quarta-feira, 6 de julho de 2011

Universia lança concurso que premiará com isenção da taxa da FUVEST 2012

As 15 melhores dicas de estudos terão taxa de inscrição do vestibular pagas pelo Portal. Participação vai até 22 de agosto

Universia Brasil paga o meu Vestibular” é o novo Concurso Cultural organizado pela Universia,rede ibero-americana de colaboração universitária presente em 23 países.

A proposta do Concurso é selecionar as 15 melhores dicas úteis e aplicáveis de estudos para o processo seletivo mais concorrido do Brasil: a FUVEST. O vestibular seleciona candidatos para a Universidade de São Paulo (USP) e Faculdade de Ciências Médicas. A taxa de inscrição é de R$120.

Para participar do Concurso, basta responder a pergunta: Qual é a minha dica de estudo infalível para a Fuvest 2012O candidato deve postar a resposta no campo “Comentários” da página do Concurso: http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2011/07/06/842858/universia-brasil-paga-sua-inscrico-do-vestibular-da-fuvest-2012.html. Além da resposta, o vestibulando deve seguir as orientações sobre a sua participação nas redes sociais, como Facebook e Twitter, conforme descrição na página.

As inscrições do Concurso vão até o dia 22 de agosto e os nomes dos vencedores serão divulgados no dia 26. 

Calendário da história afro-brasileira na internet

por Secom em 04/07/2011 20:55hs
Fatos e episódios importantes da trajetória da população negra - brasileira e internacional - podem ser conferidos no portal da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir). É possível ver datas, de janeiro a dezembro, relacionadas a vários episódios da história e cultura afro-brasileira. A ferramenta é útil para pesquisas e conhecimento de episódios que marcam a trajetória da população negra brasileira e de outros países. O objetivo é dar visibilidade e promover o reconhecimento de personalidades negras, bem como de fatos que retratem a contribuição para a formação da sociedade. As informações são provenientes de calendário elaborado pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi), do Ministério da Educação (MEC).www.seppir.gov.br

terça-feira, 5 de julho de 2011

Folhas Mortas

“Moro num país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza", já dizia Jorge Benjor. Mas, confesso que gosto mais do inverno que do verão.


É verdade que quando o frio é intenso não dá a menor vontade de sair da cama. Um simples e necessário banho se transforma num extremo exercício de masoquismo, sobretudo quando, por uma daquelas infelicidades do destino, falta energia ou “queima” a resistência do chuveiro, sem estoque de reposição... Obviamente, estou falando de males que só afetam os simples mortais, que usam chuveiro elétrico. Mas, pelo "andar da carruagem", os "gasosos" também devem ficar "espertos"... Nesse contexto: viva os "solares"!

É claro que uma noite quente e cheia de gente nas ruas é uma festa! Mas uma noite fria e estrelada, com as árvores balançando levemente ao sabor do vento, tem muitos e especiais encantos. Entre eles está a elegância das mulheres, que ficam mais belas quando se vestem e ainda mais sensuais quando se despem; o calor saboroso de um bom vinho tinto, sem excessos; o retorno festivo à infância das quermesses regadas a quentão, pinhão, correio elegante, quadrilhas e fogueiras. Só não gosto dos balões, pois a beleza das formas e a sensação de liberdade que iluminam não compensam o risco de seu pouso incerto e potencialmente destrutivo.

Ah, o inverno! Os abraços são mais longos e os beijos mais ardentes, se bem que o amor não escolhe tempo, hora, lugar ou paisagem: só precisa que "pinte um clima", que mesmo no frio aquece!

Inverno: época em que um café ou chocolate quente ajudam a suportar uma noite fria de trabalho ou de vigília; um cobertor ou edredom aquece o sono dos que amamos, o qual, em plena madrugada temos o cuidado de ajeitar com a preocupação do acalanto e como desculpa para um terno beijo no rosto ou na testa.

Mas, se o inverno pode inspirar romantismo, prazer e beleza, também torna a solidão, o abandono, a falta de um teto e a tristeza ainda mais dramáticos, doloridos e, até, fatais! É quando o espírito debilitado tende a transformar o álcool num agasalho ilusório, que entorpece a alma, mas não poupa o corpo.
Por isso o inverno também deve ser tempo de um tipo diferente de calor: o da solidariedade! Tempo de doação e de boa ação que, aliás, deveria valer para todo o ano.

E o inverno já chegou, depois das folhas mortas do outorno! Mas esse tempo não é - nem precisa ser - um inverno de amores, como o da canção de Prévert e Kosma, na voz solitária de Montand. É um prenúncio de renovação: mais uma estação no percurso da humanidade pelo mundo, rumo ao futuro e ao encontro de si própria! É um tempo de aproximação e reaproximação, onde o calor humano é tão imprescindível quanto o dos aquecedores e cobertores. É um tempo em que a maior distância do astro-rei precisa ser compensada pelo calor do sol que existe em cada um de nós!

É um tempo de folhas mortas, mas de corações ainda mais vivos!

Uma história de arrepiar


Pedro Coimbra

            Valdomiro aproveitou que a mãe dormia e colocou de qualquer jeito algumas peças de roupa numa velha mala de papelão e amarrou com um cinto já gasto, sem fivela.
            Despediu-se de Dona Clô com um olhar e saiu do casebre.
            Andando rápido dirigiu-se para a Estação Ferroviária e tomou o noturno para Barra Mansa. De lá pegou carona numa carreta e logo avistou o Rio de Janeiro, a Cidade Maravilhosa dos seus sonhos.
            O dono de um botequim indicou-lhe um pardieiro para se hospedar.
            Começou a bater perna procurando um emprego, mas logo viu que não seria fácil.
            Meio desiludido passou a fazer uma coisa que estremeceria Dona Clô, tomando pinga pura ou com limão em diversos bares  ou botequins.
            Sentia-se sozinho no mundo, já que seus planos de ganhar bem e voltar realizado para casa não se realizavam.
            Sentia pavor só em pensar em retornar para a casinhola de Dona Clô e confessar que furtara o suado dinheirinho que ela ganhava lavando malas e malas de roupas para freguesas selecionadas.
            “Todo este sofrimento teria que ter fim um dia”, pensava.
            E foi o que lhe aconteceu. Em uma praça encontrou Epaminondas, um homem gorducho, de cabelos louros, calva avançada, óculos de armação arredondada e dentes bastantes estragados.
            Era mineiro também,havia publicado um livro com seus próprios recursos e viera para a cidade grande tentar a sorte em uma editora.
            Não conseguiu nada e acabou tornando-se vendedor de um sistema de loteria popular.
            - Não tem nada com o jogo de bicho -  ele advertiu para o recém amigo que já chamava de Miro.
            Levou-o a morar num pequeno apartamento na Galeria Alaska, em Copacabana.
            Agitado ensinou-lhe todos os macetes para passar os possíveis compradores para trás.
            - Os cariocas pensam que são muito espertos e aí está sua fraqueza – afirmava.
            Miro começou a trabalhar com afinco e logo passava o professor para trás.
            No apartamento observava Epaminondas, que muitas vezes trazia rapazinhos para seu quarto, demonstrando que não gostava de mulheres.
            Nestes momentos, por um acordo tácito, Miro saia para a galeria e suas tentadoras boates e inferninhos.
            Numa delas encontrou Iracema, uma morena de cabelos longos, lisos e negros, emoldurando um corpo escultural.
            Miro estava tão chapado, pois já bebera muito, que não notou nenhuma diferença na mulher, por quem se apaixonou perdidamente.
            Epaminondas não gostou nem um pouco quando ele lhe disse que iria sair do apartamento e morar com Iracema.
            Sua decepção maior ocorreu dias depois quando soube que ele abandonara o emprego na loteria popular.
            Em 13 de agosto de 1965, uma data que para Miro parecia meio azarada, ele e Iracema, partiram para Belo Horizonte, em um retorno que nem mesmo ele não conseguia explicar.
            De maneira muito rápida Iracema tornou-se o grande sucesso da zona boêmia da Capital das Alterosas, queridinha de políticos e até mesmo de coronéis do Norte de Minas que vinham conferir sua fama.
            Miro ficava todas as noites pelos botequins, se embriagando, e demonstrando uma certa tristeza com tudo que lhe acontecia.
            Escreve uma carta para Epaminondas com uma única e enigmática frase: “ O que tiver de ser, será”.
            Três meses depois da chegada triunfal a Belo Horizonte, Iracema e Miro desapareceram do hotel e da vida noturna.
            Por um destes casos raros, um repórter investigativo do jornal “Estado de Minas”, começou a procurá-los e publicar o que apurava em doses homeopáticas.
            Uma semana após o corpo de uma mulher, com as características de Iracema, mas esquartejado, foi encontrado em uma mala jogada no Arrudas.
            A necropsia indicou que Iracema não era mulher. Apesar de todos os atributos femininos era um homem.
            Delegado Dirceu, presidente do inquérito, recebeu uma carta de Miro em que ele confessava seu amor por Iracema e dizia que de repente ela se transformara em um vampiro.
            “E os vampiros não tem sexo. E nos sugam tudo o que temos de bom”, dizia.
            Miro foi preso no começo de 1966, no casebre de Dona Clô, sua mãe, transformado num farrapo de homem, como narrou de forma um tanto quanto poética o Delegado Dirceu.
            O Valdomiro cuja ambição era melhorar de vida morreu no Manicômio Judicial, onde diziam que tinha pesadelos horrorosos com Iracema e vampiros...
            O romance “Uma história de arrepiar” tornou-se o grande sucesso de Epaminondas que o dedicou a seu amigo Miro.
             

Mais uma estrela!


Eu era muito, muito jovem quando o Santos conquistou seus dois primeiros títulos sulamericanos. Ouvi dizer que ele só não ganhou mais, nos anos de 1960, porque privilegiou excursões internacionais, muito mais lucrativas. Por conta disso, o Brasil ficou muitos anos sem comemorar uma Libertadores da América.

Vieram os anos de 1970 e, afora 1973 e 1978, não tivemos grandes comemorações. Depois, só 1984 e 1997 trouxeram algum alento.

É importante lembrar, no entanto, que o Alvinegro, time fora o eixo das grandes capitais, jogava contra adversários dentro e fora de campo, visíveis e invisíveis. Nem por isso deixou de escrever algumas das mais belas páginas do futebol nacional e mundial: “de um passado e um presente só de glórias”, como diz seu hino. Passado que transformou o Brasil em potência mundial, iluminando de vez o breu do fracasso de 1950. Passado que transformava os gramados em espelhos de noites límpidas, pois havia tantas estrelas no céu como na terra, das quais a mais brilhante é Pelé. Também havia os cometas, como os petardos fulminantes do querido Pepe, o “Canhão da Vila”.
Quiseram tirar o brilho do Santos! Disseram que ele havia acabado; virado um “timinho”. Esqueceram tudo de bom que ele representara para o futebol brasileiro...

Bem, não dá para ganhar sempre! Mas, mesmo quando o Alvinegro parecia reencontrar a “estrada do paraíso”, como em 1983 e 1995, um “coro” invisível gritava: “Já chega!”, frustrando as expectativas de quem, de fato, estava mal-acostumado, apesar de todo merecimento demonstrado em campo. Isso não bastava!

Aí chegou o século XXI:
Em 2003, chegamos muito perto, mas perder a final não nos tirou o brilho, reencontrado com a geração de Robinho e Diego. Além disso, depois de anos de injustiça, o Santos foi reconhecido como legítimo octacampeão brasileiro!
O Alvinegro voltou a ganhar títulos importantes, merecidos! Voltou a revelar bons jogadores, muitos ótimos! Passou a ter “banco”!

É verdade que a emoção voltou aos corações santistas, às vezes desnecessariamente, outras, excessivamente... Mas a “estrela” do Santos voltou a brilhar, provando que sempre esteve lá: temporariamente oculta por tempos nebulosos.

No entanto, apesar da miríade de títulos conquistados, sua camisa mostrava apenas duas estrelas, cujo brilho, embora resplandecente, era de outros tempos: daqueles que eu ainda era muito jovem para ter noção. Alguns adversários passaram a desprezá-las, quem sabe por não terem nenhuma...
Mas elas voltaram a brilhar intensamente numa quarta-feira, num palco do povo: o Pacaembu, que um dia alguém ousou dizer que deveria ser de um só. De fato ele o é: mas só do futebol!

E veio a terceira estrela: a estrela da superação! A estrela de redenção! Mais uma, supernova, da constelação alvinegra! E essa eu pude curtir em plenitude, a plenos pulmões!
“Soy loco por tri América!”.
Valeu Santos FC! Já temos crédito de sobra para comemorar os Cem Anos, em 2012!
 

Desastre em curso

                                                                                         José Roberto Castilho Piqueira*

Nos próximos dias deve tramitar pelo Senado Federal o Projeto de Lei 220, de 2010, que pretende alterar a Lei 9 394, de 20 de Dezembro de 1996. Até aqui parece tudo simples burocracia, de pouco interesse para a sociedade. Mas não é bem assim: essa modificação proposta para a legislação desobriga da titulação os professores dos cursos de engenharia, remetendo o país aos anos1950, época em que estávamos acadêmica e tecnologicamente muito atrasados em relação ao restante do mundo.
Nos anos 1960 e 1970, as principais escolas de engenharia do país, com apoio dos órgãos de fomento, enviaram seus professores ao exterior para a obtenção da formação adequada, em cursos de mestrado e doutorado.
Nos anos 1980 e 1990, esses professores, ao voltar ao país, implantaram programas de pós-graduação em engenharia, formando uma boa geração de novos engenheiros e tecnólogos, agora habituados à pesquisa e à inovação.
Há, hoje em nosso país, excelentes programas de pós-graduação, em quantidade suficiente para atender nossas demandas. A indústria, antes avessa à titulação de seus engenheiros e técnicos, hoje anda em busca de mestres e doutores e algumas têm seus próprios programas, em conjunto com universidades.
Assim, a demanda proposta é dirigida na contra mão do desenvolvimento e não atende ao que a sociedade precisa: mão de obra de alto nível que nos leve à independência tecnológica.
Temos mestres e doutores na área, em boa quantidade. Entretanto, as universidades particulares preferem os não titulados ou aqueles que fazem do ensino uma simples complementação salarial. Isso implica uma queda considerável nos custos de operação dos cursos, acompanhada de uma baixa qualidade de ensino.
Há gente competente para lecionar em escolas de engenharia que não é titulada. Entretanto, em número muito menor do que os mestres e doutores que buscam uma posição em ensino e pesquisa e não encontram, pois as instituições de ensino não querem investir o necessário em salários e em infra-estrutura de pesquisa, pensando, apenas, em maximizar seus lucros.

* Vice-Diretor da Escola Politécnica da USP e Diretor Presidente da Sociedade Brasileira de Automática

Cátedra Unesco lança mapa-pôster sobre o Brasil agrário


Cátedra Unesco de Educação do Campo e Desenvolvimento Territorial, da Unesp, publica o mapa-pôster O Brasil Agrário. O material será distribuído inicialmente no Estado de São Paulo, nas escolas públicas,universidadescentros de pesquisamovimentos socioterritoriais eórgãos governamentais. O objetivo do material é auxiliar nacompreensão do campo brasileiro e promover a difusão de alguns dosprincipais temas do problema agrário no território nacional.

material é importante como instrumento didático e de incitação àreflexão pois mostra contradições no campo brasileiro”, diz o professorEduardo Paulon Girardi, que desenvolveu a pesquisa pelo Programa dePós-Graduação em Geografia da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Unesp, câmpus de Presidente Prudente, e pelo Núcleo de Estudos,Pesquisas e Projetos de Reforma Agrária (NERA).

De acordo com Girardi, “a linha discursiva é contrária daquela propagadapela grande mídiaque difunde modernidade e alta produtividade comocaracterísticas homogeneizadoras para o campo brasileiro”. Para ele, oconjunto de mapas mostra que ainda há muita desigualdade eilegalidade no campo, o que demonstra a atualidade da necessidade da reforma agrária”.

O mapa-pôster é composto por um mapa geral resumido e sete mapasmenores que representam os seguintes temasfamílias assentadas efamílias em ocupações de terraviolência contra camponeses etrabalhadores ruraisíndice de Gini (que mede a concentração de terra)da estrutura fundiáriadesflorestamento na Amazônia brasileira;evolução do rebanho bovinouso da terra nos estabelecimentosagropecuários e, aindaimóveis rurais pequenosmédios e grandes.

mapa geralque é destacado, sintetiza a expressão desses e de outrostemas no território brasileiro e fornece uma visão geral do problemaagrário no Brasil. O arquivo PDF do mapa-pôster pode ser baixado nolinkhttp://www.fct.unesp.br/nera/atlas/downloads/mapaposter.zip

maior parte dos mapas utilizados na publicação tem como fonte o Atlasda Questão Agrária Brasileira, lançado também pela Cátedra em 2008 eque está disponível em www.fct.unesp.br/nera/atlas.

Embrapa participa de debates, mostra tecnologias e lança publicações na Agrotins

  Foto: Ivanna Suzarte A vitrine de tecnologias está passando pelos últimos ajustes para o evento Mais uma vez, a  Embrapa  marca presença n...