terça-feira, 20 de abril de 2010
O cinema brasileiro está tomando juízo
ppadua@navinet.com.br
O cinema brasileiro apesar de ter seu início em 1898, não tinha muita expressão, e só mais tarde, graças ao assédio de aventureiros italianos, que dominavam a produção e exibição, passau a se preocupar com temas populares, crimes passionais e outras coisas mais ao gosto do público, e encontrou um relativo sucesso. Daí por diante foram ciclos mais ou menos bem sucedidos por todo o país, com seu ponto alto nas chanchadas da Atlândida e nas produções da Vera Cruz, em São Paulo, cuja principal obra comercial, que ganhou prêmio em Cannes, foi “O Cangaceiro”, de Lima Barreto, que inaugura o gênero de cangaço, no estilo dos faroestes americanos.
Na década de 50 surgiria o cinema novo com realizadores independentes, o denominado cinema de arte. Cineastas como Walter Hugo Khouri, e Nelson Pereira dos Santos, num jeitão neo-realista. Este último cria o cinema moderno no Brasil, juntando jovens críticos e realizadores, o que originou o Cinema Novo, o mais importante movimento do cinema brasileiro. Surge então o ciclo de cinema baiano: "Bahia de todos os Santos" e o "Pagador de Promessas", sendo que o segundo foi o que mais faturou nas bilheterias, o que criou uma rusga eterna entre seu realizador, o galâ Anselmo Duarte e a “geração Paissandu”. É o tempo de Glauber Rocha, com "Barravento" e depois "Deus e o Diabo na Terra do Sol".
Apesar de vivermos em Minas Gerais respirávamos o Cinema Novo, oriundo do Rio de Janeiro, com todas as suas malandragens. Nossos ídolos eram diretores premiados como Glauber Robcha, Paulo César Sarraceni, Arnaldo Jabor, Joaquim Pedro de Andrade, Ruy Guerra, Carlos Diegues, Sérgio Ricardo Walter Lima Jr, Luis Sérgio Person e até mesmo Gustavo Dahl, autor de “O Bravo Guerreiro” (Argh!!!)... Era literalmente um cinema maltrapilho, feito nas coxas, com câmeras na mão que tremiam, reflexos de luzes mal colocadas e o pior de tudo, rendas raquíticas e um roteiro de exibição subdesenvolvido. Por muito tempo o movimento foi sustentado pelos empréstimos de Joãozinho “Coração de Mãe” Pires, do Banco Mineiro do Oeste...
A verdade era que falava-se e discutia-se mais sobre cinema do que se realizava.
O público tinha horror dos filmes nacionais desse tempo, das histórias mal ajambradas, do som de quinta categoria...Esta semana mesmo conversei sobre esse assunto com um membro de uma família de operadores cinematográficos lavrenses e acabamos o nosso papo descontraído sem saber se as salas de projeção eram mesmo "planejadas" para os filmes com legendas, diálogos em língua estrangeira e nossos ouvidos acostumados a essa “pasta sonora”. Vez ou outra surgia um filme que quebrava todos esses estigmas, como "Todas as mulheres do Mundo", com a linda e gostosa Leila Diniz..
Com meu filho Ricardo e meu neto João Gabriel, de 9 anos, escapamos na noite de Belo Horizonte, e fomos assistir "Chico Xavier", que já atingiu os 2 milhões de espectadores, a frente de uma enxurrada de filmes estrangeiros.
E o que é o "Chico Xavier", produzido e dirigido Daniel Filho? Em primeiro lugar passa bem distante do cinema brasileiro de pires na mão. Em todos os momentos percebemos que recursos na sua produção foram acima do necessário. Em segundo lugar é uma cine biografia, com todas as virtudes e defeitos do gênero. Em terceiro lugar, apesar de contar a história do maior médium brasileiro, não faz apologia do espiritismo. Em quarto lugar não visa o sensacionalismo e passa bem longe, por exemplo, de uma discussão sobre o possível homossexualismo de Chico Xavier, que sempre afirmou ser um celibatário convicto. E finalmente, tem um excelente elenco, reconhecido por todos como grandes atores e atrizes, acostumados a representação no teatro e na telinha da televisão, e que quando abrem a boca, são entendidos por todos nós.
João Gabriel, meu neto, definiu bem o filme: "Vô! Estou com muito sono. Mas o filme é muito bonito!".
A escolher um ator entre tantos, jogos minhas fichas em Luís Melo, que interpreta João Cândido, o pai de Chico Xavier, de uma forma ao mesmo tempo desabusada e contida, E como são lindas Letícia Sabatella, a Maria e Giovanna Antonelli, a Cidália...
Saio pela ruas de Belo Horizonte, onde sonhávamos fazer o cinema mineiro e tenho certeza que o cinema brasileiro está tomando juízo...
TIME PEQUENO
segunda-feira, 19 de abril de 2010
II Encontro Nordeste de Jornalismo Científico
II ENCONTRO NORDESTE DE JORNALISMO CIENTÍFICO
TEMA: COMUNICAÇÃO, CIÊNCIA E JUVENTUDE
Campina Grande, 07 a 09 de junho de 2010
Universidade Estadual da Paraíba
Normas para apresentação de Trabalhos
A ABJC A Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e a Associação Brasileira de Jornalismo Científico (ABJC), em promoção conjunta, realizam de 07 a 09 de junho de 2010, em Campina Grande, o II Encontro Nordeste de Jornalismo Científico, que tem como tema geral “Comunicação, Ciência e Juventude”.
As inscrições de trabalhos serão recebidas de 20 de abril a 20 de maio, exclusivamente por e-mail (como documento anexo), em três categorias: Iniciação Científica (estudantes de graduação), Relatos de Experiência (profissionais de empresas, assessorias de comunicação, ONG’s, Agências de Notícia, Agências Acadêmicas Experimentais) e Pesquisa e Estudo em JC ou Comunicação Pública da Ciência (estudantes de pós-graduação, professores e pesquisadores).
Os trabalhos (em todas as categorias) devem ter 03 (três) páginas (ou 6 mil caracteres com espaço), configuradas no formato padrão A4, intervalo simples, fonte Arial, tamanho 12, seguindo, obrigatoriamente, as normas da ABNT para citações diretas, indiretas e referências bibliográficas (máximo de 10, por trabalho).
A estrutura básica de organização dos trabalhos é a seguinte:
· Título – que deve ser grafado em letras maiúsculas e não pode ultrapassar 68 caracteres sem espaço;
· Identificação dos autores, logo abaixo do título, em letras maiúsculas e minúsculas, incluindo nome completo, instituição e/ou empresa de origem e e-mail. Informações complementares tais como formação dos autores, financiamento, outras afiliações etc., podem ser acrescentadas em nota de rodapé;
· Resumo - que não pode ultrapassar 5 linhas (ou 400 caracteres sem espaço) e três palavras (ou termos) chaves.
· Texto no formato tradicional (introdução, desenvolvimento e conclusão). Recomenda-se que objetivos, justificativas e aspectos metodológicos sejam incluídos na introdução.
· Referências Bibliográficas (restringir-se apenas ao que foi trabalhado na construção do texto).
Os trabalhos serão avaliados por uma comissão formada por pesquisadores indicados pela ABJC e pela Coordenação do evento. Os critérios de relevância temática, coerência, clareza textual e contribuição para o campo da Comunicação Pública da Ciência serão considerados para as três categorias de trabalho. Os resultados serão divulgados até o dia 30 de maio, nas páginas da ABJC, UEPB e do próprio Encontro. Os autores também serão comunicados por e-mail.
Os autores terão 15 minutos para apresentação do trabalho, sem acréscimos, e mais 05 para discussão com o público presente, sob a coordenação do presidente da sessão.
Informações sobre o evento serão disponibilizadas nos sites da ABJC (www.abjc.org.br) e da UEPB (www.uepb.edu.br). E-mail para envio de trabalhos e pedidos de informação: cidoval@gmail.com
Campina Grande, março de 2010
Comissão Organizadora
sexta-feira, 16 de abril de 2010
As sombras dos seus olhos
ppadua@navinet.com.br
Luã estava sentado em uma mesa do botequim do Farah fazendo coisas definitivamente politicamente incorretas. Fumava um cigarro atrás do outro, esvaziava uma garrafa de conhaque e devorava porções de carne de porco com uma manta de gordura.
“Você está se auto-exterminando”, dizia sempre seu médico enquanto examinava o resultado de seus exames.
Mas ele não se preocupava e continuava a freqüentar aqueles estabelecimentos horrorosos, mas folclóricos, verdadeiras terra de ninguém. De uma aparelhagem de som colocada numa prateleira empoeirada saia um som empastelado, sem definição, que tanto podia ser MPB quanto rock.
Chovia muito. Um destes temporais tropicais que desabam no verão.
Estava sentado defronte para a porta de entrada quando ela entrou como um raio Ou melhor dizendo, trazida por um raio.
Vestia calças largas de seda, de cintura muito baixa e uma blusa com um decote estonteante, digno de uma diva de cinema. Nas mãos o que um dia foram sandálias antes de desmilinguirem naquela aguaceira.
Os cabelos não eram longos, nem curtos e molhados, emoldurando um rosto angelical.
Sem mais nem menos ela se atirou numa cadeira vazia em sua mesa.Cravou os cotovelos na madeira gasta do tampo e colocou as mãos debaixo do queixo.
Olhou-o com um olhar profundo que o deixou intimidado. Serviu-se de uma dose de bebida da garrafa para espantar o frio e disse chamar-se Tamara.
Tinha trinta e dois anos de idade e Luã jurava que fosse menos, uns dezesseis.
Tinha sido casada por duas vezes e agora não queria mais saber dessa triste experiência humana. Era bióloga e seu primeiro marido a abandonou por uma atrizinha de segunda categoria, “a rainha do teatro infantil em Beagá”...
“E o segundo?, perguntou Luã, já de pileque.
“Era pesquisador de um grande laboratório”, disse Tamara.
Morreu de repente e os amigos pensavam que fora infectado no laboratório em uma experiência maquiavélica.
.“O que você está fazendo por aqui?”, perguntou Luã
Vinha de uma aula de dança, de sapateado, na Solea, uma escola ao lado do Café Ideal.
Ela gostava de falar e Luã teve que ouvi-la até que Farah viesse avisá-los que iria fechar o estabelecimento.
Já não chovia mais quando pisaram o asfalto da rua.
Foi quando Luã disse a ela que era voluntário numa ONG de Meio Ambiente e que no dia seguinte iria para Boa Vista.
Abraçaram-se debaixo de uma marquise e se beijaram docemente.
Passou um táxi, Tamara fez sinal, um último afago em Luã e desapareceu na noite, sem ao menos deixar o número do celular.
Ele saiu andando pelas calçadas, evitando as poças d´água e os mendigos alojados em seus cantos.
Foi quando lembrou-se que o que mais o impressionara em Tamara tinha sido as sombras dos seus olhos...
BIOGRAFIA DA ESCRITORA MARIA DO SOCORRO FARIAS RICARDO - A FILHA DO MAESTRO - POR FABIO CAMPOS
Em agradecimento pelas palavras, a nosso respeito - que tanto nos serviu, e servem de incentivo - via sites informativos - aqui na internet. Dedicar-lhe-emos, esta singela homenagem.
MARIA DO SOCORRO FARIAS RICARDO A FILHA DO MAESTRO. Informações reunidas aleatoriamente, extraídas do Livro de sua autoria: "JOSÉ RICARDO SOBRINHO UM MÁGICO DA MÚSICA" Setembro de 1997. Blumenau-SC
A Escritora e pesquisadora, Maria do Socorro Ricardo Almeida, nasceu em 1940. Em Santana do Ipanema-AL. Casou-se em 1960 com José Cavalcanti de Almeida. O casal, teve cinco filhos: Marcello Ricardo Almeida (Advogado e professor); Morche Ricardo Almeida (Historiador e professor); Marcel Ricardo Almeida (Estudante e Escultor); Magaly Ricardo Almeida (Assistente Social e professora); Mércia Ricardo Almeida (Assistente Social e professora). Todos formados em Universidades de Blumenau, Santa Catarina. A Escritora é filha, de José Ricardo Sobrinho -O Maestro - e Lú Farias Ricardo. Maria do Socorro Ricardo, foi professora na administração do prefeito Hélio Cabral de Vasconcelos, em 1958. Foi também por essa época, Auxiliar de cartorária, no Cartório do tabelião Benício Barros. Sua mãe Lú Farias Ricardo, foi desde sua juventude, incentivadora das Atividades Culturais e das Festas Folclóricas, em Santana do Ipanema, na década de 50. Inclusive contribuindo com a criação de pastoris. Pela sua dedicação a essas causas, foi convidada pelo então prefeito Adeildo Nepomuceno Marques, para ser a Incentivadora Oficial e Organizadora dos Folguedos folclóricos de nossa cidade. Seu pai, o maestro da primeira Banda Filarmônica de S. do Ipanema: Banda Filarmônica Santa Cecília. Dedicou sua brilhante e meteórica vida, a arte da música. morreu muito jovem, com apenas 28 anos de idade. Em 1947. Vítima de complicações causadas por envenenamento. José Ricardo Sobrinho, teve origem e viveu sua infância, na Fazenda Lage Grande, hoje pertencente ao município de Senador Rui Palmeira. Seu pai Aprígio Ricardo, filho da matriarca da família, Dona Estelita Ricardo. Tinha vários irmãos, entre estes, Antonio e Zeca Ricardo, este de cá, foi proprietário, juntamente com Genival Tenório, da Farmácia dos Pobres. Em Santana do Ipanema, AL.
PALAVRAS EXCLUSIVAS DO AUTOR DA CRÔNICA
Como conhecemos a Escritora Maria do Socorro Ricardo Almeida.
Estudei no Ginásio Santana. Em 1978, cursava a 8ª série (oitavão) e fui colega de classe, de Marcello Ricardo Almeida. Desde a época, um jovem, de tantas qualidades e talentos, inenarráveis, que terminou por nos contagiar, com sua vontade de fazer, de ver acontecer e seu dinamismo hoje vejo, que é genético à época, idealizamos uma peça teatral, intitulada: "A Mãe". A peça foi apresentada no Dia das Mães daquele ano, no auditório daquela escola. Participamos como ator, assim com também outros colegas de classe como: Idelfonso Queiroz, Sérgio Campos, Walter Cavalcante, Cilene de Reginaldo Falcão (saudamos in memorian), Lucinha (hoje professora), Nely de Zé Bezerra (da Imperial) e tantos outros, que nossa memória cinquentenária, teima em não lembrar, pois já dá sinais de falha.
Eu disse, em outra crônica, que Marcello Ricardo, tinha participado dessa peça, nos bastidores, como Diretor. Acabei por lembrar-me, neste instante, que ele também contracenou na peça. Fez o papel de Júlio - no caso meu papel- mais velho. E um fato pitoresco ocorreu: Pra que ele ficasse mais "velho", encheu-se seu cabelo de talco, na cena, ele ia morrer. Sua "filha" desesperada, ao agarrar-se com ele, espalhou talco pra todo lado. Foi engraçado.
Sua mãe, Maria do Socorro Ricardo estava bem ali na platéia. Com certeza orgulhosa do filho, artista. Durante aquele ano, fui à sua residência várias vezes, a convite dos meus amigos, Morche e Marcello Ricardo. E tive a oportunidade ímpar, de conhecer esta senhora de educação esmerada. Sempre atenciosa, perguntava por nossa mãe, pelos meus irmãos. Oferecia sempre uma guloseima, um doce, uma cadeira pra sentar, sempre solícita. E eu que sempre fora muito acanhado. Ficava tão sem graça, mais fui aprendendo a soltar a língua. A comportar-me corretamente. Para mim, pessoas como vocês, só existia nas novelas, nos romances. Mas vocês eram reais. Aliás, vocês são reais.
Escritora Maria do Socorro Ricardo, muito aprendi com a senhora e sua família. Com seus filhos: Marcel e sua paciência, pedia-me opinião, a respeito de seus trabalhos, com ele aprendi, que eu também tinha algo a dar. Morche que gostava de ler muito. Lia tudo, aprendi com ele, a gostar de ler. As meninas Magaly e Mércia eram duas crianças na época. Creio que não se lembram de mim. Mas eu nunca as esqueci. Que meninas educadas! Meu Deus! Nunca as ví, altear se quer a voz, mesmo nas brincadeiras, entre elas. Pareciam personagens, saídas de um romance de época. Parabéns escritora, pelo exemplo, pela educação que deu aos seus filhos. Hoje colhe os frutos. Seu Zezito, era como chamavam, seu saudoso esposo. Homem íntegro, trazia, no jeito e no semblante a retidão de caráter. Ensinava também, com o exemplo, aos seus filhos ou a quem teve oportunidade de conhecê-lo como eu.
Relendo, o livro de Vossa Senhoria - "JOSÉ RICARDO SOBRINHO-Um Mágico da Música"- descobri, que existe um parentesco muito próximo, entre minha esposa, e a família de seu pai: Dona Angelita esposa do saudoso Antonio Ricardo, da Lage Grande - é tia da minha esposa. Como vê, esse mundo é pequeno. Quero encerrar minhas palavras, agradecendo, do fundo do coração, a Vossa Senhoria, pelas citações que fez a respeito de nossos escritos, na imprensa midiática, pela rede mundial de computadores (internet). "O Mundo dá muitas voltas/ A gente vai se encontrar/ Quero nas voltas da vida/ a sua mão apertar! /Paz! Paz de Cristo!"
*Fabio Campos 02/03/2010 *É professor das redes Municipal e Estadual de Educação em Santana do Ipanema-AL. Contatos: fabiosoacam@yahoo.com
Por que Poesia?
HUMANO CANTO
PERSPECTIVA
Mas, não pensem vocês que vou me entregar fácil.
Meus pés ainda coçam percursos
e estradas se insinuam e desenham os seus traçados
Volto como se estivesse indo. Vou como estivesse voltando.
E refaço o trajeto em meus pés
mapeando histórias de idas e vindas
Tudo requer seu passaporte
e pago minha passagem
por esta vida
e durmo sobre travesseiros duros
de viajar minh’alma
Olho para o horizonte
que sempre está aos meus pés
e não consigo enxergar além
de mim mesmo
-este cemitério de paixões
loucas, atrevidas -
covas fundas
que vou cavando na vida
Um canto demasiadamente humano
Arrecadei um tempo para maturar os sons e os sentidos do Humano canto, de Hideraldo Montenegro: um pernambucano, natural de Moreno, que se reconhece aprendiz no universo da poesia - seus mistérios e mistificações. Confesso que me surpreendi com a força da palavra do seu livro e não poderia ser diferente; considerando que o poeta sabe, desde sempre, que é preciso estar atento aos movimentos da vida; atento aos sinais da escrita inventiva e sua função social. Um bom exemplo reside no poema Lembranças:
Coleciono palavras antigas
e um gosto estranho pelo bordado da caminhada
dos pés estradas pontes rios
Graça Graúna
Escritora, Professora universitária
na área de Literaturas de Língua Portuguesa
e Direitos Humanos.
Nordeste do Brasil, 29 de abril de 2009
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