetivo alcançar cargos de liderança sênior. A Geração Z se destaca pela busca de empresas que ofereçam aprendizado e desenvolvimento profissional. São jovens participativos, que querem ser ouvidos e desejam contribuir em projetos de impacto social.

 

Serviço:
O quê: 9ª Edição da Feira Virtual de Estágios e Empregos da Estácio
Quando: De 21 a 23 de outubro, durante 72 horas ininterruptas

Onde: Evento virtual

Inscrições gratuitasSite

Estudantes do Colégio Santa Marcelina São Paulo desenvolvem jogo de tabuleiro para ensinar educação financeira

 

- Denominado “Jornada do Milhão”, o jogo estimula os participantes a tomarem decisões financeiras estratégicas, planejando orçamentos e gerenciando despesas mensais.

- Projeto vem ao encontro da necessidade de alfabetização financeira observada atualmente no Brasil.

educação financeira continua sendo um fator preocupante na sociedade brasileira. De acordo com o levantamento do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA), divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), 45% dos brasileiros de 15 anos têm baixo desempenho na alfabetização financeira. Outra pesquisa, realizada pela Onze, fintech de Saúde Financeira e Previdência Privada do Brasil, indicou que 47% dos brasileiros não conseguem organizar o próprio orçamento.

Tendo em vista esse cenário, um grupo de quatro estudantes mulheres do Colégio Santa Marcelina São Paulo desenvolveu um jogo de tabuleiro que tem por objetivo ensinar educação financeira a crianças e jovens de forma lúdica. Denominado “Jornada do Milhão”, os participantes tomam decisões financeiras estratégicas, planejando orçamentos e gerenciando despesas mensais.

De acordo com o Professor de Matemática do Colégio Santa Marcelina São Paulo, Nilton Silveira Domingues, essa abordagem incentiva uma inteligência financeira aprimorada. “A maioria dos brasileiros vive numa situação de inadimplência e muito disso se deve à falta de acesso à educação financeira desde a infância. Nesse sentido, o jogo é uma forma lúdica de divertir enquanto dissemina conceitos de gestão consciente e saudável do dinheiro”, explica. 

O conceito 

O processo criativo dos estudantes se iniciou ainda na sala de aula, de forma teórica, com pesquisas sobre educação financeira no Brasil pela disciplina Gestão Econômica e Social – GES, ministrada juntamente com o professor Paulo Silvaem que foi possível levantar dados sobre endividamento e falta de acesso ao tema, o que motivou o desenvolvimento do projeto.

“Inicialmente foram elaborados o design e dinâmica do jogo, além de realizados os testes de materiais, escolha das cores mais adequadas aos públicos-alvo e definições gráficas para a produção, como forma de equilibrar preço e qualidade. Durante o processo, também surgiram desafios que levaram as estudantes a entender as complexidades do mercado, como precificação, fornecedores e logística”, conta Domingues.

A validação do jogo se deu durante uma feira científica realizada no Colégio em que crianças e pais puderam jogar e fornecer feedbacks positivos. Nesse contexto, o professor explica que toda a iniciativa permitiu que o grupo entendesse tudo o que envolve a criação de um novo produto no mercado, ampliando os horizontes da educação financeira para além da gestão familiar. “O jogo virou mais que um trabalho escolar, mostrou que a gestão dos recursos pode ser divertida e transformadora, especialmente para as novas gerações", enfatiza.

Dinâmica do jogo

A “Jornada do Milhão” consiste em um jogo de tabuleiro circular com 30 casas, em que cada casa representa um dia do mês. No início do jogo, cada jogador recebe quatro cartas, que são relativas à moradia (custos como aluguel ou condomínio), família (número de dependentes e despesas), transporte (gastos com transporte público ou carro próprio) e profissão (salário variável conforme a carreira).

Durante a partida, os jogadores lidam com imprevistos financeiros como aniversários, emergências médicas e viagens, enquanto gerenciam seus orçamentos. Além disso, podem optar por apoios como investimentos e seguros, que protegem contra gastos inesperados, ou ainda se deparar com cartas de "sorte ou revés", com eventos aleatórios que podem impactar as finanças.

“Cada carta de profissão, moradia ou família cria um cenário único. É possível jogar várias vezes e ter experiências diferentes, exatamente como na vida real”, explica Giovana Vieira Servare, estudante do 2º ano do Ensino Médio, uma das responsáveis pelo desenvolvimento do projeto.

Após a apresentação do trabalho para a comunidade escolar, as jovens receberam incentivos para dar continuidade ao trabalho, de modo a realizar alguns ajustes fornecidos pelos jogadores, visando uma produção mais ampla para atividades no âmbito escolar e familiar. As estudantes também pretendem aprimorar o jogo para dispositivos eletrônicos, tais como aplicativos de celulares.

Sobre o Santa Marcelina

O Instituto Internacional das Irmãs de Santa Marcelina foi fundado em 1838 por Monsenhor Luigi Biraghi, com o auxílio de Marina Videmari, em Milão, na Itália. Dedicada à educação, à saúde e à assistência social, a Congregação difundiu-se globalmente a partir da instituição de colégios, hospitais e obras sociais. 

Atualmente, presente em 8 países, espalhados por 3 continentes, e em 17 municípios e 9 estados brasileiros, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Tocantins, o Instituto segue com a missão de levar adiante, com empenho e entusiasmo, a educação, a formação, a cura e a construção do ser humano íntegro e da sociedade. Tudo isso alinhado a uma metodologia inovadora de aprendizagem, que, por sua vez, está alinhada às principais tendências do mercado educacional.

Da Intuição à Inteligência: A Gestão Pecuária 2.0

 


Oberdan Pandolfi Ermita*

 

A pecuária brasileira foi construída com suor, dedicação e muito trabalho. Esse setor, que carrega orgulho e tradição, busca manter seu legado para as próximas gerações. Mas o mundo está mudando — e se digitalizando — e o produtor percebe e gostaria de acompanhar essas transformações. Em termos de gestão, existe uma lacuna entre o que a tecnologia vem permitindo e o que é acessível para a maioria dos pecuaristas. 

 

É nesse cenário que a Inteligência Artificial (IA) se apresenta como uma verdadeira revolução da gestão de manejo da pecuária. Assim como as fintechs simplificaram a vida financeira, a ferramenta está simplificando a vida do produtor rural. A chave é a democratização da gestão, utilizando a Inteligência Artificial (IA) para tornar o processo intuitivo e, principalmente, acessível. A grande ‘sacada’ é que a tecnologia se adapta ao ‘jeitão’ do produtor e não o contrário. Em vez de exigir mudanças drásticas na rotina, utiliza-se uma ferramenta que já faz parte do dia a dia de todos: o WhatsApp.

 

Ao permitir que o produtor registre seus manejos e observações de forma simples e direta pelo WhatsApp, a plataforma remove a barreira de entrada da complexidade. A IA, então, entra em ação, organizando, interpretando e transformando essa massa de dados brutos em informações claras e úteis. O que antes era um cálculo complexo, restrito a consultores caros, agora se torna um painel de indicadores fácil de entender, disponível na palma da mão.

 

O que se observa nos pastos e currais cada vez mais é que o pecuarista no Brasil de hoje tem procurado se conectar ao máximo. Ele também tem se profissionalizado muito mais que em outras fases. Os criadores ao que se tem notícia nunca ficaram tão atentos a tantas exigências que o mercado tem feito. As fazendas definitivamente se tornaram negócios que estão de olho o tempo todo especialmente na sua rentabilidade e desempenho.

 

A imprensa especializada em agro calcula que neste ano, com o apoio da procura internacional juntamente com as novas tecnologias, o Valor Bruto de Produção deve apresentar um aumento de 21,5%. Foi constatado também que no caso da pecuária premium, ela já se consolidou como segmento de mercado, com base em seus diferenciais em técnicas de maturação (que procuram melhor sabor, mais maciez e a suculência na carne) e também dos adventos das novas tecnologias de informação.

 

Nos Estados Unidos as perspectivas são que essa nova tecnologia tende a evoluir bastante na gestão da pecuária nos EUA nos próximos anos. O site ASD Reports Premium Market Research publicou que o mercado global de inteligência artificial (IA) na pecuária de precisão atingiu US$ 2,23 bilhões em 2024 e deve atingir US$ 19,87 bilhões até 2032, crescendo com um CAGR (Compound Annual Growth Rate) ou Taxa de Crescimento Anual Composta de 15,39%, durante o período previsto de 2025-2032. 

 

Esta taxa computa o crescimento médio de um valor (por exemplo, receita, mercado, investimento) ao longo de vários anos, considerando o efeito dos juros compostos. Assim sendo, a invernada ou engorda ‘inteligente’ – intensiva ou extensiva – fica cada vez mais apetitosa no campo.

 

 

 

*Oberdan Pandolfi Ermita é economista pela Universidade Federal do Espírito Santo, produtor rural e dirigente cooperativista. Possui MBA em Gestão Financeira de Cooperativas de Crédito pela Fundação Getúlio Vargas e é doutorando em Economia Aplicada pela Universidade de Madrid. Atuou como professor de graduação e pós-graduação, e também foi consultor em projetos econômicos. Atualmente é presidente do Conselho de Administração na Sicoob Credip. É um dos precursores da IABOIhttps://iaboi.com.br/ ), tecnologia de IA por WhatsAPP para a pecuária bovina. 

 

Embrapa participa de debates, mostra tecnologias e lança publicações na Agrotins

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