sábado, 12 de fevereiro de 2011

LEI DO PROGRESSO

 

LEI DO PROGRESSO


por: nair lúcia de britto



A lei do progresso é uma lei natural que abrange a humanidade inteira.

Através dela o homem se aperfeiçoa à medida que pode melhor compreendê-la

e praticá-la. Com relação ao homem, lei natural e estado natural têm significados diferentes.

Quer dizer: o estado natural é o estado primitivo do homem, incompatível

com a civilização. Ao passo que a lei natural contribui para o progresso

da humanidade.


O homem não pode permanecer como criança; assim como não pode permanecer

em seu estado primitivo; do qual só se liberta através do progresso e da civilização.

Conforme o homem vai progredindo, ele também vai criando mais necessidades para

si mesmo que antes não tinha. Nem por isso ele pode retroceder; tem que progredir incessantemente e, se ele progride, é porque Deus quer assim.


O homem pode evoluir por si mesmo, naturalmente. Só que nem todos

progridem ao mesmo tempo e nem da mesma forma. Então os mais avançados

ajudam os demais através do contato social.


Progredindo intelectualmente o homem pode colaborar com o progresso moral,

mas isso nem sempre acontece, infelizmente. Existem povos que apesar de serem

mais esclarecidos são também os mais pervertidos. O progresso ocorre lentamente

porque o homem só progride passo a passo; até que consegue desenvolver

o senso de moral dentro de si.


A moral e a inteligência são duas forças que só se equilibram entre si com o tempo.

Ninguém pode impedir o progresso da humanidade que segue a uma lei natural,

mas é possível criar-se um entrave quando o homem usa de sua inteligência para

fazer o mal. Nesse caso, ele terá que prestar contas a Deus.


As leis criadas pelos homens devem ser compatíveis com as leis divinas que são

justas e feitas tanto para o mais forte como para o mais fraco.


A perversidade do homem e suas terríveis consequências mostra a necessidade

que existe do Bem estar sempre acompanhando o progresso; e das

transformações que se fazem necessárias para a humanidade.


O maior obstáculo ao progresso da humanidade são o orgulho e o egoísmo.

Outro entrave é quando o progresso intelectual desenvolve nas pessoas uma

ambição desmedida e um amor sem sentido às riquezas materiais, em

detrimento dos verdadeiros valores da alma.


Quando o homem compreender que existe uma felicidade infinitamente maior e infinitamente mais durável do que aquela, passageira, oferecida pelos bens

terrestres, então o progresso se realizará mais plenamente e o mundo

será bem melhor!


(Texto baseado no Livro dos Espíritos, de Allan Kardec)

 

Ilustração: Céu estrelado - segredodosplanetashan.blogspot.com


 

Textos em contextos




O ensino da língua escrita é um tema especialmente oportuno. Refletir sobre as contribuições teóricas que modificaram a compreensão sobre a escrita, a aprendizagem e as práticas pedagógicas é o melhor aval para o enfrentamento dos desafios que hoje se colocam a todos os educadores: a erradicação do analfabetismo e a superação dos baixos níveis de letramento no país.
Com o objetivo de discutir a temática em sua complexidade, esta obra usa o referencial socioconstrutivista para relacionar teoria e prática em diferentes abordagens: as concepções de ensino e de escrita, as trajetórias escolares na alfabetização de crianças e adultos, os processos cognitivos na aprendizagem da escrita, a produção textual na infância e adolescência, os desafios da transposição didática e a formação de professores alfabetizadores.
Verdadeiro convite à reflexão e à transformação da escola brasileira, o livro é destinado a educadores, professores e estudantes de graduação ou pós-graduação das áreas de pedagogia, letras ou linguística aplicada.
***
Silvia M. Gasparian Colello é mestre e doutora em Pedagogia pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (Feusp), onde atua como docente. Coordena o Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Alfabetização e Letramento (Geal-Feusp). É autora de Alfabetização em questão (Paz e Terra, 2004) e A escola que (não) ensina a escrever (Paz e Terra, 2007), e coautora de Alfabetização e letramento: pontos e contrapontos (Summus, 2010).


O ensino da língua escrita é um tema especialmente oportuno. Refletir sobre as contribuições teóricas que modificaram a compreensão sobre a escrita, a aprendizagem e as práticas pedagógicas é o melhor aval para o enfrentamento dos desafios que hoje se colocam a todos os educadores: a erradicação do analfabetismo e a superação dos baixos níveis de letramento no país.
Com o objetivo de discutir a temática em sua complexidade, esta obra usa o referencial socioconstrutivista para relacionar teoria e prática em diferentes abordagens: as concepções de ensino e de escrita, as trajetórias escolares na alfabetização de crianças e adultos, os processos cognitivos na aprendizagem da escrita, a produção textual na infância e adolescência, os desafios da transposição didática e a formação de professores alfabetizadores.
Verdadeiro convite à reflexão e à transformação da escola brasileira, o livro é destinado a educadores, professores e estudantes de graduação ou pós-graduação das áreas de pedagogia, letras ou linguística aplicada.
***
Silvia M. Gasparian Colello é mestre e doutora em Pedagogia pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (Feusp), onde atua como docente. Coordena o Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Alfabetização e Letramento (Geal-Feusp). É autora de Alfabetização em questão (Paz e Terra, 2004) e A escola que (não) ensina a escrever (Paz e Terra, 2007), e coautora de Alfabetização e letramento: pontos e contrapontos (Summus, 2010).


O ensino da língua escrita é um tema especialmente oportuno. Refletir sobre as contribuições teóricas que modificaram a compreensão sobre a escrita, a aprendizagem e as práticas pedagógicas é o melhor aval para o enfrentamento dos desafios que hoje se colocam a todos os educadores: a erradicação do analfabetismo e a superação dos baixos níveis de letramento no país.
Com o objetivo de discutir a temática em sua complexidade, esta obra usa o referencial socioconstrutivista para relacionar teoria e prática em diferentes abordagens: as concepções de ensino e de escrita, as trajetórias escolares na alfabetização de crianças e adultos, os processos cognitivos na aprendizagem da escrita, a produção textual na infância e adolescência, os desafios da transposição didática e a formação de professores alfabetizadores.
Verdadeiro convite à reflexão e à transformação da escola brasileira, o livro é destinado a educadores, professores e estudantes de graduação ou pós-graduação das áreas de pedagogia, letras ou linguística aplicada.
***
Silvia M. Gasparian Colello é mestre e doutora em Pedagogia pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (Feusp), onde atua como docente. Coordena o Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Alfabetização e Letramento (Geal-Feusp). É autora de Alfabetização em questão (Paz e Terra, 2004) e A escola que (não) ensina a escrever (Paz e Terra, 2007), e coautora de Alfabetização e letramento: pontos e contrapontos (Summus, 2010).


NOITE DE AUTÓGRAFOS
A Summus Editorial e a Livraria da Vila convidam para o lançamento do livro no dia 2 de março (quarta-feira), das 18h30 às 21h30, na Livraria da Vila (Rua Fradique Coutinho, 915 - Piso térreo). Informações pelo telefone (11) 3814-5811.

Enc.p/nlb 
Grupo Editorial Summus
Rua Itapicuru, 613, 7º andar - Perdizes CEP 05006-000 - São Paulo - SP
Tel.: (11) 3872-3322 - Fax (11) 3872-7476
NOITE DE AUTÓGRAFOS
A Summus Editorial e a Livraria da Vila convidam para o lançamento do livro no dia 2 de março (quarta-feira), das 18h30 às 21h30, na Livraria da Vila (Rua Fradique Coutinho, 915 - Piso térreo). Informações pelo telefone (11) 3814-5811.




Pedagogia da transgressão, de Ruy Cezar do Espírito Santo


 Nas últimas décadas, a relação ensino-aprendizagem vem sendo duramente criticada. Professores desmotivados, estudantes que não veem relação entre o conteúdo apresentado em sala de aula e o cotidiano que vivenciam, autoritarismo, profissionais que se tornam docentes sem saber como transmitir seus conhecimentos. Como mudar essa realidade? 
De acordo com Ruy Cezar do Espírito Santo, é preciso apostar na pedagogia da transgressão – proposta baseada no desenvolvimento de um ensino que leve em conta as diferenças individuais dos educandos, confrontando a escola tradicional. O que Ruy propõe é, assim, um novo paradigma para a educação.
Neste livro – destinado a educadores de todos os níveis e a estudantes de pedagogia –, o autor apresenta as transgressões que permearam seus quarenta anos de experiência docente nos diversos níveis de ensino, buscando caminhos alternativos para a educação e "transgredindo" as práticas pedagógicas antigas. Depoimentos dos alunos sobre o caráter transformador do trabalho de Ruy Cezar coroam a obra de forma magistral.
***
Ruy Cezar do Espírito Santo é bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela USP, mestre em Educação pela PUC-SP e doutor em Filosofia da Educação pela Unicamp. Leciona na PUC-SP, na Faap e na pós-graduação lato sensu da Unimesp. Publicou pela Editora Ágora Histórias que educam e O autoconhecimento na formação do educador.
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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

R E F L E T E

 

Por: Emmanuel



Ante as provas difíceis

Jamais te desesperes.


A tempestade agora

É o ar limpo depois.


A pedra é bruta,

Sem o buril que a fere.


Silencia, trabalha

E o melhor chegará.


Se dispões de uma vela

Podes banir a sombra.


Não há mal que te alcance

Se confias em Deus.


(Texto psicografo por Chico Xavier)


 

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Ignácio de Loyola fala sobre literatura e futebol no Cartão Verde

 

O escritor senta ao lado de Vladir Lemos, Sócrates, Xico Sá e Vitor Biner, nesta terça (8/2), na TV Cultura

 

São Paulo, 7 de fevereiro de 2011 – Um dos mais respeitados programas esportivos da tevê, o Cartão Verde, da TV Cultura, promove nesta terça-feira (8/2), às 22h, o encontro entre a literatura e o futebol. O escritor Ignácio de Loyola Brandão, autor de Zero, é o convidado da atração.

 

Com extensa trajetória no mundo das letras, incluindo passagens em revistas, Loyola publicou, em 1982, a obra É gol, uma narrativa em homenagem ao futebol. Em 2000, conquistou o Prêmio Jabuti de Melhor Livro de Contos, com O homem que odiava a segunda-feira. Em 2008, levou o mesmo prêmio para casa com o romance O Menino que Vendia Palavras, na categoria Melhor Livro de Ficção. O escritor também já recebeu programa especial desta emissora – Autor por autor / Ignácio de Loyola Brandão –, retratando sua vida e obra.

 

Entre os assuntos que devem nortear o programa está o amistoso entre Brasil e França, que acontece nesta quarta-feira , 9/2, no Stade de France, em Paris. O técnico Mano Menezes leva para dentro de campo uma seleção com sete jogadores remanescentes da última Copa do Mundo, comandada por Dunga. Também deve entrar na pauta desta edição a partida da Seleção Brasileira sub-20 contra o Equador, em Arequipa, no Peru, também nesta quarta. O grupo comandado por Ney Franco não contará com o atacante Neymar, que está suspenso.

 

Partes Mirim: MARÇO... 08 de março, Dia Internacional da Mulher!...

Partes Mirim: MARÇO... 08 de março, Dia Internacional da Mulher!...Publicar postagem

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

...O OLHAR CÔMICO DA ARTE

O OLHAR CÔMICO DA ARTE

A arte ou um saber sobre o plágio. Esta ciência maldita que rí de suas invenções "inúteis" (para a disciplina do circuito cotidiano). O artifício do riso é um meio de desfazer o compromisso do homem com a ideologia da seriedade. Tudo é possível para tornar visível a obscuridade do fazer social e cultural. Ao artista é concedido o direito de mudar e dissimular o valor e a ordem das coisas e do mundo.
Ele inventa ilusões, relações, e "inutilidades" para ironizar os desencantos de um determinado lugar da vida. O artista tem o bom senso de falsificar simbolicamente, sob o olhar do vigilante, sem ludibriar a vítima.

PENSE O JOGO: Um campo de futebol com uma única trave no centro. O futebol tem suas regras, mas neste campo perverso há uma sugestão de um possível jogo onde suas regras não estão explícitas. Fica com o espectador a difícil tarefa de imaginar hipóteses de impossíveis soluções. Uma sutil ironia aos dois jogos o do gramado e do território da arte.

CASA PARA VOYEUR: Uma casa com cômodos interligados por pequenos buracos, impossível à penetração do corpo, apenas o fluxo do olhar percorre os seus espaços. No jogo da arte o olho é um instrumento privilegiado, primeiramente a obra de arte é destinada ao olhar. A imaginação e o humor inventam problemas e o aparelho riso entra em funcionamento. - (1975)

BANCO ALMANDRADE: Uma surda gargalhada contra o rito da sociedade de crédito. Para que serve um cheque de um banco falso? A garantia é a marca do artista, mas essa marca não pertence ao circuito das
instituições bancárias. Sem dúvida é uma fraude, aceito com risos no meio de arte de onde emergem suas significações críticas. - (1977)

SEM CRUZEIRO Uma nota falsa e sem valor. Um problema imaginário que encontra no riso uma provável solução. Pode até insinuar uma crítica a sociedade da moeda, da troca e da própria arte. Mas ela escapa a todas as leituras e se afirma como uma nota que não compra nada, mas que pode ser vendida, por um destino irônico, já que o mercado de arte vende tudo. A garantia de sua autenticidade é a assinatura do artista. - (1976 e versão 1986)

FOTOGRAFIAS DE PAISAGENS BRASILEIRAS: Uma legenda para quatro fotografias que não foram reveladas. Fotos talvez, de uma câmara sem visor ou de um turista que capta a paisagem sem história, para o
espetáculo de uma recordação momentânea. Trata-se de signos e códigos. Uma legenda para um signo icônico que não aparece. Alguém ri. Onde estão as paisagens? Eis a questão, para o olho e o riso.- (1978)
Almandrade (artista plástico, poeta e arquiteto)
------------------------
Almandrade (Antônio Luiz M. Andrade)
Artista plástico, arquiteto, mestre em desenho urbano e poeta.
Participou de várias mostras coletivas, entre elas: XII, XIII e XVI
Bienal de São Paulo; "Em Busca da Essência" - mostra especial da XIX
Bienal de São Paulo; IV Salão Nacional; Universo do Futebol (MAM/Rio);
Feira Nacional (S.Paulo); II Salão Paulista, I Exposição Internacional
de Escultura Efêmeras (Fortaleza); I Salão Baiano; II Salão Nacional;
Menção honrosa no I Salão Estudantil em 1972. Integrou coletivas de
poemas visuais, multimeios e projetos de instalações no Brasil e
exterior. Um dos criadores do Grupo de Estudos de Linguagem da Bahia
que editou a revista "Semiótica" em 1974. Realizou cerca de vinte
exposições individuais em Salvador, Recife, Rio de Janeiro, Brasília e
São Paulo entre 1975 e 1997; escreveu em vários jornais e revistas
especializados sobre arte, arquitetura e urbanismo. Prêmios nos
concursos de projetos para obras de artes plásticas do Museu de Arte
Moderna da Bahia, 1981/82. Prêmio Fundarte no XXXIX Salão de Artes
Plásticas de Pernambuco em 1986. Editou os livretos de poesias e/ou
trabalhos visuais: "O Sacrifício do Sentido", "Obscuridades do Riso",
"Poemas", "Suor Noturno" e Arquitetura de Algodão". Prêmio Copene de
cultura e arte, 1997. Tem trabalhos  em vários acervos particulares e
públicos, como: Museu de Arte Moderna da Bahia e Pinacoteca Municipal
de São Paulo.

MARÇO... 08 de março, Dia Internacional da Mulher!





GUARATUBA - PR, 19 de janeiro de 2011 "*-*"Biblioteca"*-*"




Em 19 de janeiro de 2011, livros do Projeto de Leitura Criança Feliz, foram doados pela escritora  à Biblioteca da cidade de Guaratuba-Paraná. Partes Mirim.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

ORATÓRIA: SOMA DA CREDIBILIDADE E CONVICÇÃO CONTRA O MEDO

Profissionais dos mais diversos setores, ao aproximar o momento de falar em público, alimentam chamas de intranqüilidade, medo e insegurança. Demasiadamente preocupados com equívocos, permitem que o nervosismo enalteça possíveis falhas. Gosto sempre de afirmar que “o medo de fracassar levou inúmeras pessoas a desistirem da concretização de seus sonhos”. Por medo, inúmeras pessoas deixam de ser felizes, de alcançar metas e superar desafios. Amadurecemos ao despertar a consciência das limitações, erros, preconceitos e medos. Mas também crescemos quando percebemos as oportunidades, superação e conquista. Quanto mais você criar um distanciamento entre o erro e êxito, mais estará se libertando do medo. Observe nos tópicos a seguir, que uma excelente apresentação exige preparação prévia e desenvoltura sobre o que será apresentado.

Quem estará ouvindo minha apresentação? – O orador deve utilizar uma linguagem que seja coerente ao público, ao ambiente e ao contexto do evento. Observe o ambiente e a acústica da sala onde realizará a apresentação. Conforme a quantidade de pessoas, utilize um microfone para ser compreendido pelos ouvintes, comunicando com maior eficácia para aumentar, ainda mais, a credibilidade do assunto a ser abordado. Ao usar citações de textos, dados estatísticos ou uma pesquisa, coibir o plágio é algo primordial e imprescindível. Quando uma pessoa fala de algo que não possui autoridade, transmite insegurança, como o pensamento de Stanislaw Ponte Preta: “Quando a desculpa é gaguejada é porque a explicação está errada”.
Expressão corporal – Todo o corpo expressa a fala quando estamos transmitindo uma mensagem à outra pessoa. A atenção para a expressão corporal é essencial e os gestos devem ser os mais naturais possíveis. As movimentações de pernas e mãos devem seguir movimentos ordenados, evitando atrapalhar a transmissão da mensagem. Ao falar em público lembre a necessidade de trabalhar a expressão corporal e evitar transparecer que é um robô imóvel, destinado somente a movimentar os lábios. A naturalidade é fundamental em uma comunicação e proporcionará ao orador desenvoltura, conhecimento e empatia junto aos participantes.
Continuamente busque focar o seu principal objetivo, para não falar demais sem necessidade e não seja ingênuo em acreditar que todos os ouvintes estarão satisfeitos com o seu discurso. Lembre que é difícil agradar a todos, mas também é igualmente impossível desagradar a todos. Falar de um assunto distante do seu campo de conhecimento e sem nenhum preparo anterior, transmitirá ausência de credibilidade do assunto e poderá comprometer a imagem do orador. Seu discurso durante a apresentação precisa ser coerente com sua expressão corporal e deve fortalecer que você está em constante atualização para falar sobre o assunto que está propondo. Busque superar desafios com a oportunidade de descobrir novos horizontes, como ensina o escritor francês André Gide: “Não podemos descobrir novos oceanos, enquanto não existir a coragem de perder de vista a terra firme”. 


Dalmir Sant’Anna – Palestrante comportamental, Mestrando em Administração de Empresas, Pós-graduado em Gestão de Pessoas, Bacharel em Comunicação Social e Mágico profissional. Autor do livro "Menos pode ser Mais" e do DVD com o tema “Comprometimento como fator de Diferenciação”. Visite o site: www.dalmir.com.br

ORATÓRIA: SOMA DA CREDIBILIDADE E CONVICÇÃO CONTRA O MEDO

Profissionais dos mais diversos setores, ao aproximar o momento de falar em público, alimentam chamas de intranqüilidade, medo e insegurança. Demasiadamente preocupados com equívocos, permitem que o nervosismo enalteça possíveis falhas. Gosto sempre de afirmar que “o medo de fracassar levou inúmeras pessoas a desistirem da concretização de seus sonhos”. Por medo, inúmeras pessoas deixam de ser felizes, de alcançar metas e superar desafios. Amadurecemos ao despertar a consciência das limitações, erros, preconceitos e medos. Mas também crescemos quando percebemos as oportunidades, superação e conquista. Quanto mais você criar um distanciamento entre o erro e êxito, mais estará se libertando do medo. Observe nos tópicos a seguir, que uma excelente apresentação exige preparação prévia e desenvoltura sobre o que será apresentado.

Quem estará ouvindo minha apresentação? – O orador deve utilizar uma linguagem que seja coerente ao público, ao ambiente e ao contexto do evento. Observe o ambiente e a acústica da sala onde realizará a apresentação. Conforme a quantidade de pessoas, utilize um microfone para ser compreendido pelos ouvintes, comunicando com maior eficácia para aumentar, ainda mais, a credibilidade do assunto a ser abordado. Ao usar citações de textos, dados estatísticos ou uma pesquisa, coibir o plágio é algo primordial e imprescindível. Quando uma pessoa fala de algo que não possui autoridade, transmite insegurança, como o pensamento de Stanislaw Ponte Preta: “Quando a desculpa é gaguejada é porque a explicação está errada”.
Expressão corporal – Todo o corpo expressa a fala quando estamos transmitindo uma mensagem à outra pessoa. A atenção para a expressão corporal é essencial e os gestos devem ser os mais naturais possíveis. As movimentações de pernas e mãos devem seguir movimentos ordenados, evitando atrapalhar a transmissão da mensagem. Ao falar em público lembre a necessidade de trabalhar a expressão corporal e evitar transparecer que é um robô imóvel, destinado somente a movimentar os lábios. A naturalidade é fundamental em uma comunicação e proporcionará ao orador desenvoltura, conhecimento e empatia junto aos participantes.
Continuamente busque focar o seu principal objetivo, para não falar demais sem necessidade e não seja ingênuo em acreditar que todos os ouvintes estarão satisfeitos com o seu discurso. Lembre que é difícil agradar a todos, mas também é igualmente impossível desagradar a todos. Falar de um assunto distante do seu campo de conhecimento e sem nenhum preparo anterior, transmitirá ausência de credibilidade do assunto e poderá comprometer a imagem do orador. Seu discurso durante a apresentação precisa ser coerente com sua expressão corporal e deve fortalecer que você está em constante atualização para falar sobre o assunto que está propondo. Busque superar desafios com a oportunidade de descobrir novos horizontes, como ensina o escritor francês André Gide: “Não podemos descobrir novos oceanos, enquanto não existir a coragem de perder de vista a terra firme”. 


Dalmir Sant’Anna – Palestrante comportamental, Mestrando em Administração de Empresas, Pós-graduado em Gestão de Pessoas, Bacharel em Comunicação Social e Mágico profissional. Autor do livro "Menos pode ser Mais" e do DVD com o tema “Comprometimento como fator de Diferenciação”. Visite o site: www.dalmir.com.br

Adaptação é a palavra de ordem

Marcelo Mariaca

            Especialistas em carreiras, como Tom Peters, preveem que o emprego em escritórios, aquele que os norte-americanos chamam de colarinho-branco, é um bicho em franca extinção e deverá desaparecer nos próximos anos, pelo menos da forma como está configurado hoje. Em seu lugar, haverá duas novidades: uma nova relação empregatícia e uma maneira de trabalhar totalmente diferente daquela que conhecemos desde o início do século 19.
            Essas novidades não representam mudanças radicais como podem aparentar. Basta lembrar que, há 100 anos, as mensagens ainda eram escritas à mão e transportadas por mensageiros; a escrita era penosamente lenta; e as fórmulas e anotações jaziam em enormes livros e caixas. O modo de trabalhar, pelo menos no tocante às funções de escritório, não havia mudado muito desde que foi inventada a impressão, no fim da idade média.
            No século 20, o mundo passou por uma revolução tecnológica e administrativa que mudou as relações de trabalho. O telefone, as máquinas de escrever e calcular, o advento das copiadoras, da microfilmagem, do telex, do fax, da telefonia por satélite, do celular e, principalmente, do microcomputador ligado à internet mudaram progressivamente a organização do trabalho nos escritórios. Hoje, a própria relação empregatícia está migrando para contratos Mais flexíveis. O trabalho temporário ou por projeto cresceu de forma vertiginosa, enquanto uma enormidade de funções foi terceirizada ou quarteirizada. Parafraseando o poeta e compositor Vinicius de Moraes, que o emprego seja eterno enquanto dure.
As modernas tecnologias proporcionam grande mobilidade e, em muitos segmentos, não é mais necessário que as pessoas se desloquem diariamente para a empresa. Principalmente nos Estados Unidos e Europa, um grande contingente de profissionais já trabalha em suas casas ou em qualquer lugar que deseje. Basta conferir nas cafeterias, nos aeroportos e no crescente número de lugares com wi-fi.
Porém, nessa era de informação, mobilidade e conhecimento instantâneo, surge a necessidade de equilibrar as habilidades básicas e específicas dos gestores e profissionais. Elas precisam ser adaptadas às mudanças do mercado; a cada inovação tecnológica, a cada atualização ou extinção de serviços, é necessário rever conhecimentos, estar aberto para incorporar outras habilidades e aprender. O ritmo, obviamente, é alucinante: nem bem se familiarizaram com o computador, o executivo tem de dominar e incorporar ao seu cotidiano tecnologias emergentes como Ipod, Ipad e outras inovações.
A pessoa que tem mente curiosa e criativa é o profissional mais capacitado para atender às expectativas do mercado de trabalho atual.
Toda grande mudança gera grandes oportunidades. Os perdedores de amanhã serão aqueles que não querem aprender a se adaptar às novas realidades que virão. Os ganhadores serão aqueles, de todas as idades, níveis hierárquicos e funções, que se mostram disponíveis para assimilar novos conhecimentos e tendências. A capacidade de adaptação é, portanto, uma das principais características do profissional de hoje.

Marcelo Mariaca é presidente do conselho de sócios da Mariaca e professor da Brazilian Business School.

Adaptação é a palavra de ordem

Marcelo Mariaca

            Especialistas em carreiras, como Tom Peters, preveem que o emprego em escritórios, aquele que os norte-americanos chamam de colarinho-branco, é um bicho em franca extinção e deverá desaparecer nos próximos anos, pelo menos da forma como está configurado hoje. Em seu lugar, haverá duas novidades: uma nova relação empregatícia e uma maneira de trabalhar totalmente diferente daquela que conhecemos desde o início do século 19.
            Essas novidades não representam mudanças radicais como podem aparentar. Basta lembrar que, há 100 anos, as mensagens ainda eram escritas à mão e transportadas por mensageiros; a escrita era penosamente lenta; e as fórmulas e anotações jaziam em enormes livros e caixas. O modo de trabalhar, pelo menos no tocante às funções de escritório, não havia mudado muito desde que foi inventada a impressão, no fim da idade média.
            No século 20, o mundo passou por uma revolução tecnológica e administrativa que mudou as relações de trabalho. O telefone, as máquinas de escrever e calcular, o advento das copiadoras, da microfilmagem, do telex, do fax, da telefonia por satélite, do celular e, principalmente, do microcomputador ligado à internet mudaram progressivamente a organização do trabalho nos escritórios. Hoje, a própria relação empregatícia está migrando para contratos Mais flexíveis. O trabalho temporário ou por projeto cresceu de forma vertiginosa, enquanto uma enormidade de funções foi terceirizada ou quarteirizada. Parafraseando o poeta e compositor Vinicius de Moraes, que o emprego seja eterno enquanto dure.
As modernas tecnologias proporcionam grande mobilidade e, em muitos segmentos, não é mais necessário que as pessoas se desloquem diariamente para a empresa. Principalmente nos Estados Unidos e Europa, um grande contingente de profissionais já trabalha em suas casas ou em qualquer lugar que deseje. Basta conferir nas cafeterias, nos aeroportos e no crescente número de lugares com wi-fi.
Porém, nessa era de informação, mobilidade e conhecimento instantâneo, surge a necessidade de equilibrar as habilidades básicas e específicas dos gestores e profissionais. Elas precisam ser adaptadas às mudanças do mercado; a cada inovação tecnológica, a cada atualização ou extinção de serviços, é necessário rever conhecimentos, estar aberto para incorporar outras habilidades e aprender. O ritmo, obviamente, é alucinante: nem bem se familiarizaram com o computador, o executivo tem de dominar e incorporar ao seu cotidiano tecnologias emergentes como Ipod, Ipad e outras inovações.
A pessoa que tem mente curiosa e criativa é o profissional mais capacitado para atender às expectativas do mercado de trabalho atual.
Toda grande mudança gera grandes oportunidades. Os perdedores de amanhã serão aqueles que não querem aprender a se adaptar às novas realidades que virão. Os ganhadores serão aqueles, de todas as idades, níveis hierárquicos e funções, que se mostram disponíveis para assimilar novos conhecimentos e tendências. A capacidade de adaptação é, portanto, uma das principais características do profissional de hoje.

Marcelo Mariaca é presidente do conselho de sócios da Mariaca e professor da Brazilian Business School.

É Necessário proibir!

 
Antes que alguém me acuse de reacionário, esclareço que o título acima não tem nada a ver com o lema do maio francês de 1968!
Pensando bem, considerando que os eventos daquela época envolviam aspectos culturais e sociais, até que é possível fazer alguma associação. Mas o contexto é outro, embora muito mais antigo do que qualquer regime de governo autoritário, ou código de conduta socialmente aceito ou imposto. Ele acompanha o ser humano desde a aurora da humanidade; desde que os primeiros hominídeos desceram das árvores e aprenderam a usar o fogo e a fazer ferramentas rudimentares.
Caverna não tinha em qualquer lugar e a vida de nômade começou a perder a graça, quando descobriram a agricultura. Além disso, o ideal era morar perto do mar, rios e lagos, pois ali estavam as terras naturalmente irrigadas e peixes, além da própria água. As primeiras comunidades se formaram nessas áreas, algumas tão próximas que, para se protegerem de predadores e enchentes, construíram as primeiras palafitas.
Nessa mesma época, morar nas montanhas já não era fácil, embora também fosse uma opção de proteção contra riscos de um mundo onde o ser humano ainda não tinha racionalidade suficiente para contornar diferenças grupais ou entender os mecanismos da natureza. Faltava vivência e experiência àqueles pioneiros.
Mas de uma coisa eles não tinham dúvida: era preciso estar perto da água e de alimento, caminhando ao seu encontro, conforme o correr das estações, ou formando comunidades produtivas.
Obviamente, sempre há os que produzem e os que querem tirar dos que produzem. As leis surgiram para estabelecer regras de convívio, apesar da maioria delas, até hoje, acabarem servindo aos interesses da elite governante, de meios de domínio de uns pelos outros, não necessariamente pelo bem de todos.
Daí, proibir virou símbolo do autoritarismo político, ideológico, religioso, psicológico e de tudo mais que se execra e motiva à revolução, que quando usa das mesmas ferramentas, gera contra-revoluções!
Mas, toda proibição é assim?
Não necessariamente! Existem proibições que servem para proteger. Essa é uma forma de educar crianças na primeira infância. Depois disso, proibição sem explicação, ou apenas pelo exercício de mando, realmente não fazem o menor sentido.
Há motivos para proibir a ocupação de encostas de morros e fundos de vales? Há motivos para impedir construções em faixas de domínio de rodovias, ferrovias, dutovias, aeroportos, redes eletrificadas ou margens de rios?
Pode parecer óbvio, sobretudo da parte de quem cria e deve fazer cumprir essas normas; mas, quantas pessoas já morreram em função dessa ocupação indevida que, em vez de coibida pelas autoridades, em alguns casos é até favorecida e consolidada por omissão ou interesse de alguns, em troca de votos e áreas de influência lucrativa?
É certo que ninguém ocupa uma área de risco por opção. Normalmente isso ocorre por falta de opção, sobretudo nos grandes centros urbanos. E quanto mais próspera a cidade mais a especulação imobiliária torna o custo de um terreno inviável para as classes menos favorecidas. E elas precisam estar perto de onde há trabalho!
Nessas grandes cidades, quem constrói em várzeas não o faz para pescar em rios poluídos ou ter uma horta. E para que isso, se o alimento está logo ali, nos empórios e supermercados? Quem habita encostas de morros ou invade faixas de domínio também não pensa em proteção. Pensam, sim, em ter um lugar barato, iludidos ou conscientes, para construir sua casa e estar, na medida do possível, próximos de locais de trabalho, escolas, centros de saúde, enfim, de tudo o que lhes falta em suas cidades de origem. Além disso, instigadas pela sociedade de consumo, algumas desprezam o projeto de uma moradia adequada em nome de outros tipos de conforto, como: motos, carros, eletrônicos e modismos.
Mas isso também é simplificar demais o raciocínio. Mas, a falta dele deságua ou despenca no desastre inúmeras vezes anunciado por vários especialistas, que se esgoelam tentando prevenir; avisando que remediar é até 14 vezes mais caro do que evitar; dizendo que até obras de engenharia sofisticadas e custosas não são capazes de conter indefinidamente a força da natureza, que as faixas de domínio não são apenas áreas para expansão, mas também de segurança operacional. Gritam aos quatro ventos, mas só são escutados quando a terra e a água descem, ou quando o avião cai e o trem descarrila!
Ainda assim, suas vozes decididas, sábias e inconformadas, quase sempre só servem para embasar críticas que logo serão esquecidas: varridas junto com o lodo das enchentes ou enterradas com os mortos das tragédias. Assim é que, passada a estação das chuvas, novas invasões e ocupações de áreas de risco provavelmente ocorrerão, lançando as bases frágeis para novos, previsíveis e sólidos desastres.
“Prevenir é melhor do que remediar!”, diz o ditado, mas, infelizmente, lógica estúpida, a verba sai mais rápido quando o assunto é remediar, embora nem sempre vá para o destino certo, já que, por maiores que sejam os “rios de dinheiro” que afluam, o “ralo” da corrupção ainda continua suficientemente grande para escoá-los.
Mas, alguns governantes de bom senso e desapego político contrariam essa regra nefasta e decidem proibir essas condições inseguras! Seus adversários tentam tirar proveito político disso, mas não em nome da solução de um problema social, e sim pela oportunidade de praticar politicagem e populismo da pior espécie.
Uma das soluções racionais é construir habitações dignas em outras áreas, garantindo financiamento para sua aquisição definitiva. No entanto, as áreas mais baratas normalmente ficam distantes dos locais de trabalho e dos melhores serviços prestados pelo Estado. Isso torna a vida dessas pessoas um moto-contínuo movido a balanço de várias conduções, alimentação inadequada, trabalho mal-remunerado (compensado com “bicos”, nos finais de semana), falta de tempo para especialização e lazer, além de noites muito mal dormidas. Além disso, distância, falta de opções de lazer e da presença do Estado, como garantidor de serviços e segurança, potencializa riscos sociais que também podem transformar sonhos em pesadelos.
Melhorar a infraestrutura e a acessibilidade desses núcleos habitacionais aos centros urbanos, somada à necessária proibição da ocupação de áreas de risco não resolveria todo esse complexo problema, que depende de outras variáveis. Mas, ajudaria muito, com certeza!
Não é comum vermos filmes nos quais pessoas trabalham em grandes centros urbanos, mas vivem em cidades tranquilas, distantes deles, mas a eles ligadas por trens confortáveis e pontuais?
Daí, é necessário proibir e fundamental resolver, o que exige outro tipo de revolução: ética e cultural, além da valorização da opinião técnica!
Ou será que continuarão a preferir contar prejuízos e mortes, em vez de buscar soluções efetivas? Ou a pensar que isso é sazonal e, depois das “Águas de Março”, ninguém mais tocará no assunto ou o levará a sério?
É provável, afinal, o Carnaval está chegando e alguns dos responsáveis por proibir e resolver logo estarão cantando: “As águas vão rolar!” ou “Tomara que chova três dias sem parar!”, sem nenhuma culpa ou pesar.

O sol a cada dia nos convida a recomeçar


Pedro Coimbra

Num final de semana de muito calor, com notícias que não cessam das tragédias das enchentes, ligo a televisão e deparo com um tal de Aílton Corrêa Arruda, “hablando portunhol”. Demoro a perceber que é a versão encarquilhada do goleiro Manga que defendeu o Sport Recife, o Botafogo de Futebol e Regatas, o “clube da estrela solitária”, o Nacional do Uruguai. Depois Manga defendeu o Internacional de Porto Alegre, o Coritiba, e o Grêmio Portoalegrense. Terminou sua carreira no Barcelona de Guiaquil, no Equador. Então se transferiu para os Estados Unidos, e sumiu. Um grande goleiro que acabou se transformando num dos maiores protagonistas do folclore do futebol brasileiro, com histórias como aquela do comentarista e técnico João Saldanha o perseguindo com uma arma na mão...
Esta seria uma boa história para puxar uma conversa com meu cunhado, Nélson Carvalho, de cuja morte vim a saber via um traiçoeiro telefone celular, no início da tarde da segunda-feira. Doze anos mais velho do que eu sempre foi um bom companheiro, meio calado, tranqüilo, tomando sua cervejinha, ouvindo suas óperas e músicas italianas. Num tempo em que as pessoas davam mais valor as relações familiares, fui padrinho de batismo de seu filho Gilson e ele, por sua vez, anos depois, do meu filho Ricardo.
Quando o conheci morávamos na rua Barbosa Lima e ele, descendente de duas famílias tradicionais, os Carvalho e os Romaniello, na rua Tiradentes, bem pertinho. Gostava muito de futebol de salão, que era uma versão incipiente do futsal de hoje e que ele jogava muito bem. Ele e Sueli, minha irmã, formaram um par perfeito, iam todas as noites ao cinema e eu acabava pegando uma carona nesta forma de namoro de antanho.
Mário de Carvalho, seu pai, era radio técnico e piloto de aviões. Sua mãe, Dona Nair uma legitima filha de italianos e “mamma” convicta de uma turma de crianças de todas as idades. Ambos adoravam festas, o que representava um diferencial com relação ao “seu” Renato e Dona Maria, meus pais, o que para mim foi muito importante.
Nélson, na vida profissional, sempre dedicado ao comércio de peças de carros, era fruto de uma política empresarial de Maurício Zackia, que tinha por norma transformar seus empregados em parceiros. Começou no Posto Maurício, daí foi para a Casa de Peças Maurício e finalmente a Auto Pec, que continuou com a Sueli e os filhos Gilson e Mário Renato. De simples empregado a empresário de sucesso...
Falava pouco mesmo e era capaz de passar anos sem dar as caras no centro da cidade. Tenho excelentes lembranças do nosso convívio pessoal, quando ele e a Sueli foram morar na antiga casa da minha Vó Nair, abaixo da residência dos meus pais. Chegava da rua e ia direto para lá, assistir vídeos tapes de jogos de futebol narrados por Walther Abrahão, na antiga TV Tupi. Tornamo-nos “experts” no futebol paulista. Um grande momento em 1965, quando o Estádio Magalhães Pinto, o “Mineirão” foi inaugurado e fomos até lá assistir o jogo entre Seleção Mineira e Santos. Nossa previsão era que Pelé e companhia triturassem os mineiros. Aconteceu exatamente o contrário...Esqueci de dizer que depois que o futebol se globalizou, o Nélson se tornou cada vez mais cruzeirense.
Hoje me lembro de muitas histórias que participamos. Ele trabalhando com suas fichas de controle e Mário de Mattos, Cabeção e eu conversando ao seu lado. Um bom amigo que mais tarde transferiu seu carinho para minha mulher Eudóxia, com quem adorava papear..
Arrependo-me de poucos dias antes, na correria cotidiana, ter passado pela sua loja, vê-lo sentado no degrau da porta de entrada e não ter parado para um dedo de prosa.
A título de consolo nos disseram que meu amigo partiu desta existência para outra melhor docemente, dormindo. Na verdade acredito que a vida que Deus nos deu é tão importante no Universo que deixá-la é sempre difícil. O melhor é imaginar que onde ele estiver, onde estivermos o sol a cada dia nos convida a recomeçar...

Inteligência emocional corporativa



Priscila Soares *

Os sentimentos e as emoções têm poder de influenciar o raciocínio. A inteligência emocional nos motiva a buscar nosso propósito e potencial, e ativa nossas aspirações e valores mais profundos, que deixam de ser algo a respeito do que pensamos e passam a ser situações vividas. Através dela sustentamos nossas melhores decisões.
A inteligência emocional é a capacidade de sentir, entender e aplicar, eficazmente, o poder e a perspicácia das emoções como uma fonte de energia, informação, conexão e influência humana. Quando utilizamos a mente analítica, as emoções e a intuição, percorremos centenas de possíveis opções e cenários para enxergar à melhor solução.
         Um gestor necessita corresponder às expectativas que tornam cada vez mais necessárias, como extensos conhecimentos, capacidade de análise em uma ampla diversidade de áreas; competências em redação, comunicação, habilidade de ouvir, negociar, ser estrategista e influenciar pessoas. Além disso, ele deve ser confiável, honesto, íntegro, intuitivo, compromissado, motivado, ter sensibilidade, empatia, humor, coragem, humildade, dentre outras características.
Emoção é um combustível indispensável para o cérebro ser capaz de raciocínios mais elevados. Somos educados para duvidar de nós mesmos, ignorar a intuição e procurar fora de nós a validação e experiência de tudo que fazemos. Somos condicionados a achar que as outras pessoas conhecem melhor a verdade sincera e podem dizê-la mais claramente para nós do que podemos fazê-lo.
A vida exige que nos empenhemos em perceber e entender efetivamente o que os outros sentem, sob as palavras, sob as coisas que os cercam.
Gerir com inteligência é ter generosidade de entender tudo isso, sem subestimar práticas e comportamentos, absorvendo novas ideias para realizar as suas da melhor forma possível e cabível em um mundo em permanente transformação.

* Priscila Soares é diretora jurídica e de Recursos Humanos da Trevisan Outsourcing.

Inteligência emocional corporativa



Priscila Soares *

Os sentimentos e as emoções têm poder de influenciar o raciocínio. A inteligência emocional nos motiva a buscar nosso propósito e potencial, e ativa nossas aspirações e valores mais profundos, que deixam de ser algo a respeito do que pensamos e passam a ser situações vividas. Através dela sustentamos nossas melhores decisões.
A inteligência emocional é a capacidade de sentir, entender e aplicar, eficazmente, o poder e a perspicácia das emoções como uma fonte de energia, informação, conexão e influência humana. Quando utilizamos a mente analítica, as emoções e a intuição, percorremos centenas de possíveis opções e cenários para enxergar à melhor solução.
         Um gestor necessita corresponder às expectativas que tornam cada vez mais necessárias, como extensos conhecimentos, capacidade de análise em uma ampla diversidade de áreas; competências em redação, comunicação, habilidade de ouvir, negociar, ser estrategista e influenciar pessoas. Além disso, ele deve ser confiável, honesto, íntegro, intuitivo, compromissado, motivado, ter sensibilidade, empatia, humor, coragem, humildade, dentre outras características.
Emoção é um combustível indispensável para o cérebro ser capaz de raciocínios mais elevados. Somos educados para duvidar de nós mesmos, ignorar a intuição e procurar fora de nós a validação e experiência de tudo que fazemos. Somos condicionados a achar que as outras pessoas conhecem melhor a verdade sincera e podem dizê-la mais claramente para nós do que podemos fazê-lo.
A vida exige que nos empenhemos em perceber e entender efetivamente o que os outros sentem, sob as palavras, sob as coisas que os cercam.
Gerir com inteligência é ter generosidade de entender tudo isso, sem subestimar práticas e comportamentos, absorvendo novas ideias para realizar as suas da melhor forma possível e cabível em um mundo em permanente transformação.

* Priscila Soares é diretora jurídica e de Recursos Humanos da Trevisan Outsourcing.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

CHICO XAVIER, o filme...

Quero agradecer à Rede Globo por estar
transmitindo o filme de Chico Xavier.
Já assisti no cinema e estou vendo de novo!
 
nair lúcia de britto

 

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

CHICO XAVIER

CHICO XAVIER (Brasil – 2010)

Por nair lúcia de britto


Este filme é mais do que um filme de amor, do mais puro amor do qual

Jesus falou, quando veio aqui à Terra. É uma bandeira branca, a mais linda

bandeira de PAZ, dessa paz que o mundo está precisando tanto!...

Conta a história de Chico Xavier, "o mineiro do século", como narra

o jornalista Luciano Napoleão e Silva, que cobriu vários eventos

relacionados à vida do maior médium do mundo. Ficou tão encantado e

surpreendido com o que viu que resolveu escrever um livro, publicado pela

Editora Lachátre (Bragança Paulista, 2004), para transmitir a outras pessoas

o encantamento que ele sentiu.

Marcos Bernstein foi quem escreveu o roteiro do filme, baseado na obra

literária de Marcel Souto Maior "As Vidas de Chico Xavier";

e Daniel Filho, com muita competência, o dirigiu. O filme está emocionando milhares de pessoas e sugerindo uma nova perspectiva de vida. A mensagem é fazer entender que os laços de família não se perdem com a morte

porque a alma é eterna, assim como o amor.

Os verdadeiros laços de família são eternos tanto na Terra como na Espiritualidade; fortificam-se e se renovam à cada reencarnação, desde que sejam laços de afeto.

Ou seja: "A afeição real da alma é a única que sobrevive à destruição do corpo, porque os que se unem apenas pelos sentidos não têm motivo algum para se procurarem no mundo dos espíritos.", diz o Evangelho, segundo Allan Kardec.

Chico Xavier já era médium desde menino, quando a mãe que ele perdera ainda

criança vinha conversar com ele, a fim de suavizar o sofrimento pelo qual Chico passava com os maltratos da madrasta. Nem o garoto, nem ninguém entendia os fenômenos que ocorriam com ele; nem mesmo o padre da sua paróquia.

Somente Emmanuel, seu mentor espiritual, iluminou-o, ajudando-o a cumprir

a nobre missão que lhe fora destinada.

"Tudo é amor, até o ódio que julga ser a antítese do amor é o amor que adoeceu gravemente"

"Nós precisamos do humorismo ou entraremos num clima de tensão que seremos considerados loucos."

"Um dos maiores pecados do mundo é diminuir a alegria dos outros"

Foram estas e muitas outras mensagens de Emmanuel, através de Chico.


 

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

P A S S I O N E

PASSIONE

 

Por nair lúcia de britto

 

Bem inteligente a trama da novela Passione, de Silvio de Abreu,

que logo despertou o interesse dos telespectadores pelo

desenrolar intrigante e fluente; sem nunca pecar pela monotonia.

Excelente escolha do elenco de atores; já consagrados, na maioria.

A maior estrela da novela foi Mayana Moura que interpretou Melina,

a personagem mais coerente da novela, apesar dos erros que

cometeu por amor. Alguns telespectadores reclamam que ela

não merecia terminar com o confuso e atrapalhado Mauro

(Rodrigo Lombardi). Eu já acho que ela merecia alguém mais

determinado!


A "Pituquinha" (Irene Ravache) e o "Mimoso" (Francisco Cuoco)

formaram o casal mais adorável da novela.


Reynaldo Gianecchini (Fred) aprimorou-se como ator e

Simone Gutierres (Lurdinha) revelou-se como uma excelente

atriz, bailarina espetacular e comediante rara.

 

Quanto ao roteiro, certos diálogos foram muito pesados

e grosseiros, como por exemplo entre a personagem

Clara (Mariana Ximenes) e a avó Valentina (Dayse Lúcide).


Os temas fortes e cenas de sexo, apresentados, foram exagerados,

rudes e chocantes. Os alertas são válidos. Só que o autor

deveria ter sido mais hábil e discreto ao focar situações graves,

decorrentes da miséria e do desleixo moral.

 

A bigamia também não tem desculpa e é um péssimo exemplo,

que só existe nos países menos desenvolvidos. Na vida de toda

pessoa o amor é único e eterno. Relações paralelas são paixões

carnais e passageiras. 


Crianças e adolescentes gostam de assistir as novelas da Globo,

assim como os adultos; e os pais não conseguem retirá-las da

frente da televisão, quando oportuno. Daí porque é imprescindível

que tanto as emissoras de tevê quanto os autores de novela

lembrem-se desse público jovem que os assistem, ao criar e

apresentar uma novela; que pode, inclusive, auxiliar na educação

e no conhecimento.

 

Fred vai para a cadeira pelo crime que Clara cometeu; e, ela, apesar

de tanta maldade, tem um final feliz.


Seja na vida real ou na arte é inadmissível o mal vencer o bem.



 

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  Comitiva conheceu tecnologias da Embrapa Cerrados que levaram ao desenvolvimento da agricultura tropical. Foto: Alexandre Veloso A visita ...