quarta-feira, 12 de maio de 2010

Sustentabilidade na gestão de resíduos é tema de concurso

 
 

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Inscrições já estão abertas e vão até o dia 30 de setembro

 

"Além da sustentabilidade: novas ideias para a gestão de resíduos" é o tema da 15ª edição do Prêmio ABRELPE de Reportagem, concurso organizado anualmente pela ABRELPE – Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais. Podem participar jornalistas profissionais, autores de reportagens que explorem o tema e que tenham sido veiculadas em jornais, revistas, emissoras de rádio e TV do País.

 

Poderão ser inscritas no 15º Prêmio ABRELPE reportagens publicadas entre 1º de outubro de 2009 e 30 de setembro de 2010. A inscrição deve ser feita pelo site www.premioabrelpe.org.br, onde o concorrente preencherá uma ficha eletrônica e fará o upload da matéria. Para isso, o arquivo precisa estar em formato pdf, para mídia impressa, em mp3, para mídia de rádio, e mpeg, wmv ou flv, para mídia de TV.

 

A divulgação dos finalistas, que serão escolhidos por uma comissão julgadora formada por jornalistas, profissionais de imprensa e acadêmicos, será feita no site do Prêmio até o dia 16 de novembro. Os autores das reportagens vencedoras em cada categoria – Jornal e Revista, Rádio e TV – vão ganhar TVs de Led. Além disso, a matéria que obtiver a maior pontuação absoluta entre as três primeiras colocadas será a vencedora do Grand Prix, cujo prêmio é um automóvel zero quilômetro.

 

Mais informações podem ser obtidas no regulamento, disponível no site www.premioabrelpe.org.br.

 

 

 

AINDA CASA GRANDE E SENZALA

AINDA CASA GRANDE E SENZALA
 
O que é preciso para tornar um ser humano escravo?
Tome uma criança, uma vida sem rumo ou uma alma ingênua. Mantenha-a na ignorância do mundo. Crie regras rígidas, punidas com violência física ou psicológica. Destrua qualquer vestígio de dignidade ou autonomia mental, incentive a promiscuidade, rompa vínculos familiares ou transforme-os em mecanismo de controle: numa ameaça!
Dê-lhe apenas o necessário para matar a fome e a sede, e, mesmo assim, só quando estas já forem tantas, que seu ato seja considerado como uma demonstração de generosidade. Ela já estará acreditando que sua vida depende de você.
Acostume-se a estender a mão para ser beijada. Exija que baixem os olhos diante de sua presença. Escolha um desses submissos - de preferência o de pior índole - para ser seu capataz. Dê-lhe alguma regalia e ascendência, e o torne o instrumento físico de sua crueldade e falta de humanismo. Mande-o bater! Deixe que bata! Depois, surja como um bálsamo!
Manipule os cordéis, mas mantenha-se à distância.
Use a religiosidade a seu favor. Deixe acreditarem que existe uma vida melhor e que o sofrimento é o caminho para ela... Mas não nessa existência! Doutrine para que creiam haver os que nascem para mandar e outros para obedecer, e que isso é natural e imutável, desde a origem dos tempos.
Eduque seus filhos para serem piores que você, encarando a escravidão como parte de sua herança. Encha-os de preconceitos e mimos. Faça com que eles acreditem que existem seres inferiores aos seus cães e cavalos de raça, e que as filhas da escravidão também são escravas de seu prazer, sem culpa nem compaixão. Acoberte seus excessos.
Compre o respeito e o silêncio das elites. Lave as mãos com viagens e festas. Cultive a vaidade, para si, e a insensibilidade, para com o semelhante. Construa templos para expiar seus pecados. Glorifique Deus, com palavras, mas sirva às trevas, com seus pensamentos e atos. Acredite que o sangue de Cristo o libertará, mesmo vivendo imerso no sangue de inocentes. Creia fazer jus a vida eterna, apesar de limitar a vida de seres humanos. Sonhe com um túmulo majestoso, esquecendo as centenas de covas rasas, em local desconhecido, pelas quais deve ter sido responsável.
Pensaram que isso havia acabado em 13 de maio de 1888, mas não! Isso nunca acabará enquanto existirem bestas humanas, nos campos e nas cidades, que insistam em tratar outros seres humanos, de todas as raças: patrícios ou imigrantes ilegais, como animais de um rebanho pessoal.
Enquanto houver senhores feudais, no campo; empresários sem escrúpulos, nas cidades; cafetões, em qualquer lugar, e a sociedade tolerando-os e cortejando-os, a escravidão continuará sendo uma sombra, uma vergonha, um absurdo e um imperdoável crime contra a Humanidade!
São vidas de pessoas que estão sendo desviadas, consumidas e destruídas! São condenações, sumárias e sem juízo, por toda a vida!
Como qualificar e punir quem pratica ou justifica a escravidão em pleno Século XXI? Com a milenar Lei de Talião?
Não! Isso seria justificá-los, transformando-os em vítimas e rebaixando-nos a um nível ainda pior. A Humanidade evolui quando supera essas práticas!
Que tal condená-los a viver de um trabalho honesto, tendo apenas o que merecerem? Quem sabe...
Enquanto isso, que Deus tenha piedade de seus atos e de nossas omissões.
 

domingo, 9 de maio de 2010

M Ã E

Mãe,
Você é como o sol que nasce
E renasce a cada alvorecer...
É como uma onda do mar
Que vêm à tona, a cada manhã...
Você é como uma flor
Que faz o buquet da minha vida
Você guia meus passos
Você me escuta quando eu preciso
Mãe você é muito muito mais...
Do que eu não sabia
Você mãe, é mãe
É tudo que há de melhor
Nessa vida...
Te amo, mãe
Que Deus te abençoe e te proteja
Mãe querida!
 
Nair Lúcia de Britto. 

 

LANÇAMENTO DO LIVRO "QUIM KARATÊ" DIAS 07/05/2010 E 08/05/2010.





















































































sábado, 8 de maio de 2010

HUMANO CANTO





UM CANTO DEMASIADAMENTE HUMANO

O MAIS SIGNIFICATIVO E IMPORTANTE
LIVRO DE HIDERALDO MONTENEGRO


Depois de publicar Alquimia das Águas (escrito em 2002) e O Pássaro (2008) Hideraldo Montenegro publica agora o seu mais recente livro de poesias, escrito em 2009, onde o poeta fixa o seu amadurecimento estético numa poética chocantemente livre, com temas avassaladoramente instigantes.

Uma obra imprescindível e apaixonante para poetas e apreciadores.

A DEPURAÇÃO DO DISCURSO

O que podemos destacar neste Canto Humano
de Hideraldo Montenegro é que sua poética é limpa, clara, direta. Uma
poesia sem subterfúgios, sem truques, sem jogos (de palavras). Embora,
a temática deste livro seja forte, onde morte está no centro do
movimento, o discurso poético é leve e livre. Não segue nenhum padrão
estético. Não está amarrado a uma estrutura. Engraçado como Hideraldo
coloca a morte como liberdade e faz do seu discurso, ou seja, o
constrói de forma simples. E, é justamente isto o grande valor de o
Humano Canto. O poeta parece se libertar e nos convida a fazer o
mesmo. Um livro, segundo ele, interminável. Estará sempre sendo escrito.
Estará sempre se construindo. Bom lembrar o poema Indecifrável onde afirma: O poema que
não escrevi/jamais escreverei.

Leon K.

UMA LEITURA IMPERDÍVEL!


PARA ADQUIRIR O LIVRO HUMANO CANTO ACESSE:

http://www.artexpressaeditora.com.br/produtos.asp?produto=111

sexta-feira, 7 de maio de 2010

FW: Roda Viva - segunda-feira, 10 de maio de 2010 às 22h00 - transmissão pela Internet

 
Joseph Nye
Relações Internacionais da J.F Kennedy School of Government de Harvard

Em um mundo globalizado, com crise econômica, conflitos étnicos, terrorismo e ameaça nuclear, o convívio está cada mais complicado e uma pergunta recorrente é qual o papel os países ricos e os emergentes irão desempenhar nessa nova ordem mundial apresentada por essa conjuntura?

Reconhecido especialista em relações internacionais, Joseph Nye vem defendendo a teoria de que só o poder militar não é suficiente para atingir objetivos de uma política externa. Diz que países em conflito terão de recorrer a muita diplomacia e usar seus poderes de forma mais branda e inteligente se quiserem criar uma relação de prosperidade e paz.

Joseph Nye é cientista político, professor da Universidade de Harvard, ex-consultor do Departamento de Estado dos EUA e uma das principais autoridades em relações internacionais.

Participam como convidados entrevistadores:
Entrevistadores: Celso Lafer, professor titular da Faculdade de Direito da USP, Presidente da Fapesp e ex-ministro das Relações Exteriores no Governo Fernando Henrique Cardoso; Jaime Spitzcovsky, diretor da produtora de conteúdo Prima Página e diretor de Relações Institucionais da Confederação Israelita do Brasil; Demétrio Magnoli, sóciólogo, especialista em relações internacionais e editor do jornal Mundo, Geografia e Política Internacional e Flavia de Campos Mello, professora de Relações Internacionais da PUC/SP e pesquisadora do Instituto Nacional para o Estudo dos Estados Unidos - INEU Colaboradores: Luíza Giovancarli, estudante de jornalismo (www.twitter.com/lugiovancarli); Ana Carolina Lima, estudante de jornalismo (twitter.com/anaclima); André Lelis Gonçalves, empresário (www.twitter.com/lelis718) e Tomas Vianna, fotógrafo e cinegrafista (www.flickr.com/photos/tomavianna).

Apresentação: Heródoto Barbeiro

O Roda Viva é apresentado às segundas a partir das 22h00.
Você pode assistir on-line acessando o site no horário do programa.
http://www2.tvcultura.com.br/rodaviva


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quinta-feira, 6 de maio de 2010

Paixões femininas

Pedro Coimbra
ppadua@navinet.com.br


Minha avó Nair nasceu na Vila de Nepomuceno, pertinho de Lavras, filha de “sá” Donana e de “seu” João Barbosa, boticário, caçador de codornas, político, jornalista e amante das artes que viajava a cavalo para o Rio de Janeiro para se inteirar das novidades.
Não se sabe bem por que se casou com meu avô Pedro Coimbra, um alfaiate vindo de Tiradentes, cuja família era praticamente desconhecida por essas bandas.
Lembro-me bem, menino ainda, de folhear um álbum de fotografias junto com minha mãe e ver Dona Nair, muito linda, numa pose costumeira para os fotógrafos da época..
Foi uma mulher bonita, eu tenha certeza e nunca deixou de prender os cabelos curtos de uma maneira bem charmosa.
Quando a conheci a família já tinha sido vitimada pela fatídica “Roda da Fortuna”, com o pagamento de um famigerado aval para um rico fazendeiro, confiando no fio do bigode, como se dizia, pelo meu avô e moravam numa casa simples na rua Babosa Lima que fora residência do seu motorista.
Uma rua de terra ora muito enlameada no tempo das águas, ora com uma poeira vermelha que grudava na pele, na seca e que só tomaria ares mais civilizados anos depois quando meu pai, Renato, calçou a cara de uma família pessedista e pediu ao prefeito udenista, Nadinho, que a pavimentasse, o que foi feito.
Mas, Dona Nair enfrentou com altivez essas agruras todas e levou a vida como Deus queria e como as circunstâncias permitiam.
Adorava orquídeas e no seu quintal mantinha em uma mangueira duas ou três espécies que certamente não eram raras de Cattleias, Vandas, Phalaenopsis ou Cymbidiuns, mas singelas bailarinas amarelas, as Oncidium Zappi, que nos mostrava sorridente quando floriam.
No espaço que controlava e que não era muito grande, havia de tudo um pouco: “boca-de-leão”, crisântemos, girassóis, “palmas-de-santa-rita”, lírios, margaridas, violetas e avencas, sem contar aquelas que se perderam na minha memória.
No terreno vazio acima de sua casa e que mais tarde meu pai compraria havia um cerca tosca, vedada por beijos rosados.
Como seus maiores divertimentos eram bater perna, quando meu avô permitia,  e conversar com as pessoas, amigas ou não, quando elas faltavam dialogava com as suas plantinhas.
Vaidosa mesmo na simplicidade, nunca a vi sair para a rua sem antes passar um ruge rosa, colorindo as maçãs do rosto, leite de colônia na pele, prendendo os cabelos com ramonas, presilhas e depois lançando mão de uma pequena bolsa e uma sombrinha para se proteger da chuva ou do sol.
No tempo que restava das tarefas domésticas sentava-se em uma cadeira de um conjunto de palhinha austríaca, que meu avô comprara quando casaram e fazia por horas a fio, crochê e o frivolité, com sua inseparável navete.
Devia gostar realmente de crianças, pela turminha que colocou no mundo e pelos netos, que zoavam pela casa e a quem sempre tolerou com muita paciência. Sua única preocupação é que não perturbássemos meu avô, “seu” Pedro Coimbra, naquela época já afetado pela caduquice e que passava o dia inteiro de ouvido colado no rádio, sintonizado na Rádio Nacional do Rio de Janeiro.
Sempre que penso nela sinto suas dificuldades para criar moças e moços num tempo em que não existia um emprego decente por toda a cidade.
Não há provas do que vou escrever a seguir e nunca foram encontradas anotações e vestígios que pudessem comprovar tais sonhos, dentre os despojos encontrados depois de sua morte, mas tenho certeza que quando às escondidas fazia sua fezinha no jogo do bicho, pensava que no dia que ganhasse na cabeça e que então compraria um lindo colar de perolas, um anel de safira ou um bom perfume francês.
Por que, saiba meu caro leitor, as paixões femininas são eternas...

Prêmio Impacta Mais: Tecnologia para regeneração das águas vence como Negócio de Impacto do Ano

  Além do Negócio do Ano, conheça os vencedores das 7 categorias da premiação   Desenvolvida pela Infinito Mare, a Caravela Ecológica, uma t...