Foto: Marcel de Paula/Governo do Tocantins

A Embrapa Pesca e Aquicultura recebeu, nesta sexta-feira (12), o prêmio de estande mais sustentável da Agrotins 2026 na categoria estandes institucionais, concurso promovido pela Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Tocantins (Semarh). A premiação foi entregue em cerimônia realizada na sede da Secretaria, em Palmas/TO, e reconhece o conjunto de práticas ambientais, sociais e econômicas adotadas pela Unidade durante a feira.
O chefe-geral da Embrapa Pesca e Aquicultura, Roberto Flores, representou a instituição na cerimônia. Segundo ele, o resultado reflete o trabalho conjunto de diferentes áreas do centro de pesquisa. "Essa vitória é simbólica do trabalho em conjunto da equipe, porque envolveu o administrativo, o Comitê de Sustentabilidade, os pesquisadores que têm projetos ligados à sustentabilidade e a comunicação”, afirma.
Flores pontuou ainda que o prêmio se conecta à missão institucional da empresa. "Não foram só ações pontuais do estande, como o uso de materiais de forma correta ou a separação do lixo, mas ele foi reflexo de alguns projetos que a gente tem na Unidade, projetos de pesquisa, projetos de inovação e de transferência de tecnologia, que consideram também a parte ambiental e fazem uma dobradinha muito interessante com a parte produtiva", disse.
Na ocasião, Flores convidou o secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Marcello Lelis, para uma visita à Embrapa Pesca e Aquicultura para participar do plantio de árvores que integra o compromisso da Unidade de neutralizar as emissões de carbono geradas durante a Agrotins 2026. Segundo relatório elaborado pela Otimus Engenheiros Associados, o estande emitiu 3,62 toneladas de gás carbônico equivalente ao longo do evento. Para compensar esse volume, são necessárias 28 árvores, das quais 19 ainda serão plantadas pela Embrapa até 2027.
O secretário Marcello Lelis elogiou o compromisso da Embrapa com a neutralização das emissões de carbono e sugeriu que a iniciativa possa inspirar critérios futuros do prêmio Estande Sustentável. "Quem sabe isso não passe a ser um pré-requisito para quem disputa as primeiras colocações: o compromisso de neutralizar as emissões do estande, como a Embrapa está fazendo", avaliou. Lelis também confirmou presença no plantio das árvores que integram a ação de compensação ambiental da Unidade.
A engenheira ambiental da Semarh, Thaisa Abreu, que acompanhou a comissão avaliadora, destacou o engajamento da equipe da Embrapa durante a visita técnica. "A recepção e o engajamento da equipe da Embrapa foi um diferencial em relação a todos os estandes. A Embrapa alcançou o primeiro lugar não só pelos requisitos que cumpriu, mas também pelo engajamento da equipe, que surpreendeu a todo mundo", afirmou.
Da pesquisa à gestão: sustentabilidade como prática cotidiana
A secretária executiva do Comitê Local de Sustentabilidade, Glauce Magalhães Gonçalves, destacou que a premiação reconhece as iniciativas do Comitê, que muitas vezes permanecem nos bastidores. "É um trabalho que as pessoas nem sempre veem, mas que é fundamental para o funcionamento da Unidade, envolvendo desde licenças e outorgas até ações de gestão ambiental", afirmou.
Segundo Glauce, o planejamento das ações para a Agrotins foi realizado em parceria com a Otimus, com foco no gerenciamento e na destinação adequada dos resíduos gerados. Entre as iniciativas que mais chamaram a atenção dos visitantes, ela destacou a compostagem. "As pessoas enxergam a possibilidade de aplicar isso em casa, no bairro ou na propriedade rural, com retorno ambiental real. Foi um dos grandes destaques do nosso estande", disse. Para ela, o reconhecimento deve impulsionar novas ações de sustentabilidade dentro do centro de pesquisa.
Durante os cinco dias de feira, a Embrapa Pesca e Aquicultura adotou uma série de medidas alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), entre elas o monitoramento das emissões de carbono, a coleta seletiva, a compostagem de resíduos orgânicos e a utilização de um estande construído com contêineres modulares reutilizáveis.
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Aos ministros surinamenses, foi apresentada a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, tecnologia que permite, no Brasil, a produção de até quatro safras em uma mesma área – grãos da safra principal e da safrinha, pastagem para criação animal e madeira, além de serviços ambientais, como sequestro de carbono. “Essa pode ser uma opção para o Suriname, que tem cerca de 93% de seu território coberto por floresta tropical, aliando um melhor aproveitamento dos recursos naturais e uma produção com sustentabilidade”, afirma o chefe-geral da Embrapa Cerrados, Jorge Enoch.
No dia 28 de maio, uma missão técnica do governo de Moçambique conheceu detalhes das pesquisas sobre consórcio de cana-de-açúcar e milho, mitigação de gases de efeito estufa em sistemas agrícolas, intensificação sustentável e diversificação de espécies arbóreas em sistemas integrados.
Ainda em maio, representantes da organização de pesquisa agropecuária Rural Development Administration (RDA) da Coreia do Sul e de empresas de insumos agrícolas estiveram na Embrapa Cerrados. Segundo o diretor-geral da RDA, So-il Kim, os principais interesse do grupo são bioinsumos, sistemas integrados (ILPF) e manejo de pragas em grandes culturas.