terça-feira, 30 de setembro de 2014

Você tem competência comunicativa?

por Eunice Mendes

Nos contos de fadas, um dos principais componentes é o animismo, que corresponde à atribuição de capacidades humanas para animais, seres fantásticos e até objetos. Adaptando esse conceito para o âmbito das empresas, poderíamos defender a existência do “organizacionismo”. Refiro-me àquelas características humanas marcantes, nem sempre positivas, que embora em um primeiro momento possam ser associadas a este ou aquele colaborador individualmente, afetam o ambiente corporativo como um todo, incluindo a comunicação que pulsa em cada um dos seus espaços e, consequentemente, a sua imagem perante o mercado.

As empresas se tornam humanas porque são formadas por nós: seres humanos. Dotados de consciência, capacidade de comunicação e... cheios de “defeitinhos”. Certamente, todos cometemos erros, afinal ninguém é perfeito, mas nos esforçamos para esconder essa condição; quando estamos sozinhos podemos até “relaxar a guarda”, mas muitos não conseguem ser condescendentes nem consigo mesmos. Sim, somos falíveis, contudo, em geral, não queremos admitir isso, então adotamos uma máscara, e saímos com ela por aí, vestidos de poderosos e bem resolvidos.

Mas assim como não há crime perfeito, mesmo contra a nossa vontade, vamos deixando pistas daquilo que realmente somos aqui e ali. As pessoas à nossa volta não decifram o enigma, mas percebem a “falha no sistema”, e como também é comum a todo ser humano, nos julgam por determinada característica que deixamos escapar. É assim que somos tachados por um estereótipo e nos assustamos quando nos vemos reduzidos a tão ignóbil sentença: “Onde já se viu fulano dizer que eu chato?” ou “Quem é sicrano para ficar espalhando por aí que eu sou autoritário?”.

Pondo a mão na consciência, como dizia minha avó, excluindo o veneno gratuito destilado, será que esse monstro pintado a nosso respeito não está, de fato, escondido dentro do nosso armário? Será que, de vez em quando –  não tão de vez em quando assim – ele não escapa do seu esconderijo e sai por aí assustando todo mundo?

Como não podemos nos enxergar nos inúmeros papeis que representamos ao longo da vida, muitas vezes agimos como cegos e surdos sociais. Quem nos dá as pistas sobre quem somos e o modo como atuamos são as outras pessoas.
O que tento fazer a seguir é justamente listar alguns exemplos de comportamentos assumidos na interação com o outro marcados pelo autoengano e pelo despreparo para a convivência diária ou frequente no contexto profissional:
 
O atirador de facas. É aquela pessoa que está sempre mal-humorada, é agressiva e parece incapaz de baixar o tom de voz. Nas reuniões, só sabe apontar as falhas, jamais as conquistas da equipe. Nunca está disposto a entrar em sintonia com aquilo que os outros precisam ou desejam, e não consegue facilitar o aprendizado de quem quer que seja por se negar a falar a língua do outro. Vive de peito estufado, com a respiração curta, o queixo erguido. Tem gestos bruscos e exibe uma eterna expressão de impaciência. 


Como mudar: o primeiro passo é fazer uma autoanálise e deixar emergir aquele lado mais humano e sensível, por meio do qual somos capazes de nos colocar no lugar da outra pessoa. A ansiedade faz com que esqueçamos que existem várias maneiras de dizer a mesma coisa; já quem para e pensa consegue fazer as escolhas mais adequadas para cada situação.
 
O espalha-rodinha. É aquele colega que, se você pergunta “Como vai?”, ele relata em minúcias, muito bem explicadinho, tudo o que fez desde a hora que acordou até o momento de dormir. Esse tipo de pessoa não dialoga, faz relatórios. Divaga, mostra duzentas fotos do passeio que fez no último feriado, conta as aventuras do cachorro, do gato, a briga com o vizinho... Por tudo isso, basta chegar para todo mundo sair de perto. Nas reuniões, toma a palavra e não passa para ninguém. Nunca faz perguntas, apenas discursos. Demonstra ter pouca habilidade social e nenhuma capacidade para ouvir. 

Como mudar: saber ouvir é muito importante, não por caso existe um ditado chinês segundo o qual os ouvidos e a boca devem ser usados na proporção que ocupam em nós, ou seja, dois para um. Nas reuniões de trabalho, jamais se deve perder o foco, desperdiçar o tempo, por isso é crucial aprender a perguntar e a ouvir as respostas com atenção; só assim conseguimos estabelecer uma conexão verdadeira e alinhar raciocínios. Caso contrário, corremos o risco de sermos improdutivos e nos tornarmos míopes sociais.

 
maria-vai-com-as-outras. Sua comunicação não tem identidade, ou melhor, tem qualquer uma, mas nenhuma delas é capaz de fixar a sua marca. Em outras palavras, não tem voz própria. Sua opinião é sempre a da maioria. Normalmente, também é visto pelos outros como um funcionário puxa-saco. A linguagem corporal desse tipo de comunicador costuma ser a do eterno “bonzinho”: sorriso duvidoso colado na boca, postura subserviente, ombros caídos e uma aparência de quem não tem energia. 

Como mudar: é preciso ter coragem de dizer o que pensa, mesmo sob o risco de que as opiniões emitidas não sejam aceitas por alguns ou que as pessoas não apreciem. Isso significa ser coerente com os próprios sentimentos e atitudes. Para ser respeitado é preciso ter voz e uma estrutura interna firme.

 
O conselheiro de plantão. Está sempre disposto a atender os colegas que chegam com alguma dificuldade; o problema é que nem sempre sua ajuda foi solicitada. Mesmo assim, faz questão de dar o seu palpite, sentenciar uma solução, um caminho a ser tomado, pois, no seu entender, é a pessoa que mais lê, a mais experiente e, consequentemente, a mais sábia. Pior ainda, se os outros não aceitam suas sugestões, sente-se ofendido como se uma ordem sua tivesse sido descumprida. 
Como mudar: ao perceber que esse tipo de comportamento é recorrente em nossa inter-relação com as outras pessoas, devemos nos esforçar para sermos mais empáticos, abertos para ouvir e, sobretudo, evitar fazer diagnósticos precipitados. Muitas vezes o outro só necessita falar e não está buscando interpretações ou sugestões.

 
                       O rádio-peão. Vulgo “fofoqueiro de plantão”. Sabe tudo o que acontece na empresa e usa isso como forma de poder. Normalmente, trabalha pouco, porque se perde nas conversas do café, contando quem saiu com quem, quem brigou com quem, quem corre risco de demissão. Ao contrário do que se imagina, não age de forma espalhafatosa; fala baixo, tem um humor ácido e dá risadinhas irritantes. Não é um funcionário confiável, pois pode manipular as informações e jogar uns contra os outros, inventando mentiras e provocando a discórdia entre os colegas. 



Como mudar: uma boa terapia pode funcionar, pois enquanto olhamos para a vida dos outros, deixamos de cuidar de nós mesmos, dos nossos planos, das nossas habilidades. Esse tipo de atitude semeia raiva e sofrimento.
Como essas, existem outras características que podem ser identificadas em todos nós e, vez ou outra, manifestam-se em determinadas circunstâncias, especialmente aquelas em que existe a necessidade de interagir. Piadinhas à parte, é preciso encarar seriamente a necessidade de refinar o autoconhecimento e desenvolver uma comunicação mais eficaz para evitar consequências desastrosas no dia a dia organizacional.
Por isso, peço que reflita sobre a pergunta que dá título a este artigo: Você tem competência comunicativa?
Se respondeu “não” ou, por um breve segundo, hesitou em dar o próprio veredicto, bem-vindo ao clube: somos todos humanos. Falíveis. Cheios de “defeitinhos”. Mas isso não é desculpa para acomodar-se. O trabalho é longo e exige a disposição de uma formiguinha, porém o resultado compensa, permitindo o estabelecimento de um clima saudável no ambiente de trabalho e a formação de equipes mais produtivas.
Algumas rotas para essa mudança foram propostas aqui neste artigo de forma bem-humorada e ao mesmo tempo muito séria, como convém a todo trabalho que se pretenda não estressante, mas certamente existem outras que vamos apresentar em novas oportunidades.
Lembre-se: respiramos comunicação o tempo todo, mas respirar não é tão simples assim. Para que o ar entre e saia de forma mais eficiente dos nossos pulmões, precisamos parar e pensar no movimento que estamos realizando, não é verdade? O mesmo vale para quem se comunica. Temos de treinar duro e sempre para aprimorar a nossa performance pessoal e profissional, que, no fim das contas, é o nosso principal cartão de visitas.
Somos do tamanho e da qualidade da comunicação que conseguimos estabelecer nos meios em que atuamos.

Eunice Mendes é atriz, pedagoga e especialista em Comunicação Empresarial há mais de 30 anos com 03 livros publicados.

Você tem competência comunicativa?

por Eunice Mendes

Nos contos de fadas, um dos principais componentes é o animismo, que corresponde à atribuição de capacidades humanas para animais, seres fantásticos e até objetos. Adaptando esse conceito para o âmbito das empresas, poderíamos defender a existência do “organizacionismo”. Refiro-me àquelas características humanas marcantes, nem sempre positivas, que embora em um primeiro momento possam ser associadas a este ou aquele colaborador individualmente, afetam o ambiente corporativo como um todo, incluindo a comunicação que pulsa em cada um dos seus espaços e, consequentemente, a sua imagem perante o mercado.

As empresas se tornam humanas porque são formadas por nós: seres humanos. Dotados de consciência, capacidade de comunicação e... cheios de “defeitinhos”. Certamente, todos cometemos erros, afinal ninguém é perfeito, mas nos esforçamos para esconder essa condição; quando estamos sozinhos podemos até “relaxar a guarda”, mas muitos não conseguem ser condescendentes nem consigo mesmos. Sim, somos falíveis, contudo, em geral, não queremos admitir isso, então adotamos uma máscara, e saímos com ela por aí, vestidos de poderosos e bem resolvidos.

Mas assim como não há crime perfeito, mesmo contra a nossa vontade, vamos deixando pistas daquilo que realmente somos aqui e ali. As pessoas à nossa volta não decifram o enigma, mas percebem a “falha no sistema”, e como também é comum a todo ser humano, nos julgam por determinada característica que deixamos escapar. É assim que somos tachados por um estereótipo e nos assustamos quando nos vemos reduzidos a tão ignóbil sentença: “Onde já se viu fulano dizer que eu chato?” ou “Quem é sicrano para ficar espalhando por aí que eu sou autoritário?”.

Pondo a mão na consciência, como dizia minha avó, excluindo o veneno gratuito destilado, será que esse monstro pintado a nosso respeito não está, de fato, escondido dentro do nosso armário? Será que, de vez em quando –  não tão de vez em quando assim – ele não escapa do seu esconderijo e sai por aí assustando todo mundo?

Como não podemos nos enxergar nos inúmeros papeis que representamos ao longo da vida, muitas vezes agimos como cegos e surdos sociais. Quem nos dá as pistas sobre quem somos e o modo como atuamos são as outras pessoas.
O que tento fazer a seguir é justamente listar alguns exemplos de comportamentos assumidos na interação com o outro marcados pelo autoengano e pelo despreparo para a convivência diária ou frequente no contexto profissional:
 
O atirador de facas. É aquela pessoa que está sempre mal-humorada, é agressiva e parece incapaz de baixar o tom de voz. Nas reuniões, só sabe apontar as falhas, jamais as conquistas da equipe. Nunca está disposto a entrar em sintonia com aquilo que os outros precisam ou desejam, e não consegue facilitar o aprendizado de quem quer que seja por se negar a falar a língua do outro. Vive de peito estufado, com a respiração curta, o queixo erguido. Tem gestos bruscos e exibe uma eterna expressão de impaciência. 


Como mudar: o primeiro passo é fazer uma autoanálise e deixar emergir aquele lado mais humano e sensível, por meio do qual somos capazes de nos colocar no lugar da outra pessoa. A ansiedade faz com que esqueçamos que existem várias maneiras de dizer a mesma coisa; já quem para e pensa consegue fazer as escolhas mais adequadas para cada situação.
 
O espalha-rodinha. É aquele colega que, se você pergunta “Como vai?”, ele relata em minúcias, muito bem explicadinho, tudo o que fez desde a hora que acordou até o momento de dormir. Esse tipo de pessoa não dialoga, faz relatórios. Divaga, mostra duzentas fotos do passeio que fez no último feriado, conta as aventuras do cachorro, do gato, a briga com o vizinho... Por tudo isso, basta chegar para todo mundo sair de perto. Nas reuniões, toma a palavra e não passa para ninguém. Nunca faz perguntas, apenas discursos. Demonstra ter pouca habilidade social e nenhuma capacidade para ouvir. 

Como mudar: saber ouvir é muito importante, não por caso existe um ditado chinês segundo o qual os ouvidos e a boca devem ser usados na proporção que ocupam em nós, ou seja, dois para um. Nas reuniões de trabalho, jamais se deve perder o foco, desperdiçar o tempo, por isso é crucial aprender a perguntar e a ouvir as respostas com atenção; só assim conseguimos estabelecer uma conexão verdadeira e alinhar raciocínios. Caso contrário, corremos o risco de sermos improdutivos e nos tornarmos míopes sociais.

 
maria-vai-com-as-outras. Sua comunicação não tem identidade, ou melhor, tem qualquer uma, mas nenhuma delas é capaz de fixar a sua marca. Em outras palavras, não tem voz própria. Sua opinião é sempre a da maioria. Normalmente, também é visto pelos outros como um funcionário puxa-saco. A linguagem corporal desse tipo de comunicador costuma ser a do eterno “bonzinho”: sorriso duvidoso colado na boca, postura subserviente, ombros caídos e uma aparência de quem não tem energia. 

Como mudar: é preciso ter coragem de dizer o que pensa, mesmo sob o risco de que as opiniões emitidas não sejam aceitas por alguns ou que as pessoas não apreciem. Isso significa ser coerente com os próprios sentimentos e atitudes. Para ser respeitado é preciso ter voz e uma estrutura interna firme.

 
O conselheiro de plantão. Está sempre disposto a atender os colegas que chegam com alguma dificuldade; o problema é que nem sempre sua ajuda foi solicitada. Mesmo assim, faz questão de dar o seu palpite, sentenciar uma solução, um caminho a ser tomado, pois, no seu entender, é a pessoa que mais lê, a mais experiente e, consequentemente, a mais sábia. Pior ainda, se os outros não aceitam suas sugestões, sente-se ofendido como se uma ordem sua tivesse sido descumprida. 
Como mudar: ao perceber que esse tipo de comportamento é recorrente em nossa inter-relação com as outras pessoas, devemos nos esforçar para sermos mais empáticos, abertos para ouvir e, sobretudo, evitar fazer diagnósticos precipitados. Muitas vezes o outro só necessita falar e não está buscando interpretações ou sugestões.

 
                       O rádio-peão. Vulgo “fofoqueiro de plantão”. Sabe tudo o que acontece na empresa e usa isso como forma de poder. Normalmente, trabalha pouco, porque se perde nas conversas do café, contando quem saiu com quem, quem brigou com quem, quem corre risco de demissão. Ao contrário do que se imagina, não age de forma espalhafatosa; fala baixo, tem um humor ácido e dá risadinhas irritantes. Não é um funcionário confiável, pois pode manipular as informações e jogar uns contra os outros, inventando mentiras e provocando a discórdia entre os colegas. 



Como mudar: uma boa terapia pode funcionar, pois enquanto olhamos para a vida dos outros, deixamos de cuidar de nós mesmos, dos nossos planos, das nossas habilidades. Esse tipo de atitude semeia raiva e sofrimento.
Como essas, existem outras características que podem ser identificadas em todos nós e, vez ou outra, manifestam-se em determinadas circunstâncias, especialmente aquelas em que existe a necessidade de interagir. Piadinhas à parte, é preciso encarar seriamente a necessidade de refinar o autoconhecimento e desenvolver uma comunicação mais eficaz para evitar consequências desastrosas no dia a dia organizacional.
Por isso, peço que reflita sobre a pergunta que dá título a este artigo: Você tem competência comunicativa?
Se respondeu “não” ou, por um breve segundo, hesitou em dar o próprio veredicto, bem-vindo ao clube: somos todos humanos. Falíveis. Cheios de “defeitinhos”. Mas isso não é desculpa para acomodar-se. O trabalho é longo e exige a disposição de uma formiguinha, porém o resultado compensa, permitindo o estabelecimento de um clima saudável no ambiente de trabalho e a formação de equipes mais produtivas.
Algumas rotas para essa mudança foram propostas aqui neste artigo de forma bem-humorada e ao mesmo tempo muito séria, como convém a todo trabalho que se pretenda não estressante, mas certamente existem outras que vamos apresentar em novas oportunidades.
Lembre-se: respiramos comunicação o tempo todo, mas respirar não é tão simples assim. Para que o ar entre e saia de forma mais eficiente dos nossos pulmões, precisamos parar e pensar no movimento que estamos realizando, não é verdade? O mesmo vale para quem se comunica. Temos de treinar duro e sempre para aprimorar a nossa performance pessoal e profissional, que, no fim das contas, é o nosso principal cartão de visitas.
Somos do tamanho e da qualidade da comunicação que conseguimos estabelecer nos meios em que atuamos.

Eunice Mendes é atriz, pedagoga e especialista em Comunicação Empresarial há mais de 30 anos com 03 livros publicados.

sábado, 27 de setembro de 2014

O dia em que o dono da Amazon fez SEO

 
Por Diego Ivo*

“Os registros da Internet mostram que, durante aquele período [meados de 1994], eles registraram os domínios Awake.com, Browse.com e Bookmall.com. Bezos [o fundador da Amazon] também considerou Aard.com, de origem irlandesa, por um curto tempo. A ideia era usar a palavra para aparecer no topo da maioria das listas de websites, que na época seguiam a ordem alfabética.” (A Loja De Tudo – Jeff Bezos E A Era Da Amazon, de Brad Stone)

O trecho acima, do excelente livro A Loja de Tudo, que conta a história de Jeff Bezos e, portanto, da Amazon.com, narra as peripécias que levaram ao nome do maior e-commerce do mundo. O que poucos sabem é que ele surgiu levando em conta as práticas de SEO daquele tempo, em que os sites eram ordenados nos buscadores (na verdade, diretórios de sites) em ordem alfabética. Bezos, durante essa época, consultou todas as palavras com a letra “A” em um dicionário até chegar ao “Amazon”.

Desde os primórdios da Internet, Bezos sabia que os buscadores eram grandes responsáveis pelo tráfego a sites na web. Até hoje, segundo um levantamento feito pela Conversion, os mecanismos de busca são um dos grandes responsáveis por visitas a sites, respondendo por 50% das visitas a sites no Brasil. Desse tráfego, 34,5% dos acessos são oriundos da busca natural, cujo trabalho de SEO é responsável por otimizar.

Amazon refere-se ao Rio Amazonas, imenso e gigante, cuja grandeza Jeff Bezos julgou que descrevia perfeitamente seu projeto ambicioso. Sem contar a letra “A”, que há mais de 20 anos praticamente garantia o primeiro lugar nos mecanismos de busca. Vale ressaltar que essa é uma técnica dos primórdios de SEO e que está completamente ultrapassada.

Mas a lição de investir em SEO dada por um dos mais bem sucedidos e-commerces do mundo continua viva. Só a título de estatística, em agosto de 2014 o tráfego de busca orgânica da Amazon foi estimado em cerca de 230 milhões de visitas por mês.

*Diego Ivo é CEO da Conversion, maior empresa especializada em otimização de sites (SEO) do Brasil

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Um final de ano cheio de oportunidades profissionais



*Por Erik Penna

Para muita gente, a melhor época do ano está chegando e, junto com ela, muitas oportunidades para se dar bem. Uma estimativa da CNC (Confederação Nacional do Comércio) aponta que o comércio irá oferecer 138,7 mil vagas temporárias neste final de ano.
Ciente destes dados, é pertinente analisar três elementos diretamente envolvidos:

1- Temporário
A grande chance tão esperada chegou a este funcionário e, com ela, uma pergunta poderá estar em sua mente: É mais difícil chegar ou se manter no emprego?
Uma dica importante é você não aceitar qualquer serviço apenas focando o salário no final do mês, pois dificilmente terá um alto desempenho se não gostar do que faz. Encare como uma oportunidade única de mostrar o seu potencial e dê o melhor de si, tendo em mente que você se diferenciará se decidir não apenas em atender o cliente, mas sim, em encantá-lo ao superar suas expectativas.
Lembre-se, ainda, que o melhor currículo que você pode mostrar a alguém é apresentar um serviço de excelência, atuar com sorriso no rosto, boa vontade, muita disposição para aprender, capricho em todos os detalhes e um otimismo contagiante. Afinal, quem não gosta de ter pessoas com esse perfil ao seu redor?

2- Efetivo
Inicialmente, como um bom colega, acolha bem o novo colaborador, imaginando como você gostaria de ser recebido chegando como novato num ambiente desconhecido.
Lembre-se que a concorrência aumentou, portanto, é hora de arregaçar as mangas, atuar com a paixão do começo e aumentar ainda mais a sua performance, pois nivelar por cima é um grande negócio.

Não espere perder o emprego para depois decidir dar o melhor de si. Aliás, isso me fez lembrar a história de um amigo que, outro dia, veio até mim e contou que a sua mulher o havia largado. Por isso, agora ele tinha mudado seu jeito de ser. Disse que havia entrado numa academia de ginástica, emagrecido cinco quilos, pintado o cabelo e andava mais simpático e alegre com as pessoas. Eu pensei: “Por que ele não fez tudo isso quando ainda estava junto da mulher”? Quem sabe, assim, manteria a relação que ele tanto apreciava!
Perceba que há funcionários que só se preocupam em se qualificar e dar o máximo de si quando perdem o emprego.

3- Gestor
É uma oportunidade ímpar para identificar e reter talentos na sua organização. Esteja ciente que o cliente avalia e forma a imagem da sua empresa baseado no atendimento que ele recebe de seus funcionários.

É um tipo de atendimento prestado por muitos temporários nesta época do ano. Desta forma, não coloque ninguém para atuar sem antes falar o que se espera dele e deixá-lo conhecer toda empresa, os produtos e serviços a serem ofertados. Atenção para o que Antoine de Saint-Exupéry, no livro O Pequeno Príncipe, escreveu: "Ninguém ama aquilo que não conhece".

Aproveite esse período para promover um belo treinamento, reascendendo a chama de toda equipe com muita motivação e ensinando técnicas de encantamento de clientes.
Eu acredito na frase do grande empreendedor Bill Marriot: “Só conquistaremos a excelência com treinamento".
O final do ano se aproxima, portanto, mãos à obra!
* Erik Penna é especialista em vendas, consultor, palestrante e autor dos livros “A Divertida Arte de Vender” e “Motivação Nota 10”. Site: www.erikpenna.com.br .


Sobre Erik Penna
É especialista em vendas, consultor e palestrante. Possui MBA em Gestão de Pessoas pela Fundação Getúlio Vargas, pós-graduação em Administração e Marketing pela Universidade Paulista e graduação em Economia pela Universidade de Taubaté. Aborda nas palestras ensinamentos baseados nas experiências vivenciadas por ele durante a sua carreira como executivo de vendas, professor, escritor, motivador de equipes e gestor corporativo. É autor dos livros “A Divertida Arte de Vender” e “Motivação Nota 10” e co-autor dos livros “Gigantes das Vendas” e “Gigantes da Motivação”. Site: www.erikpenna.com.br .

Um final de ano cheio de oportunidades profissionais



*Por Erik Penna

Para muita gente, a melhor época do ano está chegando e, junto com ela, muitas oportunidades para se dar bem. Uma estimativa da CNC (Confederação Nacional do Comércio) aponta que o comércio irá oferecer 138,7 mil vagas temporárias neste final de ano.
Ciente destes dados, é pertinente analisar três elementos diretamente envolvidos:

1- Temporário
A grande chance tão esperada chegou a este funcionário e, com ela, uma pergunta poderá estar em sua mente: É mais difícil chegar ou se manter no emprego?
Uma dica importante é você não aceitar qualquer serviço apenas focando o salário no final do mês, pois dificilmente terá um alto desempenho se não gostar do que faz. Encare como uma oportunidade única de mostrar o seu potencial e dê o melhor de si, tendo em mente que você se diferenciará se decidir não apenas em atender o cliente, mas sim, em encantá-lo ao superar suas expectativas.
Lembre-se, ainda, que o melhor currículo que você pode mostrar a alguém é apresentar um serviço de excelência, atuar com sorriso no rosto, boa vontade, muita disposição para aprender, capricho em todos os detalhes e um otimismo contagiante. Afinal, quem não gosta de ter pessoas com esse perfil ao seu redor?

2- Efetivo
Inicialmente, como um bom colega, acolha bem o novo colaborador, imaginando como você gostaria de ser recebido chegando como novato num ambiente desconhecido.
Lembre-se que a concorrência aumentou, portanto, é hora de arregaçar as mangas, atuar com a paixão do começo e aumentar ainda mais a sua performance, pois nivelar por cima é um grande negócio.

Não espere perder o emprego para depois decidir dar o melhor de si. Aliás, isso me fez lembrar a história de um amigo que, outro dia, veio até mim e contou que a sua mulher o havia largado. Por isso, agora ele tinha mudado seu jeito de ser. Disse que havia entrado numa academia de ginástica, emagrecido cinco quilos, pintado o cabelo e andava mais simpático e alegre com as pessoas. Eu pensei: “Por que ele não fez tudo isso quando ainda estava junto da mulher”? Quem sabe, assim, manteria a relação que ele tanto apreciava!
Perceba que há funcionários que só se preocupam em se qualificar e dar o máximo de si quando perdem o emprego.

3- Gestor
É uma oportunidade ímpar para identificar e reter talentos na sua organização. Esteja ciente que o cliente avalia e forma a imagem da sua empresa baseado no atendimento que ele recebe de seus funcionários.

É um tipo de atendimento prestado por muitos temporários nesta época do ano. Desta forma, não coloque ninguém para atuar sem antes falar o que se espera dele e deixá-lo conhecer toda empresa, os produtos e serviços a serem ofertados. Atenção para o que Antoine de Saint-Exupéry, no livro O Pequeno Príncipe, escreveu: "Ninguém ama aquilo que não conhece".

Aproveite esse período para promover um belo treinamento, reascendendo a chama de toda equipe com muita motivação e ensinando técnicas de encantamento de clientes.
Eu acredito na frase do grande empreendedor Bill Marriot: “Só conquistaremos a excelência com treinamento".
O final do ano se aproxima, portanto, mãos à obra!
* Erik Penna é especialista em vendas, consultor, palestrante e autor dos livros “A Divertida Arte de Vender” e “Motivação Nota 10”. Site: www.erikpenna.com.br .


Sobre Erik Penna
É especialista em vendas, consultor e palestrante. Possui MBA em Gestão de Pessoas pela Fundação Getúlio Vargas, pós-graduação em Administração e Marketing pela Universidade Paulista e graduação em Economia pela Universidade de Taubaté. Aborda nas palestras ensinamentos baseados nas experiências vivenciadas por ele durante a sua carreira como executivo de vendas, professor, escritor, motivador de equipes e gestor corporativo. É autor dos livros “A Divertida Arte de Vender” e “Motivação Nota 10” e co-autor dos livros “Gigantes das Vendas” e “Gigantes da Motivação”. Site: www.erikpenna.com.br .

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