A Representação Regional São Paulo do Ministério da Cultura lamenta o falecimento de Cleodon Silva, ocorrido nesta madrugada.
Cleodon Silva foi fundador e coordenador do Instituto Lidas e membro da diretoria da Casa dos Meninos, Ponto de Cultura que prioriza ações relacionadas às crianças e adolescentes. Era natural do Estado de Pernambuco, tinha 63 anos e deixa 3 filhos.
Foi autor de vários livros em literatura de cordel, sob o pseudônimo de Pedro Macambira.
Atuou durante 20 anos no movimento sindical - coordenou a Oposição Sindical Metalúrgica de São Paulo/capital, foi dirigente da CUT Metropolitana e da CUT estadual/SP. Atualmente era profissional em geoprocessamento e em tecnologias de informações.O velório ocorrerá hoje no Cemitério do Araçá, na Avenida Dr. Arnaldo nº 666, a partir das 13h.
O corpo será cremado às 16h no Crematório da Vila Alpina, Avenida Francisco Falconi, 437.
Ministério da Cultura - Comunicação
Representação Regional do Estado de São Paulo
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quarta-feira, 8 de junho de 2011
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Educação
IX FÓRUM REGIONAL DE EDUCAÇÃO POPULAR
DO OESTE PAULISTA - VI INTERNACIONAL –
(IX FREPOP – VI INTERNACIONAL)
INSTITUTO AMERICANO DE LINS (IAL)
INSTITUTO TEOLÓGICO DE LINS (ITEL)
DE 19 A 23 DE JULHO DE 2011
LINS (SP)
EDUCAÇÃO POPULAR: UM PROJETO POLÍTICO
E SOCIAL EM CONSTRUÇÃO NO BRASIL
E NA AMÉRICA LATINA
- UM OUTRO MUNDO É POSSÍVEL –
- UM OUTRO MUNDO É POSSÍVEL –
INFORMAÇÃO, PROGRAMAÇÃO E INSCRIÇÃO PELO SITE:
domingo, 5 de junho de 2011
Vitrine do Giba: Oração ao São PAI-Oci
Vitrine do Giba: Oração ao São PAI-Oci: "Senhor, PAI-OCI, dos miseráveis, Elevai nossa conta bancária, Assim como elevastes a sua! Senhor PAI-OCI dos servidores, ensinai como ..."
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Concurso de artigos científicos
CONE PROMOVE CONCURSO PARA ELEGER ARTIGOS CIENTÍFICOS
Data: até 15 de julho
Secretaria de Participação e Parceria
3113-9601
A Coordenadoria de Assuntos da População Negra (Cone), da Secretaria de Participação e Parceria (SMPP), está com inscrições abertas até o dia 15 de julho para o concurso de seleção de artigos científicos de estudantes de cursos de graduação e pós-graduação do Município de São Paulo. Os trabalhos devem ser apresentados na forma de artigo científico e abordar um dos seguintes temas: Educação, Comunicação, Saúde, Trabalho, Juventude, Discriminação, Preconceito, Violência de Gênero, Direitos Humanos e Experiências e reflexões sobre a participação da mulher negra no poder. Cada estudante poderá apresentar apenas um artigo, sendo premiado uma única vez. Uma Comissão Julgadora expedida pelo secretário da SMPP, composta por três representantes da Cone e dois suplentes, indicados pela Secretaria de Participação e Parceria irá analisar os candidatos segundo a categoria de graduação e pós-graduação, sendo selecionados 12 artigos para a premiação. Quatro critérios serão levados em conta para a seleção dos artigos: a) Qualidade do texto quanto ao conteúdo e forma de apresentação; b) Originalidade da abordagem; c) Contribuição ao conhecimento sobre o assunto escolhido e d) Adequação teórica e metodológica. A premiação consistirá na publicação dos 12 artigos selecionados, em obra a ser organizada pela Coordenadoria dos Assuntos da População Negra. Se houver empate no resultado da pontuação, todos os concorrentes empatados serão premiados. O resultado final do concurso será publicado no Diário Oficial da Cidade e no site da Cone. O edital completo do concurso e a ficha de inscrição estão disponíveis para download no site da Secretaria de Participação e Parceria.
CNE revê parecer sobre livro de Monteiro Lobato e deve sugerir contextualização da obra pelo professor
03/06/2011 - 8h16
Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil
Brasília – O Conselho Nacional de Educação (CNE) reviu o polêmico parecer que classificava como racista parte da obra Caçadas de Pedrinho, de Monteiro Lobato, e restringia o uso desse livro nas escolas públicas. O texto final do novo parecer ainda não foi publicado, mas irá sugerir que a obra seja contextualizada pelos professores quando utilizada em sala de aula.
Repórter da Agência Brasil
Brasília – O Conselho Nacional de Educação (CNE) reviu o polêmico parecer que classificava como racista parte da obra Caçadas de Pedrinho, de Monteiro Lobato, e restringia o uso desse livro nas escolas públicas. O texto final do novo parecer ainda não foi publicado, mas irá sugerir que a obra seja contextualizada pelos professores quando utilizada em sala de aula.
Em nota, o colegiado afirma que “uma sociedade democrática deve proteger o direito de liberdade de expressão e, nesse sentido, não cabe veto à circulação de nenhuma obra literária e artística. Porém, essa mesma sociedade deve garantir o direito à não discriminação, nos termos constitucionais e legais, e de acordo com os tratados internacionais ratificados pelo Brasil”.
O conselho deve indicar que as próximas edições do livro venham acompanhadas de uma nota técnica que instrua o professor a contextualizar a obra ao momento histórico em que ela foi escrita. O CNE, entretanto, reconhece a “qualidade ficcional da obra de Monteiro Lobato” e o seu “valor literário”.
Para o ministro da Educação, Fernando Haddad, que devolveu o antigo parecer para que fosse reanalisado pelo conselho, a solução encontrada foi interessante. “Penso que ficou mais clara a intenção do conselho, que não creio que tenha sido outra, a bem da verdade. E o conselho despertou um debate interessante sobre uma figura histórica que escreveu livros que todos nós lemos e produziu também um material contestável nos dias de hoje”, disse.
Edição: Lílian Beraldo
Apoema, o conquistador e seu fim
Pedro Coimbra
Nem mesmo seu nome, Apoema, as pessoas sabiam se havia recebido na pia batismal ou era mera invenção. Jairinho G., o melhor contador de “causos” da corruptela de Vai-quem-pode dizia que o conhecera quando era um faz de tudo nas fazendas e casas do arraia. Jurava então, pela Santa Virgem, que naquele tempo há muito passado, ele se chamava Antônio Serapião.
A lenda contava que um dia tivera uma visão da Santa Virgem, em pleno Sol do meio dia e ela o encarregara de uma grande missão na terra, de arrebanhar homens, mulheres e crianças para uma nova vida.
Jairinho G. finalizava sua história dizendo que na verdade Antônio Serapião, levou um tombaço na entrada da Gruta do Cachorro Doido e quando levou do chão, a testa sangrando, já era Apoema, que significa aquele que vê mais longe.
Arranjou uma espécie de túnica branca e com uma imagem da Santa Virgem debaixo do braço começou a pregar por seca e Meca, dizendo que era um enviado para arrebanhar o povo de Deus e encaminhá-lo no propósito do bem.
Em uma terra que tomou posse, Apoema, que era um excelente pedreiro, começou a erguer uma grandiosa construção. Aos que lhe perguntavam o que era aquilo, dizia ser o Castelo do Reino Encantado.
- E sabem vocês quem era o Rei daquele lugar? – perguntava Jairinho G. aos que ouviam E respondia com um sorriso no canto da boca: Apoema, Primeiro e Único.
Apoema interpretava ao seu modo as poucas linhas que se lembrava das Escrituras Sagradas. Nas suas andanças aumentava seus acólitos que o procuram a pé, a cavalo ou em carros de boi, vindos de lugares longínquos, muito além da Serra do Carrapato.
Na região havia poucos religiosos e ele que não concordava com nenhum deles acabou por expulsar padres e freis, passando as igrejinhas e capelinhas a fazerem parte do seu Reino Encantado.
Não satisfeito, Apoema, que já possuía muito poder e muitos acompanhantes, se voltou contra o poder temporal, colocando-se contra os representantes legislativos, executivos e judiciário do local. Por tal feito acabou tendo que enfrentar os milicos enviados. Venceu-os em sucessivas batalhas, as quais ele mesmo dava suas denominações, como a da “Luta contra os demônios”.
As autoridades da capital acabaram por achar de melhor alvitre não gastar pólvora com aquele visionário perdido no fim do mundo e o esqueceram. Rei Apoema mudou o nome de Vai-quem-pode para cidade Presidente.
- Qual Presidente? - sua corte quis saber.
Cortando as unhas encravada dos pés Apoema que seria o do momento.
Vivia no castelo, acompanhado de duques e viscondes, gente muito simples que levava pros quatros cantos sua mensagem do fim do mundo e da necessidade de purgar todos os pecados. Varão feroz coabitava com várias mulheres com quem mantinha grande prole. Tornou-se também um grande proprietário.
- Mas diga- nos, Jairinho G. como foi o fim de Apoema? – perguntavam as pessoas.
- A ignorância provoca o fim de quem as gera – afirmou o contador de histórias.
Segundo ele, sem que Apoema soubesse, os grandões da capital armaram contra ele uma grande armadilha. Seu palácio do Reino Encantado tornou-se um estorvo a construção de uma ferrovia.
- Mas ele não resistiu? - perguntavam todos.
- O máximo que pode – dizia Jairinho G. – mas acabou vencido. Quando dinamitaram aquela estranha construção, um pedaço da torre desabou sobre sua cabeça. Seu corpo levaram para bem longe e os que o seguiam desapareceram de uma hora para outra.
Sentado na porta do botequim o homem parecia em outra dimensão.
- Ficou a saudade de Apoema e o Reino Encantado – finalizava.
- Por que Jairinho G.? – os circunstante perguntavam.
- Porque depois que Apoema e seu Reino Encantado desapareceram todos compreenderam que, com todos os defeitos, a covardia e falta de liberdade aquele foi um tempo melhor do que hoje aí está, desta tal democracia, porque o ele era um homem bom...
Tecnologia e mágica
“Qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistinguível da mágica!”, diz a Terceira “Lei” formulada por Arthur C. Clarke, mais conhecido por ter escrito o conto “O Sentinela”, base para a obra-prima de Stanley Kubrick, “2001: Uma Odisséia no Espaço”.
A considerar esta “lei”, vivemos num mundo de mágica, pois a tecnologia faz parte do cotidiano, tanto que já não nos impressionamos nem mandamos queimar seus autores: cientistas e pesquisadores. O que persiste é que ainda há os que fazem ou usam isso para o bem ou para o mal, além do fato de usarmos essa “mágica” sem entender muito bem como ela funciona.
Não é muito diferente com a natureza:
Nós a usamos - tiramos dela suas mágicas - sem entender direito seus mecanismos e razões. Não é à toa que vivemos tempos de crise ambiental, movida pelo consumismo desenfreado.
Para mudar essa perspectiva de que a fantasia de hoje pode ser o pesadelo de amanhã, dando margem para que mistificadores, fanáticos, ignorantes ou mal-intencionados, voltem a demonizar a ciência e seus desdobramentos, o ideal é criar uma consciência ecológica desde a infância. Não falo de doutrinação, mas de construção do conhecimento que alie ciência, natureza e sociedade, reintegrando o ser humano ao meio ambiente pela consciência de que um e outro são indistinguíveis e fazem parte da mesma “mágica”.
O ideal seria que todas as escolas proporcionassem essa construção de conhecimento, só que laboratórios ainda são caros e seu uso nem sempre é adequado.
Mas, o que impede que mesmo pequenas cidades disponham de centros que, em diferentes níveis, propiciem aos alunos conhecimentos e experimentos científicos e tecnológicos?
Seria fantástico que se multiplicassem equipamentos como a “Cidade das Ciências”, de La Villete, em Paris; ou como a “Estação Ciência”, de São Paulo. Nada impede, no entanto, que sejam criados pequenos centros locais, que sirvam de apoio ao Ensino Fundamental e Médio, e também ao público em geral. Neles, poderia haver laboratórios onde os visitantes assistiriam ou fariam experiências nas áreas de Física, Química e Biologia, que explicassem fenômenos naturais de forma lúdica. Uma sala de projeção serviria para exibição de filmes de ficção científica, seguida de debates sobre os conhecimentos e tecnologias abordados, inclusive sob aspectos ambientais e éticos.
Aliar o fascínio do cinema - tecnologia e fantasia por excelência! - à proposta de formação de cidadãos íntegros e conscientes de suas potencialidades e papel perante o meio ambiente e a sociedade.
Que tal?
Afinal, se não podemos fazer superproduções educativas, que saibamos utilizar inteligentemente as comerciais, discutindo seus erros e acertos, revertendo o que alienam ou distorcem.
No mais, as tecnologias disponíveis permitem acesso à internet com baixo custo, potencializando videoconferências com cientistas e especialistas de empresas.
Esses pequenos centros funcionariam como ambientes para atividades externas às escolas; para a formação de docentes; para o desenvolvimento de projetos e pesquisas de interesse local ou regional; e para lazer. E tudo com a proposta de integrar ciência e tecnologia ao dia a dia, a cidade ao mundo, o ser humano à natureza.
Porque não ter ciência e tecnologia para todos, de forma criativa e divertida, desde a infância?
Formar gerações para o pensamento ecológico, que alie: natureza, tecnologias e suas interfaces é fundamental para reverter o quadro atual!
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