O OLHAR CÔMICO DA ARTE
A arte ou um saber sobre o plágio. Esta ciência maldita que rí de suas invenções "inúteis" (para a disciplina do circuito cotidiano). O artifício do riso é um meio de desfazer o compromisso do homem com a ideologia da seriedade. Tudo é possível para tornar visível a obscuridade do fazer social e cultural. Ao artista é concedido o direito de mudar e dissimular o valor e a ordem das coisas e do mundo.
Ele inventa ilusões, relações, e "inutilidades" para ironizar os desencantos de um determinado lugar da vida. O artista tem o bom senso de falsificar simbolicamente, sob o olhar do vigilante, sem ludibriar a vítima.
PENSE O JOGO: Um campo de futebol com uma única trave no centro. O futebol tem suas regras, mas neste campo perverso há uma sugestão de um possível jogo onde suas regras não estão explícitas. Fica com o espectador a difícil tarefa de imaginar hipóteses de impossíveis soluções. Uma sutil ironia aos dois jogos o do gramado e do território da arte.
CASA PARA VOYEUR: Uma casa com cômodos interligados por pequenos buracos, impossível à penetração do corpo, apenas o fluxo do olhar percorre os seus espaços. No jogo da arte o olho é um instrumento privilegiado, primeiramente a obra de arte é destinada ao olhar. A imaginação e o humor inventam problemas e o aparelho riso entra em funcionamento. - (1975)
BANCO ALMANDRADE: Uma surda gargalhada contra o rito da sociedade de crédito. Para que serve um cheque de um banco falso? A garantia é a marca do artista, mas essa marca não pertence ao circuito das
instituições bancárias. Sem dúvida é uma fraude, aceito com risos no meio de arte de onde emergem suas significações críticas. - (1977)
SEM CRUZEIRO Uma nota falsa e sem valor. Um problema imaginário que encontra no riso uma provável solução. Pode até insinuar uma crítica a sociedade da moeda, da troca e da própria arte. Mas ela escapa a todas as leituras e se afirma como uma nota que não compra nada, mas que pode ser vendida, por um destino irônico, já que o mercado de arte vende tudo. A garantia de sua autenticidade é a assinatura do artista. - (1976 e versão 1986)
FOTOGRAFIAS DE PAISAGENS BRASILEIRAS: Uma legenda para quatro fotografias que não foram reveladas. Fotos talvez, de uma câmara sem visor ou de um turista que capta a paisagem sem história, para o
espetáculo de uma recordação momentânea. Trata-se de signos e códigos. Uma legenda para um signo icônico que não aparece. Alguém ri. Onde estão as paisagens? Eis a questão, para o olho e o riso.- (1978)
Almandrade (artista plástico, poeta e arquiteto)
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Almandrade (Antônio Luiz M. Andrade)
Artista plástico, arquiteto, mestre em desenho urbano e poeta.
Participou de várias mostras coletivas, entre elas: XII, XIII e XVI
Bienal de São Paulo; "Em Busca da Essência" - mostra especial da XIX
Bienal de São Paulo; IV Salão Nacional; Universo do Futebol (MAM/Rio);
Feira Nacional (S.Paulo); II Salão Paulista, I Exposição Internacional
de Escultura Efêmeras (Fortaleza); I Salão Baiano; II Salão Nacional;
Menção honrosa no I Salão Estudantil em 1972. Integrou coletivas de
poemas visuais, multimeios e projetos de instalações no Brasil e
exterior. Um dos criadores do Grupo de Estudos de Linguagem da Bahia
que editou a revista "Semiótica" em 1974. Realizou cerca de vinte
exposições individuais em Salvador, Recife, Rio de Janeiro, Brasília e
São Paulo entre 1975 e 1997; escreveu em vários jornais e revistas
especializados sobre arte, arquitetura e urbanismo. Prêmios nos
concursos de projetos para obras de artes plásticas do Museu de Arte
Moderna da Bahia, 1981/82. Prêmio Fundarte no XXXIX Salão de Artes
Plásticas de Pernambuco em 1986. Editou os livretos de poesias e/ou
trabalhos visuais: "O Sacrifício do Sentido", "Obscuridades do Riso",
"Poemas", "Suor Noturno" e Arquitetura de Algodão". Prêmio Copene de
cultura e arte, 1997. Tem trabalhos em vários acervos particulares e
públicos, como: Museu de Arte Moderna da Bahia e Pinacoteca Municipal
de São Paulo.
Espaço de discussão da revista virtual Partes (www.partes.com.br) Entre e deixe seu recado
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
ORATÓRIA: SOMA DA CREDIBILIDADE E CONVICÇÃO CONTRA O MEDO
Profissionais dos mais diversos setores, ao aproximar o momento de falar em público, alimentam chamas de intranqüilidade, medo e insegurança. Demasiadamente preocupados com equívocos, permitem que o nervosismo enalteça possíveis falhas. Gosto sempre de afirmar que “o medo de fracassar levou inúmeras pessoas a desistirem da concretização de seus sonhos”. Por medo, inúmeras pessoas deixam de ser felizes, de alcançar metas e superar desafios. Amadurecemos ao despertar a consciência das limitações, erros, preconceitos e medos. Mas também crescemos quando percebemos as oportunidades, superação e conquista. Quanto mais você criar um distanciamento entre o erro e êxito, mais estará se libertando do medo. Observe nos tópicos a seguir, que uma excelente apresentação exige preparação prévia e desenvoltura sobre o que será apresentado.
Quem estará ouvindo minha apresentação? – O orador deve utilizar uma linguagem que seja coerente ao público, ao ambiente e ao contexto do evento. Observe o ambiente e a acústica da sala onde realizará a apresentação. Conforme a quantidade de pessoas, utilize um microfone para ser compreendido pelos ouvintes, comunicando com maior eficácia para aumentar, ainda mais, a credibilidade do assunto a ser abordado. Ao usar citações de textos, dados estatísticos ou uma pesquisa, coibir o plágio é algo primordial e imprescindível. Quando uma pessoa fala de algo que não possui autoridade, transmite insegurança, como o pensamento de Stanislaw Ponte Preta: “Quando a desculpa é gaguejada é porque a explicação está errada”.
Expressão corporal – Todo o corpo expressa a fala quando estamos transmitindo uma mensagem à outra pessoa. A atenção para a expressão corporal é essencial e os gestos devem ser os mais naturais possíveis. As movimentações de pernas e mãos devem seguir movimentos ordenados, evitando atrapalhar a transmissão da mensagem. Ao falar em público lembre a necessidade de trabalhar a expressão corporal e evitar transparecer que é um robô imóvel, destinado somente a movimentar os lábios. A naturalidade é fundamental em uma comunicação e proporcionará ao orador desenvoltura, conhecimento e empatia junto aos participantes.
Continuamente busque focar o seu principal objetivo, para não falar demais sem necessidade e não seja ingênuo em acreditar que todos os ouvintes estarão satisfeitos com o seu discurso. Lembre que é difícil agradar a todos, mas também é igualmente impossível desagradar a todos. Falar de um assunto distante do seu campo de conhecimento e sem nenhum preparo anterior, transmitirá ausência de credibilidade do assunto e poderá comprometer a imagem do orador. Seu discurso durante a apresentação precisa ser coerente com sua expressão corporal e deve fortalecer que você está em constante atualização para falar sobre o assunto que está propondo. Busque superar desafios com a oportunidade de descobrir novos horizontes, como ensina o escritor francês André Gide: “Não podemos descobrir novos oceanos, enquanto não existir a coragem de perder de vista a terra firme”.
Dalmir Sant’Anna – Palestrante comportamental, Mestrando em Administração de Empresas, Pós-graduado em Gestão de Pessoas, Bacharel em Comunicação Social e Mágico profissional. Autor do livro "Menos pode ser Mais" e do DVD com o tema “Comprometimento como fator de Diferenciação”. Visite o site: www.dalmir.com.br
ORATÓRIA: SOMA DA CREDIBILIDADE E CONVICÇÃO CONTRA O MEDO
Profissionais dos mais diversos setores, ao aproximar o momento de falar em público, alimentam chamas de intranqüilidade, medo e insegurança. Demasiadamente preocupados com equívocos, permitem que o nervosismo enalteça possíveis falhas. Gosto sempre de afirmar que “o medo de fracassar levou inúmeras pessoas a desistirem da concretização de seus sonhos”. Por medo, inúmeras pessoas deixam de ser felizes, de alcançar metas e superar desafios. Amadurecemos ao despertar a consciência das limitações, erros, preconceitos e medos. Mas também crescemos quando percebemos as oportunidades, superação e conquista. Quanto mais você criar um distanciamento entre o erro e êxito, mais estará se libertando do medo. Observe nos tópicos a seguir, que uma excelente apresentação exige preparação prévia e desenvoltura sobre o que será apresentado.
Quem estará ouvindo minha apresentação? – O orador deve utilizar uma linguagem que seja coerente ao público, ao ambiente e ao contexto do evento. Observe o ambiente e a acústica da sala onde realizará a apresentação. Conforme a quantidade de pessoas, utilize um microfone para ser compreendido pelos ouvintes, comunicando com maior eficácia para aumentar, ainda mais, a credibilidade do assunto a ser abordado. Ao usar citações de textos, dados estatísticos ou uma pesquisa, coibir o plágio é algo primordial e imprescindível. Quando uma pessoa fala de algo que não possui autoridade, transmite insegurança, como o pensamento de Stanislaw Ponte Preta: “Quando a desculpa é gaguejada é porque a explicação está errada”.
Expressão corporal – Todo o corpo expressa a fala quando estamos transmitindo uma mensagem à outra pessoa. A atenção para a expressão corporal é essencial e os gestos devem ser os mais naturais possíveis. As movimentações de pernas e mãos devem seguir movimentos ordenados, evitando atrapalhar a transmissão da mensagem. Ao falar em público lembre a necessidade de trabalhar a expressão corporal e evitar transparecer que é um robô imóvel, destinado somente a movimentar os lábios. A naturalidade é fundamental em uma comunicação e proporcionará ao orador desenvoltura, conhecimento e empatia junto aos participantes.
Continuamente busque focar o seu principal objetivo, para não falar demais sem necessidade e não seja ingênuo em acreditar que todos os ouvintes estarão satisfeitos com o seu discurso. Lembre que é difícil agradar a todos, mas também é igualmente impossível desagradar a todos. Falar de um assunto distante do seu campo de conhecimento e sem nenhum preparo anterior, transmitirá ausência de credibilidade do assunto e poderá comprometer a imagem do orador. Seu discurso durante a apresentação precisa ser coerente com sua expressão corporal e deve fortalecer que você está em constante atualização para falar sobre o assunto que está propondo. Busque superar desafios com a oportunidade de descobrir novos horizontes, como ensina o escritor francês André Gide: “Não podemos descobrir novos oceanos, enquanto não existir a coragem de perder de vista a terra firme”.
Dalmir Sant’Anna – Palestrante comportamental, Mestrando em Administração de Empresas, Pós-graduado em Gestão de Pessoas, Bacharel em Comunicação Social e Mágico profissional. Autor do livro "Menos pode ser Mais" e do DVD com o tema “Comprometimento como fator de Diferenciação”. Visite o site: www.dalmir.com.br
Adaptação é a palavra de ordem
Marcelo Mariaca
Especialistas em carreiras, como Tom Peters, preveem que o emprego em escritórios, aquele que os norte-americanos chamam de colarinho-branco, é um bicho em franca extinção e deverá desaparecer nos próximos anos, pelo menos da forma como está configurado hoje. Em seu lugar, haverá duas novidades: uma nova relação empregatícia e uma maneira de trabalhar totalmente diferente daquela que conhecemos desde o início do século 19.
Essas novidades não representam mudanças radicais como podem aparentar. Basta lembrar que, há 100 anos, as mensagens ainda eram escritas à mão e transportadas por mensageiros; a escrita era penosamente lenta; e as fórmulas e anotações jaziam em enormes livros e caixas. O modo de trabalhar, pelo menos no tocante às funções de escritório, não havia mudado muito desde que foi inventada a impressão, no fim da idade média.
No século 20, o mundo passou por uma revolução tecnológica e administrativa que mudou as relações de trabalho. O telefone, as máquinas de escrever e calcular, o advento das copiadoras, da microfilmagem, do telex, do fax, da telefonia por satélite, do celular e, principalmente, do microcomputador ligado à internet mudaram progressivamente a organização do trabalho nos escritórios. Hoje, a própria relação empregatícia está migrando para contratos Mais flexíveis. O trabalho temporário ou por projeto cresceu de forma vertiginosa, enquanto uma enormidade de funções foi terceirizada ou quarteirizada. Parafraseando o poeta e compositor Vinicius de Moraes, que o emprego seja eterno enquanto dure.
As modernas tecnologias proporcionam grande mobilidade e, em muitos segmentos, não é mais necessário que as pessoas se desloquem diariamente para a empresa. Principalmente nos Estados Unidos e Europa, um grande contingente de profissionais já trabalha em suas casas ou em qualquer lugar que deseje. Basta conferir nas cafeterias, nos aeroportos e no crescente número de lugares com wi-fi.
Porém, nessa era de informação, mobilidade e conhecimento instantâneo, surge a necessidade de equilibrar as habilidades básicas e específicas dos gestores e profissionais. Elas precisam ser adaptadas às mudanças do mercado; a cada inovação tecnológica, a cada atualização ou extinção de serviços, é necessário rever conhecimentos, estar aberto para incorporar outras habilidades e aprender. O ritmo, obviamente, é alucinante: nem bem se familiarizaram com o computador, o executivo tem de dominar e incorporar ao seu cotidiano tecnologias emergentes como Ipod, Ipad e outras inovações.
A pessoa que tem mente curiosa e criativa é o profissional mais capacitado para atender às expectativas do mercado de trabalho atual.
Toda grande mudança gera grandes oportunidades. Os perdedores de amanhã serão aqueles que não querem aprender a se adaptar às novas realidades que virão. Os ganhadores serão aqueles, de todas as idades, níveis hierárquicos e funções, que se mostram disponíveis para assimilar novos conhecimentos e tendências. A capacidade de adaptação é, portanto, uma das principais características do profissional de hoje.
Marcelo Mariaca é presidente do conselho de sócios da Mariaca e professor da Brazilian Business School.
Adaptação é a palavra de ordem
Marcelo Mariaca
Especialistas em carreiras, como Tom Peters, preveem que o emprego em escritórios, aquele que os norte-americanos chamam de colarinho-branco, é um bicho em franca extinção e deverá desaparecer nos próximos anos, pelo menos da forma como está configurado hoje. Em seu lugar, haverá duas novidades: uma nova relação empregatícia e uma maneira de trabalhar totalmente diferente daquela que conhecemos desde o início do século 19.
Essas novidades não representam mudanças radicais como podem aparentar. Basta lembrar que, há 100 anos, as mensagens ainda eram escritas à mão e transportadas por mensageiros; a escrita era penosamente lenta; e as fórmulas e anotações jaziam em enormes livros e caixas. O modo de trabalhar, pelo menos no tocante às funções de escritório, não havia mudado muito desde que foi inventada a impressão, no fim da idade média.
No século 20, o mundo passou por uma revolução tecnológica e administrativa que mudou as relações de trabalho. O telefone, as máquinas de escrever e calcular, o advento das copiadoras, da microfilmagem, do telex, do fax, da telefonia por satélite, do celular e, principalmente, do microcomputador ligado à internet mudaram progressivamente a organização do trabalho nos escritórios. Hoje, a própria relação empregatícia está migrando para contratos Mais flexíveis. O trabalho temporário ou por projeto cresceu de forma vertiginosa, enquanto uma enormidade de funções foi terceirizada ou quarteirizada. Parafraseando o poeta e compositor Vinicius de Moraes, que o emprego seja eterno enquanto dure.
As modernas tecnologias proporcionam grande mobilidade e, em muitos segmentos, não é mais necessário que as pessoas se desloquem diariamente para a empresa. Principalmente nos Estados Unidos e Europa, um grande contingente de profissionais já trabalha em suas casas ou em qualquer lugar que deseje. Basta conferir nas cafeterias, nos aeroportos e no crescente número de lugares com wi-fi.
Porém, nessa era de informação, mobilidade e conhecimento instantâneo, surge a necessidade de equilibrar as habilidades básicas e específicas dos gestores e profissionais. Elas precisam ser adaptadas às mudanças do mercado; a cada inovação tecnológica, a cada atualização ou extinção de serviços, é necessário rever conhecimentos, estar aberto para incorporar outras habilidades e aprender. O ritmo, obviamente, é alucinante: nem bem se familiarizaram com o computador, o executivo tem de dominar e incorporar ao seu cotidiano tecnologias emergentes como Ipod, Ipad e outras inovações.
A pessoa que tem mente curiosa e criativa é o profissional mais capacitado para atender às expectativas do mercado de trabalho atual.
Toda grande mudança gera grandes oportunidades. Os perdedores de amanhã serão aqueles que não querem aprender a se adaptar às novas realidades que virão. Os ganhadores serão aqueles, de todas as idades, níveis hierárquicos e funções, que se mostram disponíveis para assimilar novos conhecimentos e tendências. A capacidade de adaptação é, portanto, uma das principais características do profissional de hoje.
Marcelo Mariaca é presidente do conselho de sócios da Mariaca e professor da Brazilian Business School.
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