segunda-feira, 11 de agosto de 2025

Conab realiza novo leilão para compra de 41,5 mil toneladas de milho

 Operações estão marcadas para os dias 13 e 14 de agosto; cereal será destinado para o atendimento do Programa de Venda em Balcão (ProVB)

Com o objetivo de abastecer os estoques governamentais de milho voltados para o atendimento do Programa de Venda em Balcão (ProVB), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizará novamente rodadas de leilão para a compra de milho. A expectativa é adquirir 41,5 mil toneladas do cereal em novas operações de compra marcadas para os dias 13 e 14 de agosto e executadas pelo Sistema de Comercialização Eletrônica da Conab (Siscoe).

No leilão marcado para a próxima quarta-feira (13), a Companhia espera comprar 12,5 mil toneladas de agricultores familiares e suas cooperativas de produção, proporcionando acesso facilitado e condições mais justas para os pequenos produtores. Já na quinta-feira (14), o leilão de compra do grão será ofertado em caráter de ampla concorrência, ou seja, todos os produtores, cooperativas e demais fornecedores de milho poderão participar, inclusive agricultores familiares.

O milho a ser adquirido deverá ser entregue nos municípios de Irecê (5 mil t), na Bahia; Imperatriz (7,5 mil t), no Maranhão; Rondonópolis (3 mil t), em Mato Grosso; Uberlândia (10 mil t), em Minas Gerais; além de Brasília (16 mil t), no Distrito Federal.

Todos os comunicados, avisos e resultados destas operações estarão disponíveis no Portal da Conab. Podem participar dos leilões os produtores rurais, cooperativas, associações e comerciantes, cadastrados perante a Bolsa de Mercadorias por meio da qual pretendam realizar a operação, e registrados, na data da realização do leilão, no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais e Demais Agentes da Conab (Sican), além de estarem em situação regular no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf) e demais exigências dos editais.

Aquisição realizada - A Conab adquiriu 8,5 mil toneladas de milho em leilão de compra realizado nesta sexta-feira (1º). O cereal será entregue pelos vencedores diretamente na unidade armazenadora da Conab em Uberlândia (MG) para posterior comercialização por meio do ProVB.

“A intenção é que o grão fique em locais estrategicamente selecionados de maneira a reduzir tanto o custo de transporte como o tempo para o reabastecimento das unidades de venda da Companhia. Assim, além da melhor aplicação do recurso público, a Conab busca garantir aos criadores e criadoras a compra do produto na melhor janela de preços”, reforça o diretor de Operações e Abastecimento da Conab, Arnoldo de Campos.

O reforço nos estoques públicos de milho vendido pela estatal vai auxiliar pequenos criadores de animais em todo o país, sobretudo aqueles situados em locais mais distantes dos grandes centros e das zonas de maior produção, e que utilizam o produto para a alimentação dos seus plantéis.

Estas operações de compra de milho voltadas para o abastecimento do Programa de Venda em Balcão estão autorizadas pelos ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da Fazenda (MF), conforme a Portaria Interministerial MAPA/MF/MDA nº 21/2024.

Serviço:
Leilões para compra de milho

Data: quarta-feira, 13 de agosto de 2025
Horário: 9h
Aviso Nº 61

Data: quinta-feira, 14 de agosto de 2025
Horário: 9h
Aviso Nº 62


Embrapa Maranhão ensina a transformar resíduos orgânicos em compostos agrícolas

 

Agricultores familiares, estudantes do ensino médio e universitários terão a oportunidade de aprender, na prática, como transformar resíduos orgânicos em composto para uso agrícola. No próximo sábado, dia 9 de agosto, será realizada a Oficina sobre Compostagem de Resíduos Orgânicos, das 8h às 12h, no Pátio de Compostagem da Associação dos Pequenos Agricultores da Comunidade Laranjeiras, localizada na Gleba Tibiri-Pedrinhas, em São Luís -  Maranhão.

O evento será conduzido pelo pesquisador Antônio Carlos Reis de Freitas, da Embrapa Maranhão, e tem como objetivo apresentar os procedimentos corretos para o preparo de compostos orgânicos, destacando os cuidados essenciais durante o processo de compostagem. 

Fruto de uma parceria entre a Embrapa Maranhão e a Associação dos Pequenos Agricultores da Comunidade Laranjeiras, a oficina faz parte da atividade de pesquisa Desenvolvimento de substratos para mudas elaborados com compostos orgânicos da mistura de resíduos da agroindústria do açaí com esterco bovino, que é parte do projeto “Desenvolvimento de fertilizantes e de substratos a partir de esterco de aves, biomassa de adubo verde e outros resíduos de composição orgânica” liderado pela Embrapa Agrobiologia.

“Já iniciamos a preparação dos materiais por meio da trituração dos resíduos e, no sábado, nós iremos apresentar como é que se deve preparar as leiras para a produção dos compostos e explicar os principais cuidados a serem adotados no processo de compostagem”, explica o pesquisador Antônio Carlos Freitas.

A Associação dos Pequenos Produtores Rurais de Laranjeiras dispõe de um pátio de compostagem que foi obtido com o apoio da Companhia Vale do Rio Doce. A comunidade já tem a prática de atividades com adubação orgânica e, por meio da parceria com a Embrapa Maranhão, pretende ampliar os conhecimentos na área.

Flávia Bessa (MTb 4469/DF)
Embrapa Maranhão

Últimos dias para visitar exposição com Da Vinci que antecipa o museu do futuro

 

Mostra em São Paulo, disponível até 24 de agosto, quebra a “quarta parede” ao permitir que o público interaja com obras de arte

A exposição “Visualfarm Gymnasium: Leonardo da Vinci” entra em seus últimos dias em São Paulo, com visitas até 24 de agosto. Instalada em um galpão de 2.000 m² no Campos Elíseos, a mostra antecipa a proposta de museu do futuro ao quebrar a tradicional “quarta parede”, fazendo com que obras de arte deixem de ser apenas observadas à distância, para reagirem à presença do público. Essa é apenas a primeira instalação do laboratório de arte imersiva, cuja programação apresenta dois novos trabalhos expositivos a partir de setembro.

 

A experiência de Da Vinci se desdobra por meio de tecnologias de ponta, entre elas inteligência artificial, projeções mapeadas, realidade virtual, engenharia robótica e áudio 3D multicanal, todas integradas a uma estrutura sensorial dinâmica, que pode ser alterada em poucos cliques. A proposta do Visualfarm Gymnasium é transformar o visitante em coautor de uma narrativa visual em movimento.

 

“O museu do futuro é um espaço onde a obra não está pronta, mas acontece em tempo real. Nessa exposição, as criações de Leonardo interagem com o público porque o presente e o passado dialogam com base em dados, luz e movimento”, explica Alexis Anastasiou, diretor criativo do Visualfarm Gymnasium e do trabalho sobre o gênio renascentista. “É como se a própria mente de Da Vinci estivesse projetada no espaço”, compara.

 

Da juventude à intimidade de Leonardo

 

A jornada pela exposição começa de forma inusitada, com um tobogã que convida o visitante a abandonar a rigidez museal tradicional. No núcleo “Vinci”, a cidade natal de Da Vinci é celebrada com obras de sua juventude e retratos renascentistas recriados por inteligência artificial a partir do rosto do público. O "Domo" é um planetário digital com projeções 360˚ que conduzem o público em um espetáculo audiovisual por lugares onde viveu e aspectos marcantes de suas invenções visionárias.

 

Na ala “Consagração”, o foco recai sobre o engenheiro militar, com peças como a balestra gigante e o veículo blindado, além de uma réplica de “A Última Ceia” com mapeamento digital. A icônica Mona Lisa também surge em instalação especial. Já a “Camera Segreta” revela o lado mais íntimo de Da Vinci, com obras que abordam espiritualidade, androginia e sexualidade. A visita culmina em um espetáculo audiovisual de 29 minutos na “Sala Imersiva” e se encerra com uma instalação simbólica sobre Amboise, cidade onde o gênio passou seus últimos dias.

 

Uma cenografia viva, movida a dados

 

No lugar de paredes brancas e objetos sob vidro, a mostra assume um formato cinematográfico, quase teatral. O rider técnico impressiona: dezenas de projetores de alta performance, centenas de metros de cabos de fibra ótica, sensores infravermelhos, telas de LED curvas e sistemas de som tridimensional criam paisagens sensoriais imersivas e adaptáveis.

 

É como entrar num mecanismo vivo. Cada passo do visitante desencadeia alterações visuais e sonoras, para redesenhar invenções visionárias e pinturas icônicas ou modular a trilha sonora. A interação é intuitiva: sem telas, QR codes ou dispositivos, tudo se dá na presença física, no corpo em movimento.

 

“Essa exposição não é sobre olhar uma obra. É sobre entrar nela. É o próprio Leonardo nos chamando para pensar com o corpo inteiro”, sintetiza Alexis Anastasiou.



 

SERVIÇO

“Visualfarm Gymnasium: Leonardo da Vinci”: Praça Olavo Bilac, 38, Campos Elíseos, São Paulo

Até 24 de agosto

Quarta a domingo, das 10h às 22h (última entrada às 21h)

Acessível para pessoas com mobilidade reduzida

Entrada gratuita para crianças até 6 anos. Meia-entrada para estudantes. Ingressos a partir de R$ 30

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quarta-feira, 9 de julho de 2025

Sobre a Revolução de 1932

 

Foto tirada durante a Revolução Constitucionalista de 1932; Juscelino Kubitscheck é o primeiro da esquerda para a direita.

A Revolução Constitucionalista de 1932 foi um levante de São Paulo contra o governo autocrático de Getúlio Vargas, com o objetivo de derrubar seu governo provisório e convocar uma Assembleia Nacional Constituinte para promulgar uma nova Constituição. A revolta começou oficialmente em 9 de julho de 1932 - considerada a data cívica mais importante do estado de São Paulo. Porém, as forças constitucionalistas foram esmagadas militarmente em 2 de outubro de 1932.


Apesar da derrota militar, algumas das principais reivindicações do movimento foram atendidas por Vargas posteriormente: a nomeação de um Governador de Estado não militar, a eleição de uma Assembleia Constituinte e, finalmente, a promulgação de uma nova Constituição em 1934. No entanto, a nova Constituição teve vida curta, pois, em 1937, Vargas fechou o Congresso Nacional e promulgou outra Carta Magna, que estabeleceu o chamado Estado Novo após um golpe de Estado

quinta-feira, 3 de julho de 2025

Estudantes da UFVJM conhecem pesquisas com pitaya e manejo de água na Embrapa Cerrados

 Foto: Breno Lobato

Breno Lobato - Visitantes conheceram o sistema de irrigação por gotejamento subterrâneo e experimentos com pitayas

Visitantes conheceram o sistema de irrigação por gotejamento subterrâneo e experimentos com pitayas

A Embrapa Cerrados (DF) recebeu na última segunda-feira (23) a visita de um grupo de 21 alunos dos cursos de Agronomia e de Engenharia Agrícola e Ambiental da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM - Campus Unaí). Acompanhados pelos professores Hermes da Rocha (da disciplina Irrigação), Alessandro Nicoli (Fruticultura) e Lucas Santana (Máquinas e Mecanização), os estudantes assistiram a apresentações do chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia, Fábio Faleiro, e da pesquisadora Maria Emília Alves no auditório Wenceslau Goedert e nos campos experimentais da Unidade.

Faleiro fez a apresentação institucional do centro de pesquisas, destacando a revolução da agropecuária brasileira nos últimos 50 anos que tornou o Brasil um importante produtor e exportador de alimentos. Grade parte desse processo se deveu à conquista do Cerrado, que teve a contribuição decisiva das pesquisas desenvolvidas pela Embrapa Cerrados. 

O pesquisador falou sobre as principais linhas de pesquisa e tecnologias da Unidade, bem como a inserção do centro nos atuais objetivos estratégicos finalísticos da Embrapa (recursos naturais e mudanças climáticas, tendências de consumo e agregação de valor, segurança alimentar e Saúde Única, produção sustentável e competitividade, bioeconomia e economia circular, inclusão socioprodutiva e digital, tecnologias emergentes e disruptivas); e a busca pelo equilíbrio entre agronegócio, sociedade e recursos naturais. “A conquista do Cerrado não seria possível sem políticas públicas, ciência, tecnologia e inovação, extensão rural e transferência de tecnologia, mas, principalmente, sem a força do produtor rural brasileiro”, afirmou.

Importância da agricultura irrigada


Ao fazer um panorama sobre a agricultura irrigada, Maria Emília Alves lembrou que a agricultura é a atividade humana que mais depende das condições do tempo e do clima. Nesse sentido, o déficit hídrico é o principal fator climático de risco para a agricultura brasileira – e é aí que reside a importância da irrigação. 

Entre as vantagens da agricultura irrigada, ela apontou a redução do risco climático, a verticalização da produção (com o aumento da produtividade e a utilização do solo durante todo o ano), a agregação de valor aos produtos e a geração de empregos – todos esses fatores contribuem para o aumento e a estabilidade da oferta de alimentos e, consequentemente, para a segurança alimentar e nutricional.

Segundo dados apresentados pela pesquisadora, os 12% de área agrícola do mundo irrigados respondem por 40% da produção de alimentos. No Brasil, a área irrigada em 2021, de acordo com a Agência Nacional de Águas (ANA), era de 8,2 milhões ha (sexta maior do mundo), representando menos de 20% da área cultivada, porém mais de 40% da produção de alimentos, fibras e cultivos bioenergéticos. 

A agricultura irrigada tem expressiva participação, no País, em culturas como café (os 12% do parque cafeeiro irrigado correspondem a 30% da produção nacional), feijão (a terceira safra só ocorre se for irrigada), arroz (90% da produção nacional provém dos 77% irrigados de toda a área plantada), hortaliças (cerca de 90% da produção é irrigada, com indução social e de renda e uso em boa parte pela agricultura familiar) e na fruticultura (permitindo colheitas durante quase todo o ano e em grandes escalas, além da expansão da atividade em regiões antes consideradas inviáveis). 

Em 2014, um estudo publicado pelo o Ministério da Integração Nacional, atual MIDR, em parceria com a USP/Esalq, estimou que o Brasil tem potencial efetivo, em curto e médio prazos, para irrigar 13,7 milhões ha, considerando as áreas com atualmente com disponibilidade hídrica, fornecimento de energia elétrica e viabilidade logística para escoamento da produção. “Mas a expansão das áreas irrigadas precisa ser feita com sustentabilidade, com condições de produzir sem degradar o meio ambiente”, ponderou a pesquisadora, acrescentando a necessidade de políticas públicas que favoreçam essas condições.

Por fim, Alves destacou que em 15 de junho é comemorado o Dia Nacional da Agricultura Irrigada, que busca não apenas promover a conscientização sobre o segmento como também estabelecer a relação equilibrada entre a produção de alimentos e o meio ambiente, unindo os setores envolvidos e apoiando o desenvolvimento agropecuário sustentável do País. A data foi escolhida por ser próxima ao Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho) e por estar no início da estação seca em grande parte das regiões produtoras brasileiras, período em que a produção de alimentos é quase totalmente dependente da irrigação.

Cultivares de pitaya e sistema de produção


Nos campos experimentais, os estudantes conheceram a área de experimentos com pitaya. Fábio Faleiro falou sobre as características das cultivares lançadas em 2023 pela Embrapa Cerrados – BRS Luz do CerradoBRS Lua do CerradoBRS Granada do CerradoBRS Âmbar do Cerrado e BRS Minipitaya do Cerrado

Os materiais foram selecionados e validados em diferentes regiões brasileiras e sistemas de produção. Além de se destacarem pelo sabor adocicado, pela resistência a doenças e pelas produtividades bem superiores à média nacional (3 t/ha), as cultivares são autocompatíveis, ou seja, produzem frutos sem a necessidade de polinização cruzada, dispensando a realização da polinização manual pelos agricultores durante a madrugada, quando as flores se abrem.

O pesquisador também comentou sobre aspectos de manejo e do sistema de produção da pitaya, além de explicar que o programa de melhoramento genético, iniciado na década de 1990, trabalha, principalmente, as características de produtividade e de qualidade física e química dos frutos, a exemplo da doçura. “Acredito que o lançamento dessas cultivares e da tecnologia tem potencializado o cultivo da pitaya no Brasil, do Rio Grande do Sul até Roraima”, comentou.

Mas informações sobre a cultura e o sistema de produção podem ser encontradas na publicação Pitaya: uma alternativa frutífera, bem como sobre a utilização gastronômica em Pitaya: 200 formas de utilização em receitas doces e salgadas.

Irrigação por gotejamento subterrâneo


Na Unidade de Referência em Manejo de Água (URMA 2), área de 2 ha onde foi implantado um sistema automatizado de irrigação por gotejamento subterrâneo, Maria Emília Alves e o técnico Orlando Viera explicaram o funcionamento da casa de bombas, dos tanques para bombeamento, dos tubos enterrados a 28 cm de profundidade e dos sensores que compõem o sistema, além da montagem dos experimentos, iniciados na safra 2023/24. 

A tecnologia de gotejamento enterrado já é bastante utilizada em cana de açúcar e, em menor extensão, na cafeicultura e na fruticultura. Na Embrapa Cerrados, porém, ela está sendo testada para o cultivo de grãos. São avaliadas diferentes lâminas de irrigação e a fertirrigação em soja (em quatro blocos) e milho safrinha (em dois blocos) e, nos dois blocos restantes da área, são conduzidos testes de reinoculação da soja com Bradyrhizobium spp. Segundo a pesquisadora, a principal vantagem do sistema é a maior eficiência de aplicação de água, além de facilitar os tratos culturais e o manejo das culturas.

Entre os testes realizados, o estudo do bulbo molhado verifica se a água aplicada no subsolo atinge a superfície e em quanto tempo, o que foi demonstrado em uma trincheira cavada na área do experimento. Para avaliar a lâmina d’água para irrigação, o sistema pode trabalhar com níveis de água no solo de 20%, 40%, 60% e 100% da capacidade de campo. 

“Avaliamos o tempo de funcionamento do sistema e a umidade do solo para podermos recomendar a lâmina d’água ideal para esta condição do experimento”, explicou a pesquisadora, destacando que o ponto mais desafiador do uso do sistema com cultura de grãos é a disponibilização de água para a germinação das sementes. “Quando a cultura se estabiliza, o movimento da água é suficiente para satisfazer a necessidade das plantas”, completou.

Já os sensores verificam a variação de umidade no solo, a percolação da água e a umidade em diferentes profundidades, informações que são úteis ao manejo da irrigação e vão permitir o estabelecimento do perfil da movimentação da água ao longo do solo, segundo Alves.

A pesquisadora Solange Andrade falou sobre os testes com a reinoculação de Bradyrhizobium spp. em soja, que está sendo avaliada tanto por meio do sistema de irrigação subterrânea como pela aplicação por barra pulverizadora. Os tratamentos são comparados a uma área testemunha onde não há a reinoculação. Os testes foram realizados no último verão (período chuvoso) e estão sendo repetidos neste inverno (período seco). Ela explicou que a ideia é verificar se a reinoculação afeta o rendimento de grãos da cultura e, em caso positivo, como ocorre esse efeito.

Conhecimentos para a formação acadêmica


O professor Hermes da Rocha, que trouxe alunos pela terceira vez à Unidade, explicou que a visita dos estudantes a uma área de pesquisa para avaliarem os trabalhos realizados em fruticultura e irrigação é de grande importância para a formação dos acadêmicos.  “São alunos em final de curso e consideramos que é extremamente importante que eles tenham esse contato com a pesquisa, com a ciência, com equipamentos de última geração e com o que está sendo gerado. É certamente algo que vai acrescentar bastante à formação dos nossos estudantes”.

Stefany Suaris está no último ano do curso de Engenharia Agrícola e Ambiental concordou com o professor, sobretudo quanto ao que aprendeu sobre o sistema de irrigação por gotejamento subterrâneo. “Foi uma novidade que pudemos ver na prática. Minhas dúvidas foram bastante atendidas. Quero muito trabalhar com pequenos produtores e, como aqui o trabalho é mais voltado à pesquisa, isso ajuda bastante para levarmos novas tecnologias à agricultura familiar para otimizar o tempo e o recurso dos agricultores”, disse.

Aluno do nono período de Agronomia, Guilherme Alves comentou que o sistema de irrigação subterrâneo apresentado é uma tecnologia nova no mercado, e que ainda há falta de informação sobre as lâminas d’água para o manejo da irrigação. A irrigação por microaspersão observada na cultura da pitaya também chamou a atenção do estudante, acostumado a ver a cultura sendo irrigada por gotejamento. 

Ele acrescentou que a visita também possibilitou o despertar dele e dos colegas para a área da pesquisa, uma vez que muitos geralmente buscam atuar em áreas comerciais. “Essas inovações nos despertam a buscar a parte de pesquisa. No meu caso, na parte de irrigação, (gostaria de) buscar adaptar lâminas d’água para culturas diferentes, porque hoje, comercialmente, não há tantos dados concretos”.

Breno Lobato (MTb 9417/MG)
Embrapa Cerrados

Festival RME 2025

 


A fundadora e CEO da Rede Mulher Empreendedora (RME), Ana Fontes, que também é Vice-Presidente do Conselho do Pacto Global da ONU, será novamente a grande anfitriã do 14º Festival RME, que acontecerá nos dias 3 e 4 de outubro de 2025, no São Paulo Expo, em São Paulo.

Em sua 14ª edição, o festival reafirma seu protagonismo como o maior evento dedicado ao empreendedorismo feminino no Brasil, com a expectativa de reunir mais de 10 mil pessoas, especialmente mulheres empreendedoras. O evento contará com cerca de 300 palestrantes, dezenas de mentoras e uma programação intensa voltada ao fortalecimento dos negócios liderados por mulheres.


O evento é uma correalização do Instituto RME, com apoio de importantes marcas e organizações, como o Itaú patrocinador ouro e está em sua 8ª participação no Festival, Pluxee é patrocinadora prata, Boca Rosa será parceira Institucional - além de oferecer brindes aos convidados VIPs e palestrantes, a marca será responsável pelas produções de maquiagem no camarim VIP.


A Mega Artesanal, maior feira de artesanato da América Latina, também se une como parceira institucional. A Feira das Deusas também é uma parceria institucional, oferecendo apoio, visibilidade e oportunidades às empreendedoras e expositoras.


Palestrantes confirmadas

Entre os nomes já confirmados para o evento estão:

  • Monica Andrade – Sócia Fundadora da Boca Rosa Company.
  • Mariana Saad - Empreendedora, fundadora da Mascavo e influenciadora.
  • Larissa Magrisso – Fundadora da Lúcidas, primeira plataforma brasileira dedicada às amizades femininas, que atua com conteúdo, investigação e experiências de conexão.
  • Alice Pataxó – Comunicadora e ativista indígena do povo Pataxó, embaixadora do WWF-Brasil, indicada à lista BBC 100 Women, reconhecida pela Meta como uma das “Creators of Tomorrow” e palestrante em eventos internacionais como a COP.
  • Izabella Camargo - Jornalista, Palestrante, criadora EPIs da Saúde Mental.



Estrutura do evento

O Festival RME oferecerá uma infraestrutura completa, que inclui:

  • Palco Principal
  • 3 Arenas de Conteúdo
  • Sala de Mentoria
  • Espaço para Networking
  • Espaço Kids
  • Espaço Cultural
  • Feira de Negócios com 50 empreendedoras expositoras
  • Espaço das Autoras com 10 escritoras
  • Praça de Alimentação


Na edição de 2024, o Festival RME reuniu mais de 8 mil empreendedoras em dois dias de programação. Para 2025, a expectativa é "Neste ano esperamos receber mais empreendedoras", afirma Ana Fontes, fundadora da RME. Além do público presencial, o evento tem um impacto significativo nas redes sociais, alcançando aproximadamente 5 milhões de pessoas.


Serviço

Festival RME 2025

Data: 03 e 04 de outubro;

Local: Pavilhão 4 da São Paulo Expo;

Acesso: Estação Jabaquara do metrô, linha azul;

Ingressos: Sympla

Site: https://festivalrme.net.br/

Curitiba sedia uma das maiores Feiras de Cutelaria da América do Sul

 


Evento terá mais de mil tipos de facas, 100 expositores, palestras, avaliações e demonstrações de forja; ‘joias de aço’ são consideradas obras de arte e custam até R$ 30 mil

A capital paranaense recebe, neste fim de semana, a sétima edição da Knife Show Curitiba - Feira e Exposição de Facas e Artigos de Cutelaria. O evento é um dos maiores da América do Sul, reúne mais de 100 expositores do Brasil, fabricantes de instrumentos de corte, colecionadores, fornecedores e compradores do exterior.

 

A feira acontece nos dias 05 e 06 de julho (sábado e domingo), na Rua Brasilino Moura, 474, bairro Ahú, em Curitiba [no salão do antigo Cassino Ahú]. Os ingressos serão vendidos no local, custam R$ 15 para quem seguir o @knifeshowcuritiba e R$ 20 para os demais. O estacionamento é gratuito e são esperados entre 3 e 4 mil visitantes de todo o Brasil e de outros países.

 

Números

Desde a primeira edição em 2017, mais de 20 mil participantes estiveram nos encontros. Foram comercializadas cerca de 9 mil peças e também houve inúmeros pedidos de encomendas pós-feiras.

 

“Na edição de 2024, em apenas dois dias, foram negociados cerca de R$ 900 mil. A faca mais cara foi adquirida por um comprador internacional, que pagou a bagatela R$ 30 mil pela peça”, explica o organizador do evento, Marcelo Tokars.

Embrapa participa de debates, mostra tecnologias e lança publicações na Agrotins

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