| LEI DO PROGRESSO
por: nair lúcia de britto
A lei do progresso é uma lei natural que abrange a humanidade inteira. Através dela o homem se aperfeiçoa à medida que pode melhor compreendê-la e praticá-la. Com relação ao homem, lei natural e estado natural têm significados diferentes. Quer dizer: o estado natural é o estado primitivo do homem, incompatível com a civilização. Ao passo que a lei natural contribui para o progresso da humanidade.
O homem não pode permanecer como criança; assim como não pode permanecer em seu estado primitivo; do qual só se liberta através do progresso e da civilização. Conforme o homem vai progredindo, ele também vai criando mais necessidades para si mesmo que antes não tinha. Nem por isso ele pode retroceder; tem que progredir incessantemente e, se ele progride, é porque Deus quer assim.
O homem pode evoluir por si mesmo, naturalmente. Só que nem todos progridem ao mesmo tempo e nem da mesma forma. Então os mais avançados ajudam os demais através do contato social.
Progredindo intelectualmente o homem pode colaborar com o progresso moral, mas isso nem sempre acontece, infelizmente. Existem povos que apesar de serem mais esclarecidos são também os mais pervertidos. O progresso ocorre lentamente porque o homem só progride passo a passo; até que consegue desenvolver o senso de moral dentro de si.
A moral e a inteligência são duas forças que só se equilibram entre si com o tempo. Ninguém pode impedir o progresso da humanidade que segue a uma lei natural, mas é possível criar-se um entrave quando o homem usa de sua inteligência para fazer o mal. Nesse caso, ele terá que prestar contas a Deus.
As leis criadas pelos homens devem ser compatíveis com as leis divinas que são justas e feitas tanto para o mais forte como para o mais fraco.
A perversidade do homem e suas terríveis consequências mostra a necessidade que existe do Bem estar sempre acompanhando o progresso; e das transformações que se fazem necessárias para a humanidade.
O maior obstáculo ao progresso da humanidade são o orgulho e o egoísmo. Outro entrave é quando o progresso intelectual desenvolve nas pessoas uma ambição desmedida e um amor sem sentido às riquezas materiais, em detrimento dos verdadeiros valores da alma.
Quando o homem compreender que existe uma felicidade infinitamente maior e infinitamente mais durável do que aquela, passageira, oferecida pelos bens terrestres, então o progresso se realizará mais plenamente e o mundo será bem melhor!
(Texto baseado no Livro dos Espíritos, de Allan Kardec)
Ilustração: Céu estrelado - segredodosplanetashan.blogspot.com |
sábado, 12 de fevereiro de 2011
LEI DO PROGRESSO
Textos em contextos
Pedagogia da transgressão, de Ruy Cezar do Espírito Santo
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
R E F L E T E
| Por: Emmanuel
Ante as provas difíceis Jamais te desesperes.
A tempestade agora É o ar limpo depois.
A pedra é bruta, Sem o buril que a fere.
Silencia, trabalha E o melhor chegará.
Se dispões de uma vela Podes banir a sombra.
Não há mal que te alcance Se confias em Deus.
(Texto psicografo por Chico Xavier) |
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Ignácio de Loyola fala sobre literatura e futebol no Cartão Verde
O escritor senta ao lado de Vladir Lemos, Sócrates, Xico Sá e Vitor Biner, nesta terça (8/2), na TV Cultura
São Paulo, 7 de fevereiro de 2011 – Um dos mais respeitados programas esportivos da tevê, o Cartão Verde, da TV Cultura, promove nesta terça-feira (8/2), às 22h, o encontro entre a literatura e o futebol. O escritor Ignácio de Loyola Brandão, autor de Zero, é o convidado da atração.
Com extensa trajetória no mundo das letras, incluindo passagens em revistas, Loyola publicou, em 1982, a obra É gol, uma narrativa em homenagem ao futebol. Em 2000, conquistou o Prêmio Jabuti de Melhor Livro de Contos, com O homem que odiava a segunda-feira. Em 2008, levou o mesmo prêmio para casa com o romance O Menino que Vendia Palavras, na categoria Melhor Livro de Ficção. O escritor também já recebeu programa especial desta emissora – Autor por autor / Ignácio de Loyola Brandão –, retratando sua vida e obra.
Entre os assuntos que devem nortear o programa está o amistoso entre Brasil e França, que acontece nesta quarta-feira , 9/2, no Stade de France, em Paris. O técnico Mano Menezes leva para dentro de campo uma seleção com sete jogadores remanescentes da última Copa do Mundo, comandada por Dunga. Também deve entrar na pauta desta edição a partida da Seleção Brasileira sub-20 contra o Equador, em Arequipa, no Peru, também nesta quarta. O grupo comandado por Ney Franco não contará com o atacante Neymar, que está suspenso.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
...O OLHAR CÔMICO DA ARTE
A arte ou um saber sobre o plágio. Esta ciência maldita que rí de suas invenções "inúteis" (para a disciplina do circuito cotidiano). O artifício do riso é um meio de desfazer o compromisso do homem com a ideologia da seriedade. Tudo é possível para tornar visível a obscuridade do fazer social e cultural. Ao artista é concedido o direito de mudar e dissimular o valor e a ordem das coisas e do mundo.
Ele inventa ilusões, relações, e "inutilidades" para ironizar os desencantos de um determinado lugar da vida. O artista tem o bom senso de falsificar simbolicamente, sob o olhar do vigilante, sem ludibriar a vítima.
PENSE O JOGO: Um campo de futebol com uma única trave no centro. O futebol tem suas regras, mas neste campo perverso há uma sugestão de um possível jogo onde suas regras não estão explícitas. Fica com o espectador a difícil tarefa de imaginar hipóteses de impossíveis soluções. Uma sutil ironia aos dois jogos o do gramado e do território da arte.
CASA PARA VOYEUR: Uma casa com cômodos interligados por pequenos buracos, impossível à penetração do corpo, apenas o fluxo do olhar percorre os seus espaços. No jogo da arte o olho é um instrumento privilegiado, primeiramente a obra de arte é destinada ao olhar. A imaginação e o humor inventam problemas e o aparelho riso entra em funcionamento. - (1975)
BANCO ALMANDRADE: Uma surda gargalhada contra o rito da sociedade de crédito. Para que serve um cheque de um banco falso? A garantia é a marca do artista, mas essa marca não pertence ao circuito das
instituições bancárias. Sem dúvida é uma fraude, aceito com risos no meio de arte de onde emergem suas significações críticas. - (1977)
SEM CRUZEIRO Uma nota falsa e sem valor. Um problema imaginário que encontra no riso uma provável solução. Pode até insinuar uma crítica a sociedade da moeda, da troca e da própria arte. Mas ela escapa a todas as leituras e se afirma como uma nota que não compra nada, mas que pode ser vendida, por um destino irônico, já que o mercado de arte vende tudo. A garantia de sua autenticidade é a assinatura do artista. - (1976 e versão 1986)
FOTOGRAFIAS DE PAISAGENS BRASILEIRAS: Uma legenda para quatro fotografias que não foram reveladas. Fotos talvez, de uma câmara sem visor ou de um turista que capta a paisagem sem história, para o
espetáculo de uma recordação momentânea. Trata-se de signos e códigos. Uma legenda para um signo icônico que não aparece. Alguém ri. Onde estão as paisagens? Eis a questão, para o olho e o riso.- (1978)
Almandrade (artista plástico, poeta e arquiteto)
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Almandrade (Antônio Luiz M. Andrade)
Artista plástico, arquiteto, mestre em desenho urbano e poeta.
Participou de várias mostras coletivas, entre elas: XII, XIII e XVI
Bienal de São Paulo; "Em Busca da Essência" - mostra especial da XIX
Bienal de São Paulo; IV Salão Nacional; Universo do Futebol (MAM/Rio);
Feira Nacional (S.Paulo); II Salão Paulista, I Exposição Internacional
de Escultura Efêmeras (Fortaleza); I Salão Baiano; II Salão Nacional;
Menção honrosa no I Salão Estudantil em 1972. Integrou coletivas de
poemas visuais, multimeios e projetos de instalações no Brasil e
exterior. Um dos criadores do Grupo de Estudos de Linguagem da Bahia
que editou a revista "Semiótica" em 1974. Realizou cerca de vinte
exposições individuais em Salvador, Recife, Rio de Janeiro, Brasília e
São Paulo entre 1975 e 1997; escreveu em vários jornais e revistas
especializados sobre arte, arquitetura e urbanismo. Prêmios nos
concursos de projetos para obras de artes plásticas do Museu de Arte
Moderna da Bahia, 1981/82. Prêmio Fundarte no XXXIX Salão de Artes
Plásticas de Pernambuco em 1986. Editou os livretos de poesias e/ou
trabalhos visuais: "O Sacrifício do Sentido", "Obscuridades do Riso",
"Poemas", "Suor Noturno" e Arquitetura de Algodão". Prêmio Copene de
cultura e arte, 1997. Tem trabalhos em vários acervos particulares e
públicos, como: Museu de Arte Moderna da Bahia e Pinacoteca Municipal
de São Paulo.
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