terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Adaptação é a palavra de ordem

Marcelo Mariaca

            Especialistas em carreiras, como Tom Peters, preveem que o emprego em escritórios, aquele que os norte-americanos chamam de colarinho-branco, é um bicho em franca extinção e deverá desaparecer nos próximos anos, pelo menos da forma como está configurado hoje. Em seu lugar, haverá duas novidades: uma nova relação empregatícia e uma maneira de trabalhar totalmente diferente daquela que conhecemos desde o início do século 19.
            Essas novidades não representam mudanças radicais como podem aparentar. Basta lembrar que, há 100 anos, as mensagens ainda eram escritas à mão e transportadas por mensageiros; a escrita era penosamente lenta; e as fórmulas e anotações jaziam em enormes livros e caixas. O modo de trabalhar, pelo menos no tocante às funções de escritório, não havia mudado muito desde que foi inventada a impressão, no fim da idade média.
            No século 20, o mundo passou por uma revolução tecnológica e administrativa que mudou as relações de trabalho. O telefone, as máquinas de escrever e calcular, o advento das copiadoras, da microfilmagem, do telex, do fax, da telefonia por satélite, do celular e, principalmente, do microcomputador ligado à internet mudaram progressivamente a organização do trabalho nos escritórios. Hoje, a própria relação empregatícia está migrando para contratos Mais flexíveis. O trabalho temporário ou por projeto cresceu de forma vertiginosa, enquanto uma enormidade de funções foi terceirizada ou quarteirizada. Parafraseando o poeta e compositor Vinicius de Moraes, que o emprego seja eterno enquanto dure.
As modernas tecnologias proporcionam grande mobilidade e, em muitos segmentos, não é mais necessário que as pessoas se desloquem diariamente para a empresa. Principalmente nos Estados Unidos e Europa, um grande contingente de profissionais já trabalha em suas casas ou em qualquer lugar que deseje. Basta conferir nas cafeterias, nos aeroportos e no crescente número de lugares com wi-fi.
Porém, nessa era de informação, mobilidade e conhecimento instantâneo, surge a necessidade de equilibrar as habilidades básicas e específicas dos gestores e profissionais. Elas precisam ser adaptadas às mudanças do mercado; a cada inovação tecnológica, a cada atualização ou extinção de serviços, é necessário rever conhecimentos, estar aberto para incorporar outras habilidades e aprender. O ritmo, obviamente, é alucinante: nem bem se familiarizaram com o computador, o executivo tem de dominar e incorporar ao seu cotidiano tecnologias emergentes como Ipod, Ipad e outras inovações.
A pessoa que tem mente curiosa e criativa é o profissional mais capacitado para atender às expectativas do mercado de trabalho atual.
Toda grande mudança gera grandes oportunidades. Os perdedores de amanhã serão aqueles que não querem aprender a se adaptar às novas realidades que virão. Os ganhadores serão aqueles, de todas as idades, níveis hierárquicos e funções, que se mostram disponíveis para assimilar novos conhecimentos e tendências. A capacidade de adaptação é, portanto, uma das principais características do profissional de hoje.

Marcelo Mariaca é presidente do conselho de sócios da Mariaca e professor da Brazilian Business School.

Adaptação é a palavra de ordem

Marcelo Mariaca

            Especialistas em carreiras, como Tom Peters, preveem que o emprego em escritórios, aquele que os norte-americanos chamam de colarinho-branco, é um bicho em franca extinção e deverá desaparecer nos próximos anos, pelo menos da forma como está configurado hoje. Em seu lugar, haverá duas novidades: uma nova relação empregatícia e uma maneira de trabalhar totalmente diferente daquela que conhecemos desde o início do século 19.
            Essas novidades não representam mudanças radicais como podem aparentar. Basta lembrar que, há 100 anos, as mensagens ainda eram escritas à mão e transportadas por mensageiros; a escrita era penosamente lenta; e as fórmulas e anotações jaziam em enormes livros e caixas. O modo de trabalhar, pelo menos no tocante às funções de escritório, não havia mudado muito desde que foi inventada a impressão, no fim da idade média.
            No século 20, o mundo passou por uma revolução tecnológica e administrativa que mudou as relações de trabalho. O telefone, as máquinas de escrever e calcular, o advento das copiadoras, da microfilmagem, do telex, do fax, da telefonia por satélite, do celular e, principalmente, do microcomputador ligado à internet mudaram progressivamente a organização do trabalho nos escritórios. Hoje, a própria relação empregatícia está migrando para contratos Mais flexíveis. O trabalho temporário ou por projeto cresceu de forma vertiginosa, enquanto uma enormidade de funções foi terceirizada ou quarteirizada. Parafraseando o poeta e compositor Vinicius de Moraes, que o emprego seja eterno enquanto dure.
As modernas tecnologias proporcionam grande mobilidade e, em muitos segmentos, não é mais necessário que as pessoas se desloquem diariamente para a empresa. Principalmente nos Estados Unidos e Europa, um grande contingente de profissionais já trabalha em suas casas ou em qualquer lugar que deseje. Basta conferir nas cafeterias, nos aeroportos e no crescente número de lugares com wi-fi.
Porém, nessa era de informação, mobilidade e conhecimento instantâneo, surge a necessidade de equilibrar as habilidades básicas e específicas dos gestores e profissionais. Elas precisam ser adaptadas às mudanças do mercado; a cada inovação tecnológica, a cada atualização ou extinção de serviços, é necessário rever conhecimentos, estar aberto para incorporar outras habilidades e aprender. O ritmo, obviamente, é alucinante: nem bem se familiarizaram com o computador, o executivo tem de dominar e incorporar ao seu cotidiano tecnologias emergentes como Ipod, Ipad e outras inovações.
A pessoa que tem mente curiosa e criativa é o profissional mais capacitado para atender às expectativas do mercado de trabalho atual.
Toda grande mudança gera grandes oportunidades. Os perdedores de amanhã serão aqueles que não querem aprender a se adaptar às novas realidades que virão. Os ganhadores serão aqueles, de todas as idades, níveis hierárquicos e funções, que se mostram disponíveis para assimilar novos conhecimentos e tendências. A capacidade de adaptação é, portanto, uma das principais características do profissional de hoje.

Marcelo Mariaca é presidente do conselho de sócios da Mariaca e professor da Brazilian Business School.

É Necessário proibir!

 
Antes que alguém me acuse de reacionário, esclareço que o título acima não tem nada a ver com o lema do maio francês de 1968!
Pensando bem, considerando que os eventos daquela época envolviam aspectos culturais e sociais, até que é possível fazer alguma associação. Mas o contexto é outro, embora muito mais antigo do que qualquer regime de governo autoritário, ou código de conduta socialmente aceito ou imposto. Ele acompanha o ser humano desde a aurora da humanidade; desde que os primeiros hominídeos desceram das árvores e aprenderam a usar o fogo e a fazer ferramentas rudimentares.
Caverna não tinha em qualquer lugar e a vida de nômade começou a perder a graça, quando descobriram a agricultura. Além disso, o ideal era morar perto do mar, rios e lagos, pois ali estavam as terras naturalmente irrigadas e peixes, além da própria água. As primeiras comunidades se formaram nessas áreas, algumas tão próximas que, para se protegerem de predadores e enchentes, construíram as primeiras palafitas.
Nessa mesma época, morar nas montanhas já não era fácil, embora também fosse uma opção de proteção contra riscos de um mundo onde o ser humano ainda não tinha racionalidade suficiente para contornar diferenças grupais ou entender os mecanismos da natureza. Faltava vivência e experiência àqueles pioneiros.
Mas de uma coisa eles não tinham dúvida: era preciso estar perto da água e de alimento, caminhando ao seu encontro, conforme o correr das estações, ou formando comunidades produtivas.
Obviamente, sempre há os que produzem e os que querem tirar dos que produzem. As leis surgiram para estabelecer regras de convívio, apesar da maioria delas, até hoje, acabarem servindo aos interesses da elite governante, de meios de domínio de uns pelos outros, não necessariamente pelo bem de todos.
Daí, proibir virou símbolo do autoritarismo político, ideológico, religioso, psicológico e de tudo mais que se execra e motiva à revolução, que quando usa das mesmas ferramentas, gera contra-revoluções!
Mas, toda proibição é assim?
Não necessariamente! Existem proibições que servem para proteger. Essa é uma forma de educar crianças na primeira infância. Depois disso, proibição sem explicação, ou apenas pelo exercício de mando, realmente não fazem o menor sentido.
Há motivos para proibir a ocupação de encostas de morros e fundos de vales? Há motivos para impedir construções em faixas de domínio de rodovias, ferrovias, dutovias, aeroportos, redes eletrificadas ou margens de rios?
Pode parecer óbvio, sobretudo da parte de quem cria e deve fazer cumprir essas normas; mas, quantas pessoas já morreram em função dessa ocupação indevida que, em vez de coibida pelas autoridades, em alguns casos é até favorecida e consolidada por omissão ou interesse de alguns, em troca de votos e áreas de influência lucrativa?
É certo que ninguém ocupa uma área de risco por opção. Normalmente isso ocorre por falta de opção, sobretudo nos grandes centros urbanos. E quanto mais próspera a cidade mais a especulação imobiliária torna o custo de um terreno inviável para as classes menos favorecidas. E elas precisam estar perto de onde há trabalho!
Nessas grandes cidades, quem constrói em várzeas não o faz para pescar em rios poluídos ou ter uma horta. E para que isso, se o alimento está logo ali, nos empórios e supermercados? Quem habita encostas de morros ou invade faixas de domínio também não pensa em proteção. Pensam, sim, em ter um lugar barato, iludidos ou conscientes, para construir sua casa e estar, na medida do possível, próximos de locais de trabalho, escolas, centros de saúde, enfim, de tudo o que lhes falta em suas cidades de origem. Além disso, instigadas pela sociedade de consumo, algumas desprezam o projeto de uma moradia adequada em nome de outros tipos de conforto, como: motos, carros, eletrônicos e modismos.
Mas isso também é simplificar demais o raciocínio. Mas, a falta dele deságua ou despenca no desastre inúmeras vezes anunciado por vários especialistas, que se esgoelam tentando prevenir; avisando que remediar é até 14 vezes mais caro do que evitar; dizendo que até obras de engenharia sofisticadas e custosas não são capazes de conter indefinidamente a força da natureza, que as faixas de domínio não são apenas áreas para expansão, mas também de segurança operacional. Gritam aos quatro ventos, mas só são escutados quando a terra e a água descem, ou quando o avião cai e o trem descarrila!
Ainda assim, suas vozes decididas, sábias e inconformadas, quase sempre só servem para embasar críticas que logo serão esquecidas: varridas junto com o lodo das enchentes ou enterradas com os mortos das tragédias. Assim é que, passada a estação das chuvas, novas invasões e ocupações de áreas de risco provavelmente ocorrerão, lançando as bases frágeis para novos, previsíveis e sólidos desastres.
“Prevenir é melhor do que remediar!”, diz o ditado, mas, infelizmente, lógica estúpida, a verba sai mais rápido quando o assunto é remediar, embora nem sempre vá para o destino certo, já que, por maiores que sejam os “rios de dinheiro” que afluam, o “ralo” da corrupção ainda continua suficientemente grande para escoá-los.
Mas, alguns governantes de bom senso e desapego político contrariam essa regra nefasta e decidem proibir essas condições inseguras! Seus adversários tentam tirar proveito político disso, mas não em nome da solução de um problema social, e sim pela oportunidade de praticar politicagem e populismo da pior espécie.
Uma das soluções racionais é construir habitações dignas em outras áreas, garantindo financiamento para sua aquisição definitiva. No entanto, as áreas mais baratas normalmente ficam distantes dos locais de trabalho e dos melhores serviços prestados pelo Estado. Isso torna a vida dessas pessoas um moto-contínuo movido a balanço de várias conduções, alimentação inadequada, trabalho mal-remunerado (compensado com “bicos”, nos finais de semana), falta de tempo para especialização e lazer, além de noites muito mal dormidas. Além disso, distância, falta de opções de lazer e da presença do Estado, como garantidor de serviços e segurança, potencializa riscos sociais que também podem transformar sonhos em pesadelos.
Melhorar a infraestrutura e a acessibilidade desses núcleos habitacionais aos centros urbanos, somada à necessária proibição da ocupação de áreas de risco não resolveria todo esse complexo problema, que depende de outras variáveis. Mas, ajudaria muito, com certeza!
Não é comum vermos filmes nos quais pessoas trabalham em grandes centros urbanos, mas vivem em cidades tranquilas, distantes deles, mas a eles ligadas por trens confortáveis e pontuais?
Daí, é necessário proibir e fundamental resolver, o que exige outro tipo de revolução: ética e cultural, além da valorização da opinião técnica!
Ou será que continuarão a preferir contar prejuízos e mortes, em vez de buscar soluções efetivas? Ou a pensar que isso é sazonal e, depois das “Águas de Março”, ninguém mais tocará no assunto ou o levará a sério?
É provável, afinal, o Carnaval está chegando e alguns dos responsáveis por proibir e resolver logo estarão cantando: “As águas vão rolar!” ou “Tomara que chova três dias sem parar!”, sem nenhuma culpa ou pesar.

Enxergue e valorize seus VETERANOS!

Por Adm. Marizete Furbino



"Os únicos limites são os da sua própria visão”.
(James Broughton)


Além de fazer da empresa a sua vida, portanto, amando-a em demasia, os colaboradores com longo tempo de “casa” se dedicam, se envolvem e se comprometem ao extremo com o exercício de sua função, pois possuem um carinho todo especial para com a empresa, como se a empresa fosse o seu “chão”; assim, procuram agregar valor em tudo que fazem.

Outro aspecto importante que não podemos deixar de ressaltar é a “bagagem” de conhecimento que tais veteranos carregam consigo, pois diante de uma vasta experiência, possuem um conhecimento da empresa como um todo. No decorrer de longos anos, se familiarizaram com vários departamentos, conhecendo assim a empresa como a palma de suas mãos, o que contribui e muito, se explorado tal conhecimento, para que a empresa nunca “naufrague” no mercado, mas permaneça firme, em meio a qualquer turbulência que venha a enfrentar.

Não é preciso muito esforço para perceber que, se o profissional está há longos anos em uma determinada empresa, o motivo maior de sua permanência chama-se resultado, sinal de que este profissional desempenha muitíssimo bem suas atribuições; caso contrário, o mesmo não permaneceria, pois, em meio a um mercado altamente competitivo, a empresa inteligente não se permite mais ficar com um profissional mais ou menos, sendo este mais um motivo para valorizá-los.
Uma vez dito isto, é preciso enxergar e dar oportunidade de desenvolvimento e crescimento aos profissionais “veteranos”, como se dá aos profissionais “calouros”, pois estes têm muito a contribuir para que a empresa faça seu diferencial e não somente conquiste, mas se solidifique no mercado; portanto, não devem ser tratados como “cartas fora do baralho” porque têm “cabelos brancos”, pois seu conhecimento e sua experiência valem “ouro”. Pensando assim, o empreendedor deve conscientizar-se que da mesma forma que investe no profissional “calouro” deve investir no profissional “veterano”.

Se você parar para pensar perceberá que os veteranos são profissionais que vivem para a empresa. Habitualmente eles pensam não apenas em seu departamento, mas amam tanto a empresa que se preocupam e pensam na empresa como um todo, sendo extremamente conscientes de seu papel dentro da empresa; desta forma, é muito comum pensarem globalmente e agirem localmente, fazendo isso de forma bem natural.

De certo é que quase todos eles são conscientes de que o pré-requisito para a ascensão da empresa no mercado é que todos os departamentos da mesma devem agir de forma imbricada, inter-relacionada e integrada. Igualmente é imprescindível manter uma comunicação transparente e um ambiente, cujo clima organizacional seja propício à produtividade, agindo com muito “amadurecimento” e tranqüilidade, tendo um invejável equilíbrio emocional. E isto facilita todo o andamento do processo.

Inegável dizer que o veterano é um profissional que enxerga a empresa, ou seja, trabalha de fato em prol da empresa. Assim, não possui nenhum interesse em “puxar tapete” de qualquer outro profissional, qualquer que seja, cujo interesse seria baseado em sua própria ascensão; ao contrário, interessa a este profissional veterano o bem-estar da empresa, interessa a ele que a empresa esteja bem perante o mercado; assim, suas atitudes e seus comportamentos são baseados na sinceridade, na honestidade, na transparência, na soma de sua experiência, conhecimento e talento.

Por outro lado, verifica-se que os profissionais veteranos são mais tradicionais, são mais resistentes às mudanças. E isto precisa ser repensado, pois vivemos em um mundo onde a competição se tornou global e nossa única certeza no mercado denomina-se incerteza. Qualquer profissional que deseje permanecer neste mercado terá que se adaptar e bem rápido, pois a flexibilidade conta muito, caso contrário, correrá um sério risco de ser esmagado.

Importante ainda salientar que a empresa deve ser inteligente e fazer com que tais profissionais veteranos acabem se tornando mentores, não somente dos profissionais “calouros”, digo dos recém-contratados, mas também dos demais colaboradores; assim, estes irão repassar, além da experiência, ensinamentos valiosos no que tange ao desempenho de suas funções, agregando valor e contribuindo desta maneira para que a empresa faça a diferença e cresça.

De qualquer forma, vale ressaltar que em nenhum momento menosprezo os profissionais “calouros”, apenas saliento a todo o momento que a empresa de hoje deve mais do que nunca enxergar, valorizar e investir no colaborador veterano, assim como faz com o profissional “calouro”, não devendo jamais considerar os veteranos “descartáveis”, pois, estes, assim como os profissionais calouros, têm muito a contribuir para com a empresa.

O sol a cada dia nos convida a recomeçar


Pedro Coimbra

Num final de semana de muito calor, com notícias que não cessam das tragédias das enchentes, ligo a televisão e deparo com um tal de Aílton Corrêa Arruda, “hablando portunhol”. Demoro a perceber que é a versão encarquilhada do goleiro Manga que defendeu o Sport Recife, o Botafogo de Futebol e Regatas, o “clube da estrela solitária”, o Nacional do Uruguai. Depois Manga defendeu o Internacional de Porto Alegre, o Coritiba, e o Grêmio Portoalegrense. Terminou sua carreira no Barcelona de Guiaquil, no Equador. Então se transferiu para os Estados Unidos, e sumiu. Um grande goleiro que acabou se transformando num dos maiores protagonistas do folclore do futebol brasileiro, com histórias como aquela do comentarista e técnico João Saldanha o perseguindo com uma arma na mão...
Esta seria uma boa história para puxar uma conversa com meu cunhado, Nélson Carvalho, de cuja morte vim a saber via um traiçoeiro telefone celular, no início da tarde da segunda-feira. Doze anos mais velho do que eu sempre foi um bom companheiro, meio calado, tranqüilo, tomando sua cervejinha, ouvindo suas óperas e músicas italianas. Num tempo em que as pessoas davam mais valor as relações familiares, fui padrinho de batismo de seu filho Gilson e ele, por sua vez, anos depois, do meu filho Ricardo.
Quando o conheci morávamos na rua Barbosa Lima e ele, descendente de duas famílias tradicionais, os Carvalho e os Romaniello, na rua Tiradentes, bem pertinho. Gostava muito de futebol de salão, que era uma versão incipiente do futsal de hoje e que ele jogava muito bem. Ele e Sueli, minha irmã, formaram um par perfeito, iam todas as noites ao cinema e eu acabava pegando uma carona nesta forma de namoro de antanho.
Mário de Carvalho, seu pai, era radio técnico e piloto de aviões. Sua mãe, Dona Nair uma legitima filha de italianos e “mamma” convicta de uma turma de crianças de todas as idades. Ambos adoravam festas, o que representava um diferencial com relação ao “seu” Renato e Dona Maria, meus pais, o que para mim foi muito importante.
Nélson, na vida profissional, sempre dedicado ao comércio de peças de carros, era fruto de uma política empresarial de Maurício Zackia, que tinha por norma transformar seus empregados em parceiros. Começou no Posto Maurício, daí foi para a Casa de Peças Maurício e finalmente a Auto Pec, que continuou com a Sueli e os filhos Gilson e Mário Renato. De simples empregado a empresário de sucesso...
Falava pouco mesmo e era capaz de passar anos sem dar as caras no centro da cidade. Tenho excelentes lembranças do nosso convívio pessoal, quando ele e a Sueli foram morar na antiga casa da minha Vó Nair, abaixo da residência dos meus pais. Chegava da rua e ia direto para lá, assistir vídeos tapes de jogos de futebol narrados por Walther Abrahão, na antiga TV Tupi. Tornamo-nos “experts” no futebol paulista. Um grande momento em 1965, quando o Estádio Magalhães Pinto, o “Mineirão” foi inaugurado e fomos até lá assistir o jogo entre Seleção Mineira e Santos. Nossa previsão era que Pelé e companhia triturassem os mineiros. Aconteceu exatamente o contrário...Esqueci de dizer que depois que o futebol se globalizou, o Nélson se tornou cada vez mais cruzeirense.
Hoje me lembro de muitas histórias que participamos. Ele trabalhando com suas fichas de controle e Mário de Mattos, Cabeção e eu conversando ao seu lado. Um bom amigo que mais tarde transferiu seu carinho para minha mulher Eudóxia, com quem adorava papear..
Arrependo-me de poucos dias antes, na correria cotidiana, ter passado pela sua loja, vê-lo sentado no degrau da porta de entrada e não ter parado para um dedo de prosa.
A título de consolo nos disseram que meu amigo partiu desta existência para outra melhor docemente, dormindo. Na verdade acredito que a vida que Deus nos deu é tão importante no Universo que deixá-la é sempre difícil. O melhor é imaginar que onde ele estiver, onde estivermos o sol a cada dia nos convida a recomeçar...

Inteligência emocional corporativa



Priscila Soares *

Os sentimentos e as emoções têm poder de influenciar o raciocínio. A inteligência emocional nos motiva a buscar nosso propósito e potencial, e ativa nossas aspirações e valores mais profundos, que deixam de ser algo a respeito do que pensamos e passam a ser situações vividas. Através dela sustentamos nossas melhores decisões.
A inteligência emocional é a capacidade de sentir, entender e aplicar, eficazmente, o poder e a perspicácia das emoções como uma fonte de energia, informação, conexão e influência humana. Quando utilizamos a mente analítica, as emoções e a intuição, percorremos centenas de possíveis opções e cenários para enxergar à melhor solução.
         Um gestor necessita corresponder às expectativas que tornam cada vez mais necessárias, como extensos conhecimentos, capacidade de análise em uma ampla diversidade de áreas; competências em redação, comunicação, habilidade de ouvir, negociar, ser estrategista e influenciar pessoas. Além disso, ele deve ser confiável, honesto, íntegro, intuitivo, compromissado, motivado, ter sensibilidade, empatia, humor, coragem, humildade, dentre outras características.
Emoção é um combustível indispensável para o cérebro ser capaz de raciocínios mais elevados. Somos educados para duvidar de nós mesmos, ignorar a intuição e procurar fora de nós a validação e experiência de tudo que fazemos. Somos condicionados a achar que as outras pessoas conhecem melhor a verdade sincera e podem dizê-la mais claramente para nós do que podemos fazê-lo.
A vida exige que nos empenhemos em perceber e entender efetivamente o que os outros sentem, sob as palavras, sob as coisas que os cercam.
Gerir com inteligência é ter generosidade de entender tudo isso, sem subestimar práticas e comportamentos, absorvendo novas ideias para realizar as suas da melhor forma possível e cabível em um mundo em permanente transformação.

* Priscila Soares é diretora jurídica e de Recursos Humanos da Trevisan Outsourcing.

Inteligência emocional corporativa



Priscila Soares *

Os sentimentos e as emoções têm poder de influenciar o raciocínio. A inteligência emocional nos motiva a buscar nosso propósito e potencial, e ativa nossas aspirações e valores mais profundos, que deixam de ser algo a respeito do que pensamos e passam a ser situações vividas. Através dela sustentamos nossas melhores decisões.
A inteligência emocional é a capacidade de sentir, entender e aplicar, eficazmente, o poder e a perspicácia das emoções como uma fonte de energia, informação, conexão e influência humana. Quando utilizamos a mente analítica, as emoções e a intuição, percorremos centenas de possíveis opções e cenários para enxergar à melhor solução.
         Um gestor necessita corresponder às expectativas que tornam cada vez mais necessárias, como extensos conhecimentos, capacidade de análise em uma ampla diversidade de áreas; competências em redação, comunicação, habilidade de ouvir, negociar, ser estrategista e influenciar pessoas. Além disso, ele deve ser confiável, honesto, íntegro, intuitivo, compromissado, motivado, ter sensibilidade, empatia, humor, coragem, humildade, dentre outras características.
Emoção é um combustível indispensável para o cérebro ser capaz de raciocínios mais elevados. Somos educados para duvidar de nós mesmos, ignorar a intuição e procurar fora de nós a validação e experiência de tudo que fazemos. Somos condicionados a achar que as outras pessoas conhecem melhor a verdade sincera e podem dizê-la mais claramente para nós do que podemos fazê-lo.
A vida exige que nos empenhemos em perceber e entender efetivamente o que os outros sentem, sob as palavras, sob as coisas que os cercam.
Gerir com inteligência é ter generosidade de entender tudo isso, sem subestimar práticas e comportamentos, absorvendo novas ideias para realizar as suas da melhor forma possível e cabível em um mundo em permanente transformação.

* Priscila Soares é diretora jurídica e de Recursos Humanos da Trevisan Outsourcing.

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