sexta-feira, 29 de outubro de 2010

III SIMPOESIA - Simpósio de Poesia Contemporânea

 

Casa das Rosas promove terceira edição
do SIMPOESIA – Simpósio de Poesia Contemporânea


O evento, que acontece entre 5 a 7 de novembro, propõe
novamente um intercâmbio entre poetas brasileiros e estrangeiros.

 

A Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, espaço cultural do Governo de São Paulo administrado em parceria com a Poiesis - Organização Social de Cultura, promove a terceira edição SIMPOESIA – Simpósio de Poesia Contemporânea. O evento, que tem curadoria de Virna Teixeira, acontece entre 5 e 7 de novembro na Casa das Rosas, Av. Paulista, 37.

Para esta edição, o SIMPOESIA propõe novamente um intercâmbio entre poetas brasileiros (de locais distintos do país) e poetas estrangeiros. Três grandes nomes de impacto no cenário internacional estarão presentes no evento para apresentar e discutir seu trabalho: Bruce Andrews (USA), a poeta e tradutora Erin Moure (Canadá) e o holandês Arjen Dunke.

A programação este ano inclui uma participação maior de poetas mulheres; discussão sobre poesia contemporânea nas universidades e um foco em tradução. Haverá também uma palestra com o curador de Latin American Collections da British Library, Aquiles Alencar Breyner, que discorrerá sobre biblioteca digital e arquivo de material eletrônico na web. Haverá ainda incentivo à presença de poetas jovens e lançamentos de livros de poesia. A curadora Virna Teixeira tem boa experiência na produção de encontros literários e recentemente organizou o Festival de Poesia Tordesilhas em Lisboa, na Casa Fernando Pessoa, junto com o poeta Claudio Daniel.

 

Simpoesia - edições anteriores

 

O Simpoesia foi realizado pela primeira vez em outubro de 2008, através de uma parceria entre a Casa das Rosas — Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura e a Universidade de São Paulo (USP), com curadoria da poeta Virna Teixeira e do professor Antônio Vicente Pietroforte. O evento contou com a presença de 50 poetas brasileiros, de diferentes regiões do país, incluindo autores já reconhecidos, como Roberto Piva, Claudio Willer, Glauco Mattoso, Claudia Roquette-Pinto, e Frederico Barbosa, e também com a presença de poetas jovens, professores e críticos literários. A programação interativa, que além de recitais e debates, incluiu shows, videopoemas e performances estendeu-se ainda para o Museu da Língua Portuguesa e a Academia Internacional de Cinema. Todas as atividades foram gratuitas e abertas ao público.

O Simpoesia II, realizado em 2009 na Casa das Rosas e no Instituto Cervantes, passou a contar também com a participação de poetas estrangeiros. Poetas como William Alegrezza (USA), Victor Sosa (México), Rodolfo Hasler (Cuba/ Espanha), Tracy Grinell (USA), Luís Serguilha (Portugal), Stefan Tobler (Inglaterra), entre outros, estiveram em São Paulo para recitais e conversas em torno da tradução, revistas de poesia e crítica literária. Parcerias foram firmadas com o Consulado do México e a Centro Cultural da Espanha em São Paulo. Ocorreu também uma feira de pequenas editoras independentes de poesia do Brasil e Argentina, organizada pela revista Grumo. O evento foi um sucesso de público e crítica e reuniu mais de mil pessoas nos quatro dias de encontro.

Programação

Sexta-feira – 5/11

19h: Abertura do evento
19h30: Leitura
Com Ismar Tirelli (RJ), Marize Castro (RN), Leonardo Gandolfi (RJ), Claudio Daniel (SP), Farnoosh Fathi (EUA), Martin Palacio Gamboa (Uruguai).

Videopoema “poço. festim. mosaico”, de Marize Castro.

20h30: Apresentação – Arjen Duinker (Holanda).

21h: Leitura – Bruce Andrews (USA).

21h30: Videopoema – Cidade Reposta, de Márcio-André (RJ).

Lançamentos
Títulos dos selos:
Annablume
Selo Orpheu, editora Multifoco
Lábios-espelhos, de Marize Castro

Sábado – 6/11

16h30: Debate – A novíssima poesia brasileira.
Com Nilson Oliveira (PA), Antônio Vicente Pietroforte (SP) e Edson Cruz (BA/SP).
Mediação: Leonardo Gandolfi (RJ).

18h: Palestra sobre arquivos digitais de poesia, com Aquilles Alencar Brayner (British Library).

19h: Leitura
Com Adriana Zapparoli (SP), Antônio Vicente Pietroforte (SP), Edson Cruz (BA/SP), Nícollas Ranieri (MG).

20h: Palestra sobre language poetry, com Bruce Andrews (USA).

20h30: Leitura – Erín Moure (Canadá).

21h: Lançamento de diversos títulos da Lumme Editor e da revista Polichinello.
Maratona de leitura com a participação de Adriana Zapparoli, Lígia Dabul, Micheliny Verunsck, Thiago Ponce de Moraes, Nilson de Oliveira, Leonardo Gandolfi, Assis de Mello, e Glauco Mattoso.

Domingo – 7/11

16h30: Painel – Mulheres tradutoras (recital).
Com Marina Della Valle (SP), Telma Franco (SP), Eva Balitkova (República Tcheca/SP), Erín Moure (Canadá), Virna Teixeira (CE/SP).
Mediação: Martín Palacio Gamboa (Uruguai).

Homenagem a Wilson Bueno, por Erín Moure.

17h30: Apresentação do livro fio, fenda, falésia, com Roberta Ferraz (SP) e Renata Huber (SP).

18h: Leitura
Com Donny Correia (SP), Arjen Dunker (Holanda), Bruno Brum (MG), Beth Brait Alvim (SP), Frederico Barbosa (SP), Micheliny Verunsck (PE/SP).

Performance poemacumba, de Leo Goncalves (MG).

Lançamento títulos Arqueria editorial / encerramento

Serviço

III SIMPOESIA – Simpósio de Poesia Contemporânea
Dias 5, 6 e 7 de novembro
Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura
Avenida Paulista, 37 – próximo à Estação Brigadeiro do Metrô
Horário de funcionamento: de terça a sábado, das 10h às 22h
Domingos e feriados: das 10h às 18h
Convênio com o estacionamento Patropi: Alameda Santos, 74
Tel.: (11) 3285-6986 / (11) 3288-4477
Site: www.casadasrosas-sp.org.br


 

A Esperança Já Venceu o Medo Agora a Verdade Vai Vencer a Mentira




Votar em Dilma é dar continuidade ao governo LULA, então


50 RAZÕES PARA VOTAR EM DILMA50 DILMA!


BALANÇO DE GOVERNO PSBD-FHC-SERRA (8 anos)

PT-LULA-DILMA (7,8 anos)


1. Mercado Internacional Brasil sem crédito algum Brasil elevado para “Grau Investimento”
2. Política Internacional Fala fino com Washington e grosso com os
governos Latinoamericanos
Fala de igual para igual com Washington e Europa, cria
o G27 e exerce liderança democrática na América
Latina e nos países do 3º mundo
3. Crises Internacionais 3 crises pequenas arrasaram o País A maior crise da história aqui virou “marolinha”
4. Risco Brasil 2.700 pontos 167 pontos
5. Dólar R$ 3,26 R$ 1,66
6. Dívida com o FMI Triplicou Pagou
7. Dívida com o Clube de Paris 5 bilhões de dólares Pagou
8. Dívida Externa (% do PIB) 12,45% 2,41%
9. Dívida Pública (% do PIB) 55,5% 42,0%
10. Reservas do Tesouro Nacional 31 bilhões de dólares 225 bilhões de dólares
11. Exportações Anuais 60,4 bilhões de dólares 258,3 bilhões de dólares
12. Balança Comercial 8,4 bilhões de dólares negativos 265,3 bilhões de dólares positivos
13. Transações Correntes 186,2 bilhões de dólares negativos 110,1 bilhões de dólares positivos
14. Geração de Energia Elétrica Apagão, racionamento e taxação sobre
consumo doméstico elevado
1.567 empreendimentos em operação (95.744.495 kW),
65 em construção (26.967.987 kW ) e 516 outorgados
15. Petrobrás
Planos de privatizá-la para “Petrobrax”, ações
“rifadas” em Wall Street 40% abaixo do valor,
contratos por concessão, plataformas
estrangeiras afundando mar afora
Autosuficiência em petróleo, contratos do pré-sal via
sistema de partilha, biodiesel, infraestrutura nacional,
lucros do pré-sal para educação, saúde, segurança,
ciência e inovação e meio-ambiente
16. Política de Câmbio Câmbio fixo que estourou a economia Política responsável de câmbio flutuante
17. Taxa de Juros SELIC 26,5% ao ano (48,5% em 1999!) 8,5% ao ano, a menor taxa da história
18. Investimentos em Infraestrutura R$ 22 bilhões ao ano R$ 73 bilhões ao ano
19. Crescimento Industrial 1,94% 8,77%
20. Produção de Bens Duráveis 2,4% 14,8%
21. Indústria automobilística Crescimento de 1,8% Crescimento de 5,4%
22. Indústria Naval Desativou Reconstruiu
23. Investimento do BNDES em micro e
pequenas empresas
R$ 8,3 bilhões R$ 36,0 bilhões
24. Empregos 5 milhões, 780 mil com carteira assinada 15 milhões, 11 milhões com carteira assinada
25. Desemprego no País 12,2% 7,4%
26. Salário Mínimo 55 dólares (1,3 cestas básicas) 307 dólares (3,7 cestas básicas)
27. Custo da Cesta Básica Aumento de 81,6% Aumento de 15,6%
28. Rodovias 90% danificadas 70% recuperadas
29. Ferrovias Novas 0 (Zero) 3 megaferrovias em construção
30. Áreas Ambientais Preservadas 40 milhões de hectares 65,6 milhões de hectares
31. Universidades Federais Novas 6 13
32. Extensões Universitárias 0 (Zero) 131
33. Matrículas da Universidade Federal 531.634 1.010.491
34. Orçamento de Custeio e Capital das
Universidades Federais R$ 100 milhões R$ 2,1 bilhões
35. Programas Pro-Uni e Pró-Jovem Não havia programas similares Pro-Uni: 670 mil bolsas de estudo na Univ. Privada
Pró-Jovem: 183 mil bolsas para alunos de 18 a 24 anos
36. Escolas Técnicas 11 214
37. Combate à Pobreza 2 milhões saíram da linha da pobreza,
transferência de renda de R$ 2,3 bilhões
31 milhões saíram da linha da pobreza, transferência de
renda de R$ 12,1 bilhões
38. Compra de Terras para Reforma
Agrária R$ 1,1 bilhões (1999 a 2002) R$ 3,7 bilhões (2003 a 2005)
39. Crédito Popular Aumento de 14% Aumento de 34%
40. Empréstimo para Habitação R$ 1,7 bilhões R$ 9,5 bilhões
41. Eletrificação Rural 2.700 pessoas 12 milhões de pessoas
42. Crédito p/ Agricultura Familiar 2,4% 11,3%
43. Investimento/Anol em Saúde Básica R$ 155 milhões R$ 2,5 bilhões
44. Programa Saúde da Família 16.698 equipes 27.401 equipes
45. Atendimento Odontológico 17,5% 35,7%, o Programa Brasil Sorridente levou 15 milhões
de brasileiros ao dentista pela 1ª vez
46. Mortalidade Infantil Indígena 55,7 por 1000 habitantes 18,6 por 1000 habitantes
47. Acesso à Água no Semi-árido Não havia programa similar 1.762 mil pessoas e 152 mil cisternas
48. Distribuição de Leite no Semi-árido Não havia programa similar 8,3 milhões de brasileiros
49. Policia Federal 5.000 policiais 13.000 policiais
50. Combate ao Crime Organizado
Corrupção, Sonegação e Lavagem
de Dinheiro
20 operações da PF, 54 prisões,
Privataria,
Paraíso da Impunidade
358 operações da PF, 3.951 prisões
Respeito à Lei,
Punição dos Corruptos
E AÍ, VOCÊ AINDA TEM DÚVIDAS?

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

O Educando: Seus Valores e o Meio Ambiente Uma Reflexão a cerca da Preservação da Água e do Solo na Perspectiva da Educação Ambiental

O Educando: Seus Valores e o Meio Ambiente Uma Reflexão a cerca da Preservação da Água e do Solo na Perspectiva da Educação Ambiental
Marco Aurélio da Silva; Aristéia Mariane Kayser; Evandra Cardoso
publicado em 04/10/2010



Deste o descobrimento do Brasil em 1500, sofremos a degradação do meio ambiente. Sabemos; que não existe uma política educacional efetiva, uma vez que o sistema educacional não prioriza a educação ambiental.  Tendo como propósito educar e conscientizar o indivíduo ou a sociedade quanto urgência de preservação do Meio Ambiente, foi instituída a lei 9.605/98 “Vida ou Lei dos Crimes Ambientais” de forma positiva pune o infrator que comete Crimes Ambientais, percebe-se a legislação é moderna, sabemos que tem falha, mas quando bem aplicada à mesma reduzirá em muito os déficits Ambientais.
Palavra Chave: Educando; Educação Ambiental; Preservação; Valores


http://www.partes.com.br/socioambiental/oeducando.asp

ASNONAUTA - O Amigo Viciado Que Se Tornou Um




Asnonauta - O Viciado Amigo Que Se Tornou Um...




ELE ERA O MEU MELHOR AMIGO. Bonito rapaz, simpático, educado, inteligente, família rica, fazia amizade muito facilmente, de fácil convívio, sempre companheiro e solidário com todo mundo. No começo queria ser florista ou médico, depois presidente da república, depois astronauta, depois baladeiro ou cantor de rock.Começou com um cigarro Hollywood (era bonito e chique o maço), sem filtro, e umas caipirinhas aqui e ali com amigos, mais cervejas, aberturas e precipitações de estimas próprias da idade jovial. Sonhava em viajar bastante, conhecer a vida, costurar histórias de aventuras, sacar o mundo, ser poeta, quem sabe até ir até o Nepal ou virar gente de papo cabeça, auto astral, seguro de si, tipo zen.Saiu de nossa aldeia a Estância Boêmia de Itararé, para aprender lições novas, curtir baratos afins, adquirir experiências mágicas, pintando uma busca de vida para ser feliz, com grande perspectivas de sucesso, fazer seu pé de meia, brilhar na vida, deixar sua marca na história.Amou e foi amado.Mudamos de caminhos. O tempo quis assim. Nos perdemos pela estrada da vida. Eu repensei loucuras e caprichei nos estudos, em busca do meu ideal, a minha lenda pessoal, entre elas Ser Escritor.Soube dele procurando sarna pra se coçar, quebrando a cara, tornando-se arredio. Era muito sensível, tava literalmente "numas". De maconhas, comidas naturebas, químicas experimentais, trilhas e gente da pesada, os seus rebeldes e modernos de ocasião pra consumo. Agrediu familiares. Rifou a vida.Andou fugido de várias maneiras. Vendeu sua coleção de sonhos impossíveis, trocou farpas e esperanças, montou barracos com autoridades e parcerias, além de ter juntado más companhias, entre tantos manés de percurso, amigos do alheio, amigos de ocasião, interesseiros Amigos da onça. Era um guerreiro em trincheira errada, sem sacar direito lutas íntimas, ou buscar ajuda em quem ocasionalmente o poderia salvar de si mesmo...Eu era pobre, simples, feio e triste, não tinha direito a errar sob perda de ferrar todo um clã dependente de mim para marcar presença no livro da vida em tempos de vacas magras. Fiquei mesmo só nas cervejinhas em finais de semana. Ele foi experimentar cocaína na terra do nunca, perdendo a ilusão da estrada de tijolos amarelos e o controle de suas estadias e buscas.Começou a colecionar pesadelos, neuras, depressões do gênero. A família tentou gritar, fazer com que ele pulasse fora daquela canoa furada. Era tarde. Muito tarde. Tarde demais. Ele se achava o dono da cocada preta, o rei dos lances e das espertezas sem pé nem cabeça, com comportamentos que só prestavam pra ele, em atitudes babacas.Eu me formei com muito custo, tirei a barriga da miséria, reencaminhei parentes e entrei muito nessa força tarefa de sobreviver com as mãos limpas. Lancei um livro de poemas, larguei a farra, ganhei lastro. Ele, na economia informal de fundo falso, caiu perto da marginalidade do contrabando pirata. Quem o viu numa quebrada, teve medo do esqueleto que ele se tornou. Estava perdendo os dentes, a visão já míope, a fé, a moral. Refém de seu inferno particular, de sua marginalidade temporã, seqüestrado pela insanidade de desocupado entre amigos do alheio querendo tirar vantagens.Viciado barbaridade. E bobo ainda, se achando o máximo. E quase nada, nem ninguém. Na rua da amargura e se julgando o tal, o escolhido, entre restos e lixos. Embarcou numa canoa furada. Ficou acabado. Só vendo pra crer.Pensara que era o sabichão de sempre, mas não era. Tinha escolhido a via errada para se encontrar consigo mesmo. O gênio se perdera. Era um especialista em escapes químicos sem volta. A pobre mãe morreu de desgosto. Foi repudiado onde tentou se esconder, pois rejeitos sociais não aceitam cacos do espelho. Virou um marginal da periferia descalça. Cadê a inteligência? Deixou de se amar. Perdeu o respeito próprio. Entre bandidos e policiais na cola, virou um banana ou nem sequer isso. Perdeu referências. Apostou errado. Começou a apodrecer de alguma forma, Meu Deus! Um dia, uma data ignorada, entre bocas de fumo e válvulas de escapes, ratos, arapucas e esgotos a céu aberto, o acharam ligadão. Overdose por acidente, pois as tragédias amam perdedores. Foi aperitivo de vermes. Cemitério clandestino. Foi apagado das paradas.Era muito vivo e não sacou a besteira que fez de sua vida. Era muito inteligente e culto, e de que isso lhe valera? Eu chorei escondido quando soube. Fiz poemas de tristeza profunda por isso. Escrevi essa crônica várias vezes, até resolver passá-la a limpo, o que me doeu muito, me custou demais, me pesou tanto, mais do que podem imaginar. Pareceu-me uma balada perdida por um ocasional "laranja" da vida que não mandou bem. O que queria ser Astronauta - e foi um Asno, como disse um parente seu que perdeu dez anos de vida sofrendo pela frustração com tanta capacidade de sucesso atirada pela janela - e que o classificou em prantos de um pobre "Asnonauta".Viveu em vão. Perdeu a lição dessa viagem de existir. Passou pela vida e se atirou no leprosário dos anônimos pra uso e consumo da ralé com o pagamento da própria vida. Eu continuo só nas minhas cervejinhas, e olhe lá. Eu conduzo minha própria vida, nada e ninguém faz uso de mim. Eu mantenho o meu controle pra não me perder de mim. Ninguém me toca se eu não quero ser tocado. Eu sou o que me permito ser, com a mente sã, o corpo forte, a mente aberta, o olho vivo, sempre, no amor e na dor, orando e vigiando. Continuo só poeta. Não posso mudar o mundo, mas mudei a mim mesmo, e isso foi mais difícil do que eu pensava, do que eu mesmo podia imaginar. Os sensíveis sofrem. E ERA ELE QUEM TINHA UM FUTURO ESPETACULARMENTE PROMISSOR. Perdeu-se de si. Quando me lembro dele, meu coração pesa a memória de um lírio laranja que foi na onda de um vento transversal, sem saber que estava sendo usado, dando lucro pra marginais. Como tiraram proveito da bondade dela. Como usaram sua sensibilidade.Podia lhe dedicar uma vida inteira, e aqui agora aqui só lhe dedico de despedida e dor dessa minha triste crônica feita às pressas, no vácuo de uma correria louca para ser feliz dentro do meu próprio limite, com as minhas próprias forças naturais, com minhas próprias mãos de poeta sonhador...Com os meus próprios pés descalços de peregrino...Com a minha simples razão de SER FELIZ que é a melhor vingança contra tudo e contra todos!

(Depoimento Sobre um Amigo Perdido)

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Conselho Consultivo avalia nova lista de candidatos a Patrimônio Cultural do Brasil

Serão avaliadas seis propostas de tombamento e registro como Patrimônio Cultural do Brasil do Amazonas, Mato Grosso, Bahia, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul

 

Data: 4 e 5 de novembro de 2010

Local: Palácio Gustavo Capanema

         Rua da Imprensa, 16 – Centro – Rio de Janeiro - RJ

 

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan mantém sua proposta de ampliar o número de bens culturais protegidos, garantindo o acesso e o envolvimento da sociedade com seu patrimônio histórico. Neste sentido, o Conselho Consultivo Patrimônio do Cultural estará reunido, mais uma vez, nos próximo dias 4 e 5 de novembro, no Rio de Janeiro, para avaliar a proposta de proteção federal para mais seis bens culturais: o registro como patrimônio cultural brasileiro do Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro que envolve mais de 22 etnias indígenas do Amazonas, e o Ritual Yaokwa do povo indígena Enawene Nawe, no estado do Mato Grosso. Na pauta estão também o tombamento da paisagem natural de Santa Tereza, no Rio Grande do Sul, do conjunto urbanístico e paisagístico da cidade de São Félix, na Bahia, do Encontro das Águas dos Rios Negro e Solimões, no Amazonas, e do Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial, no Rio de Janeiro

 

Este ano, o Conselho Consultivo já esteve reunido outras duas vezes. Na primeira, em março, foram aprovados o registro da Festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis, em Goiás, e o tombamento da Vila Serra do Navio, no Amapá. Já no mês de junho, os conselheiros aprovaram o tombamento dos Lugares Sagrados dos Povos Indígenas do Alto Xingu, no Mato Grosso, os Bens da Imigração Japonesa, em São Paulo, e o Teatro Oficina, também no estado paulista.

 

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural que avalia os processos de tombamento e registro, presidido pelo presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, é formado por especialistas de diversas áreas, como cultura, turismo, arquitetura e arqueologia. Ao todo, são 22 conselheiros de instituições como Ministério do Turismo, Instituto dos Arquitetos do Brasil, Sociedade de Arqueologia Brasileira, Ministério da Educação, Sociedade Brasileira de Antropologia e Instituto Brasileiro de Museus – Ibram e da sociedade civil.

 

Encontro das Águas dos Rios Negro e Solimões - AM

Os mais de 10 quilômetros em que é possível observar as águas escuras e transparentes do Rio Negro correndo ao lado das águas turvas e barrentas do Rio Solimões, no Amazonas, podem se tornar o mais novo bem protegido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan no norte do país. O Iphan defende a proposta em função da excepcionalidade do fenômeno, considerando seu alto valor paisagístico.

 

Centro histórico de São Félix - BA

A cidade de São Félix, no Recôncavo Baiano, se estabeleceu no século XVI em função da expansão do porto de Cachoeira, como o ponto de partida da Estrada das Minas, importante rota comercial que seguia para Rio de Contas, na Bahia, e para os estados de Minas Gerais e Goiás. Ainda hoje mantém a trama urbana original praticamente intacta. Também é espaço de manifestações culturais, sobretudo religiosas, da população local e mantém uma interação histórica, urbanística e paisagística com a cidade de Cachoeira, situada na outra margem do Rio Paraguaçu.

 

Paisagem cultural em Santa Tereza - RS

Localizada às margens do Rio Taquari e do Arroio Marrecão, Santa Tereza conta cerca de 570 moradores que habitam as 250 casas do núcleo urbano. Os outros quase 1,5 mil habitantes moram na área rural. A partir de 1887, os lotes foram distribuídos entre os colonos. Desde essa época a cidade destaca-se pela diversidade e a alta produtividade da agricultura desenvolvida em terras consideradas as mais férteis do estado. Ainda hoje a comunidade tira o sustento da lavoura. Entre os núcleos gaúchos, Santa Tereza é o mais singelo e também o mais íntegro do ponto de vista da ocupação urbana já que mantém quase intactas as características originais do seu traçado.

 

Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial - RJ

Conhecido como Monumento aos Pracinhas, localizado no Parque do Flamengo, no Rio de Janeiro, foi construído entre 1957 e 1960 e projetado pelos arquitetos Marcos Konder Netto e Hélio Ribas. O conjunto é integrado por três obras: uma escultura de metal homenageando a força aérea brasileira, outra em granito que homenageia os pracinhas das três armas e um painel de azulejos destacando os combatentes e os civis que morreram em operações navais. Simbolicamente, o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial, estiliza duas palmeiras amparando mãos que levam até o céu nossos pracinhas mortos em combate, cujos 468 túmulos se localizam no subsolo.

 

Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro - AM

Ainda hoje no Brasil, um sistema agrícola é capaz de determinar a organização social de etnias e permite, inclusive, um mapeamento das línguas e costumes. Em linhas gerais, esse é o Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro, entendido como um conjunto formado por elementos interdependentes, como as plantas cultivadas, os espaços, as redes sociais, a cultura material, os sistemas alimentares, os saberes, as normas e os direitos. O cultivo da mandioca brava (manihot esculenta) é a base desse sistema que reúne os mais de 22 povos indígenas que vivem ao longo do Rio Negro, em um território que abrange os municípios de Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, até a fronteira do Brasil com a Colômbia e a Venezuela.

 

Ritual Yaokwa do Povo Indígena Enawene Nawe

O Ritual Yaokwa é a mais longa e importante celebração realizada por esse povo indígena, atualmente uma população em torno de 540 indivíduos que vivem em uma única aldeia, na terra Enawene Nawe uma área de 742 mil hectares, homologada e registrada, localizada numa região de transição entre o cerrado e a floresta Amazônica, no estado do Mato Grosso. Com duração de sete meses, este ritual define o início do calendário ecológico-ritual Enawene que abrange as estações seca e chuvosa de um ciclo anual marcado pela realização de mais três rituais: Lerohi, Salomã e Kateokõ. Parte fundamental do Yaokwa ocorre quando os homens saem para a pesca de barragem, construídas com sofisticadas armações que se configuram em elaboradas obras de engenharia, dispostas de uma margem à outra do rio. Este é o ponto alto do ritual que começa em janeiro, com a coleta das matérias-primas para a construção das barragens e com a colheita da mandioca.

 

Mais informações

www.iphan.gov.brwww.twitter.com/IphanGovBr

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Terreiro de Breque quarta na TV Brasil, quinta no Bar Funil e sábado no Vaca Atolada (grátis)

 
Terreiro de Breque quarta na TV Brasil, quinta no Bar Funil e sábado no Vaca Atolada (grátis)

Na telinha ou no bar, com ou sem cerveja, essa semana tem Terreiro de Breque em dose tripla! Na quarta-feira (27), a TV Brasil reprisa, no programa "Paratodos", às 20h, matéria sobre a roda mensal do TB na charmosa ilha de Paquetá. Já na quinta (28) a pedida é curtir o grupo no Bar Funil, a partir das 20h. Por último, sábado (30) ocorre a roda quinzenal do TB no botequim Vaca Atolada, a Embaixada Carioca, a partir das 21h. Ufa, a semana promete! Apareça!!!



Serviço
Programa "Paratodos" - TV Brasil
Data: quarta, 27/10, 20h

Bar Funil
Endereço: Rua Gomes Freire, 226 – Lapa, Centro, Rio de Janeiro
Data: 28/10 (quinta-feira), a partir das 19h
Entrada franca

Vaca Atolada, a Embaixada Carioca
Endereço: Rua Gomes Freire, 533 - Lapa, Centro, Rio de Janeiro
(na quadra entre as ruas do Rezende e da Relação)
Data: sábado, 30/10, 21h
Entrada franca



Terreiro de Breque
O Terreiro de Breque é uma confraria de boêmios inveterados, reunidos para tocar e cantar o samba, especialmente em seus matizes menos explorados, como o samba de terreiro, o samba de breque e o sincopado. No repertório, sambas inéditos, muito lado B dos compositores mais famosos e músicas de autores menos conhecidos e de componentes do grupo, com espaço também para marchinhas e maxixes.

Bar Funil
Fundado com um espírito de confraria, num local de muita história no carnaval carioca, o Bar Funil é garantia de cerveja gelada, petiscos típicos e música de qualidade, com espaço também para o novo.

Vaca Atolada
Cerveja gelada, petiscos deliciosos e o clima de quem conhece os ensaios, as rodas e os desfiles da Sociedade Carnavalesca Embaixadores da Folia, o bloco de maior fôlego do carnaval carioca. Esta é a cara do bar Vaca Atolada, a Embaixada Carioca. Ao contrário de diversas casas noturnas da nova Lapa, o lugar faz jus ao título de autêntico botequim, sem frescuras e também sem a simplicidade de boutique da qual foge o verdadeiro frequentador de botecos.



Para saber mais sobre o Terreiro, acesse:
Perfil no Orkut
Entrevista para o jornal Algo a Dizer
Músicas próprias no Myspace
Ou pelo tel. (21) 8193-9746 


Prêmio Impacta Mais: Tecnologia para regeneração das águas vence como Negócio de Impacto do Ano

  Além do Negócio do Ano, conheça os vencedores das 7 categorias da premiação   Desenvolvida pela Infinito Mare, a Caravela Ecológica, uma t...