quarta-feira, 29 de abril de 2009

Aos leitores da Revista Virtual P@rtes
 

Oração da Manhã


Nasce mais um dia

Aos poucos vamos abrindo janelas e portas

Deixando a luz entrar...

Tudo vai ganhando contorno, dimensão, calor e vida...

Senhor, nós te agradecemos por este dia

Abrimos nossas portas e janelas

Para que tu possas entrar com tua luz...


Queremos que tu, Senhor

Definas os contornos de nossos caminhos

A dimensão de nossos projetos,

O calor de nossos relacionamentos

E o rumo de nossas vidas


Podes entrar, Senhor!

Podes entrar em nossas famílias

Precisamos do ar puro da tua verdade...

Precisamos de tua mão libertadora

Para abrir compartimentos fechados


Precisamos de sua beleza para amenizar nossa dureza

Precisamos da tua paz para nossos conflitos

Precisamos de teu contato para curar feridas

Precisamos sobretudo da Tua presença...

Para aprendermos a partilhar e abençoar!...


(Lar da Luz Vicente de Paulo)


Encaminhada por Nair Lúcia de Britto

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Retrocesso no Iraque

Por Ayman El-Amir


O presidente dos EUA, Barack Obama, reservou algumas horas depois de sua recente visita à Turquia para ir a Bagdá com uma mensagem para o governo iraquiano do primeiro-ministro Nuri Al-Maliki: você agora é responsável por seu próprio país. A mensagem chega dois meses antes do prazo para a retirada das tropas de combate dos EUA das maiores cidades iraquianas, incluindo Bagdá, Mosul e Baquba, e quase um antes do fim das operações militares em agosto de 2010. No entanto, para alguns analistas iraquianos o recente aumento da violência em algumas cidades, incluindo Mosul, Bagdá e Kirkuk, levanta a questão de se o prazo de junho seria definitivo ou deveria ser mais flexível, dependendo da situação local. Para eles, a ressurgência da violência é uma síndrome da luta política interna entre o primeiro-ministro, e se credita a suas políticas desde 2008 se credita a diminuição do banho de sangue, e seus parceiros políticos.

Mosul ainda é uma incubadora de conflito. Mais de 25 mil militares iraquianos, apoiados pelas tropas de combate dos EUA, têm lutado contra lutadores da resistência xiita e sunita desde 2008. Pela primeira vez em 12 meses, cinco soldados dos EUA e dois policiais iraquianos foram mortos em uma explosão de bomba vinda de um caminhão, com outros 12 feridos. Em Kirkuk, 13 pessoas foram mortas e 22 feridas em explosão em uma instalação de petróleo que estavam guardando. Em Bagdá, 60 pessoas foram mortas em várias explosões em apenas duas semanas. A ressurgência da violência em tal escala é uma indicação de que Al-Maliki ainda está em desacordo com os curdos ao norte - que têm suas diferenças com seus co-habitantes árabes e turcomanos em Kirkuk -, os sunitas baathistas ao redor de Bagdá e alguns radicais xiitas em Mosul. Elementos desencantados dos 94 mil lutadores dos Conselhos do Despertar Sunita, que foram chaves na contenção dos ataques dos membros da Al-Qaeda e no asseguramento do sucesso das políticas de Al-Maliki para estabilizar a segurança, estão tornando-se uma crescente parte dos problemas para o primeiro-ministro. Eles estão furiosos com a detenção de alguns de seus mais proeminentes líderes, pois temem uma quebra do movimento que foi originalmente iniciado pelo comando dos Estados Unidos para lutar contra as forças da Al-Qaeda e, posteriormente, ficou sob responsabilidade do governo iraquiano. Os membros da Al-Sahwa (Despertar) e seus comandantes estão descontentes em relação ao atraso de pagamento e ao fracasso do governo em fazer bem cumprir a promessa de colocá-los em empregos da administração de altos salários.

O Governo Regional do Curdistão, liderado por Massoud Barzani, está também furioso pela falha de Al-Maliki fazer crescer as receitas da região, para permitir o retorno do que considera curdos deslocados a Kirkuk, e por bloquear as tentativas do governo do Curdistão de negociar contratos de petróleo de forma independente com companhias estrangeiras. Os curdos estão forçando um status semi-independente e Al-Maliki não parece querer cooperar. Acima de tudo, o primeiro-ministro resiste à pressão do Governo Iraquiano do Curdistão em tentar anexar ricas fontes de petróleo de Kirkuk à província, movimento que tem a oposição tanto de árabes quanto de turcomanos da região, o que pode prenunciar uma nova onda de violência. A tensão aumentou entre Al-Maliki e os líderes sunitas, particularmente o vice-presidente Tarek Al-Hashimi, por causa da detenção contínua de militantes sunitas, incluindo aqueles que foram libertados pelas forças dos EUA. A prisão de 15 líderes da brigada Al-Sahwa está provando ser um incômodo para o comando dos EUA, que observa a situação de perto. É preocupante que o acordo que deu base à criação dos Conselhos para destruir os combatentes da Al-Qaeda tenha sido desmanchado, com os militantes de ambos os partidos dando as mãos contra o governo e as tropas dos EUA. Estes estão ambos preocupados com a luta entre sunitas e xiitas pelo seu lugar no poder, a dança luxuriosa entre o Curdistão e o governo pelo petróleo, as implicações da ressurgência das milícias e a preocupação de que uma violência renovada possa perturbar o cronograma de retirada dos Estados Unidos.

Ayman El-Amir, jornalista e colunista do Al-Ahram”, jornal egípcio com versões em árabe e inglês.

Tradução de Arturo Hartmann
Publicado originalmente em www.icarabe.org

CARTÃO PARA AS MAMÃES!

CASA CONSTRUÍDA COM LIVROS DE MADEIRA



domingo, 26 de abril de 2009

FUNÇÕES DE MÃE

FUNÇÕES DE MÃE
(Autor: Antonio Brás Constante)

Vou falar de uma pessoa que é única em suas várias profissões: a nossa Mãe. Vocês já pararam para pensar em quantas atividades ela é capaz de desempenhar para cuidar de seus filhos? Pois vou elencar algumas:

Ela foi nossa primeira enfermeira, médica e curandeira, amenizando nossas dores e baldas com massagens, chás e beijos mágicos, desses que curam qualquer mal. Em outras ocasiões simplesmente trocou as nossas fraldas.

Mesmo sem muitas vezes ter um alto grau de instrução, conseguiu ser poliglota e entender nossos resmungos, choros e gemidos babados, decifrando quais foram de fome, sono ou de manha. Desempenhando os afazeres de cozinheira, babá e faxineira entre outras tantas funções que por ela clamavam.

A mãe foi nossa cantora exclusiva, conselheira, amiga. Aquela que doou sua vida para servir a nossa. Conseguia elevar nossa criatividade infantil, transformando nossa cabeça em um porta-aviões maluco, arremessando aviões em forma de colher para entrar e pousar ali. Com direito a ruídos cuspidos dos rasantes das aeronaves, nos deixando espantados e encantados, passando a abrir a boca com mais vontade.

Seu colo nos serviu de cama, de coberta e de lugar seguro. Também foi nossa primeira professora, nos ensinando a descobrir sobre tudo que se passava em nosso pequeno mundo.

Suportou calada as suas tristezas, os sofrimentos da vida, a lida diária de escrava e senhora do lar. Estampando um sorriso carinhoso. Atenta aos nossos problemas, nossas dúvidas. Sendo parceira de nossas alegrias e desencantos. Guardando para si seus próprios prantos.

Enfim, crescemos embalados pelo amor de mãe e tomamos nossos rumos, deixando para trás aquela frágil figura, que sempre nos serve como abrigo seguro quando a vida nos fere e precisamos aos seus braços retornar, nos recarregando de seu infinito amor, de seus afagos, da bondade de seu olhar.

Criamos um dia somente seu Mãe, tentando compensar os tantos anos de sua dedicação por nós. Neste dia, lhe homenageamos com flores, cartões e beijos. E eu lhe deixo este texto como uma humilde prova de amor, dando minha contribuição como pretenso aprendiz de escritor, desejando um feliz dia das mães para você e para todas as mães do mundo. Parabéns pelo seu dia.

E-mail: abrasc@terra.com.br

Site: recantodasletras.uol.com.br/autores/abrasc

NOTA DO AUTOR: Divulgue este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos).

NOVA NOTA DO AUTOR (agora com muito mais conteúdo na nota): Caso queira receber os textos do escritor Antonio Brás Constante via e-mail, basta enviar uma mensagem para: abrasc@terra.com.br pedindo para incluí-lo na lista do autor. Caso você já os receba e não queira mais recebe-los, basta enviar uma mensagem pedindo sua retirada da lista. E por último, caso você receba os textos e queira continuar recebendo, só posso lhe dizer: "Também amo você! Valeu pela preferência".

ULTIMA NOVA NOTA DO AUTOR: Agora disponho também de ORKUT, basta procurar por "Antonio Brás Constante".


A PARTIDA DO HOMEM MAIS VELOZ DO MUNDO

A PARTIDA DO HOMEM MAIS VELOZ DO MUNDO
(Autor: Antonio Brás Constante)

Ele era considerado o melhor maratonista do mundo. Possuía diversos títulos, medalhas e troféus. Nunca havia perdido uma única corrida. Era tão veloz que não havia adversários que pudessem acompanha-lo. Foi ficando arrogante. Não encontrava desafios dignos de sua pessoa.

Dentre os prêmios conquistados, ganhou uma viagem para uma cidadezinha do interior. A cidade era localizada em um país distante, com hospedagem em um hotel de luxo, utilizado para conferencias internacionais. Como estava cansado e entediado, resolveu aceitar a viagem.

Ao chegar ao vilarejo da cidade onde se localizava o hotel, ficou sabendo que a floresta que cercava aquele lugar era rodeada por crenças e supertições. Diziam que era um lugar místico. “Um monte de bobagens” ele pensou, pois não acreditava em nada.

Após se registrar no hotel, foi direto para seu quarto. Jogou-se na cama, percebendo que havia deitado em cima de alguma coisa. Era um panfleto sobre uma corrida que iria acontecer na cidade. Um sorriso cruel preencheu seus lábios, ao imaginar a humilhação que poderia causar aqueles caipiras se resolvesse participar da corrida e deixar todos os demais competidores a quilômetros de distância. Pensou que seria divertido aquilo e resolveu se inscrever.

O evento era patrocinado pelo Hotel. Todos os competidores receberam um abrigo com capuz para corrida, com o número do corredor na frente e o nome do hotel escrito nas costas.

A corrida seria por dentro de uma trilha que cruzava a floresta. Não haveria risco de se perderem, pois era uma única trilha, bastante regular e ampla o suficiente para comportar os corredores.

Dada a largada ele foi passando com facilidade por todos os outros atletas, até conseguir ficar a uma boa distância deles, sumindo por entre as árvores. A floresta era fechada. Um ar suave penetrava por suas narinas enquanto ia vencendo os quilômetros do trajeto.

Foi então que percebeu alguém correndo na sua frente. Ele de inicio não acreditou. Achara que já havia passado por todos os demais competidores. Aquele corredor devia ter entrado na competição em alguma parte do caminho, achando que assim poderia levar vantagem sobre os outros. Isto até seria possível se ele não fosse um dos competidores. Passaria pelo trapaceiro e no final da corrida avisaria os organizadores sobre o caso.

O homem a sua frente era muito veloz. Por mais que aumentasse seu ritmo não conseguia alcança-lo. Aquele corredor era incrível. Nunca tinha visto alguém correr tão rápido, conseguindo se manter à frente dele por tanto tempo. O corredor misterioso só poderia estar drogado para se manter correndo tão rápido. Mas sua determinação era mais forte. Foi forçando suas passadas, e aos poucos se aproximando do outro corredor. O coração se acelerando com o esforço. O suor escorrendo pelo seu rosto.

Começou a escutar passos atrás de si. Seria outro corredor? Sim, e era alguém que ia se aproximando dele aos poucos. Que loucura. Se não bastasse ter encontrado um corredor tão rápido quanto ele, agora aparecia outro tentando ultrapassa-lo.

A floresta passou a ficar ainda mais escura e assustadora. Um calafrio percorreu todo seu corpo, sinalizando o medo de encontrar alguém melhor do que ele. De perder sua fama de invencível. De ser derrotado por meros camponeses de um lugarejo perdido no mapa.

Não poderia aceitar aquela humilhação. Ele venceria aquela competição a qualquer custo. Já estava a poucos metros do homem a sua frente. Infelizmente sentia a aproximação do outro nas suas costas ensopadas de suor.

O ar parecia estar faltando em seus pulmões. O excesso de esforço trazendo cãibras nas suas pernas. Dores nas costelas. O suor aflorando como uma vertente que escorria por todo seu corpo.

A cada passada a distância diminuía, e os três mais próximos ficavam. A visão passou a ficar embaçada. O coração parecia querer explodir em seu peito. Não podia parar. Tinha que vencer.

Já estava tão perto que quase podia ver o rosto do outro corredor. Intensificou ainda mais seu ritmo. Mas, por incrível que pareça quando ele fazia isto os outros dois faziam o mesmo. Quase como se lessem seus pensamentos.

A luta do homem contra seus limites estava sendo travada a cada momento. Nunca em todas as suas outras disputas havia corrido tão rápido. Parecia voar pelo caminho. A distância do primeiro corredor era agora tão pequena que podia toca-lo com o braço se assim desejasse e foi o que tentou fazer.

Ao longe se podia vislumbrar o final do percurso e os sons distantes das pessoas que gritavam em torcida. Esticou o braço e pousou a mão no competidor que seguia em primeiro lugar. Já se encontrava praticamente ao seu lado. Foi neste momento que também sentiu algo em seu ombro. Por reflexo se virou. Mas ainda pôde ver de relance o rosto do homem na sua frente, para enfim enxergar o homem atrás de si que também se virava e ao lado dele havia outros, muitos outros.

Seus olhos se arregalaram de horror ao ver sua própria face nos rostos daqueles homens, como se estivesse em uma sala de espelhos. Eles eram reflexos de si mesmo no decorrer de sua própria história. O coração falhou. O ar abandonou de vez seus pulmões. Suas passadas, porém continuaram. A floresta se abriu. Tudo girava ao seu redor. Sentiu a faixa da linha de chegada rasgar em contato com seu peito.

Caiu no chão. Aos poucos foi perdendo a consciência. Já quase desmaiado, escutou passos de pessoas correndo ao seu encontro. Sua vista escureceu. A respiração parou.

Ele morreu, mas entrou para a história como o homem mais veloz do mundo, tendo batido seu próprio recorde, um recorde praticamente impossível de se vencer. O preço da vitória, porém, foi alto, já que para ganhar de si mesmo, teve que perder a vida...

E-mail: abrasc@terra.com.br

Site: recantodasletras.uol.com.br/autores/abrasc

NOTA DO AUTOR: Divulgue este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos).

NOVA NOTA DO AUTOR (agora com muito mais conteúdo na nota): Caso queira receber os textos do escritor Antonio Brás Constante via e-mail, basta enviar uma mensagem para: abrasc@terra.com.br pedindo para incluí-lo na lista do autor. Caso você já os receba e não queira mais recebe-los, basta enviar uma mensagem pedindo sua retirada da lista. E por último, caso você receba os textos e queira continuar recebendo, só posso lhe dizer: "Também amo você! Valeu pela preferência".

ULTIMA NOVA NOTA DO AUTOR: Agora disponho também de ORKUT, basta procurar por "Antonio Brás Constante".

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