segunda-feira, 25 de maio de 2026

A Tolice e a Ignorância criam muitas Superstições Loucas

 


O amor da escola à TIS inventa muitos problemas insolúveis

O Pesquisador da Ciência do Ler, Ricardo Hecker Luz – PhD em Linguística, ‘descobre’ o ler inicial e fácil com o todo da palavra. Ele garante que o amor da escola e do professor à TIS (a soma infeliz e triste da Tolice com a Ignorância e a Superstição) cria confusões insolúveis para muitas crianças iletradas. As tradições loucas de ensinar a leitura com a escrita e com os nomes das letras não faz sentido algum. É confundir efeito e causa o tempo inteiro em sala de aula. A soma dos nomes exige um manipular mental complexo.

Lição 1 [b]=/’bê/ Lição 2 [a]=/’a/ Lição 3 [b+a]=/’ba/

Essa alucinação confunde leitura com escrita. E exige muito da criança em muitas coisas complexas, difíceis e nada inteligíveis. Em primeiro lugar, há uma mutação cerebral imperceptível e bem difícil de se obter no letramento. O nome falado da letra se transformaria nos fonemas dos grafemas. O fixo vira móvel. O invariável vira variável. E se obriga a criança ‘apagar’ o fone /ê/ na Lição 3. Nem todos serão capazes dessas ações ‘mágicas’. E o erro doido da escola e do professor será transferido só para os alunos.

O ensinar sem saber algum ignora a essência objetiva do ler e da leitura e provoca delírios insanos, como decodificar o que nunca é codificado antes. O voltar sem ir. E muitas crianças frequentam todo o ano escolar e são incapazes de ler uma única palavra e o nome que aprendem a escrever. E os professores e as escolas têm a covardia de acusar as vítimas inocentes por seus ‘crimes doidos e irracionais’. E as crianças iletradas serão as únicas responsáveis pelos erros infinitos e incorrigíveis de professoras e professores.

Eles obrigam as crianças a somar letras e a montarpalavras e sílabas’ para ler. E nunca ensinam a leitura do todo e com uma palavra montada e pronta, como [bola] [Ravi] e [Maria Clara]. E inserir o ensino da escrita antes da leitura é não compreender nada de muito pouco. Os professores e as professoras só repetem as tradições da Tolice, da Ignorância e da Superstição – a TIS. E as autoridades políticas não se interessam em corrigir tais erros. Ricardo Hecker Luz alerta os políticos desde 2007 e nada ocorre.

Se o sistema funciona com a maioria, pensam os ‘gênios’ com a ignorância e a tolice, os problemas de aprendizagem só podem estar na criança. Nunca na escola, no professor ou no método de ensino. A confusão entre escrita e leitura ocorre o tempo todo em aula. E, pior, eles nunca olham para isso e para os seus erros crassos em tudo. E acusam as crianças por erros didáticos desta confusão inaceitável entre escrita e leitura. E muitas crianças vão fracassar na leitura em 2026 e nunca haverá lição didática distinta.

E elas vão receber ‘tudo igualzinho mais uma vez’. O mesmo se dará em 2027 e em 2028. E os professores não sabem auxiliar um pouco os que não aprendem nada do ler e da leitura com as letras isoladas e soltas. A maioria das crianças, insiste Luz, se torna letrada ou quase letrada com o alfabeto. Os professores, a escola, os cientistas e as autoridades não sabem explicar o sucesso da maioria que ‘aprende’ tudo da leitura com a escrita. E, com isso, falham com milhares de crianças que não se tornam letradas.

Mais Informações www.abc100abc.com

Praia do Rosa, 24 de Maio de 2026.

Valores da maçã praticados no atacado seguem em baixa nas Ceasas monitoradas pela Conab

 


Preços praticados no atacado tiveram redução de 8,06%; alface voltou a apresentar recuo, com média ponderada inferior em 5,94% 

Os preços da maçã seguem em queda nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) brasileiras. Na média ponderada do mês de abril, a fruta ficou 8,06% mais barata no atacado, como mostra o 5º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta sexta-feira (22). O levantamento também aponta queda de 5,94% para a média ponderada dos valores praticados para a alface, que vinham em ascensão desde novembro, e leve redução de 0,98% para a laranja, mantendo a tendência dos meses anteriores.

O aumento da oferta da maçã nas Ceasas monitoradas pela Companhia, impulsionado pelo avanço na colheita da variedade fuji, explica a dinâmica de preços, que chegaram a ficar 35% mais baratos em Goiás. Para a laranja, os menores valores foram apurados em Pernambuco (-6,79%) e no Paraná (-5,73%). Já o maior incremento no preço da fruta foi observado no estado do Rio de Janeiro (6,07%), o que não impactou a estabilidade na média do preço nos últimos meses. 

O mamão e a banana apresentaram leves acréscimos na média ponderada do mês de abril. Para o mamão, o crescimento na média dos preços foi de 0,56%. A pesquisa aponta menor oferta da variedade papaya nas principais regiões produtoras do país. Para a banana, o aumento foi de 1,97%. Em termos percentuais, a movimentação positiva nos preços é inferior à do último mês. Nas praças de Minas Gerais, principal fornecedor, a oferta da variedade prata cresceu devido ao aquecimento da demanda e à melhoria no escoamento.

Entre as frutas analisadas, a melancia demonstrou maior variação percentual positiva, atingindo valores 24,36% mais altos na média ponderada, alavancada pela diminuição da oferta. Os maiores incrementos foram verificados nas Ceasas de Recife (45%) e Goiânia (44%). No estado goiano, embora os envios das regiões produtoras tenham crescido, a demanda também ficou aquecida.

Hortaliças – Com exceção da alface, os preços das principais hortaliças comercializadas nas unidades de abastecimento das capitais brasileiras cresceram. De acordo com o Boletim, a menor disponibilidade de oferta contribuiu para esse cenário. Para a alface, a Conab identificou maiores quedas na média ponderada no Rio de Janeiro (-19,11%) e em São Paulo (-18,32%), maior produtor nacional. Já a maior elevação foi observada na central de Recife, correspondendo a 48,89%. Além da disponibilidade, a variação nos preços do vegetal está ligada às condições climáticas e à oferta local do produto. Em abril, as temperaturas mais amenas favoreceram a produtividade e a qualidade da hortaliça.

A batata e o tomate apresentaram acréscimo de 12,53% e 12,55%, respectivamente, na média ponderada dos preços. No mercado do tubérculo, que está aquecido desde fevereiro, os maiores incrementos nos valores praticados foram apurados nas Ceasas de Curitiba (25,77%) e Goiânia (25,12%). A transição de safras e a redução da oferta, especialmente para a produção proveniente do Paraná, explicam a dinâmica de valores mensurados no atacado. Para o tomate, que segue em valorização desde dezembro, os preços cotados chegaram a ficar 23,66% superiores no Ceará. No panorama geral, a menor oferta do fruto em abril tem interferência do clima e da transição da safra de verão para a de inverno.

A cebola apresentou crescimento em todas as Ceasas analisadas pela Companhia, com média ponderada equivalente a 23,03%. Apesar de se manter em alta, o percentual teve redução em comparação ao mês anterior. Conforme o levantamento da Companhia, a disponibilidade do produto no mercado deve aumentar nos próximos meses. Responsável pela maior parte do abastecimento do país, Santa Catarina registrou produção 13,1% superior em relação à última safra.

Dentre as hortaliças analisadas, a cenoura foi a que manteve a alta mais expressiva, com média ponderada 48,58% superior. O valor é inferior ao verificado no mês de março, mas ainda segue elevado em todas as Ceasas monitoradas. Destaque para Belo Horizonte, com alta de 59,62%, e Vitória, com 59,30%. A oferta da raiz tem sido impactada pela pressão da demanda sobre Minas Gerais, maior fornecedor às Ceasas.

Exportações –  O volume das exportações brasileiras cresceu 12% em comparação ao primeiro quadrimestre de 2025, com faturamento de U$S 532,3 milhões. No mês de abril, o país enviou 456 mil toneladas ao exterior, tendo como destino principal os países europeus, asiáticos e os Estados Unidos. O destaque foi para as frutas, especialmente maçã, seguida por melão, manga, melancia, abacate e banana.

Destaques – Nesta edição do Boletim, a seção traz informações sobre a contribuição da Conab e das Ceasas para a mitigação dos efeitos da inflação nos alimentos. 

As informações completas sobre preços e comercialização praticados em março nas principais Centrais de Abastecimento brasileiras estão reunidas no 5º Boletim Prohort. A análise mensal contempla os produtos com maior representatividade nas Centrais de Abastecimento (Ceasas) e maior peso no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Mais informações para a imprensa:

Porto do Rio de Janeiro passa a receber navios de até 366 metros após ampliação do canal

 

Obra contou com investimentos do Novo PAC e permite operação de embarcações do tipo New Panamax

 

Primeiro navio a atracar no porto, o porta-contêineres MSC Katrina tem 366 metros de comprimento, 48,4 metros de largura e capacidade para transportar 14.131 TEUs - Foto: Divulgação/Porto do Rio de Janeiro
 

O Porto do Rio de Janeiro (RJ) passou a integrar o grupo de portos brasileiros aptos a receber embarcações da classe New Panamax, que está entre as maiores da navegação comercial mundial. O marco foi alcançado após a conclusão das obras de dragagem e modernização do canal de acesso ao porto, realizadas com investimentos do governo federal, por meio do Novo PAC, e da Autoridade Portuária PortosRio. Ao todo, foram investidos R$ 163 milhões na iniciativa.
 

Neste mês, o primeiro navio a atracar no porto, dentro desse novo cenário operacional, foi o porta-contêineres MSC Katrina, embarcação de 366 metros de comprimento, 48,4 metros de largura (boca) e capacidade para transportar 14.131 TEUs (unidade equivalente a contêineres de 20 pés). O navio, de bandeira panamenha, veio do Porto de Suape (PE) e seguiu com destino ao Porto de Santos (SP).
 

Nova realidade operacional

Para que um porto possa receber embarcações de maior porte, são necessárias obras de modernização da infraestrutura portuária, especialmente dragagem, ampliação de calado, melhorias na sinalização náutica e adequações operacionais. No caso do Porto do Rio de Janeiro, o canal de acesso passou por obras de dragagem, com investimentos de R$ 98 milhões angariados pelo Novo PAC e R$ 65 milhões pela PortosRio.
 

Com a conclusão das obras, a profundidade mínima do canal de acesso foi ampliada de 15 metros para 16,2 metros, permitindo um calado operacional de 15,3 metros e adequando a infraestrutura para receber navios da classe New Panamax.
 

O secretário nacional de Portos, Alex Ávila, afirmou que a nova capacidade operacional marca um avanço importante para o Porto do Rio de Janeiro e para a infraestrutura portuária brasileira. “A chegada de navios de maior porte representa um novo momento para o Porto do Rio de Janeiro. Esse avanço amplia a competitividade do terminal, fortalece sua posição nas rotas internacionais e demonstra a importância dos investimentos em modernização da infraestrutura portuária brasileira”, destacou.
 

A iniciativa amplia, ainda, a eficiência operacional e logística do porto, melhora as condições de navegabilidade e segurança, permite a operação de embarcações de maior porte e reduz restrições operacionais e custos logísticos. Além disso, aumenta a previsibilidade das operações e fortalece a competitividade do Porto do Rio de Janeiro no comércio exterior.
 

Atualmente, além do Porto do Rio de Janeiro, apenas os portos de Santos (SP), Salvador (BA), Itaguaí (RJ), Paranaguá (PR) e Pecém (CE) possuem capacidade operacional para receber navios de até 366 metros de comprimento.

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Embrapa participa de debates, mostra tecnologias e lança publicações na Agrotins

 Foto: Ivanna SuzarteIvanna Suzarte - A vitrine de tecnologias está passando pelos últimos ajustes para o evento

A vitrine de tecnologias está passando pelos últimos ajustes para o evento

Mais uma vez, a Embrapa marca presença na Agrotins, uma das principais feiras agrotecnológicas do Norte do país. A empresa vai apresentar novidades em diferentes cadeias produtivas de valor. A participação se dará por meio de vitrine tecnológica, palestras e estande institucional. Neste ano, o evento vai de 12 a 16 de maio no Centro Agrotecnológico de Palmas, que fica no km 23 da Rodovia TO 050, entre a capital tocantinense e Porto Nacional. Na programação técnica da feira, a Embrapa estará em quatro discussões. 

Na quarta-feira, 13 de maio, o debate será sobre a piscicultura familiar na região de Porto Nacional, envolvendo a caracterização da atividade, seus desafios e as possíveis soluções deles. Os pesquisadores da Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas-TO) Ana Paula OedaAndrea MunõzAdriana LimaManoel Pedroza e Leandro Kanamaru serão palestrantes. Eles abordarão as características gerais da atividade na região, o preparo de viveiros e as diferentes fases da criação, as estratégias de comercialização do pescado para os piscicultores familiares e boas práticas durante o processamento do pescado. 

A realização desse debate é uma parceria entre o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), o Instituto de Desenvolvimento Rural do Estado do Tocantins (Ruraltins) e a Embrapa. Está marcado para o período entre 13h45 e 17h15 no auditório do Ruraltins. Como nas demais atividades da Agrotins, a participação é gratuita e aberta a todos os interessados. O público prioritário esperado é formado por piscicultores familiares (não apenas da região que será tema das discussões) e técnicos que atuam com piscicultura familiar.

Já na quinta-feira, 14 de maio, a Embrapa estará na sétima reunião técnica sobre produção de peixes em tanques-rede nos reservatórios tocantinenses e no segundo encontro dos aquicultores do Tocantins. A reunião será na parte da manhã e o encontro à tarde, ambos marcados para o auditório do Pavilhão da Pesca e da Aquicultura. De manhã, os pesquisadores Flávia Tavares e Giovanni Moro vão falar sobre tecnologias para produção de peixes em tanques-rede. A Embrapa lançará tabela de alimentação para engorda da tilápia-do-Nilo em tanques-rede nas condições do Tocantins.

À tarde, os pesquisadores Leandro Kanamaru, Viviane VerdolinPatricia Maciel e Adriana Lima estarão no encontro de aquicultores. Eles vão falar sobre industrialização de peixes nativos, biosseguridade na produção de tambaqui e integração de espécies. Tanto a reunião técnica como o encontro dos aquicultores são uma realização da Secretaria da Pesca e Aquicultura (Sepea) do Tocantins, contando com a parceria do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), da Embrapa Pesca e Aquicultura, do Ruraltins e do Senar.

E a pecuária será tema de dois debates na tarde de sexta-feira, 15 de maio. Durante encontro dos produtores de leite do estado, o zootecnista da Embrapa Cláudio Barbosa vai falar sobre o Balde Cheio, programa de transferência de tecnologia em pecuária de leite presente em vários estados brasileiros. Ele coordena os trabalhos no Tocantins e no Sudeste paraense. O encontro vai acontecer das 14h45 às 17h15 no Auditório do Ruraltins, instituição que está realizando-o.

Das 13h30 às 18h30, no Auditório Jaburu, acontecerá simpósio sobre eficiência pecuária. Realizado em parceria pelo Sebrae e pela empresa privada Taura, vai reunir discussões sobre diferentes aspectos da pecuária de corte. Um deles é a pastagem como base da pecuária que dá lucro. O zootecnista da Embrapa Pedro Alcântara vai mostrar como esse aspecto é fundamental e está presente em propriedades rurais que participam do ABC Corte, programa de transferência de tecnologia em pecuária de corte liderado por ele no Tocantins, no Sudeste do Pará e no Nordeste de Mato Grosso.

Pedro é também chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Pesca e Aquicultura. Em sua visão, “a nossa presença na feira é muito importante para posicionar as nossas soluções tecnológicas para as diferentes cadeias produtivas do Tocantins. É o momento de mostrarmos a nossa cara, mostrar o que a gente faz, dar um retorno para a sociedade do que temos desenvolvido”.

 

Vitrine tecnológica e estande

Cultivares de amendoim, gergelim, mandioca e forrageiras, além de plantas alimentícias não convencionais (PANCs), estarão à disposição dos visitantes na Vitrine de Tecnologias da Embrapa durante a Agrotins. Confira a relação de produtos: amendoim BRS 425 OL; gergelim BRS Anahí; mandioca BRS Formosa, BRS Mulatinha, BRS Caipira, BRS 401, BRS 397 e BRS 399; e forrageiras BRS ZuriBRS QuêniaBRS Tamani e BRS Oquira

Em seu espaço na feira, a Embrapa também vai reunir e apresentar informações sobre nutrição, sanidade, melhoramento genético, sistemas de produção e processamento, áreas essenciais para um boa produção de peixes. São aspectos a que o produtor precisa estar atento, atualizado e disposto a praticar em sua atividade. A metodologia para edição genômica de tambaqui é outro tema que os visitantes poderão conferir durante a Agrotins. A técnica vem sendo incrementada e utilizada em diferentes espécies animais e vegetais. Em peixes, a expectativa é de que ela ajude a vencer gargalos importantes para a produção, como a presença de espinhas intermusculares em formato de Y no tambaqui, principal espécie nativa brasileira.

No estande institucional, a Embrapa lançará duas publicações. Uma delas é o livro “O peixe vai à aula: receitas para a inserção do pescado na alimentação escolar”. Como o nome sugere, são divulgadas formas de utilizar o pescado na alimentação de estudantes, iniciativa que vem tendo boa aceitação. A expectativa é contribuir para que o peixe, alimento reconhecidamente saudável mas ainda pouco consumido de maneira geral no Brasil, possa estar mais presente nas cantinas escolares e fazer parte do dia a dia dos estudantes. Acesse o livro clicando neste link.

Na publicação, o chefe-geral da Embrapa Pesca e Aquicultura Roberto Flores afirma que “com o intuito de contribuir para o enfrentamento das barreiras associadas à inserção do pescado na alimentação escolar, este livro apresenta os resultados de uma iniciativa inovadora voltada à elaboração de preparações culinárias destinadas ao ambiente escolar, utilizando a carne mecanicamente separada (CMS) de peixe como matéria-prima. Trata-se de uma alternativa prática e segura, isenta de espinhas, de fácil preparo e com boa aceitação pelos estudantes, conforme evidenciado nos testes realizados pela equipe do projeto que compôs esta obra”.

A outra publicação é sobre uma tabela específica de alimentação para engorda de tilápia-do-Nilo em tanques-rede no Tocantins. Nela, são indicadas taxas que variam conforme a semana e o peso dos animais. O leitor tem acesso também a informações sobre boas práticas de alimentação: a importância de evitar sobras de ração nos tanques-rede; o uso de comedouros; horários adequados de alimentação; acompanhamento do desenvolvimento por meio de biometrias; e armazenamento correto da ração. O lançamento das duas publicações será às 08h30 da sexta-feira, 15 de maio, no estande da Embrapa na Agrotins. Na oportunidade, também haverá pré-lançamentos e assinatura de cooperações técnicas com parceiros. 

O chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Pesca e Aquicultura vê como positiva a multiplicidade de tipos de presença na feira, que inclui discussões técnicas, vitrine tecnológica, lançamentos e pré-lançamentos. Para ele, “essa variedade de atividades é boa porque conseguimos atender diferentes públicos (agricultura familiar, pequenos, médios e grandes produtores), com as diversas culturas que temos na nossa vitrine. Aproveitamos também o momento para ter presença institucional, para fazer lançamento e pré-lançamento de tecnologias e publicações”.

Clenio Araujo (MTb 6279/MG)
Embrapa Pesca e Aquicultura

quarta-feira, 6 de maio de 2026

Após dois anos de pesquisa, romance revisita episódio silenciado na história brasileira e expõe violência de Estado contra retirantes

 


Baseada na experiência de populações impedidas de se deslocar, narrativa constrói um retrato do confinamento, da fome e das estratégias de controle impostas aos mais pobres


Em Não volte sem ele, seu romance de estreia, Rafael Caneca parte de uma investigação sobre um dos episódios mais silenciados da história brasileira para construir uma narrativa que articula memória, violência de Estado, fé, esperança e tragédia. Ambientado no Ceará da década de 1930, o livro revisita a criação dos chamados “campos de concentração”, estruturas erguidas durante a seca de 1932 para conter retirantes e impedir sua chegada à capital. O livro conta com paratextos assinados pelos escritores Grecianny Cordeiro e Ronaldo Correia de Brito

A obra acompanha Tomás, jovem sertanejo enviado pelo pai em busca do irmão desaparecido, em uma travessia marcada por fome, deslocamento forçado e confinamento. Ao longo do percurso, o romance revela como essas estruturas funcionavam como mecanismo de contenção e segregação, transformando a experiência individual do personagem em expressão de uma lógica mais ampla de exclusão social.

Os temas centrais do livro atravessam tanto o plano histórico quanto o simbólico: memória e apagamento, violência de Estado, política de exclusão, seca e deslocamento, além da relação entre fé, esperança e sobrevivência em contextos extremos. Ao tensionar esses elementos, o romance questiona a ideia de que a esperança sustenta a travessia.

“Minha intenção é apenas contar uma história”, afirma o autor. “Mas é inevitável que o livro carregue algo muito pessoal: minha percepção de que muita gente se agarra à fé e à esperança como ferramentas para enfrentar tragédias. [...] Para mim, isso nunca foi suficiente. Fé e esperança, sozinhas, não impedem tragédias nem desfazem violências.”

Essa perspectiva se reflete também na forma. A narrativa é predominantemente linear, com inserções de memória e episódios de delírio que aprofundam a experiência do protagonista, evitando tanto a fragmentação quanto a estrutura clássica da jornada de superação. “Optei por evitar a tradicional ‘jornada do herói’ e por um estilo mais direto, sem floreios nem grandes digressões”, explica. “A crítica social aparece às vezes escancarada, às vezes só sugerida.”

Fruto de cerca de dois anos de pesquisa, o romance nasce de um conto inicial desenvolvido no Coletivo Delirantes e se expande para uma narrativa de maior fôlego, marcada pelo interesse em recuperar uma história ainda pouco debatida. “Resgato essa história como um reforço à memória e um lembrete para que ela nunca mais se repita”, afirma.

Influenciado por Machado de Assis, Graciliano Ramos e José Saramago, Caneca dialoga com a tradição do romance social brasileiro ao mesmo tempo em que desloca seu foco para uma dimensão mais íntima da tragédia, em que não há promessa de reorganização ou consolo.

Sobre o autor

Rafael Caneca, 40 anos, é escritor nascido e residente em Fortaleza. Graduado em Direito pela Universidade Federal do Ceará, com especialização em Direito Internacional pela Universidade de Fortaleza, atua como assessor jurídico no Ministério Público do Estado do Ceará. Escreve desde a infância e teve seu primeiro conto publicado aos 14 anos. É vencedor do Prêmio de Literatura BNB Clube (2017) e recebeu menções honrosas em concursos do Ideal Clube. Integra o Coletivo Delirantes e mantém o perfil Pacote de Textos. Influenciado por Machado de Assis, Graciliano Ramos e José Saramago, estreia no romance com Não volte sem ele.

Adquira o livro pelo site da editora Mondru: https://mondru.com/produto/nao-volte-sem-ele/ 


segunda-feira, 4 de maio de 2026

Conab participa de agenda internacional para superar os desafios de acesso a alimentos de qualidade

 


As atividades acontecem a partir do dia 28 no México e seguem até o dia 30 e integram o projeto Mapeamento de Evidências em Políticas Públicas voltadas para Regulação do Mercado de Alimentos e para Sistemas Alimentares e Acesso à Terra e Territórios

Visando estruturar evidências científicas e técnicas que contribuam para o fortalecimento de políticas públicas voltadas à regulação do mercado de alimentos e ao desenvolvimento de sistemas alimentares sustentáveis, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) integra a comissão brasileira para participar do projeto Mapeamento de Evidências em Políticas Públicas voltadas para Regulação do Mercado de Alimentos e para Sistemas Alimentares e Acesso à Terra e Territórios. As atividades acontecem a partir do dia 28 na Cidade do México e seguem até o dia 30.

A Conab será representada pelo diretor-presidente, Sílvio Porto. Um dos objetivos da missão é conhecer estratégias aplicadas no México para enfrentar os desafios de abastecimento e de acesso a alimentos de qualidade para a população em situação de vulnerabilidade. “Esta também é uma oportunidade para conhecermos as ações desenvolvidas pelo governo mexicano na implementação de políticas públicas voltadas ao controle dos preços dos alimentos, de modo a contribuir para a cesta de políticas da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza e para o aprimoramento dos programas brasileiros, em especial aqueles executados pela Companhia”, reforça Porto.

A ações desenvolvidas no projeto  também são uma forma de promover o intercâmbio de experiências e fortalecer a cooperação regional, com foco em instrumentos como reservas públicas de alimentos, mercados institucionais, circuitos curtos de comercialização e controle da inflação dos alimentos, considerados estratégicos para garantir o abastecimento; bem como buscar soluções capazes de tornar os sistemas agroalimentares mais resilientes diante dos impactos da mudança do clima sobre a agricultura, o abastecimento de alimentos e a soberania e segurança alimentar e nutricional na América do Sul.

A programação inclui reuniões para debater os desafios a serem enfrentados na construção de uma agricultura sustentável, incentivando a produção de alimentos, e no combate à fome e a todas as formas de má nutrição, bem como na promoção do consumo de alimentos saudáveis, em alinhamento às prioridades centrais dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 1 e 2, acelerando os esforços globais para erradicar a fome e a pobreza.  Também será realizada uma visita de campo a uma Tienda Bienestar na Cidade do México. As Tiendas, iniciativa lançada no país mexicano, são estabelecimentos públicos que substituem as antigas lojas Diconsa para vender produtos da cesta básica a preços baixos.

Além da Conab, participam da delegação, o Secretário-Executivo do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Osmar Ribeiro de Almeida Junior; a diretora do Departamento de Resolução de Auxílios Descontinuados e Apoio à Rede Federal de Fiscalização do Programa Bolsa Família e Cadastro Único, Érica Feitosa Coelho Marinho de Andrade; o consultor jurídico e coordenador do Grupo de Trabalho de Cooperação Acadêmica para a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, João Paulo de Faria Santos; o assessor da Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, Sávio da Silva Costa; a assessora da Conab, Luciana Araujo de Piratiny Machado; e dos professores da Universidade de Brasília (UnB), Anelise Rizzolo de Oliveira, Julia Mezarobba Caetano Ferreira e Mario Lucio de Avila.

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Revolução verde no Cerrado: novas cultivares de forrageiras garantem pastagens produtivas

 


Por Marcelo Ayres Carvalho, pesquisador da Embrapa Cerrados.

 

A pecuária moderna e eficiente exige uma mudança de paradigma urgente: abandonar práticas e tecnologias ultrapassadas para adotar o rigor técnico e agronômico e assim tratar a pastagem como uma lavoura.

O alicerce dessa transformação é a atualização das cultivares de forrageiras, substituindo capins obsoletos por cultivares modernas disponíveis no mercado. Esse novo conjunto de cultivares elite eleva o teto produtivo da pastagem, entregando maior resistência a estresses abióticos, como tolerância a cigarrinhas e à seca, por exemplo.

Na prática, a adoção dessas cultivares melhora a produtividade do pasto, a eficiência de pastejo, aumentando a taxa de lotação e o ganho de peso animal. O resultado é a maior produção de carne e leite e, consequentemente, melhor rentabilidade do negócio.

Essa mudança se torna ainda mais estratégica nesse momento em que o país implementa o Programa Caminho Verde Brasil, uma iniciativa do Governo Federal, coordenada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária. O objetivo é recuperar 40 milhões de hectares de áreas de pastagens degradadas em dez anos, unindo produção agropecuária sustentável, uso de tecnologias modernas e acesso a crédito facilitado para produtores, para evitar a abertura de novas áreas pelo desmatamento.

Essa é uma oportunidade para que inovações tecnológicas, representadas pelas modernas cultivares de forrageiras, sejam amplamente adotadas e utilizadas.

 

O paradigma da pecuária

Enquanto o rebanho evoluiu com tecnologias como inseminação artificial em tempo fixo (IATF), vacinas avançadas e suplementação estratégica, as pastagens permanecem ancoradas em gramíneas do século passado, como as braquiárias tradicionais e o Panicum maximum, cutlivar Mombaça.

Hoje, temos mais de 15 cultivares de gramíneas e leguminosas forrageiras com genética avançada, desenvolvidas pela Embrapa e instituições parceiras. Elas oferecem maior produtividade, qualidade nutricional e resiliência climática.

 

Excelência em gramíneas: as opções do mercado

No grupo das braquiárias, as inovações atendem a diferentes necessidades de solo e manejo.

  • BRS Piatã: ideal para sistemas de Integração Lavoura-Pecuária (ILP) pela facilidade de manejo e qualidade da forragem.
  • BRS Ipyporã: bom valor nutritivo e resistência à cigarrinha Mahanarva.
  • BRS Tupi: para solos arenosos ou de baixa drenagem, supera a Brachiaria humidicola comum em 16,4% de ganho de peso vivo por hectare.
  • BRS Paiaguás: proporciona mais de 45 quilos de ganho animal (peso vivo por hectare) por ano, além de maior acúmulo forrageiro seco.
  • BRS Carinás: tolera solos ácidos com baixos teores de fósforo, oferece rápida cobertura e maior produção de biomassa e folhas por hectare, quando comparada à braquiarinha.

No gênero Panicum maximum, algumas opções são:

  • BRS Tamani: porte baixo, alto valor nutritivo (elevados teores de proteína bruta e digestibilidade), boa produtividade e vigor, ideal para engorda de gado bovino no Cerrado.
  • BRS Zuri: entrega 21,8 toneladas de massa seca por hectare por ano, superando os padrões de mercado em produtividade animal.
  • BRS Quênia: seu porte intermediário e colmos finos facilitam o manejo de pastejo rotacionado e garante maior ganho médio diário (554 gramas por animal por dia).

Complementando as gramíneas, a nova cultivar de andropogon, BRS Sarandi, é recomendada para renovar áreas cultivadas com a antiga cultivar Planaltina. Com porte mais baixo e colmos mais finos, evita o "envaretamento" e facilita o controle do pastejo. Possui maior proporção de folhas (cerca de 60% da matéria seca total) e perfilhamento até três vezes superior, garantindo que animais Nelore atinjam ganhos de peso acima de um quilo por dia durante a estação das água.

 

O papel das leguminosas e os ganhos econômicos

As leguminosas forrageiras atuam como banco de proteína e complementam os pastos por atuarem na fixação biológica de nitrogênio (FBN), reduzindo a necessidade de fertilizantes químicos. Entre as cultivares modernas, destacam-se:

  • Estilosantes (BRS BelaBRS Campo GrandeBRS Nuno): adaptadas a solos de baixa a média fertilidade e resistentes à seca e ao pastejo.
  • Guandu (BRS Mandarim e BRS Guatã): arbustivo, é indicado para solos degradados.
  • Amendoim forrageiro (BRS MandobíBRS Oquira): oferece cobertura densa contra erosão. Tem alta palatabilidade e proteína.

 

Convite à modernização sustentável

Investir em sementes certificadas e em novas cultivares não é luxo, mas uma estratégia vital para a sobrevivência no mercado. A adoção dessas tecnologias transforma os sistemas de produção.

Para exemplificar os ganhos que essas cultivares levam ao campo, vejamos o desempenho da BRS Zuri. Ela garante mais de 50 quilos de peso vivo por hectare por ano. Ao final de um ciclo de seis anos, isso representa um ganho extra para o pecuarista de R$ 6 mil por hectare, o equivalente a um arroba adicional por hectare.

Já a adoção de consórcio de gramínea e leguminosa, é possível aumentar a lotação do pasto em 20% a 30%, além de diminuir os custos com adubação nitrogenada.

Pecuaristas que diversificam e modernizam suas pastagens produzem rebanhos mais eficientes e garantem lucros estáveis. O Brasil, líder em pecuária tropical, merece pastagens à altura do seu boi moderno.

Os últimos lançamentos de forrageiras da Embrapa será tema de palestra no 11º Dia de Campo Expozebu, uma parceria da Embrapa, ABCZ e Baldan, no dia 27 de abril, com parte da programação do Zebu Connect Day, durante a Expozebu 2026.

 

SERVIÇO

Evento: 11º Dia de Campo Expozebu

Data: 27 de abril de 2026

Horário: 8h às 13h

Local: Estação Experimental Orestes Prata, Uberaba (MG)

Inscrição gratuitas (WhatsApp): (34) 99135-6861 / (34) 99945-1355

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