quarta-feira, 14 de novembro de 2012

MuBE recebe mostra de lambe-lambe

 

Vi[r]e]VER será uma intervenção de trabalho gráfico sobre papel colado diretamente nas paredes realizada pelo Coletivo Água Branca. A exposição fica no museu de 24/11 a 26/12.

 

A partir de 24 de novembro o Museu Brasileiro da Escultura vai exibir a mostra Vi[r]e]VER, uma intervenção de lambe-lambe realizada pelo Coletivo Água Branca. As paredes externas da sede do museu vão ganhar centenas de obras produzidas especialmente para o espaço, partindo de diferentes linguagens como gravura, stencil, pintura, desenho e imagem digital. Alguns trechos do mural serão abertos à interação com o público, através de oficinas de lambe-lambe, realizadas em parceria com a ação educativa do MuBE. A entrada é gratuita e a mostra fica até o dia 26 de dezembro.

Sob coordenação de Hélio Schonmann, Lúcia Neto e Paulo PT Barreto, os coletivos participantes farão cinco intervenções, modificando o trabalho ao longo de um mês e meio. De acordo com Hélio Schonmann, membro da comissão de coordenação da mostra e artista participante, a mostra resolve bem a questão da transferência da linguagem da arte urbana para dentro de um museu. "Muitos dos dilemas que se colocam, no processo de migração das manifestações de arte pública para o espaço museológico, ganham nesse projeto uma resposta que mantém intacta a natureza do lambe-lambe, formato estreitamente vinculado à arte de rua: obra efêmera, colada diretamente sobre o muro".

O lambe-lambe é um formato largamente utilizado na atualidade: trabalho gráfico realizado sobre papel, colado diretamente no muro. De natureza essencialmente efêmera, a colagem será realizada, nesse projeto, com cola CMC (cola de metil-celulose), que permite a total retirada dos papeis, sem deixar resíduos sobre o concreto.

O Coletivo Água Branca, promotor do evento, está trabalhando junto a outros coletivos, realizando interferências periódicas sobre essa intervenção de lambe-lambe, com o objetivo de estabelecer uma dinâmica de respostas e contrarrespostas visuais que adense o processo de diálogo poético.

 

sábado, 10 de novembro de 2012

VOYEUR

VOYEUR

não cismo com você à mesma proporção
que os vãos da boca esboçam cantos e trejeitos indisfarçáveis
caminho pelo teu rosto como uma vaca no pasto
esquadrinhando todas as fendas
Tua face é um mapa de tu’alma que exploro sem pudor
e viajo por luas, sóis, céus e piso em nuvens
sem me importar com a espessura da travessia
e não adianta se entocar em pensamentos esmos que de tocaia avanço
todos os recônditos gestos inomináveis
e, assim, lhe deixo inapelavelmente nua
e o gozo me vem pelos olhos ao contemplar
a mulher que dentro de você há
Hideraldo Montenegro

sábado, 3 de novembro de 2012

Reprodução Cultural e Contra-hegemonia: Formação Docente para a Transformação Social | Revista Partes

Reprodução Cultural e Contra-hegemonia: Formação Docente para a Transformação Social | Revista Partes

Reprodução Cultural e Contra-hegemonia: Formação Docente para a Transformação Social


 

Cristiano Guedes Pinheiro*

Priscila Monteiro Chaves**

 

 

Resumo: O presente trabalho objetiva refletir acerca das relações de poder na formação de estudantes e futuros docentes, a partir dos conceitos de “reprodução cultural” e de "contra-hegemonia". A fim de compreender a necessidade de uma formação docente que consiga estabelecer relações entre o político e o pedagógico, articulando práticas de uma democracia radical também na educação.

Palavras-chave: Reprodução Cultural; Contra-hegemonia; Formação Docente.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Revista Partes - Colunistas - Antonio Brás Constante: O falso esperto falsificado

Revista Partes - Colunistas - Antonio Brás Constante: O falso esperto falsificado:   O falso esperto é aquele individuo que tenta enganar todo mundo sem perceber que o principal enganado por ele é... Ele mesmo. Todo mun...

Um passo de mágica



Pedro Coimbra


 

            M. não chegou ao mundo de maneira tranquila, mas literalmente caindo no chão frio de terra batida do casebre em Vai e Vem.

            Tão fraco e esquálido nem mesmo deu seu primeiro choro e passou a viver as dificuldades deste grande mundo de Deus.

            Dolores, sua mãe apenas o contou como mais um dos seis filhos, todos de pais desconhecidos.

            Por milagre de Nossa Senhora da Conceição sobreviveu se arrastando pelos lugares mais fétidos, beirando esgotos, bebendo água poluída

Vai e Vem era um lugar perdida no sertão do Brasil, com um pequeno amontoado de gente que vivia de expedientes e sobras dos mais abastados.

No passado fora uma importante cidadela na colonização portuguesa e em seu território ocorreram importantes lutas.

Já garoto, fugido da escola, M. andava por todos os morros, serras e campinas, livre e solto.

Certo dia, deitado debaixo de uma grande árvore, viu formarem-se nuvens de muita chuva, com raios e o estrondo de trovoadas.

Um grande clarão de luz caiu sobre M. que foi atirado a distância.

Ficou desfalecido por muito tempo e quando voltou a si, sentiu que coxeava de uma das pernas.

O mais importante é que o incidente parecia ter aberto a inteligência de M., como dizia o Dr. Clarismundo, um advogado beberrão, que vivia na porta do Boteco do Nêgo Véio.

M. disparou a trabalhar a partir daquela data, usando principalmente um dom que todos desconheciam para seduzir as pessoas e fazer bons negócios.

Começou a comprar imóveis e logo diziam que se transformara num agiota de mãos cheias e já acumulava casas, terrenos e mais de vinte fazendas.

Aproximou-se de Gilda, filha de um político arruinado, e conquistou-a com promessas.

“M. é o homem mais rico de Vai e Vem e não para mais”, diziam os falastrões do lugarejo.

Preocupava-se cada vez mais com os negócios e muito pouco com a mãe Dolores e os irmãos.

Só uma coisa chamava sua atenção: os circos mambembes que as vezes apareciam em Vai e Vem ou na região.

M. sentia-se fascinado com os espetáculos, muito mais do que com os programas de televisão onde participavam atores reconhecidos e milionários.

Seus olhos brilhavam com as fantasias das bailarinas, o humor acido dos palhaços, os equibristas e os trapezistas.

O que mais o encantava e deixava sem fôlego era o mistério dos mágicos.

Tantas fez que acabou aprendendo algumas mágicas num dos circos: desaparecendo com o pano; carta furada do espectador e o copo que atravessa a mesa.

M. descobriu que viera ao mundo para se dedicar as mágicas e truques

Numa manhã de um mês de novembro, fechou seu escritório em Vai e Vem, e desapareceu.

Tornou-se Órion, o mágico e sua especialidade tornou-se o número em que serrava a assistente ao meio, até o dia em que tudo acabou terminando em tragédia!

Embrapa participa de debates, mostra tecnologias e lança publicações na Agrotins

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