segunda-feira, 23 de novembro de 2009

CAMPANHA PLC 122 (HOMOFOBIA)

PELO AMOR DE DEUS! É PRECISO FAZER JUSTIÇA COM URGÊNCIA!
ACABAR COM ESSA VIOLÊNCIA ABSURDA, MACABRA E IMPERDOÁVEL!!!!
 
VOTEM! EU JÁ VOTEI!
 
(Nair Lúcia de Britto)
 
                              ****

Matthew Shep tinha 21 anos. Foi morto depois de longamente torturado e abandonado num descampado onde agonizou durante 18 horas até morrer. O seu crime?

Ser homossexual.

Ontem, nos EUA foi aprovada a Lei Matthew Sheppard que equipara a homofobia ao racismo como crimes puníveis.

 

O Senado está querendo saber a opinião dos brasileiros sobre o PLC 122, (Homofobia) perguntando se você é a favor ou contra esse projeto que pune atos de discriminação contra homossexuais. Para votar, vá à enquete deste link:

http://www.senado.gov.br/sf/senado/centralderelacionamento/sepop/

no lado direito do site.

Neste momento o "não" está prevalecendo.

Vamos reagir, repassem esse email para todos os seus amigos.

Vamos votar SIM.


REGINAveloso
um NúCleo pra chamar DirCeu 
agência de produções + centro e núcleo de criação do dirceu
skype reginafveloso
+ 55 86 8841 0604 . teresina piauí brasil
nucleododirceu.com

::... antes de imprimir pense em sua responsabilidade com o meio ambiente.



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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O doce caminho da perdição

Em Quebra-quebra, corrutela perdida nos pés da Pirambeira, Cotinha nasceu debaixo de um ipê amarelo, na escuridão de uma noite de temporal.

Mãe Joana não sabia nem mesmo quem era seu pai porque abria as pernas para qualquer homem do lugarejo por qualquer tutaméia.

Moravam num casebre a beira do ribeirão dos Borges, com a criançada amontoada em dois cômodos.

Cresceu olhando as estrelas no céu, os passarinhos nos seus ninhos nas árvores e vez por outra, pescando lambaris do rabo vermelho no “bosteiro”, lugar ode mais gostavam de ficar.

Duas coisas Mãe Joana sabia fazer bem: filhos e quitandas deliciosas.

As mulheres dos fazendeiros apareciam sem avisar, traziam roupas velhas para todos e os modos para fazer as receitas que queriam.

- Só você sabe fazer igual – diziam para Mãe Joana.

Muito mansa ela colocava tudo em cima de uma porta colocada a modo de mesa: farinha de trigo, açúcar, manteiga, ovos, sal, fermento para pão, leite, óleo, amido de milho.

Só não providenciavam os limões que havia muito na matinha.

Marcavam com ela uma hora pra vir buscar, pegavam suas camionetes e desapareciam na estrada da Mina.

Mãe Joana, que vivia choramingando pelos cantos, abraçada a um velho retrato, mudava o jeito de ser, se alegrava e punha mãos na massa.

Tocava pra fora as crianças que teimavam em mexer nas coisas, lambendo o açúcar.

Ia fazendo e me ensinando, com muita paciência.

“Pegue aquela gamela, Cotinha. Esfarele o fermento e junte o sal. Misture até virar uma aguinha. Deixe pra lá. Ponha a farinha de trigo, reserve um pouco, o açúcar, as gemas, a manteiga e o fermento separado misturado com o leite que tá nessa latinha.. Mexa tudo, Cotinha, com uma colher de pau. Misture bem, batendo com carinho, em cima dessa tábua. De vez em quando jogue um pouco de farinha. Agora esqueça de tudo por um tempo”.

Em outros tempos, Mãe Joana morara na cidade e fora uma cozinheira de fama, diziam as mulheres dos fazendeiros quando apareciam.

Ninguém sabia por que abandonara tudo e se enfurnara naquele buraco. Era seu grande segredo.

“ Cotinha, limpe as mãos e abra a massa. Desenhe seus sonhos com esse cortador redondo que está dependurado na parede. Ponha nesta lata polvilhada com farinha. Tampe com aquele pano e não se lembre mais, para crescer. Pegue aquela frigideira e frite em óleo, nem muito quente, nem muito frio.. Deixe o óleo sair. Ponha o recheio. Passe pelo açúcar."

Então vinha a parte que Cotinha mais gostava que era fazer o creme.

“ Ponha o leite e guarde um pouquinho, o açúcar, o amido de milho dissolvido com o leite separado e as gemas levemente batidas. Deixe cozinhar até engrossar.Tire do fogo e ponha as raspas de limão. Mexa.”

Cotinha também achava os sonhos de Mãe Joana os mais formosos que havia.

Findado o trabalho ela agarrava de novo o retrato e se acocorava debaixo de uma mangueira.

Um dia Cotinha a procurou e achou-a caída no chão: vomitava sem parar, molhava as roupas e tremia muito.

Não passou muito tempo e morreu, nos braços da filha.

Os homens de Quebra-quebra chamaram a polícia e um detetive, um tal de França, disse que ela morrera envenenada com chumbinho.

Deixou três coisas para Cotinha: a filharada, o retrato em preto e branco e os sonhos...

Seminário Internacional


sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Artigo: Arte de (des) educar

 

Arte de (des) educar

 

* Antonio Gonçalves

Recentemente, a jovem humilhada pelos colegas na Uniban tem ocupado as páginas dos principais jornais do país. Usando vestido curto em sala de aula, a aluna foi hostilizada por centenas de alunos da Uniban e precisou sair escoltada do local. O caso atingiu grandes proporções depois que alunos filmaram e colocaram na internet a hostilização à aluna. O conselho da faculdade, por sua vez, decidiu pela expulsão da aluna. Mas acabou voltando atrás na decisão, através do reitor.

 A alegação para tal punição teria sido desrespeito aos princípios éticos, à dignidade acadêmica e à moralidade. Quais princípios? Qual dignidade e qual moralidade? A função de uma escola é educar. O que vimos foram centenas de alunos no sentido contrário no que tange aos princípios da universidade. Logicamente e por razões óbvias que a opção por punir uma aluna é muito mais conveniente para a instituição, mas tal filosofia adotada pela universidade visou desmoralizar mais ainda a estudante, já humilhada. Mesmo com a revogação da expulsão, de que maneira a aluna poderá voltar a estudar na mesma escola? Como ela se relacionará novamente com os outros alunos? Quais as garantias de que uma nova agressão não voltará a acontecer?

A Constituição Federal é clara em garantir os direitos individuais de toda e qualquer pessoa. Nesse diapasão, temos a liberdade de ir e vir, a liberdade de crença e o princípio da dignidade da pessoa humana. Ainda assim, temos como mandamento fundamental que todos são iguais perante a lei. Mas, parece que a lei do homem não se aplica à lei da universidade em questão, pois arbitrariamente foi decidida pela expulsão da jovem baseada apenas e tão-somente em um comportamento subjetivo, centrado nos seus trajes.

Tal reação causa, no mínimo, estranheza, já que o dever de um professor é transmitir o seu conhecimento para o aluno, e a universidade em fornecer o zelo necessário para preparar a pessoa para seu futuro profissional. Este ato exageradamente repressor tem um caráter completamente contrário aos ditames educacionais, pois mais parece um julgamento moral baseado em um conflito ético.

De tal sorte que, se atitudes como essa continuarem a ocorrer, a educação ficará em segundo plano. A moral, os bons costumes e o próprio aprendizado em como se portar no convívio com os demais, deixará de ser um aprendizado para ser uma atitude discriminatória, na qual o critério será uma régua que terá a função de ser a linha tênue entre o puro e o impuro, de acordo com o comprimento de um vestido ou de uma saia.

A função primordial da universidade é garantir que o ser humano evolua, que adquira conhecimento e que aperfeiçoe seu modo de agir perante os demais. Logo, a medida tomada pela Uniban ocorreu em completo contrário sensu com o que dela se esperaria.

Todavia, o pior ainda estava por vir já que ao ter consciência do desmazelo de sua ação, o corpo diretivo da instituição revogou sua decisão e se o objetivo era reprimir ou restringir a liberdade da jovem, o resultado prático foi diametralmente inverso.

Ao invés da jovem ter consciência de seu erro, seu ato a transformou em uma celebridade instantânea. Resta saber se o regresso à universidade não trará ainda mais hostilidade por seus colegas por parte dessa notoriedade indevida. A função da universidade é educar e quando ocorrem desvios como esse, o desastre é inevitável. Que sirva de exemplo para ser evitado no futuro.

 

* Antonio Gonçalves é advogado e membro consultor da Comissão de Direitos Humanos da OAB/SP. Pós-graduado em Direito Tributário (FGV), Direito Penal Empresarial (FGV) e Direito Penal - Teoria dos Delitos (Universidade de Salamanca - Espanha). Mestre em Filosofia do Direito e Doutorando pela PUC-SP. É especialista em Direito Penal Empresarial Europeu pela Universidade de Coimbra (Portugal); em Criminologia Internacional: ênfase em Novas armas contra o terrorismo pelo Istituto Superiore Internazionale di Scienze Criminali, Siracusa (Itália); e em Direito Ambiental Constitucional pela Escola Superior de Direito Constitucional. Fundador da banca Antonio Gonçalves Advogados Associados, é autor, co-autor e coordenador de diversas obras, entre elas, "Quando os avanços parecem retrocessos -Um estudo comparativo do Código Civil de 2002 e do Código Penal com os grandes Códigos da História" (Manole, 2007) e "A História do Direito São Paulo" (Academia Brasileira de História, Cultura, Genealogia e Heráldica, 2008).

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Todas as homenagens deveriam ser em vida

Pedro Coimbra
ppadua@navinet.com.br

Numa noite de domingo fui assistir uma celebração, um tributo de amigos e artistas a uma nonagenária que morrera de forma trágica e só então tivera desvendada uma vida cheia de aventuras e charme.
Pensava nessas homenagens tardias e no ator, diretor e produtor Anselmo Duarte que morrera aos 89 anos de idade.
Ele faz parte das minhas lembranças acompanhando as filmagens de “A Madona de Cedro”, de Carlos Coimbra, em Congonhas do Campo, graças ao Padre Massote, da Escola Superior de Cinema da Universidade Católica que emprestara duas câmeras “modernas” Arriflex para a produção. Isso nos idos de 68...
Baseado na obra homônima de Antonio Callado, o filme conta a história de Delfino, um homem pacato que vive em Congonhas do Campo, pequena e histórica cidade no estado de Minas Gerais. Mas, instigado pelos amigos, ele é levado a roubar de uma igreja a imagem Madona de Cedro, um valiosa escultura do século 18 esculpida por Aleijadinho.
Carlos Coimbra, que não era meu parente, foi um artesão, tentando fazer um cinema popular, sem grandes preocupações com a atualização da linguagem cinematográfica. A antítese do cinema novo...
Mas “A Madona de Cedro” era uma grande produção, com um elenco formado por Leonardo Villar, Leila Diniz, Anselmo Duarte, Sérgio Cardoso, Cleyde Yáconis, Jofre Soares, Leonor Navarro, Américo Taricano e Zbigniew Ziembinski. O mais fino da dramaturgia brasileira e a melhor equipe técnica. Quase todos já estrelando filmes nos céus...
Nas vezes que recontei histórias desse episódio me fixei na paixão de Leila Diniz pelo violonista Toquinho e que atrasavam o cronograma de filmagens quando os dois se trancavam por um final de semana em um apartamento do hotel, por ser mais interessante e charmosa.
Andando por todas as locações das filmagens, sempre ao lado de Aníbal Massaini, então um jovem produtor, encontrávamos com o co-produtor e ator Anselmo Duarte, simpático e falante.
Ele que conquistara a Palma de Ouro, em Cannes, com “O pagador de promessas” gostava de dizer que inventara o Cinema Novo, quando seus desafetos diziam que só ganhara de “O anjo exterminador”, de Buñuel, graças aos interesses da Motion Pictures..
Mas, Gláuber Rocha, guru do cinema brasileiro, era seu amigo, confidente e admirador...
Contava histórias e mais histórias, suas façanhas do passado, sonhando com os filmes que ainda realizaria, ele que era um ícone do cinema brasileiro, desde o tempo que ajudava o irmão Alfredo, projecionista de Salto, no interior de São Paulo, passando pelos inúmeros papéis de galã na Atlândida...
Como ator, tem um outro grande desempenho em “O caso dos Irmãos Naves”, em que faz o papel de um violento tenente da polícia mineira, dirigido por Luís Sérgio Person, que era uma “avis rara” do cinema novo em São Paulo.
A vida aventurosa de Anselmo Duarte começou com sua ida para o Rio de Janeiro, em 1942, atraído por um anúncio de jornal do diretor Orson Welles selecionando pessoas para participar do filme “It's All True”, uma lenda e que não foi finalizado, mas marca então a sua estréia no cinema.
E como um bom filme com começo, meio e fim sua história termina onde tudo começou.
Breve, tenho certeza, teremos uma enxurrada de obras sobre Anselmo Duarte nas livrarias e na “telinha”...
Mas, continuo a pensar que todas as homenagens deveriam ser em vida...

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

15 de outubro "DIA DO PROFESSOR"




Ensino da matemática é tema de dois cursos na UERJ

O ensino da matemática é o tema de dois cursos oferecidos pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Matemática no 1° Ciclo do Ensino Fundamental, de extensão, recebe inscrições até o dia 11 de novembro, e o curso de pós-graduação Especialização em Aprendizagem em Matemática, até 13 de novembro.

Oferecido pelo Colégio de Aplicação (Cap-UERJ), o curso de extensão tem como alguns de seus objetivos caracterizar formas de conhecimento matemático na faixa etária de 6 a 8 anos e definir metas de trabalho nessa área, apropriando-se de modos de planejar, desenvolver e avaliar a ação pedagógica de maneira integradora. As aulas acontecerão em quatro sábados entre novembro e dezembro, das 7h às 17h. O valor do curso é de R$ 180,00 à vista, ou duas parcelas de R$ 100,00. As inscrições podem ser feitas no site
www.cepuerj.uerj.br.

Já a pós-graduação em Aprendizagem em Matemática é indicada para professores de Ensino Fundamental e Médio que buscam reciclagem frente à demanda por geração de ação pedagógica e sua implementação diante de procedimentos computacionais. A taxa de inscrição para a seleção de alunos é de R$ 60,00, e o valor do curso é R$ 200,00. As inscrições devem ser feitas na secretaria do Instituto de Matemática e Estatística, no Pavilhão Reitor João Lyra Filho, 6° andar, bloco D, sala 6.005 (campus Maracanã da UERJ).

Mais informações estão disponíveis no site do Centro de Produção da UERJ (
www.cepuerj.uerj.br), pelo telefone (21) 2334-0639 ou pelo e-mail cepuerj@uerj.br.

Prêmio Impacta Mais: Tecnologia para regeneração das águas vence como Negócio de Impacto do Ano

  Além do Negócio do Ano, conheça os vencedores das 7 categorias da premiação   Desenvolvida pela Infinito Mare, a Caravela Ecológica, uma t...