quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

MUSEU AFRO BRASIL ABRE INSCRIÇÕES PARA O FÓRUM SOBRE RELAÇÕES RACIAS

 

 

Museu Afro Brasil: Fórum sobre relações étnico-raciais destaca a comemoração do Mês da História do Negro Americano

 

Evento: Fórum "Uma Visão Comparada das Atuais Relações Raciais nos EUA e Brasil"

Data: 24 de fevereiro, das 14 às 17 horas

Local: Museu Afro Brasil - Auditório Ruth de Souza

Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral, s/n – Parque Ibirapuera

Inscrição: Gratuíta

Informações: (11) 5579-0593

 

São Paulo - O Museu Afro Brasil em parceria com o Consulado Geral dos Estados Unidos promove no próximo dia 24 de fevereiro, das 14 às 17 horas, o Fórum Uma Visão Comparada das Atuais Relações Raciais nos EUA e Brasil. O evento destaca as comemorações do Black History Month (Mês da História do Negro Americano), que todo mês de fevereiro mobiliza a comunidade afro-americana. O evento reunirá especialistas convidados dos dois países para compartilhar experiências e discutir sobre o tema. O Cônsul Geral, Thomas White e o Diretor-Curador do Museu Afro Brasil, Emanoel Araujo falarão na abertura do evento.

O painel de discussão contará com as participações de seis convidados: Dr. David Brooks,  Cônsul Político – Professor de História; Dr. Calvin Watlington,  Cônsul Administrativo - Advogado; Deneyse A Kirkpatrick, Vice-Cônsul-   Mestre em Administração de Negocios da Universidade de Howard e Mestre em Administração da Universidade de Georgetown; Prof. Luiz Carlos dos Santos, Sociólogo e Pesquisador de Relações Raciais no Brasil; e Jackline Romio, pesquisadora USP/UFBA. A mediação será da Dra. Ligia Ferreira, presidente do Conselho do Museu Afro Brasil.

No encerramento do evento os participantes farão uma visita orientada à Exposição "Eu Tenho um Sonho: De King a Obama - A Saga Negra do Norte", aberta em novembro de 2009.

O evento é dirigido aos funcionários do Consulado Geral dos Estados Unidos, estudantes da USP  e de outras instituições  e interessados nas questões raciais no Brasil. 

 

Mês da História do Negro Americano - Todo mês de fevereiro é  dedicado à História do Negro Americano. Nos EUA são rendidas homenagens às lutas e triunfos de milhões de cidadãos americanos diante dos mais difíceis obstáculos, como a escravidão, o preconceito, a pobreza, bem como às suas contribuições à vida cultural e política da nação.

     O Mês da História do Negro Americano foi uma  inspiração de Carter G. Woodson,  acadêmico e historiador notável,  que instituiu a Semana da História do Negro em 1926. Ele escolheu a segunda semana de fevereiro por coincidir com o aniversário do presidente Abraham Lincoln e do abolicionista Frederick Douglass.

De acordo com o censo, há mais de 41 milhões de habitantes negros nos Estados Unidos, incluindo os de mais de uma raça. Eles formam 13.5 por cento da população total norte-americana.

 

 

Serviço:

Museu Afro Brasil – Organização Social de Cultura
Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral, s/n – Parque Ibirapuera – Portão 10
Funcionamento: de terça a domingo – das 10 às 17 horas (permanência até às 18 horas)
Estacionamento: Portão 3 – Parque Ibirapuera (Zona Azul)
Entrada: Grátis
Informações: (11) 5579-0593

 

 

"CARTÃO DE PÁSCOA"_"MENSAGEM PASCAL"

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"AULA DA PÁSCOA"_"ARTESANATO COM BALÕES"_"CHAMADINHA ESCOLAR COM CENOURA DE E.V.A LARANJA E FOLHA COM PAPEL CREPOM! BOA PÁSCOA, COM JESUS NO CORAÇÃO!

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bunnyridingbikeschoolsm.gifBOA PÁSCOA NO RENASCIMENTO, NA PAZ DE CRISTO!


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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

TEXTO_ música, rima e quadrinha_"BRINCAR CARNAVAL"




BRINCAR CARNAVAL


Brincar carnaval, brincar carnaval,
cantar e dançar,
alegria total!

Uma pinturinha no rosto
ou máscara e fantasia,
vou seguindo brincando muito,
batendo palmas,
me entregando ao banho de espumas!

Brincar carnaval, brincar carnaval,
cantar e dançar,
alegria total!

Tem urso, fada e borboletinha
sambando perto da flor.
Tem confete, tem serpentina,
tem muitas cores em meu amor!

Brincar carnaval, brincar carnaval,
cantar e dançar,
alegria total!

PARTES MIRIM


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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

ATIVIDADE DE CRIANÇA: "MÁSCARA DE CARNAVAL OU LEMBRANÇA DE COELHO DA PÁSCOA EM E.V.A"



ESSA DICA É BACANA MESMO!

PODE ESCOLHER CONFECCIONAR UMA MÁSCARA DE CARNAVAL

OU LEMBRANÇA DE COELHO DA PÁSCOA!

UM RECURSO SIMPLES, BARATO E LINDO!



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DICAS





LEMBRANÇA DE COELHO DA PÁSCOA em E.V.A

MEDIDA total- 30 cm (O tamanho de uma régua comum).



*O modelo da foto está em E.V.A laranja.

É o coelho suporte para mini ovinho. (cestinha)

Fiz rapidinho para a finalidade de modelo mesmo,

te ajudando a ver que as partes precisam ser iguais,

porque aparece a diferença.



Então você faz o molde do seu contorno do coelho

em 15 cm e corta duplo, tá?



*Faz o seu coelhinho branco, que fica lindo!

*O coelho é fechado com fita no pescoço.







*Na confecção da MÁSCARA DE CARNAVAL,

basta enfeitar com colagens diversas, brilhos, botões espelhados,etc.

Fazer o furo nas laterais e amarrar com elástico.

Lembrando que o local para a abertura do olho,

fica entre os "9 e 13 cm" DA RÉGUA.

Em corte duplo, os dois espaços dos olhos ficam certinho!





*Espero que tenham gostado!






quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Uma velha história

Pedro Coimbra
ppadua@navinet.com.br


Fim de semana modorrento, um calor insano que ventilador ou ar condicionado nenhum consegue amainar, às vésperas de mais um carnaval.
A única solução é beber bastante água de coco e ficar zapeando pela tevê a procura de um assunto interessante.
O que surge na telinha prende minha atenção e me assusta, numa reportagem enorme sobre profecias e algumas vagas informações científicas que dizem que este nosso mundinho de Deus de 2012 não passará.
Demoro a cair na real e fico pensando que quando era menino as pessoas diziam que acabaríamos ora debaixo d´água ou no fogo e que de 2000 não passaríamos.
A matéria fala dos maias, de uma tribo de índios americanos, de indus, de Nostradamus, cientistas pouco conhecidos, choque de um asteróide com o planeta e atividade solar...
Esta salada fantasiosa, com resquícios de veracidade, me faz lembrar meu pai que sempre foi um homem muito pragmático e que sempre dizia que profecias eram desvarios, seus autores eram incapazes de prever seu próprio destino e que tinham mais aceitação na medida em que fossem mais enigmáticas.
A raça humana acabará um dia, como já aconteceu com diversos seres que habitaram a Terra. O planeta também, pois mesmo gigantescas estrelas são engolidas por buracos negros ou vitimadas pela sua força gravitacional.
Afinal de contas, tudo é finito, menos o espírito.
Por conta dessas teorias estapafúrdias fanáticos aglutinam seguidores e o final é sempre de descrença e tragédia...
Mais importante para mim agora na telinha é a história de uma dona de casa bonitinha, com umas gordurinhas a mais, que quer recuperar sua auto-estima no verão e vestir um biquinininho bem sensual.
Acaba nas luzes da mídia, vitimada por magarefes, que por preço aviltado praticam procedimentos cirúrgicos de que só ouviram falar.
E lá vai mais uma mulher engraçadinha vitimada por operação plástica que parecia ser tão baratinha...
Os autores da carnificina nunca serão punidos, como já se tornou...
E as crianças que desaparecem sem nunca mais dar notícias? O que acontece com elas? Tornam-se novos Peter Pan, perdidos na Terra do Nunca?
Por incrível que pareça, as vésperas do mundo acabar, segundo pessoas bem informadas a maioria delas é vitimada por rituais de Magia Negra...
Ainda bem que na alta madrugada sintonizo um canal onde Chico Pinheiro, José Renato, ex- Boca Livre, e Vanderléia, a Ternurinha, batem papo sobre música.
Eu que durante muito tempo tive traumas por ser apaixonado por bossa nova e rock, tudo ao mesmo tempo, vejo com prazer o compositor afirmar que música é principalmente atitude.
E não é a nossa vidinha uma velha história, sempre uma reação ou maneira de ser diante das situações?
Desligo meu eletrodoméstico e penso que um estudioso de Nostradamus bem poderia encontrar uma centúria que indique que tudo vai se acabar bem longe do amor e alegria, de preferência numa Quarta-Feira de Cinzas...

Outros Carnavais

Era o ano de 1965:
Eu tinha cinco anos de idade e morava num bairro simples e tranquilo, onde as crianças podiam brincar na rua, sem sustos.
Só havia casas e as portas podiam ficar destrancadas durante o dia. O único senão era o casarão da esquina, único com muros altos, onde nunca víamos ninguém. Era a nossa casa mal-assombrada!
De noite, nos dias quentes, as pessoas colocavam cadeiras nas ruas e todos conversavam. Havia respeito, confiança e amizade.
Nosso quintal tinha mamoeiro, nespereira, laranjeira e uma horta bem diversificada, com canteiros e cercas. E olhem que o terreno tinha apenas cinco metros de largura! Mas eram as carambolas da Dona “Zalé”, vizinha predileta, o objeto de desejo. O dinheiro era curto, mas a felicidade não tinha preço.
O Carnaval era uma brincadeira inocente. Havia malícia e sensualidade, sem dúvida, mas também havia limites consensuais.
Todos os clubes tinham bailes e sempre estavam cheios, como os campos de futebol de então. Havia bailes públicos nas ruas, desfiles de fantasias e escolas de samba sem a pompa e circunstância de hoje, mas com alegria despretensiosa.
Os grandes artistas ainda compunham marchinhas para a época. Havia batalhas de confete, corsos e encontro de blocos, onde o máximo que acontecia era um jogar farinha e água (água mesmo!) no outro.
Pais e filhos caminhavam de mãos dadas entre foliões fantasiados.
As brincadeiras eram consentidas. Havia quase uma cumplicidade de todos.
Tudo era uma grande e democrática festa!
O clima contagiava todos e as pessoas se olhavam e se relacionavam sem tanto preconceito e formalidade.
Se para as crianças tudo já era uma grande festa e fantasia, o Carnaval era o ponto culminante!
Um dia, um vizinho, dono de um caminhão de aluguel, resolveu convidar todas as crianças da rua para dar um passeio. Os pais nem titubearam: “Podem ir!”.
O caminhão era um Ford da década de 1920, daqueles que a partida era na base da manivela. Ninguém se importou, pois além de quase ninguém ter carro, fazia sucesso na televisão a série “Comedy Caspers”, com vários personagens do cinema mudo, entre eles um grupo de crianças que tinha um parecido.
Subimos todos na carroceria, munidos de confete e serpentina, e iniciamos nossa pequena odisséia pelas ruas da cidade.
Saudávamos e éramos saudados por todos! Outras crianças corriam, tentando pegar nosso véu de serpentinas ou dar-nos um “caldo”. As buzinas faziam coro.
Foi a primeira e última vez que fiz esse passeio, pois no ano seguinte mudamos de bairro, para um apartamento. Pouco depois, soubemos que a Dona “Zalé” falecera.
As fantasias de infância foram desaparecendo, queimadas pelo amadurecimento precoce, e a vida virou, por um longo tempo, uma Quarta-Feira de Cinzas.
A cidade perdeu seu jeito inocente. As pessoas não convivem mais nas ruas, mas em grupos “seletos” e fechados, que vivem de querer tudo para si e nada para os outros. Mas a casa e as lembranças daquele carnaval ainda estão lá!
Curiosamente, lá se vão mais de quarenta anos. Uma quaresma!
Graças a Deus, não precisei de tanto tempo para ressuscitar a crença em dias melhores. Hoje sei que mesmo os dias que parecem ruins, são prenúncios de melhores, pois, mal sabia eu, minha Colombina, que só conheci muitos anos depois, morava a poucos metros daquele apartamento sem glamour nem quintal.
Hoje, fazemos parte do bloco da esperança, que precisa sair para desfilar, jogar seus confetes e serpentinas, e trazer o povo para as ruas, para voltar a se conhecer, conviver e respeitar.
Que tal vir para esse bloco também, “Seja você quem for, seja o que Deus quiser. Seja você quem for, seja o que Deus quiser”?

ATIVIDADE DE JARDIM DE INFÂNCIA

ATIVIDADE JÓIA PARA FAZER NO JARDIM DE INFÂNCIA!

TEM PINTURA, TEM COORDENAÇÃO MOTORA FINA DE PAPEL

PICADO E AMASSADINHO,TEM COLAGEM, TEM LETRA INICIAL

PARA APRENDER "O SOM DA COR"







PARA FAZER O SEU CADERNO DE SOM E COR,

COM O DEDO OU COM PINCEL, PINTE A FOLHA

DE UMA SÓ COR E ESPERE SECAR. DEPOIS,

AMASSE PEDACINHOS DE PAPEL, FAZENDO BOLINHAS

PARA COLAR SOBRE O TRAÇADO DA LETRA QUE A

SUA PROFESSORA DESENHAR.

AMARELO começa com "A"

AZUL começa com "A"

VERMELHO começa com "V"

VERDE começa com "V"

PARABÉNS! A SUA FAMÍLIA IRÁ GOSTAR!

TENHO CERTEZA QUE O SEU TRABALHO

É LINDO QUANDO VOCÊ APRENDE MAIS.



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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Estádios da Copa de 2014 serão arenas multiuso

 

Campos esportivos promoverão cultura, turismo, esporte e lazer antes, durante e depois dos jogos

 

São Paulo (09/02/10) O que é uma arena de futebol? Há uma diferença conceitual que as singulariza diante dos estádios que hoje o Brasil conhece. Além do uso básico e fundamental, garantir espaço para as partidas das seleções, as arenas viabilizam diversos espectros econômicos que sustentam o fluxo de visitantes durante os jogos de futebol.

 

Um dos setores que serão impulsionados por essas novas estruturas é o turismo, segundo Rodolfo Torres, Gerente do Departamento de Desenvolvimento Urbano e Regional do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Elas constituirão um novo paradigma do futebol mundial: "Sem arenas, não teremos Copa. Elas integrarão o futebol à inserção sócio-esportiva dos visitantes, além da sustentabilidade ambiental. A Copa se espalha pela economia, o que é uma oportunidade que não pode ser desperdiçada", definiu.

 

Para o BNDES, esses equipamentos esportivos são prioridade de financiamento. Por intermédio do ProCOPA Arenas, o banco visa dar suporte à "construção de campos multiuso de tamanho padrão, o que gira em torno de 45 mil lugares, e autossustentáveis do ponto de vista das operações pós-Copa e do custo de manutenção da estrutura", definiu.

 

Ao todo, o BNDES dispõe de R$ 4,8 bilhões para custeio de arenas brasileiras. O teto financiado será de R$ 400 milhões por estádio, com prazo de 15 anos para pagamento e até 3 anos de carência. A instituição financeira estima que com até R$ 530 milhões será possível erguer completamente uma arena com todas as especificações técnicas exigidas pela FIFA.

 

EXPERIÊNCIA SUL-AFRICANA

 

A cidade de Durban, na costa ocidental da África do Sul, segue a tendência de construção das novas arenas de futebol. Conforme Eric Apelgren, coordenador de relações governamentais para a Copa do Mundo 2010, o caráter multifuncional da arena municipal viabiliza a sustentabilidade econômica desse espaço, pós 2010. "Mais que ser uma estrutura moderna, o conceito permite que o estádio seja usado sete dias da semana", explicou.

 

O futebol, portanto, não será a única fonte de renda desse tipo de estádio. "Buscamos um projeto que possa gerar renda extra e que assegure às áreas de recepção o seu uso durante ou depois da Copa, em outras formas de entretenimento". Um exemplo são as áreas vip, as suítes e o teleférico, já instalado e em pleno funcionamento, que já atrai turistas ávidos pela vista completa da obra de engenharia contemporânea. "Esses espaços são comercialmente viáveis, juntamente com outras áreas públicas ali criadas. O projeto inclui um anfiteatro, área aberta, playground, pista de corrida, restaurantes. Queremos uma Copa muito maior que o próprio futebol", observou. (Mtur)

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Santos 2 x 1 São Paulo - Artigo: "FUTEBOL MOLEQUE"

 

 FUTEBOL MOLEQUE

 

Sou santista desde que me entendo por gente, nascido na cidade e torcedor do Santos FC.

Quando eu nasci, Pelé já era mais do que mundialmente consagrado - coroado “rei”, apesar de seus poucos 19 anos - e o time da Vila Belmiro, que já estava virando “a vila mais famosa do mundo” encantando até quem não torcia para o alvinegro praiano mas, principalmente, tirando o sono dos adversários mais fanáticos.

Aqueles eram tempos de futebol fácil. A única regra era matemática: ganhava quem marcava mais gols do que sofria! Outras máximas desse futebol ofensivo eram: “A melhor defesa é o ataque!” e “Quem não faz, leva!”. Simples, assim!

Com isso, ir aos estádios era pura diversão!

Pelé só saiu, já aos 34 anos, para jogar no exterior. Antes, recusou inúmeros convites para atuar em clubes famosos. E ele não era exceção: até então, dava para contar nos dedos os brasileiros que partiam para o Velho Mundo.

Por conta disso, o futebol brasileiro era uma grande festa, fervilhando de craques e times maravilhosos.

Aí, lá para o final dos anos de 1970, começou o êxodo de brasileiros para o exterior: Marinho Perez, Luiz Pereira, Leivinha, Jairzinho...

O futebol brasileiro, tricampeão mundial jogando “futebol arte”, de repente achou que tinha que aprender com a retranca européia. O 4-2-4 foi morto e sepultado, os pontas foram banidos e entramos na “fila”.

Com a “porteira aberta”, os europeus continuaram a levar nossos craques, nas décadas de 1980 e 1990: Zico, Careca, Sócrates, Romário... Foi nessa época que comecei a ver crianças ostentando, orgulhosas, uniformes de times estrangeiros.

Para piorar, até alguns técnicos de seleção começaram a exortar os poucos craques que ainda estavam no Brasil a irem para o exterior.

Isso também afetou aquele ótimo time do Santos, de 2002:

Perdemos Diego, Elano, Alex e, finalmente, Robinho, o “Rei das Pedaladas”.

As investidas de europeus, asiáticos e árabes chegaram a tal limite, que jogadores juvenis passaram a ser “contratados” ainda nas fraldas. E o futebol brasileiro voltou a ser burocrático, sem graça, tanto que chegaram a importar “ídolos” argentinos, para suprir a deficiência nacional!

Repatriação? Bem, voltavam só os “rodados”, se bem que Zé Roberto ainda estava tão bem, que o chamaram de volta.

Aí, trouxeram o Ronaldo de volta... E dá-lhe marketing!

Ainda investindo no futuro, o Santos fez estrear Neymar; Paulo Henrique Ganso foi outra grata surpresa; Dorival Júnior começou a “arrumar a casa” e aí, quando ninguém esperava, Robinho voltou, antes dos 30! E dá-lhe marketing, também!

E não é de marketing que vive o negócio futebol? E negócio tem que dar “retorno”!

A estréia dele foi contra o poderoso São Paulo, que também é santo e faz dos seus milagres. Mas o time da Vila, pródigo em duplas históricas, colocou Neymar e Robinho, no segundo tempo.

Bastaram poucos minutos para o futebol moleque, simples e envolvente, ressuscitar, num jogão de bola!

E a estrela voltou a brilhar!

Bem vindo, Rrrrrobinho, com ou sem “letra”! E que outros voltem para que a magia retorne definitivamente aos gramados brasileiros!

 

Adilson Luiz Gonçalves

Mestre em Educação

Escritor, Engenheiro, Professor Universitário e Compositor

E-mails: algbr@ig.com.br e prof_adilson_luiz@yahoo.com.br

 

sábado, 6 de fevereiro de 2010

PROMOTORAS LEGAIS POPULARES

Elas são as líderes da comunidade que orientam, dão conselhos e promovem a função instrumental do direito na vida diária de mulheres que trabalham em benefício dos segmentos populares, com legitimidade e justiça.


O objetivo do trabalho dessas promotoras é criar uma consciência entre as mulheres a respeito dos seus direitos. Pois ignorando tais direitos a mulher acaba por prejudicar a si própria.


Também visa desenvolver na mulher uma consciência crítica a respeito da legislação existente e dos mecanismos disponíveis para aplicá-la de maneira a combater o Sexismo e o Elitismo.


Tem como meta levantar questões onde os educadores não são apenas aqueles que educam, mas também são educados no processo de educação. De que forma? Através de diálogos, troca de informações e outras técnicas que permitam um crescimento interior, contínuo tanto para os alunos como para os professores.


Enfim, é um projeto de cidadania com sexo, raça, etnia, orientação sexual e classe social, que teve origem numa união de forças do Instituto Brasileiro de Advocacia Pública – IBAP, da União de Mulheres de São Paulo e do Movimento do Ministério Público Democrático com a intenção de desenvolver a cidadania e igualdade de direitos.


“O curso me fez aprender que, além dos meus direitos, eu tenho os meus deveres para com a sociedade e acima de tudo com o ser humano.”

(Marcia Francisca de Souza – Promotora Legal Popular, formada em 2001, em São Paulo).


Na cidade de Santos o curso será ministrado sob a coordenação das soroptimistas da cidade, na UNISANTA. Às quartas-feiras, das 18h00 às 20h00. Informações pelo telefone:

3261-5508 (13)


NAIR LÚCIA DE BRITTO

Lindas de Morrer


O padrão de beleza feminino é historicamente relativo:
Até a Renascença a moda era ser gordinha, pois magreza era considerada sinal de doença, num período marcado por pouca higiene e, por consequência, grandes epidemias.
Logo em seguida os excessos adiposos foram confinados em sufocantes espartilhos. De certa forma, esta moda perdurou até a década de 1950, pois as principais atrizes de Hollywood, que eram, digamos, bastante voluptuosas, tinham que usar vestidos dois números menores para realçarem ainda mais suas formas. Jane Russel que o diga... Em suma, em algum momento alguém estabeleceu que beleza era sinônimo de sofrimento físico, semelhante à máxima do boxe: "No pain, no gain!".
Obviamente, esses padrões só prevalecem para quem se dispõe a segui-los. E existem muitas mulheres dispostas a fazê-lo.
O que se vê é pouca preocupação com o bem-estar e muita com os padrões de beleza impostos pelo mercado. E vale tudo para estar na moda, desde usar "modelitos", acessórios e maquiagens que beiram ao ridículo (mas basta tirá-los para voltar ao normal), até danos ao corpo, como "piercings" e tatuagens, que transformam seres normais em híbridos do monstro de Frankenstein com membro da Yakuza. Afinal, "Moda é moda!": celebração das aparências!
Mas o que mais preocupa é o fascínio que o mundo "fashion" exerce sobre meninas cada vez mais jovens e imaturas, agravado por pais "distraídos" e recrutadores, agentes e clientes insensíveis. Porque tantas se lançam de corpo e alma, mas sem muito raciocínio, nesse universo de luzes e imagens?
Os meninos querem ser jogadores de futebol: atléticos, fortes, rápidos... Já as meninas querem ser modelos: magérrimas e frágeis!
Para muitas delas, mesmo antes do início da adolescência, "manter a forma" é uma obstinação recheada de dietas doidas, cirurgias e "malhações" insanas. O corpo, magro e alto, em vez de sadio e bem cuidado fica susceptível a doenças típicas do meio, tais como: anemia, anorexia e bulimia. Seria curioso ver quem define esses padrões estéticos subnutridos desfilar nas passarelas... Será que eles os seguem? Além disso, é tragicômico verificar que, num mundo onde milhões de pessoas morrem de inanição, esqueléticas por falta de alimento ou por não ter dinheiro para comprar o que comer, milhares de jovens passam fome e ficam esquálidas para alcançar fama e dinheiro!
O limite entre o profissionalismo e a neurose é quase imperceptível, e as implicações psicológicas podem assumir proporções de uma bola de neve descendo a montanha.
É natural buscar ser atraente, mas quando isso põe a saúde e a vida em risco, as tragédias mitológicas de Narciso e Helena de Tróia passam a fazer todo o sentido: A beleza vira um fardo... Um castigo!
Mas de quem é a culpa? Da imaturidade? Da ambição? Do mercado, que joga com o inconsciente das pessoas para impor modas (ou melhor, seus interesses comerciais) como se fossem "tendências"? Ou da sociedade, que se submete a esse "jogo"; que em nome do "glamour" consome meninas que via de regra são selecionadas aos 13, atingem o "auge" aos 18, estão "decadentes" aos 25 e entram em depressão aos 28, quando não piram ou morrem, antes?
Enquanto a “ditadura da moda” mantiver essas exigências, quem escolhe esse rumo precisa estar atento para não perder, literalmente, os sentidos ou a vida!
A vida é bela! E não há beleza física - efêmera, por natureza - que justifique seu desperdício ou perda!

Adilson Luiz Gonçalves
Mestre em Educação
Escritor, Engenheiro, Professor Universitário e Compositor

O fim da trapizonga do Tró-ló-ló


Pedro Coimbra
           
Dizem que Santana naqueles tempos era uma corrutela onde se escondiam portugueses, paulistas, índios, negros e aventureiros vindos de todos os locais do mundo conhecido. Quase sempre os primeiros trabalhavam de sol a sol e os outros viviam de espertezas.
            Jean Claude Troisgros surgiu de um dia para outro, com roupas estranhas e um perfume exalando um forte odor e fala enrolada. Para uns dizia-se francês e para outros prussiano.
            Como muitos parecia ter vindo a procura do ouro e das pedra preciosas nos rios e riachos das serras, mas queria mesmo era depenar os trouxas nas mesas de jogos.
            Mas uma coisa todos reconheciam nele: era o melhor de todos com uma espada na mão.
            Um dia, juntou sua tropa de mulas, escravos, índios e muitas mulheres e se mudou para a beira do rio, debaixo de um frondoso jacarandá.
            Em pouco tempo construiu uma grande casa, cheia de quartos, uma enorme cozinha e uma grande senzala para abrigar os serviçais escravos negros.
            Festas memoráveis, grandes orgias, lugar seguro para os potentados da época, naquela que foi considerada pelos historiadores a primeira casa de tolerância da Capitania das Gerais.
            Contava ele mais de oitenta anos quando morreu de morte natural, deitado com uma bugrinha sem vergonha, em uma rede.
            Aos poucos todos os agregados deixram a casa, que por falta de herdeiros foi se acabando.
            Até que apareceu Joaquim Tró-ló-ló que tinha esse apelido pelo tamanho descomunal do seu traseiro. 
            Era o melhor mestre de obras daquelas paragens e tudo o que sabia aprendera na Corte com os oficiais portugueses que embarcaram na aventura de Dom João VI, Rei de Portugal que corria dos franceses quando aportou nas terras brasileiras.
            Olhou para a casa abandonada, quase uma tapera, abanou a basta cabeleira e daí por diante tomou conta do lugar que todos diziam ser mal assombrado.
            Começou então a comprar todos os trastes que encontrava para sua estranha construção que era sempre no sentido vertical.
            Um frei capuchinho que foi visitá-lo disse que pelo jeito Tró-ló-ló queria atingir os céus e acabou abençoando-o e a sua obra, uma perfeita Torre de Babel, a troco de algumas moedas.
            Nos últimos tempos Tró-ló-ló não mais comia e nem dormia. Com uma botelha de um vinho verde ordinário sempre a mão prosseguia sua edificação que para alguns já estava mais alta que a torre da igreja da irmandade dos pretos.
            Mas tudo nessa vida tem seu preço. No fundo aquela trapizonga do Tró-ló-ló era um culto a ambição humana e uma afronta a Deus, toda a gente do lugar dizia.
            Numa noite de lua cheia ouviram-se grandes estalos por toda aquela parafernália que veio a baixo.
            O corpo de Joaquim Tró-ló-ló nunca foi encontrado e os moradores diziam que virou alma penada, assombrando o lugar, abraçado a Jean Claude Troisgros, o francês.
            Jogaram sal grosso nas ruínas e nunca mais ninguém ousou tomar posse daquele sítio que ficou abandonado para sempre..
            Ali só o que permaneceu exuberante foi o jacarandá, beirando os céus...
           
    

Enquanto isso...


Brasília - Michel Temer é reconduzido à presidência do PMDB Foto: Antônio Cruz/ABr

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Faça já sua inscrição no Prêmio SEBRAE e concorra até 25 mil reais


Você tem até o dia 5 de março para inscrever o seu trabalho no Prêmio SEBRAE DE JORNALISMO, que vai premiar matérias e reportagens que abordam o universo das micro e pequenas empresas.
Todos os inscritos receberão uma assinatura semestral da Revista IMPRENSA e ainda podem concorrer aos seguintes prêmios:
• Para os vencedores das 4 principais categorias (Jornalismo Impresso / Radiojornalismo / Telejornalismo / Webjornalismo) o prêmio é de R$ 12.500,00.
• A mesma premiação (R$ 12.500,00) será concedida ao vencedor do Prêmio Especial do Júri, que premiará a melhor matéria inscrita sobre a pauta empreendedorismo.
• A dotação da Menção Honrosa para Fotojornalismo e Repórter Cinematográfico será de R$ 3.000,00.
• E quem conquistar o Grande Prêmio receberá R$ 25.000,00.
Não perca tempo! Selecione suas melhores matérias/reportagens, veiculadas de 1o de janeiro de 2009 até 28 de fevereiro de 2010, e faça sua inscrição no site. Não há limite de inscrição nem por veículo, nem por jornalista.
Depois é só enviar o seu trabalho via correio ou entregar na própria sede da Revista IMPRENSA, no endereço Rua Rego Freitas, 454 - 6º andar, conj. 61 - Centro - CEP: 01220-010 - São Paulo-SP.
Serviço:
Revista IMPRENSA
Fone - (11) 2117-5300
premiosebrae2@portalimprensa.com.br

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Acesso à cultura, nosso maior desafio



Por Antoninho Marmo Trevisan*

Economia forte, instituições políticas sólidas e boas perspectivas colocam o Brasil na posição de uma das nações mais promissoras do mundo neste começo de ano. No entanto, o pouco acesso à cultura continua a ser um dos nossos pontos frágeis.
Estas são as constatações que podemos subtrair dos levantamentos feitos pela revista International Living, publicação norte-americana que, desde o começo da década, elabora a medição informal do índice de desenvolvimento humano (IDH) de quase 200 países. Em 2010, os primeiros colocados são, respectivamente, França, Austrália, Suíça, Alemanha, Nova Zelândia, Luxemburgo, Estados Unidos, Bélgica, Canadá e Itália.
O Brasil aparece em 38º -- nada mal, tendo em vista que foram 194 avaliados, mas ainda assim numa posição menos honrosa que a do Uruguai (19º lugar), da Argentina (26º) e do Chile (31º). Nossas melhores pontuações ocorreram nos quesitos de liberdade e segurança (foram analisados riscos de guerra e de ataques terroristas, e não a questão da violência urbana). Nossos piores desempenhos foram em infraestrutura e acesso à cultura.
O que a International Living fez foi tabular aquilo que constatamos na prática. O Brasil é um País que incorporou os valores democráticos e que pratica a tolerância, mas ainda tem muitas lacunas a preencher. Na área de infraestrutura, um dos nossos calcanhares-de-aquiles, estamos investindo fortemente, mas continuamos distantes dos padrões que nos permitiriam suprir nossas demandas por energia, rodovias, ferrovias, hidrovias e fluxo portuário. Em habitação, nosso déficit é de aproximadamente 7 milhões de moradias.
No âmbito da Educação e da Cultura, é sabido que o Brasil superou problemas antigos, como a falta de acesso à escola. Além disso, segundo o IBGE, em 2008, 56 milhões de pessoas de dez anos ou mais de idade acessaram a internet pelo menos uma vez por meio de um computador. Esse número equivale a 34,8% da população nessa faixa etária.
A mesma pesquisa revela que o uso da internet foi maior entre os mais jovens. No grupo de 15 a 17 anos, por exemplo, a internet é usada constantemente por 62,9% dos jovens. A seguir, vem o grupo de 10 a 14 anos de idade, no qual 51,1% da população tem acesso à rede. Já o grupo de 50 anos ou mais é o time dos desconectados, com uma participação de apenas 11,2%.
O uso do celular também está cada vez mais difundido. Cerca de 53,8% da população de dez anos ou mais de idade tinham telefone celular para uso pessoal em 2008, segundo o IBGE.
Tudo isso indica que estamos acompanhando o restante do mundo em seu ganho de velocidade e no encurtamento de distâncias. Mas é triste saber que o interesse pelas novas tecnologias não se faz acompanhar por um embasamento intelectual que, no mínimo, tornariam mais interessantes e enriquecedoras as palavras que atravessam os caminhos de fibra ótica...
Temos que nos empenhar no combate à má qualidade do ensino e favorecer o acesso à cultura. E um bom começo para o enfrentamento desse problema é a expansão do número de bibliotecas públicas pelo País. Hoje, ainda faltam bibliotecas em mais de 300 municípios brasileiros. O desafio de zerar esse déficit deve ser encarado como uma dívida histórica, por todos nós.
         Além de disponibilizarem livros variados para todos os tipos de público, as bibliotecas funcionam, principalmente nas cidades de menor porte, como espaços importantes para a aquisição da cultura e o exercício da arte e da criatividade. Salas são aproveitadas para cursos de teatro, música e artesanato, e aquelas que recebem equipamentos para projeção se convertem em pequenos cinemas. Graças ao ambiente aconchegante e convidativo, as bibliotecas são opções excelentes para o convívio de crianças e de jovens que, sem essa alternativa, acabariam ficando horas e horas na rua, expostos a toda sorte de riscos e estímulos negativos.
Infelizmente, porém, ainda nos falta trabalhar o apreço pelo livro com a ênfase que ele mereceria. Talvez porque os livros não sejam promovidos por meio de comerciais na televisão, nem tenham, por trás deles, importantes marcas licenciadas a reforçar seu apelo comercial, eles só são lembrados, em boa parte dos lares brasileiros, quando os pais recebem a lista de material escolar no início do ano. Dessa forma, transformam-se em símbolos da obrigação e da rotina, e deixam de ser identificados com aquilo que eles são de fato: companheiros para todas as horas, principalmente as de lazer.
Transformar os livros em objeto de desejo é uma missão que deve ser encampada por toda a sociedade. Eles são inigualáveis na sua posição de alimentadores de corações e mentes. E é importante trabalhar essa questão com uma ênfase bastante grande junto às crianças e aos adolescentes. Coloco ênfase nos mais jovens porque é justamente nos primeiros momentos da vida que as pessoas despertam para o novo e começam a cultivar os valores e as crenças que irão acompanhá-las pelo resto de suas vidas.
Se as crianças sonharem em ganhar livros com o mesmo ardor com que desejam as pistas de corrida, as bonecas e até as pistolas de brinquedo, estaremos mais próximos da construção de um país melhor. Pois não há riqueza maior do que o conhecimento, e é desse tesouro que o Brasil mais precisa.

* Antoninho Marmo Trevisan é empresário, educador e consultor. Preside a Trevisan Escola de Negócios, a Trevisan Consultoria e Outsourcing e o Conselho Consultivo da BDO, e integra o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).

Artigo: Acesso à cultura, nosso maior desafio.

 

Acesso à cultura, nosso maior desafio.

 

Por Antoninho Marmo Trevisan*

 

Economia forte, instituições políticas sólidas e boas perspectivas colocam o Brasil na posição de uma das nações mais promissoras do mundo neste começo de ano. No entanto, o pouco acesso à cultura continua a ser um dos nossos pontos frágeis.

Estas são as constatações que podemos subtrair dos levantamentos feitos pela revista International Living, publicação norte-americana que, desde o começo da década, elabora a medição informal do índice de desenvolvimento humano (IDH) de quase 200 países. Em 2010, os primeiros colocados são, respectivamente, França, Austrália, Suíça, Alemanha, Nova Zelândia, Luxemburgo, Estados Unidos, Bélgica, Canadá e Itália.

O Brasil aparece em 38º -- nada mal, tendo em vista que foram 194 avaliados, mas ainda assim numa posição menos honrosa que a do Uruguai (19º lugar), da Argentina (26º) e do Chile (31º). Nossas melhores pontuações ocorreram nos quesitos de liberdade e segurança (foram analisados riscos de guerra e de ataques terroristas, e não a questão da violência urbana). Nossos piores desempenhos foram em infraestrutura e acesso à cultura.

O que a International Living fez foi tabular aquilo que constatamos na prática. O Brasil é um País que incorporou os valores democráticos e que pratica a tolerância, mas ainda tem muitas lacunas a preencher. Na área de infraestrutura, um dos nossos calcanhares-de-aquiles, estamos investindo fortemente, mas continuamos distantes dos padrões que nos permitiriam suprir nossas demandas por energia, rodovias, ferrovias, hidrovias e fluxo portuário. Em habitação, nosso déficit é de aproximadamente 7 milhões de moradias.

No âmbito da Educação e da Cultura, é sabido que o Brasil superou problemas antigos, como a falta de acesso à escola. Além disso, segundo o IBGE, em 2008, 56 milhões de pessoas de dez anos ou mais de idade acessaram a internet pelo menos uma vez por meio de um computador. Esse número equivale a 34,8% da população nessa faixa etária.

A mesma pesquisa revela que o uso da internet foi maior entre os mais jovens. No grupo de 15 a 17 anos, por exemplo, a internet é usada constantemente por 62,9% dos jovens. A seguir, vem o grupo de 10 a 14 anos de idade, no qual 51,1% da população tem acesso à rede. Já o grupo de 50 anos ou mais é o time dos desconectados, com uma participação de apenas 11,2%.

O uso do celular também está cada vez mais difundido. Cerca de 53,8% da população de dez anos ou mais de idade tinham telefone celular para uso pessoal em 2008, segundo o IBGE.

Tudo isso indica que estamos acompanhando o restante do mundo em seu ganho de velocidade e no encurtamento de distâncias. Mas é triste saber que o interesse pelas novas tecnologias não se faz acompanhar por um embasamento intelectual que, no mínimo, tornariam mais interessantes e enriquecedoras as palavras que atravessam os caminhos de fibra ótica...

Temos que nos empenhar no combate à má qualidade do ensino e favorecer o acesso à cultura. E um bom começo para o enfrentamento desse problema é a expansão do número de bibliotecas públicas pelo País. Hoje, ainda faltam bibliotecas em mais de 300 municípios brasileiros. O desafio de zerar esse déficit deve ser encarado como uma dívida histórica, por todos nós.

         Além de disponibilizarem livros variados para todos os tipos de público, as bibliotecas funcionam, principalmente nas cidades de menor porte, como espaços importantes para a aquisição da cultura e o exercício da arte e da criatividade. Salas são aproveitadas para cursos de teatro, música e artesanato, e aquelas que recebem equipamentos para projeção se convertem em pequenos cinemas. Graças ao ambiente aconchegante e convidativo, as bibliotecas são opções excelentes para o convívio de crianças e de jovens que, sem essa alternativa, acabariam ficando horas e horas na rua, expostos a toda sorte de riscos e estímulos negativos.

Infelizmente, porém, ainda nos falta trabalhar o apreço pelo livro com a ênfase que ele mereceria. Talvez porque os livros não sejam promovidos por meio de comerciais na televisão, nem tenham, por trás deles, importantes marcas licenciadas a reforçar seu apelo comercial, eles só são lembrados, em boa parte dos lares brasileiros, quando os pais recebem a lista de material escolar no início do ano. Dessa forma, transformam-se em símbolos da obrigação e da rotina, e deixam de ser identificados com aquilo que eles são de fato: companheiros para todas as horas, principalmente as de lazer.

Transformar os livros em objeto de desejo é uma missão que deve ser encampada por toda a sociedade. Eles são inigualáveis na sua posição de alimentadores de corações e mentes. E é importante trabalhar essa questão com uma ênfase bastante grande junto às crianças e aos adolescentes. Coloco ênfase nos mais jovens porque é justamente nos primeiros momentos da vida que as pessoas despertam para o novo e começam a cultivar os valores e as crenças que irão acompanhá-las pelo resto de suas vidas.

Se as crianças sonharem em ganhar livros com o mesmo ardor com que desejam as pistas de corrida, as bonecas e até as pistolas de brinquedo, estaremos mais próximos da construção de um país melhor. Pois não há riqueza maior do que o conhecimento, e é desse tesouro que o Brasil mais precisa.

 

* Antoninho Marmo Trevisan é empresário, educador e consultor. Preside a Trevisan Escola de Negócios, a Trevisan Consultoria e Outsourcing e o Conselho Consultivo da BDO, e integra o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).

 

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Estelionato Educacional

ESTELIONATO EDUCACIONAL.
Data: Sábado, 23 de Janeiro de 2010, 21:00


Quase metade dos professores  temporários,que vão lecionar na escola pública de São Paulo, não conhecem a matéria que vão ensinar. São cento e oitenta e dois mil….
 Fizeram uma prova e não conseguiram a média. O critério foi mudado.Contou pontos até os anos que estavam na sala de aula. Estavam na sala de aula e não sabiam a matéria que deveriam ensinar, foi contado como pontos. Nem assim conseguiram.
Ler mais em:
http://blig.ig.com.br/cremilda/2010/01/23/estelionato-educacional-2/

sábado, 30 de janeiro de 2010

Assine contra os pedágios abusivos

pedagio_para_emailO número de praças de pedágios nas rodovias paulistas cresceu absurdamente nos últimos anos. Mesmo em áreas da Grande S. Paulo, em locais a menos de 35 km do marco zero da capital (Praça da Sé) e que por lei deveriam ser proibidos. Até em rodovias que foram projetadas como rotas alternativas ao caótico trânsito da cidade, caso do Rodoanel, que hoje também é pedagiado.

Mas não é só na Grande S. Paulo que os pedágios trazem transtornos graves à população. Muitas cidades do interior foram cortadas e isoladas com a criação de pedágios que não levaram em conta a realidade local e o impacto na economia dos municípios atingidos.

Enquanto isso as concessionárias obtêm lucros exorbitantes, em dez anos, o lucro líquido auferido pelas concessionárias chegou a 3 bilhões de reais, um aumento de 1.053%. Matéria publicada pelo jornal Folha de S. Paulo de 25/12/2009 revelou que as concessionárias bateram recorde de lucro em 2009. R$ 4,55 bilhões, nível recorde, 17,3% superior ao arrecadado em 2008. Os dados são da Artesp (Agência de Transportes do Estado de São Paulo).

Convidamos você a manifestar sua indignação, assine o abaixo-assinado eletrônico e expresse sua opinião. Para assinar basta clicar aqui.

Junto com movimentos contra os pedágios que estão atuantes em vários bairros da capital, em cidades da Grande S. Paulo e nas cidades do interior do Estado atingidas pelos pedágios, queremos colher milhares de assinaturas para entregar à Assembléia Legislativa e ao governador do Estado de S. Paulo expressando a indignação na população paulista com os pedágios mais caros do país.

Para assinar é muito simples, basta clicar no link: http://www.apoiopopular.org/ e preencher o formulário (depois o site envia um e-mail automático de confirmação, não deixe de confirmar).

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

DEDOCHE DE SAPINHO

DICA PARA ALEGRAR A CRIANÇADA! BEM FÁCIL DE FAZER!









dedoche.jpg

DEDOCHE DE SAPINHO


FÁCIL DE FAZER!


E.V.A verde para a cabeça;

GRAVATA BORBOLETA colorida em E.V.A ou TNT;

CORPO em TNT ou tecido.

*Para o corpinho, basta desenhar em camada dupla de TNT ou tecido,

um molde de largura um pouco maior que o seu dedo, realizando o acabamento com cola.

Os detalhes do rostinho: OLHOS, NARIZ E BOCA podem ser pintados com tinta para tecido.




BOM FIM DE SEMANA!

Primeiro-cavalheiro e ministros do Suriname integram missão em busca de conhecimentos para alimentar seu povo

  Comitiva conheceu tecnologias da Embrapa Cerrados que levaram ao desenvolvimento da agricultura tropical. Foto: Alexandre Veloso A visita ...