terça-feira, 27 de dezembro de 2011

O último Réveillon



Pedro Coimbra
ppadua@navinet.com.br

                A turminha se assentava na porta da loja do Tião Bonitinho e a Candinha era conhecida por dar notícias, falsas ou verdadeiras, de tudo o que acontecia na cidade. Opinavam sobre as mulheres mais bonitas, os maridos enganados, os mais cidadãos mais espertalhões, os políticos corruptos, quem estava quebrado ou ia quebrar, os que se encontravam na tábua da beirada, prestes a desencarnar... Falavam a língua do pê, ou chamada dos alfaiates, que era uma forma de se comunicar de uma maneira que  outras pessoas não entendiam o que se falava na frente delas. Parecia difícil, pois acrescentavam no final de cada sílaba da palavra, uma sílaba formada com a letra “P” mais o fim da sílaba original. O segredo era falar bem rápido. Olhavam bem nos olhos das meninas moças que passavam e diziam: p-eu-p-a-p-mo-p-vo-p-cê. Elas não entendiam, mas sabiam ser um elogio.
            Muitas pessoas davam a volta, passando pelo passeio do velho prédio da Prefeitura para evitar os fofoqueiros de plantão. Menos Xhosa, um africano respeitado pelos rapazes e que chegara na cidade fazia muito tempo, vindo sabe–se lá de onde. Estudara Contabilidade e era considerado o melhor guarda-livros da cidade. Com seu corpanzil gostava de jogar de futebol e era considerado um becão. Seu casamento com Mara, filha de um professor de Português, causou muita polêmica na cidade, porque ela loura, tinha uma pele muito alva, mais branca do que um copo de leite. Tiveram três filhas e Marcinho foi o primeiro da Candinha a notar que o africano andava não olhando para o chão cheio de buracos das calçadas, mas para o infinito, muito além do Sol. Ou ficava, no seu descanso, na sacada de sua casa a tocar de forma exímia e sensível seu saxafone.
            No Ano Novo de 1974, uma terça-feira, participou de um jogo de futebol na Comunidade dos Ratos, banhou-se por longo tempo como era seu hábito e participou ao lado das filhas e da mulher, de uma linda ceia. Deitaram-se alta madrugada e Mara ainda ouviu as últimas notas do seu sax. Quando acordaram no dia seguinte, Xhosa desaparecera, no que parecia ter sido seu último Réveillon. A mulher se desesperou e o delegado Altair, foi seco e grosso quando conversou com o sogro, dizendo que aquele era um caso que nunca seria resolvido. “Seu” Alípio, gerente do banco avisou que Xhosa deixara uma conta corrente em nome da mulher e das filhas, com uma pequena fortuna. Não deram falta de roupas e nem de objetos pessoais. A única coisa que não foi encontrado em sua residência foi o seu instrumento musical. Mara chorou muito e nunca mais foi a mesma, sempre a esperar seu amado. Mesmo que fosse motivada por um simples boato de que ele teria sido visto em alguma localidade distante.
            No Réveillon de 2000, num sábado, sem mais nem menos, Xhosa desceu na rodoviária da cidadezinha e com mesmo hábito de olhar para o infinito, dirigiu-se para sua casa onde as filhas com os namorados participavam de uma ceia. Chegou tocando no seu saxafone “As times goes by” e numa cena emocionante abraçou-se a mulher Mara e as filhas. E depois abraçou o Papai Noel gigante colocado perto da Árvore de Natal. No meio da comoção ninguém lhe perguntou onde se enfiara por estes longos anos. Apenas Mara notou que o seu Xhosa não envelhecera nada e parecia até mais jovem.
            Depois dos brindes e desejos de um Feliz Ano Novo, de muita comilança, foi para seu antigo escritório de contabilidade e começou a escrever um livro que só foi encontrado por sua família anos depois. Na mais correta língua do pê, ou dos alfaiates, ele descrevia sua vida desde que nascera na África do Sul e sua vinda para o Brasil. Estranhamente não tocava no assunto dos anos em que desaparecera da cidadezinha. Falava isso sim de mundos estranhos no Cosmo infinito de Deus que conhecera depois do seu último Réveillon... Para Silveirinha, repórter de um pasquim chamado “O Clarim”, que olhava as pessoas debaixo de suas grossas lentes de míope, era tudo mentira. Xhosa faria parte de uma gangue sul-africana que fazia tráfico de crianças como descobrira em suas investigações. Para a família ele deixara uma mensagem para sempre na sua língua natal:  Geseende Kerfees en ‘n gelukkige nuwe jaar e que somente a Chacrinha entendeu como Feliz Ano Novo...

Maria Aparecida Francisquini: Feliz 2012!!!!

Maria Aparecida Francisquini: Feliz 2012!!!!: O ano de 2011 está no finalzinho! Nossas expectativas aumentam! Tem muita gente com uma ansiedade imensa, não aguentando mais esperar. Te...

Feliz 2012!!!!


O ano de 2011 está no finalzinho! Nossas expectativas aumentam! Tem muita gente com uma ansiedade imensa, não aguentando mais esperar.  Tem muita gente também, que está tranquila, relaxada, bastante satisfeita. É sempre assim nesta época. Para quem o ano foi bom, o sentimento é de relaxamento, de satisfação. Para quem não foi lá essas coisas, o sentimento é de muita ansiedade, para que ele acabe logo. Domingo já é primeiro de janeiro de 2012! E como sempre acontece, quando começa um novo ano, novas promessas são feitas. E para muitas pessoas, algumas velhas promessas são renovadas! Muitas delas, bastante velhas até! Antigas mesmo! Já estiveram presentes em tantas viradas de ano, que já viraram parte da tradição! Muita gente leva tão a sério seguir a tradição, que além de fazer várias promessas na virada do ano, ainda as repete! São as mesmas, já há bastante tempo! Não foi assim que aprendemos? Que quando o relógio marcar meia noite do dia trinta e um de dezembro, devemos repetir vários rituais, dentre os quais, fazer planos para a nossa vida, para o ano novo. Muito bom isso. Muito boa, a nossa crença na possibilidade de renovação. Acreditar que a passagem de um ano para o outro, pode realmente significar um novo recomeço.  Uma oportunidade na nossa vida, de deixarmos para trás o que foi ruim, insatisfatório, e poder refazer, recomeçar... A sensação que muitos de nós temos, é que, ao fim de um ano, o ciclo se fecha, e o novo ano chega. Totalmente novo!! Novíssimo, com um gostinho de renovação, com a certeza de uma nova etapa na nossa existencia! E vem para reforçar em cada um de nós, o desejo comum de melhorar! Em vários âmbitos da vida! Tem gente que deseja mais saúde, mais dinheiro, um novo emprego, um novo amor, enfim, muitos desejos, cada um para atender aos anseios de se viver melhor. Que bom que a vida é assim! Que bom que enquanto estamos vivos, por mais desânimo que às vezes sentimos, sabemos que sempre vão existir outros dias, outras semanas, outros meses, outros anos. Ou seja, outras possibilidades e novas oportunidades! E acredito que justamente por esta ponta de esperança presente em todos nós, é que, apesar de tantas chateações que às vezes nós passamos, não desistimos! Temos uma força imensa para superar e não desanimar! Acreditamos! Desejamos Feliz Ano Novo! Ter esperança é sempre saudável, pois funciona como um reforço para seguirmos na nossa vida!! Sonhar é muito bom. Vários grandes feitos se tornaram realidades, após alguém um dia, sonhar em realizá-los. Mas, apenas sonhos, esperanças e promessas, não bastam. Claro que ajudam, pois a esperança de concretizar, serve de estimulo para a ação, nos deixa mais animados.  Mas apenas ajudam. A realização acontece, mediante movimentos, ações concretas, no dia a dia. Vamos aproveitar o começo de um ano novo, e realmente inaugurar um mundo novo, onde tudo que é bom seja perpetuado e continue a existir, e substitua gradativamente tudo que nos faça mal, e que provoque mal a quem nos rodeia! Vamos sempre nos lembrar do quanto podemos realizar juntos, cada um fazendo a sua parte e colaborando para um mundo realmente melhor! Na passagem do ano, quando substituímos o número no calendário, quem sabe, aproveitamos e mudamos também pelo menos um pouco, algumas atitudes egoístas que todos temos? Que tal, por exemplo, tirarmos a venda que tantas vezes usamos nos olhos, e passarmos a realmente enxergar o outro, substituindo o nosso egoísmo, pela capacidade de nos colocarmos no lugar dele? Que o desejo de viver numa sociedade pacífica, fraterna, onde sempre poderemos ter a certeza e a tranquilidade de que seremos respeitados e valorizados, enquanto seres humanos, cresça de tal maneira, que transborde além de nós, e se materialize através de atitudes em todos os dias da nossa vida! Aproveite o inicio do ano novo, para repensar sua vida, e começar de verdade a fazer os movimentos necessários, para realizar as promessas que você se fez na passagem do dia 31 de Dezembro, para o dia 1° de Janeiro. Renove, recomece, trilhe uma nova estrada. Ou repita,continue,ande mais na mesma estrada. Faça o que julgar necessário, para viver de verdade! Só não se contente em passar pela vida, apenas sonhando... FELIZ 2012!!!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Ensaio sobre o Ensaio sobre a Cegueira: a leitura de Saramago à luz das reflexões frankfurtianas

Resumo:

Determinados conceitos trabalhados no campo filosófico são de grande valia para o literário também. A partir de tal premissa, o presente ensaio tem por objetivo principal pensar a responsabilidade do escritor da narrativa, bem como da literatura pensada como arte, a partir dos conceitos de engajamento (ADORNO) e leitura alegórica (BENJAMIN). Para tal, utilizar-se-á a leitura/interpretação de Ensaio sobre a Cegueira de José Saramago, a fim de relacionar suas provocações com tais reflexões frankfurtianas.

Palavras-chave: engajamento; leitura alegórica; escritor.

Ensaio sobre o Ensaio sobre a Cegueira: a leitura de Saramago à luz das reflexões frankfurtianas

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Artigo: Relacionamento interpessoal

Relacionamento interpessoal
“Relacionamento é tudo. Ou quase tudo”
Profº Marcelo Veras
foto Arquivo Pessoal
 
Por Marcelo Veras*

Com este artigo, inicio um novo ciclo de reflexões sobre mais uma competência comportamental que, como se diz por ai: “desde que o mundo é mundo”, tem ocupado uma posição de destaque entre as competências responsáveis pelo sucesso de pessoas na vida pessoal e profissional. É o famoso Relacionamento interpessoal.

Como um belo exemplo de pessoa tímida, caseira, que não gosta muito de eventos sociais e que não nasceu com o chip das pessoas bem relacionadas que têm a almejada virtude de fazer amigo até em fila do cinema, eu acreditava (equivocadamente), por muito tempo, que se fizesse o meu trabalho bem feito, no prazo e com qualidade, o meu futuro estaria garantido. Profundo erro, descoberto logo nos meus primeiros anos de carreira.

Confesso que sofri muito quando vi pessoas que considerava bem medianas obtendo êxitos e alçando voos bem altos devido a uma belíssima capacidade de se relacionar bem. Devo confessar que – por muitas vezes – atribuí a estas pessoas o apelido de “puxa saco” ou engrossei o coro que defendia que este pessoal só se dava bem porque eram “políticas demais”. Mas que “se espremesse, sairia pouca coisa!“

Com o tempo, a idade e principalmente depois da pesquisa que conduzimos na ESAMC com líderes empresariais, vi que esta competência é muito mais simples e “honesta” do que vislumbrava. Abandonei as teses que hoje constam nos livros sobre Networking e passei a ver esta competência como algo mais nobre e menos hipócrita do que se vende por aí.

A definição mais moderna e que deu esta nova visão é: Capacidade de interagir e de criar rede de contatos de forma construtiva. Esta simples frase, se compreendida no seu texto e contexto, pode fazer uma revolução na carreira de uma pessoa. Para isso acontecer, duas premissas devem ser observadas. Veja se você consegue atendê-las. Caso contrário, nem valeria a pena ler os meus próximos seis artigos, porque elas serão a base para o desenvolvimento da mesma.

1 – Acreditar que bons relacionamentos representam o ativo mais importante que uma pessoa pode ter. Bons relacionamentos geram negócios, amizades, promoções, apoio, ajuda em momentos difíceis e alegrias.

2 – Acreditar que é possível, independente das suas características de personalidade, construir e desenvolver uma rede de contatos baseada no crescimento mútuo.

Se você comprar, pelo menos por hora, estas duas “verdades”, ficarei feliz porque você vai colher bons frutos no médio e longo prazo com o desenvolvimento desta competência. Além disso, verá que é muito legal fazer um tipo de “poupança” que poucos fazem: a “poupança dos apoios formais e informais”. Quem tem esta conta no banco, raramente se vê em um mato sem cachorro e sempre terá o apoio que precisa para os seus projetos.

Como de costume, vou tratar desta competência com base nos seus atributos, aquelas habilidades que tangibilizam a mesma no dia a dia. Posso citar: Gostar e ter interesse de se relacionar, Montar uma rede de contatos, Desenvolver e perenizar a rede de contatos montada, Interagir com a rede de forma construtiva e preocupado(a) com o crescimento do outro, Saber ouvir e, por último, Possuir empatia. São seis atributos. Seis habilidades que vão exigir alguma disciplina e o investimento de algum tempo, dinheiro e energia. Mas, garanto, este investimento tem um dos maiores retornos que já vi até hoje.

Por hoje, fique com a frase de destaque: “Relacionamento é tudo. Ou quase tudo”. Pense nela. Reflita sobre as pessoas que você conhece e conheceu. Analise casos de pessoas próximas a você que, devido aos seus relacionamentos, conseguem atalhos importantes na carreira e na vida. Será que isso é mesmo uma anomalia de incompetentes ou uma virtude de inteligentes? Até o próximo.

*Vice-presidente Acadêmico da ESAMC. Associate Partner da AYR Consulting – Consultoria de Inovação. Sócio-diretor da PRIME Educacional – Franqueada ESAMC. Professor de Marketing, Estratégia e Planejamento de Carreira do MBA da ESAMC. Palestrante e consultor de empresas nas áreas de Gestão de Carreiras e Marketing.

Artigo: Relacionamento interpessoal

Relacionamento interpessoal
“Relacionamento é tudo. Ou quase tudo”
Profº Marcelo Veras
foto Arquivo Pessoal
 
Por Marcelo Veras*

Com este artigo, inicio um novo ciclo de reflexões sobre mais uma competência comportamental que, como se diz por ai: “desde que o mundo é mundo”, tem ocupado uma posição de destaque entre as competências responsáveis pelo sucesso de pessoas na vida pessoal e profissional. É o famoso Relacionamento interpessoal.

Como um belo exemplo de pessoa tímida, caseira, que não gosta muito de eventos sociais e que não nasceu com o chip das pessoas bem relacionadas que têm a almejada virtude de fazer amigo até em fila do cinema, eu acreditava (equivocadamente), por muito tempo, que se fizesse o meu trabalho bem feito, no prazo e com qualidade, o meu futuro estaria garantido. Profundo erro, descoberto logo nos meus primeiros anos de carreira.

Confesso que sofri muito quando vi pessoas que considerava bem medianas obtendo êxitos e alçando voos bem altos devido a uma belíssima capacidade de se relacionar bem. Devo confessar que – por muitas vezes – atribuí a estas pessoas o apelido de “puxa saco” ou engrossei o coro que defendia que este pessoal só se dava bem porque eram “políticas demais”. Mas que “se espremesse, sairia pouca coisa!“

Com o tempo, a idade e principalmente depois da pesquisa que conduzimos na ESAMC com líderes empresariais, vi que esta competência é muito mais simples e “honesta” do que vislumbrava. Abandonei as teses que hoje constam nos livros sobre Networking e passei a ver esta competência como algo mais nobre e menos hipócrita do que se vende por aí.

A definição mais moderna e que deu esta nova visão é: Capacidade de interagir e de criar rede de contatos de forma construtiva. Esta simples frase, se compreendida no seu texto e contexto, pode fazer uma revolução na carreira de uma pessoa. Para isso acontecer, duas premissas devem ser observadas. Veja se você consegue atendê-las. Caso contrário, nem valeria a pena ler os meus próximos seis artigos, porque elas serão a base para o desenvolvimento da mesma.

1 – Acreditar que bons relacionamentos representam o ativo mais importante que uma pessoa pode ter. Bons relacionamentos geram negócios, amizades, promoções, apoio, ajuda em momentos difíceis e alegrias.

2 – Acreditar que é possível, independente das suas características de personalidade, construir e desenvolver uma rede de contatos baseada no crescimento mútuo.

Se você comprar, pelo menos por hora, estas duas “verdades”, ficarei feliz porque você vai colher bons frutos no médio e longo prazo com o desenvolvimento desta competência. Além disso, verá que é muito legal fazer um tipo de “poupança” que poucos fazem: a “poupança dos apoios formais e informais”. Quem tem esta conta no banco, raramente se vê em um mato sem cachorro e sempre terá o apoio que precisa para os seus projetos.

Como de costume, vou tratar desta competência com base nos seus atributos, aquelas habilidades que tangibilizam a mesma no dia a dia. Posso citar: Gostar e ter interesse de se relacionar, Montar uma rede de contatos, Desenvolver e perenizar a rede de contatos montada, Interagir com a rede de forma construtiva e preocupado(a) com o crescimento do outro, Saber ouvir e, por último, Possuir empatia. São seis atributos. Seis habilidades que vão exigir alguma disciplina e o investimento de algum tempo, dinheiro e energia. Mas, garanto, este investimento tem um dos maiores retornos que já vi até hoje.

Por hoje, fique com a frase de destaque: “Relacionamento é tudo. Ou quase tudo”. Pense nela. Reflita sobre as pessoas que você conhece e conheceu. Analise casos de pessoas próximas a você que, devido aos seus relacionamentos, conseguem atalhos importantes na carreira e na vida. Será que isso é mesmo uma anomalia de incompetentes ou uma virtude de inteligentes? Até o próximo.

*Vice-presidente Acadêmico da ESAMC. Associate Partner da AYR Consulting – Consultoria de Inovação. Sócio-diretor da PRIME Educacional – Franqueada ESAMC. Professor de Marketing, Estratégia e Planejamento de Carreira do MBA da ESAMC. Palestrante e consultor de empresas nas áreas de Gestão de Carreiras e Marketing.

Embrapa participa de debates, mostra tecnologias e lança publicações na Agrotins

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