sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Pedro Coimbra: Biografias não-autorizadas

Pedro Coimbra: Biografias não-autorizadas:     Pedro Coimbra ppadua@navinet.com.br              Terminando a primeira parte do meu romance "Meus amores, Mariana e Br...

Maria Aparecida Francisquini: E vivemos assim... ou não???

Maria Aparecida Francisquini: E vivemos assim... ou não???:   Interessante, como que habitualmente, muitos de nós, optamos em conduzir nossa vida agindo e interagindo de formas contrárias ao nos...

E vivemos assim... ou não???

  Interessante, como que habitualmente, muitos de nós, optamos em conduzir nossa vida agindo e interagindo de formas contrárias ao nosso real desejo. Inúmeras vezes traçamos os nossos caminhos para chegarmos a lugares opostos ao que realmente desejamos ocupar.

  Temos optado em viver, nos esquecendo de que o eco é um fenômeno da natureza, e de que fazemos parte dela, ou seja, a todo o momento, existe a possibilidade de retorno para as nossas atitudes.

  Estamos nos posicionando na vida, de uma maneira tão indiferente, quando na verdade temos tanta necessidade de sermos notados!

  Todos nós desejamos muito sermos respeitados, mas cada vez nos desrespeitamos mais.

  Precisamos tanto de verdades, mas estamos nos habituando a viver mentindo.         Ansiamos tanto por paz e declaramos tantas guerras!

  Sonhamos tanto com o amor e a harmonia, mas vivemos constantemente brigando, demonstrando raiva!

   Internamente, percebe-se uma alarmante diminuição da autoestima, ocasionada pela alta competitividade imposta pela mídia e que facilmente assimilamos e introjetamos, justamente devido à enorme carência que predomina.

  Externamente, somos a todo momento aterrorizados por notícias e imagens que chegam até nós e nos amedrontam diante da constatação da nossa fragilidade.

  Corremos na vida procurando excessivamente uma segurança material e quase sempre o que conseguimos alcançar, é uma dolorosa insegurança pessoal (tanto interna quanto externa), um sentimento imenso de vazio, de ausência, de falta. Devido a isso, é comum nos sentirmos fragilizados, carentes e perdidos, o que nos torna vulneráveis e propícios a seguirmos de maneira submissa qualquer possibilidade de solução que nos for apresentada de forma consistente. Como consequência, somos facilmente atingidos pelas cobranças que nos são impostas para correspondermos às expectativas que acabamos por acreditar serem importantes e imprescindíveis para sermos aceitos e encontrarmos a felicidade. Estas cobranças são feitas de uma maneira tão convincente, que na maioria das vezes, passamos realmente a acreditar que correspondê-las é extremamente necessário e fundamental para que sejamos amados e aceitos.

  E o resultado, é que muitas vezes nos perdemos de nós mesmos e conseguimos na verdade, carregar um sentimento de vazio, uma profunda insatisfação e uma dolorosa solidão, pois passamos a ser surdos e cegos aos nossos reais anseios de uma maneira tão profunda que nos tornamos muitas vezes, uma pessoa desconhecida, um estranho para nós. Sofremos com uma doída sensação de abandono, de solidão. E com a pior solidão que existe: a de nós mesmos!

Biografias não-autorizadas

 

 

Pedro Coimbra

ppadua@navinet.com.br

 

 

         Terminando a primeira parte do meu romance "Meus amores, Mariana e Bruna" enfrento o problema de criar uma biografia não-autorizada de um personagem chave da história, pois mesmo sendo fictícia tem que ser plausível, caso contrário, tudo pode dar errado.

         Faço isso de olho no julgamento do Mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e principalmente do réu Zé Dirceu.

Ele nasceu em Passa-Quatro, em 16 de março de 1946 e é um político e advogado com base política em São Paulo.

Foi líder estudantil entre 1965 e 1968, ano em que foi preso em Ibiúna, no interior de São Paulo, durante uma tentativa de realização do XXX Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE).

Naquela época, em Belo Horizonte, todos diziam que outro líder e presidente da UNE, Luís Travassos, era muito melhor do que Zé Dirceu., que em setembro de 1969, com mais quatorze presos políticos, foi deportado do país, em troca da libertação do embaixador norte-americano Charles Burke Elbrick.

Foi deportado para o México e mais tarde exilou-se em Cuba, onde. fez plásticas e mudou de nome para não ser reconhecido em sua tentativas de voltar ao Brasil após ser exilado.

Ajudou a fundar o Partido dos Trabalhadores (PT), do qual foi presidente nacional durante a década de 1990.

Foi deputado estadual constituinte por São Paulo, e, em 1991, 1998 e 2002 elegeu-se deputado federal. Em janeiro de 2003, após tomar posse na Câmara dos Deputados, licenciou-se para assumir o cargo de Ministro-Chefe da Casa Civil da Presidência da República, no governo Lula, onde permaneceu até junho de 2005, quando deixou o Governo Federal acusado, por Roberto Jefferson de ser o mentor do Escândalo do Mensalão.

Teve seu mandato de deputado federal cassado no dia 1º de dezembro de 2005, tornando-se inelegível até 2015.

O Luís Travassos, que muitos julgavam melhor do que Zé Dirceu foi um líder estudantil brasileiro durante a ditadura militar, preso e deportado do país durante o sequestro do embaixador.

Travassos foi um dos líderes e organizadores da Passeata dos 100 Mil, manifestação popular da sociedade civil que reuniu 100 mil participantes, no centro do Rio de Janeiro, em 26 de junho de 1968, contra o governo militar.

Após dez anos de exílio em Cuba e na Alemanha, Travassos retornou ao país dois meses depois da publicação da Lei da Anistia, em 1979.

Ingressou no Partido dos Trabalhadores (PT) e morreu no Rio de Janeiro, aos 37 anos, vítima de um acidente de carro no Aterro do Flamengo.

Biografia não-autorizada também é a de Dom Pedro I, mulherengo e que segundo Laurentino Gomes, assumiu um país quebrado e as vésperas de uma guerra civil e que acabou dando certo.

Nosso conselho a Zé Dirceu é que entre com os recursos possíveis contra a decisão do STF, cumpra sua pena e desista de manter o PT por anos no poder.

E que se mude definitivamente para São Miguel dos Milagres, em Alagoas e envelheça por entre praias desertas, coqueirais, vilas e um mar verde esmeralda.

Muito melhor do que tentar exercer o cargo de síndico em qualquer lugar do Brasil.

Quanto mais a gente reza..., por Marli Gonçalves

 

...mais assombração aparece! Bem, claro que já ouviu essa expressão. Certamente já a usou também. Só que nesses dias esse terror combina com Halloween, Dia de Todos os Santos, Dia dos Mortos. Brincadeiras ou travessuras?


É impressionante: não param de acontecer coisas esquisitas, como eleição de postes, busca de jornalistas para ser apontados como culpados, como se culpados fossem eles pela condenação de certas pessoas, policiais e bandidos em guerra de bang-bang total nas ruas, justiçando sem lei, administradores incompetentes que preferem negar os fatos a resolvê-los; brigas de facções de todos os tipos, cores, armamentos e tamanhos. A sequência de três dias desta semana combinará com esse clima de apagão geral.

No dia 31 de outubro, Halloween, a gente se veste de bruxa ou bruxo, feiticeiro com caldeirão, põe máscaras, e acende a lanterna de vela dentro da abóbora com cara (o Jack)- até porque é capaz de precisar mesmo. A luz pode apagar geral, como anda ocorrendo nas nossas barbas, bigodes, eriçando nossos pelos como os gatos pretos de olhos amarelos das histórias de terror.

Dados certos resultados e encaminhamentos políticos esperados vamos soltar morcegos nos castelos assombrados. Vamos ouvir uivos e correntes arrastando. Lamentos pelo que deveria ter sido feito e não foi - daí a derrota. Talvez a gente precise usar a vassoura para enxotar gente chata - aliás, a origem da expressão que "quanto mais a gente reza, mais assombração aparece" - ou para voar para bem longe.

Com o fim do período eleitoral, deve acabar a impressionante e verdadeira saga do saco de bondades a que assistimos nos últimos tempos, batendo nas portas, tocando a campainha e fugindo, juros baixos, isenção de IPI, promessas de contas de luz mais baratas, e de crédito ou empréstimos - parece tão fácil na propaganda, sopa no mel, tirar pirulito da criança. Só que se não tem almoço de graça, lembre que eles só adoçam nossas bocas quando querem alguma coisa em troca.

E, como dizem, quando não precisam agora vão poder tocar o terror - oficial e extra-oficial. Municipal, estadual e federal.

Temo, em breve - fora das datas - ver mortos-vivos em andrajos nas ruas se as bolhas estourarem, bolhas iguais às que aparecem quando a gente usa sapato novo. Só que o calcanhar será outro. E as bolhas, maiores. Bobeou e o Papai Noel vai aparecer vestido de Drácula para sugar ainda mais o sangue dos devedores, os inadimplentes que não se comportaram bem durante o ano, não pagaram suas contas direitinho, as contas do consumo que lhes foi apresentado de forma tão irresponsável, e que coitadinhos ainda ousam mandar cartinhas pedindo presentes. Fora que está tão chata essa discussão de kit-gay, homofobia, religião, que as renas vão pensar duas vezes antes de sobrevoar nosso país.

Mas nem tudo acaba mal, nessa noite que prepara a chegada do outro mês. Amanhece o dia 1º de novembro, de Todos os Santos, a nossa cara, que mistura alho com bugalho, igreja com terreiro, Miami com Copacabana, chiclete com banana. Eu quero ver a grande confusão.

Finalmente chega o feriado, dia 2, Dia dos Mortos. Mas aí a gente vai lembrar que não vive lá no México, onde essa data é festa, toda colorida, porque o povo se arruma e se prepara para receber a "visita" dos que já foram, e distribuem caveirinhas de açúcar.

Aqui a moçada resolveu usar a caveirinha de enfeite, em tudo, repare - do chique ao popular, até em roupa de criança. Caveirinhas até meio viadinhas, no bom sentido, com strass, lacinho, e até sorriso (!). Muito esquisito: um símbolo que traz más lembranças, como a do Esquadrão da Morte, Scuderie Le Coq, que a usava, praticando extermínios parecidos com o que novamente acompanhamos placidamente.

E, continuando a guerra, as mortes que estão acontecendo nas ruas, tantas chacinas para lá e para cá, manchando tudo de sangue, ainda vamos ver é muitos fantasmas.

Bem nos nossos bigodes. Outro símbolo que anda na moda, mas eu ainda não descobri por que. Pelo Sarney é que não deve ser, ora bolas!

São Paulo, onde se vende de tudo, 2012



Marli Gonçalves é jornalista - As meninas boazinhas vão para o céu. As meninas más vão aonde querem. Essa é a estampa de um lado e de outro de uma de suas camisetas prediletas.

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E-mails:
marli@brickmann.com.br
marligo@uol.com.br

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Mercadão terá roda de conversa e feira de produtores


Evento ocorre em comemoração ao Dia Mundial da Alimentação

O Mercado Municipal Paulistano será palco, no próximo dia 25 de Outubro, quinta-feira, das 13 às 17h, de eventos relacionados ao Dia Mundial da Alimentação. A ação é realizada pelo Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional de São Paulo – COMUSAN/SP. 

A roda de conversa intitulada “O poder da minha prática”, discutirá as Cooperativas Agrícolas. Na cidade de São Paulo, haverá uma ampliação desta temática proposta pela ONU, buscando articular aspectos relativos à segurança alimentar e nutricional e a economia solidária. Espera-se, com isso, incentivar neste período o debate com vistas ao levantamento de contribuições para o aperfeiçoamento das políticas para o fomento de empreendimentos populares solidários, assistência técnica aos produtores e mecanismos de abastecimento e comercialização na cidade de São Paulo. 

Simultaneamente à atividade, ocorrerá uma feira de alimentos produzidos com base em práticas sustentáveis e saudáveis de produção e consumo.

A iniciativa acontece em comemoração ao Dia Mundial da Alimentação, 16 de outubro, data instituída pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura – FAO, e celebrada em mais de 150 países.
Serviço:
Feira de Alimentação Saudável e Sustentável
Data: 25/10, quinta-feira
Horário: das 13h às 17h
Roda de Conversa – O poder da minha prática
Horário: 14h às 17h.
Local: Mercado Gourmet – Mercado Municipal Paulistano 
Rua Cantareira, 390, Centro.
Informações:
COMUSAN-SP - Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional de São Paulo. 3313-3365 R: 275 ou e-mail comusan@prefeitura.sp.gov.br

Gente grande pequena....


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