| Gestores de projetos indígenas se reúnem com instituições de vários setores em seminário de conclusão de curso na UNIR
Nos próximos dias 21 e 22 de janeiro de 2009, no auditório da UNIR Campus de Cacoal, RO, ocorrerá o Seminário Integrador de conclusão do Curso de Formação de Gestores de Projetos Indígenas de Rondônia, Noroeste de Mato Grosso e Sul do Amazonas. O curso foi uma realização em parceria entre a Associação Fórum das Organizações do Povo Paiter Suruí, o Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), a Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé e a Universidade Federal de Rondônia (UNIR), que se iniciou em março de 2008 e se encerra nesta semana com 21 cursistas representando 12 povos indígenas e 21 associações da sua região de abrangência. Apoiado pelo componente de fortalecimento institucional dos Projetos Demonstrativos dos Povos Indígenas do Ministério do Meio Ambiente (PDPI/MMA), o curso é uma atividade de extensão da UNIR e os cursistas receberão certificados desta instituição na solenidade de formatura ao final do Seminário Integrador.
O Seminário Integrador conclui o quinto e último módulo de estudos presenciais, intitulado "Lições Aprendidas, Perspectivas dos Gestores de Projetos e Seminário Integrador". Ele tem como objetivo criar uma oportunidade de articulação e contato direto dos futuros gestores de projetos indígenas com representantes de instituições de vários setores que apóiam projetos indígenas – órgãos de governo, fundos públicos e privados, organizações da sociedade civil e programas da cooperação internacional. Na ocasião, os cursistas terão a oportunidade de apresentar e discutir com estes os seus trabalhos na forma de sessões de painéis no segundo dia do seminário. No seminário também serão abordados outros assuntos relacionados ao contexto das pressões e ameaças aos povos e terras indígenas na região de abrangência do curso e à gestão de projetos sociais e de desenvolvimento social por povos indígenas. O seminário se encerrará com a solenidade de certificação dos participantes que tiverem cumprido com suficiência os requisitos estabelecidos.
O Seminário Integrado é focado nos futuros gestores de projetos indígenas que estão concluindo o curso, mas é uma atividade aberta a toda a comunidade de Cacoal e regiões vizinhas.
Serviço: O que: Seminário Integrador de conclusão do Curso de Formação de Gestores de Projetos Indígenas de Rondônia, Sul do Amazonas e Noroeste de Mato Grosso Quando: 21 e 22 de janeiro de 2009, das 08 às 18h. Onde: Auditório da UNIR Cacoal (RO) Com informações de Hênyo Barreto Coordenador Acadêmico do IEB - 061 8151 6300 Marquinho Mota Assessor de Comunicação - Rede FAOR |
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Gestores de projetos indígenas se reúnem com instituições de vários setores ...
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Museu do Futebol - Férias e Exposição Ora, Bolas!
Quem for ao Museu do Futebol nas férias de janeiro poderá se divertir com as atividades especiais para a temporada. As atividades acontecem todas as quintas e também aos finais de semana. Além dos jogos, os visitantes podem conferir a mostra "Ora, Bolas! O Futebol pelo Mundo". Fotos mostram que um jogo de futebol pode ser improvisado em plena Muralha da China, num mosteiro budista em Mianmar ou em um coliseu romano na Tunísia. Das 51 imagens expostas, 37 são do fotógrafo Caio Vilela. As outras fazem parte do acervo editorial da Getty Images. Além das fotos, vídeos e textos levam aos visitantes informações e curiosidades sobre os diversos países representados e o futebol jogado no local. Quem for à exposição também terá a oportunidade de conferir uma vitrine com as 11 bolas usadas nas Copas do Mundo de 1970 até 2010. A curadoria fica a cargo de Marcelo Duarte e Augusto Lins Soares.
Estádio do Pacaembu - Pça. Charles Miller, s/nº, Pacaembu, região central, 3664-3848. Ter. a dom: 10h às 18h (bilheteria até as 17h). Livre. Ingr.: R$ 6 (com meia entrada para estudantes e idosos). Quinta-feira gratuito.
Tristes Anos Novos na “terra dos nambiquaras”
Pedro Coimbra
ppadua@navinet.com.br
A noite de 31 de dezembro de 1988 estava escura e um chuvisco teimava em cair sobre as nossas cabeças.
Estávamos na casa de nossos amigos Aloísio Rodrigues, “o Peça” e sua mulher Solange, conversando e bebericando na comemoração do Ano Novo.
Ao longe o som dos primeiros rojões e a luz dos fogos artifícios.
Foi quando alguém trouxe a notícia de que pelo menos 51 pessoas haviam morrido no naufrágio do barco de turismo Bateau Mouche 4, ocorrido entre 23h45 e 23h55, nas proximidades do morro do Pão de Açúcar, na entrada da baía da Guanabara. Entre os mortos estavam a atriz Yara Amaral e Maria José Teixeira, mulher do ex-ministro do Planejamento Aníbal Teixeira, que conseguiu se salvar. O barco levava entre 137 e 197 passageiros, que assistiriam ao largo da praia de Copacabana, na zona sul do Rio, às comemorações pela passagem do ano.
Por mais que todos tentassem fingir uma nódoa de profunda tristeza caiu sobre os festejos do nosso réveillon.
Vinte e dois anos depois, em nossa casa, curtindo o braço quebrado e operado de minha mulher Eudóxia, acesso a internet e tomo conhecimento de que a cidade de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, estava a mercê de grandes deslizamentos de terra, com 52 mortes. Do total, 31 corpos foram encontrados na praia do Bananal, na Ilha Grande, e outros 21 no morro da Carioca, no centro.
Logo a seguir a mídia informa que a prefeitura de São Luiz do Paraitinga, a 182 quilômetros de São Paulo, havia decretado estado de calamidade pública depois de mais de 2 mil pessoas da cidade ficarem desabrigadas, diante de uma grande inundação.do rio Paraitinga que subiu dez metros. O comércio e cerca de 500 casas do centro histórico foram atingidas pela água.
Pelas cabeças de todas nós a pergunta constante é por quê estas tragédias ocorrem logo no Ano Novo, época que acumulam tantas esperanças de todos nós.
Lembramos aqui um pensamento, quase uma certeza, do filosofo e matemático Blaise Pascal, morto aos 39 anos de idade, que criou a base da Teoria das Probabilidades: “A única verdadeira grandeza do homem reside na consciência de seus limites e de suas fraquezas".
É certo que o mundo enfrenta problemas climáticos, fruto em grande parte do aquecimento global, mas meu pai já me dizia que o clima no planeta Terra era sempre instável e ciclíco.
Ou ainda, que em tempo de chuva, todo sinal é de chuva...
Procurando culpados por esses acontecimentos na “terra dos nambiquaras” reforçamos o nosso conhecimento de que a grande maioia da classe política é despreparada e corrupta, a administração pública pesada, onerosa e ineficiente, e que temos como regra geral correr riscos, menosprezando a força da Natureza quando desenvolvemos nossos povoamentos a beira de mares e rios. E que somos, em geral, omissos com relação a esses problemas, com os “nambiquaras” falando uma língua absolutamente estranhas para nós.
Fora desses argumentos lógicos só nos resta o consolo de apelar para os conhecimentos espirituais de que tais tragédias são necessárias ao aprimoramento dos espíritos.
Principalmente dos “nambiquaras-mór”...
ppadua@navinet.com.br
A noite de 31 de dezembro de 1988 estava escura e um chuvisco teimava em cair sobre as nossas cabeças.
Estávamos na casa de nossos amigos Aloísio Rodrigues, “o Peça” e sua mulher Solange, conversando e bebericando na comemoração do Ano Novo.
Ao longe o som dos primeiros rojões e a luz dos fogos artifícios.
Foi quando alguém trouxe a notícia de que pelo menos 51 pessoas haviam morrido no naufrágio do barco de turismo Bateau Mouche 4, ocorrido entre 23h45 e 23h55, nas proximidades do morro do Pão de Açúcar, na entrada da baía da Guanabara. Entre os mortos estavam a atriz Yara Amaral e Maria José Teixeira, mulher do ex-ministro do Planejamento Aníbal Teixeira, que conseguiu se salvar. O barco levava entre 137 e 197 passageiros, que assistiriam ao largo da praia de Copacabana, na zona sul do Rio, às comemorações pela passagem do ano.
Por mais que todos tentassem fingir uma nódoa de profunda tristeza caiu sobre os festejos do nosso réveillon.
Vinte e dois anos depois, em nossa casa, curtindo o braço quebrado e operado de minha mulher Eudóxia, acesso a internet e tomo conhecimento de que a cidade de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, estava a mercê de grandes deslizamentos de terra, com 52 mortes. Do total, 31 corpos foram encontrados na praia do Bananal, na Ilha Grande, e outros 21 no morro da Carioca, no centro.
Logo a seguir a mídia informa que a prefeitura de São Luiz do Paraitinga, a 182 quilômetros de São Paulo, havia decretado estado de calamidade pública depois de mais de 2 mil pessoas da cidade ficarem desabrigadas, diante de uma grande inundação.do rio Paraitinga que subiu dez metros. O comércio e cerca de 500 casas do centro histórico foram atingidas pela água.
Pelas cabeças de todas nós a pergunta constante é por quê estas tragédias ocorrem logo no Ano Novo, época que acumulam tantas esperanças de todos nós.
Lembramos aqui um pensamento, quase uma certeza, do filosofo e matemático Blaise Pascal, morto aos 39 anos de idade, que criou a base da Teoria das Probabilidades: “A única verdadeira grandeza do homem reside na consciência de seus limites e de suas fraquezas".
É certo que o mundo enfrenta problemas climáticos, fruto em grande parte do aquecimento global, mas meu pai já me dizia que o clima no planeta Terra era sempre instável e ciclíco.
Ou ainda, que em tempo de chuva, todo sinal é de chuva...
Procurando culpados por esses acontecimentos na “terra dos nambiquaras” reforçamos o nosso conhecimento de que a grande maioia da classe política é despreparada e corrupta, a administração pública pesada, onerosa e ineficiente, e que temos como regra geral correr riscos, menosprezando a força da Natureza quando desenvolvemos nossos povoamentos a beira de mares e rios. E que somos, em geral, omissos com relação a esses problemas, com os “nambiquaras” falando uma língua absolutamente estranhas para nós.
Fora desses argumentos lógicos só nos resta o consolo de apelar para os conhecimentos espirituais de que tais tragédias são necessárias ao aprimoramento dos espíritos.
Principalmente dos “nambiquaras-mór”...
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
ALQUIMIA DAS ÁGUAS

ESPELHO
Escrever com água
é permitir a fluidez das idéias
que se somam e modificam
o curso das palavras
Escrever com água
é matar a sede
dos que procuram contemplar-se
a si mesmos
Escrever com água
é se adaptar a todos os recipientes
e refletir o que todos sentem
Que mais poderia dizer, poeta, que ainda não saibas? Termino de ler
teu livro, Alquimia das Águas. Termino? Um livro não termina nunca.
Volto então ao primeiro poema. Retorno para beber na fonte, completar
um ciclo e não esquecer: “escrever com água é se adaptar a todos os
recipientes e refletir o que todos sentem”.
Parabéns Hideraldo, poeta! Sei de tua Palavra-Estrela. É luz que não
apaga.
Maria Pereira de Albuquerque
Poeta pernambucana
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http://www.artexpressaeditora.com.br/produtos.asp?produto=95
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
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