quarta-feira, 25 de julho de 2012

Natural não! Habitual!



Estamos descobrindo que muitas das verdades que considerávamos incontestáveis, são mentiras, e que valores básicos de ética que assimilamos ao longo da vida, estão ultrapassados ou extintos.

É cada vez mais predominante o desleixo por valores éticos, que fica parecendo que se busca justamente a extinção desses conceitos como balizadores do comportamento humano.

Agir de maneira egoísta, mal educada, com total grosseria nos nossos atos e nas nossas falas está se tornando tão habitual, que quase nos convence que tudo isto é natural, que estas são as maneiras certas de agir.

Fica parecendo que o errado passou a ser certo, que conceitos básicos de cidadania, de respeito pelo outro, de boa convivência social, são antinaturais.

Que é natural ser desonesto, agir com total falta de respeito por quem quer que seja, sair gritando e esbravejando por qualquer coisa, ou começar uma briga pelos mais insignificantes motivos. E isto tantas vezes nos deixa com uma desagradável sensação de que estamos ultrapassados, que os valores que norteiam a nossa vida são obsoletos.

Ser mal educado, maltratar o outro, enganar, ser ‘esperto’ é mais importante.

Levar vantagem sempre, em qualquer circunstância (mesmo quando sabemos que estamos errados!), não aceitar levar ‘desaforo’, cultivar o egoísmo, ser arrogante, ostentar uma falsa aparência!

Não ser sincero, e se aproveitar de todas as maneiras possíveis de quem se atrever a ser correto.

Nunca ser gentil e muito menos educado, para não fazer papel de bobo, para não ser passado para trás.

Ter ambição, não a saudável que nos impulsiona e nos faz ultrapassar os obstáculos que surgem, mediante o nosso esforço e mérito, mas a ambição doentia, que nos faz procurar sempre o caminho mais fácil, mesmo que seja um atalho ilegal e desonesto.

Cada vez mais se cultiva a cultura de que para crescer na vida pe preciso pisar nos outros, usar as pessoas do nosso convívio como degrau para a nossa subida.

Pessoas com este perfil se apegam a uma velha, mas sempre presente frase absurda que diz que ‘os fins justificam os meios’.

São tantos atos insistentemente repetidos, todos os dias, por um número assustadoramente crescente de pessoas, que apesar de assustarem, de causarem tanta indignação e mal estar, são tão bem assimilados e rapidamente espalhados na convivência social atual.

É tão comum pessoas demonstrarem tanto espanto com alguns (muitos) acontecimentos que tomam conhecimento, expressam imensa indignação diante de certas atitudes que presenciam, mas ao mesmo tempo, não fazem nada para mudá-los, muito menos para impedir muitos deles.

O que se vê inúmeras vezes é a facilidade com que protagonizam estas mesmas situações que criticaram, assimilam e incorporam na própria vida, comportamentos que tantas vezes até mesmo condenam no outro.

Como fica mais cômodo e conveniente, passam inclusive a fazer de conta que é natural agir assim! E se empenham em convencer um número cada vez maior de pessoas a agirem da mesma forma, se deixando levar pela insensata maneira de viver e conviver que tanto mal acarreta, nos deixando com uma desconfortável sensação de medo, de indignação e de preocupação, no que diz respeito aos caminhos que têm tomado o nosso mundo.

Qual destino chegaremos, se insistirmos em ignorar valores éticos básicos e imprescindíveis para a boa convivência humana?

terça-feira, 24 de julho de 2012

nota


O CLUBE ATLÉTICO PARANAENSE vem informar que seu atleta profissional Rodolfo Alves de Melo foi sorteado para realização de exame antidopagem na partida disputada contra o CRB, no dia 09 de junho, válida pelo Campeonato Brasileiro - Série B 2012.
O resultado do exame (bem como da contraprova realizada) confirmou a presença de substância não permitida utilizada sem o conhecimento do clube. Assim, atendendo os dispositivos da legislação vigente, o Senhor Presidente do STJD do Futebol, Doutor Flávio Zveiter, determinou a suspensão preventiva do referido atleta pelo período de 30 (trinta) dias, abrindo o prazo para protocolização de defesa prévia escrita.
Os departamentos de futebol, médico e jurídico do clube, juntamente com o atleta, preparam os elementos para o julgamento que ocorrerá em breve perante uma das Comissões Disciplinares do mencionado órgão jusdesportivo.
Por respeito ao atleta, seus familiares e ao elenco profissional, não serão feitos outros comentários, salvo esclarecimentos eventualmente devidos.

Cientistas precisam saber escrever, afirma editor


Por Fabio Reynol, de Palmas (TO)*

Agência FAPESP – O Brasil deixa de publicar muitos trabalhos científicos de alta qualidade em revistas de grande impacto simplesmente por não redigir adequadamente. A afirmação foi feita por Carl Webster, do Centro de Pesquisa em Aquicultura da Universidade do Estado do Kentucky, Estados Unidos, no 5º Congresso da Sociedade Brasileira de Aquicultura e Biologia Aquática (Aquaciência 2012), realizado em Palmas (TO) de 1º a 5 de julho.
Webster, que ministrou um curso sobre redação de artigos científicos durante o evento, é o editor responsável pela World Aquaculture Magazine, revista da Sociedade Mundial de Aquicultura (WAS, na sigla em inglês).
O primeiro passo, segundo Webster, é selecionar o assunto a ser tratado de acordo com a publicação. “Dizer que a amônia apresenta toxicidade para o pirarucu, por exemplo, não é novidade alguma, mas se você fizer um artigo sobre a fisiologia ou histologia relacionada ao assunto, o interesse será grande”, disse.
Segundo Webster, saber dividir uma pesquisa em partes que possam interessar a diferentes periódicos científicos e relacioná-las entre elas é um dos atributos mais valorizados pelos revisores.
O organizador do curso, José Eurico Possebon Cyrino, professor associado do Departamento de Zootecnia da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), concorda. Em vez de focar os artigos em espécies exclusivas do Brasil, Cyrino recomenda selecionar detalhes da pesquisa que sejam comuns a outros peixes, o que pode fazer toda a diferença durante uma seleção para publicação.
Cyrino, que coordena atualmente três projetos apoiados pela FAPESP na modalidade Auxilio à Pesquisa – Regular, após ter concluído diversos outros, é o responsável pela publicação dos anais do Aquaciência e aponta para uma deficiência na formação do pesquisador em todo o país, a redação científica.
“É preciso mostrar aos graduandos e pós-graduandos a importância de se escrever bem um artigo científico, sob o risco de o trabalho não ter a repercussão que merece”, alertou Cyrino ao ministrar o curso que dividiu com Webster.
Webster, por sua vez, ressaltou a alta qualidade da pesquisa brasileira em aquicultura, apesar das dificuldades na escrita. “O Brasil faz um ótimo trabalho de investigação na área, e poderia publicar muito mais”, afirmou.
A despeito das dificuldades dos brasileiros, a qualidade de um trabalho pode suplantar as barreiras linguísticas, de acordo com ele. “Não descarto um artigo potencialmente bom por estar mal escrito, todavia um paper bem escrito faz muita diferença na hora da escolha”, disse.
Webster aconselha aos que dominam pouco o inglês a sempre submeter o artigo a um colega fluente antes de enviá-lo a uma revista. Adaptar o artigo a cada publicação é outra dica. Por esse motivo, não é aconselhável enviar para uma revista um artigo originalmente escrito para outra. Cada uma possui peculiaridades e objetivos que precisam ser observados.
Pelo mesmo motivo, o cientista aconselha a leitura atenta das normas de cada publicação. “Muitos trabalhos são rejeitados por não observar regras básicas estabelecidas pelos editores”, apontou.
Sem tradutor automático
Segundo Webster, na hora de escolher a publicação é importante verificar o fator de impacto, que é o indicador de citações que o veículo teve durante o período de dois anos. Publicar em revistas de reputação ruim pode afetar negativamente o trabalho.
No entanto, o fator de impacto não é tudo, pois é necessário ver se o trabalho é adaptado àquela revista. “Um fator de impacto alto provoca em vários países uma avalanche de trabalhos submetidos à revista e muitos deles não têm muito a ver com a proposta da publicação”, pontuou.
Webster alertou para a necessidade de sempre restringir cada artigo a um único tema central. “Uma pesquisa pode apresentar inúmeros experimentos, contanto que tenha um único foco”, aconselhou. Por outro lado, quanto aos parâmetros é preferível que sejam abundantes e componham um banco de dados que apoiem a pesquisa.
Cyrino propôs aos participantes a aquisição de bons dicionários em inglês, de preferência ilustrados. Desse modo, fica mais fácil encontrar partes anatômicas dos animais, por exemplo. O professor da USP apresentou uma extensa lista de livros de apoio voltados à escrita científica.
Entre suas dicas finais, Cyrino desaconselhou o uso de tradutores automáticos encontrados na internet e chamou a atenção para um equívoco comum em submissões internacionais, a titulação de doutorado.
“Se você não fez doutorado nos Estados Unidos ou no Reino Unido, não escreva a sigla PhD em sua titulação, mas doutor em ciência”, recomendou. Segundo Cyrino, o título PhD pressupõe fluência na redação científica na língua inglesa e, caso o autor não apresente essa habilidade no texto, ele frustrará bastante o avaliador.

 * Fábio Reynol é assessor de comunicação da Embrapa Pesca e Aquicultura

A era dos Tablets




Por Mariano Gordinho*

Quando comecei a escrever esse texto, que vai ser publicado em nosso blog essa semana, a primeira coisa que me veio a mente foi o significado da palavra Tablet. 
Apesar de não estar totalmente convencido de que realmente entendemos a palavra de origem inglesa Tablet, continuamos a incorporar palavras de outros idiomas (especialmente o inglês) a nossa língua, como são originalmente, sem qualquer tipo de preocupação em alterá-las ou adequá-las ao nosso contexto linguístico e cultural.
A tradução literal de Tablet é Tabuleta – laje ou placa, de pedra ou marfim, com superfície destinada a escrita ou que ostente uma inscrição.  (a palavra tablete em nosso idioma está diretamente associada a palavra chocolate – tablete de chocolate).
Convencionamos então que Tablet é um dispositivo pessoal, em formato de prancheta, usado para acesso a Internet, organização pessoal, visualização de fotos e vídeos, leitura de jornais, livros e revistas e para entretenimento com jogos. Dispõe de tela sensível ao toque (touchscreen) que é o dispositivo de entrada e, através de uma caneta ou a ponta dos dedos, tem-se acesso as suas funcionalidades. Os Tablets são um novo conceito, que não deve ser confundido com smartphones, netbooks e notebooks apesar de ter inúmeras funcionalidades comuns a esses outros dispositivos.
Creio que após essa pequena dissertação, me senti mais à vontade para escrever sobre A era dos Tablets.
Essa semana estou fora do Brasil, participando do Conselho Mundial de Distribuição de Tecnologia (GTDC em inglês) do qual sou membro há cerca de 2 anos. Desde que cheguei ao aeroporto de Guarulhos em São Paulo, no avião e em todas as minhas escalas nos Estados Unidos, até chegar a Santa Ana na Califórnia (onde a reunião do conselho está acontecendo) fui literalmente “perseguido” por Tablets.
Vi Tablets de diversas cores, com os mais diversos tipos de capa e de diversos tamanhos e, o mais importante, sendo usado por todo tipo de pessoas, crianças, adultos, idosos e naturalmente por geeks (outra palavrinha inglesa amplamente utilizada para definir os maníacos por tecnologia, especialmente aqueles ligados a TI).
Certamente essa super exposição a esses dispositivos simpáticos, charmosos e atraentes serviu de inspiração, quando finalmente sentei em frente a meu notebook para escrever esse texto. Me dei conta então de que sou um daqueles que ainda não aderiu aos Tablets. Não por preconceito (tenho smartphone, notebook, netbook, via de regra me sinto um indivíduo conectado a tecnologia), mas porque até então não tinha percebido o valor dos Tablets ou, talvez porque essa revolução que eles vêm causando ainda não tivesse batido na minha porta.
Na minha cabeça o Tablet tinha que provar o valor de sua utilidade. Um conceito simples – lembrei da quantidade de geringonças que já comprei por impulso e, que na vida prática não tiveram a mínima utilidade.
Mas me propus a avaliar os Tablets sob o ponto de vista do usuário e me dei conta de que eles são de fato leves, portáteis, móveis e, IRREVERSÍVEIS. 
Os Tablets vieram para ficar: para acesso a Internet são infinitamente melhores e mais confortáveis do que os netbooks ou notebooks e, fiz uma continha básica da quantidade de tempo que navegamos pela Internet e só por essa razão já valem a pena; para a visualização de imagens (fotos e vídeos) são práticos, convenientes e eficientes (a funcionalidade que permite girar e esticar as imagens com a ponta dos dedos é imbatível); Como entretenimento pessoal são insuperáveis (tem até efeito terapêutico – os jogos e aplicativos de lazer, tem capacidade calmante) e, a quantidade de aplicações “úteis” que aparecem diariamente é estimulante – Num Tablet acessa-se o banco online com o mesmo nível de segurança e funcionalidade de qualquer computador, pode-se comprar e vender ações (se esse for o seu caso) e, utilizando aplicativos específicos, acessar os sistemas corporativos de sua empresa.
Cada vez mais e, cada vez mais rápido os Tablets vão incorporar aquelas necessidades do usuário que hoje são realizadas em um computador tradicional (desktop ou portátil) e vão executá-las de forma mais fácil e intuitiva. Os sistemas operacionais nos Tablets são mais amistosos e transparentes para quem usa – lembram mais a televisão (basta ligar, selecionar o canal e assistir) do que nossos bons amigos: os computadores. No aeroporto em São Paulo, me dei conta dessa enorme diferença – Um Tablet você liga e bingo! Sai usando. Mesmo os mais modernos e eficientes notebooks ainda precisam ser inicializados (para lembrar de um termo jurássico – tem de dar o boot).
No conselho falou-se muito de mobilidade, acessibilidade, segurança da rede e o aumento exponencial do tráfego de dados, causado principalmente pela explosão dos smartphones e Tablets! Todas as grandes corporações do mundo, sejam elas fabricantes de tecnologia, sejam elas usuárias de tecnologia, já têm uma agenda específica para tratar do assunto Tablets. A proliferação dos Tablets no mundo corporativo, nas escolas e nas famílias não está mais no radar – Já faz parte das discussões estratégicas sobre o uso da Tecnologia da Informação.  
E falou-se de Cloud Computing e, lá estava o Tablet novamente no centro das atenções – o Tablet como ele é hoje ou, como será num futuro próximo, será o principal dispositivo de acesso aos serviços de computação em nuvem, principalmente porque os Tablets são conceitualmente dispositivos para se consumir informação sobre demanda, que é a pedra de toque de Cloud Computing.
Lembrei de um velho sócio e bom amigo que adora tecnologia, mas por princípio nunca é um early adopter (outra expressão inglesa usada para definir aqueles indivíduos ou empresas que são invariavelmente os primeiros a adotar as mudanças tecnológicas). Ele acredita e, via de regra, está certo, que o custo da adoção da tecnologia em seu estágio inicial tem um ônus, técnico e financeiro, que ele prefere evitar. Bom, mas os Tablets já estão por aí a umas 03/04 gerações (quando pensamos em termos de versões de sistema operacional e funcionalidades aplicadas), creio que já não se tratam de produtos para early adopters. A questão agora é decidir se é o seu momento de mergulhar no universo dos Tablets.
Mariano Gordinho, Presidente ABRADISTI – Associação Brasileira dos Distribuidores de Produtos e Serviços de TI

A era dos Tablets




Por Mariano Gordinho*

Quando comecei a escrever esse texto, que vai ser publicado em nosso blog essa semana, a primeira coisa que me veio a mente foi o significado da palavra Tablet. 
Apesar de não estar totalmente convencido de que realmente entendemos a palavra de origem inglesa Tablet, continuamos a incorporar palavras de outros idiomas (especialmente o inglês) a nossa língua, como são originalmente, sem qualquer tipo de preocupação em alterá-las ou adequá-las ao nosso contexto linguístico e cultural.
A tradução literal de Tablet é Tabuleta – laje ou placa, de pedra ou marfim, com superfície destinada a escrita ou que ostente uma inscrição.  (a palavra tablete em nosso idioma está diretamente associada a palavra chocolate – tablete de chocolate).
Convencionamos então que Tablet é um dispositivo pessoal, em formato de prancheta, usado para acesso a Internet, organização pessoal, visualização de fotos e vídeos, leitura de jornais, livros e revistas e para entretenimento com jogos. Dispõe de tela sensível ao toque (touchscreen) que é o dispositivo de entrada e, através de uma caneta ou a ponta dos dedos, tem-se acesso as suas funcionalidades. Os Tablets são um novo conceito, que não deve ser confundido com smartphones, netbooks e notebooks apesar de ter inúmeras funcionalidades comuns a esses outros dispositivos.
Creio que após essa pequena dissertação, me senti mais à vontade para escrever sobre A era dos Tablets.
Essa semana estou fora do Brasil, participando do Conselho Mundial de Distribuição de Tecnologia (GTDC em inglês) do qual sou membro há cerca de 2 anos. Desde que cheguei ao aeroporto de Guarulhos em São Paulo, no avião e em todas as minhas escalas nos Estados Unidos, até chegar a Santa Ana na Califórnia (onde a reunião do conselho está acontecendo) fui literalmente “perseguido” por Tablets.
Vi Tablets de diversas cores, com os mais diversos tipos de capa e de diversos tamanhos e, o mais importante, sendo usado por todo tipo de pessoas, crianças, adultos, idosos e naturalmente por geeks (outra palavrinha inglesa amplamente utilizada para definir os maníacos por tecnologia, especialmente aqueles ligados a TI).
Certamente essa super exposição a esses dispositivos simpáticos, charmosos e atraentes serviu de inspiração, quando finalmente sentei em frente a meu notebook para escrever esse texto. Me dei conta então de que sou um daqueles que ainda não aderiu aos Tablets. Não por preconceito (tenho smartphone, notebook, netbook, via de regra me sinto um indivíduo conectado a tecnologia), mas porque até então não tinha percebido o valor dos Tablets ou, talvez porque essa revolução que eles vêm causando ainda não tivesse batido na minha porta.
Na minha cabeça o Tablet tinha que provar o valor de sua utilidade. Um conceito simples – lembrei da quantidade de geringonças que já comprei por impulso e, que na vida prática não tiveram a mínima utilidade.
Mas me propus a avaliar os Tablets sob o ponto de vista do usuário e me dei conta de que eles são de fato leves, portáteis, móveis e, IRREVERSÍVEIS. 
Os Tablets vieram para ficar: para acesso a Internet são infinitamente melhores e mais confortáveis do que os netbooks ou notebooks e, fiz uma continha básica da quantidade de tempo que navegamos pela Internet e só por essa razão já valem a pena; para a visualização de imagens (fotos e vídeos) são práticos, convenientes e eficientes (a funcionalidade que permite girar e esticar as imagens com a ponta dos dedos é imbatível); Como entretenimento pessoal são insuperáveis (tem até efeito terapêutico – os jogos e aplicativos de lazer, tem capacidade calmante) e, a quantidade de aplicações “úteis” que aparecem diariamente é estimulante – Num Tablet acessa-se o banco online com o mesmo nível de segurança e funcionalidade de qualquer computador, pode-se comprar e vender ações (se esse for o seu caso) e, utilizando aplicativos específicos, acessar os sistemas corporativos de sua empresa.
Cada vez mais e, cada vez mais rápido os Tablets vão incorporar aquelas necessidades do usuário que hoje são realizadas em um computador tradicional (desktop ou portátil) e vão executá-las de forma mais fácil e intuitiva. Os sistemas operacionais nos Tablets são mais amistosos e transparentes para quem usa – lembram mais a televisão (basta ligar, selecionar o canal e assistir) do que nossos bons amigos: os computadores. No aeroporto em São Paulo, me dei conta dessa enorme diferença – Um Tablet você liga e bingo! Sai usando. Mesmo os mais modernos e eficientes notebooks ainda precisam ser inicializados (para lembrar de um termo jurássico – tem de dar o boot).
No conselho falou-se muito de mobilidade, acessibilidade, segurança da rede e o aumento exponencial do tráfego de dados, causado principalmente pela explosão dos smartphones e Tablets! Todas as grandes corporações do mundo, sejam elas fabricantes de tecnologia, sejam elas usuárias de tecnologia, já têm uma agenda específica para tratar do assunto Tablets. A proliferação dos Tablets no mundo corporativo, nas escolas e nas famílias não está mais no radar – Já faz parte das discussões estratégicas sobre o uso da Tecnologia da Informação.  
E falou-se de Cloud Computing e, lá estava o Tablet novamente no centro das atenções – o Tablet como ele é hoje ou, como será num futuro próximo, será o principal dispositivo de acesso aos serviços de computação em nuvem, principalmente porque os Tablets são conceitualmente dispositivos para se consumir informação sobre demanda, que é a pedra de toque de Cloud Computing.
Lembrei de um velho sócio e bom amigo que adora tecnologia, mas por princípio nunca é um early adopter (outra expressão inglesa usada para definir aqueles indivíduos ou empresas que são invariavelmente os primeiros a adotar as mudanças tecnológicas). Ele acredita e, via de regra, está certo, que o custo da adoção da tecnologia em seu estágio inicial tem um ônus, técnico e financeiro, que ele prefere evitar. Bom, mas os Tablets já estão por aí a umas 03/04 gerações (quando pensamos em termos de versões de sistema operacional e funcionalidades aplicadas), creio que já não se tratam de produtos para early adopters. A questão agora é decidir se é o seu momento de mergulhar no universo dos Tablets.
Mariano Gordinho, Presidente ABRADISTI – Associação Brasileira dos Distribuidores de Produtos e Serviços de TI

Casa dos avós: doces lembranças para os netos

* Dado Moura A participação dos avós na vida dos netos é tão importante quanto a presença dos pais na vida dos filhos. Embora minha infância já tenha passado, as lembranças dos meus avós são tão vivas na minha memória, como se tudo que vivemos juntos tivesse acontecido ontem. Quem já passou alguns dias de férias na casa dos avós certamente tem boas recordações. Algumas atividades simples, como conhecer a casa e os locais onde nossos pais foram criados, a escola onde estudaram ou ver as fotografias da época, nos ajudaram a estreitar os laços com uma geração passada. Principalmente, através dos causos de família, narrados ao ritmo da (o) vovó (ô), passamos a conhecer a história dos nossos pais quando crianças. Dependendo da intensidade do relacionamento entre netos e avós, facilmente, a criança irá obedecer aquele com quem passa maior parte do dia. Essa influência acontece quando os netos vivem cotidianamente sob os cuidados dos avós, por exemplo, quando os pais trabalham fora. O contato com a maneira e os hábitos da “casa da vó” serão percebidos no comportamento das crianças, seja na maneira de falar, de se comportar ou até mesmo em hábitos simples como atender ao telefone. Com isso, os avós acabam passando por algumas dificuldades de convivência, não com a nova geração, mas com os pais de seus netos. Os conflitos entre os adultos podem ser estressante quando os avós, na intenção de fazer o melhor para os netos, interferem na educação aplicada pelos pais. Contudo, mesmo que seus compromissos sejam grandes, não cabe aos avós assumir a responsabilidade outorgada aos pais. Geralmente, na casa dos avós, comer doces antes do almoço, deitar sem escovar os dentes ou fazer xixi na cama parece não ser o maior pecado do mundo… Mas isso não significa que os pais devam proibir suas crianças de visitá-los. A eles cabe apenas buscar o equilíbrio dessas visitas e ajudar seus filhos a perceberem que em cada casa há um ritmo próprio. Acima de tudo, estes momentos de convivência na casa dos avós são fundamentais, pois nossas crianças não esquecerão das brincadeiras, dos passeios, das piadas, entre outras coisas boas que fizeram parte do tempo de infância; do mesmo modo, que eu não posso esquecer de outras épocas quando, com outros primos, brincávamos na oficina e com as “preciosas” ferramentas do meu avô "Tonho". Um abraço especial aos avós e também aos bisas! * Dado Moura é escritor, produz conteúdo para o portal Canção Nova, e recentemente publicou o livro "Lidando com as Crises", pela editora Canção Nova.

A semiótica das MARCAS

Por Marcos Hiller* Na comunicação da marca, o foco é o receptor. No processo de branding, não necessariamente o que você pretende comunicar é o que o público-alvo entende. Na verdade, isso é uma máxima que vale para processos de comunicação como um todo. No momento em que planejamos e decidimos qual a forma, o tom, a linguagem, a frequência e o estilo com que nossa marca quer “falar” com nosso público-alvo é de fundamental importância que conheçamos com quem estamos falando, ou seja, quem é essa pessoa? Quem é esse receptor? Qual o seu repertório cultural? Qual o seu acervo de conhecimento? Eu diria que investigar essas respostas é uma etapa tão fundamental quanto planejar a mensagem, a mídia, a frequência, o tom, etc. E para cristalizar essa minha afirmação, gostaria de ancorar esse texto em dois exemplos muito emblemáticos: Um deles é o exemplo da Smirnoff, que identifica uma das marcas de vodkas mais conhecidas do mundo. Recentemente a Diageo, a empresa que é dona Smirnoff e outras como Guinness, Bailey’s e Cuervo, elegeu um brasão medieval com uma águia de duas cabeças para ser o novo símbolo da marca em todo o mundo. Isso mesmo, um animal bicéfalo está estampando a sua garrafa de Smirnoff. Pode parecer estranho ou então você nem mesmo se lembre dessa nova identidade, ou você nem reparou na criatura que representa a marca. Bastou a Smirnoff lançar essa identidade mundial de marca que, na Europa, por exemplo, os consumidores da vodka se revoltaram e acessaram o 0800 da Diageo, pois não gostaram e se ofenderam com aquele símbolo que representa força, poder e outros valores que a marca deseja passar. Nos Estados Unidos, o ruído foi um pouco menor e, no Brasil, zero. Mas como o mesmo símbolo pode gerar reações diferentes, dependendo com quem estamos falando? Pois é justamente sobre isso que chamo atenção. Sabemos que o cidadão europeu possui um repertório cultural mais vasto que o nosso, e identificou que aquilo era um bicho de duas cabeças, que remete a elementos belicistas de uma era medieval, e que desagradou os olhos dos consumidores. Já o brasileiro que tem um acervo intelectual tradicionalmente menos vasto que o do europeu, simplesmente não se ateve a esse detalhe, e continuou tomando a sua caipiroska tranquilamente sem o menor problema. Outro exemplo é o da Eternity (Calvin Klein). Tive conhecimento dessa história em um curso de semiótica de marcas que fiz na ECA-USP anos atrás. Uma distinta cidadã fazia coleção de perfumes e a cada viagem trazia mais um frasco e ostentava todos eles em sua prateleira do banheiro. Um belo dia, ela desconfiou que sua empregada doméstica estivesse usando seus perfumes sem que ela soubesse. A patroa sempre percebia um vidro ou outro mexido. Após alguns meses, um fato a deixou muito intrigada: a empregada usava todos os perfumes, exceto o Eternity, da Calvin Klein, que é um belíssimo perfume e um dos mais consumidos no mundo. Intrigada com aquele fato, chamou a empregada e disse: “Eu sei que você usa meus perfumes e não vou mandá-la embora por isso. Mas me tire uma dúvida. Por que usa todos exceto esse (apontando para o Eternity)?”. E a empregada doméstica solta uma resposta que vale por um curso de semiótica: “Ai, não! Como eu vou usar perfume com nome de telha” (onde ela fazia alusão à marca Eternit, que fabrica telhas e tijolos). Veja como a mesma expressão de marca pode gerar efeitos de sentido completamente distintos. A semiótica de Charles Pierce nos ajuda a entender melhor o porquê desses fenômenos acima. Esses dois exemplos nos evidenciam como é fascinante estudar marcas na contemporaneidade. E ao ler essas belíssimas histórias, concluímos que: muito mais importante que planejar a mensagem que sua marca pretende comunicar é entender a fundo a capacidade que seu público-alvo tem para decodificar o mote da comunicação. *Marcos Hiller é coordenador do MBA Gestão de Marcas (Branding) da Trevisan Escola de Negócios (@marcoshiller).

Embrapa participa de debates, mostra tecnologias e lança publicações na Agrotins

  Foto: Ivanna Suzarte A vitrine de tecnologias está passando pelos últimos ajustes para o evento Mais uma vez, a  Embrapa  marca presença n...