quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Seguindo no trem azul

Estava deitado no sofá, enfrentando a onda de calor repentino, dormitando e ouvindo uma seleção de sucessos do Roupa Nova, banda que surgiu em 1980, e mantém até hoje sua formação original, composta por Paulinho, Serginho Herval, Nando, Kiko e Cleberson Horsth.

            Eles entoavam "Seguindo no trem azul":

"Confessar

Sem medo de mentir

 Que em você

Encontrei inspiração

Para escrever..."

            Olhos entreabertos viram um vulto na poltrona a minha frente, sem camisa, bigode e cabelos grandes, já grisalhos e uma latinha de Bhama na mão.

            - Ô, cara! Acende meu cigarro.

            Era sem dúvida nenhuma, o espírito do meu amigo, Du Venerando, atraído pelo festival de músicas do conjunto que  mais vezes promovera em Lavras, num vídeo perfeito, em que pareciam sair da tevê LED para o ambiente da sala.

            E começou a falar de arranquinho, como era seu hábito, contando-se as aventuras que enfrentara para trazer grandes shows no recém-inaugurado Ginásio Poliesportivo do LTC.

            - Eu trouxe o RPM – ele disse e que era a maior banda do rock brasileiro.

            Pensei em lhe dizer que na atualidade o que estava fazendo sucesso era o talsertanejo universitário, com muitas duplas que faziam sucesso e levavam três vezes mais pessoas aos shows atuais do que os antigos sucessos de antigamente.

            - Você se lembra como transformava a FM Rio Grande, em "Rádio Roupa Nova" ou "Rádio RPM" na semana que antecipava o evento? – me perguntou.

            Um carro de campanha política passou com o som altíssimo o que fez que sorrisse e sua imagem se desvanecesse, ficando apenas sua última imagem e sua voz:

- Vou bater uma bolinha – e com a raquete de tênis sumiu definitivamente.

De tanto conversar com ele sabia que detestava a política partidária, num tempo que lhe cabia carregar um equipamento de som mastodôntico para todos os lugares onde haveria comício e não adiantava tentar discutir nada com o pai.

- Traíram o "velho" – ele dizia justificando para mim a derrota do pai, Leonardo Venerando, considerado sempre como candidato invencível.

Du Venerando  cumpriu também, por alguns anos, a missão de erguer um palanquinho de madeira, na Padaria Rocha, seu "point" preferido, contratar os músicos do Demá e um veículo qualquer que servisse de transporte para os foliões que chegavam de fora para desfilarem na Banda do Funil.

Finalmente, o que era uma brincadeira familiar cresceu tanto que acabou tendo a necessidade de se institucionalizar, o que foi o seu fim.

Daqueles tempos ficaram apenas as lembranças trazidas por uma criatura vinda do mundo dos sonhos e que solfejava:

"Confessar

Sem medo de mentir

Que em você

Encontrei inspiração

Para escrever..."

Revista Partes - Colunistas - Adilson L. Gonçalves: Vivendo e aprendendo

Revista Partes - Colunistas - Adilson L. Gonçalves: Vivendo e aprendendo:   Joe 90 era um antigo filme de animação, cujo protagonista, um menino, entrava num globo giratório para adquirir, temporariame...

Vivendo e aprendendo

 

Joe 90 era um antigo filme de animação, cujo protagonista, um menino, entrava num globo giratório para adquirir, temporariamente, o conhecimento de outras pessoas.

Na mesma época, o Dr. McCoy, num episódio de Jornada nas Estrelas, entrou num aparato alienígena e aprendeu instantaneamente a fazer uma antes impensável cirurgia no intrincado cérebro do Sr. Spock. O problema é que, depois de algum tempo, ele também foi perdendo esse conhecimento e quase "deu zebra", na operação.

Em Johnny Mnemonic (1995), Keannu Reeves é um "pen drive" humano, que recebe informações secretas no cérebro, às quais ele não tinha acesso, que devem ser transferidas em curto prazo, senão ele entraria em colapso mental.

Curiosamente, o mesmo Reeve, na trilogia Matrix, recebeu muito mais informações sem endoidar, só que, desta vez, as retinha. No entanto, poderia morrer, em "sonho".

Que fantástico seria se a gente pudesse aprender o que quisesse, apenas transferindo informações para o cérebro!

Quer aprender mandarim? Pluga! Quer tocar guitarra como Jimmy Page, ou violoncelo, como Yo-Yo Ma? Conecta! Quer pilotar como o Senna? "Espeta" na USB!

Capturar conhecimento dessa forma é tentador, não?

Ninguém mais precisaria de cola ou de ir à escola! Bastaria ir ao supermercado de banco de dados. "Oferta do dia: Leve Física Quântica e ganhe, grátis, realidade virtual com Paz Vega!". Mas, onde ficam: a criatividade, a inovação, o mérito, a inteligência e a sabedoria nessa história?

Se considerarmos que muita gente tem potencial, independentemente de poder aquisitivo, talvez a apreensão rápida de informações permitisse a cura doenças e imperfeições genéticas; acabar com a fome e as guerras; levar o ser humano o universo, evitando a superpopulação da Terra... Mas, não é assim que as coisas funcionam. Pelo menos, não ainda.

A aprendizagem é um processo infinito! E que deve levar à autonomia de pensamento, permeada pelo bom senso. Não falo, portanto, de doutrinação ou adestramento.

Adoro aprender! Passaria o dia todo aprendendo! Porém, viver é preciso, pois, mesmo que a gente aprendesse ao estilo Matrix ou Joe 90, pagar contas ainda exigiria trabalho remunerado, na sociedade atual.

Aprender continuamente é um processo de libertação!

O que enlouquece ou ofusca o brilho das pessoas é a restrição ou o direcionamento do pensar, para confiná-las em rebanhos de interesse.

Ainda não descobriram a real capacidade de armazenar e processar informações do cérebro humano. Isso é fácil, com máquinas, e até já tentaram transformar pessoas em máquinas, para limitar e controlar suas ações e reações.

Querer acreditar que sabe muito ou, até, tudo; ou que aprender não é necessário, só serve para arrogantes, acomodados e aproveitadores de todas as raças, credos e ideologias!

Aprender é acreditar na vida! É respeitar o que a humanidade já produziu! É acreditar no futuro!

E é preciso aprender até o último suspiro, já curioso com o que virá depois...


Adilson Luiz Gonçalves

Mestre em Educação

Escritor, Engenheiro, Professor Universitário, Conferente e Compositor

Vitrine do Giba: O Tudo eu

Vitrine do Giba: O Tudo eu: Eu não furo fila/Eu não voto em ladrão/eu não sou consumista/ eu não cometo crimes/ eu não sou corrupto/ eu não pagpo impposto/ eu não sei m...

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Custo Brasil nos transportes | Revista Partes

Custo Brasil nos transportes | Revista Partes

O artigo em questão apresenta ao leitor a discussão acerca do “custo Brasil”, sendo que este acarreta no encarecimento de serviços e mercadorias, logo, atingindo os cidadãos oriundos das mais diversas classes sociais existente no país. Na tentativa de clarificar o que é o “custo Brasil”, dar-se-á enfoque sobre os meios de transportes do país, destacando que as péssimas condições de infraestruturas aliadas a falta de investimentos públicos para os transportes, tornam cada vez mais onerosos os custos de serviços e de mercadorias para os cidadãos brasileiros.

 

Palavras-chave: Transportes; Rodovias; Desenvolvimento.

 

Abstract

 

The article in matter presents to the reader the discussion about ‘’Brazil cost’’, becoming expensive the services and goods, reaching citizens coming from  diverse existing social classes in the country. In an attempt to make clear the meaning “Brazil cost”, it will be  given approach in the means of transportations from the country, highlighting bad conditions in infrastructure along with the lack of public investments for transports, becoming every more time expensive the costs of service and goods for Brazilian citizens.

Áreas de Risco nas Cidades Brasileiras: Gerenciamento e Políticas Públicas | Revista Partes

Áreas de Risco nas Cidades Brasileiras: Gerenciamento e Políticas Públicas | Revista Partes
O presente artigo procura trazer algumas reflexões sobre a temática em torno das Politicas Públicas, e principalmente aquelas destinadas a prevenir e gerenciar as Áreas de Risco em nossas cidades. Este tema vem ocupando cada vez mais a agenda política da sociedade brasileira, frente aos constantes acidentes que vem vitimando parcela significativa da população que reside em áreas impróprias para a ocupação. Destacamos principalmente alguns marcos regulatórios e diretrizes gerais sobre política urbana contidas na constituição Federal de 1988; a Lei Nº 10.257, de 10 de julho de 2001 o Estatuto da Cidade; a criação do Ministério das Cidades (2003) assim como as diretrizes do Sistema Nacional de Defesa Civil (SINDEC) .

A mediação dos tutores no Fórum EAD em cursos de licenciatura: entre a teoria e a prática | Revista Partes

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Embrapa participa de debates, mostra tecnologias e lança publicações na Agrotins

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