quarta-feira, 9 de julho de 2025

Sobre a Revolução de 1932

 

Foto tirada durante a Revolução Constitucionalista de 1932; Juscelino Kubitscheck é o primeiro da esquerda para a direita.

A Revolução Constitucionalista de 1932 foi um levante de São Paulo contra o governo autocrático de Getúlio Vargas, com o objetivo de derrubar seu governo provisório e convocar uma Assembleia Nacional Constituinte para promulgar uma nova Constituição. A revolta começou oficialmente em 9 de julho de 1932 - considerada a data cívica mais importante do estado de São Paulo. Porém, as forças constitucionalistas foram esmagadas militarmente em 2 de outubro de 1932.


Apesar da derrota militar, algumas das principais reivindicações do movimento foram atendidas por Vargas posteriormente: a nomeação de um Governador de Estado não militar, a eleição de uma Assembleia Constituinte e, finalmente, a promulgação de uma nova Constituição em 1934. No entanto, a nova Constituição teve vida curta, pois, em 1937, Vargas fechou o Congresso Nacional e promulgou outra Carta Magna, que estabeleceu o chamado Estado Novo após um golpe de Estado

quinta-feira, 3 de julho de 2025

Estudantes da UFVJM conhecem pesquisas com pitaya e manejo de água na Embrapa Cerrados

 Foto: Breno Lobato

Breno Lobato - Visitantes conheceram o sistema de irrigação por gotejamento subterrâneo e experimentos com pitayas

Visitantes conheceram o sistema de irrigação por gotejamento subterrâneo e experimentos com pitayas

A Embrapa Cerrados (DF) recebeu na última segunda-feira (23) a visita de um grupo de 21 alunos dos cursos de Agronomia e de Engenharia Agrícola e Ambiental da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM - Campus Unaí). Acompanhados pelos professores Hermes da Rocha (da disciplina Irrigação), Alessandro Nicoli (Fruticultura) e Lucas Santana (Máquinas e Mecanização), os estudantes assistiram a apresentações do chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia, Fábio Faleiro, e da pesquisadora Maria Emília Alves no auditório Wenceslau Goedert e nos campos experimentais da Unidade.

Faleiro fez a apresentação institucional do centro de pesquisas, destacando a revolução da agropecuária brasileira nos últimos 50 anos que tornou o Brasil um importante produtor e exportador de alimentos. Grade parte desse processo se deveu à conquista do Cerrado, que teve a contribuição decisiva das pesquisas desenvolvidas pela Embrapa Cerrados. 

O pesquisador falou sobre as principais linhas de pesquisa e tecnologias da Unidade, bem como a inserção do centro nos atuais objetivos estratégicos finalísticos da Embrapa (recursos naturais e mudanças climáticas, tendências de consumo e agregação de valor, segurança alimentar e Saúde Única, produção sustentável e competitividade, bioeconomia e economia circular, inclusão socioprodutiva e digital, tecnologias emergentes e disruptivas); e a busca pelo equilíbrio entre agronegócio, sociedade e recursos naturais. “A conquista do Cerrado não seria possível sem políticas públicas, ciência, tecnologia e inovação, extensão rural e transferência de tecnologia, mas, principalmente, sem a força do produtor rural brasileiro”, afirmou.

Importância da agricultura irrigada


Ao fazer um panorama sobre a agricultura irrigada, Maria Emília Alves lembrou que a agricultura é a atividade humana que mais depende das condições do tempo e do clima. Nesse sentido, o déficit hídrico é o principal fator climático de risco para a agricultura brasileira – e é aí que reside a importância da irrigação. 

Entre as vantagens da agricultura irrigada, ela apontou a redução do risco climático, a verticalização da produção (com o aumento da produtividade e a utilização do solo durante todo o ano), a agregação de valor aos produtos e a geração de empregos – todos esses fatores contribuem para o aumento e a estabilidade da oferta de alimentos e, consequentemente, para a segurança alimentar e nutricional.

Segundo dados apresentados pela pesquisadora, os 12% de área agrícola do mundo irrigados respondem por 40% da produção de alimentos. No Brasil, a área irrigada em 2021, de acordo com a Agência Nacional de Águas (ANA), era de 8,2 milhões ha (sexta maior do mundo), representando menos de 20% da área cultivada, porém mais de 40% da produção de alimentos, fibras e cultivos bioenergéticos. 

A agricultura irrigada tem expressiva participação, no País, em culturas como café (os 12% do parque cafeeiro irrigado correspondem a 30% da produção nacional), feijão (a terceira safra só ocorre se for irrigada), arroz (90% da produção nacional provém dos 77% irrigados de toda a área plantada), hortaliças (cerca de 90% da produção é irrigada, com indução social e de renda e uso em boa parte pela agricultura familiar) e na fruticultura (permitindo colheitas durante quase todo o ano e em grandes escalas, além da expansão da atividade em regiões antes consideradas inviáveis). 

Em 2014, um estudo publicado pelo o Ministério da Integração Nacional, atual MIDR, em parceria com a USP/Esalq, estimou que o Brasil tem potencial efetivo, em curto e médio prazos, para irrigar 13,7 milhões ha, considerando as áreas com atualmente com disponibilidade hídrica, fornecimento de energia elétrica e viabilidade logística para escoamento da produção. “Mas a expansão das áreas irrigadas precisa ser feita com sustentabilidade, com condições de produzir sem degradar o meio ambiente”, ponderou a pesquisadora, acrescentando a necessidade de políticas públicas que favoreçam essas condições.

Por fim, Alves destacou que em 15 de junho é comemorado o Dia Nacional da Agricultura Irrigada, que busca não apenas promover a conscientização sobre o segmento como também estabelecer a relação equilibrada entre a produção de alimentos e o meio ambiente, unindo os setores envolvidos e apoiando o desenvolvimento agropecuário sustentável do País. A data foi escolhida por ser próxima ao Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho) e por estar no início da estação seca em grande parte das regiões produtoras brasileiras, período em que a produção de alimentos é quase totalmente dependente da irrigação.

Cultivares de pitaya e sistema de produção


Nos campos experimentais, os estudantes conheceram a área de experimentos com pitaya. Fábio Faleiro falou sobre as características das cultivares lançadas em 2023 pela Embrapa Cerrados – BRS Luz do CerradoBRS Lua do CerradoBRS Granada do CerradoBRS Âmbar do Cerrado e BRS Minipitaya do Cerrado

Os materiais foram selecionados e validados em diferentes regiões brasileiras e sistemas de produção. Além de se destacarem pelo sabor adocicado, pela resistência a doenças e pelas produtividades bem superiores à média nacional (3 t/ha), as cultivares são autocompatíveis, ou seja, produzem frutos sem a necessidade de polinização cruzada, dispensando a realização da polinização manual pelos agricultores durante a madrugada, quando as flores se abrem.

O pesquisador também comentou sobre aspectos de manejo e do sistema de produção da pitaya, além de explicar que o programa de melhoramento genético, iniciado na década de 1990, trabalha, principalmente, as características de produtividade e de qualidade física e química dos frutos, a exemplo da doçura. “Acredito que o lançamento dessas cultivares e da tecnologia tem potencializado o cultivo da pitaya no Brasil, do Rio Grande do Sul até Roraima”, comentou.

Mas informações sobre a cultura e o sistema de produção podem ser encontradas na publicação Pitaya: uma alternativa frutífera, bem como sobre a utilização gastronômica em Pitaya: 200 formas de utilização em receitas doces e salgadas.

Irrigação por gotejamento subterrâneo


Na Unidade de Referência em Manejo de Água (URMA 2), área de 2 ha onde foi implantado um sistema automatizado de irrigação por gotejamento subterrâneo, Maria Emília Alves e o técnico Orlando Viera explicaram o funcionamento da casa de bombas, dos tanques para bombeamento, dos tubos enterrados a 28 cm de profundidade e dos sensores que compõem o sistema, além da montagem dos experimentos, iniciados na safra 2023/24. 

A tecnologia de gotejamento enterrado já é bastante utilizada em cana de açúcar e, em menor extensão, na cafeicultura e na fruticultura. Na Embrapa Cerrados, porém, ela está sendo testada para o cultivo de grãos. São avaliadas diferentes lâminas de irrigação e a fertirrigação em soja (em quatro blocos) e milho safrinha (em dois blocos) e, nos dois blocos restantes da área, são conduzidos testes de reinoculação da soja com Bradyrhizobium spp. Segundo a pesquisadora, a principal vantagem do sistema é a maior eficiência de aplicação de água, além de facilitar os tratos culturais e o manejo das culturas.

Entre os testes realizados, o estudo do bulbo molhado verifica se a água aplicada no subsolo atinge a superfície e em quanto tempo, o que foi demonstrado em uma trincheira cavada na área do experimento. Para avaliar a lâmina d’água para irrigação, o sistema pode trabalhar com níveis de água no solo de 20%, 40%, 60% e 100% da capacidade de campo. 

“Avaliamos o tempo de funcionamento do sistema e a umidade do solo para podermos recomendar a lâmina d’água ideal para esta condição do experimento”, explicou a pesquisadora, destacando que o ponto mais desafiador do uso do sistema com cultura de grãos é a disponibilização de água para a germinação das sementes. “Quando a cultura se estabiliza, o movimento da água é suficiente para satisfazer a necessidade das plantas”, completou.

Já os sensores verificam a variação de umidade no solo, a percolação da água e a umidade em diferentes profundidades, informações que são úteis ao manejo da irrigação e vão permitir o estabelecimento do perfil da movimentação da água ao longo do solo, segundo Alves.

A pesquisadora Solange Andrade falou sobre os testes com a reinoculação de Bradyrhizobium spp. em soja, que está sendo avaliada tanto por meio do sistema de irrigação subterrânea como pela aplicação por barra pulverizadora. Os tratamentos são comparados a uma área testemunha onde não há a reinoculação. Os testes foram realizados no último verão (período chuvoso) e estão sendo repetidos neste inverno (período seco). Ela explicou que a ideia é verificar se a reinoculação afeta o rendimento de grãos da cultura e, em caso positivo, como ocorre esse efeito.

Conhecimentos para a formação acadêmica


O professor Hermes da Rocha, que trouxe alunos pela terceira vez à Unidade, explicou que a visita dos estudantes a uma área de pesquisa para avaliarem os trabalhos realizados em fruticultura e irrigação é de grande importância para a formação dos acadêmicos.  “São alunos em final de curso e consideramos que é extremamente importante que eles tenham esse contato com a pesquisa, com a ciência, com equipamentos de última geração e com o que está sendo gerado. É certamente algo que vai acrescentar bastante à formação dos nossos estudantes”.

Stefany Suaris está no último ano do curso de Engenharia Agrícola e Ambiental concordou com o professor, sobretudo quanto ao que aprendeu sobre o sistema de irrigação por gotejamento subterrâneo. “Foi uma novidade que pudemos ver na prática. Minhas dúvidas foram bastante atendidas. Quero muito trabalhar com pequenos produtores e, como aqui o trabalho é mais voltado à pesquisa, isso ajuda bastante para levarmos novas tecnologias à agricultura familiar para otimizar o tempo e o recurso dos agricultores”, disse.

Aluno do nono período de Agronomia, Guilherme Alves comentou que o sistema de irrigação subterrâneo apresentado é uma tecnologia nova no mercado, e que ainda há falta de informação sobre as lâminas d’água para o manejo da irrigação. A irrigação por microaspersão observada na cultura da pitaya também chamou a atenção do estudante, acostumado a ver a cultura sendo irrigada por gotejamento. 

Ele acrescentou que a visita também possibilitou o despertar dele e dos colegas para a área da pesquisa, uma vez que muitos geralmente buscam atuar em áreas comerciais. “Essas inovações nos despertam a buscar a parte de pesquisa. No meu caso, na parte de irrigação, (gostaria de) buscar adaptar lâminas d’água para culturas diferentes, porque hoje, comercialmente, não há tantos dados concretos”.

Breno Lobato (MTb 9417/MG)
Embrapa Cerrados

Festival RME 2025

 


A fundadora e CEO da Rede Mulher Empreendedora (RME), Ana Fontes, que também é Vice-Presidente do Conselho do Pacto Global da ONU, será novamente a grande anfitriã do 14º Festival RME, que acontecerá nos dias 3 e 4 de outubro de 2025, no São Paulo Expo, em São Paulo.

Em sua 14ª edição, o festival reafirma seu protagonismo como o maior evento dedicado ao empreendedorismo feminino no Brasil, com a expectativa de reunir mais de 10 mil pessoas, especialmente mulheres empreendedoras. O evento contará com cerca de 300 palestrantes, dezenas de mentoras e uma programação intensa voltada ao fortalecimento dos negócios liderados por mulheres.


O evento é uma correalização do Instituto RME, com apoio de importantes marcas e organizações, como o Itaú patrocinador ouro e está em sua 8ª participação no Festival, Pluxee é patrocinadora prata, Boca Rosa será parceira Institucional - além de oferecer brindes aos convidados VIPs e palestrantes, a marca será responsável pelas produções de maquiagem no camarim VIP.


A Mega Artesanal, maior feira de artesanato da América Latina, também se une como parceira institucional. A Feira das Deusas também é uma parceria institucional, oferecendo apoio, visibilidade e oportunidades às empreendedoras e expositoras.


Palestrantes confirmadas

Entre os nomes já confirmados para o evento estão:

  • Monica Andrade – Sócia Fundadora da Boca Rosa Company.
  • Mariana Saad - Empreendedora, fundadora da Mascavo e influenciadora.
  • Larissa Magrisso – Fundadora da Lúcidas, primeira plataforma brasileira dedicada às amizades femininas, que atua com conteúdo, investigação e experiências de conexão.
  • Alice Pataxó – Comunicadora e ativista indígena do povo Pataxó, embaixadora do WWF-Brasil, indicada à lista BBC 100 Women, reconhecida pela Meta como uma das “Creators of Tomorrow” e palestrante em eventos internacionais como a COP.
  • Izabella Camargo - Jornalista, Palestrante, criadora EPIs da Saúde Mental.



Estrutura do evento

O Festival RME oferecerá uma infraestrutura completa, que inclui:

  • Palco Principal
  • 3 Arenas de Conteúdo
  • Sala de Mentoria
  • Espaço para Networking
  • Espaço Kids
  • Espaço Cultural
  • Feira de Negócios com 50 empreendedoras expositoras
  • Espaço das Autoras com 10 escritoras
  • Praça de Alimentação


Na edição de 2024, o Festival RME reuniu mais de 8 mil empreendedoras em dois dias de programação. Para 2025, a expectativa é "Neste ano esperamos receber mais empreendedoras", afirma Ana Fontes, fundadora da RME. Além do público presencial, o evento tem um impacto significativo nas redes sociais, alcançando aproximadamente 5 milhões de pessoas.


Serviço

Festival RME 2025

Data: 03 e 04 de outubro;

Local: Pavilhão 4 da São Paulo Expo;

Acesso: Estação Jabaquara do metrô, linha azul;

Ingressos: Sympla

Site: https://festivalrme.net.br/

Curitiba sedia uma das maiores Feiras de Cutelaria da América do Sul

 


Evento terá mais de mil tipos de facas, 100 expositores, palestras, avaliações e demonstrações de forja; ‘joias de aço’ são consideradas obras de arte e custam até R$ 30 mil

A capital paranaense recebe, neste fim de semana, a sétima edição da Knife Show Curitiba - Feira e Exposição de Facas e Artigos de Cutelaria. O evento é um dos maiores da América do Sul, reúne mais de 100 expositores do Brasil, fabricantes de instrumentos de corte, colecionadores, fornecedores e compradores do exterior.

 

A feira acontece nos dias 05 e 06 de julho (sábado e domingo), na Rua Brasilino Moura, 474, bairro Ahú, em Curitiba [no salão do antigo Cassino Ahú]. Os ingressos serão vendidos no local, custam R$ 15 para quem seguir o @knifeshowcuritiba e R$ 20 para os demais. O estacionamento é gratuito e são esperados entre 3 e 4 mil visitantes de todo o Brasil e de outros países.

 

Números

Desde a primeira edição em 2017, mais de 20 mil participantes estiveram nos encontros. Foram comercializadas cerca de 9 mil peças e também houve inúmeros pedidos de encomendas pós-feiras.

 

“Na edição de 2024, em apenas dois dias, foram negociados cerca de R$ 900 mil. A faca mais cara foi adquirida por um comprador internacional, que pagou a bagatela R$ 30 mil pela peça”, explica o organizador do evento, Marcelo Tokars.

quarta-feira, 11 de junho de 2025

Congresso Brasileiro de Soja debaterá 100 anos de soja no Brasil vislumbrando o amanhã


 CBSoja debate 100 anos de soja no Brasil: pilares para o amanhã

A 10ª edição do Congresso Brasileiro de Soja (CBSoja) e do Mercosoja 2025 será realizada de 21 a 24 de julho de 2025, em Campinas (SP), pela Embrapa Soja. Para esta edição comemorativa dos 50 anos da Embrapa Soja, o tema central dos eventos será os 100 anos de soja no Brasil: pilares para o amanhã. Considerado o maior fórum técnico-científico da cadeia produtiva da soja na América do Sul, a expectativa da comissão organizadora do CBSoja e Mercosoja é reunir cerca de 2 mil participantes de diferentes segmentos. 

A agenda técnica está composta de temáticas referentes aos últimos avanços da ciência para a cultura da soja, assim como contribuições relevantes sobre temas que vêm impactando o cotidiano da cadeia produtiva, sejam processos e práticas ou inovações. “Construímos uma programação com foco em temas que enfatizem a agregação de valor e o desenvolvimento de uma agricultura sustentável, pautada em tecnologia e inovação”, ressalta o presidente do CBSoja, Fernando Henning, pesquisador da Embrapa Soja.

A programação técnica contará com quatro conferências e nove painéis em que serão realizadas mais de 50 palestras com especialistas nacionais e internacionais de vários segmentos ligados ao complexo soja. “Priorizamos quatro palestras dedicadas  aos desafios logísticos do Mercosul, assim como questões referentes à biotecnologia e à propriedade intelectual na região”, detalha Henning.

Outra inovação na programação do CBSoja será a realização do Mãos à Obra, um espaço dedicado ao debate de questões práticas em cinco grandes temas: Fertilidade do solo e adubação, Manejo de nematoides, Plantas daninhas, Bioinsumos e Impedimentos ao desenvolvimento radicular. Também haverá um worshop internacional Soybean2035: A decadal vision for soybean biotechnology, cujo objetivo é debater os próximos 10 anos das ferramentas biotecnológicas na soja, com palestrantes da China, Estados Unidos, Canadá e Brasil.

Sessão pôster - A comissão organizadora aprovou 328 trabalhos técnico-científicos que serão distribuídos em nove sessões temáticas: 1) Ecologia, Fisiologia e Práticas Culturais, 2) Entomologia, 3) Fitopatologia, 4) Genética, Melhoramento e Biotecnologia, 5) Nutrição Vegetal, Fertilidade e Biologia dos Solos, 6) Plantas Daninhas, 7) Pós-Colheita e Segurança Alimentar, 8) Tecnologia de Sementes e 9) Transferência de Tecnologia, Economia Rural e Socioeconomia. Os trabalhos serão apresentados em sessão pôster, cujos autores  estarão presentes para esclarecimento de dúvidas, em horário definido na programação.

Histórico da soja e papel da Embrapa Soja - Há quatro mil anos, a soja era uma planta selvagem, que crescia na costa leste da Ásia. De acordo com a publicação “A saga da soja: de 1050 a.C. a 2050 d.C”, editada pela Embrapa Soja, a soja chegou ao Brasil pela Bahia, em 1882, quando foram realizados os primeiros testes com cultivares introduzidas dos Estados Unidos, mas não houve sucesso. Somente após ser introduzida no Rio Grande do Sul, em 1914, para testes, e a partir de 1924, em plantios comerciais, é que a soja apresentou adaptação. Porém, a soja obteve importância econômica somente na década de 1960. 

Até o final da década de 1970, os plantios comerciais de soja no mundo restringiam-se a regiões de climas temperados e sub-tropicais, cujas latitudes estavam próximas ou superiores aos 30º. O produtor brasileiro tinha que usar as cultivares importadas dos Estados Unidos que eram adaptadas apenas para a região Sul do Brasil. Com as pesquisas da Embrapa, foi possível romper essa barreira, desenvolvendo variedades adaptadas às condições tropicais com baixas latitudes, permitindo o cultivo da oleaginosa em todo o território brasileiro.

Além do desenvolvimento de novas cultivares, a Embrapa e seus parceiros criaram um sistema de produção de soja tropical. Isso inclui recuperação/manutenção da fertilidade do solo, técnicas de manejo da cultura, controle de plantas daninhas e pragas e doenças, melhoria da qualidade das sementes, entre outras. Esse conjunto de tecnologias tem permitido a sustentabilidade agrícola da cultura da soja no Brasil. A Embrapa Soja foi criada em 16 de abril de 1975, com o propósito de desenvolver tecnologias que viabilizassem a produção de soja no Brasil. Foi além, tornou-se referência mundial em pesquisa dessa oleaginosa para regiões tropicais. 

Na safra 2024/25, o Brasil produziu aproximadamente 167 milhões de toneladas de soja, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o que mantém o País na liderança mundial da produção do grão, seguida dos Estados Unidos e da Argentina. Historicamente, a Embrapa Soja, vem liderando redes de pesquisa para geração de soluções sustentáveis para incrementar a produção da leguminosa, reduzir os custos de produção e as emissões de CO2 relacionadas a sua produção além de aumentar a renda dos produtores.

 

Mais informações na página do evento www.cbsoja.com.br.

SERVIÇO - X Congresso Brasileiro de Soja e Mercosoja 2025
Data: 21 a 24 de julho de 2025
Local: Campinas (SP)
Inscrições e mais informações: cbsoja.com.br

quarta-feira, 4 de junho de 2025

Embrapa Pesca e Aquicultura lança cartilha sobre boas práticas sanitárias na criação do pirarucu

 

A publicação é ilustrada e contém orientações e dicas para que o produtor possa diminuir as chances de doenças no cultivo da espécie

“Principais doenças e boas práticas sanitárias na criação do pirarucu” é a mais recente cartilha da Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas-TO), voltada para produtores, extensionistas e estudantes. Com uma linguagem simples e acessível, a publicação é ilustrada, com 24 páginas, e traz orientações e dicas para que o produtor possa diminuir as chances de doenças no cultivo da espécie. A cartilha está disponível online e pode ser baixada gratuitamente no site da Embrapa ou na Ater+Digital ‒‒ plataforma premiada da Embrapa que traz vídeos, notícias e publicações sobre o cultivo e produção em diversas áreas importantes da agropecuária, numa linguagem simples e direta.

 

“A cartilha traz um compilado de informações de doenças de pirarucu e manejos que temos desenvolvido nas pesquisas que realizamos com a espécie nos últimos anos”, detalha a pesquisadora da Embrapa Pesca e Aquicultura, Patricia Maciel. 

 

A cientista conta que a Embrapa já tinha outros livros sobre o assunto, mas havia a necessidade de uma publicação com uma linguagem mais rápida e direta para levar informação a produtores e técnicos que trabalham com a espécie. “São informações objetivas e sem muita especificações, justamente devido à natureza ser uma cartilha”, esclarece.

 

A veterinária enumera as boas práticas de manejo na piscicultura que impactam diretamente na produção: monitoramento da qualidade da água; alimentação adequada dos peixes; cuidados nos manejos de biometria; na transferência de peixes de um tanque para outro (repicagem) para evitar estresse e lesões na pele dos peixes, assim como evitar o uso indiscriminado de medicamentos, tais como antibióticos, sob risco de desenvolvimento de resistência aos antimicrobianos. 

 

“No caso dos pirarucus, por ser uma espécie de respiração aérea, é comum os produtores não cuidarem da qualidade da água, mas já provamos em outros estudos o quanto uma água de viveiro bem cuidada impacta no crescimento e na saúde do animal”, conclui.


Matéria originalmente publicada no portal da Embrapa Pesca e Aquicultura.

Elisângela Santos (19.500-RJ)
Embrapa Pesca e Aquicultura

segunda-feira, 2 de junho de 2025

Tecnologia e boas práticas impulsionam cultivo da pitaya no DF

 


Cultivares geneticamente superiores e boas práticas agrícolas no cultivo da pitaya foram os principais temas do Dia de Campo promovido pela Embrapa Cerrados e Emater-DF, realizado na última quarta-feira (28). O evento aconteceu na Unidade de Apoio da Fruticultura da Embrapa Cerrados e reuniu cerca de 50 fruticultores, além de técnicos e extensionistas da Emater-DF.

A programação atraiu a atenção de produtores interessados em diversificar suas culturas. Maristela Soeira, uma das participantes, saiu animada com o que aprendeu: “O que aprendi aqui hoje vou aplicar com certeza. Vou me tornar uma produtora de pitaya”, afirmou. Ela contou já ter tentado o cultivo da fruta anteriormente, mas sem sucesso. “Agora não vou perder tempo”, garantiu.

Outra produtora presente, Norma Fernandes, celebrou a oportunidade de finalmente participar do encontro. “Sempre quis vir, mas nunca tive oportunidade. Vou levar daqui muito conhecimento e espero voltar outras vezes. Além de tudo, isso faz bem para a minha saúde mental”, destacou.

Durante o evento, o chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Cerrados, Fábio Faleiro, apresentou as novas cultivares da fruta desenvolvidas pela instituição: BRS Lua do Cerrado, BRS Luz do Cerrado, BRS Granada do Cerrado, BRS Minipitaya do Cerrado e BRS Âmbar do Cerrado. Ele também destacou as boas práticas de manejo recomendadas no sistema de produção e falou sobre a versatilidade da pitaya na culinária, apresentando a publicação Pitaya: uma alternativa frutífera e o livro Pitaya: 200 formas de utilização em receitas doces e salgadasAcesse aqui mais informações sobre as cultivares.

Na segunda parte da programação, os participantes fizeram uma visita guiada à Unidade Experimental das Pitayas. Geovane de Andrade, técnico da Embrapa Cerrados, e Felipe Cardoso, extensionista da Emater-DF, apresentaram recomendações técnicas sobre o cultivo da fruta, abordando preparo do solo, plantio, espaldeiramento, controle de plantas invasoras, adubação, irrigação, colheita e os tipos de podas recomendadas. O material propagativo gerado durante as demonstrações foi entregue à Emater-DF para implantação de novas unidades demonstrativas na região.

Felipe Cardoso destacou os frutos da parceria entre Embrapa e Emater-DF no fomento à pitaya no Distrito Federal. Um dos marcos foi a criação de uma unidade de validação na feira AgroBrasília, onde, anualmente, são realizadas oficinas de poda. “A cada oficina, o produtor aprendia sobre as novas variedades e técnicas de cultivo, e muitos levavam cladódios para iniciar plantações próprias”, contou. Como resultado, o número de produtores passou de apenas quatro para 103, e a área plantada já chega a 35 hectares no DF.

Para os interessados em aprofundar os conhecimentos, a Embrapa Cerrados disponibilizou na plataforma e-Campo o minicurso gratuito Fruticultura Tropical – Pitayas: melhoramento genético e sistemas de produção. Com carga horária de seis horas, o curso aborda temas como cultivares, melhoramento genético, sistemas de produção e boas práticas agrícolas. A capacitação é online, pode ser feita a qualquer momento e oferece certificação pela Embrapa.

Embrapa participa de debates, mostra tecnologias e lança publicações na Agrotins

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