terça-feira, 24 de julho de 2012

Casa dos avós: doces lembranças para os netos

* Dado Moura A participação dos avós na vida dos netos é tão importante quanto a presença dos pais na vida dos filhos. Embora minha infância já tenha passado, as lembranças dos meus avós são tão vivas na minha memória, como se tudo que vivemos juntos tivesse acontecido ontem. Quem já passou alguns dias de férias na casa dos avós certamente tem boas recordações. Algumas atividades simples, como conhecer a casa e os locais onde nossos pais foram criados, a escola onde estudaram ou ver as fotografias da época, nos ajudaram a estreitar os laços com uma geração passada. Principalmente, através dos causos de família, narrados ao ritmo da (o) vovó (ô), passamos a conhecer a história dos nossos pais quando crianças. Dependendo da intensidade do relacionamento entre netos e avós, facilmente, a criança irá obedecer aquele com quem passa maior parte do dia. Essa influência acontece quando os netos vivem cotidianamente sob os cuidados dos avós, por exemplo, quando os pais trabalham fora. O contato com a maneira e os hábitos da “casa da vó” serão percebidos no comportamento das crianças, seja na maneira de falar, de se comportar ou até mesmo em hábitos simples como atender ao telefone. Com isso, os avós acabam passando por algumas dificuldades de convivência, não com a nova geração, mas com os pais de seus netos. Os conflitos entre os adultos podem ser estressante quando os avós, na intenção de fazer o melhor para os netos, interferem na educação aplicada pelos pais. Contudo, mesmo que seus compromissos sejam grandes, não cabe aos avós assumir a responsabilidade outorgada aos pais. Geralmente, na casa dos avós, comer doces antes do almoço, deitar sem escovar os dentes ou fazer xixi na cama parece não ser o maior pecado do mundo… Mas isso não significa que os pais devam proibir suas crianças de visitá-los. A eles cabe apenas buscar o equilíbrio dessas visitas e ajudar seus filhos a perceberem que em cada casa há um ritmo próprio. Acima de tudo, estes momentos de convivência na casa dos avós são fundamentais, pois nossas crianças não esquecerão das brincadeiras, dos passeios, das piadas, entre outras coisas boas que fizeram parte do tempo de infância; do mesmo modo, que eu não posso esquecer de outras épocas quando, com outros primos, brincávamos na oficina e com as “preciosas” ferramentas do meu avô "Tonho". Um abraço especial aos avós e também aos bisas! * Dado Moura é escritor, produz conteúdo para o portal Canção Nova, e recentemente publicou o livro "Lidando com as Crises", pela editora Canção Nova.

A semiótica das MARCAS

Por Marcos Hiller* Na comunicação da marca, o foco é o receptor. No processo de branding, não necessariamente o que você pretende comunicar é o que o público-alvo entende. Na verdade, isso é uma máxima que vale para processos de comunicação como um todo. No momento em que planejamos e decidimos qual a forma, o tom, a linguagem, a frequência e o estilo com que nossa marca quer “falar” com nosso público-alvo é de fundamental importância que conheçamos com quem estamos falando, ou seja, quem é essa pessoa? Quem é esse receptor? Qual o seu repertório cultural? Qual o seu acervo de conhecimento? Eu diria que investigar essas respostas é uma etapa tão fundamental quanto planejar a mensagem, a mídia, a frequência, o tom, etc. E para cristalizar essa minha afirmação, gostaria de ancorar esse texto em dois exemplos muito emblemáticos: Um deles é o exemplo da Smirnoff, que identifica uma das marcas de vodkas mais conhecidas do mundo. Recentemente a Diageo, a empresa que é dona Smirnoff e outras como Guinness, Bailey’s e Cuervo, elegeu um brasão medieval com uma águia de duas cabeças para ser o novo símbolo da marca em todo o mundo. Isso mesmo, um animal bicéfalo está estampando a sua garrafa de Smirnoff. Pode parecer estranho ou então você nem mesmo se lembre dessa nova identidade, ou você nem reparou na criatura que representa a marca. Bastou a Smirnoff lançar essa identidade mundial de marca que, na Europa, por exemplo, os consumidores da vodka se revoltaram e acessaram o 0800 da Diageo, pois não gostaram e se ofenderam com aquele símbolo que representa força, poder e outros valores que a marca deseja passar. Nos Estados Unidos, o ruído foi um pouco menor e, no Brasil, zero. Mas como o mesmo símbolo pode gerar reações diferentes, dependendo com quem estamos falando? Pois é justamente sobre isso que chamo atenção. Sabemos que o cidadão europeu possui um repertório cultural mais vasto que o nosso, e identificou que aquilo era um bicho de duas cabeças, que remete a elementos belicistas de uma era medieval, e que desagradou os olhos dos consumidores. Já o brasileiro que tem um acervo intelectual tradicionalmente menos vasto que o do europeu, simplesmente não se ateve a esse detalhe, e continuou tomando a sua caipiroska tranquilamente sem o menor problema. Outro exemplo é o da Eternity (Calvin Klein). Tive conhecimento dessa história em um curso de semiótica de marcas que fiz na ECA-USP anos atrás. Uma distinta cidadã fazia coleção de perfumes e a cada viagem trazia mais um frasco e ostentava todos eles em sua prateleira do banheiro. Um belo dia, ela desconfiou que sua empregada doméstica estivesse usando seus perfumes sem que ela soubesse. A patroa sempre percebia um vidro ou outro mexido. Após alguns meses, um fato a deixou muito intrigada: a empregada usava todos os perfumes, exceto o Eternity, da Calvin Klein, que é um belíssimo perfume e um dos mais consumidos no mundo. Intrigada com aquele fato, chamou a empregada e disse: “Eu sei que você usa meus perfumes e não vou mandá-la embora por isso. Mas me tire uma dúvida. Por que usa todos exceto esse (apontando para o Eternity)?”. E a empregada doméstica solta uma resposta que vale por um curso de semiótica: “Ai, não! Como eu vou usar perfume com nome de telha” (onde ela fazia alusão à marca Eternit, que fabrica telhas e tijolos). Veja como a mesma expressão de marca pode gerar efeitos de sentido completamente distintos. A semiótica de Charles Pierce nos ajuda a entender melhor o porquê desses fenômenos acima. Esses dois exemplos nos evidenciam como é fascinante estudar marcas na contemporaneidade. E ao ler essas belíssimas histórias, concluímos que: muito mais importante que planejar a mensagem que sua marca pretende comunicar é entender a fundo a capacidade que seu público-alvo tem para decodificar o mote da comunicação. *Marcos Hiller é coordenador do MBA Gestão de Marcas (Branding) da Trevisan Escola de Negócios (@marcoshiller).

terça-feira, 17 de julho de 2012

Tudo que é bom dura pouco?

Dizem que “tudo que é bom, dura pouco”, ou ainda que “tristeza não tem fim, felicidade sim”. Muitas pessoas vivem, tentando se convencer disso. E algumas são tão convincentes, que acabam acreditando!

Acredito que nós é que valorizamos pouco os acontecimentos bons, mas em contrapartida, sentimos intensamente e damos uma importância imensa a tudo que nos causa desconforto e sofrimento.

Dê uma paradinha agora, e tente enumerar na sua mente, os episódios de tristeza pelos quais você passou nas últimas semanas.

Talvez você tenha se desentendido com alguém que você gosta (quando está em harmonia, com esta mesma pessoa, você consegue pensar nisso, e valorizar?), ou o ambiente no trabalho não está tão tranqüilo, como você gostaria que estivesse (você se lembra de sentir alegria quando está tudo correndo bem?) .

Tente se lembrar, da intensidade com que você vivenciou este sentimento, de quantos acontecimentos bons você deixou de perceber, de quantas sensações boas você se negou de sentir, pela falta de espaço na sua mente, já que ela estava quase que totalmente tomada por negativismo e por pensamentos dolorosos e aflitos.

Será que você tem conseguido dar tanta importância aos episódios de felicidade também?

Será que o sentir-se feliz para você, é tão importante e tão valorizado, quanto o sentir-se triste?

Nos últimos tempos, em quais situações, você consegue se lembrar, que conseguiu ser feliz? E nestas situações, será que você realmente teve a percepção deste sentimento e se deixou ser envolvida por ele?

Pátria de chuteiras


 Consta que Nelson Rodrigues afirmou que a Seleção Brasileira é a "pátria de chuteiras"...


Confundir pátria com esporte é algo meio delicado, embora potências mundiais invistam pesado nesse âmbito, para demonstrar superioridade.
Ocorre que, recentemente, vários meios de comunicação noticiaram que advogados da FIFA teriam alegado, num tribunal europeu, que a corrupção é comum em países sulamericanos e africanos. E isso não apenas no futebol, mas em toda atividade profissional, afirmando que a propina faria parte do "salário" da maioria dessas populações!
Essa é a imagem que fazem de todos nós?
Graças a corruptos que ocupam alguns cargos-chave e a picaretas nacionais que se autoexportam para o mundo, sim: no geral, eles pensam assim sobre nós.
No entanto, certos países desenvolvidos nos dão alguns exemplos a seguir:
Na Itália, eles punem e rebaixam times que participam de falcatruas. No Japão, empresários e políticos corruptos flagrados se suicidam, por vergonha!

E quanto ao Brasil?
Pois é, aqui, no futebol como em outras áreas, às vezes os inocentes é que são punidos. E, não raro, os culpados são até premiados!
Hoje, há interesses de mercado extremamente fortes no esporte.
Sempre houve, é verdade. Mas é difícil provar irregularidades, a não ser que alguém de dentro denuncie.
No entanto, generalizar o que fazem os atores desse submundo corporativo para nações e continentes é preconceito da pior espécie! Só falta alegarem que seus clientes são "vítimas da sociedade".
A esmagadora maioria desses povos injustamente acusada por esses "defensores" é trabalhadora e honesta! Só é pena que ela não consiga esmagar a corrupção que a assola, talvez por trabalhar demais e, para muitos, o esporte ser meio de fuga dessa roda-viva.

Quem sabe por isso, haja tantos fanáticos por futebol, facilmente manipuláveis.
Que absurdo: para justificar propinas milionárias recebidas por pouquíssimos, culpar centenas milhões de seres humanos, que ganham salários de fome!
Alguns deles são culpados, sim! Culpados por gastarem o pouco que ganham com seus times, às vezes deixando o conforto e, até, a dignidade de suas famílias em segundo plano. Culpados por "saírem no braço" com torcidas adversárias, com ou sem encontro marcado, ferindo e matando em nome de sua "paixão". Culpados por aceitarem ser manipulados nessa nova versão do "pão e vinho" romano.

Bem que poderia ser... Desde que os polegares para baixo fossem para os que orquestram esse espetáculo. Eles, sim, merecem ser jogados aos leões, inclusive do Imposto de Renda.
Chamar países e populações inteiras de corruptos para defender clientes? Será que os defendidos concordaram com essa forma de defesa, que denigre a imagem de milhões para justificar opções de caráter exclusivamente pessoal?

Para tudo há um limite! Mas, considerando a boa índole dos brasileiros, talvez ainda convidem essas "personas" para comer um churrasco por aqui...
No entanto, o certo seria a "pátria de chuteiras" começar a chutar alguns traseiros!

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Pelo fim da censura às biografias



(*)Newton Lima
      Nas últimas semanas participei de dois eventos que reuniram grandes nomes da literatura e do mercado editorial brasileiros: a Festa Literária Internacional de Paraty e o encontro de escritores da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Nas duas ocasiões, tive a oportunidade de defender o Projeto de Lei (PL 393/2011) que propus logo que assumi uma cadeira na Câmara Federal, sugerindo a ampliação da liberdade de expressão, informação e acesso à cultura na divulgação de dados biográficos de pessoas cujos atos sejam de interesse da coletividade.

      O referido projeto – em tramitação na Câmara – altera o artigo 20 do Código Civil, que estabelece que “(...) a publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas (...) se lhe atingirem a honra, a boa fama ou a respeitabilidade (...)”. Em meu projeto tento acabar com esse resquício de censura determinando que a mera ausência de autorização não impede a divulgação de imagens, escritos e informações com finalidade biográfica da pessoa cuja trajetória pessoal ou profissional esteja inserida em acontecimentos de interesse da coletividade.

     Muitos poderão questionar se isso não configuraria um caso de conflito entre os dois direitos constitucionais: o da liberdade de expressão e o da privacidade e à imagem. Entendo que não, por um motivo muito simples: as personalidades são pessoas cujas trajetórias profissionais e pessoais confundem-se e servem de paradigma para toda a sociedade. Por sua posição de destaque, elas influenciam condutas e decisões de diversos seguimentos sociais, que valorizam as escolhas pessoais realizadas por tais “celebridades”, muitas vezes até reproduzindo-as.

      Nossa legislação, entretanto, não faz qualquer distinção entre pessoas públicas e demais cidadãos desconhecidos. Em outros países, como Inglaterra e Estados Unidos, o fato das personalidades frequentarem constantemente a mídia diminui o seu direito de imagem e privacidade, tornando lícitos, por exemplo, a publicação de biografias sem a necessidade de prévio consentimento. Nesses países, os interesses da coletividade em ter acesso às informações são garantidos pela não-exigência de autorização para a publicação de biografias.

      Vale enfatizar que essa não-exigência de autorização não significa atentado à dignidade da pessoa humana, garantido pelo artigo 1º, III, da Constituição Federal. Bem como permanece garantido o direito ao nome, previsto pelo artigo 17 do Código Civil. Eventuais conflitos destes direitos devem ser dirimidos no âmbito da Justiça, onde os tribunais proferem suas decisões à luz dos fatos concretos.

      Em um mundo cada vez mais globalizado, em que o acesso irrestrito à informação torna-se inevitável, a censura às biografias representa um antiquado cerceamento do direito de expressão tão caro aos brasileiros. Que o digam os fãs de Mané Garrincha, Roberto Carlos, Di Cavalcanti, entre outros, que viram as obras sobre seus ídolos serem brutalmente censuradas.

       A liberdade às vezes incomoda, mas as restrições a ela, como nos ensinou a experiência da ditadura, acabam nos levando às trevas.

      (*) Deputado Federal (PT-SP), presidente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara, ex-prefeito de São Carlos e ex-reitor da UFSCar

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Santos, no Senado...

Agência Brasil030712 ANT1914
Brasília - O presidente do Senado, José Sarney, recebe o presidente do Santos Futebol Clube, Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro. Em 03/07/2012


Embrapa participa de debates, mostra tecnologias e lança publicações na Agrotins

  Foto: Ivanna Suzarte A vitrine de tecnologias está passando pelos últimos ajustes para o evento Mais uma vez, a  Embrapa  marca presença n...