segunda-feira, 13 de janeiro de 2025

A agropecuária é uma aliada ao combate aos incêndios em áreas rurais e periurbanas

 

Paulo Campos Christo Fernandes e Giovana Alcantara Maciel (pesquisadores da Embrapa Cerrados)

São frequentes as queimadas nos meios rural e periurbano, principalmente durante a estação seca, após longos períodos de estiagem, como as que ocorreram no Brasil no ano passado e estão ocorrendo neste momento em Los Angeles, nos Estados Unidos.

Em áreas agrícolas, as queimadas provocam diversos prejuízos, como a perda da matéria orgânica fornecida pelos restos de culturas e plantas de cobertura e danos à microbiota do solo. Os prejuízos aos pecuaristas também são evidentes – há perda de biodiversidade, morte de animais, destruição de infraestrutura, como cercas, redes de energia elétrica e edificações.

A população local e as estradas são diretamente afetadas. O setor agropecuário moderno e eficiente não é tolerante às queimadas, uma vez que causam danos econômicos e ambientais. A urgência em resolver o problema é consenso na sociedade. Mesmo grandes cidades e aeroportos têm sido afetados pela baixa qualidade do ar, decorrente de partículas nocivas oriundas da fumaça produzida por queimadas generalizadas, como as que ocorreram nos últimos anos e se intensificaram na estação seca de 2024.

Avaliação e diagnóstico 

O território brasileiro é amplo e diversificado em termos de clima, solo e estrutura fundiária e as soluções precisam ser customizadas. Ações preventivas são menos onerosas do que o combate às chamas, mas precisam de orçamento anual, gestão descentralizada e transparência. É necessário ter equipes multidisciplinares para atuar nas etapas de diagnóstico, avaliação de risco, planejamento, monitoramento, combate precoce ao fogo, medição de impacto das ações preventivas e avaliação das lições aprendidas.

Regiões onde ocorrem queimadas intencionais devem investir em conscientização, capacitação e acesso às tecnologias de produção agropecuária, para que as populações rurais substituam a antiga prática de utilizar o fogo para limpeza de área e queima de lixo e adotem práticas modernas de manejo. É urgente deixar claro que provocar queimadas ilegais é crime.

O Brasil possui longa experiência em monitoramento de focos de queimadas, com uso de bases de dados de imagens de satélites, que permitem identificar, de forma inequívoca, os locais onde as queimadas foram iniciadas. Com essas informações, pode-se reforçar os alertas e as campanhas preventivas nas regiões de maior incidência histórica de focos iniciais de incêndios. A efetividade das operações de combate será maior se ocorrer nos primeiros minutos de fogo.

É importante que as ações preventivas ocorram durante a estação chuvosa. O “alerta climático” precoce de estiagem prolongada deve fazer parte dessa agenda para reduzir os riscos e, em algumas situações, induzir mudanças emergenciais no planejamento das ações de prevenção e combate a incêndios em áreas rurais e periurbanas.

Contribuições da atividade agropecuária

As áreas de cultivos anuais naturalmente estão mais expostas ao risco de incêndios. A palhada, apesar de sua importância agronômica como fornecedora de matéria orgânica, prevenção da erosão, redução da temperatura do solo, entre outros benefícios, eleva esse risco. A proximidade das áreas agrícolas de comunidades rurais e estradas ainda é fator agravante.

Uma técnica de manejo eficiente é o pastoreio de animais no final da estação chuvosa com o objetivo de reduzir a quantidade de palhada. O pastejo controlado intensifica a ciclagem de nutrientes no solo e disponibiliza alimentação volumosa aos animais, além de reduzir o risco e facilitar o controle de queimadas. Apesar de ser uma estratégia barata, eficiente e ambientalmente correta, sua adoção deve considerar os planos de prevenção a queimadas e as legislações ambientais. O acero, que é a remoção de palhada por  meio de gradagem, próximo às estradas também é importante ferramenta para prevenção à entrada do fogo na propriedade rural.  

Políticas públicas 

São várias as regulamentações federais e estaduais que propõem ações que podem auxiliar na prevenção de queimadas. A Política Estadual de Gestão e Proteção à Bacia do Alto Paraguai no estado do Mato Grosso (Lei n. 12.653/2024), por exemplo, admite o acesso à pecuária extensiva e à prática de roçada, visando justamente a redução de biomassa vegetal combustível e os riscos de incêndios florestais, desde que não provoque degradação ambiental, sendo proibida a substituição da vegetação nativa por gramíneas exóticas.

O Projeto de Lei 4.508/2016, em tramitação na Câmara dos Deputados, autoriza a criação de animais em área de Reserva Legal, mediante aprovação de plano de manejo florestal pelo órgão ambiental competente e com o objetivo de controle do volume de massa das forrageiras nativas ou cultivadas já existentes. O Projeto de Lei 1.533/2023, pronto para deliberação no Senado Federal, autoriza o plantio de culturas anuais em áreas laterais de rodovias, conhecidas como faixas de domínio, prática essa que auxiliará na manutenção de vegetação nas beiras das rodovias, diminuindo a biomassa disponível para queimadas. Uma inovação seria a inclusão de uma função de notificação de fogo e fumaça, em tempo real, em aplicativos de navegação por GPS, atualmente amplamente utilizados nos aparelhos celulares.

O período seco ocorre todos os anos, em menor ou maior intensidade, sempre trazendo riscos de queimadas e não pode ser considerado uma surpresa. As ações conjuntas de prevenção a queimadas devem ser estabelecidas e efetivadas no momento certo. Com a ampliação da adoção de boas práticas e o manejo adequado, a agricultura e a pecuária são aliadas aos planos de prevenção de incêndios no Brasil.

sábado, 11 de janeiro de 2025

Novo ano, velhos problemas e novas respostas

Bruno Borgonovo é fundador e CEO da BRW Suprimentos
divulgação / BRW


 O início de um novo ano traz consigo não apenas uma sensação de recomeço, mas também uma lista renovada de desafios. Em 2025, as incertezas econômicas, as mudanças climáticas, o avanço tecnológico e a nova dinâmica do mercado de trabalho colocam as organizações diante de um cenário inédito e cada vez mais complexo. O que funcionou no passado pode não ser mais eficaz. Velhas fórmulas não bastam para enfrentar novas crises. Empresas que insistem em respostas ultrapassadas para problemas atuais correm o risco de ficar para trás. A solução? Resiliência organizacional.

Resiliência não significa apenas resistir às crises, mas também adaptar-se, aprender e transformar desafios em oportunidades. A pandemia de covid-19 deixou uma lição clara: o mundo é imprevisível e exige agilidade. Organizações que conseguiram se reinventar — investindo em novas tecnologias, ajustando processos e ouvindo suas equipes e clientes —  saíram mais fortes. Isso prova que a preparação não pode ser deixada para depois. Ela começa agora, com um planejamento estratégico voltado à flexibilidade e à visão de longo prazo para o ano novo.

O avanço tecnológico, apesar das promessas, exige uma gestão cuidadosa. Ferramentas como inteligência artificial e automação elevam a eficiência, mas demandam capacitação contínua e responsabilidade ética. A tecnologia, por si só, não resolve problemas; o diferencial está na maneira como as empresas a utilizam. Da mesma forma, o compromisso com a sustentabilidade tornou-se central. As mudanças climáticas não são uma abstração: elas afetam cadeias de suprimentos, custos e o comportamento do consumidor. Empresas resilientes entendem que práticas sustentáveis não são apenas uma questão de responsabilidade, mas uma estratégia de sobrevivência e competitividade.

Além disso, o mercado de trabalho está em transformação. Uma nova geração de profissionais, altamente conectada, busca propósito e flexibilidade. Modelos tradicionais de gestão, baseados em hierarquias rígidas e culturas de culpabilização, não funcionam mais. A cultura organizacional deve promover um ambiente de confiança e aprendizado, onde erros possam ser discutidos e transformados em lições valiosas. Organizações que incentivam a inovação e valorizam seus talentos terão mais sucesso em atrair e reter profissionais preparados para os desafios do futuro.

Construir resiliência organizacional exige liderança com visão de longo prazo e ações consistentes no presente. O planejamento integrado de riscos, os investimentos em tecnologia e integridade, aliados a uma gestão ágil e transparente, formam os pilares dessa preparação. O cenário atual é complexo e imprevisível, mas repleto de oportunidades para aqueles que estão preparados. Empresas resilientes não apenas sobrevivem às adversidades: elas se reinventam, crescem e inspiram.

Os desafios do novo ano são inevitáveis, mas o impacto deles dependerá das escolhas feitas agora. A verdadeira força organizacional está na capacidade de aprender, adaptar-se e evoluir. Em tempos de incertezas, velhas fórmulas não bastam. Um mundo em transformação exige novas respostas e estratégias. Organizações que investem em inovação, aprendizado contínuo e uma cultura que transforma erros em oportunidades não apenas sobreviverão, mas prosperarão em 2025 e nos anos seguintes.

 

* Bruno Borgonovo é fundador e CEO da BRW Suprimentos.

Novo ano, velhos problemas e novas respostas

Bruno Borgonovo é fundador e CEO da BRW Suprimentos
divulgação / BRW


 O início de um novo ano traz consigo não apenas uma sensação de recomeço, mas também uma lista renovada de desafios. Em 2025, as incertezas econômicas, as mudanças climáticas, o avanço tecnológico e a nova dinâmica do mercado de trabalho colocam as organizações diante de um cenário inédito e cada vez mais complexo. O que funcionou no passado pode não ser mais eficaz. Velhas fórmulas não bastam para enfrentar novas crises. Empresas que insistem em respostas ultrapassadas para problemas atuais correm o risco de ficar para trás. A solução? Resiliência organizacional.

Resiliência não significa apenas resistir às crises, mas também adaptar-se, aprender e transformar desafios em oportunidades. A pandemia de covid-19 deixou uma lição clara: o mundo é imprevisível e exige agilidade. Organizações que conseguiram se reinventar — investindo em novas tecnologias, ajustando processos e ouvindo suas equipes e clientes —  saíram mais fortes. Isso prova que a preparação não pode ser deixada para depois. Ela começa agora, com um planejamento estratégico voltado à flexibilidade e à visão de longo prazo para o ano novo.

O avanço tecnológico, apesar das promessas, exige uma gestão cuidadosa. Ferramentas como inteligência artificial e automação elevam a eficiência, mas demandam capacitação contínua e responsabilidade ética. A tecnologia, por si só, não resolve problemas; o diferencial está na maneira como as empresas a utilizam. Da mesma forma, o compromisso com a sustentabilidade tornou-se central. As mudanças climáticas não são uma abstração: elas afetam cadeias de suprimentos, custos e o comportamento do consumidor. Empresas resilientes entendem que práticas sustentáveis não são apenas uma questão de responsabilidade, mas uma estratégia de sobrevivência e competitividade.

Além disso, o mercado de trabalho está em transformação. Uma nova geração de profissionais, altamente conectada, busca propósito e flexibilidade. Modelos tradicionais de gestão, baseados em hierarquias rígidas e culturas de culpabilização, não funcionam mais. A cultura organizacional deve promover um ambiente de confiança e aprendizado, onde erros possam ser discutidos e transformados em lições valiosas. Organizações que incentivam a inovação e valorizam seus talentos terão mais sucesso em atrair e reter profissionais preparados para os desafios do futuro.

Construir resiliência organizacional exige liderança com visão de longo prazo e ações consistentes no presente. O planejamento integrado de riscos, os investimentos em tecnologia e integridade, aliados a uma gestão ágil e transparente, formam os pilares dessa preparação. O cenário atual é complexo e imprevisível, mas repleto de oportunidades para aqueles que estão preparados. Empresas resilientes não apenas sobrevivem às adversidades: elas se reinventam, crescem e inspiram.

Os desafios do novo ano são inevitáveis, mas o impacto deles dependerá das escolhas feitas agora. A verdadeira força organizacional está na capacidade de aprender, adaptar-se e evoluir. Em tempos de incertezas, velhas fórmulas não bastam. Um mundo em transformação exige novas respostas e estratégias. Organizações que investem em inovação, aprendizado contínuo e uma cultura que transforma erros em oportunidades não apenas sobreviverão, mas prosperarão em 2025 e nos anos seguintes.

 

* Bruno Borgonovo é fundador e CEO da BRW Suprimentos.

Tudo é birra? Livro infantil ensina famílias a lidar com a raiva


Educadora parental apresenta estratégias simples para acolher emoções, equilibrar reações e fortalecer os laços entre pais e filhos

Em Ari Encontra a Calma: História de Apoio para os Momentos de Raiva, a escritora e educadora parental Taisa Raphael entrega ensinamentos valiosos para ajudar as crianças – e suas famílias – a transformarem momentos de frustração em oportunidades de aprendizado e serenidade. 

Com rimas que tornam a narrativa um longo poema e ilustrações de Gleiciene Costa, o livro infantil acompanha Ari, uma ovelhinha inteligente e divertida, mas que enfrenta um grande desafio: a dificuldade em lidar com a raiva.  

Seguindo o exemplo dos adultos da família, que também deixam as emoções negativas rolarem soltas, a protagonista cria tumulto sempre que algo não sai como o esperado. 

Porém, em um sonho revelador, Ari visita a Vila da Calmaria, onde cada casinha representa uma chance de conhecer estratégias para combater essa tendência. Para isso, a tartaruga Vida, o caracol Lee, a preguiça Hanu, a coala Daina, o cavalo-marinho Ten e a coruja Tala compartilham dicas como beber um copo d’água gelado, respirar fundo, contar até dez e ouvir música.  

A raiva não está proibida.  
Faz parte! É legítima! 
Mas precisa ser ouvida,  
traduzida e entendida! 
(Ari Encontra a Calma, p. 22) 

Após aprender a importância dessas técnicas simples e acessíveis, Ari leva os ensinamentos para a família, revolucionando o modo como todos lidam com momentos de desacordo, insatisfação e decepção. Assim, a história convida pequenos e adultos a refletirem sobre o modo como reagem no dia a dia e os efeitos que isso tem no relacionamento com os filhos. 

Inspirada pela própria experiência como mãe, Taisa Raphael buscou na formação em Educação Parental uma ferramenta para entender como fortalecer os laços dentro de casa. Agora, ela transmite esses ensinamentos com uma abordagem sensível, que visa aprimorar a saúde emocional das crianças. 

Repleta de personagens cativantes e estratégias práticas, Ari Encontra a Calma é uma obra que contribui para transformar a maneira como as famílias encaram os desafios emocionais do dia a dia, promove conexões mais saudáveis e cria um ambiente acolhedor para o crescimento e o aprendizado mútuo. 

 

Ficha técnica 

Livro: Ari Encontra a Calma: história de apoio para os momentos de raiva  
Autora: Taisa Raphael 
Páginas: 32 
ISBN: 978-65-01-13577-9 
Preço: R$ 42,90 
Link de venda: Amazon 

Sobre a autora 

Taisa Raphael de Oliveira nasceu no Rio de Janeiro em 8 de janeiro de 1982. Casada e mãe de dois filhos, Bento e Eva, inspirou-se na própria jornada na maternidade para se especializar em Educação Parental, certificada pelo Instituto Eduque Bem. Os desafios e as alegrias de criar os filhos a guiaram para a prática da Educação Respeitosa, um caminho que vem transformando sua visão e abordagem da parentalidade. 

Redes sociais: Instagram   

sexta-feira, 10 de janeiro de 2025

Embrapa Café lança publicação sobre manejo integrado de pragas e doenças dos cafés conilon e robusta

 


Circular Técnica destaca as principais pragas e doenças que afetam o Coffee canephora no Brasil e apresenta as respectivas diretrizes de monitoramento e manejo

Nova publicação da série Embrapa, Circular Técnica nº9 – “Manejo integrado de pragas e doenças dos café conilon e robusta”, lançada pela Embrapa Café, coordenadora do Consórcio Pesquisa Café, tem como objetivo apresentar de forma detalhada as principais pragas e doenças que afetam a produção de Coffee canephora no território nacional, e ainda trazer informações sobre a biologia e as recomendações necessárias para a adoção do manejo integrado dos problemas fitossanitários que afetam a cultura desse tipo de café.

Em geral, as pragas e as doenças do cafeeiro representam fatores limitantes para a produção e a produtividade da cultura, tanto para os pequenos agricultores de base familiar, como para os grandes produtores em escala empresarial, e, assim, podem causar grandes perdas aos produtores quando não manejadas com base nas recomendações técnicas. Com esse propósito, esta Circular apresenta as principais diretrizes de monitoramento e de manejo que visam mitigar e minimizar os efeitos deletérios de tais problemas em relação à espécie de C. canephora.

O Brasil é também historicamente um grande produtor e exportador da espécie de C. canephora, sendo os estados do Espírito Santo e de Rondônia que lideram a produção dessa espécie. Em geral, dependendo das peculiaridades específicas de cada safra brasileira, a cada ano, a espécie de Coffea arabica representa em torno de 70% da produção total e a da espécie de C. canephora 30%. Diante de tais performances, constata-se que a produção dos cafés robusta e conilon historicamente possui grande importância econômica e social para o nosso país.

Contudo, as pragas e doenças do cafeeiro de C. canefora, que são objeto desta Circular Técnica, conforme já foi mencionado, representam fatores limitantes para a produção e produtividade da cultura. Assim, para assegurar a sustentabilidade dos sistemas produtivos, as estratégias de manejo e controle de pragas e doenças devem ser priorizadas e aplicadas em escala temporal e espacial. Essa estratégia se baseia em um conjunto de ações que promovem menos impacto ao meio ambiente e à saúde do trabalhador. Para tanto, conforme as recomendações técnicas da Circular, exige o envolvimento multidisciplinar de diferentes áreas do conhecimento em toda a cadeia produtiva, para que haja garantia da produtividade, qualidade, lucratividade e desenvolvimento rural.

A publicação Circular Técnica nº9 – “Manejo integrado de pragas e doenças dos café conilon e robusta”, lançada pela Embrapa Café, visa disponibilizar informações atualizadas das principais pragas e doenças e de medidas para a adoção do manejo integrado na cultura dos cafés conilon e robusta. Para o controle químico, foi consultado o Sistema de Agrotóxicos Fitossanitários (Agrofit), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o qual reúne informações de defensivos agrícolas registrados para as culturas.

Ao final da publicação foi incluída uma síntese de diretrizes de monitoramento e manejo para o controle das pragas e doenças dos cafés conilon e robusta, a fim de facilitar o acesso à informação no campo. Espera-se que o conjunto de informações apresentadas agregue conhecimentos e facilite a tomada de decisão dos produtores. 

Leia esta ANÁLISE/DIVULGAÇÃO na íntegra na página da EMBRAPA CAFÉ e do Observatório do Café e do Consórcio Pesquisa Café

Conheça o acervo de publicações da Embrapa Café e baixe os arquivos pelo link https://www.embrapa.br/cafe/publicacoes. Acesse também todas ANÁLISES e notícias da cafeicultura no Observatório do Café.

Jovens do agronegócio do Rio Grande do Sul se preparam rumo ao Canadá

 Através do programa Young Farmers, 18 jovens brasileiros vivenciarão experiencia no agronegócio graças a uma parceria entre Paulo Herrmann e EMATER RS

 

São Paulo, 9 de janeiro de 2025 – Os desafios já começaram para um grupo de jovens ligados ao agronegócio no Rio Grande do Sul. Dezoito alunos embarcarão para Vancouver, em março, para vivenciar experiencias inéditas no agronegócio canadense.  Tudo começou com um sonho de um filho de agricultores de uma pequena cidade do Rio Grande do Sul chamado Paulo Herrmann. Seu objetivo é transformar o futuro de jovens agricultores e pequenas comunidades no estado. Em uma iniciativa inédita, Herrmann, em parceria com a EMATER RS, lançou o programa Young Farmers, um projeto que abre portas para jovens com perfil de liderança e espírito empreendedor, proporcionando uma experiência internacional transformadora no Canadá. Com o apoio essencial da EMATER RS e de patrocinadores, além do suporte do Consulado Canadense, através do Trade Commissione, Paulo Orlandi, o programa foi viabilizado pela Canada Intercambio, uma empresa canadense que reuniu todas as partes essenciais e coordenou a logística para tornar a iniciativa uma realidade.


Cronograma do programa:  No dia 9 de dezembro de 2024, os alunos iniciaram um curso de inglês online ministrado pela SELC Languages School, de Vancouver. Essa etapa será concluída no dia 18 de janeiro de 2025.

A partir de 27 de janeiro, os participantes continuarão os estudos no Brasil, dedicando-se, durante oito semanas, a temas essenciais como comunicação nos negócios internacionais, sustentabilidade, inovação tecnológica e os desafios do setor agrícola. Essa etapa será conduzida pela SELC College.

No dia 29 de março, o grupo embarcará para Vancouver, no Canadá. Durante cinco semanas no país, os alunos se aprofundarão em tópicos avançados relacionados à agricultura familiar canadense e a técnicas sustentáveis.

Entre os dias 1º e 5 de maio, os participantes serão alocados em propriedades rurais na província de British Columbia. Lá, terão a oportunidade de vivenciar na prática temas como agropecuária, plantações sustentáveis, criação de animais, entre outros. O objetivo é que as experiências adquiridas no Canadá sejam adaptadas e aplicadas no contexto brasileiro.

O programa contará com alunos de diversas cidades do Rio Grande do Sul, incluindo São Francisco de Paula, Caseiros, Barão, Pelotas, Rio Grande, Ibirubá, Novo Machado, Santo Augusto, Cacique Doble, Saldanha Marinho, Carazinho, Cruz Alta, Cândido Godói, São Paulo das Missões, Sede Nova, Cuiabá e Estrada Velha.

Organização do programa - A criação do projeto demandou meses de planejamento e organização. “A EMATER RS foi fundamental para a concretização deste projeto, assim como nossos patrocinadores, que acreditaram em nossa proposta”, comenta Herrmann. O principal objetivo do programa Young Farmers é conectar os jovens ao cenário global, apresentando novas tecnologias, práticas sustentáveis e métodos avançados de agricultura. “Não é apenas sobre aprender algo novo, mas sobre abrir a mente para uma visão global. Precisamos de líderes que falem inglês, que estejam conectados com o mundo e que enxerguem oportunidades”, ressalta o executivo.


Cada jovem selecionado para o Young Farmers recebeu investimento de R$ 80 mil, cobrindo despesas de viagem, hospedagem, alimentação, capacitação e todas as atividades no Canadá. Até o momento, 20 jovens foram inscritos. Herrmann, até então, ao lado da presidente da EMATER RS, Mara Saalfeld, acompanhou de perto cada etapa do projeto, desde a concepção, incluindo uma visita ao Canadá para conhecer a instituição acadêmica parceira e diversas propriedades agrícolas na província de British Columbia, onde os estudantes terão imersão prática.


Durante sua visita, Herrmann fez uma apresentação com dados para uma audiência estratégica, incluindo CEOs das Vancouver e Surrey Board of Trade, o BC Council for International Education, representantes do Farmers of BC Community, Departamento de Comércio Exterior, Consulado-Geral do Brasil, além do Ministério do Trabalho e do Ministro da Educação da Colúmbia Britânica.


 

 

Estrutura do Programa e Transformação de Vidas - Young Farmers oferece uma formação sólida de oito meses, que combina aprendizado no Brasil e no Canadá, com o objetivo de capacitar jovens agricultores para aplicar práticas inovadoras em suas comunidades de origem. Inicialmente, no Brasil, os participantes passam por quatro semanas de inglês especializado no agronegócio, seguidas por oito semanas de formação acadêmica, abordando temas essenciais como comunicação nos negócios internacionais, sustentabilidade, inovação tecnológica e os desafios econômicos do setor agrícola. Em seguida, embarcam para o Canadá, onde continuarão com a formação acadêmica por cinco semanas, aprofundando-se em tópicos avançados sobre agricultura familiar canadense e técnicas sustentáveis.


Posteriormente, os estudantes participam de uma imersão prática de quatro meses, acolhidos por agricultores locais, engajados no projeto, onde poderão aplicar o conhecimento em operações reais e trocar experiências. Esses jovens brasileiros, que já possuem experiência no setor agro, contribuem com suas perspectivas enquanto aprendem sobre as melhores práticas canadenses. O objetivo é fomentar uma colaboração bilateral, criando laços de confiança e interesses compartilhados, fortalecendo as propriedades agrícolas tanto no Brasil quanto no Canadá, em uma parceria que valoriza o crescimento mútuo e o compartilhamento de conhecimentos.


O programa foi criado a partir de uma aspiração pessoal de Herrmann, que o acompanha de perto do início ao fim, sem nenhum interesse financeiro. “É importante ser altruísta e deixar um legado. Tive uma carreira executiva bem-sucedida e agora quero retribuir, investindo nos jovens. Estou convencido de que este programa será transformador e, no futuro, quero levar mais jovens para viver essa experiência”, diz Herrmann, ressaltando que o propósito é incentivar os jovens a encontrarem um propósito genuíno em suas vidas.

Ao final do programa, cada estudante recebe um certificado emitido pelo Ministério da Educação do Canadá, validando sua formação internacional e abrindo novas perspectivas para a aplicação de suas habilidades no Brasil.

 

 


Por que o Canadá? O Canadá foi escolhido por sua abertura a novas culturas e por compartilhar com o Brasil características como vasta extensão territorial e diversidade cultural. Segundo dados recentes da Statistics Canada, o país ultrapassou a marca de 40 milhões de habitantes em 2023. “O Canadá oferece um ambiente favorável para quem busca expandir horizontes e adquirir novos conhecimentos”, comenta Herrmann. Além disso, o agronegócio canadense é um setor robusto, empregando 2,3 milhões de pessoas e gerando 143,8 bilhões de dólares canadenses, representando cerca de 7% do PIB nacional. “Esse setor essencial para a economia canadense busca continuamente trocar experiências e inovações com outros países, e o Young Farmers promove exatamente esse tipo de colaboração e desenvolvimento mútuo”, complementa Rosa Maria Troes, CEO da Canada Intercambio.



Impacto para Empresas e Desenvolvimento do Setor - O programa conta com apoio de empresas e cooperativas de diferentes áreas – incluindo tecnologia agrícola, irrigação e o setor financeiro – todas comprometidas com o desenvolvimento de uma nova geração de líderes para o agronegócio brasileiro. Além do apoio financeiro, alguns dos patrocinadores esperam que esses jovens, ao retornarem, realizem estágios em suas empresas e, eventualmente, ocupem posições estratégicas, trazendo a visão global e o conhecimento prático adquiridos no exterior.

“Neste programa, tivemos duas abordagens: a maioria dos estudantes foi selecionada pela EMATER, enquanto alguns patrocinadores indicaram candidatos específicos, todos passando pelo mesmo critério rigoroso de avaliação”, explica Herrmann. Ele cita exemplos como o de uma cooperativa que indicou jovens para desenvolver o cooperativismo e uma empresa de biodiesel de Passo Fundo que aposta nesses futuros líderes para sua continuidade.

 

Retorno ao Brasil e Projetos de Implementação - Após 4,5 meses de experiência prática em propriedades no Canadá, os jovens serão recebidos pela EMATER e pelos patrocinadores no Brasil, que acompanharão a implementação dos projetos desenvolvidos durante o intercâmbio. “Queremos que os participantes apliquem os conhecimentos adquiridos, seja em suas propriedades familiares ou nas empresas patrocinadoras, promovendo um impacto direto em suas comunidades”, ressalta Rosa Maria. Dessa forma, o Young Farmers visa não apenas capacitar esses jovens, mas também fortalecer o futuro do agronegócio brasileiro, com uma geração preparada para enfrentar os desafios globais da produção de alimentos.

 

Inscrições Abertas e Expansão do Projeto - Estão abertas as inscrições para a segunda edição do programa Young Farmers! Jovens de 19 a 26 anos interessados em participar, assim como empresas que desejam patrocinar essa iniciativa, podem garantir sua vaga.

https://www.canadaintercambio.com/idiomas-e-carreira/carreira-e-negocios/programa-young-farmers-jovens-no-agronegocio/


Brincar para aprender: como as férias podem ser aliadas no desenvolvimento infantil

 


Especialista em educação destaca como as brincadeiras contribuem para o aprendizado e dá dicas de como os pais podem incentivar o desenvolvimento durante o recesso escolar

As férias escolares são um momento muito aguardado pelas crianças. É o período em que elas têm a oportunidade de relaxar, brincar e aproveitar o tempo livre. Mas o que muitos pais talvez não saibam é que a brincadeira vai além da diversão: ela é essencial para o desenvolvimento cognitivo, social e emocional das crianças. Segundo Mariana Bruno Chaves, pós-graduada em psicopedagogia e especialista em educação na rede Kumon, brincar é uma forma poderosa de aprendizado.

 

"Por meio das brincadeiras, as crianças desenvolvem habilidades fundamentais, como a criatividade, a resolução de problemas, a colaboração e até mesmo conceitos básicos de matemática e linguagem. O brincar permite que elas aprendam de forma natural e significativa, conectando experiências do dia a dia com novos conhecimentos", explica Mariana.

 

Durante as férias, os pais e familiares podem aproveitar para estimular o desenvolvimento das crianças por meio de brincadeiras que incentivem a imaginação e o aprendizado. Mariana ressalta que esse período é uma oportunidade para fortalecer os vínculos familiares enquanto as crianças adquirem habilidades importantes para a vida.

 

Cinco maneiras de usar a brincadeira para estimular o aprendizado:

 

  1. Jogos de tabuleiro e cartas: além de proporcionar momentos de diversão em família, esses jogos ajudam a desenvolver o raciocínio lógico, o pensamento estratégico e a paciência. Jogos com números, como dominó ou baralho, também reforçam conceitos matemáticos de forma lúdica.

 

  1. Brincadeiras ao ar livre: atividades como esconde-esconde, pega-pega ou até jardinagem estimulam a coordenação motora, a interação social e a criatividade. Além disso, estar em contato com a natureza é fundamental para o bem-estar emocional das crianças.

 

  1. Leitura compartilhada: ler histórias juntos é uma maneira prazerosa de estimular a imaginação e ampliar o vocabulário. "A leitura é uma brincadeira que transporta a criança para diferentes mundos e, ao mesmo tempo, promove um aprendizado profundo e significativo", destaca Mariana.

 

  1. Artes e manualidades: pintar, desenhar ou criar esculturas com materiais recicláveis desenvolvem habilidades motoras finas e incentivam a expressão artística. Esses momentos também promovem a concentração e o foco, fundamentais para o aprendizado.

 

  1. Brincadeiras que envolvem desafios: montar quebra-cabeças, criar enigmas ou construir objetos com blocos de montar estimula o pensamento crítico. "Quando a criança supera desafios em uma brincadeira, ela aprende a lidar com erros e a buscar soluções, o que é uma habilidade essencial para o futuro", ressalta a especialista.

 

Ao incluir essas atividades no dia a dia das férias, os pais não apenas ajudam as crianças a se divertirem, mas também a aprenderem e se desenvolverem de forma completa. "Brincar é a linguagem da infância, e é por meio dela que as crianças se conectam com o mundo e constroem o conhecimento. Aproveitar as férias para brincar em família é um investimento no aprendizado e no vínculo emocional", conclui Mariana.

PND: inscrições são prorrogadas até 10/7

PND: inscrições são prorrogadas até 10/7 Participantes devem se inscrever no Sistema PND. Prazo também foi prorrogado para solicitações de a...