sábado, 7 de maio de 2011

Popularidade e inflação

  


Por Fernando Rizzolo*

Uma das tarefas mais complicadas na consolidação do governo Dilma, na manutenção da popularidade que havia na era do presidente Lula, é, sem dúvida, o controle da inflação. Até que por bem, a presidente nunca foi de falar muito, nem de apregoar uma imensa cruzada contra a pobreza da forma ostensiva como o ex-presidente costumava fazer em seus discursos emotivos que atingiam de modo contundente sobretudo as camadas mais populares.

A grande verdade é que já se percebe nas expressões faciais - nas entrevistas dos membros do governo quando se aborda o tema -, que inflação é algo que atinge diretamente o maior valor agregado do governo petista, que é a chamada popularidade de seus representantes no poder. Por outro lado, fica patente que sem uma política de austeridade, de aperto ao crédito com redução dos prazos dos financiamentos, sem o necessário enfrentamento da realidade da demanda aquecida, fixando-se nessa fase, numa visão mais técnica e menos política, a inflação, como já ocorre em vários países, voltará a se tornar a vilã da economia. O momento, portanto, é de cautela e planejamento. Nem nós queremos correr o risco de enfrentar a inflação, representada emblematicamente pelo dragão que solta fogo pelas ventas, nem o governo há de querer o risco da queda da popularidade, da quebra da confiança, da crítica inevitável e violenta da oposição.

Ademais, sabemos que o consumidor é mais suscetível à redução do prazo de financiamento do que à alta dos juros. Com efeito, oito em cada dez consumidores brasileiros preferem comprar de forma parcelada. Equivale dizer que nem sempre - ou quase nunca - o consumidor tem a percepção de que o aumento do valor da parcela em si, em razão da alta dos juros, uma vez diluída, seja em si um fator determinante e impeditivo no seu voraz desiderato de consumo, principalmente naqueles que se referem aos bens de consumo. Por outro lado, o remédio da redução do prazo de financiamento tem no seu bojo um alto custo político, e isso esbarra na continuidade daquilo que seria um "governo para o povo", como assim sempre afirmaram as lideranças do Partido dos Trabalhadores.


Mas como adequar uma medida técnica sem arranhões populares? O governo tem plena ciência de que um aumento real nas taxas de inflação poderia tornar inócuos - ou menos eficazes - os discursos emotivos, as promessas de inclusão social, as Bolsas Família. Isso porque, é fato, a imensa população pobre e a nova classe média brasileira já se acostumaram com a estabilidade da moeda, e distantes estão da palavra que hoje soa antiga, carestia.

Um dos grandes mecanismos que nesse momento poderá efetivamente contribuir para o controle da inflação - por ironia do destino, e pelo desespero dos exportadores, principalmente do setor manufatureiro - é exatamente o dólar mais baixo, que favorece as importações e aumenta a concorrência no âmbito do mercado interno. Sem contar, é claro, com a continuidade da política de elevação da taxa básica de juros, vez que isso alimenta a entrada de dólares mantendo essa moeda num patamar apreciável, tornando-a um instrumento regulador. Ao que parece, as autoridades monetárias efetivamente desejam o preço da moeda americana baixo como "ancora" nesse processo de controle da inflação.

Trocando em miúdos - e retomando a linha condutora do pensamento iniciado com o desafio que se impõe à nossa governante-, boa mesmo é a postura da presidente Dilma, com poucos discursos inflamados e poucas menções a grandes projetos de transferência de renda no palanque. Mesmo porque, por tudo o que o ex-presidente Lula avançou, a inflação agradeceu; mas agora se tornou uma ameaça. A hora é de agir, porque a emoção não vem mais do discurso da liderança maior da nação, mas dos números e, especialmente, do bolso daqueles que esperam a continuidade da virtuosidade da economia brasileira. Em outras palavras, que esperam manter seu poder de compra e esperam ter condições de pagar o que compraram. Entre a popularidade e a inflação, boa mesmo é a postura da presidente Dilma.....

* Fernando Rizzolo é advogado, professor universitário, membro efetivo da Comissão de Direitos Humanos da OAB/SP, e articulista colaborador da Agência Estado.
www.blogdorizzolo.com.br, rizzolot@gmail.com

 

poesia

 

MULHER

 

Tu és divina ó ser maravilhoso,

Entre a criação tu és a preferida!

Tem o dom de ser mãe e de ser amada pelo homem,

E por Deus de ser reconhecida.

 

Tens no coração a ternura dos santos,

E na alma o amor, nasceste para amar...

Mesmo quando não amada.

Ainda que dos teus olhos escorra uma lágrima,

Mesmo assim estás pronta para socorrer, e acalmar a dor.

 

És tu que no ventre trás o herói ou a santa!

És tu que no simples olhar nos dás a esperança,

Querendo com isso nos dizer,

 Que somos fortes, pois és valente!

Já não temes a morte.

 

Vivaldo Terres

 

Poesia: CORAÇÃO DE MÃE

CORAÇÃO DE MÃE

 

Ser mãe é ser o amor,

É arte da renúncia,

é ser paz, luz, esperança...

É  deixar de existir!

Em nome  do amar os filhos.

 

Embora o amado filho,

Se tenha se perdido na caminhada da existência,  

toda a esperança semeada fora renunciada,

pelas drogas ou a criminalidade.

 

Assim mesmo ela continua

a amar .  

Ele é eternamente filho,

pois o julga digno de piedade.

 

Coração de mãe é algo sobre-humano,

O nosso vocábulo seria,

insuficiente para defini-lo.

Nós devemos tudo a esta belíssima mulher,

   Pois ela que nos deu vida!

 



dhiogocaetano@hotmail.com

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Tiros no Realengo

A mídia destacou o lamentável episódio que ceifou a vida de vários adolescentes dentro de uma escola, no Rio, como o primeiro do tipo, no Brasil.
Um lugar de plantar sonhos, como destacou o Prefeito Eduardo Paes, foi transformado no palco de uma imensa seara de pesadelos, onde inocentes pagaram com suas vidas, o preço de uma tragédia pessoal.
As semelhanças com o “massacre de Columbine”, ocorrido em 1999, nos EUA, são muitas, e levaram especialistas a tentarem entender seus motivos e origens.

Problemas psíquicos do assassino surgiram como o possível principal motivo do desequilíbrio que o levou a perpetrar a chacina e, depois, se suicidar. Poderia ter sido pior, se ele não tivesse sido alvejado, pois, segundo consta, estaria pronto para prosseguir com a mortandade.
Parte significativa desses especialistas concordou que o bullying e uma estranha quietude sempre estão presentes na juventude de assassinos desse tipo.
Bullying, palavra inglesa recentemente importada para descrever o que muitos adolescentes vêm sofrendo desde que o mundo é mundo, vítimas de outros adolescentes, sobretudo na escola, mas também onde se mora, trabalha, nos templos religiosos, ou seja, em qualquer núcleo social onde muito se dita, mas pouco se educa.

A adolescência é um período de extrema fragilidade, em todos os sentidos. Nesse período de transformações metabólicas naturais, que também afetam psicologicamente, jovens procuram autoafirmação, em meio a desafios e ameaças. Não é à toa que, nessa fase, a maioria dos vícios é oferecida e aceita como se fossem “ritos de passagem” para a idade adulta. Também é aí que brucutus e “filhinhos de papais”, que têm mais músculos e financiamento do que cérebro, decidem, em vez de estudar, eleger alguns “cristos” para molestarem. E o fazem com requintes de crueldade: apelidos jocosos, discriminação em atividades sociais e esportivas, humilhação em público e, até, violência física.
A falta de atenção de pais, dos dois lados, e de educadores, além da total ausência de humanidade de seus algozes, torna a vida desses adolescentes um verdadeiro inferno, que muitos temem externar ou pedir socorro, por medo de sofrerem mais discriminação ainda.

Assim, sentimentos terríveis são represados, e ninguém sabe quando e como irromperão. Tudo isso, somado a frustrações sentimentais, numa fase em que a sensibilidade está à flor da pele, pode gerar explosões imediatas ou sequelas por toda vida.
Conheço casos de alunos que se suicidaram dentro de sala de aula, como relatado em polêmica música do Pearl Jam. Ou de outro que, depois de anos de perseguição, resolveu ser pior do que os que o molestavam, para ser aceito em seu “seleto” grupo: a “turma do fundão”. Tempos depois, cometeu um duplo assassinato e se suicidou. Outros, ainda, buscaram “refúgio” em drogas ou fanatismos, político ou religioso.
Nada justifica a triste realidade do enlutado Realengo. Mas quantas vidas já foram anonimamente destruídas pela falta de atenção e apoio, familiar e institucional, prevenindo e identificando contextos semelhantes, não apenas em escolas, mas em qualquer tipo de grupo social?
Faz algum sentido um jovem desejar ou, no extremo, provocar a morte, própria ou de outros?

Então, que essa terrível tragédia sirva, ao menos, para que façamos uma profunda reflexão sobre nossas adolescências, vítimas e algozes, para que saibamos educar nossos filhos e alunos de maneira que este caso, o primeiro do tipo, no país, seja, também, o último!

terça-feira, 3 de maio de 2011

A CAMPEÃ É... VOCÊ MÃE!

A CAMPEÃ É... VOCÊ MÃE!

A cantora Simone, interpreta uma bela composição de Paulo Debétio e Paulinho Rezende, chamada "Uma Nova Mulher".  O sentimento de conquista e o de amor fraternal de uma mulher, não pode ser interpretado como algo isolado, mas um processo que requer reconhecimento por meio da coerência em ser uma verdadeira campeã. Perceba nos itens a seguir, que uma mãe, além dos inúmeros sentimentos, dispõe no íntimo do seu coração algo realmente mágico, chamado amor.

Você é uma vilã ou heroína? - O medo pode ser uma força destrutiva na vida de um ser humano. Mas o que é o medo? A raiz da palavra medo vem do termo em Latim MÉTUS, que significa angústia, ansiedade, covardia, inquietação e temor. É isso que o medo causa na vida de uma mãe, quando ela permite que essa força destrutiva seja maior que o brilho do seu talento. A mulher que permite ser vilã da própria vida usa o medo como uma justificativa. Que tal reverter hoje essa situação? Fortaleça sua autoestima, acredite mais em você, nas suas habilidades e, jamais esqueça, que a mãe pensa com o coração, age pela emoção e vence pelo amor.

Com quem você joga bola? - Durante a apresentação de uma palestra para um auditório com inúmeras participantes do Conselho da Mulher Empreendedora, disse: "Jogue bola com pessoas ruins e você será uma perdedora. Jogue bola com pessoas vitoriosas e você levantará o troféu com elas". Perceba que, se você desejar ser fraca, basta andar com pessoas medíocres, desmotivadas e que somente falam de gente. Em outra perspectiva, se você quer ser uma mulher vitoriosa e uma mãe prestativa, busque continuamente andar com pessoas atuantes, determinadas e empreendedoras. Com quem você está andando?

A letra da música "Uma Nova Mulher" diz em uma das estrofes: "quero ser assim, senhora das minhas vontades e dona de mim". Tudo o que você ama atualmente, um dia era algo desconhecido, estranho ou distante. Você concorda? Seja senhora das suas vontades e não tenha medo de experimentar algo novo. Somente reconhece a sensibilidade do amor, a mãe que olha seu filho no berço e percebe a cada novo dia a descoberta de uma emoção. Seja a cada novo amanhecer, uma pessoa ainda mais valente para sentir que além de heroína, determinada e valente, você mãe, já é uma campeã.


Dalmir Sant’Anna – Palestrante comportamental, Mestrando em Administração de Empresas, Pós-graduado em Gestão de Pessoas, Bacharel em Comunicação Social e Mágico profissional. Autor dos livros "Menos pode ser Mais", "Oportunidades" e do DVD com o tema "Comprometimento como fator de Diferenciação". Visite o site:www.dalmir.com.br

A CAMPEÃ É... VOCÊ MÃE!

A CAMPEÃ É... VOCÊ MÃE!

A cantora Simone, interpreta uma bela composição de Paulo Debétio e Paulinho Rezende, chamada "Uma Nova Mulher".  O sentimento de conquista e o de amor fraternal de uma mulher, não pode ser interpretado como algo isolado, mas um processo que requer reconhecimento por meio da coerência em ser uma verdadeira campeã. Perceba nos itens a seguir, que uma mãe, além dos inúmeros sentimentos, dispõe no íntimo do seu coração algo realmente mágico, chamado amor.

Você é uma vilã ou heroína? - O medo pode ser uma força destrutiva na vida de um ser humano. Mas o que é o medo? A raiz da palavra medo vem do termo em Latim MÉTUS, que significa angústia, ansiedade, covardia, inquietação e temor. É isso que o medo causa na vida de uma mãe, quando ela permite que essa força destrutiva seja maior que o brilho do seu talento. A mulher que permite ser vilã da própria vida usa o medo como uma justificativa. Que tal reverter hoje essa situação? Fortaleça sua autoestima, acredite mais em você, nas suas habilidades e, jamais esqueça, que a mãe pensa com o coração, age pela emoção e vence pelo amor.

Com quem você joga bola? - Durante a apresentação de uma palestra para um auditório com inúmeras participantes do Conselho da Mulher Empreendedora, disse: "Jogue bola com pessoas ruins e você será uma perdedora. Jogue bola com pessoas vitoriosas e você levantará o troféu com elas". Perceba que, se você desejar ser fraca, basta andar com pessoas medíocres, desmotivadas e que somente falam de gente. Em outra perspectiva, se você quer ser uma mulher vitoriosa e uma mãe prestativa, busque continuamente andar com pessoas atuantes, determinadas e empreendedoras. Com quem você está andando?

A letra da música "Uma Nova Mulher" diz em uma das estrofes: "quero ser assim, senhora das minhas vontades e dona de mim". Tudo o que você ama atualmente, um dia era algo desconhecido, estranho ou distante. Você concorda? Seja senhora das suas vontades e não tenha medo de experimentar algo novo. Somente reconhece a sensibilidade do amor, a mãe que olha seu filho no berço e percebe a cada novo dia a descoberta de uma emoção. Seja a cada novo amanhecer, uma pessoa ainda mais valente para sentir que além de heroína, determinada e valente, você mãe, já é uma campeã.


Dalmir Sant’Anna – Palestrante comportamental, Mestrando em Administração de Empresas, Pós-graduado em Gestão de Pessoas, Bacharel em Comunicação Social e Mágico profissional. Autor dos livros "Menos pode ser Mais", "Oportunidades" e do DVD com o tema "Comprometimento como fator de Diferenciação". Visite o site:www.dalmir.com.br

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