Mãe, Você é como o sol que nasce E renasce a cada alvorecer... É como uma onda do mar Que vêm à tona, a cada manhã... Você é como uma flor Que faz o buquet da minha vida Você guia meus passos Você me escuta quando eu preciso Mãe você é muito muito mais... Do que eu não sabia Você mãe, é mãe É tudo que há de melhor Nessa vida... Te amo, mãe Que Deus te abençoe e te proteja Mãe querida! Nair Lúcia de Britto. |
domingo, 9 de maio de 2010
M Ã E
sábado, 8 de maio de 2010
HUMANO CANTO

UM CANTO DEMASIADAMENTE HUMANO
O MAIS SIGNIFICATIVO E IMPORTANTE
LIVRO DE HIDERALDO MONTENEGRO
Depois de publicar Alquimia das Águas (escrito em 2002) e O Pássaro (2008) Hideraldo Montenegro publica agora o seu mais recente livro de poesias, escrito em 2009, onde o poeta fixa o seu amadurecimento estético numa poética chocantemente livre, com temas avassaladoramente instigantes.
Uma obra imprescindível e apaixonante para poetas e apreciadores.
A DEPURAÇÃO DO DISCURSO
O que podemos destacar neste Canto Humano
de Hideraldo Montenegro é que sua poética é limpa, clara, direta. Uma
poesia sem subterfúgios, sem truques, sem jogos (de palavras). Embora,
a temática deste livro seja forte, onde morte está no centro do
movimento, o discurso poético é leve e livre. Não segue nenhum padrão
estético. Não está amarrado a uma estrutura. Engraçado como Hideraldo
coloca a morte como liberdade e faz do seu discurso, ou seja, o
constrói de forma simples. E, é justamente isto o grande valor de o
Humano Canto. O poeta parece se libertar e nos convida a fazer o
mesmo. Um livro, segundo ele, interminável. Estará sempre sendo escrito.
Estará sempre se construindo. Bom lembrar o poema Indecifrável onde afirma: O poema que
não escrevi/jamais escreverei.
Leon K.
UMA LEITURA IMPERDÍVEL!
PARA ADQUIRIR O LIVRO HUMANO CANTO ACESSE:
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sexta-feira, 7 de maio de 2010
FW: Roda Viva - segunda-feira, 10 de maio de 2010 às 22h00 - transmissão pela Internet
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Joseph Nye
Relações Internacionais da J.F Kennedy School of Government de Harvard
Em um mundo globalizado, com crise econômica, conflitos étnicos, terrorismo e ameaça nuclear, o convívio está cada mais complicado e uma pergunta recorrente é qual o papel os países ricos e os emergentes irão desempenhar nessa nova ordem mundial apresentada por essa conjuntura?
Reconhecido especialista em relações internacionais, Joseph Nye vem defendendo a teoria de que só o poder militar não é suficiente para atingir objetivos de uma política externa. Diz que países em conflito terão de recorrer a muita diplomacia e usar seus poderes de forma mais branda e inteligente se quiserem criar uma relação de prosperidade e paz.
Joseph Nye é cientista político, professor da Universidade de Harvard, ex-consultor do Departamento de Estado dos EUA e uma das principais autoridades em relações internacionais.
Reconhecido especialista em relações internacionais, Joseph Nye vem defendendo a teoria de que só o poder militar não é suficiente para atingir objetivos de uma política externa. Diz que países em conflito terão de recorrer a muita diplomacia e usar seus poderes de forma mais branda e inteligente se quiserem criar uma relação de prosperidade e paz.
Joseph Nye é cientista político, professor da Universidade de Harvard, ex-consultor do Departamento de Estado dos EUA e uma das principais autoridades em relações internacionais.
Participam como convidados entrevistadores:
Entrevistadores: Celso Lafer, professor titular da Faculdade de Direito da USP, Presidente da Fapesp e ex-ministro das Relações Exteriores no Governo Fernando Henrique Cardoso; Jaime Spitzcovsky, diretor da produtora de conteúdo Prima Página e diretor de Relações Institucionais da Confederação Israelita do Brasil; Demétrio Magnoli, sóciólogo, especialista em relações internacionais e editor do jornal Mundo, Geografia e Política Internacional e Flavia de Campos Mello, professora de Relações Internacionais da PUC/SP e pesquisadora do Instituto Nacional para o Estudo dos Estados Unidos - INEU Colaboradores: Luíza Giovancarli, estudante de jornalismo (www.twitter.com/lugiovancarli); Ana Carolina Lima, estudante de jornalismo (twitter.com/anaclima); André Lelis Gonçalves, empresário (www.twitter.com/lelis718) e Tomas Vianna, fotógrafo e cinegrafista (www.flickr.com/photos/tomavianna).
Apresentação: Heródoto Barbeiro
O Roda Viva é apresentado às segundas a partir das 22h00.
Você pode assistir on-line acessando o site no horário do programa.
http://www2.tvcultura.com.br/rodaviva
Você pode assistir on-line acessando o site no horário do programa.
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quinta-feira, 6 de maio de 2010
Paixões femininas
Pedro Coimbra
ppadua@navinet.com.br
Minha avó Nair nasceu na Vila de Nepomuceno, pertinho de Lavras, filha de “sá” Donana e de “seu” João Barbosa, boticário, caçador de codornas, político, jornalista e amante das artes que viajava a cavalo para o Rio de Janeiro para se inteirar das novidades.
Não se sabe bem por que se casou com meu avô Pedro Coimbra, um alfaiate vindo de Tiradentes, cuja família era praticamente desconhecida por essas bandas.
Lembro-me bem, menino ainda, de folhear um álbum de fotografias junto com minha mãe e ver Dona Nair, muito linda, numa pose costumeira para os fotógrafos da época..
Foi uma mulher bonita, eu tenha certeza e nunca deixou de prender os cabelos curtos de uma maneira bem charmosa.
Quando a conheci a família já tinha sido vitimada pela fatídica “Roda da Fortuna”, com o pagamento de um famigerado aval para um rico fazendeiro, confiando no fio do bigode, como se dizia, pelo meu avô e moravam numa casa simples na rua Babosa Lima que fora residência do seu motorista.
Uma rua de terra ora muito enlameada no tempo das águas, ora com uma poeira vermelha que grudava na pele, na seca e que só tomaria ares mais civilizados anos depois quando meu pai, Renato, calçou a cara de uma família pessedista e pediu ao prefeito udenista, Nadinho, que a pavimentasse, o que foi feito.
Mas, Dona Nair enfrentou com altivez essas agruras todas e levou a vida como Deus queria e como as circunstâncias permitiam.
Adorava orquídeas e no seu quintal mantinha em uma mangueira duas ou três espécies que certamente não eram raras de Cattleias, Vandas, Phalaenopsis ou Cymbidiuns, mas singelas bailarinas amarelas, as Oncidium Zappi, que nos mostrava sorridente quando floriam.
No espaço que controlava e que não era muito grande, havia de tudo um pouco: “boca-de-leão”, crisântemos, girassóis, “palmas-de-santa-rita”, lírios, margaridas, violetas e avencas, sem contar aquelas que se perderam na minha memória.
No terreno vazio acima de sua casa e que mais tarde meu pai compraria havia um cerca tosca, vedada por beijos rosados.
Como seus maiores divertimentos eram bater perna, quando meu avô permitia, e conversar com as pessoas, amigas ou não, quando elas faltavam dialogava com as suas plantinhas.
Vaidosa mesmo na simplicidade, nunca a vi sair para a rua sem antes passar um ruge rosa, colorindo as maçãs do rosto, leite de colônia na pele, prendendo os cabelos com ramonas, presilhas e depois lançando mão de uma pequena bolsa e uma sombrinha para se proteger da chuva ou do sol.
No tempo que restava das tarefas domésticas sentava-se em uma cadeira de um conjunto de palhinha austríaca, que meu avô comprara quando casaram e fazia por horas a fio, crochê e o frivolité, com sua inseparável navete.
Devia gostar realmente de crianças, pela turminha que colocou no mundo e pelos netos, que zoavam pela casa e a quem sempre tolerou com muita paciência. Sua única preocupação é que não perturbássemos meu avô, “seu” Pedro Coimbra, naquela época já afetado pela caduquice e que passava o dia inteiro de ouvido colado no rádio, sintonizado na Rádio Nacional do Rio de Janeiro.
Sempre que penso nela sinto suas dificuldades para criar moças e moços num tempo em que não existia um emprego decente por toda a cidade.
Não há provas do que vou escrever a seguir e nunca foram encontradas anotações e vestígios que pudessem comprovar tais sonhos, dentre os despojos encontrados depois de sua morte, mas tenho certeza que quando às escondidas fazia sua fezinha no jogo do bicho, pensava que no dia que ganhasse na cabeça e que então compraria um lindo colar de perolas, um anel de safira ou um bom perfume francês.
Por que, saiba meu caro leitor, as paixões femininas são eternas...
ppadua@navinet.com.br
Minha avó Nair nasceu na Vila de Nepomuceno, pertinho de Lavras, filha de “sá” Donana e de “seu” João Barbosa, boticário, caçador de codornas, político, jornalista e amante das artes que viajava a cavalo para o Rio de Janeiro para se inteirar das novidades.
Não se sabe bem por que se casou com meu avô Pedro Coimbra, um alfaiate vindo de Tiradentes, cuja família era praticamente desconhecida por essas bandas.
Lembro-me bem, menino ainda, de folhear um álbum de fotografias junto com minha mãe e ver Dona Nair, muito linda, numa pose costumeira para os fotógrafos da época..
Foi uma mulher bonita, eu tenha certeza e nunca deixou de prender os cabelos curtos de uma maneira bem charmosa.
Quando a conheci a família já tinha sido vitimada pela fatídica “Roda da Fortuna”, com o pagamento de um famigerado aval para um rico fazendeiro, confiando no fio do bigode, como se dizia, pelo meu avô e moravam numa casa simples na rua Babosa Lima que fora residência do seu motorista.
Uma rua de terra ora muito enlameada no tempo das águas, ora com uma poeira vermelha que grudava na pele, na seca e que só tomaria ares mais civilizados anos depois quando meu pai, Renato, calçou a cara de uma família pessedista e pediu ao prefeito udenista, Nadinho, que a pavimentasse, o que foi feito.
Mas, Dona Nair enfrentou com altivez essas agruras todas e levou a vida como Deus queria e como as circunstâncias permitiam.
Adorava orquídeas e no seu quintal mantinha em uma mangueira duas ou três espécies que certamente não eram raras de Cattleias, Vandas, Phalaenopsis ou Cymbidiuns, mas singelas bailarinas amarelas, as Oncidium Zappi, que nos mostrava sorridente quando floriam.
No espaço que controlava e que não era muito grande, havia de tudo um pouco: “boca-de-leão”, crisântemos, girassóis, “palmas-de-santa-rita”, lírios, margaridas, violetas e avencas, sem contar aquelas que se perderam na minha memória.
No terreno vazio acima de sua casa e que mais tarde meu pai compraria havia um cerca tosca, vedada por beijos rosados.
Como seus maiores divertimentos eram bater perna, quando meu avô permitia, e conversar com as pessoas, amigas ou não, quando elas faltavam dialogava com as suas plantinhas.
Vaidosa mesmo na simplicidade, nunca a vi sair para a rua sem antes passar um ruge rosa, colorindo as maçãs do rosto, leite de colônia na pele, prendendo os cabelos com ramonas, presilhas e depois lançando mão de uma pequena bolsa e uma sombrinha para se proteger da chuva ou do sol.
No tempo que restava das tarefas domésticas sentava-se em uma cadeira de um conjunto de palhinha austríaca, que meu avô comprara quando casaram e fazia por horas a fio, crochê e o frivolité, com sua inseparável navete.
Devia gostar realmente de crianças, pela turminha que colocou no mundo e pelos netos, que zoavam pela casa e a quem sempre tolerou com muita paciência. Sua única preocupação é que não perturbássemos meu avô, “seu” Pedro Coimbra, naquela época já afetado pela caduquice e que passava o dia inteiro de ouvido colado no rádio, sintonizado na Rádio Nacional do Rio de Janeiro.
Sempre que penso nela sinto suas dificuldades para criar moças e moços num tempo em que não existia um emprego decente por toda a cidade.
Não há provas do que vou escrever a seguir e nunca foram encontradas anotações e vestígios que pudessem comprovar tais sonhos, dentre os despojos encontrados depois de sua morte, mas tenho certeza que quando às escondidas fazia sua fezinha no jogo do bicho, pensava que no dia que ganhasse na cabeça e que então compraria um lindo colar de perolas, um anel de safira ou um bom perfume francês.
Por que, saiba meu caro leitor, as paixões femininas são eternas...
Mesa Cheia - Sinal de incompetência
Com organização e tempo, acha-se o segredo de fazer tudo, e fazer bem feito”. (Pitágoras)
O profissional do século XXI deve ter em mente que mesa cheia de papelada não é mais sinônimo de competência; ao contrário, é sinal de incompetência.
Pilhas e mais pilhas de papéis sobre a mesa, além de atestar falta de organização, atesta incompetência, pois, se aquela papelada está ainda por cima da mesa é sinal de que não fora resolvida, e pior, em tempo hábil; logo, poderá comprometer muito o profissional responsável. Toda documentação resolvida deve ser imediatamente arquivada. Isto faz parte de uma boa organização e de um bom gerenciamento.
Ademais, torna-se visível a necessidade de, além de sermos organizados, saibamos planejar nossas ações, priorizar as tarefas, definir as prioridades de curto, médio e longo prazos, para evitar, desta forma, possíveis perdas.
Ressalta-se que, apesar de alguns dizerem que por traz de uma mesa com papéis empilhados e totalmente bagunçados existe sempre um profissional criativo, é preciso salientar que nos dias atuais, se “afogar” em meio à papelada é uma variável grave que deve ser ponderada, visto ser considerada um forte “indicador” de incompetência. Deve-se ter em mente que, se o profissional não consegue organizar sua mesa, como irá conduzir todo o seu processo de trabalho?
Chega às raias do absurdo o profissional pensar que, quando a mesa estiver entupida de papéis, os demais irão no mínimo imaginar que ele trabalha muito, que é muito competente, envolvido, comprometido e, quem sabe, até insubstituível. Um profissional com este perfil pode até ser criativo e até mesmo ser útil em várias situações para a empresa, mas certamente será inútil em projetos ou tarefas que requeiram método e organização para o alcance de bons resultados.
Com efeito, pensar e refletir sobre isso é hoje imprescindível a quem deseja pelo menos permanecer no mercado por um período mais longo de tempo, uma vez que em meio a um mundo de negócios onde a competitividade “canta cada vez mais alto”, e é decisivo que devamos ser ágeis em tudo o que nos propusermos a fazer.
É sabido que hoje as empresas avaliam não somente a competência técnica de seus profissionais, mas o seu comportamento e suas atitudes ditam as regras do jogo, e essas contribuem para sua permanência ou não no mercado; logo, torna-se de extrema importância o colaborador pensar sobre qual é a percepção que a empresa possui dele e, sem resistência, refletir, analisar e procurar mudar a sua postura quando se fizer necessário.
Neste entendimento, é preciso se livrar das pilhas e mais pilhas de papéis, que muitas vezes impedem até mesmo de sermos visíveis. Desde logo, aprender a arquivar documentos e saber arquivá-los temporariamente em conformidade com os seus prazos, é fator de fundamental importância no que tange à organização. É imprescindível também manter seu foco em resolver as tarefas de curto prazo. É preciso ficar claro que sobre sua mesa deverá ficar somente o que você estará resolvendo naquele momento e/ou dia, quiçá pendências para o dia seguinte.
Tal assertiva demonstra que uma mesa bagunçada, além de causar um tremendo mal-estar e péssima impressão em que as vê, causa uma tremenda confusão no seu responsável, podendo também comprometer a sua produtividade acarretar alguns danos, tais como: perda de documentos, demora na localização de documentos, entre outros transtornos, como eventuais prejuízos devidos ao não cumprimento de prazos.
Um cuidado especial deve ser dado ao que se deve arquivar e ao que se deve jogar fora, pois não se pode chorar o “leite derramado”.
É preciso lembrar que há benefícios advindos de um ambiente organizado, que tanto corrobora no que tange a maximização da produção e a minimização do tempo; logo, comece a se organizar, naturalmente sem paranóia, e lembre-se que tudo em excesso é prejudicial.
Vale ressaltar que a mesa de trabalho demonstra claramente o perfil do profissional que ali está, o que indica que devemos ficar muito atentos, uma vez que no mercado tudo é avaliado e a primeira impressão é a que irá permanecer. Comportamentos habituais estão intimamente arraigados ao caráter da pessoa e, por esta razão, são difíceis de serem eliminados. Um “bagunceiro” no trabalho, também o é no seu lar e em todas as ocasiões imagináveis. Por outro lado, é sabido que novos ou bons comportamentos podem ser aprendidos e se integrarem de forma definitiva na pessoa, anulando o comportamento inadequado anterior.
Um fato observado neste século é que está em voga a utilização das mesas compartilhadas; sendo assim, este “arranjo” de trabalho coletivo constitui mais um motivo para se preocupar com a organização da mesa.
Ora, como é cediço, organizar a mesa de trabalho é essencial em um mundo de negócios onde tudo e todos são observados e avaliados o tempo todo; caso esta preocupação não se faça presente, poderá comprometer profissionais e empresas perante este mercado altamente competitivo que ai está; em vista disso, negar tal necessidade, pode significar negar a permanência de profissionais e empresas no mercado.
Por derradeiro, é importante ter em mente que, se você é um profissional desorganizado, você pode passar a ser um profissional organizado, mas isto só depende de sua iniciativa.
Basta você querer e se esforçar continuamente. Práticas adotadas de forma contínua se integram ao nosso modo de ser. Cabe só a você se ver livre de rótulos incômodos ou de avaliações e observações negativas.
O profissional do século XXI deve ter em mente que mesa cheia de papelada não é mais sinônimo de competência; ao contrário, é sinal de incompetência.
Pilhas e mais pilhas de papéis sobre a mesa, além de atestar falta de organização, atesta incompetência, pois, se aquela papelada está ainda por cima da mesa é sinal de que não fora resolvida, e pior, em tempo hábil; logo, poderá comprometer muito o profissional responsável. Toda documentação resolvida deve ser imediatamente arquivada. Isto faz parte de uma boa organização e de um bom gerenciamento.
Ademais, torna-se visível a necessidade de, além de sermos organizados, saibamos planejar nossas ações, priorizar as tarefas, definir as prioridades de curto, médio e longo prazos, para evitar, desta forma, possíveis perdas.
Ressalta-se que, apesar de alguns dizerem que por traz de uma mesa com papéis empilhados e totalmente bagunçados existe sempre um profissional criativo, é preciso salientar que nos dias atuais, se “afogar” em meio à papelada é uma variável grave que deve ser ponderada, visto ser considerada um forte “indicador” de incompetência. Deve-se ter em mente que, se o profissional não consegue organizar sua mesa, como irá conduzir todo o seu processo de trabalho?
Chega às raias do absurdo o profissional pensar que, quando a mesa estiver entupida de papéis, os demais irão no mínimo imaginar que ele trabalha muito, que é muito competente, envolvido, comprometido e, quem sabe, até insubstituível. Um profissional com este perfil pode até ser criativo e até mesmo ser útil em várias situações para a empresa, mas certamente será inútil em projetos ou tarefas que requeiram método e organização para o alcance de bons resultados.
Com efeito, pensar e refletir sobre isso é hoje imprescindível a quem deseja pelo menos permanecer no mercado por um período mais longo de tempo, uma vez que em meio a um mundo de negócios onde a competitividade “canta cada vez mais alto”, e é decisivo que devamos ser ágeis em tudo o que nos propusermos a fazer.
É sabido que hoje as empresas avaliam não somente a competência técnica de seus profissionais, mas o seu comportamento e suas atitudes ditam as regras do jogo, e essas contribuem para sua permanência ou não no mercado; logo, torna-se de extrema importância o colaborador pensar sobre qual é a percepção que a empresa possui dele e, sem resistência, refletir, analisar e procurar mudar a sua postura quando se fizer necessário.
Neste entendimento, é preciso se livrar das pilhas e mais pilhas de papéis, que muitas vezes impedem até mesmo de sermos visíveis. Desde logo, aprender a arquivar documentos e saber arquivá-los temporariamente em conformidade com os seus prazos, é fator de fundamental importância no que tange à organização. É imprescindível também manter seu foco em resolver as tarefas de curto prazo. É preciso ficar claro que sobre sua mesa deverá ficar somente o que você estará resolvendo naquele momento e/ou dia, quiçá pendências para o dia seguinte.
Tal assertiva demonstra que uma mesa bagunçada, além de causar um tremendo mal-estar e péssima impressão em que as vê, causa uma tremenda confusão no seu responsável, podendo também comprometer a sua produtividade acarretar alguns danos, tais como: perda de documentos, demora na localização de documentos, entre outros transtornos, como eventuais prejuízos devidos ao não cumprimento de prazos.
Um cuidado especial deve ser dado ao que se deve arquivar e ao que se deve jogar fora, pois não se pode chorar o “leite derramado”.
É preciso lembrar que há benefícios advindos de um ambiente organizado, que tanto corrobora no que tange a maximização da produção e a minimização do tempo; logo, comece a se organizar, naturalmente sem paranóia, e lembre-se que tudo em excesso é prejudicial.
Vale ressaltar que a mesa de trabalho demonstra claramente o perfil do profissional que ali está, o que indica que devemos ficar muito atentos, uma vez que no mercado tudo é avaliado e a primeira impressão é a que irá permanecer. Comportamentos habituais estão intimamente arraigados ao caráter da pessoa e, por esta razão, são difíceis de serem eliminados. Um “bagunceiro” no trabalho, também o é no seu lar e em todas as ocasiões imagináveis. Por outro lado, é sabido que novos ou bons comportamentos podem ser aprendidos e se integrarem de forma definitiva na pessoa, anulando o comportamento inadequado anterior.
Um fato observado neste século é que está em voga a utilização das mesas compartilhadas; sendo assim, este “arranjo” de trabalho coletivo constitui mais um motivo para se preocupar com a organização da mesa.
Ora, como é cediço, organizar a mesa de trabalho é essencial em um mundo de negócios onde tudo e todos são observados e avaliados o tempo todo; caso esta preocupação não se faça presente, poderá comprometer profissionais e empresas perante este mercado altamente competitivo que ai está; em vista disso, negar tal necessidade, pode significar negar a permanência de profissionais e empresas no mercado.
Por derradeiro, é importante ter em mente que, se você é um profissional desorganizado, você pode passar a ser um profissional organizado, mas isto só depende de sua iniciativa.
Basta você querer e se esforçar continuamente. Práticas adotadas de forma contínua se integram ao nosso modo de ser. Cabe só a você se ver livre de rótulos incômodos ou de avaliações e observações negativas.
Sereias e Medusas
As sereias eram o terror dos mares da Antiguidade. Seu canto inebriante levava os navegantes à loucura ou à morte. Já os olhos de Medusa transformavam todos quantos os fitassem em estátuas de pedra, figuras sem liberdade ou vontade.
O fascínio é assim: tolhe o discernimento e faz perder o rumo. Seu poder é quase insuperável, a não ser com muita astúcia e inteligência: faculdades humanas, disponíveis para quem as quiser desenvolver e exercer.
O fascínio pode ser uma manifestação espontânea, mas também pode ser o produto de um ato deliberado de manipulação externa do inconsciente. Assim como o fanatismo, não deixa ver nada além do objeto de sua fixação: ídolo, ideal, etc.; inibe a consciência da realidade; limita a visão do próximo e do todo, e pode levar a destruição individual e coletiva.
O canto de sereia distrai e não deixa ver os rochedos que se avizinham. Além disso, dependendo da melodia que se ouve, fechar os olhos para melhor senti-la pode significar perder a capacidade de ouvir outros sons, inclusive alertas de perigo ou apelos à racionalidade.
Virar pedra transfere para outros a escolha do que será construído. Às vezes, podem ser rochedos. E quando o ser humano aceita virar pedra, também concorda que sua mobilidade estará nas mãos de terceiros, que o colocarão onde bem ou mal quiserem, para ser: a base do caminho onde pisarão; obstáculo aos outros; objeto a ser atirado; ou mais um elemento inerte na muralha de ignorância que protege seus interesses obscuros.
Para não cair nessas armadilhas, nos dias atuais, também é preciso ter muita astúcia e inteligência - assim como tiveram Perseu e Ulisses - para não se deixar iludir com as aparências do marketing e da propaganda, que podem ser usados maliciosamente, para nos transformar em pedras ou nos afogar no mar da vaidade, do oportunismo, da ganância ou do fanatismo. Como esses personagens da mitologia grega, é preciso desafiar os deuses que querem exercer sua divindade nefasta do alto das torres que constroem com as pedras em que transformam os seres humanos, que aceitam a condição de escravos de seus cantos de sereias e olhares de Medusa. Mas, também é preciso combater nossos maus instintos, que a sedução oportunista faz aflorarem, e a tendência à passividade e à alienação, que é solo fértil para os posseiros e grileiros de mentes e almas.
Para tanto é imprescindível não se iludir com discursos; não se distrair com presentes; não se deixar seduzir com promessas; não assinar cartas de escravidão voluntária; não integrar rebanhos destinados ao abate; não aceitar ser usado como agregado inerte na argamassa de manobra que concretiza as más intenções coletivas de interesses individuais, oportunistas, egoístas, parasitários e deletérios.
É preciso ser plenamente humano, com todas as vantagens e responsabilidades que essa condição importa, individual e coletivamente.
Fascínio e encantamento? Só com a humanidade, com a natureza e com a vida, que é um dom gratuito de Deus: pessoal e intransferível!
Adilson Luiz Gonçalves
Mestre em Educação
Escritor, Engenheiro, Professor Universitário e Compositor
Ouça textos do autor em: www.carosouvintes.org.br (Rádio Ativa)
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