domingo, 26 de fevereiro de 2012

Retomar o Sindicalismo de Classe e de Esquerda (importante contribuição de Ricardo Antunes)


Comp@s,

A população trabalhadora e pobre do Brasil tem dado seu voto de confiança aos governos, em particular ao governo federal, que tem desfrutado de alto índice de popularidade. Mas, os setores organizados dessa população começam a mostrar certa inquietude, através das tentativas de greves em suas categorias profissionais, ocupação e/ou resistência na desocupação de áreas – seja para moradia, seja para a reforma agrária, a insatisfação com a qualidade dos serviços públicos de saúde, educação, transporte, segurança pública, além da contrariedade com as políticas previdenciárias e salariais, que estão sendo apresentadas.

Nossos governantes dizem que o país está protegido e não sofrerá grande impacto com a crise econômica, que abala os países líderes do capitalismo (França, Alemanha, Inglaterra, EUA) e convulsiona seus parceiros da zona do euro (Grécia, Itália, Espanha, Portugal), mas se apressam para adotar as mesmas medidas, que levaram os trabalhadores desses países às ruas, em veementes protestos. Há, portanto, fortes indícios de que esteja próxima do fim essa falsa festa brasileira, cujos principais organizadores são oriundos da esquerda e fazem as políticas dos banqueiros e grandes capitalistas – justamente, os nossos governantes e suas principais estruturas de apoio.

Será que os ativistas de esquerda conseguirão entender o que está acontecendo, construir a unidade necessária entre seus agrupamentos e preparar um programa factível e capaz resolver os problemas, de um ponto de vista da população trabalhadora e pobre? Na matéria abaixo, o Professor Ricardo Antunes oferece uma forte contribuição para este esforço. Cito um trecho, mas a leitura na integra é indispensável:

O que nos leva a concluir que, para a retomada de um sindicalismo de classe e de esquerda, há um bom caminho a percorrer. Mas talvez seu primeiro desafio seja criar um pólo sindical, social e político de base que não tenha medo de oferecer ao país um programa de mudanças profundas, capazes de iniciar a desmontagem das causas estruturantes da miséria brasileira e de seus mecanismos de preservação da dominação. E um passo imprescindível neste processo é, desde logo, romper a política de servidão voluntária que empurrou os sindicatos em direção ao Estado.

Abração do
William.
17/02/2012.


Correio da Cidadania

A ‘engenharia da cooptação’ e
os sindicatos no Brasil recente
Escrito por Ricardo Antunes
Sexta, 17 de Fevereiro de 2012

A década de ouro

O objetivo deste artigo é compreender por que vem ocorrendo uma relativa desmobilização da sociedade brasileira e, em particular, dos organismos de representação da classe trabalhadora? As respostas são complexas e nos remetem aos ciclos das lutas travadas nas últimas décadas no Brasil.

Poderíamos começar lembrando que, ao longo dos anos 1980, o Brasil esteve à frente das lutas sociais e sindicais, mesmo quando comparado com outros países avançados. A criação do PT em 1980, da CUT em 1983, do MST em 1984, a luta pelas eleições diretas em 1985, a eclosão de quatro greves gerais, a campanha da Constituinte, a promulgação da Constituição em 1988 e, finalmente, as eleições de 1889 são exemplos vivos da força das lutas daquela década. Houve avanços significativos na luta pela autonomia e liberdade dos sindicatos em relação ao Estado, através do combate ao Imposto Sindical, à estrutura confederacional, cupulista, hierarquizada e atrelada, instrumentos que se constituíam em alavancas utilizadas pelo Estado para controlar os sindicatos. Aquela década conformou também um quadro nitidamente favorável para o chamadonovo sindicalismo, que caminhava em direção contrária à crise sindical presente em vários países capitalistas avançados.

Entretanto, no final daquela década já começavam a despontar as tendências econômicas, políticas e ideológicas que foram responsáveis pela inserção do sindicalismo brasileiro na onda regressiva, resultado tanto da reestruturação produtiva do capital em curso em escala global como da emergência da pragmática neoliberal, que passaram a exigir mudanças significativas.

A partir de 1990, com a ascensão de Collor e depois com FHC, o receituário neoliberaldeslanchouNosso parque produtivo estatal foi enormemente alterado pela política privatizante, afetando diretamente a siderurgia, telecomunicações, energia elétrica, setor bancário, dentre outros, o que alterou o tripé que sustentava a economia brasileira (capital nacional, estrangeiro e estatal), redesenhando e internacionalizando ainda mais o capitalismo no Brasil. O setor produtivo estatal era fagocitado ainda mais pelo capital monopolista estrangeiro.

Com um processo tão intenso, a simbiose nefasta entre neoliberalismo e reestruturação produtiva teve repercussões muito profundas na classe trabalhadora e em particular no movimento sindical. Flexibilização, desregulamentação, terceirização, novas formas de gestão da força de trabalho etc. tornaram-se pragas presentes em todas as partes. No apogeu da era da financeirização, do avanço técnico-científico-informacional, do mundo digital onde tempo e espaço se convulsionam, o Brasil vivenciou mutações fortes no mundo do trabalho, alterando sua morfologia, da qual a informalidade, a precarização e o desemprego ampliavam-se intensamente.

Esta nova realidade arrefeceu o novo sindicalismo que se encontrava, de um lado, diante da emergência de um sindicalismo neoliberal, sintonizada com a onda mundial conservadora, de que a Força Sindical é o melhor exemplo. E, de outro, diante da inflexão que vinha ocorrendo no interior da CUT, que cada vez mais se aproximava do sindicalismo social-democrata. A política de “convênios”, “apoios financeiros”, “parcerias” com a social-democracia sindical, especialmente européia, levada a cabo por décadas, acabou contaminando o sindicalismo de classe no Brasil, que pouco a pouco se social-democratizava, num contexto, vale lembrar, onde a social-democracia se aproximava do neoliberalismo.

II. O sucesso do social-liberalismo e o advento do sindicalismo negocial de Estado

Foi neste contexto que Lula sagrou-se vitorioso nas eleições presidenciais em 2002, depois de um período de enorme desertificação social, política e econômica do Brasil, vitória que ocorreu em um contexto internacional e nacional bastante diferente dos anos 1980. A vitória da “esquerda” no Brasil ocorria quando ela estava mais fragilizada, menos respaldada nos pólos centrais que lhe davam capilaridade, como a classe operária industrial, os assalariados médios e os trabalhadores rurais.

Se pudéssemos lembrar Gramsci, diríamos que o transformismo já havia convertido o PT numPartido da Ordem. Quando Lula venceu as eleições, em 2002, ao contrário da potência criadora das lutas sociais dos anos 1980, o cenário era de completa mutação. Ela foi, por isso, uma vitória política tardia. Nem o PT, nem o país eram mais os mesmos. Como já pude dizer anteriormente, o Brasil estava desertificado e o PT havia se desvertebrado.

Quais são as explicações para esse transformismo? Aqui podemos tão somente indicá-las: 1) a proliferação do neoliberalismo na América Latina; 2) o desmoronamento do “socialismo real” e a prevalência equivocada da tese que propugnava a vitória do capitalismo; 3) a social-democratização de parcela substancial da esquerda e sua aproximação à agenda social-liberal, eufemismo usado para “esconder” sua real face neoliberal.

E o PT, partido que se originou no seio das lutas sociais e sindicais, aumentava sua sujeição aos calendários eleitorais, atuando cada vez mais como partido eleitoral e parlamentar, até tornar-se um partido policlassista. Lula passou a cobiçar a confiança das principais frações das classes dominantes, incluindo a burguesia financeira, o setor industrial e o agronegócio. Um exemplo é bastante esclarecedor: quando, ao final do governo FHC, em 2002, houve um acordo de “intenções” com o FMI, este organismo exigiu que os candidatos à presidência manifestassem sua concordância com os termos do referido acordo. O PT de Lula publicou, então, um documento, denominado como a Carta aos Brasileiros, onde evidenciava sua política de subordinação ao FMI e aos setores financeiros internacionais e nacionais.

O resultado de seu governo é conhecido: sua política econômica ampliou a hegemonia dos capitais financeiros; preservou a estrutura fundiária concentrada; deu incentivo aos fundos privados de pensão; determinou a cobrança de impostos aos trabalhadores aposentados, o que significou uma ruptura com parcelas importantes do sindicalismo dos trabalhadores, especialmente públicos, que passaram a fazer forte oposição ao governo Lula.

A sua alteração mais significativa, no segundo mandato, foi uma resposta à crise política aberta com o mensalão, em 2005. Era necessário que o novo governo ampliasse sua base de sustentação, desgastada junto a amplos setores da classe trabalhadora organizada. Foi então que ocorreu uma alteração política importante: o governo ampliou o programa Bolsa-Família, uma política social de perfil claramente assistencialista, ainda que de grande amplitude, que atinge mais de 12 milhões de famílias pobres com renda salarial baixa e que por isso recebiam um complemento salarial. E foi esta política social – assumida como exemplo pelo Banco Mundial – que ampliou significativamente a base social de apoio a Lula, em seu segundo mandado. Ela atingia os setores mais pauperizados e desorganizados da população brasileira, que normalmente dependem das políticas do Estado para sobreviver.

E em comparação ao governo de FHC, a política de aumento do salário mínimo, ainda que responsável por um salário vergonhoso e inconcebível para uma economia do porte da brasileira, significou efetivos ganhos reais em relação ao governo tucano. E, desse modo, o governo Lula “equacionou” as duas pontas da tragédia social no Brasil: remunerou exemplarmente o grande capital financeiro, industrial e o agronegócio e, no outro pólo da pirâmide social, implementou a Bolsa-Família assistencialista e concedeu uma pequena valorização do salário mínimo, sem confrontar, é imperioso dizer, nenhum dos pilares estruturantes da tragédia brasileira.

Quando a crise mundial atingiu duramente os países capitalistas do Norte, em 2007/08, o governo tomou medidas claras no sentido de incentivar a retomada do crescimento econômico, reduzindo impostos do setor automobilístico, eletrodoméstico e da construção civil, todos incorporadores de força de trabalho, expandindo fortemente o mercado interno brasileiro e compensando, desse modo, a retração do mercado externo em suas compras de commodities.O mito redivivo do novo “pai dos pobres” ganhava força.

Mas havia, ainda, outro elemento central na engenharia da cooptação do governo Lula/Dilma: o controle de setores importantes da cúpula sindical, que passava a receber diretamente verbas estatais e, desse modo, garantia o apoio das principais centrais sindicais ao governo (1). Pouco antes de terminar seu governo, Lula tomou uma decisão que ampliou ainda mais o controle estatal sobre os sindicatos, ao permitir que as centrais sindicais também passassem a gozar das vantagens do nefasto Imposto Sindical (2), criado na Ditadura Vargas, ao final dos anos 1930. E, além do referido imposto, elas passaram a receber outras verbas públicas, praticamente eliminando (em tese e de fato) a cotização autônoma de seus associados. Outro passo crucial para a cooptação estava selado.

E, se já não bastasse, centenas de ex-sindicalistas passaram a participar, indicados pelo governo, do conselho de empresas estatais e de ex-estatais, com remunerações polpudas. Portanto, para compreender a cooptação de parcela significativa do movimento sindical brasileiro recente, é preciso compreender esse quadro, do qual aqui pudemos oferecer as principais tendências.

O que nos leva a concluir que, para a retomada de um sindicalismo de classe e de esquerda, há um bom caminho a percorrer. Mas talvez seu primeiro desafio seja criar um pólo sindical, social e político de base que não tenha medo de oferecer ao país um programa de mudanças profundas, capazes de iniciar a desmontagem das causas estruturantes da miséria brasileira e de seus mecanismos de preservação da dominação. E um passo imprescindível neste processo é, desde logo, romper a política de servidão voluntária que empurrou os sindicatos em direção ao Estado.


Notas:

1) O campo sindical do governo é amplo: no centro-esquerda, além da CUT, temos a CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), formada pela Corrente Sindical Classista que se desfiliou da CUT em 2007 para criar sua própria central. No centro-direita, temos a Força Sindical, já mencionada, que combinava elementos do neoliberalismo com o velho sindicalismo que se “modernizou”, além de várias pequenas centrais como a CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil), UGT (União Geral dos Trabalhadores), Nova Central, todas dotadas de pequeno nível de representação sindical e de algum modo herdeiras do velho sindicalismo dependente do Estado.

No campo da esquerda sindical anticapitalista, em clara oposição aos governos Lula/Dilma, são importantes a CONLUTAS (Coordenação Nacional de Lutas) e o movimento INTERSINDICAL. A primeira se propõe a organizar não só os sindicatos, mas também os movimentos sociais extra-sindicais, e a segunda (ainda que hoje se encontre dividida) é também oriunda de setores de esquerda que romperam com a CUT, tendo um perfil mais acentuadamente sindical e voltado para a reorganização do sindicalismo pela base, contra a proposta de criação de uma nova Central.

2) Em 2010 foram R$ 84,3 milhões para as centrais: segundo o Ministério do Trabalho, as duas maiores centrais, CUT e Força Sindical, receberam R$ 27,3 milhões e R$ 23,6 milhões, respectivamente - valores que representam 80% do orçamento da Força e 60%, da CUT. Em seguida, os maiores beneficiados foram a União Geral dos Trabalhadores (UGT), com R$ 14 milhões; Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), que embolsou R$ 9,9 milhões; Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), R$ 5,3 milhões; e Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), R$ 3,9 milhões.


Ricardo Antunes é professor titular de Sociologia do Trabalho no IFCH/UNICAMP e autor, entre outros livros, de O Continente do Labor (Boitempo) que acaba de ser publicado. Coordena as Coleções Mundo do Trabalho (Boitempo) e Trabalho e Emancipação (Ed. Expressão Popular). Colabora regularmente em revistas estrangeiras e nacionais.

Publicado originalmente no Jornal dos Economistas do Rio de Janeiro, n. 268, novembro de 2011.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Ministra Ana lamenta falecimento do cantor Pery Ribeiro


Ministério da Cultura
Ministra Ana lamenta falecimento do cantor Pery Ribeiro
Parte Pery Ribeiro, e o Brasil perde uma bela voz, um cantor que, com grande estilo, interpretou desde samba-canção e bossa-nova até composições mais recentes. Sentiremos todos sua falta, que só será suavizada ao reescutarmos suas gravações. Envio meus abraços solidários à família, amigos e admiradores de Pery.

Ana de Hollanda
Ministra de Estado da Cultura

Agora que o Carnaval terminou



Pedro Coimbra
ppadua@navinet.com.br

            O que seria do escrevinhador que vos fala se não houvesse gente neste mundinho de Deus, como os mestres Aurélio Buarque de Holanda Ferreira e Antônio Houaiss, capazes não só de listar e nos transmitir o sentido dos vocábulos da Língua Portuguesa, mas nos fornecerem sua significação histórica?
            Antônio Houaiss, filólogo, lexicógrafo, crítico literário e gourmet, Ministro da Cultura, diplomata cassado pelo Golpe de 54 e que foi capaz de traduzir/criar o fenomenal “Ulisses”, de James Joyce, era um homem muito elegante que muitas vezes vi passar pela Rua Voluntários da Pátria, no Rio de Janeiro, alojado no banco de trás de um carrão, dirigido por um não menos elegante motorista. Gostaria de ter podido dizer a ele que havia sido um dos poucos mortais capazes de digerir as muitas páginas do meu exemplar de “Ulisses”, de capa dourada,adquirido na papelaria do Delly Leão Guimarães, cidadão de Lavras que as vésperas do Carnaval de 2012 nos deixou. Há mais de duas décadas esta obra está emprestada para minha amiga Maria Luiza C. Lima, que tenho certeza, qualquer dia entrará pela porta da frente da minha casa para devolvê-la...
Mas, dizia eu, Houaiss tem uma definição simles e interessante para Carnaval. Para ele carne levare, ou “abstenção de carne”, era o período anual de festas profanas, originadas na Antiguidade e recuperadas pelo cristianismo, e que começava no dia de Reis (Epifania) ou 06 de janeiro, e acabava na Quarta-Feira de Cinzas, às vésperas da Quaresma; constituía-se de festejos populares provenientes de ritos e costumes pagãos e se caracterizava pela liberdade de expressão e movimento; no Brasil deu origem ao entrudo.
O tal do entrudo, invenção dos portugueses colonizadores, tinha muita violência, e como sempre foi “domesticado” pela classe dominante, o que gerou este ar nobiliárquico dos nossos folguedos de Momo, com uma profusão de reis, rainhas, duques e duquesas. Um certo olhar demodé, de saudade da monarquia, que acabou gerando uma grande confusão na cabeça deo colunista Sérgio Porto que se colocou na posição do sambista e escreveu a genial paródia “O Samba do Crioulo Doido”:  Foi em Diamantina/Onde nasceu JK/ Que a princesa Leopoldina/ Arresolveu se casar/ Mas Chica da Silva/Tinha outros pretendentes/ E obrigou a princesa/ A se casar / Com Tiradentes…/Lá! Iá! Lá Iá! Lá Iá!/ O bode que deu/Vou te contar…E Stanislaw Ponte continua neste tom gozador até o final...
Meu amigo Horácio, ultra-religioso, sempre me diz que a farra do Carnaval é coisa do demo. Finjo que acredito, principalmente quando meu amigo Ernesto, do Restaurante Gourmet, me lembra que no “esquenta” de um Carnaval de outrora, bebemos quinze litros de rum, comprados em um armazém do Batalhão, e com muita dificuldade, depois de uma “vaquinha”, pois a grana era curta e que ainda fui buscar mais cinco litros. A dor de cabeça na ressaca durou até a Quarta-Feira de Cinzas...
Como podia ser demoníaca aquela festa em que sempre surgiam dois homens muito simples, de terno escandalosamente quadriculado, chapéus, violão e cavaquinho, cantando na praça principal da cidade “Dá nela”, de Ary Barroso: Esta mulher/Há muito tempo me provoca/ Dá nela! Dá nela!/ É perigosa/ Fala mais que pata choca/Dá nela! Dá nela!/ Fala, língua de trapo/Pois da tua boca/Eu não escapo/Agora deu para falar abertamente/Dá nela! Dá nela!/ É intrigante/ Tem veneno e mata a gente/Dá nela! Dá nela!
 E como ninguém pensava numa Lei Maria da Penha, os versos eram politicamente corretos.
São poucos os foliões movidos só pela paixão e o Carnaval de décadas atrás era tocado por uma cheirada profunda com a boca em um pedaço de tecido embebido pelo lança-perfume, ou no próprio tubo. Surgia então uma sensação de euforia e excitação, seguido de um barulhinho constante, semelhante a um apito, ou assobio. A marca certa era Rodoro, fabricado pela Rhodia e ninguém da minha turma tornou-se dependente. A não ser o Fantasmão, figura mítica que ronda mesas de bares e blocos vespertinos. A proibição do Presidente Jânio Quadros acabou com os lança-perfumes; Drogas outras, leves ou pesadas não combinam com os folguedos. Qualquer dia vou mostrar para o amigo Horácio, uma foto do meu pai, junto com outros jovens lavrenses, com a Cruz de Malta ao peito e uniformes. Comunistas, na década de 30? Não. Apenas um bloco de Carnaval. E ele era um homem muito sério!
Todos os anos ouço falarem que o Carnaval está acabando. Pura bobagem! Acontece hoje que a bagunça do Carnaval de rua da Bahia invadiu até mesmo as cidades históricas. E nossos finais de semana estão recheados de shows, como o mega espetáculo de Zezé de Camargo & Luciano, que vem por aí, no mês de março. O Carnaval não é mais o evento único de nossas vidas. Mas, qualquer dia podem voltar os corsos de carros alegóricos e os grandes bailes de salão...Basta lembrar que a sociedade de consumo só cresce por estas plagas...E que as ruas são o melhor lugar para criticarmos nossos políticos de araque.
A festa carnavalesca é só o momento, por mais que digam que não. Bem representado nos versos de Jammil e Uma Noites, um dos reis da micareta baiana que invadiu o país: Agora que o verão passou,/ Agora que céu já mudou de cor Agora que o Carnaval terminou,/ Quando eu vou te ver amor?/ Foi bom te conhecer,/Pelas ruas encontrar você/ Estou contando os dias pra te ver/Boa viagem/ Te vejo no ano que vem,/ Boa viagem/Vê se pensa em mim também,/Boa viagem/ Me liga sempre que puder,/ Vou te esperar ano que vem/ Se Deus quiser.
Certamente, paixão surgida nas Folias de Momo sempre foi por pouco tempo!
O Carnaval terminou e não fiz nada de muito produtivo. Nem mesmo o carteiro bateu a minha porta. Fiquei mesmo no dolce far niente, conhecendo melhor a impresível personalidade de Ayrton Senna, num documentário inglês exibido pela SPORT TV. Foi muito estranho ver as cenas de sua morte e lembrar da minha amiga Maria ao telefonema antevendo o seu fim...Mas, esta é outra história...

Mercadão recebe “superlimpeza” nesta segunda-feira


A Secretaria de Coordenação das Subprefeituras, por meio de sua Supervisão Geral de Abastecimento (Abast), realiza nesta segunda-feira, 27 de fevereiro, uma superlimpeza no mais tradicional mercado de São Paulo, o Mercadão. Considerado o quarto ponto turístico mais visitado da cidade, o Mercadão terá o dia todo dedicado à limpeza, garantindo a qualidade de produtos e serviços que são característica do local.

No dia da superlimpeza, o Mercado Municipal ficará fechado ao público, retornando normalmente suas atividades na terça-feira (28).

A ação é uma parceria da Supervisão de Abastecimento com os permissionários dos boxes do mercado, e visa complementar a limpeza rotineira e diária que já acontece na área. A superlimpeza abrange, além dos equipamentos, todos os alimentos, que serão conferidos e, posteriormente, realocados nas bancas. 

Uma equipe de técnicos da Supervisão Geral de Abastecimento, composta por médicos veterinários e nutricionistas acompanha os trabalhos, estabelecidos previamente através de um roteiro de procedimentos, e realiza a vistoria final. 

Além da higienização diária e da superlimpeza, todos os mercados municipais de São Paulo passam regularmente por inspeção sanitária com vistoria realizada pela equipe técnica da Supervisão de Abastecimento.

"A prefeitura padronizou a qualidade dos produtos e serviços de todos os mercados municipais. Os permissionários devem atender a restritos padrões de qualidade, higiene e serviços. A ‘superlimpeza’ é parte do compromisso dos mercados com o consumidor", afirma o supervisor de abastecimento da Secretaria, José Roberto Graziano.

A liquidez de Bauman: implicações para as práticas de pesquisa na contemporaneidade

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Zygmunt Bauman nasceu no ano de 1925 na Polônia. Depois de ter artigos censurados no país, em 1968, emigrou para a Inglaterra, e deu início ao processo de reconstrução de sua carreira passando pelo Canadá, Estados Unidos e Austrália, até chegar à Grã-Bretanha onde, em 1971, tornou-se professor titular da Universidade de Leeds, cargo que ocupou por cerca de 20 anos. Por esta trajetória, o próprio cientista social considera-se um exemplo ao discutir as questões de identidade e pertencimento.

Fanfiction: fenômeno da extimidade contemporânea

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Respeite seu público


Escreva Pensando nele e não em Você

por 
José Paulo Moreira de Oliveira*

Alguns pontos a considerar:
 
  • O crescimento avassalador da informática modificou radicalmente os conceitos de tempo, espaço, sigilo e confidencialidade.
  • A escrita passa por profundas transformações, que exigem do redator o desenvolvimento de novas habilidades, resultantes das exigências de um público mais amplo, altamente diversificado e cada vez mais exigente.
  • Todos se ressentem da absoluta falta de tempo. Não há mais espaço para leitura de tratados intrincados e volumosos.
  • Seus escritos só serão reconhecidos e valorizados, quando o leitor entender a intrincada relação custo/benefício. O que o leitor vai ganhar ao investir na leitura de seu texto?
  • Profundidade, pertinência, substância e amplo domínio do assunto são virtudes que não saíram de moda. O problema reside na forma como esses conceitos serão transmitidos ao leitor.

Para que sua produção textual consiga o merecido retorno, é fundamental que você tenha o mais amplo conhecimento do público-alvo que deseja atingir.
Para tanto, tenha sempre em mente as seguintes questões:

  • Seus leitores em potencial são técnicos ou leigos no assunto?
  • O trabalho a ser produzido é de circulação interna? Sua comunicação será dirigida a uma categoria profissional específica ou você pretende atingir amplos e diversificados setores da sociedade?
  • Qual o grau de especificidade a ser imprimido ao trabalho?
  • A linguagem utilizada dá margem a crer que o texto terá boas chances de ser lido e compreendido por alguém que não tenha participado, direta ou indiretamente, de sua elaboração?

Mantenha o foco no Leitor

Se o leitor não é um especialista, a informação breve, clara e expressa em linguagem acessível será mais do que suficiente. Para o público em geral, interessa saber que um termômetro é “instrumento destinado a medir a temperatura dos corpos” (Michaelis, 1998). Inútil e desnecessário será explicar seu mecanismo de funcionamento ou ainda falar das experiências de Fahrenheit, Six, Celsius, Rutherford ou Geissler com o calor.
Se o leitor é um especialista, deve-se privilegiar a informação que vá ao encontro das necessidades informacionais desse público específico. Para um epidemiologista, é importante saber que seres humanos podem contrair o antraz em contato com a terra —, principalmente em contato com animais, em cujo pelo, cabelo e presas o microrganismo pode sobreviver anos a fio. E que, até invadir os pulmões, o risco de contágio é infinitamente menor.
Para especialistas em Defesa, é importante saber que os esporos do antraz podem ser lançados por artefatos de artilharia a centenas de quilômetros e que a bactéria, por ser transmissível pelo ar, pode tornar-se arma poderosa em uma eventual guerra biológica.
Em uma revista dirigida a médicos, matérias relacionadas a novos medicamentos descobertos para o tratamento da aids ou a novas técnicas cirúrgicas para implante de órgãos serão naturalmente apreciadas. Explicar os cuidados que se devem tomar para não contrair o vírus ou descrever os procedimentos legais necessários para fazer uma doação são informações redundantes para esse tipo de leitor – embora sejam da maior relevância para o grande público.
Fica fácil observar como a caracterização do público-alvo é importante para a seleção das informações. Sem esse recurso, estaremos certamente cansando o leitor com pormenores dispensáveis, que só vão desviá-lo do caminho a ser percorrido.
E por falar em caminho, cuidado. Nossa insegurança pode pôr tudo a perder no momento em que competência profissional e hierarquia social aparecem para nublar decisões, principalmente quando se trata de fazer chegar informações técnicas a um leigo.

Não complique

Doutor João preparou uma palestra sobre doenças sexualmente transmissíveis e adaptou o conteúdo técnico às necessidades de seu target: vigilantes e seguranças de uma empresa.  Embora o roteiro elaborado esteja perfeitamente adequado ao público, Doutor João, sentindo-se inseguro, decide fazer pequenos “retoques” no script, preocupado que está em não ser parecer tão simples.
Primeiramente, nosso palestrante substitui use por utilize fazer por fase de implementação. Nessa linha de raciocínio, melhor tratamento vira profilaxia recomendada e remédios se transformam em recursos terapêutico-farmacológicos disponibilizados ao usuário.
Na verdade, o que Doutor X teme é perder o respeito e a credibilidade da plateia apenas por cometer o “pecado” de ser simples e objetivo. A preocupação acadêmica com sua imagem profissional de médico irá falar mais alto e fatalmente levará nosso palestrante a reescrever parágrafos inteiros, nos quais muito jargão técnico será inserido.
Caso insista em manter essa postura, a reação amorfa e indiferente do público será inevitável. Assim, se o resultado obtido ficar aquém de suas expectativas — e as pessoas se sentirem desestimuladas — o médico não deve atribuir o fracasso da palestra ao baixo nível de escolaridade dos vigilantes e seguranças. Afinal, Doutor João conhecia muito bem as pessoas a quem deveria atingir.


*José Paulo Moreira de Oliveira é Consultor Parceiro do Instituto MVC - www.institutomvc.com.br

Respeite seu público


Escreva Pensando nele e não em Você

por 
José Paulo Moreira de Oliveira*

Alguns pontos a considerar:
 
  • O crescimento avassalador da informática modificou radicalmente os conceitos de tempo, espaço, sigilo e confidencialidade.
  • A escrita passa por profundas transformações, que exigem do redator o desenvolvimento de novas habilidades, resultantes das exigências de um público mais amplo, altamente diversificado e cada vez mais exigente.
  • Todos se ressentem da absoluta falta de tempo. Não há mais espaço para leitura de tratados intrincados e volumosos.
  • Seus escritos só serão reconhecidos e valorizados, quando o leitor entender a intrincada relação custo/benefício. O que o leitor vai ganhar ao investir na leitura de seu texto?
  • Profundidade, pertinência, substância e amplo domínio do assunto são virtudes que não saíram de moda. O problema reside na forma como esses conceitos serão transmitidos ao leitor.

Para que sua produção textual consiga o merecido retorno, é fundamental que você tenha o mais amplo conhecimento do público-alvo que deseja atingir.
Para tanto, tenha sempre em mente as seguintes questões:

  • Seus leitores em potencial são técnicos ou leigos no assunto?
  • O trabalho a ser produzido é de circulação interna? Sua comunicação será dirigida a uma categoria profissional específica ou você pretende atingir amplos e diversificados setores da sociedade?
  • Qual o grau de especificidade a ser imprimido ao trabalho?
  • A linguagem utilizada dá margem a crer que o texto terá boas chances de ser lido e compreendido por alguém que não tenha participado, direta ou indiretamente, de sua elaboração?

Mantenha o foco no Leitor

Se o leitor não é um especialista, a informação breve, clara e expressa em linguagem acessível será mais do que suficiente. Para o público em geral, interessa saber que um termômetro é “instrumento destinado a medir a temperatura dos corpos” (Michaelis, 1998). Inútil e desnecessário será explicar seu mecanismo de funcionamento ou ainda falar das experiências de Fahrenheit, Six, Celsius, Rutherford ou Geissler com o calor.
Se o leitor é um especialista, deve-se privilegiar a informação que vá ao encontro das necessidades informacionais desse público específico. Para um epidemiologista, é importante saber que seres humanos podem contrair o antraz em contato com a terra —, principalmente em contato com animais, em cujo pelo, cabelo e presas o microrganismo pode sobreviver anos a fio. E que, até invadir os pulmões, o risco de contágio é infinitamente menor.
Para especialistas em Defesa, é importante saber que os esporos do antraz podem ser lançados por artefatos de artilharia a centenas de quilômetros e que a bactéria, por ser transmissível pelo ar, pode tornar-se arma poderosa em uma eventual guerra biológica.
Em uma revista dirigida a médicos, matérias relacionadas a novos medicamentos descobertos para o tratamento da aids ou a novas técnicas cirúrgicas para implante de órgãos serão naturalmente apreciadas. Explicar os cuidados que se devem tomar para não contrair o vírus ou descrever os procedimentos legais necessários para fazer uma doação são informações redundantes para esse tipo de leitor – embora sejam da maior relevância para o grande público.
Fica fácil observar como a caracterização do público-alvo é importante para a seleção das informações. Sem esse recurso, estaremos certamente cansando o leitor com pormenores dispensáveis, que só vão desviá-lo do caminho a ser percorrido.
E por falar em caminho, cuidado. Nossa insegurança pode pôr tudo a perder no momento em que competência profissional e hierarquia social aparecem para nublar decisões, principalmente quando se trata de fazer chegar informações técnicas a um leigo.

Não complique

Doutor João preparou uma palestra sobre doenças sexualmente transmissíveis e adaptou o conteúdo técnico às necessidades de seu target: vigilantes e seguranças de uma empresa.  Embora o roteiro elaborado esteja perfeitamente adequado ao público, Doutor João, sentindo-se inseguro, decide fazer pequenos “retoques” no script, preocupado que está em não ser parecer tão simples.
Primeiramente, nosso palestrante substitui use por utilize fazer por fase de implementação. Nessa linha de raciocínio, melhor tratamento vira profilaxia recomendada e remédios se transformam em recursos terapêutico-farmacológicos disponibilizados ao usuário.
Na verdade, o que Doutor X teme é perder o respeito e a credibilidade da plateia apenas por cometer o “pecado” de ser simples e objetivo. A preocupação acadêmica com sua imagem profissional de médico irá falar mais alto e fatalmente levará nosso palestrante a reescrever parágrafos inteiros, nos quais muito jargão técnico será inserido.
Caso insista em manter essa postura, a reação amorfa e indiferente do público será inevitável. Assim, se o resultado obtido ficar aquém de suas expectativas — e as pessoas se sentirem desestimuladas — o médico não deve atribuir o fracasso da palestra ao baixo nível de escolaridade dos vigilantes e seguranças. Afinal, Doutor João conhecia muito bem as pessoas a quem deveria atingir.


*José Paulo Moreira de Oliveira é Consultor Parceiro do Instituto MVC - www.institutomvc.com.br

Ser Humano

Tantos sentimentos bons, saudáveis, que não são revelados! Que nunca chegam a ser claramente expressados, pois são tão bem sufocados dentro do nosso peito. Tanta vida que passa sem ser vivida na intensidade que toda existência merece ser vivenciada. Tantas artimanhas usadas para não se viver de verdade. Tantas justificativas são dadas para o medo que tantas vezes temos de simplesmente ser e atender aos nossos sentimentos....

Ser Humano

Ser Humano

Tantos sentimentos bons, saudáveis, que não são revelados! Que nunca chegam a ser claramente expressados, pois são tão bem sufocados dentro do nosso peito. Tanta vida que passa sem ser vivida na intensidade que toda existência merece ser vivenciada. Tantas artimanhas usadas para não se viver de verdade. Tantas justificativas são dadas para o medo que tantas vezes temos de simplesmente ser e atender aos nossos sentimentos....

Ser Humano

Gosto de pessoas


Gosto de pessoas autênticas, sinceras,afetuosas,delicadas, gentis! Pessoas cujas demonstrações de carinho são apenas isso mesmo, ou seja, demonstrações de bem querer, de apreço, de respeito. E não uma artimanha planejada e usada simplesmente para ganhar a minha confiança, e depois tirar algum proveito disso.


Como gosto de pessoas com genuíno respeito umas pelas outras! Por nada não, apenas por gostarem de ser respeitadas e por entenderem que todos merecem igualmente serem respeitadas. Por aceitaram a lógica incontestável, que apesar de sermos seres individuais e complexos, existe uma grande possibilidade de termos muito em comum. Que o que me aborrece e me incomoda, pode também, com grande possibilidade, aborrecer e incomodar o outro.


Gosto muito de pessoas que sempre se colocam no lugar do outro quando agem, e assim, são muito mais cuidadosas com as atitudes do dia a dia...

Viver é...

Viver é,tantas vezes, levantar, sacudir a poeira, dar a volta por cima, ou dependendo da situação, ficar um pouquinho deitado no chão, recuperando as forças e o fôlego para uma nova caminhada em direção das nossas metas.


Viver é fundamentalmente saber usar os erros como aprendizado e experiência para os futuros acertos. E sempre se empenhar para acertar cada vez mais...

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Camping Nacional de Revezamento começa nesta 5ª feira em São Paulo

Rosangela: campeã dos 100 m no PAN
Com a apresentação dos atletas convidados ao coordenador-técnico Katsuhico Nakaya, começa o Camping Nacional de Revezamento 4x100 m 2012 - Masculino e Feminino 2012. O objetivo é preparar os quartetos nacionais para a Olimpíada de Londres. O Camping realizado pela CBAt, com apoio do COB, por meio do Fundo Olímpico, será aberto na noite desta quinta-feira 23, prosseguindo até a manhã de domingo 26, em São Paulo..

"Este Camping é basicamente de reunião dos velocistas mais bem colocados no Ranking Brasileiro 2011, de apresentação do trabalho e de uma análise do pessoal", comentou Nakaya. "Eles ainda estão em início de treinamento e a ideia é pegar leve neste momento. Em março e abril, em outros Campings, a coisa será mais específica."

A Confederação Brasileira de Atletismo, responsável pelo Camping, convocou os 10 primeiros atletas do Ranking Brasileiro dos 100 m, no masculino e no feminino. Nakaya espera a presença da maioria dos convidados, como Ana Cláudia Lemos, campeã pan-americana dos 200 m, e Rosangela Santos, campeã dos 100 m no PAN, e Bruno Lins, finalista nos 200 m no Mundial de Daegu-2011.

Foram convidados também os técnicos José Figueiredo (RN), Vania Maria Valentino da Silva (RJ), Marcelo dos Santos Lima (SP), Maria Aparecida Barbosa (SP), Paulo Servo Costa (RJ), Adriano da Costa Vitorino (SP), Margit Weisi (SC), Gustavo dos Santos Gomes (RJ) e Ricardo de Souza Barros (SC).

Os treinos serão dados na pista Adhemar Ferreira da Silva, do COTP/CNTA Caixa São Paulo, na Vila Clementino.

PROGRAMAÇÃO
Dia 23/02/2012
 
Chegada dos Participantes 
20:00 a 22:00 - Hotel

Dia 24/02/2012 
09:00 às 13:00 - Centro de Avaliação Pão de Açúcar - Avaliação Reação Visual Simples 
14:00 as 18:00 - Centro de Avaliação Pão de Açúcar - Avaliação Acuidade Visual Dinâmica 
20:30 - Palestra - Irineu Loturco 

Dia 25/02/2012 
09:00 às 12:00 - Treino de Revezamento 4x100m Feminino / Treino Individualizado Masculino
15:00 as 18:00 - Treino Individualizado Feminino / Treino Revezamento Masculino
20:30 as 22:00 - Palestra - Psicologia - Simone Meyer Sanches.

Dia 26/02/2012 
09:00 a 12:00 - Treino de Revezamento Feminino e Masculino
13:00 - saída dos atletas para suas cidades


Por:  Da Assessoria de Imprensa da CBAt

CNBB escolhe saúde pública como tema da Campanha da Fraternidade e critica corte do Orçamento


Daniella Jinkings

Repórter da Agência Brasil
Brasília – Com o tema Fraternidade e Saúde Pública, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou hoje (22) a 49ª Campanha da Fraternidade, que pretende sensibilizar os fiéis sobre a situação das pessoas que enfrentam longas filas de atendimento e falta de vagas em hospitais públicos do país. Para o secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, não é exagero dizer que a saúde pública no país não vai bem.
De acordo com ele, é preocupante a decisão do governo de cortar cerca de R$ 5 bilhões da área de saúde. “Os problemas verificados na área da saúde são reflexo do contexto mais amplo de nossa economia de mercado, que não tem, muitas vezes, como horizonte, os valores ético-morais e sociais”.
No texto-base da campanha, a CNBB expõe as grandes preocupações da Igreja com relação à saúde pública, como a humanização do atendimento aos pacientes e o financiamento da saúde pública, classificado pela confederação, como “problemático e insuficiente”. A entidade critica ainda a escassez de recursos destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS).
O texto da campanha compara os gastos da saúde no Brasil com o de alguns países em que 70% do que é dispendido na área vêm do governo e 30%, do contribuinte. Já no Brasil, em 2009, o governo foi o responsável por 47% (R$ 127 bilhões) dos recursos aplicados na saúde, enquanto as famílias gastaram 53% (R$ 143 bilhões).
No entanto, segundo dom Leonardo, a Igreja reconhece também alguns avanços na área, como a redução da mortalidade infantil, a erradicação de algumas doenças infecto-parasitárias e o aumento da eficiência da vacinação e do tratamento da aids. “São significativos os avanços verificados nas últimas décadas na área da saúde pública”.
De acordo com o ministro da saúde, Alexandre Padilha, que participou do evento, este ano a saúde terá orçamento 17% maior que em 2011, R$ 72 bilhões. “O aumento de R$ 13 bilhões é o maior aumento nominal que já existiu de recursos para a saúde de um ano para o outro, desde o ano 2000. O meu papel como ministro não é ficar esperando os recursos virem, mas, sobretudo, fazer mais com o que temos”.
Segundo ele, o debate sobre o financiamento da saúde continua e será mais amplo com o apoio da campanha da fraternidade. O ministro disse ainda que o contingenciamento de R$ 5 bilhões, com o corte do Orçamento anunciado pelo governo na semana passada, não afetará nenhum programa da pasta. “Tudo o que estava programado pelo Ministério da Saúde e foi encaminhado para o Congresso Nacional está absolutamente mantido”.
Segundo o membro do Conselho Nacional de Saúde Clóvis Boufleur, a campanha da fraternidade pretende efetivar a participação de conselhos estaduais e municipais de saúde. Entre os temas que serão debatidos nos conselhos, está a violência, a obesidade e a gravidez na adolescência. “A violência dentro de casa se transformou em um problema de saúde. A partir dos 4 anos de idade, os acidentes e a violência são as principais causas de mortes de crianças e jovens”.
Edição: Lana Cristina

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Corrupção prejudica a qualidade da democracia brasileira


Por Antonio Carlos Quinto - acquinto@usp.br
Brasil já sente os efeitos da corrupção na qualidade da democracia
Entre os males causados pela corrupção no Brasil, um dos principais é a ameaça à democracia. “Principalmente em relação à qualidade do regime”, descreve o cientista político e engenheiro Carlos Joel Carvalho de Formiga Xavier. No Brasil, há 25 anos a maior preocupação era com a transição para a democracia. Mais tarde, houve o período de discussão e consolidação do regime. “Atualmente, a preocupação é justamente com a qualidade. E o Brasil já sente os efeitos danosos da corrupção em sua democracia”, enfatiza o pesquisador.
Em sua pesquisa de mestrado realizada no Departamento de Ciência Política da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, Formiga destaca que um dos pontos em que se pode observar a queda da qualidade da democracia no Brasil é justamente na pouca participação e interesse da população por política de um modo geral.
No estudo de mestrado A corrupção política e o caixa 2 de campanha no Brasil, que teve a orientação do professor José Álvaro Moisés, da FFLCH, Formiga faz uma análise de como a democracia é afetada, em especial na “responsividade” do governo. “A corrupção tira do governo a capacidade de responder às necessidades da população e desconsidera as preferências da maioria dos cidadãos em favor de uma minoria disposta a pagar pelo privilégio”, avalia. A pesquisa acaba de ser selecionada pela Associação Internacional de Ciência Política (IPSA) para ser apresentada em julho próximo no XXII Congresso Mundial de Ciência Política, que acontecerá em Madrid, na Espanha.
Qualidade afetada
Apesar de o Brasil ter um dos sistemas eleitorais mais eficientes do mundo, a qualidade de nossa democracia não acompanha o bom nível das nossas eleições. A revista inglesa The Economist estabelece anualmente um ranking que avalia a qualidade das democracias em diversos países. “De acordo com o último estudo, de 2011, o Brasil está na 45ª posição, entre 180 países. Nações de mesmo nível de desenvolvimento socioeconômico estão em melhor posição que a nossa, quando o assunto é a qualidade da democracia. Países como Cabo Verde, África do Sul, Botswana, Timor Leste e Índia estão acima de nós”, informa o pesquisador. O ranking avalia as nações em cinco critérios: processo eleitoral e pluralismo, funcionamento do governo, participação política, cultura política e liberdades civis.
Participação
Formiga enumera em sua pesquisa oito dimensões fundamentais para avaliação da qualidade da democracia. A responsividade, o primado da lei, a liberdade, a participação, a igualdade, a competição, e o que a Ciência Política chama de accountabilitty horizontal (o controle e responsabilização dos atores políticos feitos por agências reguladoras, tribunais e pelo poder legislativo, como em uma CPI) e de accountabilitty vertical (a aprovação ou punição dos políticos eleitos pelos cidadãos, principalmente pelo voto nas urnas).
Democracia é prejudicada em função das altas quantias envolvidas nas campanhas eleitorais
Além da responsivade, que ele considera um dos principais aspectos prejudicados, o “primado da lei” é afetado pelos esquemas de corrupção quando estes atingem parte dos sistemas judiciários. “Temos como exemplo a justiça eleitoral brasileira, que não consegue combater de forma eficiente o caixa 2 em campanhas eleitorais”, explica. Formiga vê como outro fato complicador os altos valores, muitos de fontes duvidosas, que se gastam num processo eleitoral. “Há as doações declaradas, mas também as que não são declaradas, e que são relevantes”, descreve. “Nosso sistema eleitoral é confiável, mas os resultados podem estar sendo distorcidos, prejudicando a democracia em função das altas quantias gastas nas campanhas, que estão entre as mais caras do mundo”, avalia.
Em virtude da dificuldade em se estudar fenômenos ilícitos, praticados na obscuridade, Formiga adotou uma abordagem metodológica heterodoxa, valendo-se, além de uma extensa pesquisa bibliográfica e de dados de estudos existentes, de observações descritivas a partir de depoimentos e notícias de jornal abrangendo casos de corrupção política e caixa 2 de campanha entre os anos de 2004 e 2010.
Participação da população não é satisfatória em relação à classe política
Apesar de a informação ser abrangente nos dias atuais, o cientista considera que a participação da população não é satisfatória em relação à classe política. “Os cidadãos têm, em geral, acesso as informação sobre práticas corruptas. Consideram esse fato relevante, mas provavelmente não punem os políticos corruptos por não enxergar alternativas viáveis.” Além disso, o próprio Congresso não exerce uma vigilância eficiente nos dias de hoje, com pouca cobrança por parte da oposição em relação aos diversos processos que envolvem esses delitos. “Provavelmente, trata-se do ‘efeito telhado de vidro’”, sugere. Segundo Formiga, houve tempos em que as CPIs eram mais atuantes e ganhavam os noticiários.
Pensando em tendências futuras, por um lado há o risco de agravamento desse quadro pela deterioração da qualidade dos políticos em função da renovação continuada da classe sob um clima de forte desprestígio da política, que pode afastar os melhores e mais brilhantes dessa atividade. Por outro, ele aponta como caminho de melhora mudanças nas regras eleitorais e no comportamento do eleitor que levem à redução do peso do dinheiro nas eleições, abrindo espaço para políticos que adotem por estratégia o combate à corrupção, sem o ‘telhado de vidro’, dando início a um ciclo virtuoso. Para Formiga, esse deveria ser o foco de uma reforma política.
Mais informações: joelformiga@superig.com.br

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

CINEfoot

FALTAM 100 DIAS PARA A EDIÇÃO 2012 DO CINEfoot,

O ÚNICO FESTIVAL DE CINEMA DA AMÉRICA LATINA

SÓ COM FILMES SOBRE FUTEBOL.

 

E para comemorar, um time de craques vestiu a CAMISA 100 do evento.

Nesta terça-feira, 14 de fevereiro, faltarão exatos 100 dias para o início da 3ª edição do CINEfoot,  o único festival de cinema do Brasil e da América Latina com filmes exclusivamente sobre futebol. Para marcar a data, o CINEfoot 2012 confeccionou uma camisa comemorativa especial e convidou um time de primeira para posar com a camisa 100.


1. Marcos Evangelista de Morais, o Cafu, bicampeão mundial pelo Brasil (1994 e 2002), bicampeão mundial interclubes e bicampeão da Libertadores.
2. Mano Menezes, atual técnicos da seleção brasileira.
3. Raí, campeão mundial pelo Brasil em 1994, campeão mundial interclubes e bicampeão da Libertadores.
4. Jürgen Klinsmann, jogador (de 1981 a 2003) e técnico (de 2004 até hoje) dos mais importantes e conhecidos da Alemanha.

 Além de exibir uma vasta cinematografia de futebol oriunda de várias partes do mundo e uma rica seleção brasileira, o 3º CINEfoot promove homenagens, debates e apresenta os filmes brasileiros ao mais tradicional festival da categoria em todo o mundo, o 11MM - Festival Internacional de Filmes de Futebol de Berlim, cujos organizadores já confirmaram presença no Rio de Janeiro.
 
Para a próxima edição, no Rio de Janeiro, as mostras competitivas de curta e longa metragens seguem em formato internacional, assim como em 2011. Os vencedores, eleitos pelo voto do público, recebem a Taça CINEfoot, um troféu nos moldes das grandes competições futebolísticas, criado especialmente para o evento.
Em 2010, os vencedores foram o longa “Inacreditável - A Batalha dos Aflitos”, de Beto Souza (RS), e o curta “Mauro Shampoo – Jogador, Cabeleireiro e Homem”, de Leonardo Cunha Lima e Paulo Henrique Fontenelle (RJ). Já em 2011, a Taça CINEfoot ficou com o longa “Copa Vidigal”, de Luciano Vidigal (RJ), e com o curta “Porque hay cosas que nunca se olvidan”, de Lucas Figueroa (Espanha).
 
Em São Paulo, o 3º CINEfoot apresenta uma rica e variada seleção de filmes em caráter não competitivo.
As inscrições de curtas e longas-metragens para as mostras competitivas do CINEfoot podem ser efetuadas até 1º de março de 2012, através do site do festival. São aceitos trabalhos produzidos em qualquer formato, suporte ou gênero, que tratem do tema FUTEBOL, e não há restrições quanto ao ano de realização. 
O CINEfoot é o único festival de cinema do Brasil e da América Latina com abordagens conceitual e curatorial exclusivas sobre a maior paixão nacional: o futebol. A terceira edição do evento acontece de 24 a 29 de maio, no cinema Arteplex, Rio Janeiro, e no Museu do Futebol, em São Paulo, entre 31 de maio e 03 de junho, com entrada franca nas duas cidades.

CINEfoot - PRATICAMOS O FUTEBOL ARTE.

www.facebook.com/cinefoot
www.twitter.com/cinefoot
Serviço:

3° CINEfoot - Festival de Cinema de Futebol.
De 24 a 29 de maio, no Unibanco Arteplex, Praia de Botafogo (Rio) e de 31 de maio a 3 de junho, no Museu do Futebol do Estádio do Pacaembu (São Paulo).

Entrada Franca.
Classificação etária Livre
Realização: Conexão Cultural e IBEFEST – Instituto Brasileiro de Estudos de Festivais Audiovisuais. Parceiros estratégicos: MUSEU DO FUTEBOL e FESTIVAL 11 mm.

Saiba mais em:
www.cinefoot.org
cinefoot@cinefoot.org
Twitter: www.twitter.com/cinefoot

Taça das Favellas: os melhores jogadores vão à Espanha para conhecer Kaká

No último domingo, 12 de fevereiro, aconteceu na cidade do Rio de Janeiro o jogo de encerramento da Taça das Favelas. Durante dois meses de competição 80 equipes entraram em campo com o objetivo de conquistar a grande taça. A final masculina foi marcada pela vitória do time da Rocinha, enquanto na categoria feminina a vencedora foi a equipe Fallet / Fogueteiro.
 
O destaque ficou por conta da premiação especial de Gillette Desodorantes, patrocinadora do evento, que agraciou os melhores jogadores do campeonato – das equipes femininas e masculinas – com a oportunidade de viajar à Espanha para conhecerem o jogador Kaká. “Essa é uma oportunidade inédita que a P&G reservou para esses jogadores que brilharam em todo o torneio e que um dia também poderão tornar-se astros do futebol”, afirma Gabriela Onofre, diretora de Assuntos Corporativos da P&G Brasil.
 
A Taça das Favelas é promovida pela CUFA – Central Única das Favelas – e conta com o apoio da P&G Brasil por meio da sua marca Gillette Desodorantes e da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). A competição, que foi criada para promover a integração das comunidades através do esporte, reuniu jovens de 15 a 17 anos de todo o estado do Rio de Janeiro. Com essa ação a P&G Brasil busca valorizar e contribuir para o desenvolvimento de crianças e jovens, além de garantir o direito ao esporte como meio de reduzir barreiras sociais, econômicas e culturais.
 

Primeiro satélite brasileiro completa 19 anos em operação

14/02/2012
Agência FAPESP – O SCD-1, o primeiro satélite brasileiro, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), completou, em 9 de fevereiro, 19 anos em operação, retransmitindo informações para previsão do tempo e monitoramento das bacias hidrográficas, entre outras aplicações.
O satélite já deu cerca de 100,3 mil voltas ao redor da Terra, tendo percorrido cerca de 4,5 bilhões de quilômetros, o que corresponde a 5.910 viagens de ida e volta à Lua.
O lançamento do SCD-1 pelo foguete americano Pegasus, em 1993, marcou o início da operação do Sistema de Coleta de Dados Brasileiro, agora chamado de Sistema Nacional de Dados Ambientais (Sinda).
O sistema é baseado em satélites de órbita baixa que retransmitem a um centro as informações ambientais recebidas de um grande número de plataformas de coleta de dados (PCDs) espalhadas pelo Brasil.
De acordo com o Inpe, o sistema fornece dados para instituições nacionais governamentais e do setor privado que desenvolvem aplicações e pesquisas em diferentes áreas, como previsão meteorológica e climática, estudo da química da atmosfera, controle da poluição e avaliação do potencial de energias renováveis.
O satélite capta os sinais das PCDs instaladas por todo o território nacional e os envia para a estação de recepção e processamento do Inpe em Cuiabá (MT).
Depois, os dados são transmitidos para o Inpe Nordeste – o centro regional da instituição de pesquisa, localizado em Natal (RN) –, onde são processados e distribuídos aos usuários a partir do site http://sinda.crn2.inpe.br/PCD.
Atualmente, o sistema é composto pelos satélites SCD-1 e SCD-2, este lançado em 1998.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Fifa lança logomarca da Copa das Confederações


Danilo Macedo
Repórter da Agência Brasil
Brasília – A Fifa lançou hoje (1), oficialmente, a logomarca da Copa das Confederações, que será realizada no Brasil no ano que vem. O desenho, segundo a entidade esportiva, traz estampado um sabiá-laranjeira, ave nativa do Brasil. Faltam 500 dias para o início da competição – o jogo de abertura será disputado no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha no dia 15 de junho de 2013.
O torneio serve de teste para a Copa do Mundo, que será um ano depois, também no Brasil. Participarão os campeões continentais das seis confederações de futebol, mais a atual campeã mundial, Espanha, e o Brasil, país-sede. A competição terá como palco da decisão o Maracanã, em partida a ser realizada no dia 30 de junho.
Além de Brasília e do Rio de Janeiro, estão confirmados jogos em Belo Horizonte e Fortaleza. Recife e Salvador dependem de aprovação final da Fifa para serem sedes. O México, o Japão e o Uruguai, campeões em seus continentes, já estão garantidos no torneio, junto com o Brasil e a Espanha. Ainda resta a decisão dos campeões da África, da Oceania e da Europa.
Edição: Nádia Franco

Primeiro-cavalheiro e ministros do Suriname integram missão em busca de conhecimentos para alimentar seu povo

  Comitiva conheceu tecnologias da Embrapa Cerrados que levaram ao desenvolvimento da agricultura tropical. Foto: Alexandre Veloso A visita ...