quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Por uma escola mais democrática e participativa

 
 

(*) Gilmar Silvério

 

A escola deve ser o espaço privilegiado para o exercício da cidadania. Isso significa preparar as pessoas para que elas saibam encarar o seu papel na sociedade. Para tanto, é preciso construir um processo participativo e democrático, que começa por transformar o ambiente escolar em um cenário que reproduza o que ocorre no dia a dia.

Daí que se não tivermos o devido cuidado com nossas crianças e adolescentes, não alcançaremos o objetivo maior da educação, que é formar cidadãos capacitados a entender e enfrentar os desafios do mundo. A construção desse olhar passa, necessariamente, pelo fortalecimento dos conselhos de escola, que não podem ser encarados como algo burocrático.

Os tempos são outros. Pais, professores e funcionários devem ter uma participação ativa nesse processo, auxiliando inclusive na sua organização. Em Santo André, na região do ABC paulista, em um universo de 32 mil alunos da rede municipal de educação, mais de 11 mil pessoas votaram na criação desses conselhos em cada um dos estabelecimentos de ensino.

O desafio, permanente, é que os conselhos sejam ouvidos e tenham uma atuação significativa para criar uma escola aberta à participação de toda a comunidade. Mas é preciso ir além e avançar mais para consolidarmos um ambiente escolar efetivamente democrático. Por isso, nossa decisão de engajar os próprios estudantes, por meio de representantes escolhidos por eles, nas reuniões dos conselhos.

A ideia é que os alunos possam pensar em propostas para a cidade de seus sonhos. Ou seja, é o cidadão ultrapassando, de fato, os limites do muro da escola. Para incentivar isso, há, inclusive, o Plano Plurianual Estudantil, ocasião em que a "cidade do futuro" é discutida por quem irá viver nela.

Esse esforço todo resultou na criação dos conselhos mirins. Alunos de até dez anos se organizam para construir um ambiente educacional mais interessante, significativo e autônomo. Com isso, estamos incentivando nossos pequenos cidadãos a participar da construção de uma cidade mais humana, alegre e feliz.

 

(*) O autor é professor da rede estadual de ensino e secretário de Educação de Santo André. 
E-mail: gsilverio@santoandre.sp.gov.br.

 

 

 

 

 

O MEDO DA MORTE NA IDADE MÉDIA: UMA VISÃO COLETIVA DO OCIDENTE

 
 

 O MEDO DA MORTE NA IDADE MÉDIA: UMA VISÃO COLETIVA DO OCIDENTE

Dhiogo Caetano no livro: O MEDO DA MORTE NA IDADE MÉDIA: UMA VISÃO COLETIVA DO OCIDENTE propõe uma discussão sobre o imaginário relacionado ao medo da morte na Idade Média. O autor ressalta que o homem pode conseguir refrear todos os sentidos e paixões do mundo material, no entanto não poderá fugir da experiência de morrer seja ele um homem religioso ou pagão. É o medo dessa experiência um dos focos principais do livro.

O livro traz uma investigação e análise de uma discussão bibliográfica sobre o tema morte em um recorte temporal de vários séculos.

A obra se divide em dois capítulos visando uma maior compreensão do tema proposto. No primeiro capítulo, Caetano trabalha a teoria e historiografia visando descrever como o medo de morrer se comportava dentro da historiografia. Podendo ser visto que a formação do medo coletivo traz várias consequências para o Ocidente e possibilita uma análise mais profunda com relação aos conceitos de cultura, civilização, memória coletiva e religiosidade de forma homogênea.

A morte como fenômeno físico, já foi evidentemente estudada, sendo um objeto de pesquisa de muitos pesquisadores, porém ainda permanece como um mistério. "Quando aventuramos no terreno do psiquismo, a morte nos auxilia na investigação da mentalidade humana, colocando em destaque o medo do homem de que um dia a vida chegará ao fim". (DELUMEAU,1989,pp.90-8)

Dentro da Nova História ampliaram-se os objetos de estudo, se fazendo possível analisar até mesmo termos subjetivos como o medo o qual envolve a História das Idéias, História das Mentalidades e História das Religiões.

Caetano nos deixa claro que trabalhar essa questão (a da memória) é fundamental para a compreensão e análise do medo em um período que nos retrocede cronologicamente. A construção de uma memória coletiva do Ocidente Medieval é essencial para responder os inúmeros questionamentos levantados pelo próprio processo investigativo. Portanto essa é pretensão desse capítulo.

Já o segundo capítulo Caetano trabalhado o medo de morrer e a concepção de religião e mentalidade na Idade Média. Foi analisada a visão coletiva do homem medieval diante do medo de morrer e o domínio abstrato dos símbolos, o qual revelava um mundo que se estende além do aqui e do agora, aflorando a concepção de uma decisiva consciência que vislumbra que o medo da morte não é somente considerado um aspecto que fascina, mas ao mesmo tempo, aterroriza a humanidade, historicamente sucede de fontes de inspiração para doutrinas filosóficas e religiosas bem como uma inesgotável fonte de temores, angústia e ansiedade para os seres humanos.

Juntamente com a configuração da sociedade, não podemos deixar de lado o processo de configuração de uma mentalidade coletivamente religiosa, dotada de objetivos e métodos próprios. Estruturando como disciplina a etnologia conseguindo ganhar reforços poderosos de discussão positivista e evolucionista para a análise do sistema religioso.

O estudo dos comportamentos sociais na Idade Média mostra que as crenças e práticas beneficiaram a constituição de um novo campo do conhecimento, tornando-se uma disciplina autônoma, na medida em que categoria social e sociedade tornavam papel privilegiado do estudo, entre eles à religião que passava a merecer maior atenção, com um estudo mais objetivo e sistemático. O termo religião se estruturou num contexto de lentas e definitivas laicizações, conhecendo vários significados, de diversos autores, que promoveram o método comparativo entre sagrado e profano, sociologia e antropologia, abrindo caminhos importantes para uma proposta, mas adequados à abordagem historiográfica; conjugando o desenvolvimento e a vivência de crenças religiosas, um estudo rico e complexo, passando pela produção no campo da mentalidade, demonstrando ser um campo fértil para a contínua reflexão metodológica e historiográfica.

No entanto, o homem na Idade Média se encontrava submisso aos dogmas e práticas religiosas, que tornavam severos os sistemas em geral; ideia transferida graças à memória. Tais fatores deixavam o homem medieval conformado com a miséria vivida, com a peste que assolava, pois somente com a dor, a renúncia e a purificação da morte que o homem garantia a salvação e o paraíso. Tornando possível abordar a relação do homem com a morte em vários aspectos: o biológico, o jurídico, o econômico, o social etc. Na obra, o homem diante da morte, de Philippe Áries (1990) podemos perceber o processo de domesticação da morte; ou seja, uma forma de viver com tal fenômeno como algo natural; nascido por ocasiões do trauma primitivo diante do fato inelutável da morte até a incorporação desta na vida humana.

Caetano nos apresenta uma investigação sobre o medo de morrer não deixando de destacar o controle sobre o corpo na Idade Média. O homem para ter uma boa morte segundo Caetano deveria controlar e disciplinar os desejos do corpo.

Assim, ao analisar o medo da morte na Idade Média, deparamo-nos com regras e comportamentos que favoreciam para uma boa morte, ou seja, uma preparação para o pós-morte que requeria práticas diárias para eliminar os desejos da carne.

Em suma podemos concluir que Caetano descrever o medo de morrer, afirmando que o tema é difuso e que envolve o mistério, o fascínio do além como algo desconhecido e temido ao longo dos séculos. Na Idade Média tal medo se expandiu com um grande temor que espreitava os indivíduos, o medo foi a ameaça; transbordando do imaginário do homem medieval, e penetrando na vida real e cotidiana, e isso ficou denotado e demonstrado na arte, na escrita, nas práticas e nos ritos de uma coletividade cristã ocidental, que se designava sitiada, desmobilizada diante do medo de morrer.

A morte foi e sempre será o principal medo que assola a humanidade.

 Dhiogo Caetano - Professor, historiador, poeta, cronista e colunista.

Uruana -Go 

dhiogocaetano@hotmail.com

COMENTÁRIO DE LIVRO

 
 

O SUCESSO
 
NÃO OCORRE POR ACASO...
 

nair lúcia de britto


Alguns leitores manifestaram agrado pela matéria que escrevi sobre uma reportagem que eu fiz, no ano de 1991, com a atriz Eva Wilma. Por conta disso, uma leitora fez-me uma surpresa muito agradável. Deu-me de presente o livro O Sucesso não Ocorre por Acaso, de Lair Ribeiro, da Editora Rosa dos Tempos.

Entre sorrisos decorrentes desse gesto tão gentil eu abri o livro, já com a intenção de ler e escrever um comentário. A edição é do ano de 1992, mas as mensagens contidas no livro continuam e continuarão positivas. Porque o tempo nunca apaga o que realmente vale!

-- Olha --, digo e agradeço à essa minha querida leitora -– li o livro num só dia e não só reconheci algumas verdades, como também me diverti muito!
 
Isto porque, embora a obra contenha muita propriedade e seriedade, o autor desenvolve seu trabalho com muito bom-humor... o que torna a leitura fácil e agradável.

Eu acho que esse livro deveria ser como um "livro-de-bolso", para aquelas pessoas que desanimam facilmente diante dos obstáculos que surgem diante daquilo que se propõe a fazer. Bem, devo confessar, que isso às vezes também acontece comigo. E, se acontecer de novo, vou dar uma olhada nesse livro! "É simples, mas não é fácil...", ele vai logo avisando.

Uma das citações que eu gostei muito foi esta:

O passarinho não canta porque está feliz. Ele está feliz porque canta!

Lair Ribeiro explica que o cérebro de uma pessoa capta a mensagem que ela lhe envia. Com uma mensagem pessimista, a pessoa vai ficar ainda pior. Mas, se a pessoa demonstar uma atitude feliz, mesmo que não esteja, ela acabará por se sentir feliz. Daí vem o ânimo para realizar o projeto desejado, o que já é um passo positivo para ser bem-sucedido.

Deixe as experiências e mensagens positivas irem substituindo as negativas, em sua auto-estima, recomenda o médico.
 
São muitos os detalhes para conquistar o sucesso. Mas mesmo os menores detalhes fazem a grande diferença.

"Qualquer dia desses", "Algum dia" -- ele avisa: Esse dia não existe no calendário. Quem tem uma boa proposta de trabalho não deixe para "algum dia", comece hoje, agora, já... já... já!

Bem, penso eu, ler esse livro já é um bom começo!


EdUFSCar lança livro sobre arquitetura e urbanismo moderno brasileiro

 
Autora aborda a preservação e a gestão do patrimônio arquitetônico do Brasil, a partir de análises de projetos realizados em Salvador

A Editora da Universidade Federal de São Carlos (EdUFSCar) lança livro da arquiteta e urbanista Ana Lúcia Cerávolo, "Interpretações do patrimônio: arquitetura e urbanismo moderno na constituição de uma cultura de intervenção no Brasil, 1930-1960". O livro fala sobre a questão das políticas públicas de preservação e gestão do patrimônio cultural, dialogando com narrativas existentes sobre o patrimônio no Brasil, inserindo-se no questionamento da construção e reconstrução da cultura arquitetônica no País após o movimento moderno.
No livro, foram analisados dois projetos realizados em Salvador, na Bahia: a restauração e conversão do Convento de Santa Teresa no Museu de Arte Sacra da Bahia e a restauração e adequação do Solar do Unhão para abrigar o Museu de Arte Moderna da Bahia; para isso a autora ainda faz uma ampla revisão historiográfica sobre a política de preservação no país e a prática de intervenções realizadas por vários agentes desde a criação do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN), há 70 anos.
Ana Lúcia é arquiteta, possuindo doutorado na área de Teoria e História da Arquitetura e do Urbanismo Moderno pela USP, com ênfase em intervenções e restauração sobre o patrimônio cultural. Também coordenou ações patrimoniais em São Carlos por mais de dez anos, atuando desde 1994 como pesquisadora do Instituto de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (USP), com projetos sobre arquitetura e urbanismo moderno. O livro foi lançado neste sábado, 9 de novembro, e já se encontra disponível para venda na Livraria da EdUFSCar, localizada na área Norte do Campus São Carlos da UFSCar, próximo à Biblioteca Comunitária (BCo), ou pelo site www.editora.ufscar.br. Mais informações pelo telefone (16) 3351-9622.

https://filosofiaemtransito.wordpress.com/2013/12/16/o-transito-a-transformou-ou-teria-sido-a-vida/

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Natal Iluminado 2013: programação no Ipiranga terá o grupo Barbatuques - Portal da Prefeitura da Cidade de São Paulo

Natal Iluminado 2013: programação no Ipiranga terá o grupo Barbatuques - Portal da Prefeitura da Cidade de São Paulo


Natal Iluminado 2013: programação no Ipiranga terá o grupo Barbatuques


Coral da Gente e artistas locais fazem apresentações gratuitas no Parque da Independência





A grande novidade desta edição do Natal Iluminado acontecerá no bairro: o Parque da Independência vai ganhar uma “Praça de Natal”, com uma árvore de cinco metros de altura, além de um fim de semana com evento natalino que inclui apresentação do Coral da Gente, do Instituto Baccarelli, composto por 25 vozes e um regente, e ainda uma programação local em palco especialmente decorado e a presença de Papai Noel. Durante todo o mês, haverá também árvores naturais iluminadas para decorar o entorno, transformando o local em ponto de visitação para a população.



A Subprefeitura de Ipiranga recebe, neste sábado, dia 14, o grupo Barbatuques, atração inédita neste Natal. Referência internacional em percussão corporal, o grupo Barbatuques produz música utilizando apenas o próprio corpo como instrumento musical, a partir de efeitos de voz, palmas, estalos, batidas, mãos e pés em sintonia.



Serviço:

Natal Iluminado na Praça – 14 e 15 de dezembro







IPIRANGA

Local: Parque da Independência



14/12 -

14h – 20h - Papai Noel



14h-15h - Barbatuques

15h-15h40 - Abertura Ecumênica

15h40-16h20 - Cantata de Natal "Que haja paz na terra nesta noite", criada por Randy Vader e Jay Verde. Regente Quinzinho Oliveira

16h20-17h - Venny (cantora)

17h-18h - Coral do Centro de Convivência da Terceira idade

18h-19h - Larissa Cavalcanti (cantora)



15/12

15h – 20h - Papai Noel



14h-14h40 - Banda da Guarda Civil Metropolitana

15h-15h40 - Coral da Gente – Instituto Baccarelli

16h-16h40 -

17h20-17h30 - Larissa Lima

18h-19h - Venny (cantora)

19h-20h - Tatá Brasilina e Malandragem Patuá



Programação local - informações com a Subprefeitura pelo tel.: 2808-3613.





A programação completa do Natal Iluminado 2013 na cidade de São Paulo pode ser conferida no site oficial: www.cidadedesaopaulo.com/natal.





quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Natal Iluminado no Parque da Independência

Natal Iluminado 2013: programação no Ipiranga terá o grupo Barbatuques

Coral da Gente e artistas locais fazem apresentações gratuitas no Parque da Independência

A grande novidade desta edição do Natal Iluminado acontecerá no bairro: o Parque da Independência vai ganhar uma "Praça de Natal", com uma árvore de cinco metros de altura, além de um fim de semana com evento natalino que inclui apresentação do Coral da Gente, do Instituto Baccarelli, composto por 25 vozes e um regente, e ainda uma programação local em palco especialmente decorado e a presença de Papai Noel. Durante todo o mês, haverá também árvores naturais iluminadas para decorar o entorno, transformando o local em ponto de visitação para a população.

A Subprefeitura de Ipiranga recebe, neste sábado, dia 14, o grupo Barbatuques, atração inédita neste Natal. Referência internacional em percussão corporal, o grupo Barbatuques produz música utilizando apenas o próprio corpo como instrumento musical, a partir de efeitos de voz, palmas, estalos, batidas, mãos e pés em sintonia.

Serviço: 
Natal Iluminado na Praça – 14 e 15 de dezembro



IPIRANGA
Local: Parque da Independência

14/12 - 
14h – 20h - Papai Noel

14h-15h - Barbatuques 
15h-15h40 - Abertura Ecumênica
15h40-16h20 - Cantata de Natal "Que haja paz na terra nesta noite", criada por Randy Vader e Jay Verde. Regente Quinzinho Oliveira
16h20-17h - Venny (cantora) 
17h-18h - Coral do Centro de Convivência da Terceira idade
18h-19h - Larissa Cavalcanti (cantora)

15/12
15h – 20h - Papai Noel

14h-14h40 - Banda da Guarda Civil Metropolitana
15h-15h40 - Coral da Gente – Instituto Baccarelli
16h-16h40 - 
17h20-17h30 - Larissa Lima
18h-19h - Venny (cantora)
19h-20h - Tatá Brasilina e Malandragem Patuá

Programação local - informações com a Subprefeitura pelo tel.: 2808-3613.
 

A programação completa do Natal Iluminado 2013 na cidade de São Paulo pode ser conferida no site oficial: www.cidadedesaopaulo.com/natal.

Embrapa participa de debates, mostra tecnologias e lança publicações na Agrotins

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