terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Negócios responsáveis
Carlos Augusto Pires*
Há algum tempo, percebemos que o tema “responsabilidade” tem adquirido dimensão e importância cada vez maiores, relacionando-se a áreas como a social, ambiental, moral, ética... Hoje, tornou-se fator inerente e está na pauta de discussão de qualquer atividade desenvolvida por indivíduos, grupos, instituições, entidades, governos ou corporações. E é justamente a amplitude com que a “responsabilidade” tem sido assumida pelos diferentes agentes da sociedade que vem atingindo patamares inimagináveis, quando a comparamos com referências de um passado não muito distante.
Um exemplo da evolução dos padrões de responsabilidade – seja por exigência dos consumidores, de governos, de instituições, de princípios sociais, ou, até, por iniciativa das empresas – pode ser percebido no conteúdo de três resoluções firmadas durante o “The Global Summit 2011” (Encontro Global 2011), evento realizado este ano, em Barcelona (Espanha), pelo “The Consumer Goods Forum” (Fórum dos Bens de Consumo), rede mundial de líderes do varejo, indústria de alimentos e bebidas, bens de consumo e prestadores de serviços dedicada a iniciativas relacionadas aos seguintes pilares estratégicos: tendências emergentes; sustentabilidade; saúde e segurança; excelência operacional; troca de conhecimentos e desenvolvimento de pessoas.
As três resoluções aprovadas, debatidas por um grupo de líderes empresariais eespecialistas e que serão sugeridas como princípios às corporações de todo o mundo, estabelecem os seguintes objetivos: garantir o acesso e a disponibilidade de produtos e serviços que estimulem entre as pessoas a adoção de dietas e estilos de vida mais saudáveis; oferecer informações transparentes que auxiliem o consumidor a tomar decisões embasadas; e desenvolver programas educacionais para ampliar a consciência e estimular a adoção de estilos de vida mais saudáveis.
É interessante perceber a preocupação dos líderes empresariais em contribuir para a solução de problemas que, em um primeiro momento, poderiam ser qualificados como de saúde pública. Mas, afinal, as empresas têm de ser responsáveis a ponto de estimular hábitos mais saudáveis, mesmo que isso possa aparentemente afetarseus próprios interesses comerciais? A resposta é um definitivo sim.
Mesmo diante do apelo do livre consumo, o mercado (formado em sua base justamente por consumidores) exige que as empresas ofereçam produtos e serviços saudáveis às pessoas (e até, eventualmente, aos animais), atuem com responsabilidade e demonstrem, de fato, suas preocupações e atitudes nesses sentidos. Para chegar a isso, é imprescindível desenvolver uma comunicação transparente, que agregue informações esclarecedoras para orientar as pessoas no sentido de tomarem as decisões mais oportunas em cada caso. Também é essencial contar com o apoio de dados, informações, pesquisas e apurações científicas que deem suporte adequado à confirmação de que tais produtos e serviços oferecidos são realmente saudáveis como se indica.
Cuidar para que o consumidor saiba o que é bom para si ou para seus familiares e semelhantes passou a ser uma obrigação das empresas. Ser responsável significa atuar pensando em todos os impactos que as corporações podem provocar, seja no que diz respeito às pessoas, ao meio ambiente ou à sociedade como um todo. É tarefa, portanto, das organizações exercitar de modo transparente e inteligente a adequação de produtos e serviços, seus processos e suas relações com seuspúblicos. Nesse sentido, é preciso investir forte no uso da criatividade, em pesquisa e inovação. A equação é simples: oferecer produtos e serviços confiáveis, somado a uma atuação responsável dedicada a todos as entidades que dão forma à sociedade, resulta em melhor percepção do que as corporações têm a oferecer e de sua própria existência, o que redunda, em geral, em resultados melhores e sustentados.
Além disso, países como o Brasil, em que os recursos naturais disponíveis têm sido verdadeiros garotos-propaganda do avanço da atividade econômica, precisam ter atenção redobrada em relação à forma como suas empresas, instituições, entidades e governos tratam e lidam com o meio ambiente, especialmente no que diz respeito à exploração e à gestão desses recursos, visando sempre o tão desejado desenvolvimento sustentado.
Ao final, percebemos que a noção de responsabilidade sobre o bem-estar dos indivíduos, anteriormente considerada uma incumbência do Estado, está hoje sendo dividida por toda a sociedade, inclusive pelas empresas que a compõem. Essa não é apenas uma tendência, mas sim um caminho que vem se consolidando e que exigirá dos empreendedores atenção e determinação para que sigam no rumo acertado e garantam a sustentabilidade do próprio negócio e dos sistemas que o envolvem.
*Carlos Augusto Pires é sócio responsável pelas áreas de Consumer Markets - Brasil e Audit-SP da KPMG no Brasil.
Negócios responsáveis
Carlos Augusto Pires*
Há algum tempo, percebemos que o tema “responsabilidade” tem adquirido dimensão e importância cada vez maiores, relacionando-se a áreas como a social, ambiental, moral, ética... Hoje, tornou-se fator inerente e está na pauta de discussão de qualquer atividade desenvolvida por indivíduos, grupos, instituições, entidades, governos ou corporações. E é justamente a amplitude com que a “responsabilidade” tem sido assumida pelos diferentes agentes da sociedade que vem atingindo patamares inimagináveis, quando a comparamos com referências de um passado não muito distante.
Um exemplo da evolução dos padrões de responsabilidade – seja por exigência dos consumidores, de governos, de instituições, de princípios sociais, ou, até, por iniciativa das empresas – pode ser percebido no conteúdo de três resoluções firmadas durante o “The Global Summit 2011” (Encontro Global 2011), evento realizado este ano, em Barcelona (Espanha), pelo “The Consumer Goods Forum” (Fórum dos Bens de Consumo), rede mundial de líderes do varejo, indústria de alimentos e bebidas, bens de consumo e prestadores de serviços dedicada a iniciativas relacionadas aos seguintes pilares estratégicos: tendências emergentes; sustentabilidade; saúde e segurança; excelência operacional; troca de conhecimentos e desenvolvimento de pessoas.
As três resoluções aprovadas, debatidas por um grupo de líderes empresariais eespecialistas e que serão sugeridas como princípios às corporações de todo o mundo, estabelecem os seguintes objetivos: garantir o acesso e a disponibilidade de produtos e serviços que estimulem entre as pessoas a adoção de dietas e estilos de vida mais saudáveis; oferecer informações transparentes que auxiliem o consumidor a tomar decisões embasadas; e desenvolver programas educacionais para ampliar a consciência e estimular a adoção de estilos de vida mais saudáveis.
É interessante perceber a preocupação dos líderes empresariais em contribuir para a solução de problemas que, em um primeiro momento, poderiam ser qualificados como de saúde pública. Mas, afinal, as empresas têm de ser responsáveis a ponto de estimular hábitos mais saudáveis, mesmo que isso possa aparentemente afetarseus próprios interesses comerciais? A resposta é um definitivo sim.
Mesmo diante do apelo do livre consumo, o mercado (formado em sua base justamente por consumidores) exige que as empresas ofereçam produtos e serviços saudáveis às pessoas (e até, eventualmente, aos animais), atuem com responsabilidade e demonstrem, de fato, suas preocupações e atitudes nesses sentidos. Para chegar a isso, é imprescindível desenvolver uma comunicação transparente, que agregue informações esclarecedoras para orientar as pessoas no sentido de tomarem as decisões mais oportunas em cada caso. Também é essencial contar com o apoio de dados, informações, pesquisas e apurações científicas que deem suporte adequado à confirmação de que tais produtos e serviços oferecidos são realmente saudáveis como se indica.
Cuidar para que o consumidor saiba o que é bom para si ou para seus familiares e semelhantes passou a ser uma obrigação das empresas. Ser responsável significa atuar pensando em todos os impactos que as corporações podem provocar, seja no que diz respeito às pessoas, ao meio ambiente ou à sociedade como um todo. É tarefa, portanto, das organizações exercitar de modo transparente e inteligente a adequação de produtos e serviços, seus processos e suas relações com seuspúblicos. Nesse sentido, é preciso investir forte no uso da criatividade, em pesquisa e inovação. A equação é simples: oferecer produtos e serviços confiáveis, somado a uma atuação responsável dedicada a todos as entidades que dão forma à sociedade, resulta em melhor percepção do que as corporações têm a oferecer e de sua própria existência, o que redunda, em geral, em resultados melhores e sustentados.
Além disso, países como o Brasil, em que os recursos naturais disponíveis têm sido verdadeiros garotos-propaganda do avanço da atividade econômica, precisam ter atenção redobrada em relação à forma como suas empresas, instituições, entidades e governos tratam e lidam com o meio ambiente, especialmente no que diz respeito à exploração e à gestão desses recursos, visando sempre o tão desejado desenvolvimento sustentado.
Ao final, percebemos que a noção de responsabilidade sobre o bem-estar dos indivíduos, anteriormente considerada uma incumbência do Estado, está hoje sendo dividida por toda a sociedade, inclusive pelas empresas que a compõem. Essa não é apenas uma tendência, mas sim um caminho que vem se consolidando e que exigirá dos empreendedores atenção e determinação para que sigam no rumo acertado e garantam a sustentabilidade do próprio negócio e dos sistemas que o envolvem.
*Carlos Augusto Pires é sócio responsável pelas áreas de Consumer Markets - Brasil e Audit-SP da KPMG no Brasil.
A vida está aí...
Por que será, que algumas pessoas se
recusam em ser alegres, e preferem abraçar a tristeza? Por que elas se obrigam
a acomodar no incômodo, a se satisfazer com o insatisfatório? Qual a finalidade
em manter um longo e próspero caso de amor com uma maneira de viver que causa
desconforto? Por que será, que estas pessoas insistem tantas vezes em
permanecer em situações que lhes desagradam? Em repetir comportamentos e viver
relacionamentos que lhes causam sofrimentos? Reclamam do emprego, do (a) parceiro
(a), do lugar onde vivem, das pessoas com as quais se relacionam, da vida que
levam... Mas não fazem absolutamente nada para mudar.
Quantas vezes nos
percebemos novamente repetindo situações desagradáveis em nossas vidas, mesmo
tendo nos prometido por diversas vezes que nunca mais aceitaríamos passar por
aquilo novamente! Temos tanta dificuldade e tanta resistência em pelo menos
tentar ser feliz, que nos agarramos de forma desesperada e sofrida em situações
e relacionamentos que nos impedem de realmente viver, de ir ao encontro de uma
felicidade sonhada. Incrível perceber as inúmeras justificativas que usamos,
para permanecer em situações e termos comportamentos que nos prejudicam.
Insistimos em usar escoras, muitas vezes por comodismo. Ou será por medo de
realmente dar certo e ser feliz! Vivemos tantas vezes em estado de quase
letargia e de total comodismo diante do que nos incomoda, como se não houvessem
outras alternativas, como se fosse impossível viver de outra forma. Nos
forçamos tantas vezes a tentar conviver com situações que nos provocam
insatisfações. Passamos às vezes uma vida inteira nos forçando a aceitar o
inaceitável. Insistimos em querer nos conformar e aprender a conviver com o
intolerável, mesmo sabendo a todo instante o mal que isso nos faz.
Esquecemos tantas vezes que o mundo é
dinâmico, que a vida sempre está em movimento. Não adianta se esforçar para não
enxergar e insistir em ignorar, pois os caminhos existem e são muitos. E
bastante variados também! Mas nos negamos tantas vezes em vê-los! Resistimos
tanto em tomarmos decisões, em trilharmos outros caminhos, mesmo quando
constatamos ser a melhor solução. De onde será que origina esta dificuldade em
se permitir ser feliz? Só para lembrar: por mais que você insista em se manter
estático, a vida continua, ela não pára para te esperar!
A vida está aí...
Por que será, que algumas pessoas se
recusam em ser alegres, e preferem abraçar a tristeza? Por que elas se obrigam
a acomodar no incômodo, a se satisfazer com o insatisfatório? Qual a finalidade
em manter um longo e próspero caso de amor com uma maneira de viver que causa
desconforto? Por que será, que estas pessoas insistem tantas vezes em
permanecer em situações que lhes desagradam? Em repetir comportamentos e viver
relacionamentos que lhes causam sofrimentos? Reclamam do emprego, do (a) parceiro
(a), do lugar onde vivem, das pessoas com as quais se relacionam, da vida que
levam... Mas não fazem absolutamente nada para mudar.
Quantas vezes nos
percebemos novamente repetindo situações desagradáveis em nossas vidas, mesmo
tendo nos prometido por diversas vezes que nunca mais aceitaríamos passar por
aquilo novamente! Temos tanta dificuldade e tanta resistência em pelo menos
tentar ser feliz, que nos agarramos de forma desesperada e sofrida em situações
e relacionamentos que nos impedem de realmente viver, de ir ao encontro de uma
felicidade sonhada. Incrível perceber as inúmeras justificativas que usamos,
para permanecer em situações e termos comportamentos que nos prejudicam.
Insistimos em usar escoras, muitas vezes por comodismo. Ou será por medo de
realmente dar certo e ser feliz! Vivemos tantas vezes em estado de quase
letargia e de total comodismo diante do que nos incomoda, como se não houvessem
outras alternativas, como se fosse impossível viver de outra forma. Nos
forçamos tantas vezes a tentar conviver com situações que nos provocam
insatisfações. Passamos às vezes uma vida inteira nos forçando a aceitar o
inaceitável. Insistimos em querer nos conformar e aprender a conviver com o
intolerável, mesmo sabendo a todo instante o mal que isso nos faz.
Esquecemos tantas vezes que o mundo é
dinâmico, que a vida sempre está em movimento. Não adianta se esforçar para não
enxergar e insistir em ignorar, pois os caminhos existem e são muitos. E
bastante variados também! Mas nos negamos tantas vezes em vê-los! Resistimos
tanto em tomarmos decisões, em trilharmos outros caminhos, mesmo quando
constatamos ser a melhor solução. De onde será que origina esta dificuldade em
se permitir ser feliz? Só para lembrar: por mais que você insista em se manter
estático, a vida continua, ela não pára para te esperar!
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Comendo chucrute & salsicha: Avanhandava: A rua mais bonita de São Paulo
Comendo chucrute & salsicha: Avanhandava: A rua mais bonita de São Paulo: Quem me conhece sabe que eu não sou a maior fã da cidade de São Paulo, me parece muito grande, muito violenta, muito cinza, muito um par de ...
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Amiga santista, amigo santista,
2011 chega ao fim com várias conquistas para o Santos FC. Foi o melhor ano do Clube desde 1963! A espera de 48 anos pelo tri da Libertadores terminou e conquistamos um bicampeonato paulista com um gosto novo e especial: dentro da Vila Belmiro e contra um rival histórico. Além disso, tivemos o octocampeonato nacional devidamente reconhecido pela CBF.
Mas 2011 marcou também avanços importantes no processo de modernização da gestão do Clube e a implantação de um novo modelo de governança através do estatuto, destinado a colocar o futuro do Santos acima de interesses de grupos específicos ou conexões de ocasião.
O resultado registrado no Mundial de Clubes do Japão, poucos dias atrás, se não nos garantiu a tão almejada terceira estrela, por outro lado deve ser encarado por todos nós - dirigentes, conselheiros, jogadores e torcida - como um passo adicional para consolidar o Santos na condição de agremiação estruturada, competitiva, admirada e global. Abrimos um novo mercado na Ásia e conquistamos a simpatia de uma nação disposta a se apaixonar pelo Santos e consumir nossos produtos.
O vice-campeonato no Mundial de Clubes precisa ser visto não apenas como um torneio no qual fomos derrotados na final, mas, principalmente, como um marco da internacionalização da nossa marca e fonte de inspiração para que façamos cada vez mais e melhor por nosso time, dando-lhe apoio e incentivo a cada novo desafio.
O vice-campeonato no Mundial de Clubes precisa ser visto não apenas como um torneio no qual fomos derrotados na final, mas, principalmente, como um marco da internacionalização da nossa marca e fonte de inspiração para que façamos cada vez mais e melhor por nosso time, dando-lhe apoio e incentivo a cada novo desafio.
É hora de olhar para o futuro e lapidar nossa visão estratégica. Planejamento é a palavra-chave nesse contexto. Ele deve estar alicerçado em premissas previamente definidas sem desprezar novas variáveis relevantes que se apresentem. Essa é a melhor maneira de tirar lições de cada episódio ou capítulo que vivemos. É fundamental que sejamos confiantes em relação a nossas capacidades tanto quanto humildes para aprender com situações novas ao longo do processo.
Há muito por fazer, mas não podemos nos esquecer do quanto caminhamos. Esta diretoria iniciou sua luta para transformar o Santos há apenas dois anos. Nesse período, além de quatro títulos conquistados, começamos a desenhar um novo salto para as categorias de base e implantamos soluções criativas para manter no clube seus principais talentos, como o craque Neymar. Ao mesmo tempo, conseguimos resultados altamente positivos em relação à ampliação do quadro associativo (quase 25 mil novos sócios, dobrando o número que possuíamos em 2009) e à multiplicação de patrocínios por parte de empresas que viram no Santos um excelente veículo para valorizar suas marcas. Vale destacar ainda a importância de nossa verdadeira cruzada destinada a garantir um equilíbrio financeiro para o clube depois de anos de muitas vulnerabilidades nesse campo.
2012 está chegando e, com ele, as comemorações dos 100 anos. Nós, santistas, temos muito do que nos orgulhar desse clube centenário. Além de 87 títulos obtidos em importantes competições oficiais, o Santos tornou-se a equipe com o maior histórico de gols do futebol mundial – mais de 11.700! - e teve em Pelé o maior goleador da história do esporte.
Novas portas continuam se abrindo para o clube em diferentes esferas do mundo do esporte, o que nos dá a certeza de estarmos no caminho correto para garantir um Santos sempre forte e soberano. Vamos continuar unidos para alcançar esse objetivo. “Lutar com fé e com ardor”, como diz o nosso hino, só depende de nós. De todos nós.
Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro
Presidente do Santos Futebol Clube
Presidente do Santos Futebol Clube
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