segunda-feira, 9 de maio de 2011

Livros_08/05/2011_Projeto de Leitura no Expo Marumby

DIA 08/05/2011 :)

FICAMOS ENTRE O PARQUE E A PRAÇA DE ALIMENTAÇÃO...

CONTAMOS COM A PARTICIPAÇÃO DE AMIGOS...


COM O OBJETIVO DA FELICIDADE!


SER FELIZ É DAR CARINHO!
SER FELIZ É DAR ATENÇÃO!


SER FELIZ É INCENTIVAR:) QUEM QUER SER ESCRITOR!


SER FELIZ É SORRIR!
SER FELIZ É CRESCER COM AMOR!


SER FELIZ É TER UNIÃO!


SER FELIZ É SABER COMPARTILHAR!

AGRADECEMOS CADA OPORTUNIDADE DE COMUNICAÇÃO COM OS PAIS PARA
MOSTRARMOS OS LIVROS E EXPLICARMOS A NOSSA TRAJETÓRIA DESDE 2005.


BRINCAR É MUITO BOM!


MOMENTO DE DESCONTRAÇÃO EM FAMÍLIA!


WILLIAM E RINALDO

MUITO SORRIDENTES NA HABILIDADE COM OS BALÕES!


FOMOS LEMBRADOS POR ALUNOS DO COLÉGIO ITACELINA E ELES

GANHARAM UMA LEMBRANÇA!


PÚBLICO INFANTIL É DIVERTIDO... TAMBÉM É DIVERTIDO

BRINCAR COM OS BALÕES!



BELÍSSIMA RECORDAÇÃO PARA A QUERIDÍSSIMA OTÍLIA!

O STAND É DA AZAMOR, E AQUI: BEIJOS, FLORES, AMIZADE

E AMOR!



A HISTORINHA NO "CD" É UM EXCELENTE PRESENTE
PARA OS PEQUENINOS QUE AINDA NÃO SABEM LER!
É SÓ ACOMODAR A CRIANÇA DIREITINHO E LIGAR O SOM...
PRONTO! ISSO VIRA ATIVIDADE DE SABER INFANTIL!
MUITO OBRIGADA!


08 DE MAIO, TÃO ABENÇOADO DIA DAS MÃES!


CARINHOSAMENTE,
PROJETO DE LEITURA CRIANÇA FELIZ!



DEUS OS ABENÇOE!
ATÉ A PRÓXIMA!

TECNOLOGIA E MÁGICA



“Qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistinguível da mágica!”, diz a Terceira “Lei” formulada por Arthur C. Clarke, mais conhecido por ter escrito o conto “O Sentinela”, base para a obra-prima de Stanley Kubrick, “2001: Uma Odisséia no Espaço”.
A considerar esta “lei”, vivemos num mundo de mágica, pois a tecnologia faz parte do cotidiano, tanto que já não nos impressionamos nem mandamos queimar seus autores: cientistas e pesquisadores. O que persiste é que ainda há os que fazem ou usam isso para o bem ou para o mal, além do fato de usarmos essa “mágica” sem entender muito bem como ela funciona.
Não é muito diferente com a natureza:
Nós a usamos - tiramos dela suas mágicas - sem entender direito seus mecanismos e razões. Não é à toa que vivemos tempos de crise ambiental, movida pelo consumismo desenfreado.
Para mudar essa perspectiva de que a fantasia de hoje pode ser o pesadelo de amanhã, dando margem para que mistificadores, fanáticos, ignorantes ou mal-intencionados, voltem a demonizar a ciência e seus desdobramentos, o ideal é criar uma consciência ecológica desde a infância. Não falo de doutrinação, mas de construção do conhecimento que alie ciência, natureza e sociedade, reintegrando o ser humano ao meio ambiente pela consciência de que um e outro são indistinguíveis e fazem parte da mesma “mágica”.
O ideal seria que todas as escolas proporcionassem essa construção de conhecimento, só que laboratórios ainda são caros e seu uso nem sempre é adequado.
Mas, o que impede que mesmo pequenas cidades disponham de centros que, em diferentes níveis, propiciem aos alunos conhecimentos e experimentos científicos e tecnológicos?
Seria fantástico que se multiplicassem equipamentos como a “Cidade das Ciências”, de La Villete, em Paris; ou como a “Estação Ciência”, de São Paulo. Nada impede, no entanto, que sejam criados pequenos centros locais, que sirvam de apoio ao Ensino Fundamental e Médio, e também ao público em geral. Neles, poderia haver laboratórios onde os visitantes assistiriam ou fariam experiências nas áreas de Física, Química e Biologia, que explicassem fenômenos naturais de forma lúdica. Uma sala de projeção serviria para exibição de filmes de ficção científica, seguida de debates sobre os conhecimentos e tecnologias abordados, inclusive sob aspectos ambientais e éticos.
Aliar o fascínio do cinema - tecnologia e fantasia por excelência! - à proposta de formação de cidadãos íntegros e conscientes de suas potencialidades e papel perante o meio ambiente e a sociedade.
Que tal?
Afinal, se não podemos fazer superproduções educativas, que saibamos utilizar inteligentemente as comerciais, discutindo seus erros e acertos, revertendo o que alienam ou distorcem.
No mais, as tecnologias disponíveis permitem acesso à internet com baixo custo, potencializando videoconferências com cientistas e especialistas de empresas.
Esses pequenos centros funcionariam como ambientes para atividades externas às escolas; para a formação de docentes; para o desenvolvimento de projetos e pesquisas de interesse local ou regional; e para lazer. E tudo com a proposta de integrar ciência e tecnologia ao dia a dia, a cidade ao mundo, o ser humano à natureza.
Porque não ter ciência e tecnologia para todos, de forma criativa e divertida, desde a infância?
Formar gerações para o pensamento ecológico, que alie: natureza, tecnologias e suas interfaces é fundamental para reverter o quadro atual!

Adilson Luiz Gonçalves
Mestre em Educação
Escritor, Engenheiro, Professor Universitário e Compositor
Ouça textos do autor em: www.carosouvintes.org.br (Rádio Ativa)
Leia outros textos do autor e baixe gratuitamente os livros digitais: Sobre Almas e Pilhas e Dest’Arte em: www.algbr.hpg.com.br
Conheça as músicas do autor em: br.youtube.com/adilson59
(13) 97723538
Santos - SP




domingo, 8 de maio de 2011

A MAMÃE É UMA VERDADEIRA POESIA!_FELIZ DIA DAS MÃES! PARTES MIRIM, "VERSO PARA A MAMÃE"





VERSO PARA A MAMÃE


MÃE



DA ROSA MAIS LINDA,
NASCI COMO PÉTALA SUAVE!
CRIEI-ME EM TEU ACONCHEGO,
EMBALADA (o) POR MÃOS DE FADA,
RECEBENDO MIMOS E PERFUMES DE CARINHO,
NA BELEZA DO TEU COLO,
JARDIM DE AMOR!


MÃE,

ESSÊNCIA QUE BROTA
NO PEITO E ENRAIZA NA ALMA,
CAULE QUE SUSTENTA
E FORTALECE MEU VIVER!


MÃE,

FLOR QUE ALIMENTA O ENCANTO!
ÉS MOTIVO DO MEU CANTO,
SOU TUA SEMENTE
GERMINANDO ARDENTE,
REGADA (o) POR TUA PAIXÃO!

MÃE,

ROSA RAINHA,
NÃO ARRANHA,
NÃO ESPINHA,
PREENCHE O MUNDO DE COR!
TENS O VERDE DA ESPERANÇA,
LANÇA e GUIA,
RECANTO DE EMOÇÃO!

MÃE,

RECEBA HOJE COM ALEGRIA,
COM TEUS OLHOS DE PUREZA,
CHEIOS DE TERNURA,
ESTA HOMENAGEM,
A MINHA CERTEZA!
A GENTILEZA,
O MEU AMOR E GRATIDÃO!
TE AMO!


TE AMO!




         PARTES MIRIM       PARTES MIRIM      PARTES MIRIM     PARTES MIRIM
*

EXPOSIÇÃO HEREROS DE ANGOLA - FOTOGRAFIAS DE SÉRGIO GUERRA NO MUSEU AFRO BRASIL A PARTIR DE 12 DE MAIO

sábado, 7 de maio de 2011

Contradições, resistências e rock n`roll, por Marli Gonçalves

Contradições, resistências e rock n`roll, por Marli Gonçalves
Sou a própria contradição, mas para quem vê e não sabe. Todo mundo tem direito a pelo menos uma contradição nessa vida; jogue pedras e cuspa rãs quem nunca as teve. Claro, elas devem ser moderadas, e, se possível, evolutivas, para melhor, mas não me venham com preconceitos e bobeiras

Mais uma semana ouvindo que o Bin Laden não morreu, que querem ver o corpinho com as barbas de molho, que o coitadinho, velhinho, estava desarmado, meu saco de paciência estoura. Aliás, ele - o meu saco de paciência - anda meio que mais no limite do que os cestos de lixo espalhados pela cidade, transbordantes, enfeites do descaso urbano pendurados em postes.

Não sei se os surtos vêm da água que bebem, mas tem gente sofrendo de crises infantis do tipo São Tomé, que só acreditam vendo, ou acometidos de gugudadá de muxoxo porque a sociedade civil pressiona e avança, acima da cabeça dos coronéis e pistoleiros e pistoleiras em cargos públicos, eleitos ou indicados pelos seus pares. A decisão tomada pela Supremo, por unanimidade, reconhecendo juridicamente a união de pessoas do mesmo sexo, nos dá certo alento. Algumas gotas pingam das torneiras da Razão.

Ninguém vai obrigar ninguém a casar. Até porque inclusive entre os gays há de praxe uma certa alta rotatividade nas relações, que pode até vir a melhorar. Mas se acabar vai perder a graça. Também não precisa ser gay para entender, apoiar, assim como não é exatamente uma questão religiosa.

Contudo, não é porque sou da Paz que rejeito as regras da guerra. Vivemos em conflito, até com nós mesmos! Padres não viram castrados ao serem ordenados. O desejo chega; não manda recado, nem marca hora. É assim que tudo pode ser, um dia, a nossa realidade, por mais distante que esta pudesse parecer. Não diga dessa água não beberei, com ou sem bolinhas. Se não fui acho que devia ter ido - sempre rola.

A propósito, o tema é respeitar. Mudar, fazer, acontecer, decidir - ou não. Os dias passam. E a geminiana aqui se encontra em sua plena piração anual, que acontece de qualquer jeito. A sorte é que ganhei de presente de Deus um espírito mutável.

Depois dos 50, preparem-se as que quiserem ouvir, fica mais, digamos assim, visível a pressão externa por mudanças, a avaliação, uma certa apreensão com os próximos dias, e não é mais só pela espera da menstruação - de quem gostava muito, e que ando até com saudades da rotina, agora inconstante.

Antes que esqueça, inclusive, explodam-se as convenções. É o que acho. Sou, no bom sentido, moleca; nasci moleca e moleca permanecerei de espírito. Sempre vivi a contradição entre a imagem que os outros vêem e julgam - e o que sou exatamente. Sofri, apanhei, perdi e acabo sendo sempre muito prejudicada por isso, o que me faz sempre evitar fazer juízos "visuais". Cansei de ser chamada de maluquinha, meio louquinha, figura, exótica (é, usam muito essa palavra para mim), ou qualquer outro termo apenas idiota ou condescendente que na verdade busca desmerecer-me, mesmo que sem esse claro propósito. Só o velado, o odioso velado.

Escuto. Pisco. Sei. Faço de desentendida para viver. Tento apenas escapar de que não me atrasem ainda mais a vida por isso. Controlar o que posso, mas só posso com o que é declarado, claro. Queria ver é fazerem metade do que faço, da responsabilidade com que encaro as tarefas que me são confiadas, das renúncias que fui e sou obrigada a fazer.

O mundo é dissimulado demais da conta. Pensam que foi fácil chegar até aqui - com vários arranhões, decerto - mas sendo ainda espontânea, otimista e independente? Sem riquezas e posses, sem olhos claros, e de altura pouco mais de metro e meio? Solteira, sem filhos? Para azar e horror dos que gostam de teses imutáveis, sempre fui estudiosa, sempre fui obediente e boa filha (perguntem por aí, se duvidam), boa irmã, boa amiga, solidária como posso. Trabalho, literalmente, e sem parar, desde os 15 anos de idade, quando pretendi, mas nunca consegui, comprar uma motocicleta, mondo cane. Fui uma das primeiras - ao menos que conheço - a andar de moto, de skate, por aí, e a conviver com garotos sem que isso significasse nada além de amizade. Não havia raça proibida. Nem religião. Nem estado civil, sexo. Tudo isso no meio de uma ditadura. Ou isso ou aquilo. Sempre optei pelos dois, ou três, ou mais quesitos. (...piscadinha marota...)

Sim, quiseram casar comigo, mas me desvencilhei, segura de que só - eu e minhas contradições - seria feliz, porque também sempre achei no caminho gente querendo é me mudar, me prender, tirar o sorriso de minha boca e o brilho dos meus olhos. Alguns conseguiram. Mas fui buscar de volta a tempo. "Atroz contradição a da cólera; nasce do amor e mata o amor". (Simone de Beauvoir).

Aos 8 anos de idade, me joguei na lama por odiar uma roupinha de marinheiro branca e engomada que me obrigaram a usar; a partir daí invento minha própria moda. Quando tem gente vindo, já fui e voltei. Fui e voltei. Voltei e fui, mesmo sem sair do lugar. Nem tão solta como quis, mas sempre com os livres e os livros. Amei e amo muito, inclusive casos que duraram algumas décadas, sem ter o amado, apenas o amante, de todas as cores, credos, carteiras, com cabelo ou não. Apenas algo que me encante.

Sou rock n`roll, mas também sou jazz, e pretendo manter a resistência.Tudo é possível, e aqui no Brasil ainda mais, o lado bom de nossa gente.

Somos nós as contradições vivas, e quem é que sabe disso além de nós mesmos?
São Paulo, astral de 2011, quase virando mais um numerozinho do velocímetro


(*) Marli Gonçalves é jornalista. Usa minissaia e aproveitará bem, até o último instante, tudo o que puder. marligo@uol.com.br e marli@brickmann.com.br



Popularidade e inflação

  


Por Fernando Rizzolo*

Uma das tarefas mais complicadas na consolidação do governo Dilma, na manutenção da popularidade que havia na era do presidente Lula, é, sem dúvida, o controle da inflação. Até que por bem, a presidente nunca foi de falar muito, nem de apregoar uma imensa cruzada contra a pobreza da forma ostensiva como o ex-presidente costumava fazer em seus discursos emotivos que atingiam de modo contundente sobretudo as camadas mais populares.

A grande verdade é que já se percebe nas expressões faciais - nas entrevistas dos membros do governo quando se aborda o tema -, que inflação é algo que atinge diretamente o maior valor agregado do governo petista, que é a chamada popularidade de seus representantes no poder. Por outro lado, fica patente que sem uma política de austeridade, de aperto ao crédito com redução dos prazos dos financiamentos, sem o necessário enfrentamento da realidade da demanda aquecida, fixando-se nessa fase, numa visão mais técnica e menos política, a inflação, como já ocorre em vários países, voltará a se tornar a vilã da economia. O momento, portanto, é de cautela e planejamento. Nem nós queremos correr o risco de enfrentar a inflação, representada emblematicamente pelo dragão que solta fogo pelas ventas, nem o governo há de querer o risco da queda da popularidade, da quebra da confiança, da crítica inevitável e violenta da oposição.

Ademais, sabemos que o consumidor é mais suscetível à redução do prazo de financiamento do que à alta dos juros. Com efeito, oito em cada dez consumidores brasileiros preferem comprar de forma parcelada. Equivale dizer que nem sempre - ou quase nunca - o consumidor tem a percepção de que o aumento do valor da parcela em si, em razão da alta dos juros, uma vez diluída, seja em si um fator determinante e impeditivo no seu voraz desiderato de consumo, principalmente naqueles que se referem aos bens de consumo. Por outro lado, o remédio da redução do prazo de financiamento tem no seu bojo um alto custo político, e isso esbarra na continuidade daquilo que seria um "governo para o povo", como assim sempre afirmaram as lideranças do Partido dos Trabalhadores.


Mas como adequar uma medida técnica sem arranhões populares? O governo tem plena ciência de que um aumento real nas taxas de inflação poderia tornar inócuos - ou menos eficazes - os discursos emotivos, as promessas de inclusão social, as Bolsas Família. Isso porque, é fato, a imensa população pobre e a nova classe média brasileira já se acostumaram com a estabilidade da moeda, e distantes estão da palavra que hoje soa antiga, carestia.

Um dos grandes mecanismos que nesse momento poderá efetivamente contribuir para o controle da inflação - por ironia do destino, e pelo desespero dos exportadores, principalmente do setor manufatureiro - é exatamente o dólar mais baixo, que favorece as importações e aumenta a concorrência no âmbito do mercado interno. Sem contar, é claro, com a continuidade da política de elevação da taxa básica de juros, vez que isso alimenta a entrada de dólares mantendo essa moeda num patamar apreciável, tornando-a um instrumento regulador. Ao que parece, as autoridades monetárias efetivamente desejam o preço da moeda americana baixo como "ancora" nesse processo de controle da inflação.

Trocando em miúdos - e retomando a linha condutora do pensamento iniciado com o desafio que se impõe à nossa governante-, boa mesmo é a postura da presidente Dilma, com poucos discursos inflamados e poucas menções a grandes projetos de transferência de renda no palanque. Mesmo porque, por tudo o que o ex-presidente Lula avançou, a inflação agradeceu; mas agora se tornou uma ameaça. A hora é de agir, porque a emoção não vem mais do discurso da liderança maior da nação, mas dos números e, especialmente, do bolso daqueles que esperam a continuidade da virtuosidade da economia brasileira. Em outras palavras, que esperam manter seu poder de compra e esperam ter condições de pagar o que compraram. Entre a popularidade e a inflação, boa mesmo é a postura da presidente Dilma.....

* Fernando Rizzolo é advogado, professor universitário, membro efetivo da Comissão de Direitos Humanos da OAB/SP, e articulista colaborador da Agência Estado.
www.blogdorizzolo.com.br, rizzolot@gmail.com

 

poesia

 

MULHER

 

Tu és divina ó ser maravilhoso,

Entre a criação tu és a preferida!

Tem o dom de ser mãe e de ser amada pelo homem,

E por Deus de ser reconhecida.

 

Tens no coração a ternura dos santos,

E na alma o amor, nasceste para amar...

Mesmo quando não amada.

Ainda que dos teus olhos escorra uma lágrima,

Mesmo assim estás pronta para socorrer, e acalmar a dor.

 

És tu que no ventre trás o herói ou a santa!

És tu que no simples olhar nos dás a esperança,

Querendo com isso nos dizer,

 Que somos fortes, pois és valente!

Já não temes a morte.

 

Vivaldo Terres

 

Poesia: CORAÇÃO DE MÃE

CORAÇÃO DE MÃE

 

Ser mãe é ser o amor,

É arte da renúncia,

é ser paz, luz, esperança...

É  deixar de existir!

Em nome  do amar os filhos.

 

Embora o amado filho,

Se tenha se perdido na caminhada da existência,  

toda a esperança semeada fora renunciada,

pelas drogas ou a criminalidade.

 

Assim mesmo ela continua

a amar .  

Ele é eternamente filho,

pois o julga digno de piedade.

 

Coração de mãe é algo sobre-humano,

O nosso vocábulo seria,

insuficiente para defini-lo.

Nós devemos tudo a esta belíssima mulher,

   Pois ela que nos deu vida!

 



dhiogocaetano@hotmail.com

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Tiros no Realengo

A mídia destacou o lamentável episódio que ceifou a vida de vários adolescentes dentro de uma escola, no Rio, como o primeiro do tipo, no Brasil.
Um lugar de plantar sonhos, como destacou o Prefeito Eduardo Paes, foi transformado no palco de uma imensa seara de pesadelos, onde inocentes pagaram com suas vidas, o preço de uma tragédia pessoal.
As semelhanças com o “massacre de Columbine”, ocorrido em 1999, nos EUA, são muitas, e levaram especialistas a tentarem entender seus motivos e origens.

Problemas psíquicos do assassino surgiram como o possível principal motivo do desequilíbrio que o levou a perpetrar a chacina e, depois, se suicidar. Poderia ter sido pior, se ele não tivesse sido alvejado, pois, segundo consta, estaria pronto para prosseguir com a mortandade.
Parte significativa desses especialistas concordou que o bullying e uma estranha quietude sempre estão presentes na juventude de assassinos desse tipo.
Bullying, palavra inglesa recentemente importada para descrever o que muitos adolescentes vêm sofrendo desde que o mundo é mundo, vítimas de outros adolescentes, sobretudo na escola, mas também onde se mora, trabalha, nos templos religiosos, ou seja, em qualquer núcleo social onde muito se dita, mas pouco se educa.

A adolescência é um período de extrema fragilidade, em todos os sentidos. Nesse período de transformações metabólicas naturais, que também afetam psicologicamente, jovens procuram autoafirmação, em meio a desafios e ameaças. Não é à toa que, nessa fase, a maioria dos vícios é oferecida e aceita como se fossem “ritos de passagem” para a idade adulta. Também é aí que brucutus e “filhinhos de papais”, que têm mais músculos e financiamento do que cérebro, decidem, em vez de estudar, eleger alguns “cristos” para molestarem. E o fazem com requintes de crueldade: apelidos jocosos, discriminação em atividades sociais e esportivas, humilhação em público e, até, violência física.
A falta de atenção de pais, dos dois lados, e de educadores, além da total ausência de humanidade de seus algozes, torna a vida desses adolescentes um verdadeiro inferno, que muitos temem externar ou pedir socorro, por medo de sofrerem mais discriminação ainda.

Assim, sentimentos terríveis são represados, e ninguém sabe quando e como irromperão. Tudo isso, somado a frustrações sentimentais, numa fase em que a sensibilidade está à flor da pele, pode gerar explosões imediatas ou sequelas por toda vida.
Conheço casos de alunos que se suicidaram dentro de sala de aula, como relatado em polêmica música do Pearl Jam. Ou de outro que, depois de anos de perseguição, resolveu ser pior do que os que o molestavam, para ser aceito em seu “seleto” grupo: a “turma do fundão”. Tempos depois, cometeu um duplo assassinato e se suicidou. Outros, ainda, buscaram “refúgio” em drogas ou fanatismos, político ou religioso.
Nada justifica a triste realidade do enlutado Realengo. Mas quantas vidas já foram anonimamente destruídas pela falta de atenção e apoio, familiar e institucional, prevenindo e identificando contextos semelhantes, não apenas em escolas, mas em qualquer tipo de grupo social?
Faz algum sentido um jovem desejar ou, no extremo, provocar a morte, própria ou de outros?

Então, que essa terrível tragédia sirva, ao menos, para que façamos uma profunda reflexão sobre nossas adolescências, vítimas e algozes, para que saibamos educar nossos filhos e alunos de maneira que este caso, o primeiro do tipo, no país, seja, também, o último!

terça-feira, 3 de maio de 2011

A CAMPEÃ É... VOCÊ MÃE!

A CAMPEÃ É... VOCÊ MÃE!

A cantora Simone, interpreta uma bela composição de Paulo Debétio e Paulinho Rezende, chamada "Uma Nova Mulher".  O sentimento de conquista e o de amor fraternal de uma mulher, não pode ser interpretado como algo isolado, mas um processo que requer reconhecimento por meio da coerência em ser uma verdadeira campeã. Perceba nos itens a seguir, que uma mãe, além dos inúmeros sentimentos, dispõe no íntimo do seu coração algo realmente mágico, chamado amor.

Você é uma vilã ou heroína? - O medo pode ser uma força destrutiva na vida de um ser humano. Mas o que é o medo? A raiz da palavra medo vem do termo em Latim MÉTUS, que significa angústia, ansiedade, covardia, inquietação e temor. É isso que o medo causa na vida de uma mãe, quando ela permite que essa força destrutiva seja maior que o brilho do seu talento. A mulher que permite ser vilã da própria vida usa o medo como uma justificativa. Que tal reverter hoje essa situação? Fortaleça sua autoestima, acredite mais em você, nas suas habilidades e, jamais esqueça, que a mãe pensa com o coração, age pela emoção e vence pelo amor.

Com quem você joga bola? - Durante a apresentação de uma palestra para um auditório com inúmeras participantes do Conselho da Mulher Empreendedora, disse: "Jogue bola com pessoas ruins e você será uma perdedora. Jogue bola com pessoas vitoriosas e você levantará o troféu com elas". Perceba que, se você desejar ser fraca, basta andar com pessoas medíocres, desmotivadas e que somente falam de gente. Em outra perspectiva, se você quer ser uma mulher vitoriosa e uma mãe prestativa, busque continuamente andar com pessoas atuantes, determinadas e empreendedoras. Com quem você está andando?

A letra da música "Uma Nova Mulher" diz em uma das estrofes: "quero ser assim, senhora das minhas vontades e dona de mim". Tudo o que você ama atualmente, um dia era algo desconhecido, estranho ou distante. Você concorda? Seja senhora das suas vontades e não tenha medo de experimentar algo novo. Somente reconhece a sensibilidade do amor, a mãe que olha seu filho no berço e percebe a cada novo dia a descoberta de uma emoção. Seja a cada novo amanhecer, uma pessoa ainda mais valente para sentir que além de heroína, determinada e valente, você mãe, já é uma campeã.


Dalmir Sant’Anna – Palestrante comportamental, Mestrando em Administração de Empresas, Pós-graduado em Gestão de Pessoas, Bacharel em Comunicação Social e Mágico profissional. Autor dos livros "Menos pode ser Mais", "Oportunidades" e do DVD com o tema "Comprometimento como fator de Diferenciação". Visite o site:www.dalmir.com.br

A CAMPEÃ É... VOCÊ MÃE!

A CAMPEÃ É... VOCÊ MÃE!

A cantora Simone, interpreta uma bela composição de Paulo Debétio e Paulinho Rezende, chamada "Uma Nova Mulher".  O sentimento de conquista e o de amor fraternal de uma mulher, não pode ser interpretado como algo isolado, mas um processo que requer reconhecimento por meio da coerência em ser uma verdadeira campeã. Perceba nos itens a seguir, que uma mãe, além dos inúmeros sentimentos, dispõe no íntimo do seu coração algo realmente mágico, chamado amor.

Você é uma vilã ou heroína? - O medo pode ser uma força destrutiva na vida de um ser humano. Mas o que é o medo? A raiz da palavra medo vem do termo em Latim MÉTUS, que significa angústia, ansiedade, covardia, inquietação e temor. É isso que o medo causa na vida de uma mãe, quando ela permite que essa força destrutiva seja maior que o brilho do seu talento. A mulher que permite ser vilã da própria vida usa o medo como uma justificativa. Que tal reverter hoje essa situação? Fortaleça sua autoestima, acredite mais em você, nas suas habilidades e, jamais esqueça, que a mãe pensa com o coração, age pela emoção e vence pelo amor.

Com quem você joga bola? - Durante a apresentação de uma palestra para um auditório com inúmeras participantes do Conselho da Mulher Empreendedora, disse: "Jogue bola com pessoas ruins e você será uma perdedora. Jogue bola com pessoas vitoriosas e você levantará o troféu com elas". Perceba que, se você desejar ser fraca, basta andar com pessoas medíocres, desmotivadas e que somente falam de gente. Em outra perspectiva, se você quer ser uma mulher vitoriosa e uma mãe prestativa, busque continuamente andar com pessoas atuantes, determinadas e empreendedoras. Com quem você está andando?

A letra da música "Uma Nova Mulher" diz em uma das estrofes: "quero ser assim, senhora das minhas vontades e dona de mim". Tudo o que você ama atualmente, um dia era algo desconhecido, estranho ou distante. Você concorda? Seja senhora das suas vontades e não tenha medo de experimentar algo novo. Somente reconhece a sensibilidade do amor, a mãe que olha seu filho no berço e percebe a cada novo dia a descoberta de uma emoção. Seja a cada novo amanhecer, uma pessoa ainda mais valente para sentir que além de heroína, determinada e valente, você mãe, já é uma campeã.


Dalmir Sant’Anna – Palestrante comportamental, Mestrando em Administração de Empresas, Pós-graduado em Gestão de Pessoas, Bacharel em Comunicação Social e Mágico profissional. Autor dos livros "Menos pode ser Mais", "Oportunidades" e do DVD com o tema "Comprometimento como fator de Diferenciação". Visite o site:www.dalmir.com.br

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Busca incessante

 

Por que a vida dispersa meus sonhos...
...tirando-me do coração a doce esperança!
Apesar de homem também sou criança.
 
A vida para mim tem sido uma busca incessante!
Para achar meio para os meus sonhos realizar...
Mas muitas das vezes esses meios não aparecem
Estão é a vez de sofre e chorar.
 
A vida nos trás algumas alegrias...
E com a mesma nos consegue enganar!
 Pesando que seriamos felizes para sempre.
Mas ai vem à dor para nos fazer sofrer
Para nos fazer chorar
Vivaldo Terres

Nota de Pesar


 

Nota de Pesar

  

A Representação Regional do Ministério da Cultura no Estado de São Paulo divulga com pesar o falecimento do ator e diretor Renato José Pécora, Zé Renato, (1926-2011).

Falecido aos 85 anos, vítima de um infarto que o acometeu na madrugada desta segunda-feira, 2 de maio, Pécora foi fundador e idealizador do Teatro de Arena, no ano de 1953.

Em 1958, dirige a peça Eles não usam black-tie, de Gianfrancesco Guarnieri, que contou no elenco com o próprio Gianfrancesco Guarnieri, Eugênio Kusnet, Milton Gonçalves, Francisco de Assis, entre outros, revelando a atriz Lélia Abramo. 

Estão entre suas principais direções, ainda no Arena, Revolução na América  do Sul, de Augusto Boal, em 1960; e Os Fuzis da Sra. Carrar, de Bertold Brecht, em 1962.

Após carreira de sucesso como diretor, Zé Renato estava vivendo um momento de intensa atividade no teatro, encenando a peça 12 Homens e uma Sentença, dirigida por Eduardo Tolentino.

 Zé Renato Pécora foi diretor, dramaturgo, criador de expressivo valor artístico e humano. Protagonizou momentos históricos no teatro a partir da inovação estética com a experimentação do formato arena e da introdução do tema da classe operária no palco.

 O velório ocorrerá nesta segunda-feira, 2 de maio, no Teatro de Arena Eugênio Kusnet (Rua Doutor Teodoro Baima, 94), a partir da 17h. Amanhã, 3 de maio, o féretro sairá às 10h para o Cemitério Gethsêmani do Morumbi (Praça da Ressurreição, 1).

 

Tadeu Di Pietro

Representante Regional do Ministério da Cultura no Estado de São Paulo

 


QUE PAÍS É ESTE?


Autor: Dhiogo Caetano

Não sei se vivemos ou tentamos sobreviver. Viver é enfrentar as múltiplas diversidades da vida; viver é ser livre mesmo quando todo mundo quer cuidar de nós.
É ficar quieto e permanecer calado perante a sociedade que construí normas e padrões de vida.
Muitos têm interesse em saber da nossa história. Dizem que estamos desligados e que mesmo assim eles sempre iram nós socorrer e até pedem para que tenhamos muito cuidado, pois viver neste mundo é muito perigoso e não devemos sair de casa.
Mas nós não devemos temer as construções sociais e as falsas realidades construídas pelas as grandes instituições de nosso planeta. Onde está o povo deste país?
Viver é um hábito de cada um, não importa se eles querem que sejamos de uma forma, pois nós queremos é sair deste mundo de corrupção e de desigualdade entre os homens que na constituição tem direitos iguais.
Meu Deus cadê a nação? Que país é este?
Aqui não têm responsáveis, não tem igualdade, não tem um verdadeiro representante do povo. Mas em contra ponto temos pessoas responsáveis pela corrupção, pelo abuso de poder e pelo autoritarismo que tornou algo natural na sociedade atual.
Somos quem podemos ser? Pra ser sincero é visível que não somos seres humanos; hoje nós somos números, cartões, dinheiro e rótulos.
Todos querem cuidar de nós, mais nós queremos caí e assim poder ver com clareza a verdade disfarçada em meio à ideias pragmáticas que foram construídas ao longo dos séculos e da história da humanidade.
Muitos vão dizer que estamos errados e que viver é muito perigo, eles vão perguntar se levamos muitas pancadas e sempre terá um no poder que construirá um teatro para ouvir nossos problemas e assim promovendo uma falsa ajuda.
Porém, tais poderosos devem ficar ciente que nós não estamos tristes e sim revoltados com a mídia, com os governantes e queremos deixar claro que temos a nossa própria vontade, pois vivemos em um país que se diz democrata.

Acreditar é romper com os limites, possibilitando a construção de novos horizontes.                                                                                                    
                                                                                                                   Dhiogo Caetano

Chegou a hora da Língua Portuguesa

*Por Daniel Zipman
 
 
O Brasil nos últimos anos ganhou posição de destaque no âmbito internacional, ocasionada principalmente por seu desenvolvimento econômico em ritmo acelerado. O país virou alvo dos interesses estrangeiros atraindo grandes investimentos e eventos internacionais, como a Copa do Mundo (2014) e as Olimpíadas (2016).
 
O número de turistas estrangeiros no Brasil cresceu 8% em 2010, em que parte dos visitantes veio para terras nacionais a negócios ou movidos por interesses comerciais. Muitos deles também se estabelecem aqui.
 
O crescimento da popularidade do país no exterior gerou interesses em seguimentos culturais até então pouco explorados, como a língua portuguesa. Segundo pesquisas, só nos Estados Unidos o número de estudantes inscritos em cursos de português cresceu cerca de 11% em relação há três anos.
 
O idioma antes não se constituía como uma língua de valor internacional, mas ao longo da última década, a procura vem crescendo intensamente pelo ensino para estrangeiros e também para brasileiros que reconhecem a importância de dominar a língua materna.
Desta forma, os cursos de português para estrangeiros estão se tornando uma prática cada vez mais necessária e procurada no Brasil. As escolas de idiomas estão inclusive desenvolvendo técnicas para facilitar o aprendizado. Como não é uma língua fácil de ser absorvida, pois diferentemente do inglês, por exemplo, possui muitas variações em suas formas, o ensino tem que ser diferenciado, mais focado e eficaz. Aulas particulares ou em pequenos grupos são uma boa ideia para o aluno assimilar melhor o conteúdo.
Além disso, a procura pela aprendizagem do idioma também é grande entre os próprios brasileiros, já que com a reforma ortográfica, instituída pela Academia Brasileira de Letras com objetivo de padronizar a língua, muitos estudantes precisam de auxílio para aprender as novas regras do português. Muitas mães também procuram as aulas de reforço para melhorar o rendimento escolar de seus filhos.
Isso é uma solução porque, nessas aulas, é possível explorar as principais dificuldades do aluno, assim como enfatizar as novas normas, para aqueles que precisam reaprender a língua.
 
Seja pela procura por jovens brasileiros, por empresas internacionais que necessitam de traduções ou por estrangeiros com negócios no país, o idioma ganha visibilidade e acompanha o lugar de destaque do Brasil no plano internacional.
 
*Daniel Zipman – Diretor do Centro Latino de Línguas (www.cll.com.br)

Maiores são os poderes do povo



Pedro Coimbra
            A primeira constatação é que o ser humano é um animal que não consegue sobreviver por si só. Somos dependentes dos outros desde sempre. Assim estes recém nascidos que são abandonados por todos os lados, segundo a mídia, geralmente estão fadados a terem perdidas suas possibilidades de sobrevivência.
            Vencida, porém esta etapa inicial num  país de miseráveis, somos levados a crer naquela definição do filósofo e escritor francês Jean-Paul Sartre, criador do existencialismo: “Ser homem é tender a ser Deus; ou, se preferirmos, o homem é fundamentalmente o desejo de ser Deus”. Ou seja, ser livre na Natureza, como deve ser a divindade.
            Como necessitamos nos organizar em sociedade procuramos regimes mais próximos da sonho da liberdade. E ocorre que pretendemos viver na democracia, originária da palavra grega “demos” que significa povo. Nas democracias, é o povo quem detém o poder soberano sobre o poder legislativo e o executivo. Todo o poder para o povo e pelo povo...
            Na Páscoa, estava zapeando na televisão e dei de cara com os momentos finais de “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, filme do baiano Glauber Rocha e que sempre me fascinou.
            Glauber Rocha teria hoje seus 72 anos e era o mais autêntico intelectual brasileiro. Com seu sotaque dizia-se marxista, mas tinha todas as características de um verdadeiro anarquista, apesar da formação protestante.
            Apaixonado pelo cinema e pela possibilidade de fazê-lo num país subdesenvolvido como o Brasil em 1957 filma O Pátio, seu primeiro curta-metragem influenciado pelo concretismo. Em 1959 filma o curta-metragem  inacabado Cruz na Praça. Em 1960 assume a direção de Barravento,  seu primeiro longa-metragem, premiado em Karlovy Vary.
Em 1963, em Lavras, tomo contato com suas idéias através do livro Revisão Crítica do Cinema Brasileiro e surge o Cinema Novo que ganha visibilidade internacional.
Em 1964 acontece o Golpe Militar no Brasil, durante viagem de Glauber Rocha ao Festival de Cannes para exibir Deus e o Diabo na Terra do Sol , seu filme-revelação. Em 1965 lança o manifesto A Estética da Fome  com as bases estéticas e políticas do Cinema Novo, sendo preso num protesto contra o regime militar no Rio de Janeiro, no Hotel Glória. Filma o curta-metragem Amazonas  Em 1966 assume uma de suas posições estranhas e filma o curta Maranhão 66, que documenta a vitória de José Sarney para governador. Realiza em 1967 o longa-metragem Terra em Transe, apresentado no Festival de Cannes. O filme é proibido no Brasil e se torna o manifesto de uma geração. Escreve os textos: A Revolução é uma Eztetyka; Teoria e Prática do Cinema Latino-Americano; Revolução Cinematográfica e Tricontinental.
Em 1969 viaja à Europa para exibir O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro  no Festival de Cannes 69 que lhe daria o prêmio de melhor diretor e que é fotografado pelo meu amigo Afonso Beato.
Viaja para a Catalunha em 1970 onde filma Cabezas Cortadas. Monta o curta Câncer, filmado em 68  Em 1974 polemiza ao declarar que o general Golbery do Couto e Silva, militar nacionalista,  é um dos "gênios da raça". Em Roma, conclui História do Brasil. Ali, em 1975, filma Claro, com Juliet Berto. Filma em 1976 o velório do pintor Di Cavalcanti, premiado em Cannes, sob protesto da família. O filme está proibido até hoje.
Em 1978 filma A Idade da Terra em Salvador, Brasília e Rio de Janeiro. Escreve para vários jornais, provocando polêmicas e reações. Inicia o programa Abertura, na TV Tupi, em que faz entrevistas com grande repercussão e inventa uma linguagem própria. Participa em 1980 do Festival de Veneza com Idade da Terra . O filme, um dos mais radicais como linguagem, gera polêmicas em Veneza e é mal recebido no Brasil. Morre no dia 22 de agosto e é velado no Parque Lage, cenário de Terra em Transe, em meio a grande comoção e exaltação.
            Em “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, o personagem Corisco (Othon Bastos) já crivado de balas por Antônio da Mortes (Maurício do Vale) grita quase morrendo: “Maiores são os poderes do povo”.
            Acreditei e sonhei com esta idéia do desgrenhado Glauber Rocha por muito tempo, até que vieram as Diretas-Já e a redemocratização do Brasil continuou nas mãos da classe dominante.
            Por isso o baiano com suas idéias estranhas faz muita falta hoje em dia, onde a política parece um insípido sanduíche fast-food...

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