quinta-feira, 7 de abril de 2011

7 de abril – Dia do Jornalista

Os jornalistas brasileiros, legitimamente representados pela Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e seus 31 Sindicatos de Jornalistas filiados, vêm a público, no dia consagrado à categoria, para reafirmar a defesa do Jornalismo e da regulamentação da profissão de Jornalista. O Jornalismo é um bem público essencial à democracia e não existe Jornalismo sem o profissional Jornalista.

Há no país uma ação permanente patrocinada pelos grandes grupos de comunicação para desqualificar o Jornalismo, confundindo propositadamente a produção de informação jornalística com entretenimento, ficção e mera opinião. Igualmente, a categoria dos jornalistas sofre ataques à sua constituição e organização.

O Jornalismo não é uma simples atividade que pode ser exercida por qualquer um, independentemente de qualificação profissional. O Jornalismo é uma forma de produção de conhecimento sobre a realidade social e requer prévios conhecimentos teóricos e metodológicos, que fundamentam o conhecimento produzido. Igualmente, nem toda a informação produzida socialmente é informação jornalística. Portanto, nem todos que produzem e/ou difundem informações são jornalistas.

Por isso, mais uma vez, os jornalistas brasileiros afirmam a defesa da regulamentação da profissão e conclamam a sociedade a apoiar a luta pela aprovação das Propostas de Emendas Constitucionais (PECs), em tramitação no Congresso Nacional, que restituem a exigência da formação de nível superior específica para o exercício da profissão.

Os jornalistas brasileiros entendem que a regulamentação da profissão atende ao interesse público. Difunde-se no Brasil e no mundo a ideia de que estabelecer regras de acesso à profissão de Jornalista é restringir a liberdade de expressão, como se esta liberdade fosse restrita aos jornalista.

A liberdade de expressão é um direito individual de cada cidadão que não se realiza somente pelos meios de comunicação. O papel dos jornalistas é o de buscar a diversidade e a pluralidade de opiniões, garantindo com o seu trabalho, a expressão dos indivíduos e dos grupos sociais constituídos.

Os jornalistas são guardiães da liberdade de expressão que, sistematicamente, é violada pelos donos da mídia. No Brasil, são os empresários do setor os que mais manipulam, deturpam e vetam informações, segundo seus interesses corporativos, que restringem a autonomia intelectual dos jornalistas e lhes impõem condições de trabalho adversas.

No Dia do Jornalista, a categoria reafirma seu compromisso com a liberdade de expressão e pede o apoio da sociedade brasileira para a reconquista da regulamentação da profissão, com a aprovação das PECs que restituem a exigência do diploma de Jornalismo para o exercício profissional e a posterior criação do Conselho Federal de Jornalistas (CFJ), órgão que virá garantir a auto-regulamentação da profissão.

Federação Nacional dos Jornalistas
Brasília, 7 de abril de 2011.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Lançamento do Sistema de Gestão de Bibliotecas GNUTECA

Nesta segunda o Sistema de Gestão de Bibliotecas GNUTECA foi
disponibilizado no Portal do Software Público. O lançamento do GNUTECA,
licenciado como software livre, ocorreu na segunda-feira passada, na
sede da Companhia de Processamento de Dados do RS (Procergs), na cidade
de Porto Alegre, com a presença de representantes do Ministério do
Planejamento e da Cooperativa Solis.

O Gnuteca é um sistema para automação de todos os processos de uma
biblioteca, independente do tamanho de seu acervo ou da quantidade de
usuários. O sistema foi criado de acordo com critérios definidos a
validados por um grupo de bibliotecários e foi desenvolvido tendo como
base de testes uma biblioteca real, a do Centro Universitário Univates,
onde está em operação desde fevereiro de 2002.

Para quem esta cadastrado no Portal basta acessar a comunidade
diretamente pelo endereço

http://www.softwarepublico.gov.br/ver-comunidade?community_id=30724784

O software é aderente a padrões conhecidos e utilizados por muitas
bibliotecas, como o ISIS (Unesco) e o MARC21 (LOC - Library Of
Congress). Por ter sido desenvolvido dentro de um ambiente CDS/ISIS, o
Gnuteca prevê a fácil migração de acervos deste tipo.

O sistema pode ser utilizado tanto na gestão de pequenos acervos
particulares, como para acervos de mais de 100 mil exemplares. Por ser
um software livre, e utilizar como base apenas outros softwares livres,
não há limite prático no número de estações de atendimento, ilhas para
consulta ou acesso através da Internet.

RESUMO do GNUTECA

01) Público-alvo e principais usuários: bibliotecários, órgãos do
governo, gestores de escolas e faculdades, museus e escritórios de
advocacia

02) Características Técnicas: Framework Miolo, Banco PostgreSQL, PHP,
Apache, respeito ao MARC21, protocolo Z39.50, AACR2.

03) Principais funcionalidades: Atende múltiplas bibliotecas com base
integrada, respeita 100% o MARC21, totalmente WEB.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

A volta do ganso



Dizem que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar...
O Santos FC não só contraria essa “regra”, como também é o time com maior incidência de raios da história!
É assim desde os tempos de Araken e Feitiço, e sempre, no mínimo, em duplas: Pelé e Coutinho, Pita e Juary, “Chulapa” e Paulo Isidoro, para citar apenas alguns exemplos de maior voltagem.
E esses “raios”, além de assustarem os visitantes de Vila Belmiro, também provocaram estragos nos campos adversários que, como o “Dick Vigarista”, a cada lance genial e gol deviam esbravejar: “Raios! Raios duplos!! Raios triplos!!!”
Era futebol-arte com objetividade!
Só que essa mesma arte luminosa e cheia de energia, que já havia dado três Copas do Mundo e os dois primeiros títulos mundiais interclubes ao Brasil, de repente deixou de agradar à Seleção Brasileira. Alguns de seus “técnicos” chegaram a dizer que o jogador bom, aqui, só o seria, para eles, se jogasse fora do Brasil...
Mesmo assim, Giovanni, Pita e Diego não tiveram o espaço que mereciam na Seleção Brasileira, pois seus dirigentes desprezavam a inteligência, que abre espaços e enxerga onde ninguém mais vê, em nome da covardia tática, previsível, e passes laterais, que dependiam de craques fora-de-série, como Romário, em 1994, para sair da mediocridade.
Foi quando, em 2002, o Santos FC revelou uma nova safra de “raios”, com nova dupla: Diego e Robinho, que deu um choque energético no futebol brasileiro e recolocou o alvinegro santista no “Olimpo”, para onde já devia ter retornado em 1995.
Em 2010, Neymar e Ganso, assumiram a função de soltar raios, relâmpagos e trovões, fazendo tremer as defesas adversárias: um com a irreverência, outro com incomensuráveis: inteligência e técnica, dignas de Ailton Lira e Pita, somados.
Só que, para infelicidade do futebol, Paulo Henrique contundiu-se com gravidade. Ficou quase sete meses afastado dos gramados, com o Santos “gramando”, depois de um primeiro semestre fulgurante, com tantos raios partindo as redes dos adversários, que o grande Thor deve ter ficado envergonhado.
Aí vieram discussões sobre valorização, expectativas sobre como ele voltaria, especulações envolvendo empresários, times do exterior e arquirrivais. Mesmo afastado, Ganso era notícia e todos sentiam sua falta nos estádios! Mas, era preciso cuidado com a recuperação do corpo, já que a mente, precocemente madura e brilhante, era garantia da volta de sua magia, soltando faíscas.
Mas, será que é possível armazenar a energia dos raios?
Bastaram poucos minutos, no jogo contra o Botafogo, para provar que, no caso de Ganso, sim!
Um passe fulminante, um gol e nova energia ao time, mostrando que, parafraseando a música de Djavan: Ganso “é como um raio, galopando em desafio: abre fendas (espaços para lançamentos e toques por entre as pernas), cobre vales (passes por cobertura), revolta as águas dos rios”.
E revoltou, mesmo! Pois os marcadores o perseguiram, mas, sem notar que Paulo Henrique, mudando da mitologia nórdica para a grega, parecia Zeus, lançando raios a granel e mostrando que: “Quem tentar seguir seus passos, se perderá no caminho”, do Djavan para o “déjà vu”.
Caro Paulo Henrique:
Sei que o mundo te espera e vai ser difícil te segurar por aqui, ao menos por muito tempo. Mas fica mais um pouco, cara, para que o futebol-arte volte a iluminar o alvinegro praiano e a Seleção Brasileira, ofuscando nossos adversários!
Ganso “is back”, embora no ataque! (essa foi de doer...)
Seja bem-vindo, Ganso! O Santos e futebol brasileiro merecem e agradecem!

Sombras do passado na minha memória



Pedro Coimbra


Todas as vezes que ligo meu computador uma figura pouco definida se forma como plano de fundo da área de trabalho. Cabelos partidos ao meio, um vetusto bigode e um pequeno defeito no olho esquerdo, suponho. Um homem com uma idade indefinida, próximo dos quarenta anos. É meu avô materno, o alfaiate Pedro Coimbra.
Encontrei a imagem na árvore genealógica familiar que minha prima Rejane, filha do meu tio e padrinho João Coimbra, resolveu elaborar e outro primo, o Dario, me encaminhou. Neste rascunho estão outras fotos de minha mãe Maria, que os familiares apelidaram de Bilia, das tias Teda e Marli.
De tudo isso tomei conhecimento rapidamente, pois não tive tempo de verificar as ferramentas do site. Quero fazê-lo logo já que essas informações muitas vezes desaparecem como aconteceu com a dos meus ancestrais paternos.
Conheci muito pouco meus avôs, pois na minha infância morávamos em Governador Valadares, bem longe de Lavras.
De qualquer forma a custo das histórias familiares contadas sabia que “seu” Pedro Coimbra viera da pequena Tiradentes, aprender o ofício de alfaiate, onde acabou por progredir e se tornar proprietário de um grande estabelecimento.
Segundo as lendas familiares, convivendo ali com a nata da política lavrense, dividida entre “rolinhas” e “gaviões”, acabou avalizando um fazendeiro que não honrou suas dívidas. Acresce-se a isso a mudança do corte dos ternos e uma doença que começou precocemente a atingir sua memória. O profissional dono de uma chácara no centro da cidade, com um carro dirigido pelo Nôre, motorista, acabou para a vida real...
Com dificuldades alguns filhos foram formando e nunca mais ele tocou numa tesoura para exercer sua profissão.
Tive contato com ele no final de sua vida, fumando um cachimbo, trabalhando uma hortinha e todas as noites colando os ouvidos num rádio colocado em uma cantoneira, ouvindo a “Voz do Brasil” e o “Repórter Esso”. Nestes instantes Dario, Celeste e eu tínhamos que parar a nossa bagunça barulhenta pela casa.
Tudo o que sei sobre meu xará é muita pouco para traçar mesmo uma pequena biografia, pois não tenho nenhuma notícia de sua família. Minha mãe dizia que na entrada de Tiradentes havia um casarão com um dístico “ABC”, que vinha ser as iniciais de Antonio Batista Coimbra, meu bisavô. Até alguns anos atrás quando lá estive por lá o casarão e as letras de alvenaria ainda existiam. Conheci um mecânico que fazia parte da família. Em Araxá minha mãe dizia que moravam parentes. Não me lembro deles.
Por que Pedro Coimbra saiu de Tiradentes e veio parar em Lavras, e depois se casou com Dona Nair, filha do “seu” João Barbosa, conceituado boticário de Nepomuceno, não sei. O nome correto de seus pais e irmãos também desconheço. Veio a procura de novas oportunidades? Ou foi a desilusão de um grande amor?
Espero que um dia possamos saber mais de sua vida para entendermos um pouco mais da nossa.
Até lá tenho que percorrer as ladeiras e igrejas de Tiradentes para materializar estas sombras do passado na minha memória...

segunda-feira, 28 de março de 2011

sábado, 26 de março de 2011

Nota de pesar da ministra Ana de Hollanda

Nota de pesar da ministra Ana de Hollanda

Sinto profundamente a partida de Thomas Farkas. É uma perda imensa para nós: por toda sua contribuição à cultura brasileira, sua paixão à fotografia em todas as suas facetas, do exercício com as lentes, como um dos pioneiros da nossa fotografia contemporânea, ao fotojornalismo e ao ensino na USP, sem esquecer ainda outras frentes, como a de produtor de documentários.

Aos familiares, amigos e a todos a quem ele inspirou, os meus sentimentos.


Ana de Hollanda
Ministra de Estado da Cultura

 

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