quarta-feira, 7 de março de 2012

Libertadores - SANTOS 3 x 1 INTERNACIONAL


SANTOS 3 x 1 INTERNACIONAL
Gols
SANTOS: Neymar, aos 18min do primeiro tempo, Neymar, aos 9min, e Neymar, aos 19min do segundo tempo
INTERNACIONAL: Leandro Damião, aos 18min do segundo tempo
SANTOS: Rafael; Fucile (Bruno Rodrigo), Edu Dracena, Durval e Juan; Henrique; Ibson (Elano) e Arouca; PH Ganso; Borges (Alan Kardec)e Neymar
Treinador: Muricy Ramalho
INTERNACIONAL: Muriel; Nei, Rodrigo Moledo, Índio e Kléber; Bolatti (Tinga); Elton (Dátolo) e Guiñazu; Oscar e D'Alessandro (Dagoberto); Leandro Damião
Treinador: Dorival Júnior
Cartões amarelos
SANTOS: Juan, Neymar, Elano
INTERNACIONAL: Índio, Kléber, Bolatti, Elton, D'Alessandro, Tinga, Dagoberto
Árbitro
Evandro Rogério Roman (PR)
Público total e renda
12.587 torcedores / R$ 389.460,00
Local
Vila Belmiro, em Santos (SP)

Justiça manda governo gaúcho pagar piso a professores


Repórter da Agência Brasil
Brasília – A Justiça Estadual do Rio Grande do Sul determinou que o governo cumpra a lei do piso nacional do magistério e pague aos professores da rede o valor determinado para 2012 de R$ 1.451. O juiz José Antônio Coitinho decidiu ainda que o governo gaúcho deverá pagar os valores retroativos aos profissionais da rede, com correção da inflação.
Atualmente, o piso pago aos professores da rede de ensino do Rio Grande do Sul, por uma jornada semanal de 40 horas, é R$ 977. O cumprimento da ação não será imediato porque ainda cabe recurso. No caso de profissionais com carga horária inferior a 40 horas, o pagamento deverá ser feito de forma proporcional, de acordo com a decisão da Justiça.
O juiz determinou que a previsão do pagamento do piso deverá ser incluída no orçamento do estado a partir de 2013 e em todos os anos seguintes. José Antonio Coitinho descartou ainda a possibilidade de que o valor do piso seja entendido como remuneração total. Alguns governos estaduais e prefeituras alegam que já pagam o valor determinado pela lei, ao incluir, na conta, gratificações, abonos e outros adicionais que compõem o contra-cheque dos professores.
“Entender que o piso é a totalidade da remuneração implica ignorar as vantagens pessoais conquistadas pelos servidores, achatando a remuneração da categoria e colocando em um mesmo padrão remuneratório pessoal com diferentes tempos de serviço e diferentes vantagens pessoais”, alega o juiz na decisão.
A Lei do Piso foi criada em 2008 e determinou um valor mínimo que deve ser pago a todos os professores de escola pública com formação de nível médio e jornada de 40 horas semanais. A legislação foi questionada por governadores no Supremo Tribunal Federal ainda em 2008, mas a Corte confirmou sua validade no ano passado. Estados e municípios alegam dificuldade financeira para pagar os valores determinados.

Edição: Lana Cristina

Pressão dos movimentos garante veto a projeto que privatiza Embrapa


Presidente da Estatal assegurou que o PL 222/08 não avançará no Congresso Nacional

Escrito por: SINPAF

Em audiência realizada na tarde desta terça (6) com integrantes da Via Campesina e do SINPAF, em Brasília (DF), o presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Pedro Arraes, assegurou aos trabalhadores que o governo não permitirá que o Projeto de Lei 222/08 – que propõe transformar a Embrapa em empresa de economia mista com ações negociadas na bolsa – avance para além do Congresso.  A pauta é uma das principais reivindicações da Jornada das Mulheres da Via Campesina em Goiás, que desde ontem ocupam a unidade Arroz e Feijão da empresa, no município de Santo Antonio de Goiás. Segundo o presidente da empresa, a proposta não tem respaldo do governo federal. “Conversei hoje com deputados e com a ministra Ideli (Salvatti), e nossa posição é de defesa da Embrapa pública. A empresa é patrimônio do povo brasileiro, e garanto que não deixará de ser”, afirmou Arraes.Para Rosana Fernandes, da coordenação da Via Campesina, o compromisso do governo é uma conquista fundamental decorrente da pressão dos movimentos sociais e sindical, mas é preciso discutir com profundidade o modelo de pesquisa e desenvolvimento para o campo levado a cabo atualmente pela empresa. “Questionamos a condução dos projetos da Embrapa e começamos a enxergar uma espaço de disputa permanente de agora em diante. Não sairemos daqui totalmente satisfeitas porque, mesmo sem ser privatizada oficialmente, às vezes temos dúvidas se ela é realmente 100% pública. Sabemos que pesquisas desenvolvidas utilizam larga escala de agrotóxicos, por exemplo”.

Controle social
A participação dos movimentos sociais no Conselho de Administração (Consad) da empresa também foi cobrada pelos trabalhadores rurais. O representante da empresa, por sua vez, ponderou que já estão garantidas cadeiras a um representante do Ministério do Desenvolvimento Agrário, a um empregado da empresa e a dois representantes da sociedade civil.
“Sabemos que esses assentos garantidos para fora dificilmente nos englobararão, pois são historicamente ocupados por representantes do agronegócio. É preciso construir um espaço de discussão que apresente questões que precisamos aprofundar, como um programa de pesquisas para a agricultura familiar camponesa agroecológica. O modelo do agronegócio tem consequências trágicas para a natureza, para o meio ambiente e o conjunto da sociedade. Não é possível pensar um novo modelo sem pensar na Embrapa, que até hoje cumpriu papel importante para atender esse modelo atual que chegou ao seu limite. É preciso produzir conhecimento e colocar a serviço da produção de alimentos e por isso não daremos trégua para a Embrapa enquanto não avançarmos nessa perspectiva”, observou Valdir Misnerovicz, da coordenação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Goiás.
Em resposta, Arraes sugeriu que os movimentos componham os comitês assessores externos (CAE) da empresa, e se comprometeu a apresentar uma proposta de criação de um grupo de trabalho experimental em Goiás para o desenvolvimento de ações voltadas à pequena agricultura.
A deputada federal Marina Sant’Anna (PT/GO), apoiadora dos movimentos sociais no estado, ressaltou que a Embrapa é um espaço privilegiado de pesquisa e indução de desenvolvimento. “As tecnologias que existem podem garantir alimentos saudáveis e para todos, por isso é preciso haver mais incentivo à pesquisa, produção e escoamento da pequena produção”, destacou. Para ela, a ocupação por parte das camponesas também tem conteúdo simbólico relevante. “Mulher se caracteriza pela questão do cuidado. Essa ocupação, portanto, é uma forma de cuidar da empresa. Considero um gesto de bom gosto por parte da Via Campesina, pela estratégia de marco civilizatório. Ocupar a Embrapa é abraçá-la”.
Trabalhadores unidos
Para o presidente do SINPAF, Vicente Almeida, a união entre os trabalhadores rurais e da empresa é fundamental para o avanço de suas conquistas. “Temos várias pautas em comum, sobretudo a preocupação com os rumos institucionais, a gestão participativa da empresa e a agroecologia. Este pode ser um momento-chave para que a Embrapa consiga concretizar sua missão de fortalecimento da agricultura que produz alimentos para o país, gerida com controle social e participação. Estamos felizes pela posição de governo de sustar esse projeto, foi uma conquista muito importante. Mas queremos discutir participação social na gestão da empresa, inclusive para contribuir com o acompanhamento de políticas públicas definidas pelo governo”.
Ao final da audiência, Arraes se comprometeu a conversar com o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, para que atenda os trabalhadores ainda nesta semana. “Queremos que a Embrapa nos dê retorno com propostas de avanço da pauta apresentada e a garantia da audiência com o ministro, para abrir espaços para esse diálogo”, finalizou Rosana.

terça-feira, 6 de março de 2012

UMAPAZ homenagea mulheres


No dia 8 de março, às 11h, a UMAPAZ vai homenagear quatro mulheres exemplares, colocando seus retratos no Painel Vidas Inspiradoras: Wangari Muta Maathai, Prêmio Nobel da Paz em 2004; Ellen Johnson Sirleaf, Leymah Gbowee e Tawakkul Karman que receberam o Prêmio Nobel da Paz de 2011.

Ellen Johnson Sirleaf, presidente da Libéria, foi a primeira mulher africana eleita chefe de Estado.  Leymah Gbowee, militante pacifista liberiana, chamou as mulheres a orar pela paz, sem distinção de religião, e desencadeou um movimento de reação à guerra civil no seu país, que culminou em uma greve de sexo, obrigando sua introdução nas negociações de paz. Tawakkul Karman, jornalista e persistente ativista política iemenita, afirma-se como: "...uma cidadã do mundo, a terra é minha pátria e a humanidade é minha nação"
A queniana Wangari Maathai conduziu uma grande transformação na vida da comunidade com o Movimento Cinturão Verde, que gerou o plantio e replantio de cerca de 47 milhões de árvores, com a clareza de que: “Quando você começa a trabalhar com o meio ambiente, seriamente, toda a arena vem a tona: direitos humanos, direitos das mulheres, direitos ambientais, direito de todos, sabe, assim que começa a fazer as conexões, você não pode mais apenas plantar árvores.”
Essa homenagem conjunta visa a demonstrar as múltiplas faces que pode tomar o movimento socioambiental e de cultura de paz nas diferentes sociedades e realidades do planeta, tendo como núcleo o respeito à vida e requerendo sempre coerência e coragem.

As muitas faces do genocídio


Segundo o “Aurélio”, genocídio é: “S. m. Crime contra a humanidade, que consiste em, com o intuito de destruir, total ou parcialmente, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso, cometer contra ele qualquer dos atos seguintes: matar membros seus; causar-lhes grave lesão à integridade física ou mental; submeter o grupo a condições de vida capazes de o destruir fisicamente, no todo ou em parte; adotar medidas que visem a evitar nascimentos no seio do grupo; realizar a transferência forçada de crianças de um grupo para o outro.”
É fácil associar indivíduos como: Hitler, Stalin, Truman, Saddan, Milosevic, Herodes e muitos outros, a essa ação substantiva. Isso porque a eles estão associadas participações diretas no processo. Mas, muitos dos dirigentes atuais - dos tiranos que mantêm o poder pela força, aos que o obtêm pelo voto direto – e criminosos, também praticam atos e tomam decisões que podem ser caracterizadas como genocídio, direta ou indiretamente. Por conta disso - perdoe-me o saudoso dicionarista - creio que a definição carece da seguinte alteração: Onde se lê: “... destruir, total ou parcialmente, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso”, deveria ser lido: “... destruir, total ou parcialmente, um grupo nacional, étnico, racial, religioso ou social”. Assim, poderíamos incluir no rol de vítimas de genocídio: as classes menos favorecidas, os socialmente excluídos e todos os que são vítimas de opressão e da incompetência ou omissão dos governos.
Esse pequeno adendo permitiria que expressões como: “causar-lhes grave lesão à integridade física ou mental” e “submeter o grupo a condições de vida capazes de o destruir fisicamente, no todo ou em parte”, caracterizassem o tráfico de drogas e de qualquer outro produto que gere dependência química ou psicológica como genocídio. A adulteração ou falsificação de remédios, então: teria lugar de “honra” nesse contexto!
A cafetinagem também seria incluída, pois a prostituição expõe a doenças venéreas e letais, além de destruir a auto-estima. Isso já é terrível, mas não consigo imaginar maior crime contra a humanidade do que a prostituição infantil, por “realizar a transferência forçada de crianças de um grupo para o outro”, ou seja, da inocência infantil para o mundo cruel de adultos pervertidos!
Outra prática “tradicional” que poderia ser enquadrada é o desvio de verbas públicas destinadas à educação, segurança, saúde e alimentação. Afinal, quem faz isso provoca a morte lenta e cruel de milhares de pessoas; trata seres humanos como mercadoria descartável ou lixo! Em sã consciência, jamais poderia ser nomeado para ocupar cargo público, eletivo ou não!
E o que dizer dos indivíduos que cobram propina para conseguir ou liberar dinheiro público já destinado a investimentos sociais? Ou dos que vendem merenda escolar? E os superfaturamentos? Não provocam o mesmo resultado? Afinal, o excesso de verba, que vai parar no bolso de corruptos ou no “caixa 2” de partidos, poderia ser usado para melhorar as condições de vida das pessoas mais humildes!
Bem, tudo isso implica em concluir que corruptores e, principalmente, corruptos, além de moralmente desprezíveis, são, também, conforme sobem de nível (ou melhor, descem...) genocidas!
Mas, será que alterar a definição de genocídio no dicionário mudaria alguma coisa? Talvez...
Quem sabe alguém resolva puni-los “exemplarmente”, com a pena máxima: 30 anos de reclusão, com direito a progressão de pena para regime semi-aberto, após alguns anos, por “bom comportamento”...

A pedido da Defensoria Pública de SP, Justiça suspende reintegração de posse da comunidade do Savoy, em Carapicuíba

 
Após receber recurso da Defensoria Pública de SP, o Tribunal de Justiça do Estado (TJ-SP) suspendeu na última sexta-feira (1/3) a reintegração de posse que havia sido determinada para o terreno onde está localizada a comunidade do Savoy, em Carapicuíba – e seria realizada amanhã, 6/3. A decisão é do Desembargador Mauro Conti Machado, da 19ª Câmara de Direito Privado.
 
No dia 27/1, a Defensoria havia solicitado que a saída das pessoas que moram na área fosse prorrogada por 90 dias, mas o pedido foi negado pelo Juiz Douglas Iecco Ravaci, da 2ª Vara Cível de Carapicuíba. A Defensoria, então, interpôs um recurso de agravo de instrumento. A decisão do Desembargador Machado concedeu efeito suspensivo ao recurso, sustando a decisão de primeiro grau. O mérito do recurso ainda será analisado. Com isso, cerca de 3,5 mil pessoas que moram no local há cerca de 9 anos permanecerão na área até que a Justiça analise o caso.
 
A Defensora Pública Carolina Dalla Bedicks, que atua no caso, argumenta que o município não dispõe de qualquer alternativa de moradia e nem conta com abrigos temporários para as pessoas que seriam desalojadas. “Não se pretende impugnar a decisão que determinou a reintegração. O que se almeja é a suspensão da ordem até que o poder público proporcione condições mínimas de abrigamento para as pessoas que serão removidas”, disse Carolina.
 
A Defensora analisa ainda que é necessário haver um planejamento de atendimento habitacional quando a ordem for cumprida, de modo a evitar um resultado desastroso. “Serão cerca de 3,5 mil pessoas na rua, sem local sequer para serem abrigadas. E, pior, cerca de 1,2 mil crianças e idosos”, completou ela.

Na linha de frente, as mulheres

Na linha de frente, as mulheres

Embrapa participa de debates, mostra tecnologias e lança publicações na Agrotins

  Foto: Ivanna Suzarte A vitrine de tecnologias está passando pelos últimos ajustes para o evento Mais uma vez, a  Embrapa  marca presença n...