sexta-feira, 16 de abril de 2010
Por que Poesia?
HUMANO CANTO
PERSPECTIVA
Mas, não pensem vocês que vou me entregar fácil.
Meus pés ainda coçam percursos
e estradas se insinuam e desenham os seus traçados
Volto como se estivesse indo. Vou como estivesse voltando.
E refaço o trajeto em meus pés
mapeando histórias de idas e vindas
Tudo requer seu passaporte
e pago minha passagem
por esta vida
e durmo sobre travesseiros duros
de viajar minh’alma
Olho para o horizonte
que sempre está aos meus pés
e não consigo enxergar além
de mim mesmo
-este cemitério de paixões
loucas, atrevidas -
covas fundas
que vou cavando na vida
Um canto demasiadamente humano
Arrecadei um tempo para maturar os sons e os sentidos do Humano canto, de Hideraldo Montenegro: um pernambucano, natural de Moreno, que se reconhece aprendiz no universo da poesia - seus mistérios e mistificações. Confesso que me surpreendi com a força da palavra do seu livro e não poderia ser diferente; considerando que o poeta sabe, desde sempre, que é preciso estar atento aos movimentos da vida; atento aos sinais da escrita inventiva e sua função social. Um bom exemplo reside no poema Lembranças:
Coleciono palavras antigas
e um gosto estranho pelo bordado da caminhada
dos pés estradas pontes rios
Graça Graúna
Escritora, Professora universitária
na área de Literaturas de Língua Portuguesa
e Direitos Humanos.
Nordeste do Brasil, 29 de abril de 2009
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quinta-feira, 15 de abril de 2010
Professor da Universidad Autónoma de México afirma que é necessário estabelecer sistemas educacionais especializados para comunidades indígenas
Professor da Universidad Autónoma de México afirma que é necessário estabelecer sistemas educacionais especializados para comunidades indígenas
Segundo especialista, algumas experiências bem sucedidas em regiões do México já podem servir de modelo para projetos de educação governamental.
AGÊNCIA NOTISA - Na última quarta-feira, dia 14, o mestre e doutor em Educação pela universidade de Harvard e professor da Universidad Nacional Autónoma de México Hugo Aboites participou do "Colóquio Internacional: políticas educacionais e exclusão social na América Latina: desafios e alternativas democráticas", realizado na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Em entrevista à Agência Notisa, ele conta os desafios enfrentados e os êxitos que o México vem obtendo na área da educação.
De acordo com o especialista, no México, "tentativas do governo de aprimorar os sistemas de educação no país através de recompensas em dinheiro para as escolas com melhores desempenhos falharam, e ainda agravaram as diferenças entre as instituições das regiões mais desenvolvidas e as áreas periféricas ou com grande população indígena". Para ele, "essas 'recompensas' tornaram ainda maior o abismo entre as instituições mais carentes e as mais visadas, além de haverem criado um conceito injusto e inadequado de monetarização da educação. A educação deveria ser guiada por princípios humanistas e universalistas e não ser transformada em um regime diferenciado excludente".
O professor também critica tentativas de aprimorar o sistema educacional através da introdução de tecnologias como quadros interativos com acesso à internet e declara que "no México, em algumas regiões, sequer há eletricidade. Como o governo pretende mudar alguma coisa com medidas dessa natureza? Nessas regiões não há energia, internet e os alunos algumas vezes sequer falam a língua dos professores. Ainda assim, existem os defensores incontestáveis dos quadros interativos para aprimorar a educação".
Hugo denuncia, por outro lado, a aplicação de exames nacionais para avaliação do desempenho escolar em seu país porque "por muitos anos, têm sido feitas essas avaliações, no entanto, não são tomadas quaisquer medidas sensatas para aprimorar os resultados. É como se o médico medisse a temperatura do paciente enfermo todos os dias, sabendo de sua febre, mas sem receitar nenhum remédio. Isso é irracional. Mesmo assim, nas escolas onde o ensino é realizado para contemplar somente essas avaliações, perde-se o próprio sentido de educar. O que também não faz sentido. Deveriam ser melhorados outros elementos, como a infraestrutura dos colégios luz, água, etc -, a remuneração dos professores, e as condições que permitissem aos alunos frequentar escolas e serem inclusos no processo, como os subsídios para transporte dos alunos (que deve ser gratuito) e professores que falem a língua dos estudantes, literalmente".
Para o professor, existem experiências bem sucedidas que conseguiram aprimorar as condições de ensino em seu país, como no caso de algumas comunidades que ingressaram recentemente em movimentos rebeldes. "Nessas regiões, o ensino nas escolas comunitárias recentemente estabelecidas é realizado por professores capacitados, mas da mesma origem que os alunos, que também ensinam conteúdos relacionados com as próprias origens dos grupos em questão. O desempenho e mesmo as taxas de presença desses alunos mostram melhoras consideráveis. Governos de países com problemas similares aos do México poderiam seguir em alguns casos o exemplo dessas experiências, especialmente para pequenas comunidades com origens étnicas específicas", conclui o especialista.
PLATÃO, ARISTÓTELES, EPICUNO, AGOSTINHO E RUBEM ALVES
TODOS ESSES FILÓSOFOS E EDUCADORES SÃO IMPRESCINDÍVEIS NAS ESCOLAS, SIM. PORQUÊ? A RESPOSTA É ÓBVIA, MAS MESMO ASSIM EU RESPONDO: PELA CULTURA DOS BRASILEIROS; PARA QUE SEJAM CIDADÃOS QUE SAIBAM VALORIZAR OS SENTIMENTOS E A DIGNIDADE HUMANA; O RESPEITO MÚTUO, A ORDEM E A PAZ. PARA QUE TOMEM CONHECIMENTO DE IDÉIAS, LUMINOSAS DE GRANDES PERSONALIDADES DO PASSADO... E SEJAM GUIADOS POR ESSA LUZ, A FIM DE APRENDEREM A REFLETIR, A AGIR, SABER FORMAR O PRÓPRIO PENSAMENTO, QUE SE APRIMORA COM A REFLEXÃO E QUANTO MAIS SE ESTUDA. O MATERIALISMO PURO, SEM O AUXÍLIO DAS CIÊNCIAS FILOSÓFICAS E DA LITERATURA, CONDUZ O SER HUMANO À GANÂNCIA, AO EGOCENTRISMO, À FALTA DE ÉTICA, À ILUSÃO DA IMPUNIDADE; AO DESRESPEITO PELO OUTRO, AO EGOÍSMO E ATÉ ÀS GUERRAS. MAIS DO QUE NUNCA, PRECISAMOS DA SOCIOLOGIA E DA FILOSOFIA NAS ESCOLAS, PARA QUE O ESTUDANTE SEJA EDUCADO DE FORMA QUE ELE POSSA COMPARECER AO ESTABELECIMENTO DE ENSINO SEM O RISCO DE SER AGREDIDO PELO PRÓPRIO COLEGA; PARA QUE A AUTORIDADE DO PROFESSOR SEJA VALORIZADA E RESPEITADA; E PARA QUE AS ESCOLAS NÃO SEJAM DEPREDADAS PELOS PRÓPRIOS ALUNOS. MATEMÁTICA E OUTRAS CIÊNCIAS EXATAS TAMBÉM SÃO NECESSÁRIAS, É CLARO; MAS PARA USO PRÁTICO E IMEDIATO; PARA O DESENVOLVIMENTO DA ECONOMIA E OUTRAS CIÊNCIAS AFINS. MAS NEM SÓ DE PÃO VIVE O HOMEM... POIS ELE NÃO É SÓ MOVIDO PELO CORPO, MAS TAMBÉM POR SUA ALMA. NAIR LÚCIA DE BRITTO. |
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Colóquio internacional discute políticas educacionais e exclusão social na América Latina
Colóquio internacional discute políticas educacionais e exclusão social na América Latina
Tendo fim nessa quarta-feira, evento reúne palestrantes brasileiros e de outros países latino-americanos na UERJ.
AGÊNCIA NOTISA - Teve início na última segunda-feira, dia 12 de abril, o "Colóquio Internacional: políticas educacionais e exclusão social na América Latina: desafios e alternativas democráticas". O evento reuniu palestrantes latino-americanos que discutiram problemas e possíveis soluções para os sistemas educacionais de seus países, com destaque para a ligação entre as falhas nas políticas educacionais e a desigualdade social.
Os temas abordados no primeiro dia do evento incluíram os sistemas educacionais argentinos, as falhas dos modelos recentemente adotados no México e também os problemas da alta dependência existentes nos municípios brasileiros, quanto ao estabelecimento de políticas educacionais. No segundo dia, foram discutidos temas como políticas universitárias, exclusão e privatização, com palestrantes brasileiros, do Chile, Haiti e Peru. No último dia, que é hoje, serão abordados temas como o trabalho docente, precarização educacional e direito à educação.
A última sessão do evento está ocorrendo no Teatro Noel Rosa, na UERJ. Seu início foi às três e meia da tarde, e tem seu término previsto para às 21:30. A última parte do colóquio contará com a participação de palestrantes como Hugo Aboites, professor da Universidad Autónoma Metropolitana do México, e Roberto Leher, professor da UFRJ.
III Simpósio Internacional Trabalho, Relações de Trabalho, Educação e Identidade
Belo Horizonte, abril de 2010.
Prezado/a,
A comissão organizadora do III SITRE-2010 tem o prazer de convidá-los para participar do III Simpósio Internacional Trabalho, Relações de Trabalho, Educação e Identidade que acontecerá nos dias 17, 18 e 19 de maio de 2010.
O I Simpósio Internacional Trabalho, Relações de Trabalho, Educação e Identidade ocorreu em 2006, em Belo Horizonte , e teve como objetivo aproximar pesquisadores, professores, mestrandos e doutorandos dedicados à temática, visando um aprofundamento teórico e uma troca de experiências entre os pesquisadores. O CEFET-MG e a UFMG (Faculdade de Educação e Departamento de Engenharia de Produção), em parceria, reuniram cerca de noventa participantes. Decidiu-se durante este evento por uma periodicidade de 2 anos para o Simpósio, bem como ampliar o número de Instituições Públicas de ensino e pesquisa como suas promotoras.
O II Simpósio aconteceu em 2008, na mesma cidade, e teve seu público ampliado para 120 participantes. Contou, ainda, com parceria da Universidade Estadual de Minas Gerais (Faculdade de Educação) que somou esforços para a realização do evento.
Em 2010 chegamos à terceira edição deste Simpósio Internacional, que ganha importância no cenário acadêmico pela discussão e reflexão proposta sobre o atual estágio das pesquisas em trabalho e educação. Além das Conferências que contarão com a participação de professores estrangeiros e brasileiros, o Simpósio receberá trabalhos completos e pôsteres, dentro dos GTs abaixo relacionados:
Grupos de trabalhos - GTs
GT 1 Formação de Adultos
GT2 Ofícios e Profissões
GT3 Identidade Profissional
GT4 Sociedade, políticas públicas e educação profissional na cidade e no campo
GT5 Tecnologia e Sustentabilidade
GT6 Licenciatura: formação e identidade profissional
GT7 Trabalho, Saberes e Experiência
GT8 Formação profissional em engenharias e tecnologias
A data para a submissão de trabalhos vai até dia 12 de abril de 2010 e o resultado dos trabalhos aprovados sairá dia 23 de abril de 2010.
Além dessa programação que ocorrerá no auditório da FAE/UFMG, serão oferecidos 5 mini-cursos, distribuídos nas instituições parceiras do Simpósio. Acesse o site www.sitre.cefetmg.br para conferir a programação completa e demais informações sobre o evento ou entre em contato pelo e-mail sitre2010.cefetmg@gmail.com
Atenciosamente,
Comissão Organizadora do III SITRE
Bobagens obrigatórias
Folha de S. Paulo, 14 de abril de 2010
Bobagens obrigatórias
| E eu, que tinha a ilusão de que os livros que eu escrevia estavam ajudando professores e alunos a pensar |
A REVISTA "Veja", na edição de 31 de março, publicou um artigo do senhor Marcelo Bortoloti com o título "Ideologia na Cartilha". Desejo retomar o assunto porque, como educador, considero que a tarefa mais importante das escolas é ensinar a pensar, e a ideologia é a negação do pensamento.
O que é pensar? Pensar é um processo mental que acontece quando nos defrontamos com um problema que a vida nos propõe e que precisa se resolvido. Pensamos para resolver problemas. Sem o desafio dos problemas, o pensamento ficaria dormindo, inerte. O pensamento, assim, acontece quando um "não saber" nos desafia. Se alguém se julga possuidor da verdade, não pensa. Pensar, pra que?
O que é "ideologia"? Ideologia é o oposto do pensamento. Ideologia é um conjunto de crenças tidas como verdade. Julgando-se possuidora da verdade, a ideologia torna desnecessário o trabalho de pensar. Ao invés de pensar, a ideologia repete as fórmulas. A ideologia, assim, tem a mesma função que têm os catecismos nas religiões. Catecismos são livros que contêm afirmações tidas como verdadeiras e que, por isso mesmo, devem ser aprendidas de cor e repetidas.
Lembro-me de uma experiência que tive logo que me tornei professor da Unicamp, lá pelo início da década de 70, quando a ideologia da esquerda sabia que "só o materialismo histórico é Deus e Marx, o seu profeta". Eu, sem conhecer direito as regras do jogo acadêmico, pus-me a conversar com um colega sobre ecologia e a crise ambiental -temas provocados pelo Clube de Roma- que eram assuntos proibidos pelo catecismo dominante.
Ele ficou em silêncio, mediu-me de alto a baixo e fulminou-me com uma verdade definitiva: "Tudo isso se resolve com a luta de classes..." Não era necessário pensar, porque a ideologia já tinha a resposta.
Como acho que o objetivo da educação é ensinar a pensar e a essa convicção dediquei toda a minha vida, alegro-me por encontrar no senhor Marcelo Bortoloti um aliado de lutas...
No seu artigo ele me fez o maior elogio que poderia ser feito a um filósofo. Numa coluna separada, ao lado direito do seu artigo, no lugar dedicado aos "referenciais teóricos", ele citou os filósofos pré-socráticos, Platão, Aristóteles, Epicuro, Agostinho (...) e eu, Rubem Alves!!
Elogio maior não poderia me ter sido feito, se não fosse pelo título que ele deu a essa coluna a que me referi: "Bobagens obrigatórias". Os filósofos que ele citou, mais o Rubem Alves, são... "bobagens obrigatórias". Não satisfeito, ele acrescentou uma última observação ao pé da página, logo após citar o meu nome: "Comentário: Rubem quem?"
Ah! Foi um terrível golpe no meu narcisismo... E eu, que tinha a ilusão de que os livros que eu escrevia estavam ajudando professores e alunos a pensar! Não passavam de ideologia...
Obediente ao juízo final do senhor Marcelo Bortoloti só me resta então jogar fora os livros que escrevi...
Adeus, meus livros! Adeus, filosofia da ciência... Adeus, a escola com que sempre sonhei... Adeus, por uma educação romântica... Adeus, vamos construir uma casa... Adeus, conversas sobre a educação... Adeus, fomos maus alunos, como o Gilberto Dimenstein... Adeus...
Só espero que da próxima vez ele não escreva o "quem" depois de escrever o meu nome...É humilhação de mais...
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Autor: Dhiogo Caetano Não sei se vivemos ou tentamos sobreviver. Viver é enfrentar as múltiplas diversidades da vida; viver é ser livre me...