segunda-feira, 11 de maio de 2009

Artigo - Resiliência no Trabalho

 

RESILIÊNCIA NO TRABALHO – UMA QUESTÃO DE ATITUDE

 

·        Ricardo Piovan

 

            De acordo com a pesquisa realizada pela ISMA-BR, 70% dos brasileiros sofrem as conseqüências do stress. Destes, 30% são vítimas da Síndrome de Burnout, um termo psicológico que descreve o estado de exaustão prolongada e diminuição de interesse, especialmente em relação ao trabalho. O termo burnout descreve principalmente a sensação de exaustão da pessoa acometida.

            Estudos também mostram que algumas pessoas passam pelo mesmo processo de pressão e adversidade no ambiente de trabalho, mas não entram no estado de estresse ou burnout, suportando a pressão mantendo-se equilibradas, isto é, sem quebras emocionais. Estas pessoas são chamadas de resilientes, pois possuem atitudes diferenciadas em relação às adversidades no trabalho ou na vida pessoal.

            Resiliência é uma palavra que vem do latim RESILIO, que significa "voltar ao normal". O conceito foi criado em 1807, pelo cientista inglês Thomas Young, que fazia estudos sobre a elasticidade dos materiais. Mais tarde, a resiliência foi incorporada pela física como a capacidade que certos materiais têm de acumular energia quando submetidos a um esforço e, cessado o esforço, retornar ao seu estado natural sem sofrer deformações permanentes. É o que acontece com uma vara no salto em altura: quando o atleta toma impulso para saltar, a vara se curva, acumula energia, projeta o atleta sobre o obstáculo e depois retorna ao seu estado normal.

            Nas últimas décadas do século 20, o termo resiliência foi abraçado pela psicologia, para denominar a capacidade que certas pessoas têm de sofrer fortes pressões ou situações de grande estresse e não quebrar emocionalmente. Na verdade estas pessoas se fortalecem neste processo, "acumulando energia" para assim como a vara do salto em altura, projetar-se para resolver as adversidades que estão passando.

            O iatista Lars Grael é um exemplo de uma pessoa resiliente. No auge da sua carreira repleta de conquistas, teve sua perna decepada pela hélice de um barco, em um trágico acidente em 1999. Anos depois voltou a competir e ganhar medalhas. "O erro das pessoas, em geral é se voltar para trás", disse Grael certa vez. "Se eu fosse comparar minha vida anterior com a que levo hoje, com certeza teria entrado em depressão. Mas não adianta olharmos para trás. Temos que lidar com o aqui e agora. Poderia ter sido pior, e tenho a obrigação de me sentir no lucro".

            Ser resiliente é uma questão de atitude, isto é, entrar em ação para solução das pressões e adversidades cotidianas. O profissional resiliênte não permite entrar na sintonia do medo e da tristeza, sentimentos estes que paralisam a pessoa impossibilitando a retomada para a ação. Não permitem também experimentar a energia da raiva, pois a raiva descontrolada apenas busca culpados em relação ao que se passa. O profissional resiliente primeiramente questiona o que deve ser feito para solucionar este problema, investigando várias opções, utilizando a sua flexibilidade e criatividade para sair do momento adverso.             Concluído este processo ele entra em ação, pois agora ele tem a tal da MOTIVAÇÃO, isto é, motivos (adquirido no processo de pesquisa) para entrar em ação e fazer o que tiver que ser feito para minimizar ou até mesmo sair da adversidade.

 

Ricardo Piovan é consultor organizacional, autor do livro "Resiliência – como superar as pressões e adversidades no trabalho". É palestrante e Coach Organizacional - www.ricardopiovan.com.br

 

CRIANÇAS DE ATÉ 5 ANOS APRENDEM GOLFE NA CRECHE

 

 

Golfe também é coisa de criança e se aprende até na creche

 

Como crianças de até cinco anos estão aprendendo golfe na creche pública Baroneza de Limeira

 

Um esporte que frequentemente teve sua imagem associada a pessoas mais velhas pode ser popular também entre os mais jovens? E entre crianças de até cinco anos? O projeto Golfe Nota 10, criado pela Federação Paulista de Golfe, tem provado que sim e que golfe também é coisa de criança.  

 

Lançado em agosto de 2007, o projeto Golfe Nota 10 tem como objetivo de difundir a prática deste esporte nas escolas. A iniciativa pioneira no Brasil visa contribuir para o crescimento do golfe no país, estimulando o desenvolvimento de novos golfistas infanto-juvenis, além de divulgar os benefícios do esporte e identificar novos talentos.

 

Neste mês de maio, o projeto está sendo desenvolvido na creche pública Baroneza de Limeira (Rua Antonio Gebara, 177 – Planalto Paulista) com 175 crianças de até 5 anos de idade. As aulas acontecem às terças e quintas-feiras, pela manhã, e são ministradas pela equipe de instrutores especializados do Golfe Nota 10.

 

O golfe ajuda a desenvolver a coordenação motora e a capacidade de concentração. Ajuda a definir e a estabelecer objetivos, estimula o auto-conhecimento e o respeito à natureza. Além disso, é um esporte que conta com um conjunto de etiqueta que abrange cortesia, cuidados com o campo, ordem de jogo, tratamento interpessoal e torcida, entre outros aspectos que são apresentados aos alunos sempre de forma lúdica e divertida.

 

O projeto Golfe Nota 10 também já foi aplicado em escolas como Colégio Elvira Brandão, Escola Internacional de Alphaville, Pueri Domus e Escola Morumbi. São mais de 4 mil alunos atendidos em 12 escolas participantes até o momento.

 

Golfe na escola e no campo

 

Como em todas as escolas, o programa do Golfe Nota 10 na Creche Baroneza de Limeira está dividido em 10 etapas. As cinco primeiras aulas são realizadas dentro da escola com um equipamento desenvolvido especialmente para o projeto e que prioriza a segurança dos alunos. As cinco últimas aulas acontecem em um campo de golfe filiado à Federação Paulista de Golfe. No caso da Creche Baroneza de Limeira, as crianças farão as aulas de campo no FPG Golfcenter, localizado à uma quadra da creche. 

 

Todo o processo é monitorado por meio de avaliações periódicas que são analisadas em conjunto com a direção das escolas. A equipe do Golfe Nota 10 em cada escola é formada por professores de golfe (jogadores profissionais com vasta experiência em treinar crianças e jovens) e assistentes.

 

Para estimular os alunos a continuarem a praticar golfe, a FPG concede aos melhores alunos de cada turma benefícios como gratuidade no aluguel de bolas e nas taxas de uso do campo de golfe durante um ano.

 

Ferramenta pedagógica

 

A metodologia do projeto Golfe Nota 10 foi desenvolvida por uma equipe da FPG, com a participação da pedagoga Carla Quinto e de jogadores profissionais, para apresentar às crianças as técnicas e os benefícios do golfe de forma alegre e descontraída.

 

Segundo Carla, do ponto de vista pedagógico, o golfe estimula principalmente a concentração e a disciplina como aspectos fundamentais na busca de um objetivo. São muitos os benefícios. O esporte instiga o auto-conhecimento e aumenta a coordenação motora e a resistência física. Além disso, promove o respeito à natureza e aos semelhantes. Saber respeitar regras, criar estratégias e apreciar o ambiente do golfe são aspectos que contribuem para o próprio conhecimento. "É cedo que surgem os reais interesses pela prática de esportes. Nessa fase, as crianças já são capazes de pedir e cobrar dos pais a participação nas aulas e torneios", destaca a pedagoga.

 

 

O Golfe no Brasil

 

Criado na Escócia no século XIV, o golfe é um dos esportes que mais cresce no mundo e no Brasil. No país, o golfe é praticado desde o início do século XX e, atualmente, são mais de 20 mil praticantes, entre profissionais e amadores, que foram conquistados pelos benefícios do esporte.

 

A maior parte dos praticantes de golfe em todo o mundo é formada por jovens, assim como em tantos outros esportes. Atenta a este fato, a Federação Paulista de Golfe, que concentra 58% dos golfistas do Brasil e é pioneira no desenvolvimento de ações junto à área juvenil, criou o projeto Golfe Nota 10 para incentivar as crianças e jovens a conhecerem e praticarem o esporte.

 

Todo o projeto é desenvolvido pela Federação Paulista de Golfe, com apoio da Confederação Brasileira de Golfe, da Associação de Profissionais de Golfe do Brasil, de clubes de golfe e do Centro Paulista de Golfe. O projeto tem custo zero para as escolas.

 

  

sábado, 9 de maio de 2009

Cicatriz




CICATRIZ


para Graça Graúna



Solano sol
de cada manhã
a cor
do sol
doura a pele
de liberdade
a cada passo
a África
colada
à sola
da caminhada
é asa


Solano sol
poesia e rouxinol
canto da manhã
na cor
desterro e dor
de uma pátria
colada à sola
da caminhada
a cadência
marca
a fala
e fertiliza o chão
por onde a África
passa


Solano sol
da fala
a cor é flor
na marca
a pele
aberta
desabrocha o sorriso
na dor
como uma flor
nasce
no asfalto
como um assalto
um sobressalto
dos pés
na caminhada
que a pele
livre
carregada de sol
fez da cultura
humana
beija-flor



Solano Trindade nasceu no bairro de São José (Recife-PE), em 24 de julho de 1908. Filho do sapateiro Manuel Abílio e da quituteira Emerenciana, mais conhecida como Merença. Ele foi pintor, teatrólogo, folclorista, ator e, sobretudo, poeta da resistência negra. Em 1936, fundou a Frente Negra Pernambucana e o Centro de Cultura Afro-brasileiro.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

PARCAS PALAVRAS SOBRE PORCOS

PARCAS PALAVRAS SOBRE PORCOS
(Autor: Antonio Brás Constante)

A vida tem dessas coisas. Li uma reportagem da revista Superinteressante (ou seria Galilleu?) há algum tempo atrás e me deparei com o seguinte tema: “Porcos”. Gostei da matéria e resolvi traçar algumas linhas sobre o assunto (ATENÇÃO: Este texto foi escrito antes de estourar essa tal de gripe suína, mesmo assim o tema está bem atual para o contexto do momento).

O que me chamou a atenção primeiramente foi que a reportagem desmistificou a idéia de que porcos são animais sujos e burros (ao contrário dos seres humanos). Diferentemente do que a maioria pensa, eles são tão inteligentes quanto os golfinhos e mais espertos que os cães, aliás, ambos (porcos e cachorros), foram domesticados na mesma época, sendo descobertas evidências de que os cachorros eram utilizados primeiramente como alimento.

Parece que em algum momento da história, algum esfomeado descobriu que os porcos eram mais saborosos que os cachorros e a partir daí começaram a levá-los para dentro das panelas.

Pensando em tudo isto, comecei a refletir sobre as injustiças que esses animais sofrem, com seus nomes arrastados na lama, lembrando que muitos porcos realmente vivem na lama, mas vivem por um bom motivo, como não tem glândulas de suor, eles não suportam temperaturas quentes, o que leva os pobres animais a se esbaldarem em “piscinas” lamacentas e fresquinhas, já que não podem usar o chuveiro do dono da residência. Outra curiosidade é que os pêlos dos porcos foram utilizados como cerdas nas primeiras escovas de dente da humanidade.

Quantas já não foram às vezes em que atribuíram a alguém a alcunha de “porco” (de modo pejorativo). Se levassem em conta que os suínos (tal qual boa parte dos seres humanos), estabelecem “latrinas” para não emporcalhar seu habitat e que mesmo seus odores têm uma razão de ser, pois é através dele que estes animais conseguem exercer certos tipos de comunicação e entendimento entre eles, poderíamos dizer que chamar alguém de porco passaria a ser quase um elogio, ou mesmo se alguém dissesse que você fez um serviço porco, considere que ele achou o serviço bem feito.

Entre as tantas particularidades do texto, uma que me chamou atenção foi referente ao filme “baby o porquinho”, onde dizia que foram necessários 48 leitões para produzir o filme. Fico imaginando ao final das filmagens, todos comemorando, com os atores principais sobre a mesa, assados e com uma maça na boca, recheados e prontos para servir.

Falando em comida, uma coisa fascinante na culinária diz respeito aos suínos. Pois, para se fazer salsichão ou lingüiça, o homem aprendeu a retirar as tripas de dentro dos porcos, para depois colocar os porcos dentro de suas próprias tripas, uma façanha verdadeiramente admirável e, sobre certos aspectos, repugnante.

Quem sabe no futuro não olhemos para os porcos com outros olhos, reconhecendo-os como animais melhores e mais sofisticados, levando-os assim com mais consideração para dentro de nossos lares, de nossas vidas e... De nossos estômagos.

E-mail: abrasc@terra.com.br

Site: recantodasletras.uol.com.br/autores/abrasc

NOTA DO AUTOR: Divulgue este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos).

NOVA NOTA DO AUTOR (agora com muito mais conteúdo na nota): Caso queira receber os textos do escritor Antonio Brás Constante via e-mail, basta enviar uma mensagem para: abrasc@terra.com.br pedindo para incluí-lo na lista do autor. Caso você já os receba e não queira mais recebe-los, basta enviar uma mensagem pedindo sua retirada da lista. E por último, caso você receba os textos e queira continuar recebendo, só posso lhe dizer: "Também amo você! Valeu pela preferência".

ULTIMA NOVA NOTA DO AUTOR: Agora disponho também de ORKUT, basta procurar por "Antonio Brás Constante".

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Primeira fase de inscrições para a Jornada de Literária de Passo Fundo vai até 17 de maio




Primeira fase de inscrições para a Jornada de Literatura

de Passo Fundo vai até 17 de maio

Evento acontece de 24 a 28 de agosto, em Passo Fundo (RS), e terá uma extensa programação cultural,

com nomes consagrados da literatura brasileira e estrangeira. Após 17 de maio, valores das inscrições serão reajustados.

Uma das maiores movimentações culturais do país, a Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo chega a sua décima terceira edição em 2009 debatendo o tema "Arte e Tecnologia: novas interfaces". A Jornada, realizada pela Universidade de Passo Fundo (UPF) em parceria com a Prefeitura Municipal de Passo Fundo, acontece de 24 a 28 de agosto, no Circo da Cultura da UPF, Campus I. O primeiro período de inscrições vai até o dia 17 de maio e pode ser feito exclusivamente pela internet, no site www.jornadadeliteratura.upf.br.

O valor é de R$ 100 para inscrições individuais e, no caso de grupos de 10 pessoas, R$ 80 para cada participante. Nessa modalidade, o participante pode inscrever-se na 13ª Jornada Nacional de Literatura e escolher entre um dos cursos da programação; o 2º Encontro Estadual de Escritores Gaúchos; o 3º Encontro Nacional da Academia Brasileira de Letras; ou, ainda, o Seminário Internacional de Contadores de Histórias.

Outra modalidade de inscrição inclui a participação na 13ª Jornada Nacional de Literatura e no 8º Seminário Internacional de Pesquisa em Leitura e Patrimônio Cultural. Neste caso, as inscrições individuais custam R$ 110 até 17 de maio, e para grupos de 10 pessoas, R$ 100 cada. Após o dia 17 maio, o valor das inscrições será reajustado.

Para a edição deste ano, já estão confirmadas as presenças de autores consagrados nacional e internacionalmente, entre eles Pierre Lévy, Teresa Colomer, Guilherme Arriaga, Fernando Molica, Clarah Averbuck, Dorota Maslowska, Nélida Piñon, Beatriz Sarlo, Fernando Bonassi, Lúcia Santaella, Diana Domingues e Zuenir Ventura, Evanildo Bechara, Cícero Sandroni e outros. A programação completa e outras informações podem ser obtidas no site www.jornadadeliteratura.upf.br, pelo e-mail jornada@upf.br ou telefone (54) 3316-8368.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

O FENOMENO SUSAN BOYLE

 

 

EM BUSCA DO SUCESSO

ENTENDENDO O FENÔMENO SUSAN BOYLE

 

José Augusto Wanderley

 

Existe um ditado que diz: "Quem quer ter sucesso deve estudar o sucesso", e Susan Boyle, a escocesa de 47 anos, se tornou um sucesso mundial, ao participar do programa de calouros "Britain's Got Talent". Contra todas as expectativas, e contrastando com os modelos atuais, Susan, que é feia, desengonçada e estava mal vestida, arrebatou e emocionou o público e os jurados com a sua voz. O vídeo, com sua apresentação no programa, já teve mais de 100 milhões de acessos na Internet.

E aqui vem o ponto fundamental da questão: pessoas que têm sucesso e as que falham sempre na obtenção de resultados estão sujeitas aos mesmos princípios. As mesmas leis e procedimentos que podem nos levar para uma vida de sucesso e todas as coisas com que sempre sonhamos também podem nos levar à ruína. Tudo depende da forma como as usamos. Ou seja, o que dá para rir também dá para chorar. Portanto, existem "princípios universais" que se aplicam a qualquer situação e contexto. Vejamos o desempenho de Susan em relação a cinco destes princípios.

 

1: Tudo começa com uma visão de futuro ou um sonho

Susan Boyle tinha um sonho: tornar-se cantora. Sonhos são fundamentais, mas é preciso saber que existem sonhos desafiadores e possíveis e sonhos alucinados, que acabam se transformando em pesadelos. Se o sonho de Susan fosse ser rainha da Inglaterra, seu sonho ia se transformar em pesadelo. Os sonhos alucinados são produtos de sentimentos de onipotência e da crença de que não existem limites. Existem dois tipos de limites: limites reais e limites auto-impostos. Toda vez que alguém ultrapassa um limite real vai ter problemas. Quando começou a ser divulgada a importância da corrida aeróbica como benefício para a saúde um livro, escrito por Jim Fixx, se transformou num best-seller. Só que houve um problema: Jim Fixx morreu correndo. É que naquele tempo não eram conhecidos os efeitos nocivos da oxidação provocados pelo excesso de exercícios. A regra é: vá até seus limites e amplie seus limites. Não ultrapasse. E isto faz uma grande diferença. Quem ultrapassa seus limites acaba tendo retrocesso.

 

2. Saber o que fazer e fazer o que tem que ser feito

Sem ação, sonhos não passam de ilusão. Não adianta só pedir, acreditar e achar que vai receber se não houver ação. E como se sabe se a ação é adequada ou não? Pela resposta que se obtém. Assim, se o que você está fazendo não der a resposta que você quer, tenha sensibilidade para saber se deve continuar batendo na mesma tecla ou mudar. Susan Boyle já vinha tentando há bastante tempo, inclusive 1995, participou de um outro programa de calouros em que o apresentador, Michael Barrymore, a atrapalhou e ridicularizou.

Mas superar a rejeição e as adversidades faz parte do jogo, pois até os Beatles já foram dispensados. Isto aconteceu em 1962 com gravadora Decca Records, com o estranho argumento de que os grupos com guitarras estavam acabando

 

3. Querer Profundo ou Determinação Implacável

Talvez, em função deste fracasso, embora Susan viesse tentando, inclusive participou de um CD gravado para uma instituição de caridade cantando "Cry me a river", não fazia com querer profundo ou determinação implacável. E a determinação implacável, de acordo com Albert Ellis, o criador da Terapia do Comportamento Emotivo Racional, representa três quartas partes da vitória. Existem alguns fatores que interferem, entre eles os medos do fracasso, da rejeição e de errar. Estes medos fazem com que uma pessoa não se lance por inteiro na busca de seus objetivos. Fazem com que a pessoa queira e não queira ao mesmo tempo.

Susan custou a vencer seus medos, o que só ocorreu aos 47 anos de idade e três anos após a morte de sua mãe, sua grande incentivadora e que dizia que se ela se concorresse no "Britain's Got Talent", seria vencedora.

 

4. Competência

Sem competência não tem sucesso e a competência é fruto de muito trabalho. Ou como já dizia Hortência, que foi uma das maiores jogadoras de basquete do Brasil: "A maioria das pessoas treina até sentir dor. Eu treino até alcançar resultado". Susan tem uma voz muito bonita fruto de muita prática. Teve aulas de canto e praticava no coro de sua igreja. A música que escolheu para cantar, "I dreamed a dream" é bastante difícil e ela o fez com grande competência e muita emoção.

Portanto, que quer ter sucesso deve estudar o sucesso e trabalhar muito. Mas também é importante ter um modelo de sucesso. E Susan soube escolher um excelente modelo: Elaine Paige, uma consagrada cantora inglesa.

 

5. Estado Mental e Emocional Rico de Recursos

Para tudo o que se faz, existe um estado mental e emocional apropriado ou rico de recursos. O melhor exemplo do que isto quer dizer foi a atuação do Zidane, jogador de futebol da seleção francesa, na Copa do Mundo de 2006. Zidane tinha um sonho? Sim ser campeão do mundo. Tinha competência? Sim pois já havia sido eleito o melhor jogador do mundo pela FIFA. Estava motivado? Extremamente, inclusive por ser aquela a última Copa de que participaria, e nada melhor do que sair como campeão. Mas Zidane foi provocado por um jogador italiano e entrou num estado mental e emocional fraco de recursos. E sempre que isto acontecer, não importa o que você estiver fazendo, vai ter problemas e um desempenho medíocre. E Zidane foi expulso do jogo.

Susan só teve sucesso quando agiu de acordo com estes cinco princípios e venceu seus medos. Não teve medo do ridículo e da rejeição, e se apresentou com grande segurança e simpatia.

Assim, são cinco os princípios do sucesso: sonhos, ação, querer profundo, competência e estados mentais e emocionais ricos de recursos. E qual é o seu tamanho? É como uma corrente. Uma corrente é tão forte quanto seu elo mais fraco, como muito bem nos mostrou Zidane.

 

 

José Augusto Wanderley

Consultor  e autor do livro Negociação Total, da Editora Gente

 

 

 

O FENOMENO SUSAN BOYLE

 

 

EM BUSCA DO SUCESSO

ENTENDENDO O FENÔMENO SUSAN BOYLE

 

José Augusto Wanderley

 

Existe um ditado que diz: "Quem quer ter sucesso deve estudar o sucesso", e Susan Boyle, a escocesa de 47 anos, se tornou um sucesso mundial, ao participar do programa de calouros "Britain's Got Talent". Contra todas as expectativas, e contrastando com os modelos atuais, Susan, que é feia, desengonçada e estava mal vestida, arrebatou e emocionou o público e os jurados com a sua voz. O vídeo, com sua apresentação no programa, já teve mais de 100 milhões de acessos na Internet.

E aqui vem o ponto fundamental da questão: pessoas que têm sucesso e as que falham sempre na obtenção de resultados estão sujeitas aos mesmos princípios. As mesmas leis e procedimentos que podem nos levar para uma vida de sucesso e todas as coisas com que sempre sonhamos também podem nos levar à ruína. Tudo depende da forma como as usamos. Ou seja, o que dá para rir também dá para chorar. Portanto, existem "princípios universais" que se aplicam a qualquer situação e contexto. Vejamos o desempenho de Susan em relação a cinco destes princípios.

 

1: Tudo começa com uma visão de futuro ou um sonho

Susan Boyle tinha um sonho: tornar-se cantora. Sonhos são fundamentais, mas é preciso saber que existem sonhos desafiadores e possíveis e sonhos alucinados, que acabam se transformando em pesadelos. Se o sonho de Susan fosse ser rainha da Inglaterra, seu sonho ia se transformar em pesadelo. Os sonhos alucinados são produtos de sentimentos de onipotência e da crença de que não existem limites. Existem dois tipos de limites: limites reais e limites auto-impostos. Toda vez que alguém ultrapassa um limite real vai ter problemas. Quando começou a ser divulgada a importância da corrida aeróbica como benefício para a saúde um livro, escrito por Jim Fixx, se transformou num best-seller. Só que houve um problema: Jim Fixx morreu correndo. É que naquele tempo não eram conhecidos os efeitos nocivos da oxidação provocados pelo excesso de exercícios. A regra é: vá até seus limites e amplie seus limites. Não ultrapasse. E isto faz uma grande diferença. Quem ultrapassa seus limites acaba tendo retrocesso.

 

2. Saber o que fazer e fazer o que tem que ser feito

Sem ação, sonhos não passam de ilusão. Não adianta só pedir, acreditar e achar que vai receber se não houver ação. E como se sabe se a ação é adequada ou não? Pela resposta que se obtém. Assim, se o que você está fazendo não der a resposta que você quer, tenha sensibilidade para saber se deve continuar batendo na mesma tecla ou mudar. Susan Boyle já vinha tentando há bastante tempo, inclusive 1995, participou de um outro programa de calouros em que o apresentador, Michael Barrymore, a atrapalhou e ridicularizou.

Mas superar a rejeição e as adversidades faz parte do jogo, pois até os Beatles já foram dispensados. Isto aconteceu em 1962 com gravadora Decca Records, com o estranho argumento de que os grupos com guitarras estavam acabando

 

3. Querer Profundo ou Determinação Implacável

Talvez, em função deste fracasso, embora Susan viesse tentando, inclusive participou de um CD gravado para uma instituição de caridade cantando "Cry me a river", não fazia com querer profundo ou determinação implacável. E a determinação implacável, de acordo com Albert Ellis, o criador da Terapia do Comportamento Emotivo Racional, representa três quartas partes da vitória. Existem alguns fatores que interferem, entre eles os medos do fracasso, da rejeição e de errar. Estes medos fazem com que uma pessoa não se lance por inteiro na busca de seus objetivos. Fazem com que a pessoa queira e não queira ao mesmo tempo.

Susan custou a vencer seus medos, o que só ocorreu aos 47 anos de idade e três anos após a morte de sua mãe, sua grande incentivadora e que dizia que se ela se concorresse no "Britain's Got Talent", seria vencedora.

 

4. Competência

Sem competência não tem sucesso e a competência é fruto de muito trabalho. Ou como já dizia Hortência, que foi uma das maiores jogadoras de basquete do Brasil: "A maioria das pessoas treina até sentir dor. Eu treino até alcançar resultado". Susan tem uma voz muito bonita fruto de muita prática. Teve aulas de canto e praticava no coro de sua igreja. A música que escolheu para cantar, "I dreamed a dream" é bastante difícil e ela o fez com grande competência e muita emoção.

Portanto, que quer ter sucesso deve estudar o sucesso e trabalhar muito. Mas também é importante ter um modelo de sucesso. E Susan soube escolher um excelente modelo: Elaine Paige, uma consagrada cantora inglesa.

 

5. Estado Mental e Emocional Rico de Recursos

Para tudo o que se faz, existe um estado mental e emocional apropriado ou rico de recursos. O melhor exemplo do que isto quer dizer foi a atuação do Zidane, jogador de futebol da seleção francesa, na Copa do Mundo de 2006. Zidane tinha um sonho? Sim ser campeão do mundo. Tinha competência? Sim pois já havia sido eleito o melhor jogador do mundo pela FIFA. Estava motivado? Extremamente, inclusive por ser aquela a última Copa de que participaria, e nada melhor do que sair como campeão. Mas Zidane foi provocado por um jogador italiano e entrou num estado mental e emocional fraco de recursos. E sempre que isto acontecer, não importa o que você estiver fazendo, vai ter problemas e um desempenho medíocre. E Zidane foi expulso do jogo.

Susan só teve sucesso quando agiu de acordo com estes cinco princípios e venceu seus medos. Não teve medo do ridículo e da rejeição, e se apresentou com grande segurança e simpatia.

Assim, são cinco os princípios do sucesso: sonhos, ação, querer profundo, competência e estados mentais e emocionais ricos de recursos. E qual é o seu tamanho? É como uma corrente. Uma corrente é tão forte quanto seu elo mais fraco, como muito bem nos mostrou Zidane.

 

 

José Augusto Wanderley

Consultor  e autor do livro Negociação Total, da Editora Gente

 

 

 

domingo, 3 de maio de 2009

UM TESOURO INESTIMAVAL E... GRATUITO

UM TESOURO INESTIMAVAL E... GRATUITO
(Autor: Antonio Brás Constante)

Dizem que um amigo é um tesouro, mas alguns são verdadeiras arcas recheadas de cédulas falsas, que mais cedo ou mais tarde nos fazem entender a frase: “Antes só do que mal acompanhado”.

Estamos na era dos amigos virtuais, distantes, que nunca jogam bola ou pegam um cinema com a gente, mas que conhecem qual é o nosso time do coração e sabem os nossos gostos por filmes. Não falamos com eles ao pé do ouvido, mas abrimos nossas vidas em cada frase documentada. Compartilhamos nossas vivencias como se ambos fossem literalmente um livro aberto que é escrito a todo o momento neste estranho mundo novo que se apresenta cada vez mais hi-tech.

Nosso circulo de amizades pode ser entendido com um bolo que é preparado por nós e dividido em fatias. Através dessas fatias podemos classificar os amigos de várias formas, adequando as amizades as nossas próprias necessidades.

De um lado temos os amigos “contatos”, aos quais recorremos para auxiliar ou para sermos auxiliados no ramo profissional de nossa existência. Também temos os amigos “festeiros” que são ótimos quando se quer farrear, mas péssimos quando estamos com enfrentando alguma dificuldade. O amigo problema, que é encrenca certa em qualquer tipo de situação e que popularmente já ganhou a alcunha de amigo-da-onça.

Temos os amigos “pau-pra-toda-obra”, super úteis quando precisamos de algo, e aos quais não podemos negar nada, pois geralmente são nossos melhores amigos. Ou os amigos de estudos (faculdade, técnico, etc) juntos na arte de aprender. Os amigos de infância acabam muitas vezes se tornando amigos de nossas lembranças, que somem com o passar dos anos, mas sua amizade fica gravada nas nossas recordações de criança.

Nesta narrativa, não podem faltar os amigos para os chamados “papos-cabeça”, perfeitos para filosofar sobre as preocupações e mistérios existenciais. São eles que nos ajudam a tentar entender que é impossível montar o quebra-cabeça da vida, pois o tal quebra-cabeça é na realidade uma caixa de sucrilhos, que deve ser saboreada e não entendida.

Estes são apenas alguns dos tipos de amigos que encontramos enquanto vamos respirando e transpirando rumo ao leito eterno. Muitos deles acabam ocupando mais de uma função em nossas vidas. Mas todos estes amigos são marcos de nossa passagem por este mundo, transmitindo energia positiva e conseguindo dar um ânimo a nossa vida, dizendo coisas do tipo: “curta a vida porque a vida é curta”. Um amigo é um pedaço de nossa história escrita por outra pessoa.

Aproveito o final deste texto para prestar uma homenagem a um grande amigo conhecido por Ézio Leite de Oliveira, ou simplesmente Ézio para os amigos, que encerrou sua jornada neste mundo há poucos dias atrás. Algumas amizades morrem no decorrer da vida, outras se mantêm vivas mesmo após a morte, o Ézio era uma delas. Se as crenças dele estiverem certas e minhas descrenças totalmente erradas, então ainda voltaremos a nos encontrar... TODOS NÓS...

E-mail: abrasc@terra.com.br

Site: recantodasletras.uol.com.br/autores/abrasc

NOTA DO AUTOR: Divulgue este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos).

NOVA NOTA DO AUTOR (agora com muito mais conteúdo na nota): Caso queira receber os textos do escritor Antonio Brás Constante via e-mail, basta enviar uma mensagem para: abrasc@terra.com.br pedindo para incluí-lo na lista do autor. Caso você já os receba e não queira mais recebe-los, basta enviar uma mensagem pedindo sua retirada da lista. E por último, caso você receba os textos e queira continuar recebendo, só posso lhe dizer: "Também amo você! Valeu pela preferência".

ULTIMA NOVA NOTA DO AUTOR: Agora disponho também de ORKUT, basta procurar por "Antonio Brás Constante".

sábado, 2 de maio de 2009

Demasiado

Demasiado



para Hideraldo Montenegro



humano
é poder apalpar o universo,
ainda que de longe
e sem fronteiras.

Consciente desta possibilidade,
o poeta expõe a tatuagem da solidão
contida em seu silêncio.

Graça Graúna

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Um bom planejamento depende de adequada execução

 
 

* Paulo Roberto Lucas de Oliveira

 

Nas últimas décadas, a expressão "Planejamento Estratégico" é presença constante nas discussões sobre gestão, qualquer que seja o tipo de empresa, de prestadoras de serviços a produtoras de bens, de organizações públicas a privadas, de micro a grandes instituições. A despeito da suposta adoção maciça desta prática, a crise mundial pegou muitos setores desprevenidos. Será que eles não tinham um planejamento estratégico ou este não foi devidamente elaborado?

 

Podemos dizer que as micro e pequenas empresas não têm um planejamento estratégico formal, ou seja, elaborado por meio de um modelo que facilite a tomada de decisões. É possível, também, afirmar que as grandes empresas, que costumam ter este tipo de plano, mas ainda assim se encontram em apuros, talvez não tenham previsto os riscos do mercado financeiro e suas conseqüências drásticas para a economia real. No entanto, é incomum entre os especialistas em gestão atribuir estes resultados negativos não ao modelo adotado, mas à equivocada consecução do que foi planejado.

 

Se houve falha no detalhamento das diretrizes, isto pode denotar falta de visão do planejador. Porém, a organização pode não ter cumprido com o que foi planejado. No primeiro caso temos um problema individual, originado exclusivamente por aquele que planejou. No segundo caso, a questão se coloca de modo coletivo, pois a maioria dos funcionários provavelmente deixou de cumprir com que estava estabelecido, ou não o executou corretamente.

 

Este fato é mais corriqueiro do que se poderia imaginar. Um dos motivos mais frequentes é que as empresas que se vêem às voltas com uma série complexa de metas a serem atingidas tendem a ser dispersivas no cumprimento destas. Por outro lado, organizações que definem um número mais modesto de objetivos podem direcionar seus esforços com mais propriedade.

 

Outra face deste problema é a falta de correta tradução das metas da empresa na forma de tarefas simples e que todos os funcionários sejam capazes de entender – quando não há compreensão de "onde se quer chegar" o "como chegar", qualquer caminho escolhido ou resultado que se obtenha será considerado válido.

 

No centro desta questão do planejamento deve ser transmitida, de modo bem claro, a idéia de qualidade que os funcionários devem perceber e adotar ao executar suas tarefas. Isto pode ter vários nomes na empresa. Comprometimento é um deles, mas também podemos citar: remuneração adequada, liderança, motivação, descentralização de decisões e assim por diante.

 

Em síntese, a mensagem que desejamos deixar é esta: sem planejamento não se chega a lugar algum! Sobre isso não resta qualquer dúvida, assim como o fato de que planejar é uma arte. O que boa parte das pessoas ainda não entendeu muito bem é que nem o melhor planejamento do mundo trará resultados se não for implantado corretamente – e isto depende do empenho de todos os funcionários, que devem estar devidamente municiados de informações.

 

Ainda que, muitas vezes, os resultados de um bom planejamento demorem a ser atingidos, a receita é muito simples:

 

1.Definir um número reduzido de metas para a organização e fazê-lo de modo claro;

2.Traduzir estas metas em tarefas compreensíveis por todas as áreas que compõem a empresa;

3.Capacitar constantemente os colaboradores para que estes possam cumprir suas tarefas;

4.Desenvolver processos de liderança, motivação e trabalho em equipes;

5.Controlar os resultados e corrigir rapidamente as distorções.

 

* Prof. Paulo Roberto Lucas de Oliveira é economista, consultor empresarial em planejamento e gestão estratégica de negócios e coordenador de Pós-graduação das Faculdades Rio Branco.

 

 



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Um bom planejamento depende de adequada execução

 
 

* Paulo Roberto Lucas de Oliveira

 

Nas últimas décadas, a expressão "Planejamento Estratégico" é presença constante nas discussões sobre gestão, qualquer que seja o tipo de empresa, de prestadoras de serviços a produtoras de bens, de organizações públicas a privadas, de micro a grandes instituições. A despeito da suposta adoção maciça desta prática, a crise mundial pegou muitos setores desprevenidos. Será que eles não tinham um planejamento estratégico ou este não foi devidamente elaborado?

 

Podemos dizer que as micro e pequenas empresas não têm um planejamento estratégico formal, ou seja, elaborado por meio de um modelo que facilite a tomada de decisões. É possível, também, afirmar que as grandes empresas, que costumam ter este tipo de plano, mas ainda assim se encontram em apuros, talvez não tenham previsto os riscos do mercado financeiro e suas conseqüências drásticas para a economia real. No entanto, é incomum entre os especialistas em gestão atribuir estes resultados negativos não ao modelo adotado, mas à equivocada consecução do que foi planejado.

 

Se houve falha no detalhamento das diretrizes, isto pode denotar falta de visão do planejador. Porém, a organização pode não ter cumprido com o que foi planejado. No primeiro caso temos um problema individual, originado exclusivamente por aquele que planejou. No segundo caso, a questão se coloca de modo coletivo, pois a maioria dos funcionários provavelmente deixou de cumprir com que estava estabelecido, ou não o executou corretamente.

 

Este fato é mais corriqueiro do que se poderia imaginar. Um dos motivos mais frequentes é que as empresas que se vêem às voltas com uma série complexa de metas a serem atingidas tendem a ser dispersivas no cumprimento destas. Por outro lado, organizações que definem um número mais modesto de objetivos podem direcionar seus esforços com mais propriedade.

 

Outra face deste problema é a falta de correta tradução das metas da empresa na forma de tarefas simples e que todos os funcionários sejam capazes de entender – quando não há compreensão de "onde se quer chegar" o "como chegar", qualquer caminho escolhido ou resultado que se obtenha será considerado válido.

 

No centro desta questão do planejamento deve ser transmitida, de modo bem claro, a idéia de qualidade que os funcionários devem perceber e adotar ao executar suas tarefas. Isto pode ter vários nomes na empresa. Comprometimento é um deles, mas também podemos citar: remuneração adequada, liderança, motivação, descentralização de decisões e assim por diante.

 

Em síntese, a mensagem que desejamos deixar é esta: sem planejamento não se chega a lugar algum! Sobre isso não resta qualquer dúvida, assim como o fato de que planejar é uma arte. O que boa parte das pessoas ainda não entendeu muito bem é que nem o melhor planejamento do mundo trará resultados se não for implantado corretamente – e isto depende do empenho de todos os funcionários, que devem estar devidamente municiados de informações.

 

Ainda que, muitas vezes, os resultados de um bom planejamento demorem a ser atingidos, a receita é muito simples:

 

1.Definir um número reduzido de metas para a organização e fazê-lo de modo claro;

2.Traduzir estas metas em tarefas compreensíveis por todas as áreas que compõem a empresa;

3.Capacitar constantemente os colaboradores para que estes possam cumprir suas tarefas;

4.Desenvolver processos de liderança, motivação e trabalho em equipes;

5.Controlar os resultados e corrigir rapidamente as distorções.

 

* Prof. Paulo Roberto Lucas de Oliveira é economista, consultor empresarial em planejamento e gestão estratégica de negócios e coordenador de Pós-graduação das Faculdades Rio Branco.

 

 



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Aos leitores da Revista Virtual P@rtes
 

Oração da Manhã


Nasce mais um dia

Aos poucos vamos abrindo janelas e portas

Deixando a luz entrar...

Tudo vai ganhando contorno, dimensão, calor e vida...

Senhor, nós te agradecemos por este dia

Abrimos nossas portas e janelas

Para que tu possas entrar com tua luz...


Queremos que tu, Senhor

Definas os contornos de nossos caminhos

A dimensão de nossos projetos,

O calor de nossos relacionamentos

E o rumo de nossas vidas


Podes entrar, Senhor!

Podes entrar em nossas famílias

Precisamos do ar puro da tua verdade...

Precisamos de tua mão libertadora

Para abrir compartimentos fechados


Precisamos de sua beleza para amenizar nossa dureza

Precisamos da tua paz para nossos conflitos

Precisamos de teu contato para curar feridas

Precisamos sobretudo da Tua presença...

Para aprendermos a partilhar e abençoar!...


(Lar da Luz Vicente de Paulo)


Encaminhada por Nair Lúcia de Britto

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Retrocesso no Iraque

Por Ayman El-Amir


O presidente dos EUA, Barack Obama, reservou algumas horas depois de sua recente visita à Turquia para ir a Bagdá com uma mensagem para o governo iraquiano do primeiro-ministro Nuri Al-Maliki: você agora é responsável por seu próprio país. A mensagem chega dois meses antes do prazo para a retirada das tropas de combate dos EUA das maiores cidades iraquianas, incluindo Bagdá, Mosul e Baquba, e quase um antes do fim das operações militares em agosto de 2010. No entanto, para alguns analistas iraquianos o recente aumento da violência em algumas cidades, incluindo Mosul, Bagdá e Kirkuk, levanta a questão de se o prazo de junho seria definitivo ou deveria ser mais flexível, dependendo da situação local. Para eles, a ressurgência da violência é uma síndrome da luta política interna entre o primeiro-ministro, e se credita a suas políticas desde 2008 se credita a diminuição do banho de sangue, e seus parceiros políticos.

Mosul ainda é uma incubadora de conflito. Mais de 25 mil militares iraquianos, apoiados pelas tropas de combate dos EUA, têm lutado contra lutadores da resistência xiita e sunita desde 2008. Pela primeira vez em 12 meses, cinco soldados dos EUA e dois policiais iraquianos foram mortos em uma explosão de bomba vinda de um caminhão, com outros 12 feridos. Em Kirkuk, 13 pessoas foram mortas e 22 feridas em explosão em uma instalação de petróleo que estavam guardando. Em Bagdá, 60 pessoas foram mortas em várias explosões em apenas duas semanas. A ressurgência da violência em tal escala é uma indicação de que Al-Maliki ainda está em desacordo com os curdos ao norte - que têm suas diferenças com seus co-habitantes árabes e turcomanos em Kirkuk -, os sunitas baathistas ao redor de Bagdá e alguns radicais xiitas em Mosul. Elementos desencantados dos 94 mil lutadores dos Conselhos do Despertar Sunita, que foram chaves na contenção dos ataques dos membros da Al-Qaeda e no asseguramento do sucesso das políticas de Al-Maliki para estabilizar a segurança, estão tornando-se uma crescente parte dos problemas para o primeiro-ministro. Eles estão furiosos com a detenção de alguns de seus mais proeminentes líderes, pois temem uma quebra do movimento que foi originalmente iniciado pelo comando dos Estados Unidos para lutar contra as forças da Al-Qaeda e, posteriormente, ficou sob responsabilidade do governo iraquiano. Os membros da Al-Sahwa (Despertar) e seus comandantes estão descontentes em relação ao atraso de pagamento e ao fracasso do governo em fazer bem cumprir a promessa de colocá-los em empregos da administração de altos salários.

O Governo Regional do Curdistão, liderado por Massoud Barzani, está também furioso pela falha de Al-Maliki fazer crescer as receitas da região, para permitir o retorno do que considera curdos deslocados a Kirkuk, e por bloquear as tentativas do governo do Curdistão de negociar contratos de petróleo de forma independente com companhias estrangeiras. Os curdos estão forçando um status semi-independente e Al-Maliki não parece querer cooperar. Acima de tudo, o primeiro-ministro resiste à pressão do Governo Iraquiano do Curdistão em tentar anexar ricas fontes de petróleo de Kirkuk à província, movimento que tem a oposição tanto de árabes quanto de turcomanos da região, o que pode prenunciar uma nova onda de violência. A tensão aumentou entre Al-Maliki e os líderes sunitas, particularmente o vice-presidente Tarek Al-Hashimi, por causa da detenção contínua de militantes sunitas, incluindo aqueles que foram libertados pelas forças dos EUA. A prisão de 15 líderes da brigada Al-Sahwa está provando ser um incômodo para o comando dos EUA, que observa a situação de perto. É preocupante que o acordo que deu base à criação dos Conselhos para destruir os combatentes da Al-Qaeda tenha sido desmanchado, com os militantes de ambos os partidos dando as mãos contra o governo e as tropas dos EUA. Estes estão ambos preocupados com a luta entre sunitas e xiitas pelo seu lugar no poder, a dança luxuriosa entre o Curdistão e o governo pelo petróleo, as implicações da ressurgência das milícias e a preocupação de que uma violência renovada possa perturbar o cronograma de retirada dos Estados Unidos.

Ayman El-Amir, jornalista e colunista do Al-Ahram”, jornal egípcio com versões em árabe e inglês.

Tradução de Arturo Hartmann
Publicado originalmente em www.icarabe.org

CARTÃO PARA AS MAMÃES!

CASA CONSTRUÍDA COM LIVROS DE MADEIRA



domingo, 26 de abril de 2009

FUNÇÕES DE MÃE

FUNÇÕES DE MÃE
(Autor: Antonio Brás Constante)

Vou falar de uma pessoa que é única em suas várias profissões: a nossa Mãe. Vocês já pararam para pensar em quantas atividades ela é capaz de desempenhar para cuidar de seus filhos? Pois vou elencar algumas:

Ela foi nossa primeira enfermeira, médica e curandeira, amenizando nossas dores e baldas com massagens, chás e beijos mágicos, desses que curam qualquer mal. Em outras ocasiões simplesmente trocou as nossas fraldas.

Mesmo sem muitas vezes ter um alto grau de instrução, conseguiu ser poliglota e entender nossos resmungos, choros e gemidos babados, decifrando quais foram de fome, sono ou de manha. Desempenhando os afazeres de cozinheira, babá e faxineira entre outras tantas funções que por ela clamavam.

A mãe foi nossa cantora exclusiva, conselheira, amiga. Aquela que doou sua vida para servir a nossa. Conseguia elevar nossa criatividade infantil, transformando nossa cabeça em um porta-aviões maluco, arremessando aviões em forma de colher para entrar e pousar ali. Com direito a ruídos cuspidos dos rasantes das aeronaves, nos deixando espantados e encantados, passando a abrir a boca com mais vontade.

Seu colo nos serviu de cama, de coberta e de lugar seguro. Também foi nossa primeira professora, nos ensinando a descobrir sobre tudo que se passava em nosso pequeno mundo.

Suportou calada as suas tristezas, os sofrimentos da vida, a lida diária de escrava e senhora do lar. Estampando um sorriso carinhoso. Atenta aos nossos problemas, nossas dúvidas. Sendo parceira de nossas alegrias e desencantos. Guardando para si seus próprios prantos.

Enfim, crescemos embalados pelo amor de mãe e tomamos nossos rumos, deixando para trás aquela frágil figura, que sempre nos serve como abrigo seguro quando a vida nos fere e precisamos aos seus braços retornar, nos recarregando de seu infinito amor, de seus afagos, da bondade de seu olhar.

Criamos um dia somente seu Mãe, tentando compensar os tantos anos de sua dedicação por nós. Neste dia, lhe homenageamos com flores, cartões e beijos. E eu lhe deixo este texto como uma humilde prova de amor, dando minha contribuição como pretenso aprendiz de escritor, desejando um feliz dia das mães para você e para todas as mães do mundo. Parabéns pelo seu dia.

E-mail: abrasc@terra.com.br

Site: recantodasletras.uol.com.br/autores/abrasc

NOTA DO AUTOR: Divulgue este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos).

NOVA NOTA DO AUTOR (agora com muito mais conteúdo na nota): Caso queira receber os textos do escritor Antonio Brás Constante via e-mail, basta enviar uma mensagem para: abrasc@terra.com.br pedindo para incluí-lo na lista do autor. Caso você já os receba e não queira mais recebe-los, basta enviar uma mensagem pedindo sua retirada da lista. E por último, caso você receba os textos e queira continuar recebendo, só posso lhe dizer: "Também amo você! Valeu pela preferência".

ULTIMA NOVA NOTA DO AUTOR: Agora disponho também de ORKUT, basta procurar por "Antonio Brás Constante".


A PARTIDA DO HOMEM MAIS VELOZ DO MUNDO

A PARTIDA DO HOMEM MAIS VELOZ DO MUNDO
(Autor: Antonio Brás Constante)

Ele era considerado o melhor maratonista do mundo. Possuía diversos títulos, medalhas e troféus. Nunca havia perdido uma única corrida. Era tão veloz que não havia adversários que pudessem acompanha-lo. Foi ficando arrogante. Não encontrava desafios dignos de sua pessoa.

Dentre os prêmios conquistados, ganhou uma viagem para uma cidadezinha do interior. A cidade era localizada em um país distante, com hospedagem em um hotel de luxo, utilizado para conferencias internacionais. Como estava cansado e entediado, resolveu aceitar a viagem.

Ao chegar ao vilarejo da cidade onde se localizava o hotel, ficou sabendo que a floresta que cercava aquele lugar era rodeada por crenças e supertições. Diziam que era um lugar místico. “Um monte de bobagens” ele pensou, pois não acreditava em nada.

Após se registrar no hotel, foi direto para seu quarto. Jogou-se na cama, percebendo que havia deitado em cima de alguma coisa. Era um panfleto sobre uma corrida que iria acontecer na cidade. Um sorriso cruel preencheu seus lábios, ao imaginar a humilhação que poderia causar aqueles caipiras se resolvesse participar da corrida e deixar todos os demais competidores a quilômetros de distância. Pensou que seria divertido aquilo e resolveu se inscrever.

O evento era patrocinado pelo Hotel. Todos os competidores receberam um abrigo com capuz para corrida, com o número do corredor na frente e o nome do hotel escrito nas costas.

A corrida seria por dentro de uma trilha que cruzava a floresta. Não haveria risco de se perderem, pois era uma única trilha, bastante regular e ampla o suficiente para comportar os corredores.

Dada a largada ele foi passando com facilidade por todos os outros atletas, até conseguir ficar a uma boa distância deles, sumindo por entre as árvores. A floresta era fechada. Um ar suave penetrava por suas narinas enquanto ia vencendo os quilômetros do trajeto.

Foi então que percebeu alguém correndo na sua frente. Ele de inicio não acreditou. Achara que já havia passado por todos os demais competidores. Aquele corredor devia ter entrado na competição em alguma parte do caminho, achando que assim poderia levar vantagem sobre os outros. Isto até seria possível se ele não fosse um dos competidores. Passaria pelo trapaceiro e no final da corrida avisaria os organizadores sobre o caso.

O homem a sua frente era muito veloz. Por mais que aumentasse seu ritmo não conseguia alcança-lo. Aquele corredor era incrível. Nunca tinha visto alguém correr tão rápido, conseguindo se manter à frente dele por tanto tempo. O corredor misterioso só poderia estar drogado para se manter correndo tão rápido. Mas sua determinação era mais forte. Foi forçando suas passadas, e aos poucos se aproximando do outro corredor. O coração se acelerando com o esforço. O suor escorrendo pelo seu rosto.

Começou a escutar passos atrás de si. Seria outro corredor? Sim, e era alguém que ia se aproximando dele aos poucos. Que loucura. Se não bastasse ter encontrado um corredor tão rápido quanto ele, agora aparecia outro tentando ultrapassa-lo.

A floresta passou a ficar ainda mais escura e assustadora. Um calafrio percorreu todo seu corpo, sinalizando o medo de encontrar alguém melhor do que ele. De perder sua fama de invencível. De ser derrotado por meros camponeses de um lugarejo perdido no mapa.

Não poderia aceitar aquela humilhação. Ele venceria aquela competição a qualquer custo. Já estava a poucos metros do homem a sua frente. Infelizmente sentia a aproximação do outro nas suas costas ensopadas de suor.

O ar parecia estar faltando em seus pulmões. O excesso de esforço trazendo cãibras nas suas pernas. Dores nas costelas. O suor aflorando como uma vertente que escorria por todo seu corpo.

A cada passada a distância diminuía, e os três mais próximos ficavam. A visão passou a ficar embaçada. O coração parecia querer explodir em seu peito. Não podia parar. Tinha que vencer.

Já estava tão perto que quase podia ver o rosto do outro corredor. Intensificou ainda mais seu ritmo. Mas, por incrível que pareça quando ele fazia isto os outros dois faziam o mesmo. Quase como se lessem seus pensamentos.

A luta do homem contra seus limites estava sendo travada a cada momento. Nunca em todas as suas outras disputas havia corrido tão rápido. Parecia voar pelo caminho. A distância do primeiro corredor era agora tão pequena que podia toca-lo com o braço se assim desejasse e foi o que tentou fazer.

Ao longe se podia vislumbrar o final do percurso e os sons distantes das pessoas que gritavam em torcida. Esticou o braço e pousou a mão no competidor que seguia em primeiro lugar. Já se encontrava praticamente ao seu lado. Foi neste momento que também sentiu algo em seu ombro. Por reflexo se virou. Mas ainda pôde ver de relance o rosto do homem na sua frente, para enfim enxergar o homem atrás de si que também se virava e ao lado dele havia outros, muitos outros.

Seus olhos se arregalaram de horror ao ver sua própria face nos rostos daqueles homens, como se estivesse em uma sala de espelhos. Eles eram reflexos de si mesmo no decorrer de sua própria história. O coração falhou. O ar abandonou de vez seus pulmões. Suas passadas, porém continuaram. A floresta se abriu. Tudo girava ao seu redor. Sentiu a faixa da linha de chegada rasgar em contato com seu peito.

Caiu no chão. Aos poucos foi perdendo a consciência. Já quase desmaiado, escutou passos de pessoas correndo ao seu encontro. Sua vista escureceu. A respiração parou.

Ele morreu, mas entrou para a história como o homem mais veloz do mundo, tendo batido seu próprio recorde, um recorde praticamente impossível de se vencer. O preço da vitória, porém, foi alto, já que para ganhar de si mesmo, teve que perder a vida...

E-mail: abrasc@terra.com.br

Site: recantodasletras.uol.com.br/autores/abrasc

NOTA DO AUTOR: Divulgue este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos).

NOVA NOTA DO AUTOR (agora com muito mais conteúdo na nota): Caso queira receber os textos do escritor Antonio Brás Constante via e-mail, basta enviar uma mensagem para: abrasc@terra.com.br pedindo para incluí-lo na lista do autor. Caso você já os receba e não queira mais recebe-los, basta enviar uma mensagem pedindo sua retirada da lista. E por último, caso você receba os textos e queira continuar recebendo, só posso lhe dizer: "Também amo você! Valeu pela preferência".

ULTIMA NOVA NOTA DO AUTOR: Agora disponho também de ORKUT, basta procurar por "Antonio Brás Constante".

quinta-feira, 23 de abril de 2009

DIA DAS MÃES


VERSO PARA A MAMÃE


MÃE


DA ROSA MAIS LINDA,
NASCI COMO PÉTALA SUAVE!
CRIEI-ME EM TEU ACONCHEGO,
EMBALADA (o) POR MÃOS DE FADA,
RECEBENDO MIMOS E PERFUMES DE CARINHO,
NA BELEZA DO TEU COLO,
JARDIM DE AMOR!


MÃE,

ESSÊNCIA QUE BROTA
NO PEITO E ENRAIZA NA ALMA,
CAULE QUE SUSTENTA
E FORTALECE MEU VIVER!


MÃE,

FLOR QUE ALIMENTA O ENCANTO!
ÉS MOTIVO DO MEU CANTO,
SOU TUA SEMENTE
GERMINANDO ARDENTE,
REGADA (o) POR TUA PAIXÃO!

MÃE,

ROSA RAINHA,
NÃO ARRANHA,
NÃO ESPINHA,
PREENCHE O MUNDO DE COR!
TENS O VERDE DA ESPERANÇA,
LANÇA-GUIA,
RECANTO DE EMOÇÃO!

MÃE,

RECEBA HOJE COM ALEGRIA,
COM TEUS OLHOS DE PUREZA,
CHEIOS DE TERNURA,
ESTA HOMENAGEM,
A MINHA CERTEZA!
A GENTILEZA,
O MEU AMOR E GRATIDÃO!
TE AMO!


TE AMO!
Partes Mirim



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