quarta-feira, 7 de março de 2012

Libertadores - SANTOS 3 x 1 INTERNACIONAL


SANTOS 3 x 1 INTERNACIONAL
Gols
SANTOS: Neymar, aos 18min do primeiro tempo, Neymar, aos 9min, e Neymar, aos 19min do segundo tempo
INTERNACIONAL: Leandro Damião, aos 18min do segundo tempo
SANTOS: Rafael; Fucile (Bruno Rodrigo), Edu Dracena, Durval e Juan; Henrique; Ibson (Elano) e Arouca; PH Ganso; Borges (Alan Kardec)e Neymar
Treinador: Muricy Ramalho
INTERNACIONAL: Muriel; Nei, Rodrigo Moledo, Índio e Kléber; Bolatti (Tinga); Elton (Dátolo) e Guiñazu; Oscar e D'Alessandro (Dagoberto); Leandro Damião
Treinador: Dorival Júnior
Cartões amarelos
SANTOS: Juan, Neymar, Elano
INTERNACIONAL: Índio, Kléber, Bolatti, Elton, D'Alessandro, Tinga, Dagoberto
Árbitro
Evandro Rogério Roman (PR)
Público total e renda
12.587 torcedores / R$ 389.460,00
Local
Vila Belmiro, em Santos (SP)

Justiça manda governo gaúcho pagar piso a professores


Repórter da Agência Brasil
Brasília – A Justiça Estadual do Rio Grande do Sul determinou que o governo cumpra a lei do piso nacional do magistério e pague aos professores da rede o valor determinado para 2012 de R$ 1.451. O juiz José Antônio Coitinho decidiu ainda que o governo gaúcho deverá pagar os valores retroativos aos profissionais da rede, com correção da inflação.
Atualmente, o piso pago aos professores da rede de ensino do Rio Grande do Sul, por uma jornada semanal de 40 horas, é R$ 977. O cumprimento da ação não será imediato porque ainda cabe recurso. No caso de profissionais com carga horária inferior a 40 horas, o pagamento deverá ser feito de forma proporcional, de acordo com a decisão da Justiça.
O juiz determinou que a previsão do pagamento do piso deverá ser incluída no orçamento do estado a partir de 2013 e em todos os anos seguintes. José Antonio Coitinho descartou ainda a possibilidade de que o valor do piso seja entendido como remuneração total. Alguns governos estaduais e prefeituras alegam que já pagam o valor determinado pela lei, ao incluir, na conta, gratificações, abonos e outros adicionais que compõem o contra-cheque dos professores.
“Entender que o piso é a totalidade da remuneração implica ignorar as vantagens pessoais conquistadas pelos servidores, achatando a remuneração da categoria e colocando em um mesmo padrão remuneratório pessoal com diferentes tempos de serviço e diferentes vantagens pessoais”, alega o juiz na decisão.
A Lei do Piso foi criada em 2008 e determinou um valor mínimo que deve ser pago a todos os professores de escola pública com formação de nível médio e jornada de 40 horas semanais. A legislação foi questionada por governadores no Supremo Tribunal Federal ainda em 2008, mas a Corte confirmou sua validade no ano passado. Estados e municípios alegam dificuldade financeira para pagar os valores determinados.

Edição: Lana Cristina

Pressão dos movimentos garante veto a projeto que privatiza Embrapa


Presidente da Estatal assegurou que o PL 222/08 não avançará no Congresso Nacional

Escrito por: SINPAF

Em audiência realizada na tarde desta terça (6) com integrantes da Via Campesina e do SINPAF, em Brasília (DF), o presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Pedro Arraes, assegurou aos trabalhadores que o governo não permitirá que o Projeto de Lei 222/08 – que propõe transformar a Embrapa em empresa de economia mista com ações negociadas na bolsa – avance para além do Congresso.  A pauta é uma das principais reivindicações da Jornada das Mulheres da Via Campesina em Goiás, que desde ontem ocupam a unidade Arroz e Feijão da empresa, no município de Santo Antonio de Goiás. Segundo o presidente da empresa, a proposta não tem respaldo do governo federal. “Conversei hoje com deputados e com a ministra Ideli (Salvatti), e nossa posição é de defesa da Embrapa pública. A empresa é patrimônio do povo brasileiro, e garanto que não deixará de ser”, afirmou Arraes.Para Rosana Fernandes, da coordenação da Via Campesina, o compromisso do governo é uma conquista fundamental decorrente da pressão dos movimentos sociais e sindical, mas é preciso discutir com profundidade o modelo de pesquisa e desenvolvimento para o campo levado a cabo atualmente pela empresa. “Questionamos a condução dos projetos da Embrapa e começamos a enxergar uma espaço de disputa permanente de agora em diante. Não sairemos daqui totalmente satisfeitas porque, mesmo sem ser privatizada oficialmente, às vezes temos dúvidas se ela é realmente 100% pública. Sabemos que pesquisas desenvolvidas utilizam larga escala de agrotóxicos, por exemplo”.

Controle social
A participação dos movimentos sociais no Conselho de Administração (Consad) da empresa também foi cobrada pelos trabalhadores rurais. O representante da empresa, por sua vez, ponderou que já estão garantidas cadeiras a um representante do Ministério do Desenvolvimento Agrário, a um empregado da empresa e a dois representantes da sociedade civil.
“Sabemos que esses assentos garantidos para fora dificilmente nos englobararão, pois são historicamente ocupados por representantes do agronegócio. É preciso construir um espaço de discussão que apresente questões que precisamos aprofundar, como um programa de pesquisas para a agricultura familiar camponesa agroecológica. O modelo do agronegócio tem consequências trágicas para a natureza, para o meio ambiente e o conjunto da sociedade. Não é possível pensar um novo modelo sem pensar na Embrapa, que até hoje cumpriu papel importante para atender esse modelo atual que chegou ao seu limite. É preciso produzir conhecimento e colocar a serviço da produção de alimentos e por isso não daremos trégua para a Embrapa enquanto não avançarmos nessa perspectiva”, observou Valdir Misnerovicz, da coordenação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Goiás.
Em resposta, Arraes sugeriu que os movimentos componham os comitês assessores externos (CAE) da empresa, e se comprometeu a apresentar uma proposta de criação de um grupo de trabalho experimental em Goiás para o desenvolvimento de ações voltadas à pequena agricultura.
A deputada federal Marina Sant’Anna (PT/GO), apoiadora dos movimentos sociais no estado, ressaltou que a Embrapa é um espaço privilegiado de pesquisa e indução de desenvolvimento. “As tecnologias que existem podem garantir alimentos saudáveis e para todos, por isso é preciso haver mais incentivo à pesquisa, produção e escoamento da pequena produção”, destacou. Para ela, a ocupação por parte das camponesas também tem conteúdo simbólico relevante. “Mulher se caracteriza pela questão do cuidado. Essa ocupação, portanto, é uma forma de cuidar da empresa. Considero um gesto de bom gosto por parte da Via Campesina, pela estratégia de marco civilizatório. Ocupar a Embrapa é abraçá-la”.
Trabalhadores unidos
Para o presidente do SINPAF, Vicente Almeida, a união entre os trabalhadores rurais e da empresa é fundamental para o avanço de suas conquistas. “Temos várias pautas em comum, sobretudo a preocupação com os rumos institucionais, a gestão participativa da empresa e a agroecologia. Este pode ser um momento-chave para que a Embrapa consiga concretizar sua missão de fortalecimento da agricultura que produz alimentos para o país, gerida com controle social e participação. Estamos felizes pela posição de governo de sustar esse projeto, foi uma conquista muito importante. Mas queremos discutir participação social na gestão da empresa, inclusive para contribuir com o acompanhamento de políticas públicas definidas pelo governo”.
Ao final da audiência, Arraes se comprometeu a conversar com o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, para que atenda os trabalhadores ainda nesta semana. “Queremos que a Embrapa nos dê retorno com propostas de avanço da pauta apresentada e a garantia da audiência com o ministro, para abrir espaços para esse diálogo”, finalizou Rosana.

terça-feira, 6 de março de 2012

UMAPAZ homenagea mulheres


No dia 8 de março, às 11h, a UMAPAZ vai homenagear quatro mulheres exemplares, colocando seus retratos no Painel Vidas Inspiradoras: Wangari Muta Maathai, Prêmio Nobel da Paz em 2004; Ellen Johnson Sirleaf, Leymah Gbowee e Tawakkul Karman que receberam o Prêmio Nobel da Paz de 2011.

Ellen Johnson Sirleaf, presidente da Libéria, foi a primeira mulher africana eleita chefe de Estado.  Leymah Gbowee, militante pacifista liberiana, chamou as mulheres a orar pela paz, sem distinção de religião, e desencadeou um movimento de reação à guerra civil no seu país, que culminou em uma greve de sexo, obrigando sua introdução nas negociações de paz. Tawakkul Karman, jornalista e persistente ativista política iemenita, afirma-se como: "...uma cidadã do mundo, a terra é minha pátria e a humanidade é minha nação"
A queniana Wangari Maathai conduziu uma grande transformação na vida da comunidade com o Movimento Cinturão Verde, que gerou o plantio e replantio de cerca de 47 milhões de árvores, com a clareza de que: “Quando você começa a trabalhar com o meio ambiente, seriamente, toda a arena vem a tona: direitos humanos, direitos das mulheres, direitos ambientais, direito de todos, sabe, assim que começa a fazer as conexões, você não pode mais apenas plantar árvores.”
Essa homenagem conjunta visa a demonstrar as múltiplas faces que pode tomar o movimento socioambiental e de cultura de paz nas diferentes sociedades e realidades do planeta, tendo como núcleo o respeito à vida e requerendo sempre coerência e coragem.

As muitas faces do genocídio


Segundo o “Aurélio”, genocídio é: “S. m. Crime contra a humanidade, que consiste em, com o intuito de destruir, total ou parcialmente, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso, cometer contra ele qualquer dos atos seguintes: matar membros seus; causar-lhes grave lesão à integridade física ou mental; submeter o grupo a condições de vida capazes de o destruir fisicamente, no todo ou em parte; adotar medidas que visem a evitar nascimentos no seio do grupo; realizar a transferência forçada de crianças de um grupo para o outro.”
É fácil associar indivíduos como: Hitler, Stalin, Truman, Saddan, Milosevic, Herodes e muitos outros, a essa ação substantiva. Isso porque a eles estão associadas participações diretas no processo. Mas, muitos dos dirigentes atuais - dos tiranos que mantêm o poder pela força, aos que o obtêm pelo voto direto – e criminosos, também praticam atos e tomam decisões que podem ser caracterizadas como genocídio, direta ou indiretamente. Por conta disso - perdoe-me o saudoso dicionarista - creio que a definição carece da seguinte alteração: Onde se lê: “... destruir, total ou parcialmente, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso”, deveria ser lido: “... destruir, total ou parcialmente, um grupo nacional, étnico, racial, religioso ou social”. Assim, poderíamos incluir no rol de vítimas de genocídio: as classes menos favorecidas, os socialmente excluídos e todos os que são vítimas de opressão e da incompetência ou omissão dos governos.
Esse pequeno adendo permitiria que expressões como: “causar-lhes grave lesão à integridade física ou mental” e “submeter o grupo a condições de vida capazes de o destruir fisicamente, no todo ou em parte”, caracterizassem o tráfico de drogas e de qualquer outro produto que gere dependência química ou psicológica como genocídio. A adulteração ou falsificação de remédios, então: teria lugar de “honra” nesse contexto!
A cafetinagem também seria incluída, pois a prostituição expõe a doenças venéreas e letais, além de destruir a auto-estima. Isso já é terrível, mas não consigo imaginar maior crime contra a humanidade do que a prostituição infantil, por “realizar a transferência forçada de crianças de um grupo para o outro”, ou seja, da inocência infantil para o mundo cruel de adultos pervertidos!
Outra prática “tradicional” que poderia ser enquadrada é o desvio de verbas públicas destinadas à educação, segurança, saúde e alimentação. Afinal, quem faz isso provoca a morte lenta e cruel de milhares de pessoas; trata seres humanos como mercadoria descartável ou lixo! Em sã consciência, jamais poderia ser nomeado para ocupar cargo público, eletivo ou não!
E o que dizer dos indivíduos que cobram propina para conseguir ou liberar dinheiro público já destinado a investimentos sociais? Ou dos que vendem merenda escolar? E os superfaturamentos? Não provocam o mesmo resultado? Afinal, o excesso de verba, que vai parar no bolso de corruptos ou no “caixa 2” de partidos, poderia ser usado para melhorar as condições de vida das pessoas mais humildes!
Bem, tudo isso implica em concluir que corruptores e, principalmente, corruptos, além de moralmente desprezíveis, são, também, conforme sobem de nível (ou melhor, descem...) genocidas!
Mas, será que alterar a definição de genocídio no dicionário mudaria alguma coisa? Talvez...
Quem sabe alguém resolva puni-los “exemplarmente”, com a pena máxima: 30 anos de reclusão, com direito a progressão de pena para regime semi-aberto, após alguns anos, por “bom comportamento”...

A pedido da Defensoria Pública de SP, Justiça suspende reintegração de posse da comunidade do Savoy, em Carapicuíba

 
Após receber recurso da Defensoria Pública de SP, o Tribunal de Justiça do Estado (TJ-SP) suspendeu na última sexta-feira (1/3) a reintegração de posse que havia sido determinada para o terreno onde está localizada a comunidade do Savoy, em Carapicuíba – e seria realizada amanhã, 6/3. A decisão é do Desembargador Mauro Conti Machado, da 19ª Câmara de Direito Privado.
 
No dia 27/1, a Defensoria havia solicitado que a saída das pessoas que moram na área fosse prorrogada por 90 dias, mas o pedido foi negado pelo Juiz Douglas Iecco Ravaci, da 2ª Vara Cível de Carapicuíba. A Defensoria, então, interpôs um recurso de agravo de instrumento. A decisão do Desembargador Machado concedeu efeito suspensivo ao recurso, sustando a decisão de primeiro grau. O mérito do recurso ainda será analisado. Com isso, cerca de 3,5 mil pessoas que moram no local há cerca de 9 anos permanecerão na área até que a Justiça analise o caso.
 
A Defensora Pública Carolina Dalla Bedicks, que atua no caso, argumenta que o município não dispõe de qualquer alternativa de moradia e nem conta com abrigos temporários para as pessoas que seriam desalojadas. “Não se pretende impugnar a decisão que determinou a reintegração. O que se almeja é a suspensão da ordem até que o poder público proporcione condições mínimas de abrigamento para as pessoas que serão removidas”, disse Carolina.
 
A Defensora analisa ainda que é necessário haver um planejamento de atendimento habitacional quando a ordem for cumprida, de modo a evitar um resultado desastroso. “Serão cerca de 3,5 mil pessoas na rua, sem local sequer para serem abrigadas. E, pior, cerca de 1,2 mil crianças e idosos”, completou ela.

Na linha de frente, as mulheres

Na linha de frente, as mulheres

Mulheres desempenham papel fundamental nas revoltas populares do mundo árabe.

Mulheres desempenham papel fundamental nas revoltas populares do mundo árabe.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Os absurdos da Vida

Os absurdos da Vida
Imaginem a cena. Em um recanto desconhecido da China, uma pequena embarcação navega placidamente em um lindo e grande lago. Dentro dela um jovem casal – de chineses, é claro! – troca juras de amor. Quando o rapaz vira-se para buscar as alianças de noivado algo estranho acontece: uma vaca despenca do céu, atingindo o barco e a jovem namorada.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Mercadante defende critério de reajuste do piso nacional dos professores


Amanda Cieglinski - Repórter da Agência Brasil
 
Brasília – O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, defendeu hoje (29) o reajuste de 22% do piso nacional do magistério, que passou de R$ 1.187 para R$ 1.451. Segundo Mercadante, o atual critério de correção do piso, com base no  crescimento do valor mínimo por aluno do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), permite recuperação salarial para os professores. O valor estipulado para este ano  acompanha o aumento do Fundeb de 2011 para 2012, conforme determina a legislação atual. O novo piso foi anunciado segunda-feira (27)
Alguns estados e municípios alegam dificuldade financeira para pagar o valor determinado. Governadores  reuniram-se ontem (28) com o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), e pediram a aprovação de um projeto de lei que altere o critério de correção do piso, que passaria a ser feito com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação. Mercadante disse que qualquer mudança na Lei do Piso precisará ser discutida com os professores e também com os prefeitos e governadores.
“O critério atual tem permitido uma recuperação salarial forte. É verdade que alguns estados e municípios estão com dificuldade, mas o piso que temos hoje é um pouco mais do que dois salários mínimos. É um equívoco o Brasil perder a perspectiva de continuar recuperando o piso salarial”, afirmou.
De acordo com o ministro, até o ano passado, quatro estados não pagavam o piso (R$ 1.187 ) e 11 já usavam valores iguais ou superiores ao que foi definido para este ano. A lei, aprovada em 2008, prevê que haja complementação da União caso o município ou estado comprove que não tem capacidade financeira para pagar o piso a seus professores. Entretanto, as prefeituras que solicitaram a verba ao MEC não atenderam aos pré-requisitos previstos, como, por exemplo, ter um plano de carreira para os docentes da rede e investir 25% da arrecadação de tributos em educação, como determina a Constituição.
“Se houver proposta para melhorar essa parceria, nós estamos abertos, sempre. A lei estabelece alguns critérios [para complementação], mas esses critérios ainda não foram acordados com estados e municípios. A situação é muito diferente em cada lugar”, disse o ministro.
Segundo Mercadante, para uma mudança nos parâmetros de reajuste do piso no Congresso, será preciso haver “entendimento e negociação”. “Caso contrário, isso não vai contribuir para o ambiente educacional. Nós podemos ter um acirramento das greves, que não interessa aos estudantes e não interessa ao Brasil.”
Edição: Nádia Franco

GUARANI X SANTOS

GUARANI 0 X 2 SANTOS

GUARANI:
 Emerson; Bruno Peres (Max Pardalzinho, aos 24'/2ºT), Domingos, Neto, Bruno Recife; Wellington Monteiro (André Leone, aos 44'/2ºT), Fábio Bahia, Danilo Sacramento, Fumagalli; Fabinho e Ronaldo (Bruno Mendes, aos 28'/2ºT). Técnico: Vadão.

SANTOS: Aranha, Crystian (Anderson Carvalho, aos 20'/2ºT), Edu Dracena, Durval e Juan; Arouca, Henrique, Ibson (Tiago Alves, aos 40'/2ºT) e Elano; Alan Kardec e Dimba (Felipe Anderson, aos 43'/1ºT). Técnico: Muricy Ramalho.

Estádio: Brinco de Ouro, Campinas (SP)
Data/hora: 29/2/2012 - 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Vinicius Gonçalves Dias Araujo
Auxiliares: Alexandre Basilio Vasconcellos e Rodrigo Soares Aragão
Renda/Público: R$ 160.047,00/ 10.720 pagantes
Cartões Amarelos: Juan (SAN)
GOLS: Ibson, aos 5'/1ºT e Arouca, aos 44'/2ºT

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

MST teve atuação decisiva em desapropriação de terra no Pará



A ocupação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em uma fazenda da região sudeste do Pará, que resultou na desapropriação de um latifúndio de 10 mil hectares – o equivalente a 100 milhões de metros quadrados (m2) –, pode ser considerada um marco. “Trata-se da primeira desapropriação decretada com base no desrespeito à função social, com base em condições de trabalho escravo e desrespeito às leis ambientais”, descreve o jornalista Carlos Juliano Barros. Na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, o pesquisador apresentou a dissertação de mestrado O sonho se faz a mão e sem permissão; “Escravidão temporária” e reforma agrária no Brasil. A pesquisa teve a orientação do professor Ariovaldo Umbelino de Oliveira.

MST: decisivo na desapropriação de fazenda em Marabá, no Pará
Como diz o jornalista, “o estudo é uma discussão acadêmica sobre a escravidão no campo, que ainda persiste em algumas regiões do Brasil.” No Departamento de Geografia Humana da FFLCH, Barros analisou o caso da Fazenda Cabaceiras, localizada em Marabá, que foi desapropriada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em 2008. A propriedade era da família Mutran, mas boa parte das terras pertencia originalmente ao governo paraense, que concedeu as terras públicas em regime de “aforamento” — uma espécie de “aluguel”. “O aforamento se deu com o objetivo de que os proprietários trabalhassem na colheita da castanha”, conta o jornalista. “Mas toda a área foi devastada para a criação de gado de corte. Além do evidente desrespeito às leis ambientais, houve ainda a constatação da prática de trabalho escravo na propriedade.”
Pressão
A primeira ocupação da fazenda aconteceu em 1999. Na oportunidade, o movimento instalou cerca 1.200 famílias em 81 hectares (810 mil m2). “A ocupação atingiu menos de 1% da área total do imóvel”, recorda Barros. Em 2004, foi assinado pelo presidente Lula o decreto de desapropriação.
“O que chama atenção nesse processo é justamente os entraves e as decisões controversas que aconteceram até o desfecho final”, observa Barros. Ele conta que foram, ao todo, três vistorias do Incra até que houvesse a assinatura do decreto. “Na primeira delas, por exemplo, a área foi considerada improdutiva. Numa segunda inspeção, o instituto a considerou produtiva. Isso mostra que decisões desse tipo estão atreladas a diversas situações e pressões”, avalia. O pesquisador destaca como decisiva a ação do MST. “Sem a pressão do movimento, a desapropriação jamais teria acontecido, já que os proprietários chegaram a obter um mandado de segurança no STF para cassar o decreto.”
Trabalho escravo
Mesmo com 1% da área ocupada pelo MST, constatou-se que no restante da propriedade ainda era comum a prática do trabalho escravo. Barros conta que muitos trabalhadores viviam em condições precárias. “Com seus baixos salários tinham de custear a compra de comida e até de ferramentas de trabalho. No final das contas, acabavam devendo ao proprietário”, descreve.
Em geral, o alimento por que pagavam era apenas o arroz e o feijão. “A água consumida era proveniente de córregos e só comiam carne quando o gado morria por doença ou atropelado na estrada”, conta o jornalista, que visitou a área duas vezes num período de dois anos.
O assentamento
O que foi uma “ocupação” do MST, atualmente, é o Assentamento 26 de Março. Lá, estão instaladas 206 famílias, já que muitas desistiram durante o processo de desapropriação. Coube a cada uma dessas famílias um lote, onde a produção é diversa, desde hortaliças até mandioca. “Trata-se, no entanto, de uma produção ainda incipiente”, observa o jornalista. Segundo ele, os governos não conseguem fornecer a infra-estrutura necessária para que as famílias possam melhor se estabelecer e chegar a uma produção adequada.
Barros destaca ainda que, durante o processo de desapropriação, os Mutran fizeram uma oferta de venda da área ao Incra de R$ 35 milhões, que foi recusada. Posteriormente, o instituto avaliou as terras em R$ 21 milhões. Contudo, pagaria apenas R$ 9 milhões. “Os R$ 12 milhões da diferença, o Incra calculou como passivo ambiental, pela devastação que os proprietários fizeram em toda a área. Mas vale destacar a ação positiva do MST neste processo inédito em nossa história de reforma agrária, que é marcada pela lentidão da ação dos governos”, enfatiza o pesquisador.

ASSOBIO, REDES SOCIAIS E MUDANÇA



por
Francisco Bittencourt*

INTRODUÇÃO

Há alguns dias, sentado no banco de um shopping, esperando por minha mulher, percebi um homem, cuja idade estaria em torno dos 80 anos. Enquanto ele andava mexia em uma pasta com um grande número de documentos.

O que me chamou atenção neste cidadão foi o fato de que ele estava assobiando.

Imediatamente recorri à minha memória para verificar o quanto o assobio fez parte de hábitos no passado. Havia até um músico que se destacava como assobiador: O Garoto Assobiador.

A partir deste momento me propus a observar quantas pessoas eu encontraria assobiando, e, como já esperava reencontrei por duas ou três vezes o meu personagem (ele não sabia disto), que permanecia assobiando e era o único naquele cenário.

Confesso que, de vez em quando me pego assobiando, é um hábito antigo, quando estou sozinho, andando na rua, trabalhando.

Todo este intróito tem como finalidade questionar: O assobio é uma prática em desuso? É coisa de velho?

AS NOVAS GERAÇÕES E O ASSOBIO
Quando se abordam as novas tecnologias, identificam-se dois grandes grupos: Os nativos digitais e os imigrantes digitais.

Os nativos já vem com toda a predisposição do berço (até parece que geneticamente já vem inoculados), os imigrantes vem chegando e se aproximando das disponibilidades tecnológicas.

O acesso à tecnologia transita entre a necessidade de atualização e a exigência do cenário.

Há cerca de 15 anos atrás, ministrando a disciplina Gestão de Recursos Humanos na UFRJ, fui consultado por dois alunos, que pediam permissão para trocar com seus colegas de turma os seus e mails. Disse a eles que se sentissem livres, mas imaginava que haveria poucas trocas (se não me falha a memória, na turma de 35 alunos não havia mais do que cinco “portadores” da novidade).

Hoje não só o email, mas toda a gama de opções que a tecnologia da informação gerou se coloca à frente dos profissionais, para sua qualificação e inserção no mundo contemporâneo.

Não dispor destes recursos (ou seriam instrumentos) torna o profissional desconectado de uma realidade que compromete seu desempenho (até no terreno pessoal).

Na hierarquia da informação, o dado só faz sentido se for decodificado. A partir de sua decodificação o dado se transforma em informação, que selecionada, passa a significar conhecimento. Este, quando utilizado em prol dos resultados a alcançar, consolida o saber.

Esta é a linha da tecnologia. Na realidade atual é preciso saber assobiar, tirar o som correto e não simplesmente emitir um sopro silencioso. É fato concreto que se faz necessário conhecer a tecnologia e adotá-la como um instrumento (agora sim) do dia a dia (pessoal e profissional).

O conjunto de opções que se mostra ao profissional hoje inclui não só a tecnologia representada pelo chamado capital estrutural (máquinas, equipamentos, softwares e outros que tais), mas também, e principalmente, a teia representada pelas redes sociais (que a cada dia trazem mais novidades, obsoletando outras atropeladas pelas novidades).

É diante deste arsenal de opções que se torna importante analisar a forma como as organizações se propõem a gerenciar esta mudança.

AS EMPRESAS E A POSSIBILIDADE DE ASSOBIAR
As possibilidades que são reais hoje em relação às redes sociais: ning, orkut, via6, facebook, twiter, formspring, youtube, forumyahoo, podcast, tonomundo, blog, reddolac, cada uma delas tem suas características, seus objetivos, suas peculiaridades.

As formas como se apresentam estas opções dão ao profissional uma gama de possibilidades de interação e integração com seu mundo pessoal e profissional.

Constata-se que as redes proporcionam:

1 - A busca de consensos e a convivência no cenário das diversidades, coordenando autonomias;

2 - A conectividade, que reforça o relacionamento sem que a autonomia venha a ser comprometida;

3 - Gestão compartilhada da rede e de suas atividades, por meio da criação de formas espontâneas de divisão de trabalho e responsabilidades. [1]
A adoção das redes como instrumento de ação dos gestores, líderes ou profissionais, os quais, por sua função exercem uma liderança não formal, mas capaz de influenciar comportamentos e atitudes, demonstra uma evolução na maneira como transmitem seu conhecimento.

A utilização destes instrumentos, portanto é agilizadora do conhecimento, o que gera, em relação aos gestores, líderes, a necessidade do permanente aprimoramento no uso e manipulação destes recursos da contemporaneidade.

Determinadas organizações, em nome da segurança e da disciplina optam por bloquear, de forma radical o acesso de seus colaboradores às redes sociais, na medida em que afirmam ser oneroso ou perigoso controlar tais acessos.

Há inúmeras justificativas apresentadas, para validar este tipo de decisão. O que fica evidente é que, ao divulgar tais medidas a empresa precisa justificar o que fez. Se fosse um procedimento objetivo, cuja submissão à falta de lógica não ficasse tão evidente, não haveria necessidade da exposição. Os fatos falariam por si.

CONCLUSÃO
A adoção dos instrumentos da contemporaneidade sejam eles telefones celulares, smartphones, terminais individuais de acesso tecnológico (em todas as suas configurações) se transforma numa ação cotidiana, tão simples como ... assobiar.

Conhecer as opções, identificar as disponibilidades, verificar o que pode agregar valor ao seu trabalho e à sua vida pessoal se transforma numa obrigação espontânea (comprometimento).

A tentativa de sobrevivência no cenário de competitividade sem a adoção dos instrumentos pode ser marcada pela utopia, pois não atende aos requisitos mínimos de sobrevivência nesta “selva tecnológica”.

Os cuidados a serem tomados com a entrada neste novo cenário incluem:

1 - Falta de compromisso com o envolvimento da participação individual e coletiva;

2 - Excesso de individualismo e de espírito de competição entre pessoas e instituições;

3 - Fragmentação e dissociação dos diversos saberes e áreas de conhecimento;

4 - Confrontos de poder e conflitos entre pessoas e instituições dentro da rede, que não conseguem superar suas diferenças de opinião.[2]
Assobiar é um ato solitário. Atuar em redes pressupõe interação e integração com a comunidade produtiva. Sociabilidade e Solidariedade[3] são ferramentas que Garteh e Jones trouxeram e que demonstram a necessidade fundamental da sociedade contemporânea.

A sociabilidade pressupõe a comunicação para manutenção das relações interpessoais produtivas e solidariedade a capacidade de trabalhar em equipe.

John Kotter ao estabelecer as coalizões poderosas, e ele as indicou em uma era anterior ao advento das redes sociais, deixou claro que:

O ambiente corporativo moderno exige mais mudanças em grande escala através de novas estratégias, reengenharia, reestruturação, fusões, aquisições, downsizing, desenvolvimento de novos produtos ou mercados, as decisões tomadas dentro da empresa fundamentam-se em questões maiores, mais complexas e com maior teor emocional, ocorrem com mais rapidez, ocorrem em um ambiente de mais incertezas e exigem mais sacrifícios por parte dos que as implementam, e um novo processo decisório é necessário porque ninguém sozinho possui as informações apropriadas para tomar todas as decisões importantes nem o tempo e a credibilidade necessários para convencer um grande número de pessoas a implementarem essas decisões. Esse novo processo deve ser conduzido por uma coalizão poderosa que possa agir como uma equipe. ( p. 56)[4]
Os nossos assobiadores poderão continuar praticando sem problemas, mas provavelmente deverão procurar fazer com que seu assobio interaja com outras manifestações de comunicação.

Como atividade de lazer individual não há problemas, mas o cenário contemporâneo, altamente competitivo, exige uma efetiva de troca de informações e de conhecimento.


[1] TORRES, PATRICIA L. Aprendizagem em Redes, Palestra proferida em 17.06.2011, Curitiba, PR.
[2] TORRES, PATRICIA L. Aprendizagem em Redes, Palestra proferida em 17.06.2011, Curitiba, PR.
[3] GOFFEE, Rob e GARETH Jones. Quem disse que você  pode liderar pessoas? RJ: Campus Elsevier, 2006.
[4] KOTTER, John.  Liderar mudança.  Rio de Janeiro: Campus, 1999.

*Francisco Bittencourt é Consultor Sênior do Instituto MVC - www.institutomvc.com.br

ASSOBIO, REDES SOCIAIS E MUDANÇA



por
Francisco Bittencourt*

INTRODUÇÃO

Há alguns dias, sentado no banco de um shopping, esperando por minha mulher, percebi um homem, cuja idade estaria em torno dos 80 anos. Enquanto ele andava mexia em uma pasta com um grande número de documentos.

O que me chamou atenção neste cidadão foi o fato de que ele estava assobiando.

Imediatamente recorri à minha memória para verificar o quanto o assobio fez parte de hábitos no passado. Havia até um músico que se destacava como assobiador: O Garoto Assobiador.

A partir deste momento me propus a observar quantas pessoas eu encontraria assobiando, e, como já esperava reencontrei por duas ou três vezes o meu personagem (ele não sabia disto), que permanecia assobiando e era o único naquele cenário.

Confesso que, de vez em quando me pego assobiando, é um hábito antigo, quando estou sozinho, andando na rua, trabalhando.

Todo este intróito tem como finalidade questionar: O assobio é uma prática em desuso? É coisa de velho?

AS NOVAS GERAÇÕES E O ASSOBIO
Quando se abordam as novas tecnologias, identificam-se dois grandes grupos: Os nativos digitais e os imigrantes digitais.

Os nativos já vem com toda a predisposição do berço (até parece que geneticamente já vem inoculados), os imigrantes vem chegando e se aproximando das disponibilidades tecnológicas.

O acesso à tecnologia transita entre a necessidade de atualização e a exigência do cenário.

Há cerca de 15 anos atrás, ministrando a disciplina Gestão de Recursos Humanos na UFRJ, fui consultado por dois alunos, que pediam permissão para trocar com seus colegas de turma os seus e mails. Disse a eles que se sentissem livres, mas imaginava que haveria poucas trocas (se não me falha a memória, na turma de 35 alunos não havia mais do que cinco “portadores” da novidade).

Hoje não só o email, mas toda a gama de opções que a tecnologia da informação gerou se coloca à frente dos profissionais, para sua qualificação e inserção no mundo contemporâneo.

Não dispor destes recursos (ou seriam instrumentos) torna o profissional desconectado de uma realidade que compromete seu desempenho (até no terreno pessoal).

Na hierarquia da informação, o dado só faz sentido se for decodificado. A partir de sua decodificação o dado se transforma em informação, que selecionada, passa a significar conhecimento. Este, quando utilizado em prol dos resultados a alcançar, consolida o saber.

Esta é a linha da tecnologia. Na realidade atual é preciso saber assobiar, tirar o som correto e não simplesmente emitir um sopro silencioso. É fato concreto que se faz necessário conhecer a tecnologia e adotá-la como um instrumento (agora sim) do dia a dia (pessoal e profissional).

O conjunto de opções que se mostra ao profissional hoje inclui não só a tecnologia representada pelo chamado capital estrutural (máquinas, equipamentos, softwares e outros que tais), mas também, e principalmente, a teia representada pelas redes sociais (que a cada dia trazem mais novidades, obsoletando outras atropeladas pelas novidades).

É diante deste arsenal de opções que se torna importante analisar a forma como as organizações se propõem a gerenciar esta mudança.

AS EMPRESAS E A POSSIBILIDADE DE ASSOBIAR
As possibilidades que são reais hoje em relação às redes sociais: ning, orkut, via6, facebook, twiter, formspring, youtube, forumyahoo, podcast, tonomundo, blog, reddolac, cada uma delas tem suas características, seus objetivos, suas peculiaridades.

As formas como se apresentam estas opções dão ao profissional uma gama de possibilidades de interação e integração com seu mundo pessoal e profissional.

Constata-se que as redes proporcionam:

1 - A busca de consensos e a convivência no cenário das diversidades, coordenando autonomias;

2 - A conectividade, que reforça o relacionamento sem que a autonomia venha a ser comprometida;

3 - Gestão compartilhada da rede e de suas atividades, por meio da criação de formas espontâneas de divisão de trabalho e responsabilidades. [1]
A adoção das redes como instrumento de ação dos gestores, líderes ou profissionais, os quais, por sua função exercem uma liderança não formal, mas capaz de influenciar comportamentos e atitudes, demonstra uma evolução na maneira como transmitem seu conhecimento.

A utilização destes instrumentos, portanto é agilizadora do conhecimento, o que gera, em relação aos gestores, líderes, a necessidade do permanente aprimoramento no uso e manipulação destes recursos da contemporaneidade.

Determinadas organizações, em nome da segurança e da disciplina optam por bloquear, de forma radical o acesso de seus colaboradores às redes sociais, na medida em que afirmam ser oneroso ou perigoso controlar tais acessos.

Há inúmeras justificativas apresentadas, para validar este tipo de decisão. O que fica evidente é que, ao divulgar tais medidas a empresa precisa justificar o que fez. Se fosse um procedimento objetivo, cuja submissão à falta de lógica não ficasse tão evidente, não haveria necessidade da exposição. Os fatos falariam por si.

CONCLUSÃO
A adoção dos instrumentos da contemporaneidade sejam eles telefones celulares, smartphones, terminais individuais de acesso tecnológico (em todas as suas configurações) se transforma numa ação cotidiana, tão simples como ... assobiar.

Conhecer as opções, identificar as disponibilidades, verificar o que pode agregar valor ao seu trabalho e à sua vida pessoal se transforma numa obrigação espontânea (comprometimento).

A tentativa de sobrevivência no cenário de competitividade sem a adoção dos instrumentos pode ser marcada pela utopia, pois não atende aos requisitos mínimos de sobrevivência nesta “selva tecnológica”.

Os cuidados a serem tomados com a entrada neste novo cenário incluem:

1 - Falta de compromisso com o envolvimento da participação individual e coletiva;

2 - Excesso de individualismo e de espírito de competição entre pessoas e instituições;

3 - Fragmentação e dissociação dos diversos saberes e áreas de conhecimento;

4 - Confrontos de poder e conflitos entre pessoas e instituições dentro da rede, que não conseguem superar suas diferenças de opinião.[2]
Assobiar é um ato solitário. Atuar em redes pressupõe interação e integração com a comunidade produtiva. Sociabilidade e Solidariedade[3] são ferramentas que Garteh e Jones trouxeram e que demonstram a necessidade fundamental da sociedade contemporânea.

A sociabilidade pressupõe a comunicação para manutenção das relações interpessoais produtivas e solidariedade a capacidade de trabalhar em equipe.

John Kotter ao estabelecer as coalizões poderosas, e ele as indicou em uma era anterior ao advento das redes sociais, deixou claro que:

O ambiente corporativo moderno exige mais mudanças em grande escala através de novas estratégias, reengenharia, reestruturação, fusões, aquisições, downsizing, desenvolvimento de novos produtos ou mercados, as decisões tomadas dentro da empresa fundamentam-se em questões maiores, mais complexas e com maior teor emocional, ocorrem com mais rapidez, ocorrem em um ambiente de mais incertezas e exigem mais sacrifícios por parte dos que as implementam, e um novo processo decisório é necessário porque ninguém sozinho possui as informações apropriadas para tomar todas as decisões importantes nem o tempo e a credibilidade necessários para convencer um grande número de pessoas a implementarem essas decisões. Esse novo processo deve ser conduzido por uma coalizão poderosa que possa agir como uma equipe. ( p. 56)[4]
Os nossos assobiadores poderão continuar praticando sem problemas, mas provavelmente deverão procurar fazer com que seu assobio interaja com outras manifestações de comunicação.

Como atividade de lazer individual não há problemas, mas o cenário contemporâneo, altamente competitivo, exige uma efetiva de troca de informações e de conhecimento.


[1] TORRES, PATRICIA L. Aprendizagem em Redes, Palestra proferida em 17.06.2011, Curitiba, PR.
[2] TORRES, PATRICIA L. Aprendizagem em Redes, Palestra proferida em 17.06.2011, Curitiba, PR.
[3] GOFFEE, Rob e GARETH Jones. Quem disse que você  pode liderar pessoas? RJ: Campus Elsevier, 2006.
[4] KOTTER, John.  Liderar mudança.  Rio de Janeiro: Campus, 1999.

*Francisco Bittencourt é Consultor Sênior do Instituto MVC - www.institutomvc.com.br

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Artigo: Os benefícios da Gestão do conhecimento para as organizações


OS BENEFÍCIOS DA GESTÃO DO CONHECIMENTO PARA AS ORGANIZAÇÕES

Por Sonia Wada*
Imagem Divulgação
Sonia Wada é diretora-presidente da SBGC
 
Práticas de gestão do conhecimento não são apenas modismos da administração moderna. Não é de hoje que as empresas já a utilizam como ferramental de capacitação profissional. Temos inúmeros exemplos de mestres que passam os ofícios de sua profissão a seus aprendizes, desde os grandes mestres da arte como Da Vinci ao um simples carpinteiro em sua oficina rudimentar.
A economia mundial já viveu vários ciclos marcados pelas revoluções Agrícola e Industrial e, mais recentemente, pela Revolução da Informação. Na Revolução Agrícola, o poder político e econômico baseava-se na posse da terra. Já na Revolução Industrial, o determinante era o capital financeiro. Nela, passamos pela eras da produção em massa, da eficiência, da qualidade, da competitividade. Agora, em plena Era da Informação o que pesa é o conhecimento.
O saber e o aprender sempre foram as molas propulsoras da humanidade. Dados, informações e conhecimentos sempre existiram em todas as organizações, sejam elas do primeiro, segundo ou terceiro setor. O que há de novo nesse processo é entender o conhecimento como capital intelectual ativo das instituições. Saber geri-lo, conservá-lo, disseminá-lo, combiná-lo, criar e aplicar o conhecimento é fundamental para obter sustentabilidade e vantagem competitiva, por meio de melhorias, inovação e aumentando a qualidade de vida das pessoas, nesse mundo de constantes mudanças. Por isso é necessário que os gestores estejam abertos à criação de um ambiente favorável ao apoio de práticas que levem à formação de mais conhecimento, permitindo a captura e o filtro desse saber por meio de processos, métodos, práticas, ações e de sistemas internos de compartilhamento entre seus parceiros.
A grande questão é: onde está armazenado todo esse conhecimento? Ele está em toda parte, na cabeça das pessoas. É o conhecimento tácito, ou seja, aquele que foi formado pela vivência e pela interpretação e pela aplicação constante de dados e informações. Como transformar esse saber em conhecimento explícito, aquele que pode ser formalizado, armazenado, transportado, utilizado e mensurado? Somente com o gerenciamento de todo esse capital intelectual coletivo. Daí a necessidade da gestão do conhecimento!
Com a velocidade das transformações e a atual complexidade dos desafios, ganhar longevidade nesse mercado inconstante não é tarefa fácil. Empreendimentos públicos e privados devem antecipar suas estratégias aos fatos, precisam ser pró-ativos em suas decisões e reinventar-se a cada dia.
O que garante a segurança na tomada de decisões é a disponibilidade de todas as informações e conhecimentos possíveis. Quando esse capital intelectual está inacessível, disperso ou desorganizado, o futuro torna-se temeroso, incerto. A gestão do conhecimento veio em auxílio dos empreendedores no desenvolvimento de soluções relacionadas à competitividade e inovação nas empresas.
O cerne da gestão do conhecimento é justamente preocupar-se com a organização do conhecimento humano para que esse possa ser usado de maneira inteligente, gerando mais valor e aumentando o desempenho e a vantagem competitiva. Cabe à GC (Gestão do Conhecimento) criar, identificar, recolher, organizar, armazenar, integrar, partilhar, difundir, transferir, socializar, usar e explorar toda informação, filosofia, política, cultura, valores, normas, procedimentos, rotinas, processos, práticas e experiências dos colaboradores.
Muitos profissionais, com seus saberes individuais, deixam de trocar experiências entre si, impossibilitando o encontro de soluções na base da pirâmide e impedindo a implementação de uma boa gestão do conhecimento. Apoiada na participação ativa da alta administração, a GC coloca todos trabalhadores em contato constante, criando comunidades de aprendizado mútuo, disponibilizando a informação, na hora e no lugar acessível para cada necessidade, evitando retrabalho e sem duplicidade de esforços.
A gestão do conhecimento estimula os indivíduos a buscarem e compartilharem seu capital intelectual, de acordo com suas habilidades, por meio de ferramentas criadas para esse fim como, por exemplo, redes internas, portais, conversas informais, grupos de trabalho, lições aprendidas, comunidades de práticas, assistência a colegas, análise de rede social, colaboração em rede, narrativas, educação corporativa, inteligência nos negócios, processo de criação e inovação e gestão de intangíveis. O resultado se materializa na aplicação desses saberes cotidianos no ambiente de trabalho.
Os benefícios são inúmeros tanto para a pequena empresa como para as gigantes multinacionais e até governos e o melhor: está disponível para qualquer tipo de empreendimento. Basta vontade de crescer e aprender sempre. Em primeiro lugar, as instituições ganham agilidade e mais capacidade de resposta aos problemas imediatos, tornam-se mais competitivas e rentáveis. Os trabalhadores, por sua vez, sentem-se valorizados e motivados. Isto aumenta o seu rendimento produtivo, auxilia no desenvolvimento de competências e facilita a comunicação entre os pares. Esses perdem o medo natural de compartilhar ideias geradoras de inovação e de enfrentar novos desafios. Além disso, a GC também propicia conscientização do pessoal em torno do negócio, criando e aplicando o conhecimento em novos produtos, nos processos, na execução de tarefas para atingir a excelência operacional, no atendimento ao consumidor etc. Tudo isso agrega valor à organização.
Para as empresas, a GC melhora a capacidade de atrair profissionais comprometidos com resultados de longo prazo, com conhecimentos e habilidades diversas, gera empregabilidade, diminui a rotatividade, estimula a criatividade e a vontade constante de aprendizado. Otimiza, ainda,  os processos internos e os fluxos de trabalho. Desta forma, a gestão do conhecimento gera valor às organizações, diferenciando-as das demais.  Propicia um melhor aproveitamento do conhecimento já existente, contribui para a redução de custos, para o aumento de competitividade e receita. Também  os investimentos em capacitação profissional acabam por retornar mais rapidamente.
A agilidade nas respostas e o comprometimento são notados pelos clientes que percebem a sensível melhora no atendimento e na qualidade dos serviços, ou seja, quando uma decisão é tomada com mais segurança, rapidez e competência há uma melhor obtenção de resultados percebidos. Outra vantagem é conhecer os pontos fortes e fracos da organização para buscar a correção de rumos e a melhoria contínua.
Invariavelmente, empreendimentos bem sucedidos são aqueles nos quais a gestão do conhecimento faz parte do ambiente e de sua cultura organizacional. Em outras palavras, faz parte do seu DNA, isto é, está intrínseca nos processos, sistemas, comportamento e valores. São aqueles que utilizam a GC como recurso estratégico para gerar vantagem competitiva e aumentar o valor de mercado. São os que incorporam essa inteligência coletiva à tecnologia, atendimento, produtos e serviços. Exemplos não faltam, Apple, IBM, MPX, Tetrapak, Natura, Correios, Petrobras, Vale, entre muitas outras. Essas empresas já entenderam que o conhecimento é um gerador de riquezas, é um fator fundamental para mantê-las competitivas no mercado, fortalecer suas competências e melhorar seu desempenho. Esse capital não tem preço, portanto, não pode ser negociado!


*Sonia Wada é pesquisadora, formada em Biblioteconomia e Documentação pela ECA/USP, especialista em informação tecnológica e gestão do conhecimento e mestre em Inteligência Competitiva. Atualmente é diretora presidente da SBGC - Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento (www.sbgc.org.br) e do KM Brasil 2012 – Congresso Brasileiro de Gestão do Conhecimento (www.kmbrasil.com), evento que acontece em agosto, em São Paulo. E-mail: linksbgc@linkportal.com.br



Artigo: Os benefícios da Gestão do conhecimento para as organizações


OS BENEFÍCIOS DA GESTÃO DO CONHECIMENTO PARA AS ORGANIZAÇÕES

Por Sonia Wada*
Imagem Divulgação
Sonia Wada é diretora-presidente da SBGC
 
Práticas de gestão do conhecimento não são apenas modismos da administração moderna. Não é de hoje que as empresas já a utilizam como ferramental de capacitação profissional. Temos inúmeros exemplos de mestres que passam os ofícios de sua profissão a seus aprendizes, desde os grandes mestres da arte como Da Vinci ao um simples carpinteiro em sua oficina rudimentar.
A economia mundial já viveu vários ciclos marcados pelas revoluções Agrícola e Industrial e, mais recentemente, pela Revolução da Informação. Na Revolução Agrícola, o poder político e econômico baseava-se na posse da terra. Já na Revolução Industrial, o determinante era o capital financeiro. Nela, passamos pela eras da produção em massa, da eficiência, da qualidade, da competitividade. Agora, em plena Era da Informação o que pesa é o conhecimento.
O saber e o aprender sempre foram as molas propulsoras da humanidade. Dados, informações e conhecimentos sempre existiram em todas as organizações, sejam elas do primeiro, segundo ou terceiro setor. O que há de novo nesse processo é entender o conhecimento como capital intelectual ativo das instituições. Saber geri-lo, conservá-lo, disseminá-lo, combiná-lo, criar e aplicar o conhecimento é fundamental para obter sustentabilidade e vantagem competitiva, por meio de melhorias, inovação e aumentando a qualidade de vida das pessoas, nesse mundo de constantes mudanças. Por isso é necessário que os gestores estejam abertos à criação de um ambiente favorável ao apoio de práticas que levem à formação de mais conhecimento, permitindo a captura e o filtro desse saber por meio de processos, métodos, práticas, ações e de sistemas internos de compartilhamento entre seus parceiros.
A grande questão é: onde está armazenado todo esse conhecimento? Ele está em toda parte, na cabeça das pessoas. É o conhecimento tácito, ou seja, aquele que foi formado pela vivência e pela interpretação e pela aplicação constante de dados e informações. Como transformar esse saber em conhecimento explícito, aquele que pode ser formalizado, armazenado, transportado, utilizado e mensurado? Somente com o gerenciamento de todo esse capital intelectual coletivo. Daí a necessidade da gestão do conhecimento!
Com a velocidade das transformações e a atual complexidade dos desafios, ganhar longevidade nesse mercado inconstante não é tarefa fácil. Empreendimentos públicos e privados devem antecipar suas estratégias aos fatos, precisam ser pró-ativos em suas decisões e reinventar-se a cada dia.
O que garante a segurança na tomada de decisões é a disponibilidade de todas as informações e conhecimentos possíveis. Quando esse capital intelectual está inacessível, disperso ou desorganizado, o futuro torna-se temeroso, incerto. A gestão do conhecimento veio em auxílio dos empreendedores no desenvolvimento de soluções relacionadas à competitividade e inovação nas empresas.
O cerne da gestão do conhecimento é justamente preocupar-se com a organização do conhecimento humano para que esse possa ser usado de maneira inteligente, gerando mais valor e aumentando o desempenho e a vantagem competitiva. Cabe à GC (Gestão do Conhecimento) criar, identificar, recolher, organizar, armazenar, integrar, partilhar, difundir, transferir, socializar, usar e explorar toda informação, filosofia, política, cultura, valores, normas, procedimentos, rotinas, processos, práticas e experiências dos colaboradores.
Muitos profissionais, com seus saberes individuais, deixam de trocar experiências entre si, impossibilitando o encontro de soluções na base da pirâmide e impedindo a implementação de uma boa gestão do conhecimento. Apoiada na participação ativa da alta administração, a GC coloca todos trabalhadores em contato constante, criando comunidades de aprendizado mútuo, disponibilizando a informação, na hora e no lugar acessível para cada necessidade, evitando retrabalho e sem duplicidade de esforços.
A gestão do conhecimento estimula os indivíduos a buscarem e compartilharem seu capital intelectual, de acordo com suas habilidades, por meio de ferramentas criadas para esse fim como, por exemplo, redes internas, portais, conversas informais, grupos de trabalho, lições aprendidas, comunidades de práticas, assistência a colegas, análise de rede social, colaboração em rede, narrativas, educação corporativa, inteligência nos negócios, processo de criação e inovação e gestão de intangíveis. O resultado se materializa na aplicação desses saberes cotidianos no ambiente de trabalho.
Os benefícios são inúmeros tanto para a pequena empresa como para as gigantes multinacionais e até governos e o melhor: está disponível para qualquer tipo de empreendimento. Basta vontade de crescer e aprender sempre. Em primeiro lugar, as instituições ganham agilidade e mais capacidade de resposta aos problemas imediatos, tornam-se mais competitivas e rentáveis. Os trabalhadores, por sua vez, sentem-se valorizados e motivados. Isto aumenta o seu rendimento produtivo, auxilia no desenvolvimento de competências e facilita a comunicação entre os pares. Esses perdem o medo natural de compartilhar ideias geradoras de inovação e de enfrentar novos desafios. Além disso, a GC também propicia conscientização do pessoal em torno do negócio, criando e aplicando o conhecimento em novos produtos, nos processos, na execução de tarefas para atingir a excelência operacional, no atendimento ao consumidor etc. Tudo isso agrega valor à organização.
Para as empresas, a GC melhora a capacidade de atrair profissionais comprometidos com resultados de longo prazo, com conhecimentos e habilidades diversas, gera empregabilidade, diminui a rotatividade, estimula a criatividade e a vontade constante de aprendizado. Otimiza, ainda,  os processos internos e os fluxos de trabalho. Desta forma, a gestão do conhecimento gera valor às organizações, diferenciando-as das demais.  Propicia um melhor aproveitamento do conhecimento já existente, contribui para a redução de custos, para o aumento de competitividade e receita. Também  os investimentos em capacitação profissional acabam por retornar mais rapidamente.
A agilidade nas respostas e o comprometimento são notados pelos clientes que percebem a sensível melhora no atendimento e na qualidade dos serviços, ou seja, quando uma decisão é tomada com mais segurança, rapidez e competência há uma melhor obtenção de resultados percebidos. Outra vantagem é conhecer os pontos fortes e fracos da organização para buscar a correção de rumos e a melhoria contínua.
Invariavelmente, empreendimentos bem sucedidos são aqueles nos quais a gestão do conhecimento faz parte do ambiente e de sua cultura organizacional. Em outras palavras, faz parte do seu DNA, isto é, está intrínseca nos processos, sistemas, comportamento e valores. São aqueles que utilizam a GC como recurso estratégico para gerar vantagem competitiva e aumentar o valor de mercado. São os que incorporam essa inteligência coletiva à tecnologia, atendimento, produtos e serviços. Exemplos não faltam, Apple, IBM, MPX, Tetrapak, Natura, Correios, Petrobras, Vale, entre muitas outras. Essas empresas já entenderam que o conhecimento é um gerador de riquezas, é um fator fundamental para mantê-las competitivas no mercado, fortalecer suas competências e melhorar seu desempenho. Esse capital não tem preço, portanto, não pode ser negociado!


*Sonia Wada é pesquisadora, formada em Biblioteconomia e Documentação pela ECA/USP, especialista em informação tecnológica e gestão do conhecimento e mestre em Inteligência Competitiva. Atualmente é diretora presidente da SBGC - Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento (www.sbgc.org.br) e do KM Brasil 2012 – Congresso Brasileiro de Gestão do Conhecimento (www.kmbrasil.com), evento que acontece em agosto, em São Paulo. E-mail: linksbgc@linkportal.com.br



O rei está nu




 João Vitte (*)
O leilão de três dos maiores aeroportos do Brasil teve uma dimensão política fundamental para o futuro do país: com ela, o PT jogou de vez na lata do lixo da História sua bandeira contra as privatizações. Ora, em todas as campanhas eleitorais o Partido dos Trabalhadores adotava esse discurso atrasado contra seus adversários. Mas, a partir de agora, não poderá mais fazê-lo. Como disse o ex-presidente FHC, o “demônio privatista” dos petistas foi desmistificado e agora essas bandeiras são “fantasmas que estão desaparecendo porque o Brasil está mais maduro”. Ou, para ficar no dito popular: nunca diga que desta água não beberei...    
O mais engraçado são as justificativas do PT para tentar explicar suas privatizações: eles dizem não é bem assim e que entregar aeroportos à iniciativa privada como concessão não é o mesmo que privatizar empresas estatais. Já o governo agora diz que “não tem uma posição ideológica contra a privatização”, mas sim sobre o objeto a ser privatizado. Desculpas à parte, o fato é que esta nem é a primeira privatização do PT. O ex-Presidente Lula vendeu dois bancos estaduais no primeiro ano de governo, fez concessões de serviços públicos em algumas estradas e sancionou a Lei das Parcerias Público-Privadas (PPP).
Sim, foi o Lula quem aprovou a Lei que permite a realização de PPPs. Mas quando uma PPP é realizada por adversários políticos, os companheiros petistas se voltam contra as prefeituras e governos dos Estados e saem gritando contra as parcerias. Até quando o PT irá levantar bandeiras contra as iniciativas realizadas pelos adversários, sem analisar se realmente é ou não a melhor solução para a população?
Precisamos de mais pragmatismo e de menos estreiteza política. Não devemos ser oposição pelo gosto de contrariar. Por que devemos ser contra um governo, se este está fazendo um bom trabalho, com ações benéficas a toda população? Não me parece coerente, numa campanha eleitoral, alguém se colocar contra ações benéficas para o povo só porque elas estão sendo realizadas por um partido ou coalizão adversária. Isso não é patriótico nem republicano, apenas revela miopia política. 
No caso dos aeroportos, não devemos adotar a mesma viseira política dos petistas. É verdade que se o governo do PT tivesse investido mais na infraestrutura aeroportuária nos últimos anos, não estaríamos nessa situação caótica que ameaça manchar a participação do Brasil na Copa 2014 e nos Jogos Olímpicos de 2016. Mas o importante é que privatizaram; sabemos que, nos países em que os aeroportos foram privatizados, o serviço prestado é melhor e o usuário é beneficiado. Então, se conseguirem oferecer melhores serviços para a população, devemos apoiar essa iniciativa. E não, como eles, criticá-la só porque foi levada a cabo por nossos adversários políticos.
O mais curioso é que o discurso de coerência ideológica do PT não resiste à menor exposição à realidade. O governo, por exemplo, diz defender a indústria nacional, mas compra avião presidencial do consórcio europeu Airbus, em vez de prestigiar a indústria aeronáutica brasileira, uma das maiores do mundo. Agora, continua a sustentar o discurso antiprivatista, embora tenha privatizado os aeroportos...
A população não se deixará mais enganar pela contradição entre o que o PT diz e o que pratica. Quem sabe um dia eles entendam que não são os donos da verdade. Mas, até lá, teremos que agüentar discursos inflamados e vazios sobre “privataria”. Mas agora o rei está nu...       
* João Vitte é prefeito de Santa Gertrudes, no interior de São Paulo

Primeiro-cavalheiro e ministros do Suriname integram missão em busca de conhecimentos para alimentar seu povo

  Comitiva conheceu tecnologias da Embrapa Cerrados que levaram ao desenvolvimento da agricultura tropical. Foto: Alexandre Veloso A visita ...