domingo, 7 de outubro de 2012

Minha Carochinha querida, por Marli Gonçalves

 
Sempre, e olha que eu nasci faz muito tempo, pensei na Carochinha como uma pessoa que inventava histórias infantis; pensava em uma velhinha bondosa de voz doce. Mas também sempre a associei a quando tentam me enrolar, mentindo, fantasiando, gaguejando.Tadinhas das crianças que ainda somos.



É a proximidade da data da qual sempre gostei muito, porque sempre ganhei ou mesmo me dei algum presente bobo, que está trazendo à tona memórias do tempo do onça. Pronto. Desenterrei mais um termo. Quanta coisa em um só dia, 12. Dia da Criança. O feriado é por causa de Nossa Senhora Aparecida, padroeira desta pátria, embora pouca gente lembre porque é que não vai trabalhar e vai emendar este ano, com sexta e tudo. Também descobriram a América num dia desses, Dia Nacional da Leitura, entre outros tantos comemorativos que se instituem, todos os dias, principalmente para passar o tempo, nos parlamentos.

Somei tudo e lá veio a Carochinha, de quem recordei bastante esta semana enquanto ouvia o voto do revisor, ministro Lewandowsky, no STF. Engraçado. Não por ele ter absolvido o José Dirceu, que isso era esperado, mas porque ele passou horas dando uma volta, fazendo rodeios, esticando a conversa, a história, os personagens.Era uma história para boi dormir. Parecia uma criança quando não diz a verdade, desviando os olhos, algo trêmulo, algo tenso. Parecia estar fazendo birra, batendo pé: "Nem te ligo!" "Bem feito, seu nariz tá com defeito!"

Com todo o respeito, que ninguém chega lá em cima, na corte máxima, por acaso: até seus amigos de classe zoaram com ele, como fazíamos na escola com aqueles que puxavam o saco dos professores ou do diretor. Terá ele querido chorar? Terá lido alguns comentários que pipocaram na internet? Visto os desenhos e montagens que fizeram com sua cara? Terá conseguido sorrir, ao menos?

Mas voltando à Dona Carochinha que se existisse estaria boba de ver como é que as histórias vêm sendo contadas para os brasileirinhos e brasileirinhas, vejo que mesmo adultos continuamos sendo tão tutelados que parece que somos incapazes de perceber a realidade. O governo dá ordens, a presidente ralha, o ex faz "fusquinha". A imprensa quer orientar nossos pensamentos e ideais, seja para um lado, para outro, ou melhor ainda, para nenhum, apenas para uma idiotia, se é que isso existe. Querem separar o que lemos, o que vemos. Até legenda repete a imagem.

Nada melhor do que dar boas gargalhadas disso tudo. Para aguentar o tranco até o fim de nossos dias temos de buscar nossa criança interior, ou se você já a abandonou tente as memórias - certamente, por pior que tenha sido sua infância, as tem. Lembrará do primeiro amor, aquele que meio inconsciente nos deixava tontos. Do primeiro dodói? Da primeira perda? Daquele brinquedo velho e sujo que, um dia, quando voltou da escola ele tinha sumido e nunca ninguém lhe deu satisfação? Dos medos? Dos que tinha e dos que não tinha. Mas agora tem.

Você, acaso, fazia um diário? Sabe onde está? Na minha época as meninas faziam um álbum, bonito, que passavam para as amigas de classe, que nele escreviam algo para a eternidade, como numa cápsula do tempo, invariavelmente pintadinho com lápis coloridos, lápis de cor. Poeminhas, nada que não fizesse hoje muito sucesso no Facebook como pensamento pueril. Outro dia achei o meu: era verde, com capa de madrepérola. Dentro dele achei também um hábito idiota, de adolescente: algumas guimbas de cigarro, acreditem, que certamente haviam sido fumados escondidos por amores de época, mas que não estavam identificadas. Meu livrinho não tinha cadeado, como o da maioria, por medo da famosa invasão de privacidade, a devassa que todos os pais faziam nas nossas coisas, sempre com o famoso aviso: "Não aceite nada de ninguém, nem bombom". Mas nunca ninguém me ofereceu nem bala. Havia uma lenda que dentro dos doces "eles" entuchavam uma droga. Hoje é a droga que é chamada de bala. Ironia.

Infância, infância, não tive muita, sempre criada no meio e no centro de São Paulo, e no tempo que a dita cuja ditadura comandava as avenidas e as informações. Sem muita saúde, brincava quietinha, sozinha, criando histórias com pequenas bonequinhas que fazia com Bombril, assistindo Cidinha Campos, pimpampum, desenhos com uma bolinha branca que pulava cantando em cima da letra de alguma música. Estudava e era boa aluna.

Interessante também é lembrar de quando perdemos essa infância. Para mim não foi no primeiro soutien, coisa que até hoje odeio, nem mesmo na primeira menstruação. Foi a vida: o suicídio de um amigo que tinha tudo, o que me fez pensar em porquês; foi a separação social - ricos não andavam com pobres; foi a separação religiosa: judeus, para muitos pais, não andavam com goys (não-judeus), e um dia minhas amigas não puderam mais falar comigo. Foi também uma tentativa de abuso sexual feita por um eletricista horroroso me puxando para o seu colo. Foi me dar conta da maldade humana.

Foi quando eu percebi que não acreditava mais nas histórias da Carochinha. Que não havia faz-de-conta.

São Paulo, onde é difícil ser criança, 2012




Marli Gonçalves é jornalista- Escrevendo este artigo lembrei de uma palavra que era uma obrigação, meio que uso aqui, porque talvez até hoje esteja no meu inconsciente: o cabeçalho. Tinha de estar lá em cima da página de tudo o que fazíamos. O meu seria assim, há quase 50 anos: Externato Luiz Magnanini, dia 12 de outubro de 1966, escrito com letra bem bonita. Tudo era mesmo muito rígido.

sábado, 29 de setembro de 2012

Mágoa...rancor....ironia...



Cada um vive e convive da maneira que dá conta. Cada um age e reage da maneira que acredita ser a melhor. Somos o que aprendemos ao longo da vida, com as situações e vivências pelas quais passamos.

Somos seres diferenciados, repletos de características únicas, mas por outro lado, existem grupos de pessoas que apesar de não serem completamente iguais, apresentam muitas características em comum.

Existem pessoas que apresentam uma enorme capacidade de superação, de não se deixarem abater facilmente. Passam muitas vezes por situações de vida desagradáveis, são tantas vezes injustiçadas e desrespeitadas, mas não perdem o otimismo, não desistem de acreditar. Geralmente são pessoas agradáveis, simpáticas, de bem com a vida

Outras desenvolvem um sentimento nocivo de vingança. Se tornam desagradáveis.

Os amargos e rancorosos, por exemplo. Amargura é um sentimento horrível de se carregar. Ele corrói a pessoa, causa imenso desconforto a quem insiste em cultivá-lo, e quase sempre atinge todos aqueles que convivem com o amargurado.

Algumas pessoas insistem em viver amargas, em cultivarem o rancor, em não conseguirem resolver os próprios problemas, em se recusarem a superar situações desagradáveis que viveram. Estas pessoas sempre demonstram uma necessidade imensa de espalharem pela vida afora todo o veneno que carregam, por serem rancorosas, por terem algum dia, passado por situações nas quais se sentiram agredidas.

E por se colocarem como incapacitadas de superação, se comportam de maneira até mesmo infantil, tamanha necessidade que demonstram ter em criar polêmicas, em causar desconforto, em horrorizar!

Muitas vezes assumem a postura de sempre serem sarcásticas, irônicas, debochadas. Desenvolvem muitas vezes, um apurado e sempre crítico senso de humor. Não aquele senso de humor saudável, agradável, e tantas vezes necessário nas mais variadas situações. Mas um senso de humor negro, carregado de premeditada maldade, direcionado sempre para atacar e ferir alguém.

Outras vezes, se tornam vingativas. Não conseguem superar o mal que sentiram um dia, diante de determinada situação. Não perdoam quem as fez se sentir humilhada, e o que é pior, passam a acreditar que todos são culpados pelo sofrimento que passou, e disparam agressões, em quem quer que seja, de variadas maneiras, sempre que conseguem uma oportunidade.

E quando não existe a oportunidade, insistem em criá-la. Só para satisfazerem a necessidade mórbida que sentem, em descontar, em propagar a frustração e o rancor que cultivam com muito cuidado e zelo.

Estas pessoas, muitas vezes chegam a ser inconvenientes, a criarem situações que surpreendem aos envolvidos, tamanha a aparente falta de lógica e de motivo para tanta agressividade e veneno que desprendem.

São movidas unicamente pelo desejo de vingança. Agem muitas vezes de forma maldosa, não por serem más, mas pela necessidade de se protegerem, de não deixarem transparecer exteriormente a imensa vergonha que sentem interiormente. Precisam aparentar que são inatingíveis, fortes e superiores, porque se sentem imensamente frágeis e inferiores.

Morrem de medo de serem descobertas!

Inove... Renove...



Perdemos às vezes tantas oportunidades excelentes de crescermos, de nos tornarmos melhores enquanto pessoas, devido a nossa rigidez, a nossa total inflexibilidade diante de opiniões diferentes da nossa.

Temos um hábito tão forte de nos agarrarmos ao que conhecemos (ou achamos que conhecemos), que resistimos em abrir mão, em nos desfazermos de tantas coisas que nos prendem, que nos sobrecarregam, que nos impedem de ir em frente, de conhecer novos lugares, novas pessoas.

De viver uma nova vida, uma vida realmente vivida. De realmente nos tornarmos pessoas melhores, mais leves, mais felizes.

Quantas vezes, por total pretensão de onipotência e prepotência (ou será por extrema insegurança?), simplesmente ignoramos, preferimos fazer de conta que não percebemos possibilidades que nos são oferecidas, ideias que nos são dadas por pessoas próximas?

Adotamos condutas intransigentes, prepotentes e insistimos tantas vezes em nos agarrar em ideias preconceituosas, muitas delas até mesmo ultrapassadas, nos fechando a qualquer possibilidade de renovação.

A nossa covardia nos paralisa, nos deixa acomodados. Não temos coragem de ousar, de inovar, de fazer diferente, mesmo quando experimentamos inúmeros fracassos e insatisfações diante da nossa insistência na repetição.

Nos fazemos de surdos, por pura conveniência, diante de qualquer nova ideia, principalmente quando ela é dada por alguém que tememos, alguém que sabemos ser capaz, e que nos amedronta, que nos faz sentirmos ameaçados com a sua inteligência, com a sua capacidade de inovação.

Optamos tantas vezes em permanecer agarrados nas nossas ultrapassadas convicções, simplesmente por comodismo.

Deixamos muitas vezes passar a oportunidade de resolver tantas situações incômodas, por preferir deixar como está, por acreditar que assim é mais fácil, dá menos trabalho.

Será?

Preferimos desviar o olhar, ou simplesmente tentar ignorar a beleza do novo, e as possibilidades que tantas vezes se abrem, muitas vezes por medo, outras por preguiça. E outras ainda, por total incapacidade de assimilar novas formas de viver, de fazer diferente, de fugir do habitual, mesmo que este habitual não nos satisfaça mais, há muito tempo.

Preferimos o antigo, muitas vezes comprovadamente insatisfatório e completamente incômodo.

Nos apegamos tantas vezes ao que já conhecemos, mesmo que por experiência própria sabemos ser péssimo. É péssimo, mais já sei como é, estou acostumada! E na maioria das vezes resisto em desacostumar!

Me obrigo a continuar me acomodando ao incômodo. Me recusando em perceber que, nem sempre, o mais fácil e o mais cômodo é necessariamente o melhor, o mais satisfatório!

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

I Festa Literária de Guaratuba – ISEPE 2012 - de 16 a 27 de outubro.

Festa Literária de Guaratuba – ISEPE 2012 Evento multi cultural reunirá escritores, artistas e afins de quatro estados brasileiros (PR, SC, RS e SP), com lançamento de aproximadamente 100 títulos. Será realizado em Guaratuba (PR), nas dependências do ISEPE ( Instituto Superior de Baía de Guaratuba em Guaratuba. Contemplando a Baia (Photo credit: Wikipedia) Ensino, Pesquisa e Extensão) a I Festa Literária de Guaratuba – ISEPE – 2012, de 15 a 27 de outubro de 2012. O evento terá como foco a Literatura, em todas as suas manifestações e tendências, e contemplará também as Artes Visuais, Folclore, Música, Artes Cênicas, Vídeo e Mídia Impressa, Radiofônica, Televisiva e Eletrônica. Acontecerão palestras, oficinas, conversas com escritores, jornalistas, artistas e músicos, apresentações musicais, teatrais e folclóricas e há previsão de lançamento de proximadamente 100 títulos por editoras, academias, associações, fundações, prefeituras e escritores independentes. Está previsto encontros de Associações, Academias de Letras, Teatro, Artes e Música, entre outras. A festa recebe o incentivo da Academia de Letras do Brasil e Associação Internacional Poetas Del Mundo. Informações poderão ser obtidas pelo correio eletrônico secdirecao@isepeguaratuba.com.br ou pelo número de telefone (41) 3442-8500, de segunda a sexta-feira das 14hs às 18hs. Serviço: I Festa Literária de Guaratuba – ISEPE 2012 Onde: Guaratuba PR Local: Faculdade do Litoral Paranaense – ISEPE Guaratuba Abertura: 15 de outubro de 2012, ás 18hs no Auditório da Faculdade ISEPE – Guaratuba Período: de 16 a 27 de outubro de 2012, das 09 horas às 22 horas Informações: secdirecao@isepeguaratuba.com.br (41) 3442-8500 FONTE: http://encontrodeescritores.com.br/2012/09/09/festa-literaria-de-guaratuba-isepe-2012/ Nosso PROJETO DE LEITURA agradece a possibilidade da participação em tão especial evento. Agradecemos também ao SR. PAULO, ADRIANA E JEANPAOLO; EDY malhas e uniformes (Curitiba-Paraná) pelo apoio que auxilia e incentiva nosso trabalho com a oferta e entrega dos livros aos pequeninos das nossas PALESTRAS!!! ***Cada vez mais pertinho do dia do nosso encontro, já estamos cuidando dos preparativos para recebermos o carinho infantil! MUITO OBRIGADA!

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Partes Mirim: OBJETIVO DA DANÇA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Partes Mirim: OBJETIVO DA DANÇA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: "OBJETIVO DA DANÇA NA EDUCAÇÃO INFANTIL". O presente tema chegou até nós pelo questionamento se a dança na educação infantil seria utilizada...

OBJETIVO DA DANÇA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

"OBJETIVO DA DANÇA NA EDUCAÇÃO INFANTIL". O presente tema chegou até nós pelo questionamento se a dança na educação infantil seria utilizada especialmente em datas comemorativas. A resposta é SIM! As crianças realizam dança e dramatizações como expressão e criação priorizando as datas comemorativas. E justificamos porque o acesso das crianças à Arte Educação estão compostos por um conjunto de critérios, mas nenhum deles tem condão superior ao trabalho didático. Assim, a dança na educação infantil não é para formar um bailarino, mas para trabalhar a expressão corporal, facilitar a socialização, aprender origens e hábitos de outros povos, até mesmo na integração, por exemplo, da capoeira ou outras versões folclóricas. Para o início desta questão, bem caberia pautar a historicidade, o aspecto histórico da dança, que por si só, nasce como expressão de um povo! Dança e Arte estão interligadas! A arte da dramatização é fio de alma da dança, a qual requer infinitos trejeitos para aflorar a sensibilidade ritmica. Num processo histórico ambas podem contar com datas específicas de comemoração: 29/04 É COMEMORADO O DIA INTERNACIONAL DA DANÇA e 12/08 É COMEMORADO DIA NACIONAL DAS ARTES. (Fonte: http://amagiadoballet.blogspot.com.br/2009/08/datas-comemorativas.html). Dando prosseguimento ao nosso tema: DANÇA NA EDUCAÇÃO INFANTIL, encontramos uma pesquisa sobre a necessidade de utilizar a dança dentro das aulas de educação física! Este artigo deve ser divulgado pois acrescenta o enfoque pedagógico do tema, consolidando a expressão corporal no processo educativo. O texto descreve argumentos que se estendem desde o aspecto salutar da dança, e os benefícios ao orgânico e ao intelecto. A indagação dos autores é que a maioria das escolas e educadores deixam de apreciar tão importante técnica por não saber utilizar, desenvolver ou ensinar a habilidade da dança. Os autores de "A DANÇA NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: A PERSPECTIVA DOS PROFESSORES", citam Proscêncio (2008)que realizou uma oficina para professoras sem experiência na área de dança do Centro de Educação Infantil. Segundo as participantes a dança não é utilizada no cotidiano escolar porque as mesmas não sabem como aplicar a dança, assim não se sentem a vontade e preferem utilizar pinturas e colagens por serem mais fáceis. Segundo as participantes da oficina, a dança só é utilizada em datas comemorativas no ambiente escolar. "A DANÇA SÓ É UTILIZADA EM DATAS COMEMORATIVAS NO AMBIENTE ESCOLAR"As professoras citaram alguns benefícios que a dança nos traz aos praticantes, como melhora do ritmo, da socialização, da auto-estima, da criatividade, entre outros. (PROSCÊNCIO, 2008). in El baile en la Educación Física escolar: la perspectiva de los profesores. Fonte: http://www.efdeportes.com/efd146/a-danca-na-educacao-fisica-escolar.htm. (2008). Somente a nivel complementar, sugerimos o interesse pelo conhecimento do aspecto histórico, tema que pode ser estudado com aprofundamento por anos e anos, pois atualmente podemos contar com cursos superiores específicos para as ARTES! No entanto, buscamos um resumo bem simples que trata a dança como uma das expressões mais antigas da humanidade, enquanto instrumento de afirmação dos sentimentos e experiências subjetivas do homem. Segundo o site http://brgeocities.com/quemdancaemaisfeliz, em uma publicação, o desenvolvimento da sensibilidade artística determinou a configuração da dança como manifestação estética. No antigo Egito, 20 séculos antes da era cristã, já se realizava as chamadas danças astroteológicas em homenagem ao Deus Osíris. O caráter religioso foi comum às danças clássicas dos povos asiáticos. Na Grécia Clássica, a dança era frequentemente vinculada os jogos, em especial aos olímpicos. Com o renascimento, a dança teatral, virtualmente extinta em séculos anteriores, reapareceu com força nos cenários cortesãos e palacianos. No século XIX apareceram a Contradança (que se transformou na quadrilha), a Valsa, a Polca, a Mazurca, o Scottish, o Pas-de-quatre, etc. No século passado surgiu o Boston, só destronado pelas danças exóticas (Cake-Walk, Maxine, One Step, Fox-Trot, e Tango). A divulgação da dança se deu também fora do espetáculo, principalmente nas tradições populares. (Vide em BRASIL ESCOLA: (http://meuartigo.brasilescola.com/artes/historia-danca.htm ). HISTÓRIA DA DANÇA. Ana Lúcia Oliveira do Nascimento.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

PREPARANDO PARA A ESCRITA

"PREPARANDO PARA A ESCRITA" é um tema do período de prontidão, permeado por tantas oportunidades pedagógicas de grande interesse ao professor e educador, pois a rotina educacional na instituição infantil além de revelar preocupações com o "cuidar" das crianças, também se reveste da responsabilidade do ensino. Por estarmos sob a ótica de um assunto tão específico: "PREPARANDO PARA A ESCRITA", a orientação pedagógica é aproveitar ao máximo a criatividade, as brincadeiras, e principalmente explorar a coordenação motora! Lembra da técnica do "alinhavo"? Então, esta atividade desenvolve desde a possibilidade de aprender a amarrar os cadarços e aporta na habilidade de coordenação motora fina: o "pinçar da escrita". Vários artigos e trabalhos de pesquisas acadêmicas contemplam com muita propriedade que o desenvolvimento motor na fase inicial da infância é preparatório ao ato de segurar o lápis adequadamente, adquirir a firmeza e a habilidade necessárias ao traçado das letras para escrever. Esta fase pela qual nos debruçamos em atenção: a infância, é o momento mais precioso em que temos a chance para "semearmos" as condições predisponentes aos atributos da aprendizagem da leitura e da escrita. Escrever bem e com clareza, é reflexo de um bom caminho percorrido lá no passado, quando fomos estimulados primeiramente através da coordenação motora grossa, para gradativamente iniciarmos o domínio até mesmo dos menores gestos, chegando ao movimento de "pinça" e adentrando no que denominamos: coordenação motora fina. Vejamos com muita atenção estes dois tipos de coordenação motora, pois serão sempre os principais eixos no contexto da estimulação infantil para o desenvolvimento físico e gráfico. Uma vez alcançada a habilidade da coordenação motora, evidenciamos o crescimento da criança como um todo. Quando a criança atinge o almejado aspecto postural, o equilíbrio corporal e é capaz de locomover-se com segurança, na verdade já está dando os primeiros passos rumo à sua independência no caminho de tantas novidades. Como já esclarecemos, assim como é gradual o crescimento humano, paralelamente é gradual a formação de conceitos globais no processo da educação. De acordo com LUCIENE R0CHAEL, a estrutura da Educação Psicomotora é a base fundamental para o processo intelectivo e de aprendizagem da criança. O desenvolvimento evolui do geral para o específico; quando uma criança apresenta dificuldades de aprendizagem, o fundo do problema, em grande parte, está no nível das bases do desenvolvimento psicomotor. A autora apresenta este enfoque no seu artigo: "A IMPORTÂNCIA DA PSICOMOTRICIDADE NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM", cuja leitura pode ser aprimorada em seu site datado de 2008, no seguinte endereço virtual: http://consulpsicoped.blogspot.com.br/p/psicomotricidade.html *** A Autora ainda lembra que durante o processo de aprendizagem, os elementos básicos da psicomotricidade são utilizados com frequência. O desenvolvimento do Esquema Corporal, Lateralidade, Estruturação Espacial, Orientação Temporal e Pré-Escrita são fundamentais na aprendizagem; um problema em um destes elementos irá prejudicar uma boa aprendizagem. O ato antecipa a palavra, e a fala é uma importante ferramenta psicológica organizadora. Através da fala, a criança integra os fatos culturais ao desenvolvimento pessoal. Quando, então, ocorrem falhas no desenvolvimento motor poderá também ocorrer falhas na aquisição da linguagem verbal e escrita. Muito bem trabalhado o texto da Autora, completamos o conhecimento com ensinamentos até mesmo no plano da fundamentação neurológica que trata de explicar a correspondência das atividades de coordenação com a habilidade da escrita. Então transcrevemos: (...) "A educação psicomotora ajuda a criança a adquirir o estágio de perfeição motora até o final da infância (7-11 anos), nos seus aspectos neurológicos de maturação, nos planos rítmico e espacial, no plano da palavra e no plano corporal." Cabe principalmente a cada profissional estar disposto à muitas leituras de caráter exploratório que ajudam neste avançar das técnicas que nos levam ao mundo da formação infantil. Nesta linha, queremos despertar a conscientização sobre a importância da coordenação motora com relação à grafia. Contudo, a coordenação de modo geral, permite a normal integração da criança no meio pessoal, familiar, social e educacional. Um transtorno na habilidade motora traz consequências para a estruturação e organização das AVDs (Atividades da vida diária), e à este nosso argumento, somanos o conceito escrito por LUCIENE ROCHAEL,também escrito de modo agradabilíssimo sobre: TRANSTORNO DO DESENVOLVIMENTO DA COORDENAÇAO (TDC). No decorrer do texto, a Autora apresenta um relevante conceito: Transtorno do Desenvolvimento da Coordenação: é a dificuldade para coordenar os movimentos, e resulta na incapacidade da criança para desempenhar as atividades diárias. Manifestações: Algumas crianças parecem ser mais desajeitadas ou estabanadas que as outras. Elas ficam tristes por não conseguirem acompanhar os colegas nas brincadeiras motoras e, muitas vezes, são alvo de comentários de professores e colegas, devido à letra feia, cadernos bagunçados, cabelo mal penteado e roupas em desalinho. Como podemos observar, ao educador cabe muita sensibilidade para perceber qualquer sinal no corpo ou expressão corporal da criança, bem como em seus gestos e domínio muscular, que sejam indicativos de "fragilidade". Ao menor sinal de insatisfação quanto ao desenvolvimento global, cabe a tarefa deliciosa da estimulação infantil! A boa estimulação resulta em respostas significativas para a amplitude das ações infantis, até que se consiga chegar ao processo da escrita: diríamos, a habilidade mais difícil da coordenação para a criança. Muito mais do que repassar conceitos, a nossa proposta é avivar a leitura acerca da educação infantil e seus vértices na aprendizagem. Estamos sempre em pleno movimento comemorando com outros profissionais, cada nova integração que surge para reforçar os padrões de melhor conduzir as nossas crianças! Ao observarmos as novidades aqui ou ali, vamos abstraindo ideias semelhantes ou procedimentos diferenciados, mas sempre lucramos com as novas experiências. A criança é assim também, porém o foco da 1ª infância circunda mesmo ao redor da propulsão motriz/motora, pela qual, dinamicamente o movimento conduz um pequenino até a sua conquista prazerosa para ler e escrever. Atualmente a tecnologia colabora grandiosamente com a questão das interfaces bibliográficas, por onde coletamos informações, lançamos comparativos e podemos usufruir de infinitas atividades, principalmente dispostas na disciplia de artes, desenhos para colorir, cobrir pontilhados, que são considerados meios repetitivos que auxiliam o período de prontidão que é tão indispensável ao domínio motor para a escrita perfeita. Já que falamos em sites e internet, cabe uma excelente indicação para a complementação de leitura! Seria bom conceder um tempo suficiente para olhar cada cantinho do site: "EDUCANDO OS BAIXINHOS, UM ESPAÇO CRIADO PARA QUEM AMA A EDUCAÇÃO", cuja fonte é: http://joaopharaoh.blogspot.com.br/2011/04/corrigir-ou-aceitar-o-erro-no-processo.html, lá estivemos como o "tatuzinho mascote da página", "cavocando um pouco mais de saber" principalmente com relação ao nosso tema principal: "PREPARANDO PARA A ESCRITA", e eis que trazemos aqui um fragmento do artigo "CORRIGIR OU ACEITAR - O ERRO NO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO", que dispõe: "No processo de aprendizagem da leitura e da escrita, a criança defronta-se com um mundo cheio de atrações (letras, palavras, frases, textos) e se engajará neste mundo muito mais facilmente se puder participar integralmente dele e se o processo for transformado num grande ato lúdico (participativo, inteligente, prazeroso), em oposição ao ato técnico (estático, repetitivo, mecânico) muito próprio das escolas. Portanto, podemos perceber a necessidade de se relacionar o processo de alfabetização com o lúdico, na forma de jogos e brincadeiras, que despertam o interesse e arrebatam a atenção das crianças, tornando este processo recheado de significado. Contudo, não podemos esquecer que é da imitação e da repetição que nascem as primeiras construções infantis. Nesta orla, primordial é estabeler um trabalho educativo recheado de bom senso! O nosso aluno não deve ser castigado com infinitas cópias mecânicas. Este procedimento jamais será aceitável em qualquer fase da vida do ser humano, pelo entendimento de não trazer benefícios produtivos. Porém, de quantas atividades lindas e chamativas podemos nos aproveitar para a elaboração de um bom planejamento pedagógico para os pequeninos que estão "engatinhando para escrita". Livros didáticos e cartilhas são os melhores exemplos da "mecanização" para o treino da alfabetização. Quem não recorda de cobrir os pontinhos daquele sapinho até a lagoa! Ou daquela atividade de cobrir tracejados levando a galinha até os seus ovos no ninho? Pois bem: é esta mecanicidade tão gostosa que impulsiona o grafismo! É essa condição de domínio do lápis sobre uma linha, por exemplo, o que irá determinar o benefício do treino gráfico para a aquisição da escrita. Finalmente, coloquemos as vogais estilizadas em tamanho grande em folhas de sulfite, e apliquemos tinta colorida na ponta do dedinho da criança para que ela percorra corretamente o contorno de cada letra. Após este treino, a expessura do material de contorno vai aos poucos diminuindo, ou seja: depois de cobrir as vogais com tinta, o próximo objeto poderia ser com o gizão de cera (grosso); depois, giz normal; canetão; giz de cera fino; canetinha hidrocor; até chegar no lápis preto ponta média. PREPARANDO PARA A ESCRITA, é um assunto que combina também com cada um dos sentidos proprioceptivos, ao passo que após adquirida a qualidade gráfica, cada composição despontará sob os auspícios da sensibilidade individualmente adquirida. A naturalidade com que os exercícios preparatórios são realizados, a forma lúdica para desenvolver os treinos reconhecidamente mecânicos, são diferenciais entre um e outro profissional. Somamos ao supracitado conceito que: "a criatividade do professor e o seu amor pela didática na formação infantil podem criar os mais diversificados meios e fazer de cada um dos treinos mecanizados ou exercícios para o amadurecimento no período de prontidão, um momento de descontração. Concluindo mais esta abordagem em parceria com o bem estar infantil, de modo que aprender brincando conduz mais fácil e rapidamente ao saber concreto! REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO: CURTSS, Sandra. A Alegria do Movimento na Pré-escola. Porto Alegre: Artes Médicas, 1988. GUILHERME, Jean Jacques. Educação e Reeducação Psicomotoras. Porto Alegre: Artes Médicas, 1983. LASSUS, Elisabeth. Psicomotricidade – Retorno às Origens. Rio de Janeiro: Panamed, 1984. LEBOUCH, Jean. Educação Psicomotora: Psicocinética na Idade Escolar. Porto Alegre: Artes Médicas, 1987. LEBOUCH, Jean. O Desenvolvimento Psicomotor: do Nascimento aos 6 anos. Porto Alegre: Artes Médicas. MEUER, A. de. Psicomotricidade: Educação e Reeducação: níveis maternal e infantil. A. de Meuer e L. Staes. Tradutoras Ana Maria Izique Galuban e Setsuko Ono. São Paulo: Manoel, 1989. *** MAGALHÃES, L. C. et al. Avaliação da coordenação e destreza motora – ACOORDEM: etapas de criação e perspectivas de validação. Revista de Terapia Ocupacional da Universidade de São Paulo, v.5, n.1, p. 17-25 2004. MISSIUNA, C. Crianças com Transtorno do Desenvolvimento da Coordenação: em casa e na sala de aula. Trad. Lívia Magalhães. CanChild, Centre for Childhood Disability Research. Internet, disponível em: http://dcd.canchild.ca/en/EducationalMaterials/resources/DCDportuguese.pdf Fonte de Pesquisa: http://www.eef.ufmg.br/neiddi/tdc.htm

Embrapa participa de debates, mostra tecnologias e lança publicações na Agrotins

  Foto: Ivanna Suzarte A vitrine de tecnologias está passando pelos últimos ajustes para o evento Mais uma vez, a  Embrapa  marca presença n...