domingo, 21 de outubro de 2012

ISEPE_19/10/2012
Durante a contação de histórias na palestra junto ao ISEPE, registramos algumas imagens, ouvimos as literaturas: "TIGER, A TARTARUGUINHA DE ESTIMAÇÃO", e "NO RITMO DE PAZ E AMOR". As crianças participaram de duas dinâmicas simultâneas a contação: na primeira, cada criança teve a oportunidade de segurar a tartaruguinha colorida de pelúcia, falando o seu nome (apresentando-se) e passando-a para as mãos do colega. Assim, sucessivamente até todas as crianças tocarem e conversarem com a nossa personagem! Depois disso, ao final da história, foi solicitado um voluntário para participar da dinâmica seguinte: ir até a frente e responder oralmente perguntas sobre a história. A nossa atividade é a reprodução textual, e para a alegre surpresa, tivemos mais de um bracinho erguido! Pela coragem e para acalentar afetivamente o desejo de participação, a escritora convocou à frente, todos que se dispuseram como voluntários. Foi formada uma fileirinha de crianças no tablado e para cada uma delas foi formulada uma questão. Esta atividade ficou extremamente rica nos termos de fixação da literatura, já que as perguntas foram originadas desde: - QUAL O NOME DA TARTARUGA? Gradativamente, toda a história foi reproduzida com questionamentos na sequência exata do texto original! Foi muito bacana e cada criança aplaudida mediante a sua participação.
NO RITMO DE PAZ E AMOR é a literatura em rimas que nasceu das telas. Mostra as fases do desenvolvimento humano através da literatura e de um meigo personagem: o "coração". A apresentação da literatura em telas foi um momento muito especial! Para a maioria dos presentes, a técnica utilizada pela escritora foi mesmo algo novo, diferenciado! As crianças gostaram bastante das ilustrações feitas com tinta guache, canetinha e muito amor! Observando a transformação das páginas em telas para as páginas de um livro, também puderam reconhecer que para a Autora, cada publicação é uma enorme recompensa, assim como é somente alegria a possibilidade de contribuir com o incentivo da leitura, com palestras e doações em comemoração à cada nova edição!
Finalmente, os participantes conheceram mais um pouquinho da vida da nossa escritora que passou boa parte de sua infância em Guaratuba, quando o litoral era mesmo a rota certa da família nas férias e dias de pescaria do papai. Muito especial será a recordação da reação dos alunos enquanto a escritora segurou a bandeira da cidade: Nas palavras da escritora: - "A conversa, o bate papo foi agradável mas será INESQUECÍVEL a vibração das crianças que unidas entoavam: "GUARATUBA, GUARATUBA, GUARATUBA", ao mesmo tempo em que batiam palmas!" "Emocionante! Gratificante! Inesquecível! DE ARREPIAR!"
As crianças manusearam o livro do QUIM KARATÊ em BRAILE. Também uma novidade! Após todos "tatearem" o livro em braile, entregamos dois exemplares ao coordenador literário LUIZ ARTHUR MONTES RIBEIRO, o qual recebeu um livro para a biblioteca da Instituição ISEPE e o outro foi encaminhado para a Associação dos Deficientes Visuais da cidade de Guaratuba-Paraná. Ao mesmo tempo agradecemos o contato inicial com o MARCOS FEDATO quem nos direcionou para esta atividade literária tão querida, e à ALINE, também organizando de forma eficiente a agenda do FESTIVAL LITERÁRIO ISEPE 2012! Muito obrigada! Agradecemos a valiosa oportunidade em participarmos do evento e também de contribuir.
Agradecemos especialmente as gentis bibliotecárias: ANA HELENA e MARLENE! Agradeço o meu tesouro recebido, entregue em ares de maresia, confeccionado com paciência, pela habilidade do artesanato: meu lápis preto, da rosa ganhou formato. Com enfeite de pérola, com pétalas de tecido estampado!
UMA RECORDAÇÃO DA CLAUDIA PEQUENINA, TÃO ALEGRE COM SUAS HAVAIANAS E CADEIRINHA DE SOL! VIVA GUARATUBA! CLAUDINHA.

sábado, 20 de outubro de 2012

TODOS CONVIDADOS PARA O FESTIVAL LITERÁRIO EM GUARATUBA - PARANÁ! NÓS JÁ PARTICIPAMOS EM 19/10/2012! FOI EXCELENTE O NOSSO ENCONTRO E PELA COLABORAÇÃO DE JEANPAOLO, PAULO, ADRIANA; TAMBÉM PELA COLABORAÇÃO DE EDY MALHAS E UNIFORMES, EM CURITIBA PARANÁ, AS CRIANÇAS DO LITORAL QUE ESTIVERAM EM NOSSA PALESTRA RECEBERAM LIVROS.
TIVEMOS A ALEGRIA DA PRESENÇA DE 139 CRIANÇAS! DEIXAMOS POR LÁ, BASTANTE EMOÇÃO, LEVAMOS E TROUXEMOS: ESPERANÇA! A NOVIDADE MAIOR É QUE LANÇAMOS O NOME PARA O NOSSO PROJETO CULTURAL, QUE FICOU ASSIM:) "MAIS UMA VEZ... PROJETO DE LEITURA!" MUITAS FELICIDADES!
Serão treze dias de arte, cultura e muita diversão. De 15 a 27 de outubro, a Faculdade do Litoral Paranaense – ISEPE, traz a Festa Literária de Guaratuba. O evento tem como tema a literatura em todas as suas manifestações – artes visuais, folclore, música, artes cênicas, vídeo, mídias impressas, radiofônicas, televisivas e eletrônica. O evento contará ainda, com a presença de autores do Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro. Serão 108 eventos divididos em palestras, oficinas, saraus, contações de histórias, conversas com escritores, jornalistas, artistas, músicos, apresentações de teatro, apresentações de musica, dança, capoeira e sessões de autógrafos. A festa homenageará a poeta e escritora curitibana Adélia Woellner. • Mais informações: Onde: Rua Joaquim Menelau de Almeida Torres, 101 - bairro Piçarras Telefone: (41) 3442-8500 E-mail: secdirecao@isepeguaratuba.com.br Site: www.isepeguaratuba.com.br Horário: Das 09 as 22hs ** Incentivo da Academia de Letras do Brasil e Associação Internacional Poetas Del Mundo. Vale a pena participar, prestigiar nossos colegas paranaenses e também os colegas que vieram de outros estados para este evento tão importante! Equipe Biblioteca Virtual • Programação : (Para acessar a programação completa com horários e detalhes dos eventos, acesse o site: www.isepeguaratuba.com.br) ► Dia 15/10 - Apresentação do Grupo Seresteiros do Mar do Clube da Melhor Idade Guará e da Universidade Livre. - Solenidade de abertura da Festa Literária de Guaratuba – ISEPE 2012. - Palestra com o Professor Doutor Escritor Imortal Miguel João Simão, Presidente da Academia de Letras do Brasil para Santa Catarina. - Abertura da Exposição “Livros de Artista” (Book Art) confeccionados por artistas visuais do Centro de Arte Contemporânea Edílson Viriato. ► Dia 16/10 - Apresentação da peça teatral infantil: “As Filhas dos 3 Porquinhos” . - Momento Poético. - Contação de histórias. - Oficina e bate papo: “Literatura, Blog e Opinião”. - Bate papo, lançamento, e sessão de autógrafos do livro: “O que fazer para recuperar empresas em crise” com o administrador Luiz Gonzaga da Rocha Filho. - Bate papo: “A presença feminina na Polícia Civil” com a Dra. Wânia Almeida. - Bate papo e apresentação dos livros “Novos Mundos” com o artista visual Marcel Fernandes. ► Dia 17/10 - Oficina: “Técnicas de contação de histórias” pelo artista plástico, escritor e ator Antonio Nildo D. da Silva. - Apresentação de duas danças infantis (uma delas em Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS) com os alunos da Escola Municipal Governador Moisés Lupion. - Momento Poético. - Bate papo: “Projeto e Produção Literária – Como viabilizar a impressão de livros – licitação pública, e editais de concursos” com Cirillo Barbisan. - Contação de histórias com Alfredo Mourão, Chefe de Divisão de Literatura da Secretaria Municipal de Cultura de Ponta Grossa. - Oficina: “Iniciação Teatral” com o ator, diretor e dramaturgo Cirillo Barbisan. - Palestra motivadora: Incentivo a leitura e Escalada para o sucesso com a Escritora Imortal Janira Oliveira Lisboa, Presidente da Academia de letras do Brasil/SC. - Bate papo e lançamento do livro: “Como uma colcha de retalhos” com a escritora Zélia Vianna. - Sarau Literário. - Palestra motivadora: “Incentivo a uma vida sem preocupações” com a Escritora Imortal Janira Oliveira Lisboa. ► Dia 18/10 - Apresentação da peça teatral infantil: “As Filhas dos 3 Porquinhos” - Cia. de Teatro Encantadores de Histórias. - Momento Poético. - Bate papo sobre Projetos Literários desenvolvidos pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Araucária (Pr) com Jaqueline Carteri e Simone Nunes Gonçalves. -Oficina: “Confecção de Bonecos com Jornal” com a diretora, dramaturga e atriz Ana Paula Frazão. - Palestra motivadora: “A arte de fazer os outros felizes” com a Escritora Imortal Janira Oliveira Lisboa, Presidente da Academia de letras do Brasil/SC. - Momento Literário. ► Dia 19/10 - Sessão de autógrafos do livro infantil: “Trato Feito” da escritora María Rosana Mestre. - Bate papo: “O Conceito de Aprendizagem Significativa Subjacente às Teorias Construtivistas” com o professor Hilário Jairo Moreira Junior. - Apresentação de duas danças infantis. - Contação da história: “Paz e amor” com a escritora Nina Rocha. - Bate papo, sessão de autógrafos de livro e oficina: "Desenhando com todos os lados do cérebro - para quem não sabe ou pensa que não sabe desenhar" com a Professora Doutora Arte Educadora Maria Letícia Vianna. - Bate papo, lançamento e sessão de autógrafos do livro: “Os cem anos do século XX” com o escritor Claudio Antonio Negosseque. - Sessão de autógrafos do livro infantil: “Trato Feito” da escritora María Rosana Mestre. - “Alguns Aspectos da Psicanálise na contribuição para a Educação” com o Psicanalista Sildemar de Barros. - Bate papo, lançamento e sessão de autógrafos do livro “Ilustração Botânica – Princípio e Métodos” com a Artista Plástica e Ilustradora Cinetífica Diana Carneiro. - Lançamento do livro: “Luz” com o artista plástico e poeta Daniel Conrade. - Sarau Poético: “Poesia: Tons e sons?” com Daniel Conrade, Belmiro Ribeiro Felix, Fernanda Montiel e Samir Saif Tomaz. - Bate papo, sessão de autógrafos e lançamento dos livros infanto juvenis: “Passarinho Sonhador” e “O Passeio de Avião” com a escritora Yara Mara de Castro Araújo. - Sessão de autógrafos, bate papo, oficina e leitura de trechos do livro: “Cena Hum Dramaturgia” com Airen Wormhoudt, George Sada e Humberto Gomes. ► Dia 20/10 - Oficina: “Poemas com Imagens” com a poeta, artista plástica e pós-graduada em Arte Terapia Regina Leopardi. - Bate papo/oficina: “Poesia e Literatura Ilustrada” com jornalista, poeta e escritor Zéca Correia Leite. - Intervenção Teatral e Poética: “Vampiro da Tristeza” encenada pelo grupo “Poema em Som”. - Bate papo, lançamento e sessão de autógrafos do romance: “Labirinto de Mil Corações Mudos” com o escritor Fabio Gimovski. - Bate papo, lançamento e sessão de autógrafos do livro: “Os Estranhos” com a escritora Jaqueline Mello. - Sessão de autógrafos do romance: “A mulher Santa” do escritor José Antonio Porse. - Sessão de autógrafos do livro de poesias “Doce Gesto” do escritor Antonio Ramos da Silva. - Bate papo: “Incentivo ao Professor à Prática da Escrita e Leitura” e sessão de autógrafos do livro: “Um Ano de Quartas: fatos, idéias e opiniões” do professor e escritor Alfredo Leonardo Penz. - Bate papo e sessão de autógrafos sobre o livro: “Amor Perfeito Amarelo” da escritora Maria Elisa Ferraz Paciornik. - Apresentação do Grupo Seresteiros do Mar do Clube da Melhor Idade Guará e da universidade Livre sob a coordenação da Dr. Elcely Terezinha Franklin. - Instalação da Academia de Letras do Brasil/Paraná – Região Metropolitana Guaratuba, com a presença do Professor Doutor Escritor Imortal Mário Carabajal, Presidente da Academia de Letras do Brasil. - Intervenção Teatral e Poética: “Vampiro da Tristeza” encenada pelo grupo “Poema em Som“. - Abertura da exposição: “Porta Retratos Poéticos – Meu Amor por Você” e da exposição: “Jardins Imaginários da Barra do Say II” (pintura, desenho e instalação) do artista plástico e escritor Luiz Arthur Montes Ribeiro. ► Dia 21/10 - Apresentação da Peça Teatral: “Uma Releitura do Filme Gnomeu e Julieta”. - Apresentação de Capoeira com os componentes do Centro de Modalidade Física e Culturais Ilha Bela - Mestre Crispin. - Apresentação da peça “O Auto da Compadecida”, de Ariano Suassuna, pela Cia. de Teatro da UFPR – Litoral. ►Dia 22/10 - Apresentação da peça teatral infantil: “As Filhas dos 3 Porquinhos”. - Momento Poético. - Apresentação de duas danças infantis. - Cine Literário, Cultura em Debate, sob a Monitoria de Luciano Raiter. - Oficina: “Literatura e Arte Abstrata” com a artista plástica Edna Zeni. - Bate papo sobre o projeto “Salão de Artes”. - Bate papo: “Depressão: como conviver com os sintomas” e apresentação do livro: “Depressão: juntando os cacos” da Psicanalista Neuza Frantz Bonilla. - Palestra: “Planejamento Ambiental” com o Professor Doutor João José Bigarella. - Palestra: “Momento atual da Polícia Judiciária” pelo Dr. Marcos Vinicius da Costa Michelotto. - Sarau de Poesias Gaudérias com Neusa Frantz Bonilha. ► Dia 23/10 - Apresentação de duas danças infantis. - Cine Literário Cultura em Debate, sob a Monitoria de Luciano Raiter. - Palestra: “Ministério Público – Infância e Juventude” proferida pelo Dr. Olympio de Sá Sotto Maior Netto, Procurador de Justiça do Estado do Paraná. - Stand up: “Literatura” com Francieli Corletto Borges. - Apresentação da Peça Teatral: “Antígona” pelo Grupo de Teatro Vox Corpus. ► Dia 24 /10 - Apresentação da peça teatral infantil: “As Filhas dos 3 Porquinhos”. - Oficina: “Criatividade, Educação e Sala de Aula” com o Professor Mestre Luiz Arthur Montes Ribeiro. - Apresentação de duas danças infantis. - Bate papo e sessão de autógrafos do livro: “Oratória Descomplicada” da jornalista e escritora Adriane Werner. - Bate papo e sessão de autógrafos do livro: Mil e quinhentas maneiras de combater o stress” do Parapsicólogo e Cientista Mental, Presidente da Associação Brasileira de Parapsicologia e Ciências da Mente (ABPCM) José Bonezzi, com a participação da psicóloga, especialista em parapsicologia e Diretora do Instituto de Parapsicologia e Ciencias Mentais de Joinville/SC professora Enir D. Beckhauser. - Stand up: “Literatura” com Francieli Corletto Borges. ► Dia 25/10 - Oficina de Artes Plásticas, pintura a óleo em tela com a artista plástica Ilva Aguiar. - Oficina: “TCC passo a passo” com a diretora executiva da Texto Finito Marilene Dias, e Diretora administrativa da Texto Finito Yara Dias. - Stand up: “Literatura” com Francieli Corletto Borges. - Apresentação da peça teatral: “Assembléia dos Deuses”. - Oficina: “Linguagem nossa de cada dia...” com a diretora executiva da Texto Finito Marilene Dias. ► Dia 26/10 - Apresentação da peça teatral infantil: “As Filhas dos 3 Porquinhos”. - Cine Literário Cultura em Debate. Sob a Monitoria de Luciano Raiter. - Ouvindo histórias com a pedagoga e pós-graduada em Gestão Escolar Ivonete Almeida. - Bate papo sobre questões ambientais com Renato Goldschimidt. - Bate papo sobre questões ambientais, culturais e literatura com Werney Serafini. - Oficina: “A arte de contar histórias” com a pedagoga e pós-graduada em Gestão Escolar Ivonete Almeida. - Oficina: Dança do Ventre com a professora Telma Bauer. - Bate papo, lançamento e sessão de autógrafos do livro: “A Polícia na História do Brasil – homenagem aos duzentos anos da Polícia Civil” com o Delegado da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul e Presidente da ONG Brasil Verdade Dr. Paulo Magalhães Araujo. - Desfile de moda, música e poesia com o estilista Eliton Krun. - Sarau Poético com o Especialista em Cultura Popular, poeta, escritor, dramaturgo, ator e diretor Olinto Simões e convidados. ► Dia 27/10 - Oficina: “Haicai – poética oriental” com a Governadora do Estado de Santa Catarina para a Associação Internacional Poetas Del Mundo Terezinha Manczak. - Bate papo e lançamento do livro: “Mundo Novo” com o escritor, poeta e Presidente da Associação dos Poetas de Florianópolis/SC Augusto de Abreu. - Abertura da exposição de varal de poesias da Associação dos Poetas de Florianópolis/SC. - Bate papo e sessão de autógrafos com a Escritora Acadêmica Imortal Adélia Woellner homenageada da Festa Literária de Guaratuba – ISEPE 2012. - Apresentação Cultural do Studio de Dança Profº Santos: “Em ritmo Cigano”. Participação especial da bailarina Débora Dawlin (Curitiba - Pr), pelo Departamento de Cultura de Guaratuba - Pr. - Apresentação do Grupo Seresteiros do Mar do Clube da Melhor Idade Guará e da Universidade Livre, sob a coordenação da Dr. Elcely Terezinha Franklin. - Instalação da Governadoria do Paraná para a Associação Internacional Poetas Del Mundo com a presença da Embaixadora Universal da Paz pelo Círculo Universal dos Embaixadores da Paz – Genebra/Suíça e Presidente para o Brasil da Associação Internacional Poetas Del Mundo, Delasnieve Despate. - Solenidade de encerramento da Festa Literária de Guaratuba ISEPE 2012

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Acima de preconceitos

O preconceito normalmente é interpretado no sentido negativo.
Preconceitos raciais, étnicos, ideológicos, de gênero, religiosos, sociais e outros, quase sempre estão associados aos interesses de manutenção de poder de uma classe dominante, "classificadora", que atribui rótulos para impor total controle sobre a vida das pessoas, doutrinadas desde a infância. Algumas até se atribuem designação "divina", para dominar, mantendo a ordem social de "seus" grupos.
Não importa o motivo, isso tende a virar cultura que, quanto mais fechada, mais estipulará preconceitos e discriminará o que for diferente, limitando a evolução pessoal, desperdiçando potenciais ou tirando proveito doloso das restrições impostas.

Essa é, normalmente, a visão que temos do preconceito, e muitos se valem dela, em nome de sua superação. O que é motivo de restrição, em alguns casos virou vantagem a priori, a título de "reparação", independentemente de mérito.
No entanto, mesmo antes do estabelecimento desse modelo de combater "fogo com fogo", sempre houve interpretação e aproveitamento "positivos" de certos preconceitos. Isso vale, inclusive, para o discriminado. Tanto que tem gente que contrata pessoas em função de crença, raça, opção sexual e outros fatores, por acreditarem que esse preconceito garante bons resultados.
Bem, certos preconceitos via de regra vêm associados a estereótipos comportamentais, ou seja, aparências.
Dependendo do grau de hipocrisia da sociedade, alguns indivíduos passam a "interpretar papéis", para atuar em certas áreas. Ou seja, assumem o preconceito, com todos os seus estereótipos. E se assim não fizerem, poderão ser discriminados pelos discriminados. Há, ainda, os que o fazem para tirar proveito dos preconceituosos. Lembram do filme Shampoo (1975)? 

Pois é...
Leis podem punir atos preconceituosos ou, até, "reparar" erros ou crimes cometidos por outras gerações. Mas, como eliminar, de fato, os preconceitos de todas as culturas?
Creio que somente pelo cultivo da noção de igualdade e do respeito às diferenças individuais.
É óbvio que classificar e "enquadrar" pessoas desde a infância é um eficiente meio de manutenção da supremacia das elites. Isso vale desde o início da humanidade, passando pelo estabelecimento de castas, alegação de "designação divina" da realeza, lideranças carismáticas, perseguições estúpidas, tudo o que transformou os seres humanos em mercadoria.

Passados milhares de anos, hoje somos a soma de todas as virtudes e defeitos das civilizações, algumas mais ou menos evoluídas, todas com seus preconceitos internos e externos, antigos ou novos, mas sempre convenientes para poucos.
Seria utopia acreditar que, por iniciativa própria, um dia veremos as pessoas serem apenas o que são, livres de preconceitos e com oportunidades iguais para desenvolverem suas aptidões, exclusivamente por mérito? Ou continuaremos a ser eternos escravos de preconceitos: alienados, hipócritas ou tirando proveito conveniente deles?

Adilson Luiz Gonçalves
Membro da Academia Santista de Letras
Mestre em Educação
Escritor, Engenheiro, Professor Universitário e Compositor
Ouça textos do autor em: www.carosouvintes.org.br (Rádio Ativa / Comportamento)
Caso queira receber gratuitamente os livros digitais: Sobre Almas e Pilhas, Dest’Arte e Claras Visões, basta solicitar pelos e-mails: algbr@ig.com.br e prof_adilson_luiz@yahoo.com.br
Conheça as músicas do autor em: br.youtube.com/adilson59

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Problemas???

Você vive tendo problemas! Não consegue entender o motivo (ou os motivos) de não conseguir viver com tranquilidade, sossego! Não gosta de admitir, mas algumas vezes, sente uma inveja danada das pessoas com as quais convive, pois já percebeu que nenhuma delas tem tantos problemas como você. Bom, pelo menos não falam a respeito. Você não! Reclama, sofre. Também, seus problemas são tantos, tão graves e tão grandes, que você nem consegue não falar deles. Afinal, amigos são para isso mesmo: para nos ouvir quando não estamos bem. O problema, é que você raramente está bem. A culpa não é sua, e sim desta vida sofrida que você leva. Quem dera se você conseguisse viver com tranquilidade!? Costuma dizer que nem consegue chorar mais, que a impressão que tem, é que suas lágrimas secaram, de tanto que já chorou nesta vida! Mas a expressão de vítima, de sofredor, está aí! Bem visível e marcante no seu rosto, e no seu corpo também. É tanto sofrimento, que seu sorriso não resiste, e quase nunca aparece nos seus lábios. É tanto peso para carregar nesta sua vida sofrida, mas tanto, que não tem como seus ombros não se arquearem!
Constantemente se sente apreensivo, com vários problemas perturbando sua vontade (?) de viver bem!? Não se lembra da última noite que conseguiu dormir completamente relaxado, sem uma preocupação que seja, na cabeça, lhe perturbando, lhe atrapalhando o sono. E olha que já são vários anos assim! Problema atrás de problema. Não consegue nunca se organizar! Já tem tanto tempo que se sente sofredor, que constantemente repete que já está quase perdendo as esperanças, que já chegou ao seu limite de tolerância para tanto sofrer! Mesmo repetindo isto constantemente, seu sofrimento não acaba. A cada dia, descobre que seu limite é bem mais extenso que você imaginava! Parece que esta descoberta até lhe faz um pouco feliz! Nossa, sou bem forte mesmo!? Apesar de tanto sofrimento, ainda consigo forças para continuar! Se identificou bastante com aquela peça publicitária que dizia que brasileiro não desiste nunca!
Quando lembra disso, sente até um pouco de alívio e se conforta dizendo: é, sou brasileiro e não desisto nunca! Talvez seja importante, você refletir um pouco sobre como tem conduzido sua vida. Precisa esclarecer se vive tendo problemas, ou se vive para ter problemas. Algumas muitas pessoas são assim! Fazem da vida um constante caminho para viver sem sossego. Se acostumam e até mesmo passam a gostar de problemas. Conduzem a vida, correndo em busca da falta de sossego (não correm atrás, para sempre estarem por perto, do lado de alguma confusão). Parece que se treinaram, para sempre ter problemas, e se recusam a esquecer este treinamento. Estranho e quase impossível pensar nisso, e mais estranho ainda, constatar que existem pessoas que são assim. Se relacionam com as dificuldades, os imprevistos e os obstáculos da vida, como se precisassem deles, como se fossem o combustível para viverem. Tratam os problemas com um cuidado e um zelo, que até impressiona! É um casamento eterno!
Imprevistos são comuns na vida de todos nós. Ninguém passa por aqui, por este planeta, sem ter que eventualmente se deparar, se esforçar para superar e vencer os obstáculos. Fases difíceis também acontecem na vida de todos nós.
O problema é que algumas pessoas, pelos mais variados motivos, se encantam por estas fases. E estacionam nelas. Não aceitam que sejam só fases passageiras, mas se esforçam para torná-las eternas. Se apaixonam pelos problemas e ficam fascinadas com os imprevistos. E não conseguem mais viver sem eles. Demonstram um encantamento imenso, em falar dos seus problemas, em repetir mil e uma vezes aquela situação de vida que um dia aconteceu (mas não passou, pelo menos na sua lembrança) em sua vida, e lhes causou grande sofrimento. Parece que o prazer em falar desta fase ruim é maior, principalmente quando estão sem nenhum problema, quando estão naquela fase boa. Precisam sempre reforçarem a lembrança. Lembrando, relembrando e até mesmo conseguindo despertarem aquele sentimento de angústia e sofrimento vivido naquela época. Para não se esquecerem nunca! Para não perderem a posição de vítimas, de sofredoras.
Dependendo da situação, esta posição é bastante conveniente, e proporciona algum ganho! Ou muitos!!!

Folgado!!


Carlos, como sempre, saiu de casa apressado. Detestava ter que ir ao centro! Mas naquele dia, não tinha como escapar. Precisava ir pessoalmente ao banco, resolver alguns problemas. Já estava irritado, quando, ao abrir a porta da sua garagem, se deparou com um carro parado bem em frente.
 –Desculpa aí. Já estou saindo. Parei aqui um segundinho só, para esperar a minha irmã que está na casa aqui da frente, que é de uma amiga dela. O senhor vai sair? Dá um segundinho só, para eu descer o carro um pouco.
Carlos xingou, esbravejou. –Com tanta vaga por aí, teve que parar bem em frente a minha garagem? Folgado. O rapaz já não o ouvia mais. Soltou o freio de mão, e deixou o carro descer um pouquinho, liberando assim a frente da garagem do Carlos.
 –Nossa, que senhor mais estressado! Logo pela manhã, nesta irritação!
-Que rapaz mais folgado! Tinha que estacionar bem em frente da minha garagem?
-Carlos ligou o carro, saiu da garagem, acelerou, e foi embora. Não sem antes parar ao lado do carro do rapaz, xingar bastante. Para demonstrar o quanto estava irritado, saiu cantando os pneus. E bem rápido! Tão rápido, que nem parou na esquina, e quase provocou um acidente com um outro carro que passava. Durante o trajeto, Carlos foi ruminando sua raiva. Pensava na atitude folgada daquele rapaz, de como as pessoas estão ficando cada vez mais egoístas. Concluiu que é devido a atitudes assim, que o mundo está cada vez mais estressante e caótico. Ficava realmente indignado quando era vítima destes espertinhos! Chegou na rua onde ficava o banco que precisava ir. Procurou por uma vaga, e como já antevia, desde que saiu de casa, esta seria uma procura exaustiva. E irritante! Ai! Se ele pudesse, não teria nem mesmo saído de casa. Algumas motos estavam paradas de tal maneira, que ocupavam praticamente a vaga de um carro. Quanto egoísmo! Pensou Carlos. São estas pessoas individualistas que colaboram para este caos que está o trânsito. Depois de perambular por alguns quarteirões, avistou uma vaga. Quando chegou perto, nem mesmo se preocupou em ligar a seta(na opinião dele, seta deveria ser acessório opcional para carro), avisando sua intenção. Estava com pressa! Colocou a frente do carro já direcionada para entrar. Havia um outro carro, um pouco a frente, com a seta indicando que iria manobrar para estacionar naquela vaga. Carlos fez de conta que não viu. Entrou com o carro, estacionou. O motorista da frente ainda buzinou desesperado. Carlos fingiu que não ouviu. Desceu do carro, ligou o alarme e foi caminhando em direção ao banco, sem olhar para trás.
-Quem manda ser roda dura? Eu entrei primeiro, portanto! Não sei qual o motivo desta irritação! Moço estressado! Nossa, e logo pela manhã já está assim! Carlos, na verdade, deu até um sorrisinho. Sentiu uma pontinha de satisfação.Tinha sido mais esperto que o outro motorista. Estava até mesmo orgulhoso. Quando se encontrasse com os colegas, não perderia a oportunidade de contar aquele episódio, contando o quanto foi esperto, morrendo de rir. É sempre engraçado e muito satisfatório passar alguém para trás!!!!!

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Casos políticos daqui e alhures




Pedro Coimbra






 

Terminadas as eleições municipais de 2012, enquanto muitos se debruçam a teorizar como melhorar nosso sistema de representatividade democrática, decepcionados com a aparente renovação das Câmaras de Vereadores, o cronista se debruça em lembranças do folclore político.

Do notável político que foi Israel Pinheiro, forçado a se candidatar ao governo de Minas Gerais, em substituição a Sebastião Paes de Almeida, o Tião Medonho, vetado pela Justiça Eleitoral. Israel Pinheiro, a quem JK delegou a construção de Brasília, foi um dos personagens mais caluniados e difamados do seu tempo. Em 1968, na inauguração de uma estrada próxima a Bocaiúva, o fotografei tentando visualizar os sapatos, o que a proeminente barriga já impedia. Morreu pobre para desilusão de seus desafetos políticos.

Neste mesmo evento a figura do Coronel Mário Andreazza, cabelos grisalhos,bronzeado, trajando uma legitima camisa Lacoste e fumando cigarros americanos, já proibidos na época. Nadou e morreu na praia, nunca alcançando seu sonho de ser presidente da República.

Bocaiúva era a cidade natal de José Maria Alkmin, raposa da política mineira e brasileira, cuja esperteza foi eternizada pelo jornalista Sebastião Nery, que se especializou no tema do folclore político.

Dele se contava que ao chegar a uma cidade abraçou um eleitor e perguntou pelo senhor seu pai.

Assustado o rapaz respondeu-lhe que seu pai havia falecido há muito tempo.

- Faleceu para você, filho ingrato. Pois permanece para sempre na minha memória – respondeu o esperto José Maria Akmin, para o filho estupefato.

Da mesma época o causo que envolve Negrão de Lima, eleito governador da Guanabara na mesma época que Israel Pinheiro.

Cumpriu seu mandato até os últimos dias, protegido pelo Marechal Castelo Branco, pois teria sido o avalista do seu namoro com Dona Argentina, sua esposa, em Belo Horizonte.

Desta época também a lembrança do jornalista e escritor Sérgio Danilo, que teve um piriqipaqui na Assembléia Legislativa, e foi salvo pelo socorro emergencial do médico e deputado Sylvio Menicucci. Logo depois, o Dr. Sylvio Menicucci fez um pronunciamento contra a cassação de JK e acabou perdendo seu mandato político.

Das lembranças locais, o caso da candidatura do tintureiro e líder dos negros lavrenses, José Anselmo, o "Zé da Lina".

Candidato à vereador de Lavras, no dia da apuração passou defronte ao Forum velho, na Rua Benedito Valadares e um amigo, de uma das janelas do casarão fez-lhe um sinal com o dedo indicador.

- Mil votos? – perguntou "Zé da Lina", exultante.

- Não...Um voto – o outro respondeu-lhe, para sua decepção.

Quase todas as cidades do Brasil contam a história do cidadão que se candidata a vereador, e acaba por ter somente o seu voto, com a ausência do da esposa. Dizem que em Lavras tal deslize acabou em pancadaria.

Dois casos muito lembrados são do vereador que disse, durante uma sessão da Câmara Municipal, que teria deixado alguns papéis importantes em sua Nobre geladeira, e o outro de uma equipe de advogados designados para acompanhar as eleições. Chamados por telefone para comparecer no Paulo Menicucci dirigiram-se ao local onde havia vários pessoas sentadas.

Um dele perguntou:

- Nenhuma normalidade por aqui?

- Tudo tranquilo – respondeu o enfermeiro.

Na verdade estavam no local errado. Ali era a Casa de Saúde Paulo Menicucci e a confusão era na Escola Paulo Menicucci...

E para finalizar, a história de Sineval Godinho, candidato a vereador e cujo nome apareceu em primeiro lugar em uma pesquisa.

No frigir dos ovos, Sineval que hoje faz campanha no céu, foi o último colocado...

É PRECISO SABER CONVIVER

 

Viver em condomínio não é fácil! Às vezes a gente briga até com o espelho!

O desafio está em abrir mão da conveniência pessoal em nome da boa convivência. Daí a necessidade de regras, que devem ser acordadas dentro da legalidade e por consenso ou, na falta deste, maioria. No entanto, não basta criá-las: elas devem ser acatadas enquanto vigerem, inclusive pelos responsáveis por sua aplicação!

O que se espera é que, ao menos em condomínio, haja a democracia que infelizmente ainda não conhecemos na política, e não um simples exercício de poder, individual ou sectário, com excessos ou omissões.

Regras são "chatas", mas necessárias! E não podem depender da conveniência de cada um ou de motivos transitórios. Também não podem ser cumpridas apenas por quem concorda com elas ou objeto de "desobediência civil", pelos discordantes, que ainda se incomodam, magoam ou clamam seus "direitos", quando sofrem as consequências de sua infração.

Um condomínio é composto por pessoas de várias idades, origens, profissões, credos... Uns têm filhos, outros não. Há os que trabalham de dia, à noite ou são aposentados. Tem os reclusos e os festeiros. Enfim, há gente de todos os tipos, com gostos e vontades que não podem ser simplesmente impostos aos demais, principalmente nas áreas comuns.

Quem tem filhos pequenos, hoje, e cobra que eles tenham liberdade para fazer o que quiserem, a qualquer hora e mesmo longe de seus olhos, para seu sossego; amanhã pode querer o silêncio e a paz que os que já os criaram ou decidiram não tê-los anseiam. Quem tem animais de estimação, que passam o dia todo lamentando a falta do dono, também. Quem faz festas em casa, até altas horas da madrugada, com música no último volume e gritaria, idem.

Há os que argumentam que escolheram morar em tal lugar, porque acharam que ali poderiam viver do jeito que queriam, como se isso fosse uma condição indiscutível, um direito absoluto.

Pois é, outros também o escolheram, só que por outros motivos. Daí a necessidade de criar normas de convivência, que implicam abrir mão de alguma coisa, em nome do bem viver.

Regras... Elas seriam desnecessárias, se as pessoas tivessem suficiente bom senso para buscar o consenso, e não apenas a prevalência de suas vontades.

Essa consciência evitaria desinteligências, rancores e disputas pessoais ou grupais. Transformaria essa casa parcialmente coletiva em algo próximo do paraíso, onde cada vizinho não seja visto como o "chato de galochas" que mora ao lado, em cima ou embaixo, ou alguém para se evitar, no elevador; mas pessoa com quem conversar, confiar e, porque não, confraternizar. Afinal, onde moramos deve ser qual porto seguro: refúgio do trabalho estafante e das agruras da vida, e não mais um foco de estresse.

Nesse sentido, o sonho de uns não pode ser o pesadelo de outros.

Pois é... Mas, às vezes, brigamos até com o espelho!

Já seria um bom começo, em vez de brigar, "conversar" com ele...


Adilson Luiz Gonçalves

Mestre em Educação

Escritor, Engenheiro, Professor Universitário, Conferente e Compositor

Ouça textos do autor em: www.carosouvintes.org.br (Rádio Ativa)

Leia outros textos do autor e baixe gratuitamente os livros digitais: Sobre Almas e Pilhas e Dest Arte em: www.algbr.hpg.com.br

Conheça as músicas do autor em: br.youtube.com/adilson59

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Você pode colaborar...

A maneira como tem caminhado o mundo, muitas vezes, nos deixa com uma sensação incômoda de desânimo. São vários acontecimentos diários que presenciamos, ou que ficamos sabendo, que nos causam profunda indignação e nos deixam surpresos. Assustados...Muitos deles chegam a nos causar até mesmo desespero, tamanho absurdo nos parecem. É aquela pessoa que se aproveita, por exemplo, do cargo que ocupa para trapacear os outros, para humilhar e diminuir os que trabalham com ela, ou que precisam dos serviços dela. Ou ainda, são pessoas que tratam mal os familiares, principalmente quando dependem financeiramente delas. Mas, não podemos nos esquecer que o mundo é formado por pessoas.
E você leitor, é uma pessoa, portanto, faz parte dele! Você pode quebrar a corrente, dando a sua colaboração (ou fortalecê-la ainda mais,repetindo vários comportamentos que considera absurdos no outro). Fazendo diferente de tudo aquilo que você condena. Se negando a repetir com o outro, comportamentos que lhe causaram mal estar.Por exemplo, você gosta de ser enganado, de ser traído? Com toda certeza, sua resposta é não! Então, procure lembrar-se sempre disso, e encaminhe sua vida guiado pela ética, pela verdade, pois assim, você não vai precisar enganar ou trair ninguém! Nem você mesmo! Você se sente bem, quando é desrespeitado, quando não tem o seu valor reconhecido? Mais uma vez, posso afirmar que sua resposta também é não! Portanto, preste atenção na maneira que você tem conduzido seus relacionamentos, na forma como você tem se posicionado diante das pessoas,
Nas situações que  Quando, por necessidade profissional, ou mesmo por envolvimento afetivo, é necessário conviver com pessoas prepotentes e arrogantes, que se dirigem a você de forma autoritária, gritando, sem um mínimo cuidado com seus sentimentos? Eu tenho certeza, que você, assim como eu, considera a convivência com pessoas que agem assim, horrível, extremamente desgastante e nociva. Preste atenção nos seus relacionamentos, para não repetir. Repare em como você se dirige às outras pessoas. Que postura de corpo você adota, qual o tom de voz você usa, quais as palavras você pronuncia, que gestos você direciona para o seu interlocutor... São pequenos detalhes, mas que dizem muito! Que podem provocar um profundo bem estar, quando você conduz seus relacionamentos, pautados pelo respeito, pela verdade, pelo cuidado, e mais que tudo isso, pela capacidade de se colocar no lugar do outro... Ou ainda, um mal estar extremamente desagradável, quando você se “esquece” de considerar e respeitar o outro...  Igual, ou bastante parecido com o sentido por você, quando vivencia uma situação igual...

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Voltar no tempo


Pedro Coimbra

ppadua@navinet.com.br




Desde que recentemente eu disse que todo escritor era um mentiroso, as pessoas andam olhando-me de esguelha, como se eu fosse um mitomaníaco constantemente a espreita para atacar a dura realidade.

Outra dia contei para o repórter Marco Aurélio Bissoli sobre o dia em que estava no apartamento do cineasta Mario Fiorani e da Marilu, sua mulher, localizado na Rua República do Peru, em Copacabana.

Que era sábado, tenho certeza, porque os “open bar”, verdadeiras baladas, só aconteciam neste dia da semana.

Das mulheres não se exigia nada, a não ser beleza, inteligência e dos homens um litro de qualquer bebida.

O apartamento era enorme, construção antiga, do início dos anos cinquenta.

Os grandes temas eram o cinema, teatro e música. Naquele espaço davam o “ar da graça” gente de cinema, das artes dramáticas, cantoras e cantores, agitadores culturais e políticos, o que fazia dali um “point” conhecido no Rio de Janeiro.

Certo dia, flanava eu por ali, quando alguém, se lembro bem, o cineasta Leon Hirzman, autor de “A falecida”, mais um pequeno grupo me convidou para acompanhá-los a um apartamento onde iriam ouvir uma audição de uma cantora baiana recém chegada à Cidade Maravilhosa.

Jovem e com algum outro interesse imediato em algum “rabo de saia” agradeci o convite e fui fazer um “tour” pela sala.

Ao voltarem me disseram que a moça era muito tímida, cantava tão bem como João Gilberto e se chamava Maria da Graça...

- Meu Deus!- diz Bissoli, que chama Caetano de Caê e Milton Nascimento de Bituca – A maior cantora do Brasil! Maior do que Elis Regina... – ele diz.

E deve estar pensando até hoje como perdi essa oportunidade de conhecer Maria da Graça Costa Penna Burgos, a Gal, em começo de carreira e sem toda aquela “proteção” que é dispensada as estrelas.

Reviver fatos do passado sempre é bom, como aconteceu reencontrar depois de anos Aloísio Teixeira Garcia, ícone da nossa juventude como militante do movimento estudantil em Minas Gerais.

Na vida pública, foi Secretário da Educação e da Cultura, Presidente da Cohab, do IBC, da UMA Centro Universitário e da Faculdade de Ciências Gerenciais de Manhuaçu.

É também membro da Academia Mineira de Letras e Cultura de Minas Gerais e presidente da Federação das Academias de Letras.

Muito simpático, Aloísio, filho do farmacêutico Antônio Teixeira, de quem meu pai alugou um andar do sobrado abaixo da Padaria Rocha, nos idos de 61, me encaminhou um livro singelo, com oitentas páginas, intitulado “Poesias tardias”.

Na apresentação ele fala sobre o Gammon, as 13 disciplinas que faziam parte do nosso dia a dia, do meu tio Roberto Coimbra, Mestre em Português e de suas peripécias no tempo em que era presidente da União Colegial de Minas Gerais (UCML) e um pouquinho de nada de sua vida naquele tempo de radicalismo.

Mostra também que ser político e gestor não significa colocar uma pedra sobre arroubos do espírito e verseja tranquilidade ao dizer: “Há grandes vícios/que levam a precipícios./Há lugares ermos/onde só ficam enfermos.../O juiz tira a toga da razão/e o inocente só tem ali desilusão!/Vivi tempos de gloria/e deles tenho na mente a memória.”

Vale, e

domingo, 7 de outubro de 2012

Minha Carochinha querida, por Marli Gonçalves

 
Sempre, e olha que eu nasci faz muito tempo, pensei na Carochinha como uma pessoa que inventava histórias infantis; pensava em uma velhinha bondosa de voz doce. Mas também sempre a associei a quando tentam me enrolar, mentindo, fantasiando, gaguejando.Tadinhas das crianças que ainda somos.



É a proximidade da data da qual sempre gostei muito, porque sempre ganhei ou mesmo me dei algum presente bobo, que está trazendo à tona memórias do tempo do onça. Pronto. Desenterrei mais um termo. Quanta coisa em um só dia, 12. Dia da Criança. O feriado é por causa de Nossa Senhora Aparecida, padroeira desta pátria, embora pouca gente lembre porque é que não vai trabalhar e vai emendar este ano, com sexta e tudo. Também descobriram a América num dia desses, Dia Nacional da Leitura, entre outros tantos comemorativos que se instituem, todos os dias, principalmente para passar o tempo, nos parlamentos.

Somei tudo e lá veio a Carochinha, de quem recordei bastante esta semana enquanto ouvia o voto do revisor, ministro Lewandowsky, no STF. Engraçado. Não por ele ter absolvido o José Dirceu, que isso era esperado, mas porque ele passou horas dando uma volta, fazendo rodeios, esticando a conversa, a história, os personagens.Era uma história para boi dormir. Parecia uma criança quando não diz a verdade, desviando os olhos, algo trêmulo, algo tenso. Parecia estar fazendo birra, batendo pé: "Nem te ligo!" "Bem feito, seu nariz tá com defeito!"

Com todo o respeito, que ninguém chega lá em cima, na corte máxima, por acaso: até seus amigos de classe zoaram com ele, como fazíamos na escola com aqueles que puxavam o saco dos professores ou do diretor. Terá ele querido chorar? Terá lido alguns comentários que pipocaram na internet? Visto os desenhos e montagens que fizeram com sua cara? Terá conseguido sorrir, ao menos?

Mas voltando à Dona Carochinha que se existisse estaria boba de ver como é que as histórias vêm sendo contadas para os brasileirinhos e brasileirinhas, vejo que mesmo adultos continuamos sendo tão tutelados que parece que somos incapazes de perceber a realidade. O governo dá ordens, a presidente ralha, o ex faz "fusquinha". A imprensa quer orientar nossos pensamentos e ideais, seja para um lado, para outro, ou melhor ainda, para nenhum, apenas para uma idiotia, se é que isso existe. Querem separar o que lemos, o que vemos. Até legenda repete a imagem.

Nada melhor do que dar boas gargalhadas disso tudo. Para aguentar o tranco até o fim de nossos dias temos de buscar nossa criança interior, ou se você já a abandonou tente as memórias - certamente, por pior que tenha sido sua infância, as tem. Lembrará do primeiro amor, aquele que meio inconsciente nos deixava tontos. Do primeiro dodói? Da primeira perda? Daquele brinquedo velho e sujo que, um dia, quando voltou da escola ele tinha sumido e nunca ninguém lhe deu satisfação? Dos medos? Dos que tinha e dos que não tinha. Mas agora tem.

Você, acaso, fazia um diário? Sabe onde está? Na minha época as meninas faziam um álbum, bonito, que passavam para as amigas de classe, que nele escreviam algo para a eternidade, como numa cápsula do tempo, invariavelmente pintadinho com lápis coloridos, lápis de cor. Poeminhas, nada que não fizesse hoje muito sucesso no Facebook como pensamento pueril. Outro dia achei o meu: era verde, com capa de madrepérola. Dentro dele achei também um hábito idiota, de adolescente: algumas guimbas de cigarro, acreditem, que certamente haviam sido fumados escondidos por amores de época, mas que não estavam identificadas. Meu livrinho não tinha cadeado, como o da maioria, por medo da famosa invasão de privacidade, a devassa que todos os pais faziam nas nossas coisas, sempre com o famoso aviso: "Não aceite nada de ninguém, nem bombom". Mas nunca ninguém me ofereceu nem bala. Havia uma lenda que dentro dos doces "eles" entuchavam uma droga. Hoje é a droga que é chamada de bala. Ironia.

Infância, infância, não tive muita, sempre criada no meio e no centro de São Paulo, e no tempo que a dita cuja ditadura comandava as avenidas e as informações. Sem muita saúde, brincava quietinha, sozinha, criando histórias com pequenas bonequinhas que fazia com Bombril, assistindo Cidinha Campos, pimpampum, desenhos com uma bolinha branca que pulava cantando em cima da letra de alguma música. Estudava e era boa aluna.

Interessante também é lembrar de quando perdemos essa infância. Para mim não foi no primeiro soutien, coisa que até hoje odeio, nem mesmo na primeira menstruação. Foi a vida: o suicídio de um amigo que tinha tudo, o que me fez pensar em porquês; foi a separação social - ricos não andavam com pobres; foi a separação religiosa: judeus, para muitos pais, não andavam com goys (não-judeus), e um dia minhas amigas não puderam mais falar comigo. Foi também uma tentativa de abuso sexual feita por um eletricista horroroso me puxando para o seu colo. Foi me dar conta da maldade humana.

Foi quando eu percebi que não acreditava mais nas histórias da Carochinha. Que não havia faz-de-conta.

São Paulo, onde é difícil ser criança, 2012




Marli Gonçalves é jornalista- Escrevendo este artigo lembrei de uma palavra que era uma obrigação, meio que uso aqui, porque talvez até hoje esteja no meu inconsciente: o cabeçalho. Tinha de estar lá em cima da página de tudo o que fazíamos. O meu seria assim, há quase 50 anos: Externato Luiz Magnanini, dia 12 de outubro de 1966, escrito com letra bem bonita. Tudo era mesmo muito rígido.

sábado, 29 de setembro de 2012

Mágoa...rancor....ironia...



Cada um vive e convive da maneira que dá conta. Cada um age e reage da maneira que acredita ser a melhor. Somos o que aprendemos ao longo da vida, com as situações e vivências pelas quais passamos.

Somos seres diferenciados, repletos de características únicas, mas por outro lado, existem grupos de pessoas que apesar de não serem completamente iguais, apresentam muitas características em comum.

Existem pessoas que apresentam uma enorme capacidade de superação, de não se deixarem abater facilmente. Passam muitas vezes por situações de vida desagradáveis, são tantas vezes injustiçadas e desrespeitadas, mas não perdem o otimismo, não desistem de acreditar. Geralmente são pessoas agradáveis, simpáticas, de bem com a vida

Outras desenvolvem um sentimento nocivo de vingança. Se tornam desagradáveis.

Os amargos e rancorosos, por exemplo. Amargura é um sentimento horrível de se carregar. Ele corrói a pessoa, causa imenso desconforto a quem insiste em cultivá-lo, e quase sempre atinge todos aqueles que convivem com o amargurado.

Algumas pessoas insistem em viver amargas, em cultivarem o rancor, em não conseguirem resolver os próprios problemas, em se recusarem a superar situações desagradáveis que viveram. Estas pessoas sempre demonstram uma necessidade imensa de espalharem pela vida afora todo o veneno que carregam, por serem rancorosas, por terem algum dia, passado por situações nas quais se sentiram agredidas.

E por se colocarem como incapacitadas de superação, se comportam de maneira até mesmo infantil, tamanha necessidade que demonstram ter em criar polêmicas, em causar desconforto, em horrorizar!

Muitas vezes assumem a postura de sempre serem sarcásticas, irônicas, debochadas. Desenvolvem muitas vezes, um apurado e sempre crítico senso de humor. Não aquele senso de humor saudável, agradável, e tantas vezes necessário nas mais variadas situações. Mas um senso de humor negro, carregado de premeditada maldade, direcionado sempre para atacar e ferir alguém.

Outras vezes, se tornam vingativas. Não conseguem superar o mal que sentiram um dia, diante de determinada situação. Não perdoam quem as fez se sentir humilhada, e o que é pior, passam a acreditar que todos são culpados pelo sofrimento que passou, e disparam agressões, em quem quer que seja, de variadas maneiras, sempre que conseguem uma oportunidade.

E quando não existe a oportunidade, insistem em criá-la. Só para satisfazerem a necessidade mórbida que sentem, em descontar, em propagar a frustração e o rancor que cultivam com muito cuidado e zelo.

Estas pessoas, muitas vezes chegam a ser inconvenientes, a criarem situações que surpreendem aos envolvidos, tamanha a aparente falta de lógica e de motivo para tanta agressividade e veneno que desprendem.

São movidas unicamente pelo desejo de vingança. Agem muitas vezes de forma maldosa, não por serem más, mas pela necessidade de se protegerem, de não deixarem transparecer exteriormente a imensa vergonha que sentem interiormente. Precisam aparentar que são inatingíveis, fortes e superiores, porque se sentem imensamente frágeis e inferiores.

Morrem de medo de serem descobertas!

Inove... Renove...



Perdemos às vezes tantas oportunidades excelentes de crescermos, de nos tornarmos melhores enquanto pessoas, devido a nossa rigidez, a nossa total inflexibilidade diante de opiniões diferentes da nossa.

Temos um hábito tão forte de nos agarrarmos ao que conhecemos (ou achamos que conhecemos), que resistimos em abrir mão, em nos desfazermos de tantas coisas que nos prendem, que nos sobrecarregam, que nos impedem de ir em frente, de conhecer novos lugares, novas pessoas.

De viver uma nova vida, uma vida realmente vivida. De realmente nos tornarmos pessoas melhores, mais leves, mais felizes.

Quantas vezes, por total pretensão de onipotência e prepotência (ou será por extrema insegurança?), simplesmente ignoramos, preferimos fazer de conta que não percebemos possibilidades que nos são oferecidas, ideias que nos são dadas por pessoas próximas?

Adotamos condutas intransigentes, prepotentes e insistimos tantas vezes em nos agarrar em ideias preconceituosas, muitas delas até mesmo ultrapassadas, nos fechando a qualquer possibilidade de renovação.

A nossa covardia nos paralisa, nos deixa acomodados. Não temos coragem de ousar, de inovar, de fazer diferente, mesmo quando experimentamos inúmeros fracassos e insatisfações diante da nossa insistência na repetição.

Nos fazemos de surdos, por pura conveniência, diante de qualquer nova ideia, principalmente quando ela é dada por alguém que tememos, alguém que sabemos ser capaz, e que nos amedronta, que nos faz sentirmos ameaçados com a sua inteligência, com a sua capacidade de inovação.

Optamos tantas vezes em permanecer agarrados nas nossas ultrapassadas convicções, simplesmente por comodismo.

Deixamos muitas vezes passar a oportunidade de resolver tantas situações incômodas, por preferir deixar como está, por acreditar que assim é mais fácil, dá menos trabalho.

Será?

Preferimos desviar o olhar, ou simplesmente tentar ignorar a beleza do novo, e as possibilidades que tantas vezes se abrem, muitas vezes por medo, outras por preguiça. E outras ainda, por total incapacidade de assimilar novas formas de viver, de fazer diferente, de fugir do habitual, mesmo que este habitual não nos satisfaça mais, há muito tempo.

Preferimos o antigo, muitas vezes comprovadamente insatisfatório e completamente incômodo.

Nos apegamos tantas vezes ao que já conhecemos, mesmo que por experiência própria sabemos ser péssimo. É péssimo, mais já sei como é, estou acostumada! E na maioria das vezes resisto em desacostumar!

Me obrigo a continuar me acomodando ao incômodo. Me recusando em perceber que, nem sempre, o mais fácil e o mais cômodo é necessariamente o melhor, o mais satisfatório!

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

I Festa Literária de Guaratuba – ISEPE 2012 - de 16 a 27 de outubro.

Festa Literária de Guaratuba – ISEPE 2012 Evento multi cultural reunirá escritores, artistas e afins de quatro estados brasileiros (PR, SC, RS e SP), com lançamento de aproximadamente 100 títulos. Será realizado em Guaratuba (PR), nas dependências do ISEPE ( Instituto Superior de Baía de Guaratuba em Guaratuba. Contemplando a Baia (Photo credit: Wikipedia) Ensino, Pesquisa e Extensão) a I Festa Literária de Guaratuba – ISEPE – 2012, de 15 a 27 de outubro de 2012. O evento terá como foco a Literatura, em todas as suas manifestações e tendências, e contemplará também as Artes Visuais, Folclore, Música, Artes Cênicas, Vídeo e Mídia Impressa, Radiofônica, Televisiva e Eletrônica. Acontecerão palestras, oficinas, conversas com escritores, jornalistas, artistas e músicos, apresentações musicais, teatrais e folclóricas e há previsão de lançamento de proximadamente 100 títulos por editoras, academias, associações, fundações, prefeituras e escritores independentes. Está previsto encontros de Associações, Academias de Letras, Teatro, Artes e Música, entre outras. A festa recebe o incentivo da Academia de Letras do Brasil e Associação Internacional Poetas Del Mundo. Informações poderão ser obtidas pelo correio eletrônico secdirecao@isepeguaratuba.com.br ou pelo número de telefone (41) 3442-8500, de segunda a sexta-feira das 14hs às 18hs. Serviço: I Festa Literária de Guaratuba – ISEPE 2012 Onde: Guaratuba PR Local: Faculdade do Litoral Paranaense – ISEPE Guaratuba Abertura: 15 de outubro de 2012, ás 18hs no Auditório da Faculdade ISEPE – Guaratuba Período: de 16 a 27 de outubro de 2012, das 09 horas às 22 horas Informações: secdirecao@isepeguaratuba.com.br (41) 3442-8500 FONTE: http://encontrodeescritores.com.br/2012/09/09/festa-literaria-de-guaratuba-isepe-2012/ Nosso PROJETO DE LEITURA agradece a possibilidade da participação em tão especial evento. Agradecemos também ao SR. PAULO, ADRIANA E JEANPAOLO; EDY malhas e uniformes (Curitiba-Paraná) pelo apoio que auxilia e incentiva nosso trabalho com a oferta e entrega dos livros aos pequeninos das nossas PALESTRAS!!! ***Cada vez mais pertinho do dia do nosso encontro, já estamos cuidando dos preparativos para recebermos o carinho infantil! MUITO OBRIGADA!

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Partes Mirim: OBJETIVO DA DANÇA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Partes Mirim: OBJETIVO DA DANÇA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: "OBJETIVO DA DANÇA NA EDUCAÇÃO INFANTIL". O presente tema chegou até nós pelo questionamento se a dança na educação infantil seria utilizada...

OBJETIVO DA DANÇA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

"OBJETIVO DA DANÇA NA EDUCAÇÃO INFANTIL". O presente tema chegou até nós pelo questionamento se a dança na educação infantil seria utilizada especialmente em datas comemorativas. A resposta é SIM! As crianças realizam dança e dramatizações como expressão e criação priorizando as datas comemorativas. E justificamos porque o acesso das crianças à Arte Educação estão compostos por um conjunto de critérios, mas nenhum deles tem condão superior ao trabalho didático. Assim, a dança na educação infantil não é para formar um bailarino, mas para trabalhar a expressão corporal, facilitar a socialização, aprender origens e hábitos de outros povos, até mesmo na integração, por exemplo, da capoeira ou outras versões folclóricas. Para o início desta questão, bem caberia pautar a historicidade, o aspecto histórico da dança, que por si só, nasce como expressão de um povo! Dança e Arte estão interligadas! A arte da dramatização é fio de alma da dança, a qual requer infinitos trejeitos para aflorar a sensibilidade ritmica. Num processo histórico ambas podem contar com datas específicas de comemoração: 29/04 É COMEMORADO O DIA INTERNACIONAL DA DANÇA e 12/08 É COMEMORADO DIA NACIONAL DAS ARTES. (Fonte: http://amagiadoballet.blogspot.com.br/2009/08/datas-comemorativas.html). Dando prosseguimento ao nosso tema: DANÇA NA EDUCAÇÃO INFANTIL, encontramos uma pesquisa sobre a necessidade de utilizar a dança dentro das aulas de educação física! Este artigo deve ser divulgado pois acrescenta o enfoque pedagógico do tema, consolidando a expressão corporal no processo educativo. O texto descreve argumentos que se estendem desde o aspecto salutar da dança, e os benefícios ao orgânico e ao intelecto. A indagação dos autores é que a maioria das escolas e educadores deixam de apreciar tão importante técnica por não saber utilizar, desenvolver ou ensinar a habilidade da dança. Os autores de "A DANÇA NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: A PERSPECTIVA DOS PROFESSORES", citam Proscêncio (2008)que realizou uma oficina para professoras sem experiência na área de dança do Centro de Educação Infantil. Segundo as participantes a dança não é utilizada no cotidiano escolar porque as mesmas não sabem como aplicar a dança, assim não se sentem a vontade e preferem utilizar pinturas e colagens por serem mais fáceis. Segundo as participantes da oficina, a dança só é utilizada em datas comemorativas no ambiente escolar. "A DANÇA SÓ É UTILIZADA EM DATAS COMEMORATIVAS NO AMBIENTE ESCOLAR"As professoras citaram alguns benefícios que a dança nos traz aos praticantes, como melhora do ritmo, da socialização, da auto-estima, da criatividade, entre outros. (PROSCÊNCIO, 2008). in El baile en la Educación Física escolar: la perspectiva de los profesores. Fonte: http://www.efdeportes.com/efd146/a-danca-na-educacao-fisica-escolar.htm. (2008). Somente a nivel complementar, sugerimos o interesse pelo conhecimento do aspecto histórico, tema que pode ser estudado com aprofundamento por anos e anos, pois atualmente podemos contar com cursos superiores específicos para as ARTES! No entanto, buscamos um resumo bem simples que trata a dança como uma das expressões mais antigas da humanidade, enquanto instrumento de afirmação dos sentimentos e experiências subjetivas do homem. Segundo o site http://brgeocities.com/quemdancaemaisfeliz, em uma publicação, o desenvolvimento da sensibilidade artística determinou a configuração da dança como manifestação estética. No antigo Egito, 20 séculos antes da era cristã, já se realizava as chamadas danças astroteológicas em homenagem ao Deus Osíris. O caráter religioso foi comum às danças clássicas dos povos asiáticos. Na Grécia Clássica, a dança era frequentemente vinculada os jogos, em especial aos olímpicos. Com o renascimento, a dança teatral, virtualmente extinta em séculos anteriores, reapareceu com força nos cenários cortesãos e palacianos. No século XIX apareceram a Contradança (que se transformou na quadrilha), a Valsa, a Polca, a Mazurca, o Scottish, o Pas-de-quatre, etc. No século passado surgiu o Boston, só destronado pelas danças exóticas (Cake-Walk, Maxine, One Step, Fox-Trot, e Tango). A divulgação da dança se deu também fora do espetáculo, principalmente nas tradições populares. (Vide em BRASIL ESCOLA: (http://meuartigo.brasilescola.com/artes/historia-danca.htm ). HISTÓRIA DA DANÇA. Ana Lúcia Oliveira do Nascimento.

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