sexta-feira, 20 de março de 2026

Acesso à internet em escolas da rede pública de São Paulo chega a 98,5% em 2025

 

Dados do Censo Escolar indicam avanço de 10,3 pontos percentuais desde 2015 nas escolas de educação básica no estado

 

Subiu o número de escolas públicas com internet disponível para atividades de ensino e aprendizagem, assim como o número de escolas com computadores – desktops ou laptops – disponíveis para alunos. Foto: Layo Stambassi/MCom

 

São Paulo está muito próximo da universalização do acesso à internet em escolas públicas de ensino básico. Informações divulgadas pelo Censo Escolar 2025 indicam que o estado deu um salto de 10,3 pontos percentuais em dez anos. Em 2015, 88,3% das instituições públicas de ensino infantil, fundamental e médio estavam conectadas à internet em São Paulo. Em 2025, o percentual chegou a 98,5%. O percentual do estado supera a média nacional, que registrou 93,1% em 2025.
 

Levando em conta apenas as instituições em áreas urbanas, a evolução em São Paulo foi de 90,9% para 99,3% entre 2015 e 2025 (8,4 pontos percentuais). Já nas áreas rurais, o avanço foi de 32,7 pontos percentuais: saiu do patamar de 54,2% em 2015 para 86,9% em 2025. O mesmo fenômeno se refletiu em escolas quilombolas, indígenas e de educação especial. Nas indígenas, o percentual foi de 40,9% para 87,2% (salto de 46,3 pontos percentuais). Nas quilombolas, o avanço foi de 42,9 pontos percentuais, de 16% em 2015 para 58,3% em 2025. Na educação especial, o salto foi de 93,3% para 99% (5,7 pontos percentuais).
 

No plano mais diretamente conectado ao cotidiano dos estudantes de São Paulo, subiu 25,5 pontos percentuais (de 65,4% para 90,9%) o número de escolas públicas com internet disponível para atividades de ensino e aprendizagem entre 2019 (ano mais distante de referência neste quesito Censo Escolar 2025) e 2025, e cresceu 0,5 ponto percentual (de 66,9% para 67,4%) o número de escolas com computadores disponíveis para alunos (desktops ou laptops) entre 2015 e 2025.
 

ESTRATÉGIA NACIONAL – Os avanços observados no Censo Escolar dialogam com um conjunto de políticas federais implementadas nos últimos anos para ampliar o acesso à internet nas escolas públicas. Lançada em setembro de 2023, a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (ENEC) articula ações voltadas à expansão do acesso à internet de qualidade, à melhoria da infraestrutura elétrica e de rede interna (Wi-Fi) e à promoção do uso pedagógico das tecnologias digitais. Entre 2023 e 2025, foram destinados aproximadamente R$ 3 bilhões para ações de conectividade em escolas estaduais e municipais, em regime de colaboração com estados e municípios.

 

"Queremos a tecnologia na escola com fins pedagógicos, para auxiliar a aprendizagem do aluno e ser elemento complementar do professor. Há um esforço do governo de garantir 100% da conectividade para fins pedagógicos das escolas”

Camilo Santana, ministro da Educação

 

FINS PEDAGÓGICOS – “Nós queremos a tecnologia na escola com fins pedagógicos, para auxiliar a aprendizagem do aluno e ser elemento complementar do professor. Há um esforço do governo de garantir 100% da conectividade para fins pedagógicos das escolas”, afirmou o ministro Camilo Santana (Educação).
 

A Estratégia opera de forma integrada. Combina expansão da infraestrutura, monitoramento técnico da qualidade da conexão e apoio às redes de ensino para garantir que o acesso esteja associado a condições efetivas de aprendizagem e uso pedagógico.
 

“O censo apresenta a conectividade em geral, mas ela pode ser para a sala do professor, para o diretor, para a área administrativa. O que queremos é que o professor possa transmitir um vídeo em sala. E é por isso que criamos a Estratégia de Conectividade de Escolas, e passamos de 45% em 2023 para 70% este ano”, completou Santana.
 

COMO É FEITO – O Censo Escolar é realizado anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e contabiliza 178,8 mil escolas de educação básica no Brasil. A divulgação dos resultados de 2025 foi realizada em 26 de fevereiro de 2026. O levantamento apresenta dados sobre escolas, professores, gestores, turmas e alunos de todas as etapas e modalidades de ensino.

 

Dados por estado: Link

 

PARA QUE SERVE – Os indicadores do censo são usados para formulação, monitoramento e avaliação de políticas públicas. Os resultados servem, ainda, para a definição de programas e critérios para atuação do MEC junto às escolas, aos estados e aos municípios. Além disso, subsidiam o cálculo de indicadores, como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e possibilita contextualizar os resultados das avaliações, bem como o monitoramento da trajetória dos estudantes desde seu ingresso na escola. A precisão dos dados é base para o repasse de recursos de federais, como o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), no ano seguinte.
 

INDICADOR COMPLEMENTAR – Complementarmente ao Censo, o Ministério da Educação usa o Indicador Escolas Conectadas (INEC), no âmbito da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas, para avaliar se essa internet atende às condições necessárias para o uso pedagógico. O indicador considera a velocidade da conexão, a presença de Wi-Fi nos ambientes escolares e a infraestrutura elétrica compatível, além de integrar diferentes fontes de informação, como medições de velocidade da internet, registros contratuais e dados validados por gestores.

 

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República 

Correios abre inscrições para o Programa Jovem Aprendiz 2026

 

Oportunidade une capacitação e atividades práticas na maior empresa pública do país
 
Brasília, 17/3/2026 – As inscrições para o Programa Jovem Aprendiz dos Correios começam na próxima segunda-feira (23). Ao todo, estão disponíveis 548 vagas, além de cadastro reserva, para todo o país. Podem se candidatar estudantes com idade entre 14 e 21 anos completos no ato da contratação, que estejam cursando, no mínimo, o 9º ano do Ensino Fundamental. As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo site dos Correios até o dia 11 de abril de 2026.
 
Do total de vagas ofertadas, 10% são destinadas a pessoas com deficiência, 25% a candidatos que se autodeclararem pretos ou pardos, 3% para indígenas e 2% para quilombolas.
 
O processo seletivo considerará critérios socioeconômicos informados no formulário de inscrição eletrônica, priorizando jovens em situação de vulnerabilidade social. A pontuação e demais regras estão detalhadas no edital.
 
A jornada de trabalho será de 20 horas semanais, distribuídas em quatro horas diárias, com atividades teóricas, realizadas em entidade qualificada em formação técnico-profissional, e práticas, desenvolvidas nos Correios. Os jovens aprendizes selecionados receberão salário-mínimo-hora, conforme o piso salarial de cada estado, além de vale-transporte, vale-refeição ou alimentação e uniforme.
 
Em 15 anos do programa, milhares de jovens tiveram a oportunidade de conquistar a primeira experiência profissional na maior empresa pública do país, com vivência prática aliada à capacitação e à preparação para o mercado de trabalho.
 
O processo seletivo terá validade de um ano, podendo ser prorrogado uma única vez por igual período. Todas as informações estão disponíveis no site dos Correios.

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domingo, 25 de janeiro de 2026

Por que estamos tão cansados? Psicólogo denuncia a cultura da exaustão



Especialista em saúde mental, Lucas Freire expõe os perigos da produtividade 24/7, mostra como identificar as prisões neurológicas e apresenta o poder transformador da ludicidade

Com mais de 470 mil brasileiros afastados do trabalho por transtornos mentais somente em 2024, a busca por alternativas que promovam leveza e significado se tornou urgente. É nesse contexto no qual a exaustão deixou de ser exceção e se tornou a regra que o psicólogo Lucas Freire, referência nacional na ciência do Playfulness, publica Exaustos: Imaginando saídas para o cansaço diário, lançamento da Buzz Editora

Logo nas primeiras páginas, Freire dá nome a um mal compartilhado socialmente: a exaustão crônica. Segundo o especialista que soma mais de 20 anos de experiência na área de saúde mental, as pessoas estão inseridas em uma sociedade acelerada. “A lentidão é confundida com ineficiência, o tempo tornou-se fardo e a multitarefa, falsamente celebrada como virtude, se mostra uma ilusão perigosa, que compromete o bem-estar”, declara. 

Com olhar clínico e crítico, o autor revela que a exaustão atinge hoje uma camada neurológica. Ao nomear essa condição de “neuroprisão”, Freire explica que a mente humana é alvejada por estímulos incessantes, inclusive pelo neuromarketing, ciência projetada para manipular desejos no inconsciente. Nessa circunstância, o tempo livre se transforma em mercadoria e o Playfulness, ou “espírito lúdico”, representado pelos momentos de curiosidade e espontaneidade, acaba sendo ignorado. 

Ele aponta a dependência digital, o vício em “scrolling”, o medo de perder algo (FOMO, na sigla em inglês), a dopagem química em busca de performance, o consumo para produzir conteúdo e a cultura da imagem como exemplos dos cativeiros neurológicos amplamente inseridos na rotina de crianças, jovens e adultos. 

Mais do que diagnosticar uma coletividade exausta, Lucas Freire indica caminhos que servem como antídoto para a situação. Inspirado em pesquisas de neurociência e no amplo trabalho na área, o autor detalha a importância de resgatar o Playfulness como uma habilidade para enfrentar desafios com leveza e resiliência. Conforme defende o psicólogo, o “Play” ativa mais circuitos cerebrais que qualquer outro comportamento, promove neuroplasticidade e estimula a imaginação. 

Entendido não somente como brincar, o Playfulness representa o estado de engajamento livre, criativo e prazeroso. Para favorecer a aplicação do conceito no dia a dia, Freire descreve os tipos de personalidades lúdicas, apresenta um framework com 12 dimensões universais do “play humano” e propõe os sete princípios do conceito. Com exercícios práticos, como a Auditoria de 24 horas, o Detox de Notificação, o Autodiagnóstico de Neuroprisões e um Plano de Ação Playfulness de 90 dias, o autor oferece ferramentas para transformar reflexão em resultados. 

Exaustos é mais do que um diagnóstico social, é um manifesto pela leveza. Uma leitura essencial para todos que se sentem cansados de correr, produzir, performar e tentar acompanhar a avalanche diária de informações. A obra oferece um caminho revolucionário para reencontrar vitalidade, liberdade e sentido, mostrando a imaginação lúdica como uma poderosa ferramenta de cura. 

Ficha técnica  

Título: Exaustos: Imaginando saídas para o cansaço diário 
Autoria: Lucas Freire  
Editora: Buzz Editora 
ISBN (impresso): 978-65-5393-503-7 
ISBN (e-book): 978-65-5393-504-4 
Páginas: 208 
Preços: 69,90 (impresso) e 49,90 (e-book) 
Onde encontrar: Amazon 

Por que estamos tão cansados? Psicólogo denuncia a cultura da exaustão



Especialista em saúde mental, Lucas Freire expõe os perigos da produtividade 24/7, mostra como identificar as prisões neurológicas e apresenta o poder transformador da ludicidade

Com mais de 470 mil brasileiros afastados do trabalho por transtornos mentais somente em 2024, a busca por alternativas que promovam leveza e significado se tornou urgente. É nesse contexto no qual a exaustão deixou de ser exceção e se tornou a regra que o psicólogo Lucas Freire, referência nacional na ciência do Playfulness, publica Exaustos: Imaginando saídas para o cansaço diário, lançamento da Buzz Editora

Logo nas primeiras páginas, Freire dá nome a um mal compartilhado socialmente: a exaustão crônica. Segundo o especialista que soma mais de 20 anos de experiência na área de saúde mental, as pessoas estão inseridas em uma sociedade acelerada. “A lentidão é confundida com ineficiência, o tempo tornou-se fardo e a multitarefa, falsamente celebrada como virtude, se mostra uma ilusão perigosa, que compromete o bem-estar”, declara. 

Com olhar clínico e crítico, o autor revela que a exaustão atinge hoje uma camada neurológica. Ao nomear essa condição de “neuroprisão”, Freire explica que a mente humana é alvejada por estímulos incessantes, inclusive pelo neuromarketing, ciência projetada para manipular desejos no inconsciente. Nessa circunstância, o tempo livre se transforma em mercadoria e o Playfulness, ou “espírito lúdico”, representado pelos momentos de curiosidade e espontaneidade, acaba sendo ignorado. 

Ele aponta a dependência digital, o vício em “scrolling”, o medo de perder algo (FOMO, na sigla em inglês), a dopagem química em busca de performance, o consumo para produzir conteúdo e a cultura da imagem como exemplos dos cativeiros neurológicos amplamente inseridos na rotina de crianças, jovens e adultos. 

Mais do que diagnosticar uma coletividade exausta, Lucas Freire indica caminhos que servem como antídoto para a situação. Inspirado em pesquisas de neurociência e no amplo trabalho na área, o autor detalha a importância de resgatar o Playfulness como uma habilidade para enfrentar desafios com leveza e resiliência. Conforme defende o psicólogo, o “Play” ativa mais circuitos cerebrais que qualquer outro comportamento, promove neuroplasticidade e estimula a imaginação. 

Entendido não somente como brincar, o Playfulness representa o estado de engajamento livre, criativo e prazeroso. Para favorecer a aplicação do conceito no dia a dia, Freire descreve os tipos de personalidades lúdicas, apresenta um framework com 12 dimensões universais do “play humano” e propõe os sete princípios do conceito. Com exercícios práticos, como a Auditoria de 24 horas, o Detox de Notificação, o Autodiagnóstico de Neuroprisões e um Plano de Ação Playfulness de 90 dias, o autor oferece ferramentas para transformar reflexão em resultados. 

Exaustos é mais do que um diagnóstico social, é um manifesto pela leveza. Uma leitura essencial para todos que se sentem cansados de correr, produzir, performar e tentar acompanhar a avalanche diária de informações. A obra oferece um caminho revolucionário para reencontrar vitalidade, liberdade e sentido, mostrando a imaginação lúdica como uma poderosa ferramenta de cura. 

Ficha técnica  

Título: Exaustos: Imaginando saídas para o cansaço diário 
Autoria: Lucas Freire  
Editora: Buzz Editora 
ISBN (impresso): 978-65-5393-503-7 
ISBN (e-book): 978-65-5393-504-4 
Páginas: 208 
Preços: 69,90 (impresso) e 49,90 (e-book) 
Onde encontrar: Amazon 

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

O medo de ficar obsoleto pode impulsionar a inovação nas organizações

 

 

Por: Iván López, Global VP Corporate Sales de ODILO
 

Iván López, Global VP Corporate Sales de ODILO


A incorporação de inovações tecnológicas ao ambiente de trabalho representa uma grande vantagem em termos de redução de tempo, eficiência e produtividade. No entanto, como toda mudança, também traz uma série de desafios. Um dos mais evidentes é a necessidade de que os profissionais se adaptem ao uso e à gestão desses avanços.
 

Como consequência, o medo de se tornar obsoleto, ou FOBO (Fear of Becoming Obsolete, na sigla em inglês), está cada vez mais presente e se tornou uma das principais preocupações entre trabalhadores de diferentes áreas. E não sem motivo. De acordo com a 5ª edição do relatório Futuro do Trabalho, elaborado pelo Fórum Econômico Mundial em conjunto com a Fundação Dom Cabral, cerca de 40% das habilidades consideradas essenciais hoje estarão ultrapassadas em 2030.
 

Segundo o estudo, entre as empresas brasileiras, 90% pretendem aprimorar suas habilidades nos próximos cinco anos, e 58% esperam contratar profissionais com novas competências, sobretudo relacionadas a novas tecnologias. Já para o levantamento global da Ipsos, especializada em pesquisas e consultoria de mercado, 42% dos brasileiros acreditam que podem perder o emprego em razão da IA, e 61% esperam transformações no ambiente profissional.
 

Transformar o medo em evolução
 

Diante desse cenário complexo, o caminho mais eficaz é transformar o FOBO em um impulso para a evolução e a resiliência dentro das empresas. Para isso, as organizações precisam encarar o aprendizado como uma oportunidade de crescimento para suas equipes diante das transformações, o que exige atenção a alguns pontos.
 

O primeiro é reconhecer o FOBO como um fenômeno coletivo. Não se trata de um receio passageiro ou individual. Estudos recentes indicam que um em cada cinco trabalhadores vivencia esse medo, número que continua crescendo. Identificar o problema pode ser simples com o uso de ferramentas como pesquisas internas e conversas abertas. Esses mecanismos ajudam a detectar lacunas de habilidades no time e fornecem a base para estratégias e planos de ação que impedem que o medo leve à paralisia.
 

Reconhecer a existência do FOBO é o primeiro gesto de liderança que demonstra o compromisso da empresa com seus colaboradores e com o crescimento pessoal e profissional deles diante de um futuro incerto. Mas apenas reconhecer não basta. O que realmente transforma é acompanhar esse reconhecimento com aprendizado contínuo.
 

Programas de upskilling e reskilling deixaram de ser uma alternativa e passaram a ser uma necessidade estratégica. Proporcionar formação alinhada ao papel do profissional e à estratégia da empresa significa aproveitar o capital humano, mantendo-o relevante e protagonista do desenvolvimento organizacional. A atualização constante de habilidades técnicas e comportamentais, desde tecnologia até gestão de projetos, permite que os colaboradores continuem contribuindo com valor, e que a organização permaneça competitiva. Dedicar parte da jornada de trabalho à capacitação é investir em um modelo de crescimento sustentável e em um compromisso real com a equipe.
 

Tecnologia educacional e a personalização do aprendizado
 

Considerando a importância do aprendizado contínuo, a personalização é outro passo essencial para combater o FOBO de maneira realmente eficaz. Cada profissional tem seu próprio ponto de partida, interesses pessoais e ritmo de aprendizado que não necessariamente coincidem com o de seus colegas. Por isso, trilhas formativas adaptadas a essas particularidades tornam o processo de aprendizado mais motivador e enriquecedor.
 

A abordagem mais avançada de formação corporativa utiliza plataformas flexíveis baseadas no perfil do profissional, capazes de oferecer recomendações inteligentes de acordo com suas motivações e competências. Além disso, essas plataformas permitem medir o impacto da formação em tempo real, com métricas de progresso individuais que mostram como as competências adquiridas se alinham às necessidades reais da empresa.
 

Nesse aspecto, a tecnologia educacional tem papel fundamental. As edtechs mais modernas permitem que o colaborador seja o arquiteto do próprio desenvolvimento, favorecendo autonomia sem perder o alinhamento estratégico e convertendo o FOBO em curiosidade, ambição e orgulho pelo próprio crescimento.
 

Ainda assim, algo que realmente faz diferença na transição do medo para o empoderamento é apostar na formação como um processo transversal a todos os departamentos, com alto potencial de integração e fortalecimento de uma cultura comum. Isso inclui incentivar a colaboração entre gerações e promover mentorias reversas como forma de fortalecer a coesão interna. Fazer com que profissionais mais jovens ensinem os mais experientes sobre novas ferramentas e tendências digitais, enquanto os veteranos compartilham seus conhecimentos com os recém-chegados, vai além de um gesto simbólico. É um método eficaz para reduzir lacunas e gerar aprendizado bidirecional.
 

Inovação e aprendizado são projetos coletivos
 

O essencial é estruturar esses programas com objetivos claros e papéis bem definidos, garantindo que a empresa facilite esses encontros e que os participantes entendam que inovação e aprendizado são projetos coletivos. Dessa forma, o conhecimento circula em todas as direções e a experiência se alia à renovação de perspectivas para gerar resultados extraordinários.
 

Com tudo isso estabelecido, o passo final para assegurar o êxito de um programa de formação é promover uma cultura de experimentação proativa. O aprendizado não pode ser um complemento opcional. Precisa estar presente no cotidiano da empresa, incluído em reuniões, no desenvolvimento de projetos e nos momentos de inovação.
 

Criar espaços nos quais os membros da equipe possam testar, errar e aprender pode ser muito útil. Oficinas, sessões de experimentação de novas ferramentas e outras práticas que permitam aprender com erros e com a participação ativa dos profissionais geram resultados significativos. Assim, o FOBO se transforma em fonte de criatividade, motivação e resiliência e cria-se um ciclo virtuoso onde aprender representa progresso, não risco.
 

Superar o FOBO é o grande desafio enfrentado por profissionais de todos os setores. A boa notícia é que essa responsabilidade não recai apenas sobre o indivíduo. Trata-se de um chamado à ação conjunta no qual a empresa precisa oferecer oportunidades reais de desenvolvimento e o trabalhador deve assumir um compromisso ativo com o próprio aprendizado, assegurando sua capacidade de evoluir. Transformar o FOBO, o medo da obsolescência, em inovação e aprendizado é a estratégia mais sólida para formar equipes fortes, adaptáveis e prontas para qualquer desafio futuro.

O medo de ficar obsoleto pode impulsionar a inovação nas organizações

 

 

Por: Iván López, Global VP Corporate Sales de ODILO
 

Iván López, Global VP Corporate Sales de ODILO


A incorporação de inovações tecnológicas ao ambiente de trabalho representa uma grande vantagem em termos de redução de tempo, eficiência e produtividade. No entanto, como toda mudança, também traz uma série de desafios. Um dos mais evidentes é a necessidade de que os profissionais se adaptem ao uso e à gestão desses avanços.
 

Como consequência, o medo de se tornar obsoleto, ou FOBO (Fear of Becoming Obsolete, na sigla em inglês), está cada vez mais presente e se tornou uma das principais preocupações entre trabalhadores de diferentes áreas. E não sem motivo. De acordo com a 5ª edição do relatório Futuro do Trabalho, elaborado pelo Fórum Econômico Mundial em conjunto com a Fundação Dom Cabral, cerca de 40% das habilidades consideradas essenciais hoje estarão ultrapassadas em 2030.
 

Segundo o estudo, entre as empresas brasileiras, 90% pretendem aprimorar suas habilidades nos próximos cinco anos, e 58% esperam contratar profissionais com novas competências, sobretudo relacionadas a novas tecnologias. Já para o levantamento global da Ipsos, especializada em pesquisas e consultoria de mercado, 42% dos brasileiros acreditam que podem perder o emprego em razão da IA, e 61% esperam transformações no ambiente profissional.
 

Transformar o medo em evolução
 

Diante desse cenário complexo, o caminho mais eficaz é transformar o FOBO em um impulso para a evolução e a resiliência dentro das empresas. Para isso, as organizações precisam encarar o aprendizado como uma oportunidade de crescimento para suas equipes diante das transformações, o que exige atenção a alguns pontos.
 

O primeiro é reconhecer o FOBO como um fenômeno coletivo. Não se trata de um receio passageiro ou individual. Estudos recentes indicam que um em cada cinco trabalhadores vivencia esse medo, número que continua crescendo. Identificar o problema pode ser simples com o uso de ferramentas como pesquisas internas e conversas abertas. Esses mecanismos ajudam a detectar lacunas de habilidades no time e fornecem a base para estratégias e planos de ação que impedem que o medo leve à paralisia.
 

Reconhecer a existência do FOBO é o primeiro gesto de liderança que demonstra o compromisso da empresa com seus colaboradores e com o crescimento pessoal e profissional deles diante de um futuro incerto. Mas apenas reconhecer não basta. O que realmente transforma é acompanhar esse reconhecimento com aprendizado contínuo.
 

Programas de upskilling e reskilling deixaram de ser uma alternativa e passaram a ser uma necessidade estratégica. Proporcionar formação alinhada ao papel do profissional e à estratégia da empresa significa aproveitar o capital humano, mantendo-o relevante e protagonista do desenvolvimento organizacional. A atualização constante de habilidades técnicas e comportamentais, desde tecnologia até gestão de projetos, permite que os colaboradores continuem contribuindo com valor, e que a organização permaneça competitiva. Dedicar parte da jornada de trabalho à capacitação é investir em um modelo de crescimento sustentável e em um compromisso real com a equipe.
 

Tecnologia educacional e a personalização do aprendizado
 

Considerando a importância do aprendizado contínuo, a personalização é outro passo essencial para combater o FOBO de maneira realmente eficaz. Cada profissional tem seu próprio ponto de partida, interesses pessoais e ritmo de aprendizado que não necessariamente coincidem com o de seus colegas. Por isso, trilhas formativas adaptadas a essas particularidades tornam o processo de aprendizado mais motivador e enriquecedor.
 

A abordagem mais avançada de formação corporativa utiliza plataformas flexíveis baseadas no perfil do profissional, capazes de oferecer recomendações inteligentes de acordo com suas motivações e competências. Além disso, essas plataformas permitem medir o impacto da formação em tempo real, com métricas de progresso individuais que mostram como as competências adquiridas se alinham às necessidades reais da empresa.
 

Nesse aspecto, a tecnologia educacional tem papel fundamental. As edtechs mais modernas permitem que o colaborador seja o arquiteto do próprio desenvolvimento, favorecendo autonomia sem perder o alinhamento estratégico e convertendo o FOBO em curiosidade, ambição e orgulho pelo próprio crescimento.
 

Ainda assim, algo que realmente faz diferença na transição do medo para o empoderamento é apostar na formação como um processo transversal a todos os departamentos, com alto potencial de integração e fortalecimento de uma cultura comum. Isso inclui incentivar a colaboração entre gerações e promover mentorias reversas como forma de fortalecer a coesão interna. Fazer com que profissionais mais jovens ensinem os mais experientes sobre novas ferramentas e tendências digitais, enquanto os veteranos compartilham seus conhecimentos com os recém-chegados, vai além de um gesto simbólico. É um método eficaz para reduzir lacunas e gerar aprendizado bidirecional.
 

Inovação e aprendizado são projetos coletivos
 

O essencial é estruturar esses programas com objetivos claros e papéis bem definidos, garantindo que a empresa facilite esses encontros e que os participantes entendam que inovação e aprendizado são projetos coletivos. Dessa forma, o conhecimento circula em todas as direções e a experiência se alia à renovação de perspectivas para gerar resultados extraordinários.
 

Com tudo isso estabelecido, o passo final para assegurar o êxito de um programa de formação é promover uma cultura de experimentação proativa. O aprendizado não pode ser um complemento opcional. Precisa estar presente no cotidiano da empresa, incluído em reuniões, no desenvolvimento de projetos e nos momentos de inovação.
 

Criar espaços nos quais os membros da equipe possam testar, errar e aprender pode ser muito útil. Oficinas, sessões de experimentação de novas ferramentas e outras práticas que permitam aprender com erros e com a participação ativa dos profissionais geram resultados significativos. Assim, o FOBO se transforma em fonte de criatividade, motivação e resiliência e cria-se um ciclo virtuoso onde aprender representa progresso, não risco.
 

Superar o FOBO é o grande desafio enfrentado por profissionais de todos os setores. A boa notícia é que essa responsabilidade não recai apenas sobre o indivíduo. Trata-se de um chamado à ação conjunta no qual a empresa precisa oferecer oportunidades reais de desenvolvimento e o trabalhador deve assumir um compromisso ativo com o próprio aprendizado, assegurando sua capacidade de evoluir. Transformar o FOBO, o medo da obsolescência, em inovação e aprendizado é a estratégia mais sólida para formar equipes fortes, adaptáveis e prontas para qualquer desafio futuro.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Ministério de Portos e Aeroportos abre consulta pública para aprimorar sistema de embarque biométrico

  

Iniciativa deve tornar operações mais ágeis e seguras em aeroportos e terminais portuários e hidroviários

 

A nova política propõe a integração e a padronização de procedimentos, incorporando programas já existentes como o "Embarque + Seguro" - Foto: Divulgação/MPor


O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) abriu, nesta quarta-feira (21), consulta pública para receber contribuições voltadas ao aprimoramento da Política Nacional de Identificação Biométrica. A iniciativa tem como objetivo modernizar os processos de embarque em aeroportos e instalações portuárias e hidroviárias, utilizando tecnologias de verificação biométrica para aumentar a segurança e a eficiência operacional e diminuir o custo ao permitir mais agilidade no fluxo de passageiros.


A nova política propõe a integração e a padronização de procedimentos, incorporando programas já existentes como o "Embarque + Seguro" (aviação) e o "Porto Sem Papel" (portuário) como instrumentos oficiais da política pública. A meta é alcançar o conceito de "seamless travel" (viagem ininterrupta), eliminando a necessidade de apresentação repetitiva de documentos físicos e reduzindo filas.


“Teremos um ganho significativo na eficiência, melhorando a experiência de passageiros e reduzindo os riscos operacionais ao utilizarmos a identificação biométrica, em especial a facial, nos procedimentos de acesso a áreas sensíveis de aeroportos e terminais portuários e hidroviários. É ainda mais segurança para o setor”, explica o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.


A consulta pública está aberta até o dia 20 de fevereiro e pode ser acessada aqui.


Para o secretário executivo do MPor, Tomé Franca, a escuta da sociedade é fundamental para o aprimoramento do sistema. “É o momento de ouvirmos a sociedade para termos um programa bem-sucedido e que atenda à realidade do setor. Também é uma oportunidade para reafirmarmos nosso compromisso com a proteção de dados, pois as informações serão utilizadas apenas para fins de segurança”, afirma.


A minuta da portaria foi elaborada em observância à legislação nacional, especialmente à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O texto estabelece que todos os sistemas deverão adotar, desde a origem, os conceitos de Privacy by Design (privacidade desde a concepção) e Security by Design, com medidas robustas de criptografia e controle de acesso.


Para garantir a segurança das informações, os bancos de dados biométricos serão operados tecnicamente pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). A centralização no Serpro visa assegurar padrões elevados de governança, rastreabilidade e prevenção a fraudes, dispensando a necessidade de consentimento do usuário por se tratar de execução de política pública de segurança e infraestrutura crítica, conforme previsto na LGPD.


Padrão internacional

A proposta coloca o Brasil em sintonia com as melhores práticas globais, seguindo diretrizes da Organização da Aviação Civil Internacional (Icao) e da Organização Marítima Internacional (IMO). Antes de ser implantada em larga escala, a política prevê a criação de ambientes controlados para testes da nova tecnologia, permitindo a validação de protocolos de segurança e operação compartilhada.


A implementação será coordenada por um Comitê Técnico Interinstitucional, composto por representantes do Ministério de Portos e Aeroportos, Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq) e outros órgãos, que definirá o plano de implantação e o cronograma de execução em até 90 dias após a publicação da portaria final.

Embrapa participa de debates, mostra tecnologias e lança publicações na Agrotins

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