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segunda-feira, 26 de abril de 2010
Que Jogo!
Prêmio de Expressões Afro-brasileiras
Os vencedores do 1° Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-brasileiras, no valor de R$ 1,1 milhão, já foram selecionados. O edital do Ministério da Cultura (MinC) selecionou 20 trabalhos, nas cinco regiões do país, nas áreas de teatro, dança e artes visuais.
O edital teve mil inscritos, dos quais cerca de 600 não estavam aptos a participar. Dos 412 projetos, 181 de artes visuais, 120 de dança e 111 de teatro. Os estados que tiveram maior número de inscritos foram São Paulo (143), Rio de Janeiro (133) e Bahia (84).
O 1° Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-brasileiras é uma iniciativa da Fundação Cultural Palmares, vinculada ao Ministério da Cultura, e do Centro de Apoio ao Desenvolvimento (Cadon), com patrocínio da Petrobras. A ideia surgiu após o II Fórum Nacional de Performance Negra, realizado em Salvador, em 2006. Na ocasião os próprios artistas pediram ao MinC um edital público ou linha de financiamento específico, pois não havia alternativas que contemplassem expressões culturais afro-brasileiras.
Conheça os 20 projetos aprovados:
Dança
- Acorda Raça - Resgate e Preservação da Cultura Negra como Instrumento de Conscientização e de Auto-estima (PR);
- Bata-Kotô (DF);
- Dança Afro-Brasileira nas Escolas (AL);
- Elegbará - O Guardião da Vida (PA); e
- 40 + 20 - Rubens Barbot (RJ).
Teatro
- Emi - A Concepção Yorubana do Universo (PA);
- Mãe Coragem (RS);
- No Muro - Ópera Hip Hop (DF);
- Oficina Comuns (RJ); e
- Ogum - O deus e o Homem (BA).
Artes Visuais
- Arte Resgatando o Quilombo (SC);
- Essas Mulheres (RO);
- Memórias de Sombras (SP);
- Mestre do Coco Pernambucano (PE);
- Negro por Inteiro (MT);
- Animais de Concreto (SP);
- E o Silêncio Nagô Calou em Mim (DF);
- Invernada dos Negros (RS);
- Lagoa da Pedra e a Roda de São Gonçalo (TO); e
- Zeladores de Voduns de Benim ao Maranhão (MA).
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Sobre o artigo do secretário sobre salários do magistério
artigo publicado pela Folha em 22/04. Não sobre o que disse, mas sobre o que
não foi dito. Inicialmente, é preciso enfatizar que o Bônus não é pago a
todos os profissionais. 30% deles, anualmente, não o recebem, às vezes,
injustamente, em função do mau desempenho da unidade. Ainda que 20% dos
vários segmentos do magistério, que passaram pela prova meritocrática,
tivessem recebido 25% sobre o salário-base - reajuste que irá variar,
realmente, entre 19 e 13% de acordo com o tempo de serviço de cada um, e não
25% sobre o salário total -, 80% do pessoal terá que esperar 3 anos para,
possivelmente, receber o benefício, se estiver entre os 20%, nos próximos 3
anos. Mas, o mais grave foi o silêncio do secretário sobre os aposentados
que, nos 4 anos de governo Serra, receberam, tão somente, a incorporação de
uma gratificação de R$ 80,00 e um reajuste de 5%. O que poderia suavizar a
situação financeira dos apose ntados, a incorporação da Gratificação por
Atividade do Magistério - GAM, de uma só vez, se a postergou por 3 anos. Os
aposentados que não entraram com ação judicial ou não a estão recebendo
judicialmente, farão jus, em 2010, tão somente, a 4.55% de incorporação.
Luiz Gonzaga de Oliveira Pinto
Presidente da Udemo - Sindicato de Especialistas de Educação do Magistério
Oficial do Estado de São Paulo
LÁ E CÁ
| BRASIL, PORTUGAL - LÁ E CÁ
A TV CULTURA presenteia seus telespectadores com um novo programa: BRASIL, PORTUGAL – LÁ E CÁ. A estréia está programada para o dia 25 de abril, às 21horas; numa parceria entre esta emissora brasileira e a Rádio e Televisão de Portugal (RTP). A apresentação ficará sob a responsabilidade de dois profissionais experientes na área da Comunicação: PAULO MARKUN – jornalista brasileiro, que já trabalhou em quase todas as emissoras paulistanas, autor de oito domumentários e doze livros; CARLOS FINO – conselheiro de Imprensa da Embaixada de Portugal, em Brasília e o primeiro jornalista a transmitir imagens ao vivo, do começo da guerra no Iraque, em 2003; para a RTP e para o Brasil, simultaneamente, através da TV Cultura. Também é autor do best seller A Guerra em Directo. O objetivo do programa é revelar Portugal para o Brasil e vice-versa; revelando fatos históricos, reportagens, entrevistas, reflexões e outras informações curiosas e interessantes. A convidada de honra na estréia do programa será a artista Letícia Barreto. Pintora e desenhista, atualmente reside em Portugal, onde mora há dois anos. Neste país, ela faz pesquisas, na Universidade de Évora, para realizar um trabalho sobre a imagem da mulher brasileira em Portugal.
NAIR LÚCIA DE BRITTO Jornalista |
terça-feira, 20 de abril de 2010
Pelo Dia do Amigo

O cinema brasileiro está tomando juízo
ppadua@navinet.com.br
O cinema brasileiro apesar de ter seu início em 1898, não tinha muita expressão, e só mais tarde, graças ao assédio de aventureiros italianos, que dominavam a produção e exibição, passau a se preocupar com temas populares, crimes passionais e outras coisas mais ao gosto do público, e encontrou um relativo sucesso. Daí por diante foram ciclos mais ou menos bem sucedidos por todo o país, com seu ponto alto nas chanchadas da Atlândida e nas produções da Vera Cruz, em São Paulo, cuja principal obra comercial, que ganhou prêmio em Cannes, foi “O Cangaceiro”, de Lima Barreto, que inaugura o gênero de cangaço, no estilo dos faroestes americanos.
Na década de 50 surgiria o cinema novo com realizadores independentes, o denominado cinema de arte. Cineastas como Walter Hugo Khouri, e Nelson Pereira dos Santos, num jeitão neo-realista. Este último cria o cinema moderno no Brasil, juntando jovens críticos e realizadores, o que originou o Cinema Novo, o mais importante movimento do cinema brasileiro. Surge então o ciclo de cinema baiano: "Bahia de todos os Santos" e o "Pagador de Promessas", sendo que o segundo foi o que mais faturou nas bilheterias, o que criou uma rusga eterna entre seu realizador, o galâ Anselmo Duarte e a “geração Paissandu”. É o tempo de Glauber Rocha, com "Barravento" e depois "Deus e o Diabo na Terra do Sol".
Apesar de vivermos em Minas Gerais respirávamos o Cinema Novo, oriundo do Rio de Janeiro, com todas as suas malandragens. Nossos ídolos eram diretores premiados como Glauber Robcha, Paulo César Sarraceni, Arnaldo Jabor, Joaquim Pedro de Andrade, Ruy Guerra, Carlos Diegues, Sérgio Ricardo Walter Lima Jr, Luis Sérgio Person e até mesmo Gustavo Dahl, autor de “O Bravo Guerreiro” (Argh!!!)... Era literalmente um cinema maltrapilho, feito nas coxas, com câmeras na mão que tremiam, reflexos de luzes mal colocadas e o pior de tudo, rendas raquíticas e um roteiro de exibição subdesenvolvido. Por muito tempo o movimento foi sustentado pelos empréstimos de Joãozinho “Coração de Mãe” Pires, do Banco Mineiro do Oeste...
A verdade era que falava-se e discutia-se mais sobre cinema do que se realizava.
O público tinha horror dos filmes nacionais desse tempo, das histórias mal ajambradas, do som de quinta categoria...Esta semana mesmo conversei sobre esse assunto com um membro de uma família de operadores cinematográficos lavrenses e acabamos o nosso papo descontraído sem saber se as salas de projeção eram mesmo "planejadas" para os filmes com legendas, diálogos em língua estrangeira e nossos ouvidos acostumados a essa “pasta sonora”. Vez ou outra surgia um filme que quebrava todos esses estigmas, como "Todas as mulheres do Mundo", com a linda e gostosa Leila Diniz..
Com meu filho Ricardo e meu neto João Gabriel, de 9 anos, escapamos na noite de Belo Horizonte, e fomos assistir "Chico Xavier", que já atingiu os 2 milhões de espectadores, a frente de uma enxurrada de filmes estrangeiros.
E o que é o "Chico Xavier", produzido e dirigido Daniel Filho? Em primeiro lugar passa bem distante do cinema brasileiro de pires na mão. Em todos os momentos percebemos que recursos na sua produção foram acima do necessário. Em segundo lugar é uma cine biografia, com todas as virtudes e defeitos do gênero. Em terceiro lugar, apesar de contar a história do maior médium brasileiro, não faz apologia do espiritismo. Em quarto lugar não visa o sensacionalismo e passa bem longe, por exemplo, de uma discussão sobre o possível homossexualismo de Chico Xavier, que sempre afirmou ser um celibatário convicto. E finalmente, tem um excelente elenco, reconhecido por todos como grandes atores e atrizes, acostumados a representação no teatro e na telinha da televisão, e que quando abrem a boca, são entendidos por todos nós.
João Gabriel, meu neto, definiu bem o filme: "Vô! Estou com muito sono. Mas o filme é muito bonito!".
A escolher um ator entre tantos, jogos minhas fichas em Luís Melo, que interpreta João Cândido, o pai de Chico Xavier, de uma forma ao mesmo tempo desabusada e contida, E como são lindas Letícia Sabatella, a Maria e Giovanna Antonelli, a Cidália...
Saio pela ruas de Belo Horizonte, onde sonhávamos fazer o cinema mineiro e tenho certeza que o cinema brasileiro está tomando juízo...
TIME PEQUENO
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