quinta-feira, 12 de dezembro de 2024

3º Levantamento da Safra de Grãos 2024/20253º Levantamento da Safra de Grãos 2024/2025

 Nesta quinta-feira (12), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgará os resultados do 3º Levantamento da Safra de Grãos 2024/2025. O anúncio será transmitido pelo canal da Companhia no YouTube, a partir das 9h, e trará dados sobre produção, produtividade e área plantada das principais culturas de grãos do país.

O release e o boletim completo com os principais destaques estarão disponíveis no portal da Conab. O material também será enviado à imprensa por e-mail. As rádios de todo o país receberão o podcast sobre a safra e o programa também poderá ser acessado na página do ConabCast. Solicitações de entrevistas poderão ser feitas por e-mail.

Serviço:
3º Levantamento da Safra de Grãos 2024/2025
Data: Quinta-feira, 12 de dezembro de 2024
Horário: 9h
Link: https://youtube.com/live/3bzX1Grp42g?feature=share

Pesquisadores trocam conhecimentos sobre mandiocultura com extensionistas da Emater-DF

 

Foto: Breno Lobato

Empenhadas no desenvolvimento da mandiocultura no Distrito Federal e região, a Embrapa Cerrados (DF) e a Emater-DF promoveram, no dia 3 de dezembro, um treinamento para cerca de 30 técnicos de todos os escritórios regionais do órgão de assistência técnica e extensão rural, visando ao nivelamento de informações, conhecimentos e inovações tecnológicas relacionadas à cultura para auxiliar os agricultores, além do estreitamento da relação entre pesquisa e extensão rural. Os pesquisadores Jorge Antonini, Josefino Fialho e Núbia Correia participaram do treinamento, realizado em formato de prosa técnica no espaço de olericultura da Emater-DF instalado no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, no PAD-DF.

“É uma forma agradável de capacitação e uma boa oportunidade de recebermos o retorno da pesquisa e de passarmos o que vocês (extensionistas) vivenciam no campo. Essa parceria é o cerne da extensão rural: transformar a pesquisa em palavras simples e leva-la ao produtor”, disse o supervisor regional da Emater-DF, Rafael Ventorim. 

“Queremos ter um retrato da realidade do que está acontecendo na pesquisa e na extensão rural. É uma troca de ideias. Nós extensionistas precisamos ouvir o pesquisador tem de informação nova, e os pesquisadores precisam ouvir o que está acontecendo no campo”, reforçou o extensionista da Emater-DF, Hélcio Santos, coordenador do evento.

O pesquisador Josefino Fialho ressaltou o histórico de trabalhos em parceria entre a Embrapa Cerrados e a Emater-DF em mandiocultura. “O sucesso das nossas cultivares tem muito a ver com essa integração”, disse. “Agora queremos saber as principais dificuldades que os extensionistas têm tido na cultura da mandioca de mesa no Distrito Federal”, completou.

Os extensionistas elencaram uma série de gargalos e desafios da mandiocultura na região, como o manejo de plantas daninhas, o momento da aplicação de herbicidas e a falta de conhecimento sobre os produtos registrados no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para a cultura; a necessidade de ajustes no sistema para alcançar o máximo de produtividade de raízes e rentabilidade; questões de manejo da adubação; o manejo da água nas lavouras com irrigação; a escolha da cultivar e a disponibilidade de manivas de qualidade para os produtores; a incidência de ácaros e do percevejo-de-renda; e o uso de produtos biológicos para o controle de pragas e doenças.

Uso de herbicidas

A pesquisadora Núbia Correia destacou dois fatores que afetam diretamente a ação dos herbicidas: a irrigação mal feita e o escorrimento superficial do produto. “O solo encharcado concentra o produto, e ele pode afetar a cultura. E o produtor muitas vezes esquece que o herbicida registrado para a cultura da mandioca pode afetar outra cultura que está ao lado, pode deixar resíduo no solo e pode também afetar a cultura que vem depois da mandioca”, explicou. “Trabalhar com herbicida não é simples, é extremamente técnico. Gostaria que os produtores tivessem essa noção de perigo”, completou, salientando a necessidade de cuidado com o uso desses produtos.

Correia falou sobre o momento da aplicação dos produtos, recomendando que o produtor planeje a aplicação atrelada ao plantio, antes do brotamento. “Ele tem que ter uma sequência em mente: plantar e aplicar. Quando a mandioca começar a brotar, já não poderá mais aplicar”, disse, apontando como alternativa, nesse caso, o jato dirigido do produto no solo e na base das plantas, o que evita o contato com as folhas.

Outra recomendação da pesquisadora é não deixar o solo encharcado pelo excesso de irrigação e aplicar o herbicida. “Se você fizer uma irrigação sem controle, correrá o risco de concentrar o produto na região mais superficial, próximo da maniva. O solo não pode estar seco, mas deve ter uma umidade normal”, observou. “Esses detalhes fazem toda a diferença. A tecnologia está disponível, mas precisamos saber usá-la”.

Manejo da irrigação e testes com novos materiais

Segundo o pesquisador Jorge Antonini, a tecnologia da irrigação, se utilizada adequadamente, promove aumentos significativos de produtividade, independente se a mandioca for cultivada após culturas hortícolas ou em solo recuperado, cobrindo facilmente os custos com o equipamento. “Em solo sem horticultura, a irrigação pode aumentar a produtividade em até 50%, e quando usada em associação com tecnologias como o mulching (cobertura plástica), o incremento é em torno de 90%”, afirmou.

Para Antonini, um grande gargalo do manejo de irrigação na região é a falta de conhecimento, sobretudo por parte dos pequenos agricultores. “Para se ter um manejo de irrigação perfeito, você tem que conhecer o tipo de solo com que está lidando, o equipamento disponível e a questão climática da região”, disse, destacando a necessidade de informações sobre as características físico-hídricas do solo como textura e capacidade de água disponível.

O pesquisador também apontou o desconhecimento dos agricultores quanto à lâmina de água aplicada na irrigação e à demanda de evapotranspiração da cultura para estimar o gasto de água em função do ciclo de desenvolvimento das plantas. Ele exemplificou o caso da região do DF e Entorno, onde nos primeiros 60 dias após o plantio em solo argiloso, o consumo de água da mandioca de mesa é muito pequeno, representando 50% da demanda de evapotranspiração do local. Após 60 dias, a mandioca gasta 100% da demanda evapotranspirométrica. E a partir de 150 dias até a colheita, ela gasta em torno de 80%. 

Com essas informações, segundo Antonini, é possível calcular quanto a planta consumiu de uma irrigação para outra. “Nos primeiros 60 dias, a mandioca é exigente em nível de umidade do solo, principalmente para não haver perda de plantas logo após o plantio. É preciso manter a umidade do solo num nível alto, deixando gastar 20% da capacidade água disponível e voltando a irrigar. A partir dos 60 dias até a colheita, você pode deixar gastar em torno de 60%”, afirmou, salientando que o produtor precisa saber sobre o solo e o equipamento disponível.

Já o pesquisador Josefino Fialho comentou sobre os testes com diferentes épocas de plantio com a cultivar de mandioca de mesa BRS 429, lançada em 2022, e com o clone 54/10, em parceria com produtores da região e com a Emater-DF. Ele informou sobre necessidade de mais unidades de observação no DF para a realização desses testes, com a distribuição, entre os escritórios regionais, de ramas produzidas na Fazenda Água Limpa, da Universidade de Brasília. “A ideia é verificar o efeito na raiz em função da época de colheita”, explicou.

Fialho também abordou detalhes sobre o manejo da adubação e a correção do solo para o cultivo da mandioca de mesa a partir de resultados de experimentos realizados na região, bem como o controle dos ácaros e do percevejo-de-renda e o ajuste no espaçamento de plantas, visando à redução do déficit médio de 34 t/ha em relação ao potencial de 70 t/ha de produtividade máxima estimado para a região.

Interação positiva entre pesquisa e extensão rural

Os extensionistas consideraram positivo o treinamento e o método utilizado para debater as questões da mandiocultura no DF. “Achei (a prosa técnica) muito prática, nos aproxima muito da pesquisa e nos ajuda a entender os processos que estamos vivendo e construindo”, disse a engenheira agrônoma Gesinilde Santos, do escritório da Emater-DF em Planaltina. 

Hélio Lopes, técnico em agropecuária do escritório de Brazlândia, também destacou a aproximação da pesquisa com a extensão rural. “Não são coisas diversas. A pesquisa gera tecnologia, mas ela precisa da extensão para compreendê-la e transformá-la numa linguagem aceitável para o produtor, que é quem vai receber a tecnologia gerada. Essa aproximação é interessante para discutir todos os gargalos da cultura e poder transformar (as informações) numa linguagem simples e levar ao produtor rural”, comentou.

Para Joselito de Souza, técnico em agropecuária do escritório Pipiripau, os temas abordados no treinamento estão relacionados às demandas e angustias dos produtores. “A Embrapa e a Emater-DF já têm alguns trabalhos nessa área de atuação e sempre estamos em contato para melhorar as produtividades”, lembrou.

Assim como os colegas, o engenheiro agrônomo Kleiton Aquiles, do escritório do Gama, destacou a importância da troca de experiências entre a pesquisa e a extensão rural, além da divulgação das tecnologias existentes e as técnicas de desenvolvimento do cultivo aos produtores. “Desde o plantio até a colheita, é fundamental obter um produto de qualidade que atenda à demanda de consumo local”, afirmou.

Texto original e atualizações: https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/96372678/pesquisadores-trocam-conhecimentos-sobre-mandiocultura-com-extensionistas-da-emater-df

Arroz da Gente – Governo Federal institui programa para estimular produção de arroz

 O Governo Federal instituiu o Programa Arroz da Gente. A Portaria Interministerial nº 15, que oficializa as ações, foi publicada nesta quarta-feira (11), no Diário Oficial da União (DOU), assinada pelos ministros do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Paulo Teixeira, e do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Wellington Teixeira.

O Programa, que conta com a participação da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), visa incentivar a produção de arroz em áreas que já cultivaram o grão, além de assegurar o acompanhamento técnico e a garantia de comercialização do produto. A medida contará com crédito com juros menores, fomento, acompanhamento técnico, garantia de comercialização, além de buscar facilitar o acesso a tecnologias adaptadas à realidade local, incluindo pequenas máquinas, colheitadeiras e silos secadores de pequeno porte.

“O Arroz da Gente simboliza o redescobrimento no país desse alimento tão importante  para os brasileiros e brasileiras, pois passa a visibilizar e valorizar a produção de arroz dos povos indígenas, povos e comunidades tradicionais e da agricultura familiar”, ressalta a coordenadora do Programa na Conab, Maria Kazé.

Nesta primeira etapa, o Programa será desenvolvido em 36 territórios de 148 municípios, distribuídos em 17 estados das regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. Cerca de 10 mil famílias produtoras deverão receber incentivo para aprimorar o cultivo de arroz, seja a partir de acompanhamento técnico, do apoio para aquisição de pacotes tecnológicos de baixo impacto (aquisição de maquinário, construção de silos armazenadores) de forma a zerar a colheita manual, até a comercialização. Dentre as ferramentas já  existentes e executadas pela Conab que podem ser utilizadas como forma de apoiar o escoamento do produto estão o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) entre outras.

Compra de arroz – Em setembro deste ano, a Conab realizou uma compra de 100 toneladas de arroz de agricultores e as agricultoras do território quilombola Brejão dos Negros, localizado no município de Brejo Grande, em Sergipe, sendo destinados R$ 750 mil para esta aquisição que simbolizou a primeira ação do Arroz da Gente.

O arroz adquirido do território quilombola Brejão dos Negros está sendo fornecido a aproximadamente 15 cozinhas solidárias de Sergipe a fim de complementar a alimentação das pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional atendidas pelas instituições beneficiadas.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

2025 sem limites

 


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Tecnologia como aliada na busca pela igualdade salarial entre gêneros

*Jéssica Ariane, Head of Products Talent Management na Senior Sistemas

Embora a equidade salarial tenha se tornado lei, o cenário corporativo ainda está longe de ser ideal. A agenda ESG, que destaca ações de responsabilidade ambiental, social e boas práticas de governança, tem ganhado espaço como uma estratégia essencial para as organizações. Nesse contexto, o ‘S’ de social merece especial atenção, pois exerce um papel crucial nos processos internos das empresas, com foco na igualdade de gênero e salarial. E, consequentemente, na sociedade.

Os números reforçam a necessidade de mudança: dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que mulheres que desempenham as mesmas funções que homens recebem, em média, 22% menos. A desigualdade é ainda mais alarmante nos cargos de liderança, em que a diferença salarial chega a 34%. Mesmo com essa diferença diminuindo ano após ano, são necessárias posturas cada vez mais efetivas para que o mundo empresarial seja mais equitativo.

Com a entrada em vigor da Lei 14.611/23, que busca combater as disparidades salariais entre homens e mulheres, os empresários ainda enfrentam dúvidas sobre como atender às principais exigências da norma. A legislação determina a equiparação salarial independentemente de gênero, raça, origem ou etnia, e o descumprimento das regras pode resultar em uma multa equivalente a dez vezes o valor do salário da pessoa colaboradora discriminada. 

E o movimento não é passageiro: aderir aos padrões ESG aumenta o interesse de parceiros e investidores, além de representar uma oportunidade para  implementar ações sustentáveis a longo prazo, conquistando mais eficiência e credibilidade nas operações. A nova sanção não só promove uma  reflexão sobre como o mercado de trabalho ainda precisa avançar em igualdade e diversidade, mas também destaca a importância do setor de Recursos Humanos na transformação dos ambientes corporativos em espaços mais justos para todos os talentos. Além disso, a partir de 2025, as empresas deverão apresentar o Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios duas vezes ao ano, detalhando as remunerações vigentes. Essa exigência torna indispensável que os RHs contem com ferramentas automatizadas e seguras para monitorar e garantir a equidade salarial. 

A identificação de discrepâncias salariais entre homens e mulheres em cargos iguais pode ser um processo complexo e suscetível a falhas. No entanto, a tecnologia permite a automação de metodologias que asseguram um gerenciamento de remunerações mais claro, equilibrado e transparente.

As empresas que não se adaptarem à nova lei, além de enfrentarem problemas legais, correm o risco de prejudicar sua reputação, dificultando a atração e retenção de talentos. Normalmente, informações sobre salários ficam restritas aos gestores de departamento e ao RH, limitando a visibilidade da diretoria sobre como a divisão salarial está sendo realizada. Com a implementação da tecnologia, é possível obter uma visão mais ampla da situação organizacional, permitindo identificar se todos os colaboradores plenos estão inseridos na mesma faixa salarial, independentemente de setor ou gênero.

O sistema permite que os líderes identifiquem padrões e tendências nos dados de remuneração, além de oferecer armazenamento centralizado de informações sobre os colaboradores, como histórico de desempenho e qualificações. Com acesso rápido e facilitado a esses dados, os gestores conseguem tomar decisões mais precisas e justas em relação à distribuição salarial. 

Investir em um sistema automatizado vai além de uma análise eficiente na distribuição de salários. Os benefícios incluem retenção de talentos, praticidade e economia de tempo para a equipe de RH, centralização das informações dos colaboradores, equilíbrio interno, competitividade com o mercado e agilidade na exportação de dados quando necessário. As vantagens de integrar a tecnologia ao dia a dia corporativo são incontáveis. Arrisco dizer que ignorar esse movimento é assinar uma sentença de insucesso. 

Head of Products Talent Management na Senior Sistemas, Jéssica Ariane



Tecnologia como aliada na busca pela igualdade salarial entre gêneros

*Jéssica Ariane, Head of Products Talent Management na Senior Sistemas

Embora a equidade salarial tenha se tornado lei, o cenário corporativo ainda está longe de ser ideal. A agenda ESG, que destaca ações de responsabilidade ambiental, social e boas práticas de governança, tem ganhado espaço como uma estratégia essencial para as organizações. Nesse contexto, o ‘S’ de social merece especial atenção, pois exerce um papel crucial nos processos internos das empresas, com foco na igualdade de gênero e salarial. E, consequentemente, na sociedade.

Os números reforçam a necessidade de mudança: dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que mulheres que desempenham as mesmas funções que homens recebem, em média, 22% menos. A desigualdade é ainda mais alarmante nos cargos de liderança, em que a diferença salarial chega a 34%. Mesmo com essa diferença diminuindo ano após ano, são necessárias posturas cada vez mais efetivas para que o mundo empresarial seja mais equitativo.

Com a entrada em vigor da Lei 14.611/23, que busca combater as disparidades salariais entre homens e mulheres, os empresários ainda enfrentam dúvidas sobre como atender às principais exigências da norma. A legislação determina a equiparação salarial independentemente de gênero, raça, origem ou etnia, e o descumprimento das regras pode resultar em uma multa equivalente a dez vezes o valor do salário da pessoa colaboradora discriminada. 

E o movimento não é passageiro: aderir aos padrões ESG aumenta o interesse de parceiros e investidores, além de representar uma oportunidade para  implementar ações sustentáveis a longo prazo, conquistando mais eficiência e credibilidade nas operações. A nova sanção não só promove uma  reflexão sobre como o mercado de trabalho ainda precisa avançar em igualdade e diversidade, mas também destaca a importância do setor de Recursos Humanos na transformação dos ambientes corporativos em espaços mais justos para todos os talentos. Além disso, a partir de 2025, as empresas deverão apresentar o Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios duas vezes ao ano, detalhando as remunerações vigentes. Essa exigência torna indispensável que os RHs contem com ferramentas automatizadas e seguras para monitorar e garantir a equidade salarial. 

A identificação de discrepâncias salariais entre homens e mulheres em cargos iguais pode ser um processo complexo e suscetível a falhas. No entanto, a tecnologia permite a automação de metodologias que asseguram um gerenciamento de remunerações mais claro, equilibrado e transparente.

As empresas que não se adaptarem à nova lei, além de enfrentarem problemas legais, correm o risco de prejudicar sua reputação, dificultando a atração e retenção de talentos. Normalmente, informações sobre salários ficam restritas aos gestores de departamento e ao RH, limitando a visibilidade da diretoria sobre como a divisão salarial está sendo realizada. Com a implementação da tecnologia, é possível obter uma visão mais ampla da situação organizacional, permitindo identificar se todos os colaboradores plenos estão inseridos na mesma faixa salarial, independentemente de setor ou gênero.

O sistema permite que os líderes identifiquem padrões e tendências nos dados de remuneração, além de oferecer armazenamento centralizado de informações sobre os colaboradores, como histórico de desempenho e qualificações. Com acesso rápido e facilitado a esses dados, os gestores conseguem tomar decisões mais precisas e justas em relação à distribuição salarial. 

Investir em um sistema automatizado vai além de uma análise eficiente na distribuição de salários. Os benefícios incluem retenção de talentos, praticidade e economia de tempo para a equipe de RH, centralização das informações dos colaboradores, equilíbrio interno, competitividade com o mercado e agilidade na exportação de dados quando necessário. As vantagens de integrar a tecnologia ao dia a dia corporativo são incontáveis. Arrisco dizer que ignorar esse movimento é assinar uma sentença de insucesso. 

Head of Products Talent Management na Senior Sistemas, Jéssica Ariane



Embrapa participa de debates, mostra tecnologias e lança publicações na Agrotins

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