terça-feira, 16 de outubro de 2012

Problemas???

Você vive tendo problemas! Não consegue entender o motivo (ou os motivos) de não conseguir viver com tranquilidade, sossego! Não gosta de admitir, mas algumas vezes, sente uma inveja danada das pessoas com as quais convive, pois já percebeu que nenhuma delas tem tantos problemas como você. Bom, pelo menos não falam a respeito. Você não! Reclama, sofre. Também, seus problemas são tantos, tão graves e tão grandes, que você nem consegue não falar deles. Afinal, amigos são para isso mesmo: para nos ouvir quando não estamos bem. O problema, é que você raramente está bem. A culpa não é sua, e sim desta vida sofrida que você leva. Quem dera se você conseguisse viver com tranquilidade!? Costuma dizer que nem consegue chorar mais, que a impressão que tem, é que suas lágrimas secaram, de tanto que já chorou nesta vida! Mas a expressão de vítima, de sofredor, está aí! Bem visível e marcante no seu rosto, e no seu corpo também. É tanto sofrimento, que seu sorriso não resiste, e quase nunca aparece nos seus lábios. É tanto peso para carregar nesta sua vida sofrida, mas tanto, que não tem como seus ombros não se arquearem!
Constantemente se sente apreensivo, com vários problemas perturbando sua vontade (?) de viver bem!? Não se lembra da última noite que conseguiu dormir completamente relaxado, sem uma preocupação que seja, na cabeça, lhe perturbando, lhe atrapalhando o sono. E olha que já são vários anos assim! Problema atrás de problema. Não consegue nunca se organizar! Já tem tanto tempo que se sente sofredor, que constantemente repete que já está quase perdendo as esperanças, que já chegou ao seu limite de tolerância para tanto sofrer! Mesmo repetindo isto constantemente, seu sofrimento não acaba. A cada dia, descobre que seu limite é bem mais extenso que você imaginava! Parece que esta descoberta até lhe faz um pouco feliz! Nossa, sou bem forte mesmo!? Apesar de tanto sofrimento, ainda consigo forças para continuar! Se identificou bastante com aquela peça publicitária que dizia que brasileiro não desiste nunca!
Quando lembra disso, sente até um pouco de alívio e se conforta dizendo: é, sou brasileiro e não desisto nunca! Talvez seja importante, você refletir um pouco sobre como tem conduzido sua vida. Precisa esclarecer se vive tendo problemas, ou se vive para ter problemas. Algumas muitas pessoas são assim! Fazem da vida um constante caminho para viver sem sossego. Se acostumam e até mesmo passam a gostar de problemas. Conduzem a vida, correndo em busca da falta de sossego (não correm atrás, para sempre estarem por perto, do lado de alguma confusão). Parece que se treinaram, para sempre ter problemas, e se recusam a esquecer este treinamento. Estranho e quase impossível pensar nisso, e mais estranho ainda, constatar que existem pessoas que são assim. Se relacionam com as dificuldades, os imprevistos e os obstáculos da vida, como se precisassem deles, como se fossem o combustível para viverem. Tratam os problemas com um cuidado e um zelo, que até impressiona! É um casamento eterno!
Imprevistos são comuns na vida de todos nós. Ninguém passa por aqui, por este planeta, sem ter que eventualmente se deparar, se esforçar para superar e vencer os obstáculos. Fases difíceis também acontecem na vida de todos nós.
O problema é que algumas pessoas, pelos mais variados motivos, se encantam por estas fases. E estacionam nelas. Não aceitam que sejam só fases passageiras, mas se esforçam para torná-las eternas. Se apaixonam pelos problemas e ficam fascinadas com os imprevistos. E não conseguem mais viver sem eles. Demonstram um encantamento imenso, em falar dos seus problemas, em repetir mil e uma vezes aquela situação de vida que um dia aconteceu (mas não passou, pelo menos na sua lembrança) em sua vida, e lhes causou grande sofrimento. Parece que o prazer em falar desta fase ruim é maior, principalmente quando estão sem nenhum problema, quando estão naquela fase boa. Precisam sempre reforçarem a lembrança. Lembrando, relembrando e até mesmo conseguindo despertarem aquele sentimento de angústia e sofrimento vivido naquela época. Para não se esquecerem nunca! Para não perderem a posição de vítimas, de sofredoras.
Dependendo da situação, esta posição é bastante conveniente, e proporciona algum ganho! Ou muitos!!!

Folgado!!


Carlos, como sempre, saiu de casa apressado. Detestava ter que ir ao centro! Mas naquele dia, não tinha como escapar. Precisava ir pessoalmente ao banco, resolver alguns problemas. Já estava irritado, quando, ao abrir a porta da sua garagem, se deparou com um carro parado bem em frente.
 –Desculpa aí. Já estou saindo. Parei aqui um segundinho só, para esperar a minha irmã que está na casa aqui da frente, que é de uma amiga dela. O senhor vai sair? Dá um segundinho só, para eu descer o carro um pouco.
Carlos xingou, esbravejou. –Com tanta vaga por aí, teve que parar bem em frente a minha garagem? Folgado. O rapaz já não o ouvia mais. Soltou o freio de mão, e deixou o carro descer um pouquinho, liberando assim a frente da garagem do Carlos.
 –Nossa, que senhor mais estressado! Logo pela manhã, nesta irritação!
-Que rapaz mais folgado! Tinha que estacionar bem em frente da minha garagem?
-Carlos ligou o carro, saiu da garagem, acelerou, e foi embora. Não sem antes parar ao lado do carro do rapaz, xingar bastante. Para demonstrar o quanto estava irritado, saiu cantando os pneus. E bem rápido! Tão rápido, que nem parou na esquina, e quase provocou um acidente com um outro carro que passava. Durante o trajeto, Carlos foi ruminando sua raiva. Pensava na atitude folgada daquele rapaz, de como as pessoas estão ficando cada vez mais egoístas. Concluiu que é devido a atitudes assim, que o mundo está cada vez mais estressante e caótico. Ficava realmente indignado quando era vítima destes espertinhos! Chegou na rua onde ficava o banco que precisava ir. Procurou por uma vaga, e como já antevia, desde que saiu de casa, esta seria uma procura exaustiva. E irritante! Ai! Se ele pudesse, não teria nem mesmo saído de casa. Algumas motos estavam paradas de tal maneira, que ocupavam praticamente a vaga de um carro. Quanto egoísmo! Pensou Carlos. São estas pessoas individualistas que colaboram para este caos que está o trânsito. Depois de perambular por alguns quarteirões, avistou uma vaga. Quando chegou perto, nem mesmo se preocupou em ligar a seta(na opinião dele, seta deveria ser acessório opcional para carro), avisando sua intenção. Estava com pressa! Colocou a frente do carro já direcionada para entrar. Havia um outro carro, um pouco a frente, com a seta indicando que iria manobrar para estacionar naquela vaga. Carlos fez de conta que não viu. Entrou com o carro, estacionou. O motorista da frente ainda buzinou desesperado. Carlos fingiu que não ouviu. Desceu do carro, ligou o alarme e foi caminhando em direção ao banco, sem olhar para trás.
-Quem manda ser roda dura? Eu entrei primeiro, portanto! Não sei qual o motivo desta irritação! Moço estressado! Nossa, e logo pela manhã já está assim! Carlos, na verdade, deu até um sorrisinho. Sentiu uma pontinha de satisfação.Tinha sido mais esperto que o outro motorista. Estava até mesmo orgulhoso. Quando se encontrasse com os colegas, não perderia a oportunidade de contar aquele episódio, contando o quanto foi esperto, morrendo de rir. É sempre engraçado e muito satisfatório passar alguém para trás!!!!!

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Casos políticos daqui e alhures




Pedro Coimbra






 

Terminadas as eleições municipais de 2012, enquanto muitos se debruçam a teorizar como melhorar nosso sistema de representatividade democrática, decepcionados com a aparente renovação das Câmaras de Vereadores, o cronista se debruça em lembranças do folclore político.

Do notável político que foi Israel Pinheiro, forçado a se candidatar ao governo de Minas Gerais, em substituição a Sebastião Paes de Almeida, o Tião Medonho, vetado pela Justiça Eleitoral. Israel Pinheiro, a quem JK delegou a construção de Brasília, foi um dos personagens mais caluniados e difamados do seu tempo. Em 1968, na inauguração de uma estrada próxima a Bocaiúva, o fotografei tentando visualizar os sapatos, o que a proeminente barriga já impedia. Morreu pobre para desilusão de seus desafetos políticos.

Neste mesmo evento a figura do Coronel Mário Andreazza, cabelos grisalhos,bronzeado, trajando uma legitima camisa Lacoste e fumando cigarros americanos, já proibidos na época. Nadou e morreu na praia, nunca alcançando seu sonho de ser presidente da República.

Bocaiúva era a cidade natal de José Maria Alkmin, raposa da política mineira e brasileira, cuja esperteza foi eternizada pelo jornalista Sebastião Nery, que se especializou no tema do folclore político.

Dele se contava que ao chegar a uma cidade abraçou um eleitor e perguntou pelo senhor seu pai.

Assustado o rapaz respondeu-lhe que seu pai havia falecido há muito tempo.

- Faleceu para você, filho ingrato. Pois permanece para sempre na minha memória – respondeu o esperto José Maria Akmin, para o filho estupefato.

Da mesma época o causo que envolve Negrão de Lima, eleito governador da Guanabara na mesma época que Israel Pinheiro.

Cumpriu seu mandato até os últimos dias, protegido pelo Marechal Castelo Branco, pois teria sido o avalista do seu namoro com Dona Argentina, sua esposa, em Belo Horizonte.

Desta época também a lembrança do jornalista e escritor Sérgio Danilo, que teve um piriqipaqui na Assembléia Legislativa, e foi salvo pelo socorro emergencial do médico e deputado Sylvio Menicucci. Logo depois, o Dr. Sylvio Menicucci fez um pronunciamento contra a cassação de JK e acabou perdendo seu mandato político.

Das lembranças locais, o caso da candidatura do tintureiro e líder dos negros lavrenses, José Anselmo, o "Zé da Lina".

Candidato à vereador de Lavras, no dia da apuração passou defronte ao Forum velho, na Rua Benedito Valadares e um amigo, de uma das janelas do casarão fez-lhe um sinal com o dedo indicador.

- Mil votos? – perguntou "Zé da Lina", exultante.

- Não...Um voto – o outro respondeu-lhe, para sua decepção.

Quase todas as cidades do Brasil contam a história do cidadão que se candidata a vereador, e acaba por ter somente o seu voto, com a ausência do da esposa. Dizem que em Lavras tal deslize acabou em pancadaria.

Dois casos muito lembrados são do vereador que disse, durante uma sessão da Câmara Municipal, que teria deixado alguns papéis importantes em sua Nobre geladeira, e o outro de uma equipe de advogados designados para acompanhar as eleições. Chamados por telefone para comparecer no Paulo Menicucci dirigiram-se ao local onde havia vários pessoas sentadas.

Um dele perguntou:

- Nenhuma normalidade por aqui?

- Tudo tranquilo – respondeu o enfermeiro.

Na verdade estavam no local errado. Ali era a Casa de Saúde Paulo Menicucci e a confusão era na Escola Paulo Menicucci...

E para finalizar, a história de Sineval Godinho, candidato a vereador e cujo nome apareceu em primeiro lugar em uma pesquisa.

No frigir dos ovos, Sineval que hoje faz campanha no céu, foi o último colocado...

É PRECISO SABER CONVIVER

 

Viver em condomínio não é fácil! Às vezes a gente briga até com o espelho!

O desafio está em abrir mão da conveniência pessoal em nome da boa convivência. Daí a necessidade de regras, que devem ser acordadas dentro da legalidade e por consenso ou, na falta deste, maioria. No entanto, não basta criá-las: elas devem ser acatadas enquanto vigerem, inclusive pelos responsáveis por sua aplicação!

O que se espera é que, ao menos em condomínio, haja a democracia que infelizmente ainda não conhecemos na política, e não um simples exercício de poder, individual ou sectário, com excessos ou omissões.

Regras são "chatas", mas necessárias! E não podem depender da conveniência de cada um ou de motivos transitórios. Também não podem ser cumpridas apenas por quem concorda com elas ou objeto de "desobediência civil", pelos discordantes, que ainda se incomodam, magoam ou clamam seus "direitos", quando sofrem as consequências de sua infração.

Um condomínio é composto por pessoas de várias idades, origens, profissões, credos... Uns têm filhos, outros não. Há os que trabalham de dia, à noite ou são aposentados. Tem os reclusos e os festeiros. Enfim, há gente de todos os tipos, com gostos e vontades que não podem ser simplesmente impostos aos demais, principalmente nas áreas comuns.

Quem tem filhos pequenos, hoje, e cobra que eles tenham liberdade para fazer o que quiserem, a qualquer hora e mesmo longe de seus olhos, para seu sossego; amanhã pode querer o silêncio e a paz que os que já os criaram ou decidiram não tê-los anseiam. Quem tem animais de estimação, que passam o dia todo lamentando a falta do dono, também. Quem faz festas em casa, até altas horas da madrugada, com música no último volume e gritaria, idem.

Há os que argumentam que escolheram morar em tal lugar, porque acharam que ali poderiam viver do jeito que queriam, como se isso fosse uma condição indiscutível, um direito absoluto.

Pois é, outros também o escolheram, só que por outros motivos. Daí a necessidade de criar normas de convivência, que implicam abrir mão de alguma coisa, em nome do bem viver.

Regras... Elas seriam desnecessárias, se as pessoas tivessem suficiente bom senso para buscar o consenso, e não apenas a prevalência de suas vontades.

Essa consciência evitaria desinteligências, rancores e disputas pessoais ou grupais. Transformaria essa casa parcialmente coletiva em algo próximo do paraíso, onde cada vizinho não seja visto como o "chato de galochas" que mora ao lado, em cima ou embaixo, ou alguém para se evitar, no elevador; mas pessoa com quem conversar, confiar e, porque não, confraternizar. Afinal, onde moramos deve ser qual porto seguro: refúgio do trabalho estafante e das agruras da vida, e não mais um foco de estresse.

Nesse sentido, o sonho de uns não pode ser o pesadelo de outros.

Pois é... Mas, às vezes, brigamos até com o espelho!

Já seria um bom começo, em vez de brigar, "conversar" com ele...


Adilson Luiz Gonçalves

Mestre em Educação

Escritor, Engenheiro, Professor Universitário, Conferente e Compositor

Ouça textos do autor em: www.carosouvintes.org.br (Rádio Ativa)

Leia outros textos do autor e baixe gratuitamente os livros digitais: Sobre Almas e Pilhas e Dest Arte em: www.algbr.hpg.com.br

Conheça as músicas do autor em: br.youtube.com/adilson59

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Você pode colaborar...

A maneira como tem caminhado o mundo, muitas vezes, nos deixa com uma sensação incômoda de desânimo. São vários acontecimentos diários que presenciamos, ou que ficamos sabendo, que nos causam profunda indignação e nos deixam surpresos. Assustados...Muitos deles chegam a nos causar até mesmo desespero, tamanho absurdo nos parecem. É aquela pessoa que se aproveita, por exemplo, do cargo que ocupa para trapacear os outros, para humilhar e diminuir os que trabalham com ela, ou que precisam dos serviços dela. Ou ainda, são pessoas que tratam mal os familiares, principalmente quando dependem financeiramente delas. Mas, não podemos nos esquecer que o mundo é formado por pessoas.
E você leitor, é uma pessoa, portanto, faz parte dele! Você pode quebrar a corrente, dando a sua colaboração (ou fortalecê-la ainda mais,repetindo vários comportamentos que considera absurdos no outro). Fazendo diferente de tudo aquilo que você condena. Se negando a repetir com o outro, comportamentos que lhe causaram mal estar.Por exemplo, você gosta de ser enganado, de ser traído? Com toda certeza, sua resposta é não! Então, procure lembrar-se sempre disso, e encaminhe sua vida guiado pela ética, pela verdade, pois assim, você não vai precisar enganar ou trair ninguém! Nem você mesmo! Você se sente bem, quando é desrespeitado, quando não tem o seu valor reconhecido? Mais uma vez, posso afirmar que sua resposta também é não! Portanto, preste atenção na maneira que você tem conduzido seus relacionamentos, na forma como você tem se posicionado diante das pessoas,
Nas situações que  Quando, por necessidade profissional, ou mesmo por envolvimento afetivo, é necessário conviver com pessoas prepotentes e arrogantes, que se dirigem a você de forma autoritária, gritando, sem um mínimo cuidado com seus sentimentos? Eu tenho certeza, que você, assim como eu, considera a convivência com pessoas que agem assim, horrível, extremamente desgastante e nociva. Preste atenção nos seus relacionamentos, para não repetir. Repare em como você se dirige às outras pessoas. Que postura de corpo você adota, qual o tom de voz você usa, quais as palavras você pronuncia, que gestos você direciona para o seu interlocutor... São pequenos detalhes, mas que dizem muito! Que podem provocar um profundo bem estar, quando você conduz seus relacionamentos, pautados pelo respeito, pela verdade, pelo cuidado, e mais que tudo isso, pela capacidade de se colocar no lugar do outro... Ou ainda, um mal estar extremamente desagradável, quando você se “esquece” de considerar e respeitar o outro...  Igual, ou bastante parecido com o sentido por você, quando vivencia uma situação igual...

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Voltar no tempo


Pedro Coimbra

ppadua@navinet.com.br




Desde que recentemente eu disse que todo escritor era um mentiroso, as pessoas andam olhando-me de esguelha, como se eu fosse um mitomaníaco constantemente a espreita para atacar a dura realidade.

Outra dia contei para o repórter Marco Aurélio Bissoli sobre o dia em que estava no apartamento do cineasta Mario Fiorani e da Marilu, sua mulher, localizado na Rua República do Peru, em Copacabana.

Que era sábado, tenho certeza, porque os “open bar”, verdadeiras baladas, só aconteciam neste dia da semana.

Das mulheres não se exigia nada, a não ser beleza, inteligência e dos homens um litro de qualquer bebida.

O apartamento era enorme, construção antiga, do início dos anos cinquenta.

Os grandes temas eram o cinema, teatro e música. Naquele espaço davam o “ar da graça” gente de cinema, das artes dramáticas, cantoras e cantores, agitadores culturais e políticos, o que fazia dali um “point” conhecido no Rio de Janeiro.

Certo dia, flanava eu por ali, quando alguém, se lembro bem, o cineasta Leon Hirzman, autor de “A falecida”, mais um pequeno grupo me convidou para acompanhá-los a um apartamento onde iriam ouvir uma audição de uma cantora baiana recém chegada à Cidade Maravilhosa.

Jovem e com algum outro interesse imediato em algum “rabo de saia” agradeci o convite e fui fazer um “tour” pela sala.

Ao voltarem me disseram que a moça era muito tímida, cantava tão bem como João Gilberto e se chamava Maria da Graça...

- Meu Deus!- diz Bissoli, que chama Caetano de Caê e Milton Nascimento de Bituca – A maior cantora do Brasil! Maior do que Elis Regina... – ele diz.

E deve estar pensando até hoje como perdi essa oportunidade de conhecer Maria da Graça Costa Penna Burgos, a Gal, em começo de carreira e sem toda aquela “proteção” que é dispensada as estrelas.

Reviver fatos do passado sempre é bom, como aconteceu reencontrar depois de anos Aloísio Teixeira Garcia, ícone da nossa juventude como militante do movimento estudantil em Minas Gerais.

Na vida pública, foi Secretário da Educação e da Cultura, Presidente da Cohab, do IBC, da UMA Centro Universitário e da Faculdade de Ciências Gerenciais de Manhuaçu.

É também membro da Academia Mineira de Letras e Cultura de Minas Gerais e presidente da Federação das Academias de Letras.

Muito simpático, Aloísio, filho do farmacêutico Antônio Teixeira, de quem meu pai alugou um andar do sobrado abaixo da Padaria Rocha, nos idos de 61, me encaminhou um livro singelo, com oitentas páginas, intitulado “Poesias tardias”.

Na apresentação ele fala sobre o Gammon, as 13 disciplinas que faziam parte do nosso dia a dia, do meu tio Roberto Coimbra, Mestre em Português e de suas peripécias no tempo em que era presidente da União Colegial de Minas Gerais (UCML) e um pouquinho de nada de sua vida naquele tempo de radicalismo.

Mostra também que ser político e gestor não significa colocar uma pedra sobre arroubos do espírito e verseja tranquilidade ao dizer: “Há grandes vícios/que levam a precipícios./Há lugares ermos/onde só ficam enfermos.../O juiz tira a toga da razão/e o inocente só tem ali desilusão!/Vivi tempos de gloria/e deles tenho na mente a memória.”

Vale, e

Embrapa participa de debates, mostra tecnologias e lança publicações na Agrotins

  Foto: Ivanna Suzarte A vitrine de tecnologias está passando pelos últimos ajustes para o evento Mais uma vez, a  Embrapa  marca presença n...